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Filhos seguem o legado dos pais e trilham o mesmo caminho no Corpo de Bombeiros


O relacionamento entre pai e filho pode deixar marcas. Em algumas delas, significam trilhar o caminho já aberto e escolher a mesma profissão. É dividir espaço no lar e no trabalho. Denotam aprender na prática e viver o que primeiro veio em forma de histórias e lições ouvidas desde a infância.

Vestir a farda do Corpo de Bombeiros e exercer essa profissão são motivo de orgulho para o soldado Giovane Adriano Moreira. Não apenas pela missão tão importante de salvar vidas, mas também porque essa foi uma lição que o pai dele ensinou.

“Desde criança, eu sempre via meu pai de deslocando para os quartéis onde ele trabalhava e, com isso, algumas vezes, ele me levou ao quartel. Por esse fato, isso acabou me influenciando. Eu comecei a ver o caminhão, como era a forma de trabalho, e eu me apaixonei. Isso serviu de inspiração para que hoje eu possa realizar esse sonho, que é bombeiro”, falou o soldado.

Seu pai, o sargento Adriano José Moreira, já está próximo de se tornar veterano, que é como o pessoal chama a aposentadoria na corporação. Mas, antes disso, ele sonhava em poder trabalhar junto com o filho. Este sonho se tornou uma realidade.

“Ele ingressou no ano de 2018. Por um período trabalhou em São Paulo [SP] e aproximadamente dois meses, ele está desempenhando as funções no 14º GB [Grupamento de Bombeiros], na cidade de Presidente Prudente [SP]. Com certeza, é a realização de um sonho, tanto meu quanto dele. Mas creio que muito mais meu do que dele”, disse o sargento.

Mas como será que um pai bombeiro reage quando o filho diz que quer seguir a mesma profissão?

Conhecendo os riscos enfrentados no dia a dia, será que não bate aquela vontade de que o filho fosse por outro caminho?

“Procurei sempre mostrar para ele que não é uma profissão fácil, porém, é muito gratificante. Você acordar todo dia sabendo que vai deixar a sua família, seu lar, e vai para um serviço de prontidão de 24 horas, que é o ritmo operacional, sem ter aquela certeza de que no dia seguinte você vai retornar, receber de volta a sua família. Então, eu procurei sempre passar isso para ele, para que ele crescesse de forma preparada, sabendo dos riscos, e que não é fácil ser bombeiro. E realmente não é”, salientou o pai.

Mas o filho revelou que, mesmo com os riscos, o exemplo é mais forte e hoje é no pai que ele se espelha.

“É uma responsabilidade muito grande porque, pelo fato de eu acompanhar um pouco o trabalho dele, eu vejo que é um bom exemplo, que os comandantes gostam muito dele, que as pessoas gostam muito dele, falam bem dele. Sem dúvida, é uma responsabilidade muito grande, mas eu pretendo dar seguimento nesse quesito”, comentou Giovane.

Famílias mostram que a tradição de salvar vidas pode passar de pai para filho

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Para o 2º tenente Sinval da Silva, os tempos de veterano já chegaram. Porém, ele também viveu a emoção de ver o filho, o soldado Leonardo Correa Silva, se tornar bombeiro. E não foi apenas isso. Na escola de formação, em Junqueirópolis (SP), ele foi um dos professores do rapaz.

“Foi muito emocionante, foi uma oportunidade única que nem todos conseguem e foi também muito emotivo. Foi uma felicidade ímpar. Nos trouxe uma satisfação muito grande”, salientou o 2º tenente.

Ser filho do professor em ambiente militar já foi uma daquelas missões complicadas para o soldado. Contudo, a proximidade com o pai ajudou a moldar ainda mais o profissional que ele se tornou.

“Existe uma exigência a mais. Eu acho que foi o único caso, se eu não me engano, em que isso aconteceu. Então, o pessoal também comentava que eu tinha que ser espelho, ser referência. Até isso também foi um pouco diferente”, disse.

Hoje, para Sinval, ter o filho na ativa, na prontidão, é também uma forma de manter vivo o bombeiro que ele já foi.

“É difícil você deixar de ser bombeiro porque eu fui mais de 30 anos, 30 anos e um mês bombeiro. Você ter um filho que entra na corporação e, de repente, você sai, bate aquela saudade. De vez em quando eu visito, tenho um motivo a mais porque o meu filho está lá e tem as histórias de agora que você acaba lembrando também. É muito bom. Ajuda a matar a saudade”, comentou o pai.

Já quem carrega esse legado sabe que a responsabilidade não pode ser um peso, mas um objetivo a ser alcançado.

“É uma mistura de alegria com responsabilidade. Ao mesmo tempo em que a gente está feliz no que faz, a gente precisa gostar. Nenhum momento foi algo forçado, foi porque a gente gosta mesmo e tem um pouco de responsabilidade também porque pelo profissional que o meu pai foi, eu pretendo seguir a mesma linha. Se eu conseguir chegar à metade do profissional que ele foi, para mim, já está de bom tamanho”, relatou o soldado.
2º tenente Sinval da Silva e seu filho Leonardo Correa Silva, soldado do Corpo de Bombeiros — Foto: Reprodução/TV Fronteira

2º tenente Sinval da Silva e seu filho Leonardo Correa Silva, soldado do Corpo de Bombeiros — Foto: Reprodução/TV Fronteira

Uma das missões do bombeiro é, mesmo nas ocorrências mais difíceis, sempre manter viva a esperança. E esse Dia dos Pais vai ser mesmo de esperança renovada para uma família de bombeiros. É que o Leonardo, de apenas 21 dias, acabou de chegar ao mundo e vai passar o primeiro dia dos pais junto com o cabo Dênis Roberto Jacinto.

Motivo de alegria para a mamãe, a soldado Jéssica, e para as irmãs Caroline, de 16 anos, e Ana Clara, de dois anos e meio. A família é de Osvaldo Cruz (SP) e conta que, mesmo com tão pouco tempo de vida, o bebê está transformando a vida deles.

“Essa é uma situação delicada. Até então a gente trabalhou por um ano na mesma prontidão, trabalhamos juntos, agora, provavelmente não vai ser possível tendo em vista que a nossa escala são 24 horas de serviço por 48 horas de descanso. Então, a gente vai ter que revezar. Em 24 horas eu vou cuidar das meninas e do Leonardo, e nas outras 24 horas a Jéssica vai cuidar e a gente vai ter 24 horas juntos. Vai ter que fazer um bem bolado para que ninguém sinta falta do pai ou da mãe e nem o pai da mãe”, explicou o cabo.

Quanto ao futuro, ele disse que tem o sonho de ver um dos filhos seguir a profissão dele. Entretanto, garante que a escolha vai ser das crianças. O que ele quer mesmo é que, em qualquer profissão, eles possam seguir os valores que fazem parte da vida de um bombeiro.

“Sou muito feliz pelos filhos que eu tenho. Com certeza, serão bem-criados, e o maior exemplo eu vou tentar dar para os meus filhos para que eles sigam uma profissão de respeito, que sejam boas pessoas e sempre no intuito de ajudar o próximo, que é o nosso espírito maior”, finalizou o cabo do Corpo de Bombeiros.
Cabo Dênis Roberto Jacinto é pai pela terceira vez — Foto: Reprodução/TV Fronteira

Cabo Dênis Roberto Jacinto é pai pela terceira vez — Foto: Reprodução/TV Fronteira


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