Festival gastronômico leva culinária de 60 países a SP neste sábado


O centro da cidade de São Paulo recebe neste sábado (1) e domingo (2) o Festival Comidas e Músicas do Mundo. Do Brasil ao Nepal, da América a Ásia, passando por todos os continentes, o evento reúne mais de 400 pratos típicos na Praça Charles Miller, na Zona Oeste, em frente ao estádio do Pacaembu.

O festival gratuito é realizado pela Cola em Sampa e conta com a gastronomia e a cultura de 60 países que, muitas vezes, são desconhecidas pelo público brasileiro. A programação conta com receitas típicas da culinária da Jamaica, Tunísia, Malásia, Índia e vários outros países.

Além da gastronomia, o público poderá conferir a apresentações musicais e culturais inspiradas nas diferentes regiões do mundo, peças de artesanato internacional e costumes que refletem a riqueza e a identidade de cada povo.

A cofundadora do Cola em Sampa, Priscila Arantes, destaca que o evento busca proporcionar uma verdadeira volta ao mundo sem sair de São Paulo.

“O festival foi criado para aproximar culturas, despertar a curiosidade do público por sabores pouco conhecidos e mostrar que a gastronomia é uma das formas mais bonitas de conectar pessoas. Cada estande conta uma história, preserva tradições e convida o visitante a viver uma experiência única”, explica.

O festival começa às 11h e vai até 21h, na Praça Charles Miller, no Pacaembu, em São Paulo. A entrada é gratuita e é permitido levar seu animal de estimação.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior





Fonte: Agência Brasil

Rio Guaíba se aproxima da cota de alerta em Porto Alegre


O Rio Guaíba, no estado do Rio Grande do Sul, está em nível de atenção para possível inundação nos próximos dias e a poucos centímetros de alcançar o nível de alerta, aponta nesta sexta-feira (31) o monitoramento da Defesa Civil de Porto Alegre. 

Segundo o Centro de Monitoramento e Alertas (Cemadec) do órgão, o nível do Rio Guaíba entrou na cota de atenção na quarta-feira (29), após atingir 1,90 metro no ponto de monitoramento do Cais Mauá C6.

Desde então, o acúmulo de água segue aumentando. Até a última atualização, antes do fechamento desta matéria, o rio chegou a 2,54 metros.

Caso o rio acumle elevação acima de 2,60 metros nas próximas horas, será alcançada a cota de alerta para inundação.

Neste cenário, algumas regiões do município de Porto Alegre podem apresentar impactos, como o Bairro Arquipélago, formado pelas ilhas da Pintada, Grande dos Marinheiros, Flores e Pavão. Também podem ocorrer danos nas áreas ribeirinhas das regiões Sul e Extremo Sul da capital.

Aviso hidrológico

Após a atualização dos modelos e a confirmação da elevação do nível do Guaíba, a Defesa Civil elevou o aviso hidrológico para alerta nível laranja. A vigência do aviso vai das 15h de quinta-feira (30) até as 18h da próxima segunda-feira (3).

Há também alertas ativos em outras regiões do estado. Os rios Taquari, Caí, Gravataí e dos Sinos ultrapassaram a cota de inundação de seus respectivos pontos de monitoramento.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula e próximo prêmio está estimado em R$ 100 milhões


Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.039 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (30). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 100 milhões para o próximo sorteio, que será realizado no sábado (1º).

As dezenas sorteadas foram: 30 – 35 – 38 – 39 – 46 – 50.

– 41 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 64.733,96 cada;

– 2.549 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.716,31 cada.

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) de sábado (1º), em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa ou pela internet, no site ou aplicativo do banco.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.




Fonte: Agência Brasil

Mais de 200 mil continuam sem energia no Rio após vendaval


Cerca de 279 mil clientes da concessionária de energia Light ainda continuavam sem fornecimento de energia no início da quinta-feira (30), depois do vendaval que atingiu a Região Metropolitana do Rio de Janeiro na última quarta (29). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) monitora a situação.

Entre os principais bairros atingidos na capital estão Campo Grande, Bangu, Anchieta, Tijuca, Catumbi, Jacarepaguá, Santa Cruz e Recreio. Já na Baixada Fluminense, os municípios com trechos mais afetados são Nova Iguaçu e Duque de Caxias.

Segundo a empresa, em diversos pontos, a extensão dos danos exige a reconstrução de trechos da rede elétrica, tornando o trabalho de restabelecimento mais complexo. Isso inclui a substituição de postes danificados, reparos em estruturas comprometidas e a remoção de árvores que caíram ou permanecem apoiadas sobre a fiação

A concessionária informa que reforçou seu plano operacional e está atuando com 800 equipes nas ruas, com mais de 2 mil profissionais. No momento mais crítico, a falta de fornecimento chegou a afetar 1,1 milhão de clientes no Grande Rio, o que inclui residências e outros tipos de estabelecimentos.

Queda de árvores

Chegou a 346 o número total de árvores que foram derrubadas pela força do vento, que ultrapassou os 100 quilômetros por hora (km/h). O maior registro foi no Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, onde as rajadas atingiram 105,5 km/h, entre 16h e 17h de quarta.

Por volta das 19h desta quinta, a Prefeitura do Rio de Janeiro informou que ainda trabalha na remoção de mais de 49 árvores que caíram.


Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (29). Árvore caída bloqueia passagem em Botafogo. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (29). Árvore caída bloqueia passagem em Botafogo. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade na tarde desta quarta-feira (29).  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Transportes

A concessionária Trens RJ informou que o ramal Japeri continua com a circulação interrompida e a estação Saracuruna está em processo de vistoria para ser reaberta, enquanto os ramais Santa Cruz, Deodoro e Belford Roxo estão funcionando.

A circulação de trens foi totalmente paralisada durante a ventania e dificultou a volta para casa de moradores da Baixada Fluminense e das zonas Oeste e Norte da capital.

No VLT, as linhas 1, 2, 3 e 4  foram normalizadas nesta quinta depois que mais de uma tonelada de lixo foi retirada dos trilhos, incluindo árvores, galhos e resíduos.

Outros meios de transporte como  o BRT, ônibus urbanos, Metrô e o Serviço de Barcas, que faz a travessia pela Baía de Guanabara, operam com intervalos regulares.

A força do vento também derrubou um muro que atingiu e matou dois homens em Santa Teresa, na região central da cidade.

A Polícia Civil investiga ainda se a morte de três pessoas por descarga elétrica dentro de uma residência na Cidade de Deus, na noite de ontem, tem relação com o vendaval.


Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (29).  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (29).  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade na tarde desta quarta-feira (29). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Previsão do tempo

De acordo com o Sistema Alerta Rio, a previsão do tempo para a noite desta quinta-feira (30) é de céu nublado a parcialmente nublado, com chuva fraca isolada e ventos moderados.

Ao longo do dia, ventos úmidos vindos do oceano influenciaram o tempo na cidade, que teve céu parcialmente nublado, mas sem registro de chuva.

Os ventos ficaram moderados, e as temperaturas apresentaram declínio em relação ao dia anterior, com mínima registrada de 16,8°C e máxima de 27,9°C.

Angra dos Reis

A prefeitura de Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, permanece em alerta após o registro de rajadas de vento de até 104 km/h na tarde desta quarta-feira (29), de acordo com a Defesa Civil municipal.

Devido a intensidade dos ventos, houve queda de árvores em diferentes pontos da cidade, incluindo trechos da BR-101 (Rodovia Rio-Santos).

O Serviço de Pronto Atendimento da Vila do Abraão, na Ilha Grande, registrou cinco atendimentos relacionados ao vendaval: duas vítimas do naufrágio de um taxiboat, na Baía da Ilha Grande, e três moradores da Vila. Todos já foram liberados e não houve registro de vítimas fatais.




Fonte: Agência Brasil

Rede elétrica mais resiliente requer investimento de concessionárias


Tornar a rede elétrica mais resiliente a fortes ventos como os que atingiram São Paulo e Rio de Janeiro nessa quarta-feira (29) é possível, mas tem um custo bastante elevado e que precisa ser arcado pelas concessionárias de energia. A avaliação é do professor Edson Watanabe, do Programa de Engenharia Elétrica do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ). 

Fiação subterrânea e poda das árvores na época certa estão entre as medidas necessárias que o fornecimento de energia seja menos vulnerável.

“Tem que ter manutenção. Ou enterra ou faz manutenção. No geral, não se faz nem um, nem outro. Ou se faz pouco”, aponta o professor da Coppe/UFRJ.

Watanabe mora no Grajaú, na Zona Norte do Rio, e continuava sem energia até a tarde desta quinta-feira (30). Em sua rua, a rede elétrica é aérea, sustentada por postes, o que a deixa mais vulnerável a quedas de árvores e intempéries. Quem tem instalações subterrâneas, como os bairros mais nobres do Rio e o centro da cidade, enfrenta menos contratempos, avalia.

“Quem recebe (energia) por linha aérea tem mais problemas”, resume ele, que acrescenta que, além de os custos de instalação serem maiores para a fiação subterrânea, também é mais custosa a manutenção.

O professor do programa de pós-graduação em engenharia elétrica estima que o custo de cabos subterrâneos equivale a sete ou dez vezes o da linha aérea, com a vantagem de ter maior qualidade. E a responsabilidade por esses custos é das concessionárias de energia, afirma ele.

“Seria bom se houvesse um pouco mais de atividade do lado das concessionárias. Se ficar parado, como a gente anda, vai ser ainda pior”.


Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (30). Árvore caída bloqueia passagem em Botafogo. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (30). Árvore caída bloqueia passagem em Botafogo. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Árvore caída bloqueia passagem em Botafogo. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Planos de contingência

Na avaliação de Leandro Torres, especialista em desastres e professor da Escola Politécnica da UFRJ, o risco de falta de energia, por si só, não é motivo para substituir toda a rede aérea por subterrânea.

“É uma decisão estética, urbanística. Mas não pesa muito no caso de falta de luz”.

Torres destaca que fazer uma estrutura subterrânea requer um investimento elevado que pode ser, inclusive, economicamente inviável. Além disso, ele avalia que os cabos subterrâneos, apesar de terem proteção contra o vento, constituem problema no caso de inundações e furtos.

Segundo Leandro Torres, o que ocorreu ontem no Rio foi um evento de emergência, para o qual as instituições precisam estar preparadas com planos de contingência, que evidenciem tudo que possa afetar suas operações e serviços de alguma maneira.

“Ou seja, fazer uma listagem dessas ameaças. Isso abrange eventos de diferentes naturezas, como vendaval, inundação, ataque cibernético, que podem afetar a operação de uma organização qualquer”.


Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (30).  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (30).  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade na tarde desta quarta-feira (30). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O segundo passo desse plano de contingência é entender quais são as eventuais causas que poderiam dar origem a essas ameaças. Ou seja, os pontos fracos na operação, que poderiam ser uma brecha para que esses problemas ocorram. Uma análise de risco prioriza os pontos que demandam mais atenção.

Em seguida, o que se busca são medidas que possam evitar, dentro do possível, essas falhas, ou reduzir muito a probabilidade de elas acontecerem.

Torres deixou claro que instituições de diferentes naturezas, desde uma escola até empresas de telecomunicações e concessionárias de energia elétrica, precisam se organizar para fazer frente a esse tipo de cenário climático.

Para ele, as concessionárias de energia elétrica devem direcionar atenção e esforços para um possível aumento drástico de eventos relacionados ao clima, principalmente este ano, com a previsão de um El Niño especialmente forte.

“Elas devem analisar, por hipótese, se acontecer um tornado aqui, o que eu faria? Se acontecer uma inundação até um metro ou dois metros de lâmina, o que deveria ser feito? E se for uma onda de calor extremo?”.

Leandro Torres insistiu que a empresa não pode esperar que aconteça um evento negativo para agir, e isso demanda recursos previamente alocados e pessoal treinado para os procedimentos emergenciais. Depende de uma estrutura de planejamento de comunicação interno e externo com clientes, inclusive para a preservação dos serviços que eles estão recebendo.


Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (30). Árvore caí em frente ao Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, destruindo portão e fiação Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 30/07/2026 - Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade  na tarde desta quarta-feira (30). Árvore caí em frente ao Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, destruindo portão e fiação Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Estragos provocados pelos fortes ventos que atingiram a cidade na tarde desta quarta-feira (30). Árvore caí em frente ao Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, destruindo portão e fiação Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Sem previsão de retorno

A empresária Ana Paula Brito mora em Vila Isabel, Zona Norte da capital fluminense, e, desde ontem, às 17h, está sem luz em seu imóvel. Ela afirma que já abriu vários protocolos na Light e a resposta é que os técnicos estão trabalhando no local e não há previsão de quando a luz voltará.

“Estamos preocupados, porque a geladeira já está descongelando, os alimentos estão vencendo [a validade] e não tem nenhuma previsão. É um transtorno muito grande ficar sem energia”.

Rico Vilarouca é designer e trabalha em casa, bem como sua esposa. Moradores de Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro, ele espera até agora o retorno da energia elétrica e da internet residencial, situação que se repete quando chove forte e venta no bairro.

Os ventos fortes que assolaram o estado nessa quarta-feira deixaram uma coisa bem clara para a família de Rico Vilarouca: “A gente não está preparado para esse volume de vento na cidade”, lamentou.

A Light e a Enel, concessionárias que atuam no Rio de Janeiro, na região metropolitana e no interior do estado, têm divulgado desde o vendaval que estão com equipes mobilizadas para normalizar o fornecimento de energia. Apesar disso, milhares de residências e estabelecimentos de diversos tipos continuavam sem energia nesta quinta-feira.




Fonte: Agência Brasil

Saiba como pedir ressarcimento por prejuízos com a falta de energia


Consumidores que tiveram danos em equipamentos causados pela falta de energia provocada pelos fortes ventos dessa quarta-feira (29) podem requerer ressarcimento junto à concessionária, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor e na regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

O alerta foi dado nesta quinta-feira (30) pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor do Rio de Janeiro (SEDCON) e pelo Procon-RJ.

O primeiro passo é entrar em contato com a concessionária de energia elétrica responsável pela residência ou pelo comércio do consumidor e fazer registro da ocorrência. É importante guardar todos os protocolos de atendimento junto à concessionária.

“Ele [o consumidor] vai entrar em contato com a concessionária, informando a data e a hora aproximadas de quando ocorreu a oscilação ou interrupção da energia e quanto durou esse evento. Vai informar os equipamentos que foram danificados, com marca, modelo, tempo de uso”, detalhou à Agência Brasil o diretor jurídico do Procon-RJ, Silvio Romero.

A concessionária procederá à análise da reclamação para então responder ao consumidor. Se não houver resposta ou caso a reclamação não seja aceita pela concessionária, Silvio Romero informou que o consumidor pode buscar os canais de atendimento da SEDCON ou do Procon-RJ e formalizar sua queixa.

Prazos

Após o registro do pedido, a concessionária deve realizar a verificação do equipamento em até um dia útil, quando se tratar de aparelhos utilizados para conservar alimentos perecíveis ou medicamentos, como geladeiras e freezers. Para os demais equipamentos, o prazo é de até dez dias.

Concluída a análise, a distribuidora deve informar o resultado ao consumidor em até 15 dias, quando a solicitação for feita nos primeiros 90 dias após o dano, ou em até 30 dias, nos demais casos.

Caso o pedido seja aceito, o ressarcimento deverá ser realizado em até 20 dias, por meio de conserto, substituição do equipamento ou pagamento da indenização.

Romero reforçou que o ressarcimento pelo prejuízo sofrido pelo consumidor pode ocorrer de diferentes formas. A concessionária pode consertar o equipamento danificado, substituir por outro equivalente, pagar pelo conserto ou indenizar o consumidor.

O consumiror tem prazo de até cinco anos para solicitar o ressarcimento. O diretor jurídico do Procon-RJ aconselhou, entretanto, que apesar desse prazo, o consumidor deve fazer isso o quanto antes, enquanto está de posse de todas as informações mais recentes.

Alimentos

No caso específico de alimentos e de medicamentos armazenados em freezers ou geladeiras que tenham estragado, e não dos equipamentos em si, o consumidor também tem direito a ser indenizado. Para isso, é importante que ele tenha registro de todo o ocorrido, seja através de fotografias ou filmes dos alimentos ou produtos que tenham deteriorado.

“Ele deve guardar recibos, notas fiscais. Deve ter tudo documentado. Em seguida, deve fazer o registro na concessionária, solicitando que seja ressarcido dos prejuízos. Caso não obtenha êxito junto à concessionária, pode buscar, da mesma forma, a SEDCON ou o Procon-RJ para fazer a sua reclamação”.

Para isso, o consumidor deve apresentar toda a documentação relacionada ao caso, como protocolos, fotografias, notas fiscais, laudos técnicos, orçamentos e a resposta da empresa.

Romero sustentou a necessidade de os consumidores comprovarem o vínculo ou relação da interrupção ou falta de energia com o prejuízo decorrente do evento.

O diretor jurídico aconselhou ainda que os consumidores não façam o descarte do equipamento danificado nem procedam ao conserto por conta própria, exceto se forem autorizados pela concessionária.

“Porque ela tem o direito de verificar esse equipamento para confirmar se foi de fato danificado em decorrência da falta ou da oscilação de energia”.




Fonte: Agência Brasil

Polícia investiga morte de três eletrocutados após ventania no Rio


A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se três mortes por descarga elétrica dentro de uma casa, na madrugada desta quinta-feira (30), têm relação com a ventania que atingiu o estado na tarde de quarta-feira (29). Uma mulher sobreviveu, e o quadro dela é grave.

A corporação confirmou à Agência Brasil que Juadson Amorim da Silva, de 57 anos; Wagner Carvalho de Medeiros, de 41; e Marcos Antonio Vieira Filho, de 34, não resistiram à descarga elétrica.

Eles estavam em uma casa na Rua Maria da Fé, na Cidade de Deus, comunidade da Zona Sudoeste da cidade do Rio de Janeiro.

A investigação é realizada pela 32ª Delegacia Policial, no bairro da Taquara, vizinho à Cidade de Deus.

“A perícia será realizada no local e outras diligências estão em andamento para apurar as circunstâncias das mortes”, diz a Polícia Civil.

Mulher foi socorrida

O Corpo de Bombeiros informou que agentes do 12º Grupamento de Bombeiro Militar (GBM) foram acionados para uma ocorrência de choque elétrico. Quando os militares chegaram ao endereço, encontraram três corpos, que teriam sofrido uma descarga elétrica provocada por uma tomada no interior do imóvel.

Ainda segundo a corporação, a mulher foi socorrida por moradores e levada para a Unidade de Pronto Atendimento da Cidade de Deus, antes da chegada dos bombeiros.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a mulher deu entrada na unidade com queimaduras e foi transferida pela manhã para o Hospital do Andaraí, na Zona Norte. O hospital é referência no tratamento de vítimas de queimaduras.

“O estado de saúde é grave”, diz nota enviada à Agência Brasil.

Light

A companhia Light, responsável pelo abastecimento da cidade, informou que se solidariza com as famílias das vítimas e que apura as circunstâncias do ocorrido.

A empresa comentou que, durante vendavais, árvores, galhos e outros objetos podem atingir a rede elétrica e provocar o rompimento de cabos. A concessionária ressalta que a população não deve se aproximar de postes, estruturas elétricas ou fios caídos.

“Caso encontre um cabo partido no chão, não toque, mantenha distância do local e acione imediatamente a concessionária por meio de seus canais oficiais de atendimento”, diz a nota.

Além de um aplicativo, WhatsApp (21 99981-6059) e site, a Light atende a pedidos de emergência pelo telefone 0800 021 0196.

A empresa acrescenta que, em casos de ligações clandestinas, o problema de rompimento de cabos é mais frequente.


Rio de Janeiro - 29/07/2026 - ventania causa estragos no Rio. Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro - 29/07/2026 - ventania causa estragos no Rio. Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil

Ventania causa estragos no Rio. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Vendaval

O vendaval na tarde de quarta-feira (29), com rajadas que chegaram a atingir 105 quilômetros por hora (km/h), assustou a população e causou interrupção em aeroportos, trens e metrôs. Quedas de árvores causaram danos e pararam o trânsito de veículos em várias regiões.


Rio de Janeiro (RJ), 29/07/2026 - Linha 1 do MetrôRio lotada de passageiros após falha no fornecimento de energia elétrica na capital. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 29/07/2026 - Linha 1 do MetrôRio lotada de passageiros após falha no fornecimento de energia elétrica na capital. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Linha 1 do MetrôRio lotada de passageiros após falha no fornecimento de energia elétrica na capital. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Na cidade do Rio, duas pessoas morreram atingidas pelo desabamento de um muro em Santa Teresa.

Quase 24 horas depois do início da ventania, partes de bairros seguem sem energia elétrica, com mais de 400 mil pessoas sem luz.




Fonte: Agência Brasil

Meteorologistas dizem que não é possível associar ventanias ao El Niño


Fortes ventos provocaram estragos e mortes nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo na tarde desta quarta-feira (30). Uma estação meteorológica da capital fluminense chegou a registrar ventos de 105 km/h.

Segundo Suellen Araujo, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o evento foi provocado pela formação de uma zona de baixa pressão atmosférica na região, associada ao deslocamento do ar nas camadas superiores da atmosfera, chamado de “escoamento”.

“A conjunção desses fatores auxiliou realmente na formação dessa instabilidade, que trouxe essas rajadas bem intensas. Inclusive, tivemos rajadas em torno de 100 km/h em ambos os estados”, explicou a meteorologista.

O coordenador geral de Operações e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Seluchi, destaca que as rajadas de vento se formaram a partir de uma linha de estabilidade.

“É uma linha de tempestades alinhadas, como o nome indica, uma ao lado da outra, que se formaram sobre uma frente fria que estava na Região Sul do Brasil. Essa linha de tempestades formou o que se chama uma frente de rajada, que foi a ventania que nós sentimos ontem à tarde”, esclareceu.

Ele explica que a frente de rajada avança mais rápido que a linha de nuvens da tempestade e que a tempestade, em si, nem ocorreu.

“Aqui onde nós estamos, no Vale do Paraíba [em São José dos Campos/SP], choveu mais no final da tarde e início da noite. Choveu um pouco, que foi o que restou daquela linha de tempestades que foi dissipando conforme elas foram avançando para o norte. Elas começaram lá no Paraná, Santa Catarina, mas, avançando para o norte, elas foram dissipando”, disse Seluchi.


São Paulo (SP), 22/09/2025 - Fortes chuvas e ventania derrubaram árvore na rua Dr Carvalho de Mendonça, na Barra Funda. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 22/09/2025 - Fortes chuvas e ventania derrubaram árvore na rua Dr Carvalho de Mendonça, na Barra Funda. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Fortes chuvas e ventania derrubaram árvore em São Paulo – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

El Niño

Tanto a meteorologista do Inmet quanto o coordenador do Cemaden avaliam que não é possível, ainda, associar o evento de quarta-feira ao El Niño, um fenômeno recorrente que consiste no aquecimento das águas do Oceano Pacífico, de tempos em tempos, e que provoca alterações no clima global.

Neste ano, espera-se um El Niño mais intenso. Segundo a Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos Estados Unidos (Noaa), há uma probabilidade grande de que nesta temporada o El Niño seja o mais forte dos últimos 76 anos.

“Teria que fazer uma avaliação um pouco mais minuciosa para poder verificar se [os ventos fortes de Rio e São Paulo] tem alguma coisa relacionada a esse fenômeno”, afirma Suellen Araujo.

Segundo Seluchi, é difícil estabelecer uma relação direta dos ventos fortes com o El Niño, mas esclarece que a linha de tempestades que os provocou formou-se a partir de uma frente estacionária que estava sobre o sul do Brasil.

“A frequência com que essas frentes estacionárias estão atuando na Região Sul já tem a ver com o fenômeno do El Niño. As frentes estão se tornando estacionárias com mais frequência, está chovendo com mais frequência e mais volume na Região Sul. E a linha de instabilidade é um efeito secundário, digamos, da presença dessas frentes na região sul”, disse.

Seluchi ressalta, no entanto, que a linha de instabilidade e as rajadas de vento são fenômenos que podem acontecer em qualquer época do ano.

“Acontece também em anos que não são do El Niño. A relação [das rajadas de vento] com o El Niño é mais difícil de estabelecer. Eu acho [que tem], mas é difícil provar que essa uma relação indireta”.

O meteorologista Thiago Sousa, doutorando da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), entende que é preciso ter estudos mais profundos para encontrar uma possível vinculação entre a ventania e o El Niño.

“Não tem como afirmar e nem contrariar essa correlação, que precisa ser estudada para depois, mais a frente, para se relacionar com o Super El Niño”, disse.




Fonte: Agência Brasil

Bombeiros encontram corpo em barco que afundou com ventania em Paraty


O Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro localizou, na manhã desta quinta-feira (30), o corpo de uma pessoa ainda não identificada na região da Praia de Tarituba, em Paraty, no Sul Fluminense. As equipes trabalhavam nas buscas por um desaparecido após a ventania que atingiu o estado na quarta-feira (29).

Os bombeiros iniciaram a varredura por volta das 16h30, depois de receberem a informação de que um homem estava desaparecido no mar com o naufrágio de uma embarcação, no litoral entre Tarituba e Mambucaba, em Angra dos Reis. O corpo encontrado por mergulhadores dentro desse barco, mas ainda é necessário aguardar a identificação para confirmar sua identidade.

Foram mobilizadas equipes dos quartéis de Paraty e Mambucaba, além de mergulhadores do Grupamento de Busca e Salvamento da Barra da Tijuca.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o corpo será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), da Polícia Civil fluminense, para que seja feita a identificação da vítima.

Vítimas

Os ventos ultrapassaram os 100 quilômetros por hora e provocaram pelo menos duas mortes. As vítimas foram atingidas por um muro que desabou em Santa Teresa, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Outros quatro desabamentos foram registrados. No total, os bombeiros fizeram 31 salvamentos.

A ventania também deixou centenas de milhares de imóveis fornecimento de energia elétrica. Até o fim da manhã desta quinta-feira (30), ainda havia mais de 400 mil sem luz no estado.

Entre a tarde de quarta-feira e a manhã desta quinta, a corporação registrou um total de 290 ocorrências relacionadas ao vendaval. A maior parte delas cerca de 150, foram cortes de árvores, mas houve também 50 combates a incêndios em vias públicas, principalmente por causa de postes de energia.




Fonte: Agência Brasil

Relatório aponta ação policial como responsável pela violência armada


Os dados do relatório semestral do Instituto Fogo Cruzado, lançado nessa quarta-feira (29), apontam que as ações e operações policiais, principal estratégia para lidar com as questões de segurança pública no Brasil, consolidaram-se como um dos motores da violência armada no Brasil.

 Os números mostram que houve recorde de participação policial nos tiroteios, eventos que deixaram 901 pessoas baleadas. Ainda assim, os dados indicam um avanço das ações dos grupos armados nos estados mapeados. 

Os dados do relatório foram levantados entre janeiro e junho de 2026, nas quatro regiões metropolitanas onde o Fogo Cruzado atua: Rio de Janeiro, Recife, Belém e Salvador, em 57 municípios.

Ao menos 2.511 tiroteios foram registrados, resultando em 2.403 pessoas baleadas, das quais 1.628 morreram e 775 ficaram feridas. As ações policiais foram responsáveis por 39% dos registros, deixando 584 mortos e 317 feridos em seus 989 tiroteios. Em 2025, no primeiro semestre, em 33% dos tiroteios houve participação policial. Apesar da queda nos tiroteios entre os períodos, o relatório mostra que a participação policial nos conflitos cresceu.

“Há três décadas o Estado repete a mesma fórmula, um modelo de segurança pública incapaz de desarticular os grupos armados e que não garante segurança à população, nem mesmo diante do aumento da participação policial nos conflitos. Não é razoável esperar resultados distintos insistindo em uma estratégia cuja ineficácia já é conhecida. Ao contrário, essa lógica alimenta o alto número de tiroteios, expõe moradores ao fogo cruzado, compromete o funcionamento de escolas e unidades de saúde e não contém o avanço dos grupos armados”, avalia a gerente de Pesquisa do Instituto Fogo Cruzado, Terine Husek Coelho.

Já o número de baleados em disputas entre grupos armados, como as facções e as milícias, cresceu 12% durante o semestre, aumentando de 181 vítimas em 2025, para 203 em 2026.

Grande Rio

Ao menos 976 tiroteios foram mapeados na região metropolitana do Rio. O número segue em tendência de queda, mas as ações e operações policiais já correspondem a quase metade dos registros do primeiro semestre. As forças policiais participaram de 47% dos casos mapeados no Grande Rio, o maior patamar para o período desde 2017. 

Grande Recife

Com 645 tiroteios mapeados, houve queda na violência armada na região metropolitana do Recife, sendo o menor índice desde 2019. Apesar da redução, o primeiro semestre de 2026 já acumula o maior número de tiroteios em ações e operações policiais de toda a série histórica, com 60 registros, ou 9% do total mapeado.

O número de assaltos que terminam com baleados está cada vez mais frequente. Esse agravamento da violência armada em crimes contra o patrimônio fica evidenciado no número de vítimas registradas ao longo do primeiro semestre, quando 53 pessoas foram atingidas, sendo recorde se comparado ao primeiro semestre dos quatro anos anteriores.

Salvador e região metropolitana

Nos últimos anos, Salvador e regiões metropolitanas têm acompanhado uma tendência de queda no número de tiroteios ocorridos nos primeiros semestres, chegando em 2026 ao seu menor índice com 656 registros.

O número de baleados nas ações policiais também acompanha esse aumento, dos 637 atingidos por disparos de arma de fogo no período, 53% deles em contexto de ações policiais, se refletindo também na quantidade de agentes de segurança baleados em serviço. Dos 34 agentes atingidos, 24 estavam em serviço, representando 71% dos atingidos

Belém

Durante o primeiro semestre de 2026, 234 tiroteios foram mapeados na região metropolitana de Belém, uma queda de 20% em comparação com os primeiros seis meses de 2025, com 293 casos mapeados.

A violência na região segue sendo profundamente marcada por ações e operações policiais. Durante o primeiro semestre de 2026, houve a participação dos agentes em 45% dos registros.




Fonte: Agência Brasil