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Hackers atacam banco francês e desviam cerca de R$ 615 milhões

Por Liberal FM•05/11/2026 às 01:49
Hackers atacam banco francês e desviam cerca de R$ 615 milhões

O banco regional francês Crédit Mutuel Arkéa revelou, na noite de quarta‑feira, que foi alvo de um ataque cibernético que teria movimentado cerca de 100 milhões de euros, o que equivale a aproximadamente 615 milhões de reais. A operação, descrita como sofisticada e proveniente do exterior, foi contida rapidamente pelas equipes de segurança da instituição, que impediram que os criminosos atingissem as contas dos clientes. Contudo, os hackers conseguiram acessar a conta corporativa do banco e efetuar transferências para outras instituições financeiras, valores que foram imediatamente convertidos em criptomoedas por meio de plataformas especializadas.

A denúncia foi formalizada pelo Ministério Público de Paris, que abriu uma investigação após receber a queixa da filial do Crédit Mutuel na Bretanha e em outras regiões do oeste da França. A apuração concentra‑se em um suposto ataque a um sistema automatizado de processamento de dados, supostamente orquestrado por uma organização criminosa. Embora o banco não tenha confirmado a cifra de 133 milhões de dólares citada pelo jornal Le Télégramme, reconheceu que o montante comprometido está dentro da ordem de grandeza apontada pelos investigadores.

A fraude foi trazida à luz no início da semana por ZachXBT, analista independente especializado em rastreamento de fundos na blockchain. Atuando de forma anônima, o especialista apontou que o dinheiro subtraído foi canalizado por meio de contas abertas em plataformas de negociação de criptomoedas, evidenciando a crescente vulnerabilidade do setor financeiro diante de operações que utilizam moedas digitais como meio de lavagem de recursos. Essa mesma técnica havia sido empregada recentemente contra a gigante das criptomoedas Binance, indicando um padrão de atuação entre os grupos criminosos que visam instituições bancárias.

Apesar da gravidade do incidente, o Crédit Mutuel Arkéa assegurou que o valor afetado não compromete a saúde financeira nem a solidez do grupo. A diretoria destacou que as reservas de capital e os mecanismos de controle interno são suficientes para absorver o prejuízo e garantir a continuidade das operações. A instituição ainda está colaborando com as autoridades francesas e com especialistas em segurança cibernética para identificar os responsáveis e reforçar suas defesas contra futuros ataques.

O caso reforça a necessidade de uma vigilância constante sobre as vulnerabilidades dos sistemas de pagamento e de um monitoramento mais rigoroso das transações envolvendo criptoativos. À medida que as criptomoedas ganham espaço como facilitadoras de movimentações ilícitas, reguladores e bancos são pressionados a aprimorar suas políticas de compliance e a investir em tecnologias avançadas de detecção de fraudes, a fim de proteger tanto o sistema financeiro quanto os consumidores.

Fonte: G1 Tecnologia