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O formato do bumbum não revela níveis de hormônios, apesar do que dizem nas redes sociais

Por Liberal FM•05/11/2026 às 03:00
O formato do bumbum não revela níveis de hormônios, apesar do que dizem nas redes sociais

Nas redes sociais, surgiram afirmações de que o formato das nádegas seria um indicativo direto dos níveis hormonais, como estrogênio ou cortisol. Essa ideia, embora popular, não tem respaldo científico; a única forma confiável de avaliar a concentração desses hormônios no organismo continua sendo a análise de sangue. Portanto, associar um bumbum em “coração” a níveis saudáveis de estrogênio ou um formato em “H” a excesso de cortisol carece de fundamento.

O que realmente determina a aparência das nádegas é a combinação de fatores genéticos, estrutura óssea e massa muscular. Os genes definem a forma da pelve – que pode ser ginecóide, andróide, antropoide ou platipeloide – e influenciam a quantidade de gordura que se acumula em cada região. Essa arquitetura óssea serve de ponto de apoio para os músculos glúteos e delimita os espaços onde a gordura se deposita, estabelecendo, assim, o contorno visível da região.

Acima do esqueleto, a pele revela os contornos dos tecidos subjacentes, e os cirurgiões plásticos costumam classificar as nádegas em formatos como H, A, O ou V invertido. Embora a genética fixe a base, os músculos glúteos são a parte que pode ser modificada com maior facilidade, seja por meio de treinamento específico ou por alterações de peso. O uso de medicamentos à base de GLP‑1, como o Ozempic, tem sido associado a um aspecto mais achatado das nádegas, reflexo da perda simultânea de gordura e massa muscular.

Ao longo da vida, sobretudo na fase da menopausa, o declínio do estrogênio provoca uma redistribuição da gordura corporal, que tende a se concentrar mais na região abdominal e menos nos quadris e glúteos. Essa mudança ocorre de forma lenta e gradual, não transformando abruptamente o formato das nádegas. Flutuações hormonais de curto prazo, como as do ciclo menstrual, ou episódios de estresse que elevam o cortisol, podem gerar retenção de líquidos generalizada, mas não alteram de maneira perceptível a forma de uma região específica.

Tentativas de modificar o contorno das nádegas por meios não cirúrgicos geralmente esbarram nos limites impostos pela genética. Quando a intervenção cirúrgica é considerada, os procedimentos estéticos nessa área apresentam riscos elevados, entre os mais graves da cirurgia plástica. Em suma, a aparência das nádegas reflete a interação entre herança anatômica, distribuição de gordura e desenvolvimento muscular; os hormônios podem influenciar essa configuração ao longo do tempo, mas apenas exames laboratoriais podem confirmar o estado hormonal de uma pessoa.

Fonte: G1 Mundo