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Os principais números das eleições de meio de mandato nos EUA

Por Liberal FM•02/11/2026 às 01:00
Os principais números das eleições de meio de mandato nos EUA

Cerca de 250 milhões de americanos deverão comparecer às urnas no próximo 3 de novembro para decidir a composição do Congresso dos Estados Unidos, em uma rodada de eleições de meio de mandato que tradicionalmente funciona como um referendo sobre o presidente em exercício. As votações, realizadas a cada dois anos entre os pleitos presidenciais, costumam penalizar o partido que ocupa a Casa Branca, e as projeções atuais apontam para um cenário favorável aos democratas, que lideram nas pesquisas nacionais com vantagem de 11 pontos percentuais sobre os republicanos.

Na Câmara dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil, todos os 435 assentos estarão em disputa, já que os parlamentares são eleitos para mandatos de dois anos. Em 2024, os republicanos ampliaram sua maioria em cinco cadeiras, mas, para retomar o controle da Casa, os democratas precisam apenas conquistar alguns distritos atualmente ocupados pelos republicanos. No Senado, onde os mandatos duram seis anos e cerca de um terço das vagas é renovado a cada ciclo, 35 cadeiras serão renovadas; os republicanos de Trump mantêm 53 senadores, e os democratas precisam de quatro vitórias para assumir a maioria.

Os números refletem a volatilidade histórica das eleições de meio de mandato. Durante o primeiro governo de Donald Trump, em 2018, os republicanos perderam 41 cadeiras na Câmara, enquanto em 2022, sob a presidência de Joe Biden, os democratas recuaram em nove assentos. A avaliação da situação econômica pelos eleitores também pesa nas decisões: apenas 21 % consideram a economia dos Estados Unidos “boa” ou “excelente”, enquanto 53 % a descrevem como “medíocre”. A imagem de Trump permanece desfavorável, com apenas 37 % dos entrevistados mantendo uma opinião positiva sobre sua gestão, segundo a média compilada por Nate Silver.

Além das disputas federais, 36 governos estaduais serão renovados e 145 referendos estaduais serão submetidos ao voto popular, abordando temas que vão do direito ao aborto à reforma do imposto de renda. Em meio a esse amplo calendário, o presidente Donald Trump declarou que respeitará o resultado das eleições, desde que o processo seja “honesto”, reforçando a retórica sobre a integridade do voto que tem marcado seu discurso nos últimos anos.

O aspecto financeiro das campanhas continua sendo decisivo. A agência AdImpact estima que, em 2026, partidos e candidatos deverão desembolsar cerca de US $ 11,6 bilhões em publicidade, valor que supera os US $ 8,9 bilhões registrados nas eleições de meio de mandato de 2022 e ainda excede o total gasto nas eleições presidenciais de 2024. Esse volume de investimento reflete a importância estratégica que ambos os lados atribuem ao controle do Congresso, cujas decisões moldarão o panorama legislativo dos próximos quatro anos.

Fonte: G1 Mundo