É #FAKE que foto de avião prestes a atingir o solo mostre acidente com jatinho nos EUA; imagem foi feita com inteligência artificial

Uma imagem que circulou nas redes sociais nas primeiras horas após a queda de um jato particular na Flórida mostrou, supostamente, a aeronave prestes a colidir frontalmente com o solo em uma avenida cheia de veículos. A foto, compartilhada no Instagram, Facebook e X, acompanhada de legendas que descreviam o suposto acidente como “horrível” e “impossível de imaginar”, rapidamente se espalhou como se fosse um registro autêntico do momento crítico antes do impacto.
A verificação feita pela equipe de checagem constatou que o material não corresponde à realidade. A imagem foi criada com inteligência artificial, conforme apontado por um detector de IA desenvolvido pela OpenAI, que identifica sinais de manipulação inseridos por modelos da própria empresa. O algoritmo detectou a presença do SynthID, uma marca d’água digital que, embora invisível ao olho humano, permite reconhecer conteúdos sintéticos. Além disso, não foi encontrado um manifesto C2PA – padrão de autenticidade de conteúdo – que poderia confirmar a origem legítima da foto.
O acidente real ocorreu no domingo, 1º de maio, quando um Learjet 60, que havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas, perdeu altitude e caiu em um bairro residencial da Flórida. O voo transportava nove pessoas, entre elas a copiloto Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros. Entre as vítimas estavam quatro membros de uma mesma família, duas crianças de dois e quatro anos, uma babá e duas amigas próximas. As investigações do Conselho Nacional de Segurança de Transporte dos Estados Unidos (NTSB) apontam que a aeronave pode ter se desprendido de partes antes de iniciar a queda, o que explica a falta de detalhes nítidos nas gravações feitas por motoristas que estavam nas proximidades.
A gravação original, capturada por câmeras de veículos que passavam no local, mostra apenas um borrão de metal em alta velocidade, sem a nitidez que a imagem manipulada apresenta. Especialistas acreditam que a inteligência artificial foi utilizada para “aprimorar” o frame, adicionando detalhes que não existiam na filmagem real, criando assim uma ilusão de veracidade que enganou o público.
Esse episódio reforça a necessidade de cautela ao consumir conteúdo visual nas redes, sobretudo em situações de tragédia. Ferramentas de detecção de IA, como a oferecida pela OpenAI, tornam-se essenciais para distinguir o que é genuíno do que foi fabricado digitalmente, ajudando a evitar a propagação de informações falsas que podem gerar pânico e desinformação.
Fonte: G1 Tecnologia





