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Coreia do Norte lança cerca de 10 mísseis balísticos em direção ao mar na costa leste, afirma Seul

Por Liberal FM•29/10/2026 às 13:10
Coreia do Norte lança cerca de 10 mísseis balísticos em direção ao mar na costa leste, afirma Seul

Soldados do Exército sul‑coreano observaram a costa norte‑coreana em 16 de setembro de 2026, quando a Coreia do Norte lançou cerca de dez mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar, conforme divulgaram as Forças Armadas da Coreia do Sul. O disparo ocorreu na manhã de quinta‑feira, por volta das 12h30, na região de Wonsan, na costa leste do país, e os projéteis percorreram aproximadamente 250 quilômetros antes de cair no oceano, demonstrando a capacidade de alcance da tecnologia norte‑coreana.

A Coreia do Sul respondeu reforçando a vigilância e mantendo unidades em prontidão para eventuais novos lançamentos, ao mesmo tempo em que intensificou a troca de informações com os Estados Unidos e o Japão. O Ministério da Defesa japonês confirmou que um dos mísseis poderia ser balístico, mas ressaltou que nenhum deles atingiu a sua Zona Econômica Exclusiva. Em Seul, o Gabinete de Segurança Nacional convocou uma reunião de emergência para avaliar as repercussões de segurança e coordenar as respostas diplomáticas.

Em comunicado oficial, o governo sul‑coreano classificou os lançamentos como “grave violação” das resoluções do Conselho de Segurança da ONU e instou Pyongyang a interromper as demonstrações de força. O professor Kim Yong‑hyun, da Universidade Dongguk, sugeriu que o ato pode estar ligado ao aumento das tensões ao longo da fronteira intercoreana, ainda que não haja evidência direta de que a situação fronteiriça tenha motivado o disparo. Segundo ele, a Coreia do Norte também pretende exibir suas capacidades avançadas de mísseis balísticos a Estados Unidos, Japão e à comunidade internacional.

O episódio se insere em um cenário de escalada de hostilidades na península, marcado por duas explosões de minas na Zona Desmilitarizada em 21 de setembro, que feriram três soldados sul‑coreanos. Seul acusa Pyongyang de ter plantado as minas, violando o armistício, enquanto o norte nega a responsabilidade e acusa a capital de inventar o incidente. Paralelamente, Kim Yo Jong, irmã do líder Kim Jong Un, anunciou que alto‑falantes de propaganda contra a Coreia do Sul seriam instalados ao longo da fronteira nos próximos dias, com a intenção de iniciar transmissões até o final de outubro, embora analistas questionem se os dispositivos realmente entrarão em operação.

Especialistas alertam que a combinação de lançamentos de mísseis, incidentes de minas e a iminente ativação de propaganda sonora eleva o risco de uma escalada inadvertida na região. A comunidade internacional observa atentamente as reações de Washington e Tóquio, que têm reforçado seus compromissos de defesa coletiva, enquanto Seul busca equilibrar a necessidade de dissuasão com a busca por canais diplomáticos que evitem uma nova rodada de confrontos. O futuro próximo da península dependerá da capacidade das partes envolvidas de gerir essas provocações sem recorrer a uma escalada militar aberta.

Fonte: G1 Mundo