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Onda de calor e baixa umidade do ar alastra incêndios e provoca prejuízos na região de Presidente Prudente


A onda de calor e baixa umidade do ar que atinge a região de Presidente Prudente (SP) tem provocado incêndios na vegetação seca e mobilizado equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e das prefeituras nas cidades onde o fogo se alastra já há dois dias consecutivos.

De acordo com o coordenador regional da Defesa Civil no Oeste Paulista, João Henrique Papoti, que é capitão da Polícia Militar, os trabalhos estão concentrados nesta quinta-feira (19) em pontos que ofereçam riscos a escolas, casas e animais em pastagens. Não há registro de feridos até o momento.

Ainda segundo Papoti, desde a quarta-feira (18), a atuação da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, junto com prefeituras e até empresas e moradores, tem sido intensa. Alguns grandes focos que estavam controlados no período da noite e durante a madrugada, em Presidente Prudente (SP) e em Presidente Venceslau (SP), voltaram a queimar após o amanhecer.

Incêndio atinge área de vegetação em Presidente Prudente, nesta quinta-feira (19) — Foto: Alan Mosqueti

Incêndio atinge área de vegetação em Presidente Prudente, nesta quinta-feira (19) — Foto: Alan Mosqueti

“Desde ontem [18], não paramos. Todos os caminhões e caminhonetes estão indo aos locais. Existem três fatores que estão dificultando muito o trabalho. Está muito quente e isso auxilia na propagação das chamas, o mato está alto e está ventando muito e mudando de direção toda hora. O vento é o que tem mais dificultado”, explicou o capitão ao G1.

Ele ainda ressaltou que, com tantas ocorrências simultâneas, as equipes precisam priorizar as ações.

“Um exemplo é o trabalho na reserva da Lagoa São Paulo, em Presidente Epitácio [SP], que precisou ser interrompido para atendimento de uma ocorrência na Agrovila 3, em Caiuá [SP], onde havia um incêndio perto de uma escola”, disse.

Incêndio atinge área de vegetação na chamada Mata do Furquim, em Presidente Prudente, nesta quinta-feira (19) — Foto: Alan Mosqueti

Incêndio atinge área de vegetação na chamada Mata do Furquim, em Presidente Prudente, nesta quinta-feira (19) — Foto: Alan Mosqueti

Neste caso da unidade de ensino, ele salientou que a direção da escola evacuou o local e o fogo em mato chegou até o muro, mas não houve danos ao prédio.

Agora, os trabalhos estão concentrados principalmente na área próxima à Estrada Vicinal Aymoré e no Jardim Iguatemi, onde há um novo loteamento, em Presidente Venceslau.

“Na Aymoré, há uma grande quantidade de sítios e fazendas habitados”, relatou ao G1.

População do Oeste Paulista sofre com as constantes queimadas

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O capitão também destacou que muitos incêndios atingem Áreas de Preservação Permanente (APPs), onde há muitas árvores e galhadas.

“Esses materiais continuam queimando, continua saindo fumaça. A população reclama, e com razão, porque causa problemas respiratórios, principalmente em crianças, mas nossa prioridade não é acabar com a fumaça. Isso se torna um problema residual”, pontuou.

Em Martinópolis (SP), a fumaça causada por um incêndio em vegetação em área rural levou à interdição total da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), nos dois sentidos, entre o km 530 e o km 534, durante quase quatro horas, nesta quinta-feira (19).

Incêndio atinge área de vegetação na chamada Mata do Furquim, em Presidente Prudente, nesta quinta-feira (19) — Foto: Alan Mosqueti

Incêndio atinge área de vegetação na chamada Mata do Furquim, em Presidente Prudente, nesta quinta-feira (19) — Foto: Alan Mosqueti

Com o tempo seco e sem previsão de chuvas iminentes, Papoti deu algumas orientações sobre como proceder diante de incêndios.

“Se houver fumaça na estrada, não tente atravessar por essa fumaça. Você não sabe o que vem no sentido contrário e o que pode causar acidente. Na região, já tivemos um evento trágico”, disse ele, referindo-se ao acidente de trânsito que provocou a morte de cinco pessoas, em agosto de 2019, na Rodovia Homero Severo Lins (SP-284), em Martinópolis, após a colisão frontal entre um caminhão e uma van. No momento da batida, havia fumaça na estrada provocada por focos de incêndio.

  • Fumaça tira visibilidade de motoristas e provoca acidente com mortes na Rodovia Homero Severo Lins
Baixa umidade do ar e fumaça causada pelas queimadas causam prejuízos à saúde

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Para acionar o Corpo de Bombeiros ou a Defesa Civil, as pessoas, se estiverem dentro da área urbana, devem passar o endereço completo, com nome da rua, número e bairro. Se for na zona rural e em local de difícil acesso, o capitão frisou que o melhor é que alguém espere a corporação em um ponto bem situado e leve a viatura até o incêndio. Isso evita que a equipe se perca no meio do caminho.

“São informações valiosas e que nos ajudam a verificar se a ocorrência é preferencial ou não”, enfatizou.

Se o fogo estiver próximo de locais habitados, o melhor é deixar a área.

Como exemplo, o oficial citou a postura adotada pela direção da escola na Agrovila 3, em Caiuá, nesta quinta-feira (19), e lembrou como medidas necessárias deixar o local e sair de forma ordenada.

Por fim, o coordenador regional da Defesa Civil falou que a limpeza de terrenos não deve ser feita com o uso de fogo.

“Dentro das grandes cidades, como Presidente Prudente, Presidente Venceslau e Presidente Epitácio, em bairros novos e com muitas construções, a gente percebe que as pessoas tentam fazer a limpeza com fogo. Às vezes, são até pessoas que foram contratadas e não os donos. Mas isso, com o tempo seco, pode causar muitos danos”, alertou.

O capitão ainda explicou que a Defesa Civil vai fazer, com o uso de um equipamento de drone do Corpo de Bombeiros, o mapeamento das áreas atingidas por incêndios na região de Presidente Prudente.

“Também vamos avaliar os locais onde houve perdas de animais ou materiais. Em uma fazenda de Presidente Venceslau, houve a perda de 15 cabeças de gado. Contudo, vamos retornar depois para fazer o catálogo, porque a nossa prioridade agora é combater os incêndios”, concluiu Papoti ao G1.

Incêndios são monitorados pela Polícia Ambiental por meio de satélite

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Estiagem há mais de 2 meses

De acordo com o climatologista Vagner Camarini, a região de Presidente Prudente não tem chuva significativa já há mais de dois meses, desde o dia 11 de junho.

“Na região de Presidente Prudente, é comum essa onda de calor no mês de agosto, por ser um dos meses mais secos do ano no Oeste Paulista. Como não tem formação de nuvens de chuva, o sol brilha o dia inteiro e por isso traz o calor. A média da temperatura nesse mês geralmente fica em torno de 34 e 35 graus, podendo variar para mais ou para menos. Esse ano está um pouco mais quente, mas dentro da normalidade do período”, salientou Camarini ao G1.

“Ainda não temos previsão de chuva nos próximos dias. A expectativa é de que haja chuvas significativas somente na segunda quinzena de setembro. Antes disso, pode haver pancadas de chuva, mas serão leves”, pontuou.


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