Relatório aponta ação policial como responsável pela violência armada


Os dados do relatório semestral do Instituto Fogo Cruzado, lançado nessa quarta-feira (29), apontam que as ações e operações policiais, principal estratégia para lidar com as questões de segurança pública no Brasil, consolidaram-se como um dos motores da violência armada no Brasil.

 Os números mostram que houve recorde de participação policial nos tiroteios, eventos que deixaram 901 pessoas baleadas. Ainda assim, os dados indicam um avanço das ações dos grupos armados nos estados mapeados. 

Os dados do relatório foram levantados entre janeiro e junho de 2026, nas quatro regiões metropolitanas onde o Fogo Cruzado atua: Rio de Janeiro, Recife, Belém e Salvador, em 57 municípios.

Ao menos 2.511 tiroteios foram registrados, resultando em 2.403 pessoas baleadas, das quais 1.628 morreram e 775 ficaram feridas. As ações policiais foram responsáveis por 39% dos registros, deixando 584 mortos e 317 feridos em seus 989 tiroteios. Em 2025, no primeiro semestre, em 33% dos tiroteios houve participação policial. Apesar da queda nos tiroteios entre os períodos, o relatório mostra que a participação policial nos conflitos cresceu.

“Há três décadas o Estado repete a mesma fórmula, um modelo de segurança pública incapaz de desarticular os grupos armados e que não garante segurança à população, nem mesmo diante do aumento da participação policial nos conflitos. Não é razoável esperar resultados distintos insistindo em uma estratégia cuja ineficácia já é conhecida. Ao contrário, essa lógica alimenta o alto número de tiroteios, expõe moradores ao fogo cruzado, compromete o funcionamento de escolas e unidades de saúde e não contém o avanço dos grupos armados”, avalia a gerente de Pesquisa do Instituto Fogo Cruzado, Terine Husek Coelho.

Já o número de baleados em disputas entre grupos armados, como as facções e as milícias, cresceu 12% durante o semestre, aumentando de 181 vítimas em 2025, para 203 em 2026.

Grande Rio

Ao menos 976 tiroteios foram mapeados na região metropolitana do Rio. O número segue em tendência de queda, mas as ações e operações policiais já correspondem a quase metade dos registros do primeiro semestre. As forças policiais participaram de 47% dos casos mapeados no Grande Rio, o maior patamar para o período desde 2017. 

Grande Recife

Com 645 tiroteios mapeados, houve queda na violência armada na região metropolitana do Recife, sendo o menor índice desde 2019. Apesar da redução, o primeiro semestre de 2026 já acumula o maior número de tiroteios em ações e operações policiais de toda a série histórica, com 60 registros, ou 9% do total mapeado.

O número de assaltos que terminam com baleados está cada vez mais frequente. Esse agravamento da violência armada em crimes contra o patrimônio fica evidenciado no número de vítimas registradas ao longo do primeiro semestre, quando 53 pessoas foram atingidas, sendo recorde se comparado ao primeiro semestre dos quatro anos anteriores.

Salvador e região metropolitana

Nos últimos anos, Salvador e regiões metropolitanas têm acompanhado uma tendência de queda no número de tiroteios ocorridos nos primeiros semestres, chegando em 2026 ao seu menor índice com 656 registros.

O número de baleados nas ações policiais também acompanha esse aumento, dos 637 atingidos por disparos de arma de fogo no período, 53% deles em contexto de ações policiais, se refletindo também na quantidade de agentes de segurança baleados em serviço. Dos 34 agentes atingidos, 24 estavam em serviço, representando 71% dos atingidos

Belém

Durante o primeiro semestre de 2026, 234 tiroteios foram mapeados na região metropolitana de Belém, uma queda de 20% em comparação com os primeiros seis meses de 2025, com 293 casos mapeados.

A violência na região segue sendo profundamente marcada por ações e operações policiais. Durante o primeiro semestre de 2026, houve a participação dos agentes em 45% dos registros.




Fonte: Agência Brasil

Mais de 510 mil imóveis ainda estão sem luz no Rio


Mais de 510 mil imóveis do Rio de Janeiro continuam sem energia elétrica, desde o vendaval que atingiu o estado na tarde desta quarta-feira (29), com ventos que chegaram a atingir mais de 100 quilômetros por hora (km/h) na capital fluminense. De acordo com a concessionária Light, 44 árvores caíram sobre a rede elétrica e cortaram o abastecimento de 370 mil clientes.

A ventania provocou também cinco desabamentos no estado, entre eles um muro na zona sul da cidade do Rio, que deixou dois mortos. De acordo com nota divulgada na noite de quarta-feira, pela Secretaria Estadual de Defesa Civil, bombeiros tiveram que resgatar 31 pessoas. Na estação meteorológica do Galeão, foram registrados ventos de até 105 km/h. Foram ainda feitas buscas para localizar uma pessoa que teria desaparecido no litoral de Angra dos Reis, na localidade de Mambucaba.

Áreas mais afetadas

Entre os bairros mais afetados pela falta de luz na manhã desta quinta-feira (30) estão Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio dos Bandeirantes. A Light informou que suas equipes estão mobilizadas, com a prioridade de normalizar o serviço para os clientes afetados o mais rapidamente possível.

Já a concessionária Enel informou que 142 mil imóveis continuavam sem fornecimento de energia na manhã de hoje. A empresa destacou que na região sul do estado, especialmente em Paraty, Angra dos Reis e Mangaratiba, dezenas de árvores caíram sobre ruas e rodovias, danificando a rede elétrica e bloqueando o acesso das equipes a diferentes pontos de atendimento.

Durante o vendaval, houve desligamentos, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), na rede de distribuição e transmissão a partir das 15h57, impactando a área do Rio.  As cargas foram 100% normalizadas às 17h35, de acordo com o ONS.

Além disso, vários sistemas de transporte foram afetados pelos fortes ventos, como os Aeroportos Santos Dumont e o Internacional Tom Jobim (Galeão), o metrô carioca e os trens do Grande Rio.

De acordo com a concessionária TrensRJ, que opera o sistema ferroviário da região metropolitana, os ventos impactaram dois ramais, com a circulação de trens suspensas em alguns trechos de Japeri (entre Comendador Soares e Japeri, incluindo a extensão Paracambi) e a necessidade de troca de composição na estação Campos Elíseos, para quem circula entre Gramacho e Saracuruna, no ramal Saracuruna.




Fonte: Agência Brasil

Ventos provocam danos na Costa Verde e na região serrana do RJ


A ventania que atingiu o município do Rio de Janeiro, com ventos que ultrapassaram 105 quilômetros por hora (km/h), também afetou outras cidades da região metropolitana, como a Costa Verde e a região serrana.

Em Angra dos Reis, na Costa Verde, a prefeitura informou que houve registro de rajadas de vento de até 104 km/h na tarde desta quarta-feira (29), que derrubaram árvores em diversos pontos da cidade e um veículo foi atingido pela queda.

Um pescador desapareceu na praia de Mambucaba, distrito de Angra dos Reis. A embarcação em que ele estava virou e o homem foi arrastado. O Corpo de Bombeiros tenta localizar o pescador.

O município está em estado de alerta e o aviso meteorológico vale até as 23h59. Equipes da prefeitura trabalham para desobstrução das vias e no atendimento às ocorrências.

Mangaratiba

Na cidade de Mangaratiba, a ventania causou danos à rede elétrica com diferentes bairros ficando sem energia. Moradores relataram ainda quedas de galhos de árvores.

Até o momento, não há informações sobre a quantidade de imóveis afetados ou previsão para a normalização do serviço.

As embarcações de pesca e as lanchas de turismo retornaram do mar, devido aos fortes ventos que atingiram mais de 90 km/h.

Itaguaí

Em diferentes pontos de Itaguaí, moradores relataram quedas de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de luz.

As autoridades orientam a população a evitar áreas com risco de queda de árvores e fiação, além de acompanhar os comunicados oficiais sobre as condições do tempo.




Fonte: Agência Brasil

Rio de Janeiro tem duas mortes e um desaparecido depois de ventania


Duas pessoas morreram com o desabamento de um muro em Santa Teresa, na região central da capital fluminense, depois da ventania que atingiu o estado do Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira (29). A informação é do Corpo de Bombeiros (CBMERJ), que registrou 185 ocorrências até o momento.

Foram 93 quedas de árvores, 31 salvamentos de pessoas e 5 desabamentos. Um pescador está desaparecido em Tarituba, Angra dos Reis, na Costa Verde. A Secretaria de Estado de Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros dizem atuar de forma integrada e que um gabinete de crise foi instalado na Sala de Situação do Comitê de Enfrentamento ao El Niño.

O Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN-RJ) emitiu alerta sobre os efeitos da aproximação de uma frente fria pelo oceano, com impacto nas regiões Costa Verde, Sul II, Baixada Fluminense, Metropolitana, Baixada Litorânea e Norte Fluminense. A vigência é até às 7h de quinta-feira (30).

Apagão

Diversos bairros da capital ficaram sem luz durante a tarde. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que, por causa dos ventos fortes, ocorreram desligamentos na rede de distribuição e transmissão a partir das 15h57. Houve impacto no Sistema Interligado Nacional (SIN) que atende a área Rio. Às 16h38 houve o desligamento da Subestação Grajaú.

Segundo o ONS, todas as cargas foram 100% normalizadas às 17h35. Desde o início da ocorrência, foi verificada uma redução de carga de cerca de 1500 MW.

A concessionária de energia Light confirmou que uma ocorrência externa ao sistema afetou o fornecimento de energia em toda a Zona Sul e o Centro, além dos bairros da Tijuca, Campo Grande, Santa Cruz e Guaratiba.

Transportes

O Aeroporto Santos Dumont suspendeu as operações entre 16h52 até 18h56. Segundo a Infraero, foi feita uma vistoria na pista para limpeza de detritos antes da liberação para pousos e decolagens.

Até o momento, nove voos alternaram para outros aeroportos e outros sete voos tiveram as decolagens canceladas.

Já no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão), quatro voos que iriam pousar foram encaminhados para outros aeroportos.

Segundo a TrensRJ, que administra o sistema ferroviário da cidade, as operações continuam suspensas para realização de vistorias. O objetivo é garantir o retorno seguro da circulação dos trens.

A concessionária Metrô Rio disse que o funcionamento das três linhas na cidade foi interrompido às 16h40. Passageiros relataram nas redes sociais que ficaram presos dentro das composições. Horas depois, a empresa divulgou que a circulação das linhas 1, 2 e 4 estava em processo de normalização.

Previsão do tempo

Os impactos da ventania levaram a Prefeitura do Rio de Janeiro a decretar Estágio 2 em uma escala de níveis de atenção que vai de 1 a 5, o que significa que há riscos de ocorrências de alto impacto na cidade.

Há previsão de chuva fraca em pontos isolados para as próximas horas, além de ventos moderados a muito fortes.

Para quinta-feira (30), o Alerta Rio, sistema meteorológico da Prefeitura, prevê que os ventos estarão moderados e as temperaturas em queda. Céu deverá ficar parcialmente nublado e é esperada chuva fraca, isolada, a partir da tarde.


Rio de Janeiro - 29/07/2026 - ventania causa estragos no Rio. Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro - 29/07/2026 - ventania causa estragos no Rio. Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil

Rio de Janeiro – 29/07/2026 – ventania causa estragos no Rio – Tânia Rêgo/Agência Brasil




Fonte: Agência Brasil

Defesa Civil reconhece situação de emergência em duas cidades gaúchas


A Defesa Civil Nacional, vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, reconheceu a situação de emergência nos municípios gaúchos de São Sebastião do Caí e Feliz. As duas cidades foram bastante afetadas pelas chuvas dos últimos dias.

Outras duas cidades, Marques de Souza e Palmitinho, estão com o processo de reconhecimento em andamento.

O reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública é importante pois, assim, os municípios podem solicitar recursos para ações de defesa civil. A solicitação deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).

As chuvas no Rio Grande do Sul se intensificaram nos últimos dias. Até a última segunda-feira (27), 218 municípios e 59.967 pessoas foram afetados, segundo o Centro de Operações da Defesa Civil do Estado (Codec).

Somente nesta terça-feira (28), 114 municípios foram atingidos por queda de granizo, vendaval, chuva intensa e um tornado.

Há previsão de mais tempestades no próximo fim de semana.




Fonte: Agência Brasil

Vento chega a 125 km/h e causa ao menos duas mortes em São Paulo


Os fortes ventos que atingiram nesta quarta-feira (29) o estado de São Paulo chegaram a 124,9 km/h e causaram, ao menos, duas mortes. De acordo com a Defesa Civil estadual, os óbitos foram registrados em Santos e em Cesário Lange.

No início da tarde, o órgão emitiu alerta severo para rajadas de vento na capital paulista, Grande SP e para o litoral paulista.

A ventania foi mais acentuada nos municípios de Itaporanga e Itaí (124,9 km/h), Taquarituba (117 km/h), Arandu (113,1 km/h), Paranapanema (113 km/h) e Itanhaém (111 km/h). Santos registrou 83,7 km/h e Cesário Lange, 65,5 km/h.

Na capital paulista, foram registrados ventos de 75,3 km/h. Segundo o Corpo de Bombeiros, até as 17h21, foram efetuadas 39 chamadas sobre quedas de árvores. No Aeroporto de Congonhas e no Aeroporto Campo de Marte, a velocidade chegou a 70 km/h.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja para ventos costeiros fortes em todo o estado de São Paulo e para toda região do Rio de Janeiro ao sul de Cabo Frio. São esperados ventos nas regiões litorâneas e movimentação de dunas de areia sobre construções na orla.

O alerta laranja é o grau intermediário dentre os três avisos emitidos pelo instituto: amarelo, para perigo potencial; laranja, para perigo; e vermelho, para grande perigo. O alerta é válido até o fim da noite desta quarta-feira.




Fonte: Agência Brasil

Ventania causa apagão e paralisa transportes no Rio de Janeiro


Diversos bairros do Rio de Janeiro ficaram sem luz na tarde desta quarta-feira (28), em meio a uma ventania que assola a cidade. O vento chegou a ser considerado muito forte, atingindo 92 quilômetros por hora (km/h) na estação meteorológica de Santa Cruz, na Zona Oeste, e 105,5 km/h no Aeroporto do Galeão, na Zona Norte, por volta de 17h. 

Equipes do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro foram acionadas para 26 salvamentos de pessoas. A corporação registrou ainda quatro desabamentos e precisou atender a 30 ocorrências de cortes de árvores.

A concessionária de energia Light declarou que uma ocorrência externa ao sistema afetou o fornecimento de energia em áreas de toda a cidade. “Nossas equipes estão atuando para restabelecer o serviço o mais breve possível”, declarou a companhia. Pouco antes das 18h, a empresa afirmou que havia restabelecido o fornecimento em toda a cidade.

Transportes

O funcionamento das três linhas do metrô foi interrompido às 16h40, segundo a concessionária Metrô Rio. Passageiros relataram nas redes sociais que ficaram presos dentro das composições. Cerca de uma hora depois, a empresa divulgou que a operação foi retomada nas linhas 1 e 4, com intervalos em processo de normalização. A Linha 2 permaneceu sem funcionamento.

A circulação dos trens da Trens RJ também foi interrompida. No BRT, a ventania também danificou a cobertura da estação Dom Bosco, em Santa Cruz, na Zona Oeste, que precisou ser fechada.

Segundo a Infraero, o Aeroporto Santos Dumont suspendeu as operações às 16h52 e continuava sem funcionar às 18h. Até esse horário, cinco voos comerciais e um executivo precisaram ser transferidos para outros aeroportos. Outros quatro voos tiveram as decolagens canceladas.

Já no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão), quatro voos que iriam pousar foram encaminhados para outros aeroportos.

Estágio Dois

Os impactos das ventania levaram a Prefeitura do Rio de Janeiro a decretar Estágio Dois em uma escala de níveis de atenção que vai de um a cinco, o que significa que há riscos de ocorrências de alto impacto na cidade.


Rio de Janeiro - 29/07/2026 - ventania causa estragos no Rio. Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro - 29/07/2026 - ventania causa estragos no Rio. Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil

Ventania causa estragos no Rio. Foto  Tânia Rêgo/Agência Brasil

De acordo com o Sistema Alerta Rio, no momento, pequenos núcleos de chuva e nuvens baixas atuam sobre o município. Outros núcleos que atuam na Região serrana não se deslocam para a cidade do Rio.

Além das rajadas de vento, há previsão de chuva fraca em pontos isolados para as próximas horas.

O prefeito, Eduardo Cavaliere, pediu, pelas redes sociais, que os moradores evitem deslocamentos pela cidade.

“Atenção, moradores de todas as regiões do Rio: ventos muito fortes na cidade com previsão de seguir até o início da noite. Na volta pra casa, hoje, evitar áreas abertas e marquises de prédios. Registros de quedas de árvores em todas as regiões da cidade”.

*Em atualização.




Fonte: Agência Brasil

Anac limita a venda de passagens aéreas da Flybondi no Brasil


A comercialização no Brasil de passagens aéreas da companhia argentina Flybondi, da empresa FB Líneas Aéreas S.A., foi limitada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a partir desta quarta-feira (29). Bilhetes já emitidos não serão afetados.

De acordo com nota divulgada pela Anac, a medida cautelar foi tomada para evitar prejuízos aos passageiros, após o cancelamento de 79% dos voos pela companhia, entre os dias 1º e 27 de julho.

“A decisão foi tomada por meio de medida administrativa cautelar, após a Anac identificar indícios de deterioração da capacidade operacional da companhia e riscos de prejuízos aos passageiros. A decisão entra em vigor hoje, 29 de julho”, destaca o comunicado.

Além dos cancelamentos de voos, a fiscalização da Anac identificou uma redução significativa das operações da empresa no Brasil. O aumento de reclamações de passageiros também evidenciou falhas na capacidade de atendimento, com dificuldades nos canais de comunicação, reclamações sobre reembolsos, alterações de voos e assistência aos passageiros afetados.

Impedimentos

A companhia está impedida imediatamente de comercializar passagens para os novos destinos nacionais Florianópolis, Maceió e Salvador. Também não poderá ofertar novos destinos, frequências ou operações no Brasil.

A partir do dia 3 de agosto, será suspensa a comercialização de bilhetes para a rota Buenos Aires – Rio de Janeiro (Galeão).

Segundo a Anac, as restrições poderão ser revistas ou revogadas, “caso a empresa demonstre a adoção de medidas capazes de restabelecer a regularidade de suas operações e afastar os riscos identificados.”

Atendimento

A Flybondi continua obrigada a cumprir as determinações da Anac de reacomodação gratuita ou reembolso integral em até sete dias, nos casos de novos cancelamentos de voos.

Os canais de atendimento disponibilizados pela empresa são o telefone 0800-000-0425, com atendimento de segunda a sábado, das 8h às 18h, formulário ou chat pelo site da empresa.

Caso o problema não seja resolvido, o passageiro deve registrar uma reclamação na Anac para acompanhamento do caso, fiscalização e ações de regulação.




Fonte: Agência Brasil

Brasil registra mais de 1,8 milhão de acidentes de trabalho desde 2023


O Brasil registrou 1.843.604 acidentes de trabalho entre janeiro de 2023 e maio de 2026. Apenas entre janeiro e maio de 2026, foram registradas 222.139 ocorrências. Os dados são da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt).

Os números têm como base dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinam), do Ministério da Saúde.

De acordo com a Anamt, esses resultados dão uma ideia do impacto que os acidentes têm sobre a saúde da população, sobre a Previdência Social e para as demandas por serviços assistenciais públicos e privados.

A maioria dos acidentes registrados (74,7%) envolveram homens. Foram 1.376.463 notificações. As mulheres responderam por 466.921 registros (25,3%). Em 220 casos, o sexo foi ignorado.

“A maior concentração ocorreu entre pessoas de 20 a 49 anos. O grupo de 20 a 34 anos reuniu 783.598 notificações, enquanto os trabalhadores de 35 a 49 anos responderam por 610.441. Juntas, essas duas faixas etárias concentraram 1.394.039 casos, correspondentes a 75,6% dos registros”, detalhou a associação.

Regiões

Com um total de 1.338.895 ocorrências, as regiões Sul e Sudeste concentraram 72,6% das notificações de acidentes de trabalho registradas no período do levantamento.

O Sudeste respondeu por 788.518 notificações (42,8%), enquanto o Sul registrou 550.377 casos (29,9%). Na sequência, vem o Nordeste (223.250 ocorrências), seguido do Centro-Oeste (175.366) e do Norte (106.093).

Estados

São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Santa Catarina concentram 67% de todas as notificações do país, segundo a entidade que atua na área de medicina do trabalho.

Só em São Paulo foram 533.557 registros, o que coloca o estado na liderança desse ranking de acidentes no trabalho, em termos de número absoluto de notificações.

Em segundo lugar está o Rio Grande do Sul, com 245.641 casos, seguido por Paraná (197.011); Minas Gerais (152.192); e Santa Catarina (107.725).

“Em termos absolutos, estão nas últimas posições do levantamento o Piauí, com 11.820 registros de acidentes de trabalho; Amazonas, com 9.640 casos; Acre, com 8.718; Sergipe, com 5.252, e Amapá, 3.521”, detalhou a associação.

O presidente da Anamt, Francisco Cortes Fernandes, explica que esses dados ajudam no planejamento de iniciativas que visam o combate a “riscos que podem comprometer a vida, a saúde e o bem-estar dos trabalhadores e suas famílias”.




Fonte: Agência Brasil

MP-SP abre investigação na CPTM concedida à Trivia Trens


O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou um inquérito civil nesta terça-feira (28) para apurar as falhas registradas nas Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade dos trens paulistanos, ocorridas no dia 23 de julho, três dias após a empresa Trivia Trens assumir a operação.  

A Promotoria de Justiça do Consumidor também apurará o período de operação anterior, pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), além da atuação da Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp) e da Secretaria de Transportes Metropolitanos na fiscalização da concessão.

A concessionária informou que a interrupção entre as estações Brás e Sebastião Gualberto, afetando também o Serviço Expresso Aeroporto ocorreu devido a uma falha de energia. Além disso, um incêndio atingiu um dos trens nas proximidades da Rua Bresser, no centro da cidade.

Com os problemas nas três linhas, muitos passageiros tiveram de sair dos comboios e estão andando sobre os trilhos. Devido a todo esse problema, as estações ficaram lotadas, o que afetou também o trânsito no entorno. O sistema de ônibus Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) foi acionado.

Diante de todos os transtornos, a Artesp determinou que a CPTM retomasse a operação das linhas por um período inicial de até 90 dias. A medida foi tomada pela própria Artesp e pelo governo de São Paulo para “garantir a qualidade do serviço e prevenir falhas como as registradas nos primeiros dias de operação assistida sob responsabilidade da operadora”.

“O que nós vimos nos últimos dois dias, especialmente hoje, é inaceitável. Como fiscalizadores e reguladores do contrato, estamos agindo de modo imediato. A ideia é a volta da CPTM para operação, porque o que nós vimos realmente é muito ruim, muito penoso para o cidadão”, disse o diretor-presidente da Artesp, André Isper.

Na ação a promotoria pede à Artesp informações sobre todas as ocorrências registradas nas três linhas desde a operação assistida, eventuais procedimentos fiscalizatórios, sanções aplicadas, o ato que determinou o retorno temporário da operação à CPTM e o histórico de desempenho das linhas desde 2021.

Da CPTM, foram solicitados esclarecimentos sobre as falhas, relatórios técnicos, informações sobre as medidas emergenciais adotadas após o apagão de 23 de julho e o plano de ação para o período de retomada da operação.

A Trivia Trens deverá apresentar relatório detalhado de todas as falhas operacionais desde o início da concessão, informações sobre o princípio de incêndio, o número de reclamações de usuários, medidas de ressarcimento adotadas e comprovação da contratação de seguro de responsabilidade civil.  

Também foram oficiados o Corpo de Bombeiros, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Prefeitura de São Paulo para prestarem informações relacionadas aos impactos dos episódios.

“A portaria também ressalta que, ainda durante a operação assistida, houve aumento de 275% nas ocorrências registradas na Linha 11-Coral em relação ao mesmo período do ano anterior, lembrando que as três linhas já eram alvo de procedimentos relacionados a problemas operacionais quando administradas pela CPTM”, diz o MP-SP.





Fonte: Agência Brasil