Filha de brasileiros era copilota de avião que caiu na Flórida e deixou 9 mortos

Um avião particular caiu na manhã de domingo em Palm Beach, no condado de Palm Beach, Flórida, deixando nove vítimas fatais. A aeronave, um Learjet 60, se aproximou de uma área residencial de Greenacres e, ao atingir o solo, explodiu, criando uma cratera no asfalto e espalhando destroços pelos arredores. O acidente, que ocorreu por volta das 12h50 (horário de Brasília), foi confirmado pelo secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, que informou que todos a bordo perderam a vida.
O voo havia partido de Austin, no Texas, às 9h36 (horário local) com destino às Bahamas. Durante o trajeto, a tripulação enfrentou condições adversas de gelo e turbulência, fatores que apareceram nas gravações de comunicação com os controladores de tráfego aéreo. Em um momento crítico, a piloto declarou emergência, anunciando uma descida de 10 mil pés por minuto e, em seguida, relatou uma velocidade excessiva que fez a aeronave perder altitude rapidamente, chegando a cair cerca de 20 mil pés por minuto antes do impacto.
Entre os ocupantes estava Nathalia Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros e copilota da aeronave. Ela ganhou notoriedade nos Estados Unidos em 2023 ao obter a licença de piloto particular aos 17 anos, antes mesmo de conseguir a habilitação para dirigir. Filgueiras estudava no último ano do ensino médio na West Boca Raton High School e dedicava grande parte do seu tempo à aviação, acumulando 88 horas de voo ao ser entrevistada pela CBS12 News. Seu objetivo profissional era ingressar em uma companhia aérea comercial ou atuar na aviação executiva, pilotando jatos particulares, e ela havia sido beneficiada por um programa de treinamento financiado pelo distrito escolar de Palm Beach County.
A gravação da comunicação final revela a tensão dos momentos que antecederam a queda. A piloto, identificada como “Mayday”, alertou a equipe de controle sobre a formação de gelo e a perda de altitude, chegando a gritar: “Olhe lá fora, Jack, olhe lá fora! Estamos sem tempo”. Esses relatos sugerem que a combinação de gelo, turbulência e possivelmente uma velocidade inadequada pode ter sido decisiva para o desastre, embora ainda não haja uma conclusão definitiva.
A investigação está a cargo do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB), com apoio da Administração Federal de Aviação (FAA). As autoridades analisam os dados de voo, os registros de manutenção da aeronave e as condições meteorológicas no momento do acidente. Enquanto os peritos trabalham para determinar as causas exatas, o caso reforça a importância de protocolos rigorosos de segurança em voos privados, especialmente em rotas que atravessam áreas sujeitas a condições climáticas adversas.
Fonte: G1 Mundo





