Eleições nos EUA: Mississippi tem disputa acirrada pelo Senado com menos de 100 votos de diferença

A corrida pelo Senado dos Estados Unidos tem sido particularmente acirrada no Mississippi, onde a disputa entre o democrata Scott Colom e a republicana incumbente Cindy Hyde‑Smith chegou a uma diferença de menos de cem votos. Com 96 % das cédulas já contabilizadas, a Associated Press indica que ambos os candidatos registram 48,9 % do total, mas a margem efetiva entre eles é de apenas 43 votos, o que deixa a corrida em aberto e eleva a tensão entre as equipes de campanha.
Os números divulgados mostram que Colom acumulou 462 821 votos, enquanto Hyde‑Smith ficou com 462 778, um placar que reflete a competitividade histórica da eleição de meio de mandato. A presença de um terceiro concorrente, o independente Ty Pinkins, que somou 19 935 votos, também tem sido observada como um fator que pode ter influenciado o estreito resultado, ainda que sua votação não tenha sido suficiente para mudar o panorama geral.
Caso a apuração final confirme a vantagem de Scott Colom, o Mississippi passará a integrar a lista de estados que mudaram de mãos para o Partido Democrata nas eleições de 2026. Essa virada seria mais um passo na retomada do controle do Congresso pelos democratas, que já recuperaram a maioria tanto na Câmara quanto no Senado, somando 228 cadeiras na primeira e 54 no segundo, após derrotas nas duas casas nas últimas duas legislaturas.
A vitória dos democratas nas midterms tem sido descrita como histórica, já que o partido conseguiu reverter a maioria que havia sido perdida nas eleições anteriores, conquistando sete cadeiras no Senado e ampliando sua presença na Câmara. Esse movimento reforça a posição do partido de oposição ao ex‑presidente Trump, que tem buscado consolidar sua agenda legislativa em um cenário político ainda bastante polarizado.
Na manhã da quarta‑feira, apenas o Mississippi e o Alasca permaneciam sem definição definitiva para o cargo de senador, indicando que a contagem ainda pode apresentar reviravoltas. Enquanto os resultados finais são aguardados, analistas políticos apontam que a conclusão dessas duas disputas poderá consolidar ou desafiar ainda mais o novo equilíbrio de poder no Congresso dos Estados Unidos.
Fonte: G1 Mundo





