Presidente da EBC visita China e amplia projetos de cooperação


Em palestra a um público de jovens na Universidade de Pequim, a mais antiga do país, fundada em 1898, o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), André Basbaum, destacou o papel da comunicação pública no Brasil e o desenvolvimento da tecnologia da TV 3.0, que será implantada este ano no país.

Basbaum disse que “a China é um gigante.

Tudo que acontece na China interessa ao mundo e ao Brasil. Em um mundo cada vez mais integrado, conectado pela informação, a gente quer estar cada vez mais perto da China, do povo chinês, da cultura chinesa. É isso que a gente veio começar a construir aqui”, explicou.

Entre os compromissos da semana, a delegação brasileira também visitou, entre outro locais, a sede da agência de notícias Xinhua, em Xangai, onde foi recebida pelo presidente da agência, o secretário do Partido Comunista Chinês, Fu Hua.

“A Xinhua está disposta a trabalhar com a EBC para fortalecer ainda mais o compartilhamento de informações e recursos sobre intercâmbios de alto nível, importantes projetos de cooperação e grandes eventos de intercâmbio cultural entre os dois países, disse Fu Hua.

Para ele, outro objetivo é ajudar os povos chinês e brasileiro a sentirem melhor a vitalidade da comunidade China-Brasil, com um futuro compartilhado por meio da reportagem.

Na agenda, também houve visitas a empresas de mídias sociais, mercado em que a China também vem se destacando. Em Pequim, Basbaum esteve na sede mundial do Kwai, uma das principais plataformas de conteúdo do mundo, com mais de 700 milhões de usuários ativos por mês – 60 milhões deles no Brasil.

“O Kwai é uma rede social que cresce forte no Brasil, o maior mercado deles fora da China. Queremos construir parceria para o São João deste ano”, afirmou Basbaum.




Fonte: Agência Brasil

Rio terá banco genético para ajudar na identificação de desaparecidos


O Rio de Janeiro vai ganhar um banco de perfis genéticos para auxiliar nas investigações policiais e ajudar na identificação de pessoas desaparecidas. A lei, assinada pelo governador Cláudio Castro, nessa sexta-feira (20), prevê a coleta, armazenamento e compartilhamento de dados de DNA.

O banco estadual será ligado à rede nacional já existente, seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. De acordo com o texto, os perfis genéticos poderão ser incluídos em três situações: criminosos condenados por crimes hediondos ou cometidos com grave violência; mediante decisão judicial e por meio da doação voluntária de familiares de desaparecidos.

A lei estabelece que as informações armazenadas devem ser protegidas por sigilo. Os dados terão acesso controlado, além de características físicas ou de comportamento das pessoas que também não poderão ser reveladas. A identificação será limitada a genética e sexo biológico.

Em casos específicos, os dados poderão ser apagados do sistema, como em absolvição da Justiça, erro pericial ou extinção da punibilidade, além do término do prazo legal relacionado ao crime. O titular das informações ou seu representante legal poderá solicitar a retirada ou correção do registro.

O banco será adequado à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), com a designação de um responsável pelo tratamento das informações e a adoção de medidas de segurança, transparência e prevenção de abusos.

O estado também poderá firmar parcerias com universidades e instituições de pesquisa para aprimorar o sistema.




Fonte: Agência Brasil

Ator e diretor teatral Juca de Oliveira morre, aos 91 anos, em SP


Morreu na madrugada deste sábado (21), em São Paulo, o ator, autor e diretor Juca de Oliveira, de 91 anos. Reconhecido como um dos grandes nomes das artes cênicas do país, Juca construiu uma trajetória sólida e admirada no teatro, na televisão e no cinema.

O ator estava internado desde o dia 13 deste mês, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cardíaca do Hospital Sírio-Libanês, em decorrência de um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica.

Carreira

Ao longo de sua carreira, participou de importantes produções teatrais, muitas delas de sua própria autoria, além de integrar elencos de novelas e programas televisivos de grande alcance nacional. Sua atuação sempre foi pautada pelo rigor artístico e pelo compromisso com a cultura brasileira. Ele também era membro da Academia Paulista de Letras.

Juca de Oliveira atuou no teatro em mais de 60 peças como ator. Fez na maioria das vezes o papel principal, que dá à linha mestra a história encenada e por isso os personagens mais pesados.

Televisão

Na televisão, deu vida a personagens célebres, como o misterioso João Gibão em Saramambaia, novela da TV Globo, eternizado pela cena emblemática de seu voo sobre a cidade de Bole Bole.

Em 2001, trabalhou em O Clone, também na TV Globo. Novela abordou o tema da clonagem. Ele interpretou o médico Doutor Augusto Albieri, considerado o personagem mais importante de sua carreira na televisão.

Em 2012, Juca ganhou destaque como o cruel vilão Santiago Moreira, na Avenida Brasil, novela de João Emanuel Carneiro. O personagem era o pai e mentor da vilã Carminha, interpretada pela atriz Adriana Esteves.





Fonte: Agência Brasil

Morador de Juiz de Fora vive entre escombros de casa atingida por lama


Na comunidade Três Moinhos, em Juiz de Fora, o morador Gilvan Leal Luzia, de 55 anos, passa dia e noite em um colchão posicionado no que restou da garagem. De um lado, a casa destruída pela lama. Do outro, parte do carro soterrada. Para se abrigar da chuva, um teto improvisado com colchonete, pedaços de telha e outros destroços.

Há um mês, na noite de 23 de fevereiro, ele escapou por pouco de ser um dos mortos das enchentes e deslizamentos de terra que atingiram a Zona da Mata Mineira. No total, 73 pessoas perderam a vida em Juiz de Fora e Ubá.

“Eu ia entrar aqui para pegar uns documentos, aí a minha irmã falou para eu não fazer isso. Na hora que eu pensei em entrar, desmoronou tudo”, lembra Gilvan.

A residência ficou inabitável. Gilvan passou a dormir do lado de fora, mesmo com a previsão de novas chuvas.

“Se tiver de morrer, eu vou morrer. Eu nasci e fui criado aqui. Tem lugar para eu ir?”, questiona.

Nascido e criado na região, ele afirma nunca ter presenciado algo semelhante. A tragédia agravou uma situação de saúde já delicada. Gilvan sofreu um infarto recentemente e diz que não pode realizar esforço físico, mas depende de trabalhos informais para sobreviver.

“Não posso pegar peso, mas, mesmo assim, estou trabalhando para sobreviver. Até agora não tive ajuda nenhuma. Eu não quero dinheiro. Só quero uma solução para morar”, diz Gilvan.


Juiz de Fora (MG), 19/03/2026 - Casa de Gilvan Leal Luzia, 55 anos, no bairro Três Moinhos, uma das regiões mais afetadas pelas chuvas. Um mês depois dos deslizamentos e alagamentos que causaram a morte de mais de 70 pessoas em Juiz de Fora, além de deixar milhares de pessoas desabrigadas.   Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Juiz de Fora (MG), 19/03/2026 - Casa de Gilvan Leal Luzia, 55 anos, no bairro Três Moinhos, uma das regiões mais afetadas pelas chuvas. Um mês depois dos deslizamentos e alagamentos que causaram a morte de mais de 70 pessoas em Juiz de Fora, além de deixar milhares de pessoas desabrigadas.   Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Juiz de Fora (MG), 19/03/2026 – Casa de Gilvan Leal Luzia, 55 anos, no bairro Três Moinhos, uma das regiões mais afetadas pelas chuvas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Sem definição sobre a liberação da área ou planos de reassentamento, o morador tenta planejar sozinho a reconstrução, mesmo com recursos limitados.

“Vou limpar tudo e fazer um quarto, um banheiro e uma cozinha para mim”, diz.

A feirante Kasciany Pozzi Bispo, de 36 anos, ainda tenta entender como reconstruir a rotina em meio ao isolamento, à falta de renda e às incertezas sobre o futuro. Ela depende da venda de cana-de-açúcar para sobreviver, atividade que ficou completamente paralisada nos últimos 30 dias.

“Muita cana jogada fora. É a única renda que a gente tem. Sem acesso para veículos, o transporte da produção se tornou impossível. O caminhão não consegue sair. A gente improvisa, pega carro emprestado e vai ao canavial cortar o que dá para tentar sobreviver”, disse.

O plano imediato é esperar o barro secar, retirar a Kombi da família, que está presa na lama, e tentar retomar o trabalho em outro lugar. A casa onde vivia foi interditada, assim como a de vizinhos. As crianças também foram afetadas.

“Todos sem ir para a escola. Estão querendo colocar em colégio longe. É complicado”, lamenta.

Enquanto tenta resolver questões burocráticas para ter acesso aos auxílios do governo, Kasciany pede por medidas urgentes na comunidade.

“Podiam, pelo menos, liberar uma máquina para limpar a rua, para o pessoal tirar o que sobrou de dentro de casa. Estamos ilhados em um bairro e ninguém faz nada. Os próprios moradores é que estão limpando a rua. Só pedimos um pouco de dignidade para o pessoal daqui”, pede Kasciany.


Juiz de Fora (MG), 19/03/2026 - Kasciany Pozzi Bispo, e sua kombi atolada no alto do Bairro Três Moinhos, um dos mais afetados pelas fortes chuvas. Um mês depois dos deslizamentos e alagamentos que causaram a morte de mais de 70 pessoas em Juiz de Fora, além de deixar milhares de pessoas desabrigadas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Juiz de Fora (MG), 19/03/2026 - Kasciany Pozzi Bispo, e sua kombi atolada no alto do Bairro Três Moinhos, um dos mais afetados pelas fortes chuvas. Um mês depois dos deslizamentos e alagamentos que causaram a morte de mais de 70 pessoas em Juiz de Fora, além de deixar milhares de pessoas desabrigadas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Juiz de Fora (MG), 19/03/2026 – A feirante Kasciany Pozzi Bispo, e sua kombi atolada no alto do Bairro Três Moinhos, um dos mais afetados pelas fortes chuvas. Um mês depois dos deslizamentos e alagamentos que causaram a morte de mais de 70 pessoas em Juiz de Fora, além de deixar milhares de pessoas desabrigadas. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Prefeitura de Juiz Fora informou, em nota, que o auxílio calamidade municipal será creditado na próxima segunda-feira (23) nas contas do Cadastro Único (CadÚnico) das famílias afetadas.

Também contabilizou 1.008 moradias completamente destruídas e oito imóveis demolidos. E registrou ter encaminhado famílias desabrigadas, que estavam inicialmente em abrigos temporários, para hotéis da cidade.

Disse ainda que a rede municipal já retomou as atividades em 101 unidades, e cinco escolas permanecem sem retorno às aulas até o momento: EM Adenilde Bispo, EM Clotilde Hargreaves, EM Antônio Faustino, EM Santa Catarina Labouré e EM Murilo Mendes.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena com prêmio acumulado em R$ 8 milhões; sorteio neste sábado


As seis dezenas do concurso 2.987 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 8 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

>>Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp  

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no portal Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.





Fonte: Agência Brasil

EBC e UERN TV estreiam canal aberto em Mossoró


Desde esta quinta-feira (19), a população da cidade de Mossoró (RN) passou a contar com o sinal da UERN TV, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). O projeto de levar a emissora universitária para o canal 20.1 concretiza-se por meio de parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e integra a estratégia de expansão da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), com recursos do programa Brasil Digital, do governo do Brasil.

A cerimônia de estreia reuniu autoridades municipais, estaduais e federais na cidade de Mossoró. Entre os presentes estavam o gerente de Expansão e Tecnologias de Rede da EBC, David Morais; a reitora da UERN, Cicília Maia; o conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e presidente do Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired), Octávio Pieranti; o diretor executivo do Instituto Cultne, Acácio Jacinto; além de representantes de setores da comunicação, classe política e comunidade acadêmica.

Na ocasião, o gerente da EBC David Morais lembrou que o momento significa um avanço concreto na estratégia de expansão da RNCP, voltada à ampliação da cobertura, interiorização do sinal e ao fortalecimento da comunicação pública como política de Estado.

“A televisão pública brasileira, estruturada a partir de 2007 com a criação da EBC, vem consolidando um modelo baseado na cooperação com emissoras parceiras, especialmente as universidades públicas, que desempenham papel central na produção de conteúdo qualificado, diverso e com identidade regional”, afirmou.

Para a reitora Cicília Maia, o sinal aberto da UERN TV representa um novo passo na democratização da informação e do conteúdo acadêmico para toda a comunidade. “É muita emoção, muita história e muitos desafios superados que chegamos a esse momento hoje. O sinal aberto abrangerá um raio de 40 quilômetros. O que produzimos na UERN terá um maior alcance, com programas e produções que mostram a expertise dos pesquisadores, as nossas ações de ensino e extensão”, declarou.

A iniciativa marca um novo capítulo na trajetória da TV universitária, criada em setembro de 2014. A emissora, que até então operava pela internet e pela TV a cabo, agora amplia o alcance e passa a operar como canal aberto. A UERN TV transmitirá a programação da TV Brasil, além de mostrar a identidade e as expressões culturais do estado em programas de entretenimento e telejornais produzidos localmente.

Para operar em canal aberto, a UERN TV contou com investimento federal de R$ 122.500,00 por meio do programa Brasil Digital, coordenado pelo Ministério das Comunicações. Foi necessário também garantir uma estrutura técnica mais robusta. Para isso, a instituição investiu aproximadamente R$ 1 milhão na aquisição de equipamentos para a central técnica, estrutura de estúdio e sistema de transmissão.

Em sua fala, Octávio Pieranti enfatizou que o sinal aberto é um ato de “liberdade e resistência”. “Ele representa geração de emprego, ampliação do debate público, maior alcance das ações de ensino, pesquisa e extensão da universidade, e uma comunicação de qualidade”, destacou.

Com a inauguração, a UERN TV reforça o compromisso com a difusão de valores públicos, informação de qualidade e conteúdos educativos. A expectativa é que esse novo momento consolide ainda mais a emissora como referência regional em comunicação universitária e pública, aproximando a produção acadêmica da sociedade e ampliando o acesso da população potiguar a conteúdos culturais e educativos. A estimativa é que o sinal chegue a mais de 250 mil moradores de Mossoró.  A cidade ainda receberá os sinais da Rede Legislativa, disponíveis no canal 10.

Multiprogramação

20.1 – UERN TV/TV Brasil

20.2 – Canal Gov

20.3 – Canal Educação

20.4 – Canal Saúde




Fonte: Agência Brasil

“Negociamos com os caminhoneiros”, diz Boulos sobre greve da categoria


Em assembleia na noite desta quinta-feira (19), as lideranças dos caminhoneiros decidiram não deflagrar uma greve nacional da categoria por conta da alta no preço do litro do diesel. Os representantes dos caminhoneiros vão avaliar a situação e se reunirão na próxima semana, no dia 26, para determinar se farão ou não uma paralisação em todo o país.

O diesel, combustível usado pelos motoristas de caminhão, sofreu um aumento de mais de 20% nas últimas três semanas como consequência da guerra no Oriente Médio, que provocou a alta no valor do barril de petróleo.

Na próxima semana, no dia 25, as lideranças da categoria vão se reunir com Guilherme Boulos, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, para discutir o tema.

Em participação no Programa Alô Alô Brasil, de José Luiz Datena, na manhã desta sexta (20), Boulos abordou a questão da greve:

“Nós negociamos maneira muito, mas muito insistente e respeitosa com os caminhoneiros do Brasil. Ontem teve assembleia no Porto dos Santos. Nós estamos conversando há dias com esses caminhoneiros, colocando que uma paralisação neste momento não ajudaria a impedir o problema. E por isso eles deram esse voto de confiança”.

Boulos lembra que o presidente Luís Inácio Lula da Silva editou também nesta quinta-feira a MP 1.343/2026, que endurece a fiscalização sobre o pagamento do piso do frete dos caminhoneiros, medida que ajudou a avançar as negociações com a categoria.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Para o ministro, o aumento no preço do diesel acontece por conta da especulação. “Tem especulação de malandro, distribuidora e posto de gasolina malandro, por que não aumentou [o valor do litro do diesel] até aqui. O aumento que a Petrobras teve de reajustar, compensou ao zerar o Pis e Cofins. Ficou no zero a zero”.

Boulos complementa informando que a subida no preço é feita pelas distribuidoras. “Aqui vamos dar nome aos bois: a dona Ipiranga, dona Raíssa, dona Fibra são as três grandes distribuidoras que foram especular em cima da desgraça do povo”.

O governo federal negocia ainda com os governadores para que deixem também de cobrar o ICMS – imposto estadual – para ajudar a segurar o preço do diesel. “Lula zerou o PIS e Cofins sobre o óleo diesel e sobre o petróleo. Eles [os governadores Tarcísio de Freitas, Cláudio Castro e Romeu Zema] se recusam a zerar o ICMS.”





Fonte: Agência Brasil

Rádio Nacional prepara série de entrevistas sobre 90 anos


A Rádio Nacional está produzindo uma série especial de documentários que será lançada no dia 12 de junho, com episódios diários e uma contagem regressiva até o aniversário da emissora, comemorado em 12 de setembro.

A iniciativa resgata a trajetória histórica da rádio a partir de entrevistas com personagens que ajudaram a construir sua relevância, como ex-dirigentes da EBC e da Radiobrás, pesquisadores e funcionários.

A série “90 anos em 90 histórias” será composta por 90 episódios de cinco minutos, com uso de acervo, pesquisa e entrevistas. A exibição em contagem regressiva se inicia a partir de junho, culminando no aniversário da Rádio Nacional.

A produção é conduzida pelos jornalistas Guilherme Strozzi, Raquel Junia e César Faccioli, que também vêm realizando um amplo trabalho de pesquisa em acervos institucionais, incluindo o da EBC, o Arquivo Público de Brasília e o Arquivo Nacional, criando uma linha do tempo sonora dos anos 1930 até os dias atuais.

Segundo o gerente executivo de Rádios da EBC, Thiago Regotto, esta é a primeira vez que a Rádio Nacional exibe uma produção dedicada a revisitar e organizar sua trajetória.

“Muita gente já contou a história da Rádio Nacional ao longo desses 90 anos, mas a própria emissora ainda não. Estamos fazendo esse exercício de olhar para o passado para reconstruir uma linha do tempo mais integrada, sem os hiatos provocados por períodos de apagamento, como na ditadura, ou por rupturas mais recentes, como aconteceu no governo passado.”

“É a história de uma emissora que nasce no início do século passado, ajuda a formar a identidade cultural do país, faz o Brasil falar português, torcer por futebol, falar de novelas e integra o território nacional por meio das ondas curtas da Amazônia. É a história que faz a Rádio ser, hoje, a maior emissora pública da América Latina e uma das mais importantes da história do rádio no Brasil”, complementa.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Entrevistados

Entre os entrevistados, estão profissionais que contribuíram, ao longo da história, com a Rádio Nacional, além de antigos gestores da EBC e de instituições que antecederam a empresa. É o caso do professor da Universidade de São Paulo (USP) Eugênio Bucci, que foi presidente da Radiobrás e já gravou entrevista para a série.

Na semana passada, a primeira presidenta da EBC, Tereza Cruvinel, esteve na sede da empresa, em Brasília, para também gravar entrevista e foi recebida pelo atual presidente da EBC, Andre Basbaum.




Fonte: Agência Brasil

MPRJ pede imagens de câmeras dos PMs da Operação no Morro dos Prazeres


O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) do Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou as imagens das câmeras corporais dos policiais militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) que estavam na operação no Morro dos Prazeres, realizada nesta quarta-feira (18) e em outras comunidades no centro da capital fluminense.

Na ação, oito pessoas morreram na ação, entre elas o morador Leandro Silva Sousa, 30 anos, atingido por um tiro de fuzil na nuca. Leandro Sousa, que era ajudante de padaria, teve a quitinete invadida por traficantes armados que se escondiam da ação do Bope. Na casa, os quatro traficantes escondidos também foram mortos. A mulher de Leandro foi a única que sobreviveu.

Promotores de Justiça e técnicos periciais acompanham, nesta quinta-feira (19), a necropsia nos corpos no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto.

A Promotoria de Auditoria Militar também requisitou as imagens das câmeras corporais de todos os policiais militares envolvidos, bem como demais informações à Corregedoria da Polícia Militar para análise. O caso está sendo investigado pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro do MPRJ.

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que lamenta a morte de Leandro Silva Sousa. Segundo a corporação, o óbito do morador e de outros sete acusados é alvo de procedimento apuração interna, além da investigação da Polícia Civil, procedimento adotado em todas as operações.

A secretaria afirma que somente após a perícia técnica será possível determinar todos fatos e circunstâncias do ocorrido. A instituição diz ainda que “a corporação preza pela transparência de suas ações e colabora integralmente com as investigações do caso”.




Fonte: Agência Brasil

Presidente da EBC busca parcerias em visita institucional à China


O diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Andre Basbaum, fez uma série de visitas institucionais na China ao longo desta semana em busca de parcerias estratégicas entre os dois países na área de comunicação.

Acompanhado do diretor de Administração e Finanças, Rodrigo Faria, visitou instituições públicas e empresas de comunicação em Xangai e Pequim.

Nesta quinta-feira (19), esteve na sede do Novo Banco de Desenvolvimento em Xangai, onde foi recebido pela presidenta do banco, Dilma Rousseff, ex-presidenta da República.


Xangai, 19.03.2026 - O diretor-presidente da EBC, André Basbaum, durante encontro com integrantes da  China Media Group. Foto: EBC
Xangai, 19.03.2026 - O diretor-presidente da EBC, André Basbaum, durante encontro com integrantes da  China Media Group. Foto: EBC

Andre Basbaum e Rodrigo Faria em visita ao CMG EBC

Basbaum esteve no China Media Group, maior conglomerado de mídia do país, com o qual a EBC já detém acordo de cooperação. Durante a visita, foi selada ampliação da parceria com a criação de um formato televisivo conjunto, o Panorama China.

O diretor-presidente também foi recebido pela ministra da Administração Nacional de Rádio e Televisão da China, a senhora Cao Shumin. Durante a reunião, foram debatidas formas de cooperação entre os dois países no desenvolvimento da tecnologia da TV 3.0, que começa a funcionar este ano no Brasil.

A delegação também visitou a sede da agência de notícias Xinhua, em Xangai, onde foi recebida pelo presidente da agência, o secretário do Partido Comunista Chinês, Fu Hua.

“A Xinhua está disposta a trabalhar com a EBC para fortalecer ainda mais o compartilhamento de informações e recursos sobre intercâmbios de alto nível, importantes projetos de cooperação e grandes eventos de intercâmbio cultural entre China e Brasil, além de ajudar os povos chinês e brasileiro a sentirem melhor a vitalidade da comunidade China-Brasil com um futuro compartilhado por meio da reportagem”, disse Fu.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Redes Sociais

Na agenda, também houve visitas a empresas de mídias sociais, mercado em que a China também vem se destacando. Em Pequim, Basbaum esteve na sede mundial do Kwai, uma das principais plataformas de conteúdo do mundo, com mais de 700 milhões de usuários ativos por mês – 60 milhões deles no Brasil.

“O Kwai é uma rede social que cresce forte no Brasil, o maior mercado deles fora da China. Queremos construir parceria para o São João deste ano”, afirmou Basbaum.

O presidente da EBC também visitou a gigante chinesa iQIYI, uma plataforma de produção e distribuição de conteúdo audiovisual chinês. Também visitou a CBIC – China Broadcasting International Economic and Technical Cooperation.

O presidente ainda ministrou palestra na Universidade de Pequim, a mais antiga do país, fundada em 1898. Basbaum falou sobre comunicação e Brasil para alunos da universidade.




Fonte: Agência Brasil