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Aliada de Trump que investigou universidades nos EUA pede demissão

Por Liberal FM•05/11/2026 às 16:27
Aliada de Trump que investigou universidades nos EUA pede demissão

A funcionária do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Harmeet Dhillon, pediu demissão nesta quinta‑feira (5), conforme informou o procurador‑geral Todd Blanche. Dhillon dirigia a Divisão de Direitos Civis, onde coordenava investigações que iam desde questões eleitorais até alegações de violação da liberdade religiosa. Em pronunciamento oficial, Blanche destacou que a ex‑chefe “defendeu as liberdades civis de todos os americanos e aplicou a lei sem medo nem favorecimento”.

Aliada de longa data do presidente Donald Trump, Dhillon conduziu uma ampla reorientação da divisão, afastando o foco tradicional de combate à discriminação racial e à fiscalização de polícias locais para pautas prioritárias da administração, como a defesa do direito ao porte de armas e o combate ao antissemitismo em campi universitários. Essa mudança de direção marcou uma ruptura com a prática de investigações sobre departamentos de polícia acusados de violações sistemáticas de direitos civis, que eram rotina em governos anteriores.

Durante seu mandato, Dhillon assumiu a liderança nas investigações do governo Trump contra universidades de elite, buscando identificar supostos abusos de políticas de liberdade de expressão e possíveis violações da Segunda Emenda em cidades governadas por democratas. Seu envolvimento nas apurações sobre antissemitismo nos campi e sobre a aplicação de leis de porte de armas trouxe à divisão um perfil mais alinhado ao discurso conservador da Casa Branca.

Em entrevista à Bloomberg Law, a advogada revelou que pretendia retornar ao seu escritório de advocacia, o Dhillon Law Group, após deixar o serviço público. O escritório havia passado por um período de retração, com a saída de alguns sócios para outras bancas, e duas fontes próximas ao caso apontaram que a frustração de Dhillon com a falta de promoções dentro do Departamento de Justiça também influenciou sua decisão de buscar revitalizar a prática privada.

A reconfiguração das prioridades da divisão sob sua chefia provocou um êxodo de funcionários de carreira, que, segundo Dhillon, perseguiam agendas liberais incompatíveis com a nova orientação. Ela chegou a celebrar publicamente a saída desses advogados, argumentando que a unidade precisava de profissionais dispostos a implementar a agenda de Trump. O afastamento de Dhillon encerra, assim, um capítulo marcado por controvérsias sobre a direção dos direitos civis nos Estados Unidos.

Fonte: G1 Mundo