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Alexa+ acerta nome, conversa melhor e ganha força com tela, mas ainda exagera na propaganda

Por Liberal FM•04/11/2026 às 03:01
Alexa+ acerta nome, conversa melhor e ganha força com tela, mas ainda exagera na propaganda

A nova versão da assistente virtual da Amazon, batizada como Alexa+, começou a chamar-me pelo nome correto depois de várias tentativas frustradas – “Henque”, “Renque” e outras variações – e isso, embora pareça um detalhe insignificante, ilustra bem a principal proposta da atualização: tornar a conversa mais natural e próxima do usuário. O teste foi feito em um Echo Show 8, um aparelho que combina a potência sonora de um Echo Studio com uma tela de 8,6 polegadas, e que substituiu o modelo antigo sem display que eu utilizava até então. A mudança de hardware trouxe uma experiência diferente, sobretudo porque a tela permite que a assistente mostre informações visuais ao mesmo tempo em que responde.

A grande diferença da Alexa+ está na forma como ela elabora respostas. Quando perguntei se havia pernilongos em Poços de Caldas, a assistente pesquisou na internet, informou sobre o programa municipal de erradicação de mosquitos e ainda recomendou levar repelente, tudo de maneira coerente e verificável. Em outra ocasião, ao solicitar o podcast “O Assunto”, a assistente inicialmente não encontrou o conteúdo por falta de contexto, mas logo depois reproduziu os episódios sem problemas. Essa capacidade de buscar dados externos e adaptar a resposta a perguntas menos previsíveis supera as limitações da Alexa tradicional, que muitas vezes entregava respostas genéricas.

A presença da tela no Echo Show 8 amplia ainda mais a utilidade do dispositivo. Além de exibir a previsão do tempo com detalhes, ele mostra informações de casas inteligentes, funciona como porta-retratos digital e até como relógio que não se desregula com a falta de energia. A integração com a campainha da casa, que envia imagens da câmera tanto para o celular quanto para a tela, demonstra como o aparelho pode centralizar o controle de dispositivos conectados. Contudo, a experiência não é isenta de falhas: a assistente costuma sugerir receitas e outros conteúdos aleatórios sem solicitação, o que pode parecer mais uma vitrine de compras do que um auxílio real, e o número de fotos que podem ser enviadas para o modo porta-retratos ainda é limitado.

Entre os recursos anunciados para a Alexa+ estão a montagem de roteiros de viagem e o resumo de documentos recebidos por e‑mail, funcionalidades que apontam para um uso mais proativo da assistente. No entanto, essas opções exigem a conexão de informações pessoais sensíveis, o que levanta questões de privacidade. No meu teste, optei por não vincular a conta de e‑mail, pois não vejo sentido em expor dados profissionais a um dispositivo que já cumpre bem seu papel de auxiliar nas tarefas cotidianas. Para famílias que precisam coordenar agendas complexas, essas ferramentas podem ser mais atraentes, mas exigem um nível de confiança que nem todos os usuários estão dispostos a conceder.

Em termos de desempenho, a Alexa+ representa um avanço evidente: a conversa flui melhor, o reconhecimento de contexto é mais apurado e, quando combinada ao Echo Show 8, a combinação se mostra bastante prática para quem já investe em casa inteligente. O som do aparelho continua excelente, independentemente da nova camada de IA. Os modelos Echo que suportam a Alexa+ variam em preço, indo de cerca de R$ 500 a quase R$ 2.000, e a funcionalidade ainda está restrita a usuários convidados ou a quem adquiriu dispositivos recentes. Apesar das limitações de interface e das reservas quanto à privacidade, a atualização demonstra que a Amazon está disposta a tornar sua assistente mais útil e menos mecânica no dia a dia.

Fonte: G1 Tecnologia