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Quando os filhos saem de casa | psicoblog


Um dia os filhos crescem e iniciam um movimento para sair de casa e construir a própria vida. Os pais já sabiam que, mais cedo ou mais tarde, isso aconteceria em algum momento. Porém, só na teoria. Na prática, a história é outra. Eles experimentam emoções contraditórias: de um lado a sensação de missão cumprida e de outro uma profunda tristeza e vazio. Com a saída dos filhos, vai embora a bagunça, o barulho, mas fica o silêncio e a saudade de tantas coisas boas vivenciadas na rotina do dia a dia.

A Síndrome do ninho vazio, como é denominada este tipo de situação, é um problema bastante comum que os pais enfrentam quando os filhos deixam o lar, por diversas razões, como estudar, morar sozinho, casar, etc.

O sofrimento que acomete os pais neste período, quando não elaborado, pode desencadear algumas doenças somáticas ou até mesmo a depressão, sendo esta a mais comum. E se a relação do casal até aqui foi dirigida apenas para os filhos, esquecendo-se dos seus papéis de marido e mulher, o casamento pode ficar sem sentido e a vida pessoal também.

A dor emocional, neste período, atinge mais as mães pelo relacionamento estreito que elas têm com os filhos. Algumas, inclusive, vivenciam este momento como abandono. O sentimento de perda e de inutilidade se faz presente, mesmo para aquelas mães que respeitam e compreendem a escolha do filho. Todavia, muitas vezes, este momento coincide com outros períodos da vida dela, nem sempre bem aceitos, e que podem potencializar a dor, como mudança de vida, aposentadoria (ou a proximidade dela), talvez a morte dos pais, ou até mesmo a separação do cônjuge.

Algumas mães estabelecem uma relação muito simbiótica de dependência afetiva ou apego com os filhos e, por isso, elas têm a necessidade do retorno desse afeto, diário e presencial. Assim, quando eles saem de casa, se sentem esvaziadas.

Contudo, a Síndrome do ninho vazio é uma crise passageira e a forma como cada um lida com este momento vai depender da sua própria história de vida, personalidade, número de filhos, como preenchem seu dia a dia e quais são os projetos de vida.

É importante que os pais estejam atentos aos próprios sentimentos e ressignifiquem esta etapa da vida, buscando atividades que lhe despertem a razão de outros papéis que não sejam apenas o de mãe ou pai. Atividades remuneradas, passeios, engajar-se em algum grupo, aumentar a rede social, são algumas das sugestões.

Preservar a própria individualidade, independente de estar casado ou não, é um exercício importante que cada um dos pais deve fazer desde que os filhos são pequenos para não demandar mais tarde esta necessidade do outro.

O momento é de adaptação a uma nova situação e da possibilidade de se lançar em algum projeto que, até então, pode ter sido desativado devido à criação dos filhos.

Joselene L. Alvim- psicóloga



Fonte: G1

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