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Separação: dor e coragem



Ao longo da vida já fizemos muitas separações. A primeira delas quando saímos do útero materno e depois tantas outras, como dos amigos, da escola, do trabalho. Algumas delas, de tão corriqueiras, são imperceptíveis. Outras, mais intensas, impactantes e que, invariavelmente, demandam um gasto da nossa energia emocional e mental. De qualquer forma, a separação é uma experiência universal e embora haja diferenças entre pessoas, culturas, etc., a maioria das emoções vivenciadas, quando relatadas, tem algo em comum. Seja como for, separar é um processo difícil, doloroso, mesmo quando é voluntário, pois, se por um lado há o desejo pelo novo, por outro há um medo do desconhecido, das perdas. No caso de uma separação amorosa, o medo faz com que alguns casais adiem a decisão com justificativas do tipo “quando os filhos crescerem ou saírem de casa; depois das férias; quando passar o natal”, dentre outras, como forma de não enfrentar a ruptura. E mesmo diante das tentativas de fazer o relacionamento dar certo, apesar das evidências de que nada vai mudar, há um apego com aquilo que já foi, com a história de amor vivenciada. Claro que é válido considerar a experiência compartilhada e buscar reconstruir a relação, mas é preciso saber a linha divisória entre repensar a vida a dois daquilo que é uma fuga para não enfrentar a separação. São situações diferentes e nem sempre percebidas ou encaradas. Na maioria das vezes, a separação acontece mesmo antes de ser verbalizada ao outro, através da perda da cumplicidade ou do distanciamento afetivo. De qualquer forma, quem toma a decisão carrega o medo de se arrepender, independente se já está com outro alguém ou se a intenção é apenas ficar só. Quando a separação se concretiza a dor é inevitável. Nela acaba-se a fantasia do parceiro idealizado e dos planos a dois. Medo e vazio se entrelaçam. Surgem sentimentos de impotência e a sensação de fracasso toma conta. É parte do processo. Nesse momento, como alívio da dor, é comum as pessoas buscarem racionalizações que as convençam da perda, além de culpar o outro pela frustração. E por quê? Porque numa relação a dois o outro torna-se o depositário das próprias projeções, dos desejos e quando estes não se realizam a decepção vem à tona. As pessoas, ao longo da vida evoluem, mudam a forma de pensar, de desejar. Isso é saudável. E numa relação a dois, o que inicialmente, digamos assim, era composto de um único mundo, apesar do respeito à individualidade, quando há mudanças internas em um dos dois, novos sentidos e que não são compartilhados, ajustados ou, principalmente, acompanhados pelo outro, o casal, aos poucos, passa a ter estradas diferentes. É como se cada um se isolasse na própria forma de ser. Alguns chegam a ser dois estranhos no mesmo espaço. É preciso conscientizar-se de que separação é uma capitulação das nossas vidas que nos ensina sobre nós mesmos permitindo que aquele lado oculto ganhe nova dimensão, outro sentido, e assim termos a consciência de que somos responsáveis pelas nossas próprias satisfações e realizações. No entanto, fazer este movimento exige uma boa dose de assertividade, de maturidade emocional e nem todos estão preparados para isso. E quando não conseguem, para aliviar o desconforto que a situação traz, alguns buscam formas de compensações como, por exemplo, mergulhar no trabalho, gastar em demasia, etc. Cada um escolherá a maneira mais apropriada que, no fundo, só irá mascarar a situação que só se resolverá quando a pessoa puder olhar para seus medos, suas defesas e compreender que toda escolha implica em perdas. Afinal, a vontade de viver também tem riscos. Créditos: Joselene L. Alvim- psicóloga

Fonte: G1

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