Democrata no Texas desiste de eleição, abandona campanha um mês antes e é eleita mesmo assim

Ericka Lomick, candidata do Partido Democrata, conquistou a vaga na Câmara dos Representantes do Texas nas eleições de meio de mandato realizadas em 3 de novembro, alcançando 51% dos votos válidos. A vitória ocorreu apesar da decisão de suspender a própria campanha menos de um mês antes da votação, um movimento que gerou surpresa entre analistas políticos e eleitores da região.
A disputa foi travada contra o republicano Alan Blaylock, ex‑membro do Conselho Municipal de Fort Worth, e se desenvolveu em duas frentes distintas: uma para o mandato regular e outra especial, criada para preencher o restante do período do ex‑deputado estadual Nate Schatzline, que deixou o cargo ao assumir a posição de assessor sênior do governador Greg Abbott. Essa segunda eleição visava garantir a continuidade da representação legislativa até o término do mandato em janeiro.
A suspensão da campanha foi anunciada por meio de um comunicado nas redes sociais, no qual a equipe de Lomick apontou questionamentos sobre a capacidade da candidata de assumir o cargo, sem, porém, especificar a natureza das dúvidas. Em setembro, um comitê de ação política havia levantado a suspeita de que a candidata possuía uma condenação criminal por crime grave, o que alimentou ainda mais a controvérsia em torno de sua elegibilidade.
Registros de um tribunal federal da Carolina do Norte, analisados anteriormente pelo jornal americano Star‑Telegram, indicam que uma pessoa chamada Ericka Lomick foi condenada em 2011 por fraude hipotecária, fraude bancária e conspiração para cometer lavagem de dinheiro. A sentença, firmada após acordo judicial, previa 63 meses de prisão. Embora os documentos confirmem a existência da condenação, ainda não há comprovação definitiva de que a pessoa citada nos processos seja a mesma candidata que concorreu ao cargo no Texas.
Segundo o gabinete do secretário de Estado do Texas, indivíduos condenados por crimes graves ficam impedidos de disputar cargos estaduais após o cumprimento da pena. Caso a identidade da condenada seja confirmada como a da candidata, a vitória de Lomick poderá ser contestada juridicamente, o que pode levar a novas decisões judiciais sobre a validade de sua eleição e a eventual necessidade de um novo pleito para preencher a vaga.
Fonte: G1 Mundo





