Noite 92
NO AR
Noite 92Liberal FM
Liberal FM
Aqui é Bem Melhor - Liberal FM
TOCANDO AGORA
Aqui é Bem MelhorLiberal FM
Assista Ao VivoEstúdio ao vivo
Peça Sua Música(18) 99668-9200
VoltarMundo

Justiça dos EUA pede liminar após denúncia de estratégia democrata para confundir eleitores no Alasca

Por Liberal FM•30/10/2026 às 18:43
Justiça dos EUA pede liminar após denúncia de estratégia democrata para confundir eleitores no Alasca

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos entrou nesta sexta‑feira (30) com um pedido ao Judiciário para obter uma liminar que impeça o Alasca de oficializar o resultado da eleição para o Senado caso o republicano Dan Sullivan perca a disputa. A medida surge em meio a um impasse que envolve dois candidatos com nomes quase idênticos, um deles aliado ao presidente Donald Trump, e tem despertado atenção nacional, sobretudo porque o próprio Papa Francisco, conhecido como Leão XIV, teria registrado seu voto por correio nas eleições de meio de mandato, tornando‑se o primeiro pontífice a participar de um pleito fora de seu país de origem.

Uma investigação publicada pelo The New York Times na última quarta‑feira (28) revelou que integrantes da campanha da democrata Mary Peltola teriam tentado recrutar pessoas chamadas Dan Sullivan no Alasca, com o objetivo de confundir eleitores e dividir o voto do senador republicano Dan S. Sullivan, que busca a reeleição. A reportagem, baseada em entrevistas, mensagens de texto e documentos preparados para uma eventual ação judicial, apontou que a estratégia teria sido coordenada por assessores da equipe de Peltola, embora tanto a candidata quanto o Comitê de Campanhas Democratas para o Senado (DSCC) neguem qualquer envolvimento.

Segundo o mesmo levantamento, a campanha teria enviado operários políticos a comunidades remotas do estado, usando um nome falso para abordar possíveis candidatos em bares e cervejarias. Advogados da campanha de Peltola e membros da cúpula do DSCC participaram de conversas nas quais se chegou a cogitar a criação de um novo partido político, destinado a atrair eleitores conservadores que pudessem ser desviados pelos dois Dan Sullivan. Essa tática, embora ainda não confirmada judicialmente, evidencia a complexidade das disputas eleitorais no Alasca, onde a geografia e a dispersão populacional facilitam manobras de campanha pouco convencionais.

Nas primárias realizadas em agosto, Mary Peltola liderou com 49,5 % dos votos, seguida pelo senador Dan S. Sullivan, que obteve 41,4 %. O candidato independente Dan J. Sullivan recebeu 2,5 % do total, o equivalente a pouco mais de quatro mil eleitores. O sistema eleitoral do Alasca permite que os quatro mais votados nas primárias avancem para a eleição geral, o que significa que, em 3 de novembro, os eleitores encontrarão na mesma cédula dois concorrentes chamados Dan Sullivan, além de Peltola e de outros candidatos que completarem a lista.

A perspectiva de um embate direto entre os dois Dan Sullivan na votação geral eleva a tensão política no estado e abre caminho para possíveis contestações judiciais, sobretudo se o resultado final for desfavorável ao republicano. Enquanto o Departamento de Justiça busca impedir a certificação de um resultado que possa ser revertido por recursos, o presidente Trump já manifestou irritação ao saber da suposta estratégia de confusão de nomes, reforçando a polarização que marca as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O desfecho da disputa alasca‑norte‑americana, portanto, pode se tornar um símbolo das disputas judiciais e estratégicas que têm marcado o cenário político americano nos últimos anos.

Fonte: G1 Mundo