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'Estou feliz por ainda ter os cinco dedos da mão', diz estudante que resgatou tartaruga-aligátor em Presidente Prudente


“Estou feliz por ainda ter os cinco dedos da mão com que eu a acariciei”, disse ao G1 o estudante João Pedro Rodrigues Paes, de 20 anos, depois de descobrir que o animal que ajudou a resgatar em Presidente Prudente (SP) era uma tartaruga-aligátor (Macrochelys temminckii), cuja força da mordida pode ultrapassar o impacto de 600 quilos, mais forte do que a de um leão, que gira em torno dos 400 quilos.

O estudante relatou ao G1 que estava indo para a chácara da família, na última quinta-feira (26), quando viu a tartaruga na beira de uma estrada rural de terra, próximo à represa do Rio Santo Anastácio.

“Fiquei com dó e parei o carro para evitar que alguém atropelasse a tartaruga. Liguei para a Polícia Militar e para a Polícia Ambiental. Inicialmente, acharam que era um jabuti e que era para deixar o bicho no local. Mas eu sei como é um jabuti”, falou.

  • Tartaruga-aligátor, que tem mordida mais forte do que a de um leão, é encontrada em Presidente Prudente

Um homem que estava de motocicleta também parou para ajudar o rapaz. O que chamou a atenção de Paes foram as características do réptil. “Era muito grande, as patas pareciam aquáticas, a cauda também era diferente. Era bem peculiar”, relatou.

Tartaruga-aligátor foi resgatada em uma estrada rural, em Presidente Prudente — Foto: João Pedro Rodrigues Paes/Cedida

Tartaruga-aligátor foi resgatada em uma estrada rural, em Presidente Prudente — Foto: João Pedro Rodrigues Paes/Cedida

Porém, mesmo com as diferenças, ele não notou um comportamento agressivo.

“Parecia dócil. Eu até fiz carinho na tartaruga sem saber que era brava. Ela estava bem calma. Só ficou mais agitada depois que o senhor a levantou e a colocou de volta no chão. Tanto que, na foto que eu tirei, ela está com a boca aberta”, falou.

Paes ainda afirmou que teve a ajuda do homem para colocar a tartaruga no carro. “Sorte que eu tinha um cobertor no carro. Pegamos e colocamos na carroceria e levei para a Polícia Ambiental”, comentou Paes.

Tartaruga-aligátor foi encontrada em Presidente Prudente — Foto: João Pedro Rodrigues Paes/Cedida

Tartaruga-aligátor foi encontrada em Presidente Prudente — Foto: João Pedro Rodrigues Paes/Cedida

Somente quando chegou à base da Polícia Ambiental que ele soube que não era um bicho indefeso.

“Lá que me falaram que era um animal perigoso e que, se ela me mordesse, deceparia o meu dedo. Eu encostei pensando que era dócil, que era um animal perdido, nunca pensei que era perigoso”, destacou.

Entretanto, ele só descobriu que era uma tartaruga-aligátor com a repercussão do caso.

“Eu descobri que era uma aligátor quando li no G1, fiquei impressionado e pensei: ‘Nossa, não acredito que passei a mão. Estou feliz que ainda tenho os cinco dedos da mão com que fiz o carinho”, brincou.

Para o estudante, ainda é um “mistério” saber como a tartaruga, que é de uma espécie originária das Américas do Norte e Central, foi parar na estrada rural em Presidente Prudente, no interior do Estado de São Paulo.

“Eu não faço a menor ideia. Eu simplesmente estava passando e fiquei com dó porque gosto de animais. Fica esse mistério, se é tráfico de animais, se alguém criava”, salientou Paes ao G1.

Tartaruga-aligátor foi resgatada em uma estrada rural, em Presidente Prudente — Foto: João Pedro Rodrigues Paes/Cedida

Tartaruga-aligátor foi resgatada em uma estrada rural, em Presidente Prudente — Foto: João Pedro Rodrigues Paes/Cedida

O capitão da Polícia Militar Ambiental Júlio César Cacciari de Moura afirmou ao G1 que a tartaruga-aligátor encontrada em Presidente Prudente pesa entre 15 e 20 quilos. Ele também disse que, por enquanto, não há pistas de como o animal foi parar na estrada rural.

“Nossa crença é de que o animal foi solto ali próximo àquele horário. É um animal extremamente resistente. Não é da fauna silvestre brasileira. Somado a isso, também não é comercializado como animal exótico. Há a presença em alguns zoológicos”, comentou.

Moura também citou outros detalhes do bicho. “Ela tem a boca serrilhada. Caso venha a morder, vai ter amputação. E, diferentemente de um cágado e uma tartaruga normal, essa consegue dar um bote, ela faz um deslocamento em lance”, pontuou.

Para o capitão, o maior risco de ter a presença desse tipo de animal é o desequilíbrio na fauna. “Ela tem uma dificuldade de ter um predador. Caso consiga se procriar, tem o poder de se alastrar, a exemplo do javali e da lebre, que não são da nossa fauna e se espalharam”, explicou.

A tartaruga-aligátor segue no Zoológico da Cidade da Criança, em Presidente Prudente. “Ela passou bem. Está em uma jaula isolada para evitar contato porque pode ser confundida como uma tartaruga comum ou um cágado. Ela vai ser tratada lá e ficar à disposição do zoológico. Está tudo bem com ela, está tudo certo”, finalizou Moura.

Tartaruga-aligátor foi encontrada em Presidente Prudente — Foto: Polícia Ambiental

Tartaruga-aligátor foi encontrada em Presidente Prudente — Foto: Polícia Ambiental

A divulgação do resgate da tartaruga foi feita nesta sexta-feira (27), pela Polícia Ambiental.

De acordo com a corporação, não havia registro da presença do réptil no Oeste Paulista.

Conforme a polícia, o que chama a atenção no animal é a força de sua mordida, que pode ultrapassar 600 quilos, enquanto a de um leão gira em torno dos 400 quilos.

Além disso, é uma das maiores e mais agressivas tartarugas do mundo, podendo pesar até 159 quilos, ainda segundo a corporação.

As mandíbulas da tartaruga-aligátor são tão fortes que podem quebrar ossos humanos com facilidade, conforme a Polícia Ambiental.

A Polícia Ambiental ainda informou que tudo indica que o animal foi abandonado, pois é originário da América do Norte e da América Central e não poderia estar na região.

A tartaruga foi encaminhada para o Zoológico da Cidade da Criança, onde permanece aos cuidados dos profissionais que trabalham no parque ecológico (veja o vídeo abaixo).

Tartaruga-aligátor, das Américas do Norte e Central, é encontrada em Presidente Prudente

Tartaruga-aligátor, das Américas do Norte e Central, é encontrada em Presidente Prudente

Segundo a polícia, esse tipo de prática é considerado crime e, se alguém tiver alguma informação sobre quem teria abandonado a tartaruga-aligátor, deve entrar em contato com a corporação pelo telefone (18) 3906-9200.

De acordo com a médica veterinária Érica Silva Pellosi, da Cidade da Criança, esse é um animal exótico, que não faz parte da fauna brasileira.

“Ele é encontrado na América do Norte e na América Central. Ele é um cágado, um animal semiaquático, que se alimenta de peixes, lagartos e pequenas aves. Ele é um animal extremamente perigoso, agressivo. A sua mordida é muito forte, podendo arrancar um pedaço de um membro”, explicou.

Tartaruga-aligátor foi encontrada em Presidente Prudente — Foto: Polícia Ambiental

Tartaruga-aligátor foi encontrada em Presidente Prudente — Foto: Polícia Ambiental

Tartaruga-aligátor foi encontrada em Presidente Prudente — Foto: Polícia Ambiental

Tartaruga-aligátor foi encontrada em Presidente Prudente — Foto: Polícia Ambiental


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