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Filho de ex-presidente do Equador é preso por suspeita de narcotráfico

Por Liberal FM•05/11/2026 às 02:22
Filho de ex-presidente do Equador é preso por suspeita de narcotráfico

Em uma operação coordenada entre autoridades equatorianas e a agência antidrogas dos Estados Unidos, a Polícia Nacional de Guayaquil prendeu Jacobo Bucaram Pulley, filho do ex‑presidente Abdalá Bucaram, juntamente com duas outras pessoas. A ação, divulgada pelo ministro do Interior, John Reimberg, ocorreu nesta quarta‑feira (4) e contou ainda com a detenção de dois suspeitos no Panamá, totalizando cinco cidadãos envolvidos.

Segundo o comunicado oficial, todos os detidos receberam notificações vermelhas da Interpol e são alvo de pedidos de extradição formulados pelos Estados Unidos, que os acusam de participação em atividades ligadas ao narcotráfico. A cooperação internacional permitiu que os presos fossem entregues às autoridades competentes, iniciando os trâmites legais para que possam ser julgados nos tribunais americanos.

Abdalá Bucaram, que governou o Equador entre 1998 e 1999, reagiu às acusações contra o filho classificando‑as como fruto de um “ódio político”. Em mensagem publicada nas redes sociais, o ex‑presidente contestou a legitimidade das investigações e denunciou o que considerou perseguição motivada por rivalidades políticas. A reação surge em meio a um histórico de tensões entre Bucaram e Washington, que em 2022 declarou o ex‑mandatário, sua esposa e três filhos inelegíveis para entrar nos Estados Unidos devido a supostos atos de corrupção.

A operação de captura faz parte de um esforço mais amplo da DEA para desmantelar redes de tráfico de drogas que operam na América Latina, reforçando a colaboração com governos da região. As autoridades equatorianas afirmam que a ação demonstra o comprometimento do país em combater o crime organizado e em atender aos pedidos de cooperação internacional, sem interferir nos processos judiciais internos.

O caso ainda está em fase preliminar, e os detidos aguardam decisões judiciais sobre a extradição. Enquanto isso, a família Bucaram permanece no centro de um debate político que mistura acusações de corrupção, rivalidades partidárias e a crescente pressão dos Estados Unidos para que os suspeitos de tráfico de drogas sejam processados em sua jurisdição.

Fonte: G1 Mundo