Grito dos Excluídos têm atos em defesa por moradia e contra violência


Movimentos sociais realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos. Houve marchas e atos em mais de 50 cidades, em todas as regiões do país, segundo os organizadores.

Faixas, bandeiras e gritos de guerra ajudaram a expor o lema da edição, “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”

Os manifestantes reivindicaram moradia digna; reforma agrária; educação pública de qualidade; defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); enfrentamento do feminicídio e de todas as formas de violência contra as mulheres e o combate ao racismo e à LGBTfobia, além do fim da escala de trabalho 6×1.

São Paulo

Na capital paulista, os manifestantes percorreram as ruas do centro e terminou com uma missa na Catedral da Sé, dedicada à população em situação de rua. Antes da caminhada, foi realizado um café da manhã comunitário.

Para a ativista Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, uma das organizadoras do ato, defende que a liberdade será plena quando não houver mais pessoas em situação de rua no país.


São Paulo (SP), 07/09/2026. - Pessoas participam do ato 32ª Edição do Grito dos Excluídos. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 07/09/2026. - Pessoas participam do ato 32ª Edição do Grito dos Excluídos. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

São Paulo (SP), 07/09/2026 – Ato do 32º Grito dos Excluídos na capital paulista. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

“A gente faz uso desse dia para dizer: Olha, não temos liberdade ainda, temos que avançar muito para ser um país, uma sociedade em liberdade”, afirmou à Agência Brasil.

O coordenador do cursinho Educafro, Frei David Santos, pediu a defesa da democracia para que não haja interferência econômica nas eleições. “É importante estarmos juntos, hoje, pela Democracia”, disse.

Deuza Cordeiro de Lima foi à manifestação para protestar contra a violência policial. O filho dela, Thiago, foi assassinado em janeiro de 2023, na região central da capital. “Vim como em outros anos denunciar a violência. Meu filho foi morto pela polícia, e seus assassinos estão livres. Ele era inocente, mais um de tantos, e não vou ficar quieta”, disse.

Célia Souza e amigos participaram do ato e defenderam moradia digna para todos.

Eu vim hoje pela luta. Por moradia, que é algo cuja importância é a mais básica, da qual não podemos abrir mão”, disse Célia Souza.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o ato cruzou a Avenida Presidente Vargas, uma das principais do centro da cidade, e teve início após o Desfile de Sete de Setembro.

Um dos diferenciais do ato foi um grupo de ativistas que levou o teatro para a manifestação. No meio da marcha, eles encenavam esquetes com defesa à soberania nacional e à democracia. A ação foi conduzida pela Escola de Teatro Popular, que se identifica como um movimento de teatro político e educação popular.

Um dos coordenadores do grupo é o pesquisador teatral e dramaturgo Julian Boal, filho de Augusto Boal (1931-2009), fundador do Teatro do Oprimido, metodologia teatral criada com a ideia central de transformar o espectador em participante ativo, capaz de discutir e ensaiar formas de enfrentar situações de opressão na vida real.

Julian Boal explicou que a presença no Grito dos Excluídos foi uma forma de levar mais pessoas à manifestação. Ele contou que a encenação retratou que a participação democrática não se encerra com as eleições.

“O que a nossa cena tentou fazer é recolocar a questão de qual é o peso das instituições. Tentar discutir que dentro das instituições a gente pode fazer muita coisa, mas que o nosso todo é muito maior do que aquelas eleições podem colocar”, completou.

Um dos gritos mais exaltados foi a defesa da moradia. O coordenador do Movimento Quilombos Urbanos Luta por Moradia Digna, Ricardo Pitta, acredita que somente por meio de mobilização popular, os segmentos “mais vulneráveis e invisibilizados” da sociedade vão conseguir reverter as injustiças que sofrem.

À Agência Brasil, ele lamentou o fato de as demandas ficarem “subordinadas ao calendário eleitoral”.

“Todo ano os moradores estão sofrendo, ameaçados de despejo, muitos deles, inclusive, em imóveis públicos que, em vez de estarem cumprindo sua função social, como prevê a Constituição, estão sendo ameaçados de serem leiloados para atender aos interesses da especulação imobiliária”, criticou o coordenador do movimento que mantém quatro ocupações na cidade.

O percurso dos manifestantes foi acompanhado de críticas ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Outro tem foi a defesa do fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados e que ainda precisa ser votada no Senado, o que deve ocorrer após as eleições. Outra ala do protesto reuniu fotos de vítimas da Ditadura Militar (1964-1985) e cobrava vigilância democrática para que o Brasil não vivencie mais períodos de autoritarismo. Um globo cenográfico de cerca de três metros de altura retratou a preocupação com o meio ambiente.

No meio do ato, um grupo de cerca de 15 pessoas se aproximou de participantes do Grito dos Excluídos e tentou hostilizá-los com gritos. Policiais militares que acompanhavam o trajeto intervieram, e o grupo se afastou, sem registro de confusão.

Brasília

Integrantes do Núcleo de Ecologia Integral de Brasília também aproveitaram o ato para manifestar a preocupação com a crise ecológica e suas dimensões políticas, destacando que o tema é uma questão de justiça social, responsabilidade política e compromisso com a vida.

“O planeta está sendo destruído e se não mudarmos a política ecológica, a forma como estamos tratando nossa casa comum, usando os recursos naturais da forma como estamos gastando, logo não teremos mais onde habitar”, disse à Agência Brasil a economista aposentada Maria do Carmo de Jesus Botafogo.


Brasília (DF), 07/09/2026 - Pessoas participam do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 - Pessoas participam do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Brasília (DF), 07/09/2026 – Grito dos Excluídos em Brasília. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Durante o ato, o núcleo apresentou uma carta de compromisso com a ecologia integral que pretende integrar a candidatos do campo progressista que disputam cargos no Executivo e no Legislativo nas eleições deste ano.

Fruto de um seminário que reuniu vários membros do grupo, o documento está estruturado em quatro eixos temáticos: políticas agrícolas e fundiária; políticas urbana e resíduos no DF e Entorno; Justiça Climática e Proteção às Vítimas e propostas sobre uma das mais importantes nascentes da região, a da Estação Ecológica de Águas Emendadas, que alimenta duas importantes bacias hidrográficas: a do Tocantins-Araguaia e do Paraná.

“Passadas as eleições, entregaremos uma cópia a todos os eleitos, independentemente do campo ideológico, pois eles terão as mesmas obrigações com o meio ambiente”, acrescentou a engenheira florestal Ana Clara Botafogo, filha de Maria do Carmo.

Para a professora universitária Altaci Kokama, ao longo de suas 32 edições, o Grito dos Excluídos se consolidou como um momento durante o qual os que estão à margem da sociedade “têm voz e vez para apresentar suas demandas, suas reivindicações”.


Brasília (DF), 07/09/2026 - Altaci Kokama, professora universitaria, participa do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 - Altaci Kokama, professora universitaria, participa do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Brasília (DF), 07/09/2026 – Professora Altaci Kokama participa do Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

“Os excluídos são aqueles que não têm casas, moradia, trabalho, alimento, os que estão buscando justiça”, destacou, reconhecendo o desafio de mobilização.

“Quem tem mais dinheiro para financiar suas ações consegue mobilizar mais pessoas. Para trazer os excluídos, por exemplo, muitas vezes é preciso ajudar com transporte, comida, e nós não temos toda a estrutura necessária. Muitos têm vontade de participar, mas não têm condições”, acrescentou, ressaltando o trabalho constante de debates junto às comunidades.

* Reportagem de Alex Rodrigues (Brasília), Bruno de Freitas Moura (Rio de Janeiro) e Guilherme Jeronymo (São Paulo)




Fonte: Agência Brasil

Tradicional desfile cívico-militar é realizado no Rio de Janeiro


No Rio de Janeiro, o tradicional desfile cívico-militar do Dia da Independência percorreu um trecho da Avenida Presidente Vargas, em frente ao Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste. Apesar do tempo chuvoso, milhares de pessoas assistiram ao desfile, empunhando bandeirinhas do Brasil.  

A cerimônia começou com a revista da tropa por comandantes das três forças militares, seguido pela chegada do fogo simbólico da pátria. A tocha foi levada pelo atleta do pentatlo Douglas Castro, acompanhado de outros esportistas militares e usada para acender uma pira em frente ao palácio.


Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Desfile cívico-militar no Dia da Independência, no Rio de Janeiro – Fernando Frazão/Agência Brasil

Em seguida, a banda do primeiro batalhão de guarda do Exército executou o Hino da Independência e a Salva de Gala. 

O cortejo foi puxado por batedores dos Fuzileiros Navais, da Polícia do Exército e da Polícia da Aeronáutica, em motocicletas. Uma unidade de cavalaria exibiu todas as bandeiras que o Brasil já teve ao longo de sua história.

Mais de 6 mil militares e agentes de forças de segurança federais, estaduais e municipais participaram do desfile. Também estavam representadas organizações sociais, como a Cruz Vermelha e os Escoteiros, entidades beneficentes e escolas. 


Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Mulheres do Exército no desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas, Rio de Janeiro – Fernando Frazão/Agência Brasil

Um dos destaques foram os conjuntos exclusivo de mulheres que atuam em diversos grupamentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Também desfilaram militares que integram as Forças de Paz das Nações Unidas.

Mais de 180 viaturas também foram empregadas no desfile, incluindo tanques blindados só Exército, embarcações da Marinha do tipo anfíbio, que podem transitar na terra e na água e caminhões de resgate do Corpo de Bombeiros. 


Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

Veja como foi o desfile na reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil




Fonte: Agência Brasil

Ambulantes “desfilam” no 7 de Setembro em busca de sustento


Equilibrar 30 quilos de balões e algodões-doces coloridos sobre o ombro esquerdo, em uma caminhada apressada, foi o “desfile” do Palhaço Bolinha, o autônomo Renato Siqueira, de 53 anos, às margens da área do desfile de 7 de Setembro deste ano, em Brasília (DF).


Brasília (DF), 07/09/2026 - Renato Siqueira, vende balões durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 - Renato Siqueira, vende balões durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Renato Siqueira vende balões durante o Desfile da Independência, em Brasília – Lula Marques/Agência Brasil

Além do colorido dos produtos, a maquiagem no rosto escorre com o suor da correria desta segunda. “A gente não pode parar. Mas vai fazendo graça”.

Há oito meses ele trabalha em frente a escolas. Mas hoje precisou acordar às 4h30 e andar em busca dos clientes;

O Palhaço Bolinha mora em Água Quente (DF), uma região administrativa periférica a 45 quilômetros de Brasília, nasceu em Anápolis (GO) e há 20 anos mudou para a capital para trabalhar.

Estudou apenas só até o 8° ano. A eventos como o 7 de Setembro, ele vem com a esperança de melhorar os rendimentos. Ele consegue carregar os algodões-doces (vendidos a R$ 10) por mais de uma hora no ônibus, mas não os balões (que custam R$ 20).

Os produtos que fazem brilhar os olhos das crianças são entregues para ele pelo fabricante quando ele está na rua.

Desfile da Independência, Dia das Crianças e Ano Novo estão entre as datas com mais vendas. Mesmo com o peso nas costas, ele prefere a atual atividade. No trabalho anterior, ganhava um salário mínimo para vender plano funerário. Resolveu, então, viver fazendo graça, ainda que a maquiagem escorra.


Brasília (DF), 07/09/2026 - Gustavo Ferreira, vende churros durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 - Gustavo Ferreira, vende churros durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Gustavo Ferreira vende churros no Desfile de 7 de Setembro – Lula Marques/Agência Brasil

Outro ambulante que também usou os braços e o ombro foi Gustavo Ferreira, de 30 anos, que equilibrava churros de doce de leite e chocolate (a R$ 10) com cuidado para que o recheio não escorresse.

No dia a dia, ele trabalha como cobrador de ônibus. “Acordei às 4h e a gente está na luta”. Mesmo que o dia a dia não seja assim tão doce.

Mas a água de coco vendida por Samuel Santos estava, segundo ele, doce e gelada.E madrugar não chega a ser uma novidade para ele, que vive em Planaltina (a 40 quilômetros de distância) e trabalha na escala como porteiro de um prédio.

“Estou experimentando essas vendas de água de coco aqui na Esplanada dos Ministérios. Estou estreando, na verdade. Se der certo, eu vou continuar”.


Brasília (DF), 07/09/2026 - Samuel dos Santos, vende água e coco durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 - Samuel dos Santos, vende água e coco durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O porteiro Samuel dos Santos resolveu vender água de coco neste 7 de Setembro – Lula Marques/Agência Brasil

Prioridades

Aliás a palavra “continuar” faz parte dessa rotina. Ele foi direto do trabalho na portaria para o comércio informal na Esplanada dos Ministérios. Não há muito tempo para se divertir. A prioridade é levar sustento para os dois filhos em casa.

Sob o sol de Brasília, o paraibano Reinivaldo Garcia, de Brejo da Cruz, de 54 anos, vendia bonés e chapéus ao público, a R$ 20.

“Só pude estudar até a terceira série do primário. Não consegui estudar mais porque precisava trabalhar. Eu digo aos meus dois filhos que eles precisam estudar sempre para não ficar nesse sol como eu Tem que ser independente, né?”


Brasília (DF), 07/09/2026 - Renivaldo Garcia, vende bonés durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 - Renivaldo Garcia, vende bonés durante o Desfile da Independência - 7 de Setembro. Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O vendedor de bonés Reinivaldo Garcia o Desfile da Independência – Lula Marques/Agência Brasil




Fonte: Agência Brasil

Começa o desfile cívico-militar do Dia da Independência em Brasília


Começou pouco depois das 9h desta segunda-feira (7) o desfile cívico-militar do Dia da Independência, na Esplanada dos Ministérios, no centro de Brasília.

Após a execução do Hino Nacional, o general de divisão João Felipe Dias Alves solicitou autorização para iniciar o evento.

Na tribuna de autoridades figuram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.

Também acompanham o desfile, posicionados na tribuna, ministros de diversas pastas, incluindo Leonardo Barchini, da Educação; Gustavo Feliciano, do Turismo; Márcia Lopes, das Mulheres; Wolney Queiroz, da Previdência, e Dario Durigan, da Fazenda, além do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias.

Para este ano, o governo federal definiu três eixos temáticos para o desfile: a soberania nacional, assunto recorrente após as tarifas aplicadas a produtos brasileiros; o enfrentamento à violência contra as mulheres, com destaque para um pacto nacional lançado pelos Três Poderes em fevereiro; e a Copa do Mundo Feminina de 2027.

O público começou a chegar ao local antes das 6h30, em meio aos preparativos e ensaios dos participantes do desfile. As arquibancadas cobertas já estavam cheias minutos antes do evento ter início.

O tempo ameno na capital federal, com céu bastante nublado, ajuda os que acompanham as apresentações próximo às grades de segurança.

O desfile cívico-militar tem encerramento previsto para as 11h.




Fonte: Agência Brasil

Público madruga para assistir ao desfile na Esplanada dos Ministérios


Quando o relógio despertou nesta madrugada, às 3h da manhã, a aposentada tocantinense Maria de Fátima Barbosa, de 71 anos, levantou imediatamente, tamanha era a ansiedade pelo desfile de 7 de Setembro, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Ela está hospedada na casa de uma amiga no Recanto das Emas, a 30 quilômetros do centro da capital. No entanto, a viagem dela veio de muito mais longe.

Moradora de Tocantinópolis, Maria de Fátima pegou uma van até Araguaína (TO) a mais de duas horas de distância de casa, madrugou na rodoviária para cedinho encarar mais mil quilômetros até a capital do país. Foram mais de 15 horas de viagem. Chegou no sábado (6) e descansou um pouco para assistir ao nascer do sol de dentro do ônibus.

 “Enquanto eu viver, eu venho para esse desfile”, afirmou, ansiosa também por ouvir as mensagens no desfile sobre o passado de escravização e opressão no Brasil

Maria de Fátima morou em Brasília nos anos 1980 quando foi doméstica. Voltou para o Tocantins para recomeçar. Foi quebradeira de coco. Depois, continuou em empregos precários, inclusive catou latinhas para cumprir o sonho de comprar um sax para tocar. Conseguiu estudar e se formou no ano passado em licenciatura de educação no campo. “Vir para o desfile me faz lembrar o quanto eu sou brasileira. É muito lindo isso aqui”.

Brasilienses que moram na periferia da capital também madrugaram para chegar cedo à Esplanada. Entre eles, o casal, Jorge Fernandes, de 55 anos, que é pintor de casa, e Adabel Daiane, de 42, dona de casa. Eles foram acordados por Maria Alice, de 8, que antes das 4h pediu para vir logo ao desfile. Pegaram um ônibus de Sobradinho 2.

 “Como era a primeira vez, nem dormi direito”. A mãe entende que é algo que ficará para a história. “Assim, a gente constrói memórias para ela. E de patriotismo”. O pai, que já foi soldado do Exército, diz que nunca deixou de vir”.

Outro ex-militar, Maurício Batista, de 33, colocou a bandeira do Brasil sobre a camisa, como faz a cada ano. “Eu fico emocionado mesmo”.

Também estava sensibilizada a família do paratleta dos 100 metros rasos, da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Ele iria desfilar.

Preocupado com o horário, acordou antes das 4h da manhã. Ao chegar à rodoviária, viu a luz do amanhecer e correu. Não era novidade para quem redescobriu a vida em velocidade. “Faço 100 metros em menos de 12 segundos. Vou correr porque está chegando a hora”, disse à reportagem da Agência Brasil.

A mãe, Maura, e toda a família que o acompanhava, sorriu com a pressa do rapaz. “Ele ama estar aqui e o esporte. Ele fica ansioso e a gente na torcida por tudo dar certo na vida dele”. O desfile ainda não tinha começado, mas eles já chamavam o momento de “inesquecível”.




Fonte: Agência Brasil

Sete de setembro: soberania, Copa e combate ao feminicídio serão temas


Começa logo mais, às 9h, o desfile cívico-militar do Dia da Independência, na Esplanada dos Ministérios, no centro de Brasília. Para este ano, o governo federal definiu três eixos temáticos: a soberania nacional, o enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027.

O desfile terá duração de duas horas e contará com a tradicional programação militar, com a participação de tropas do Exército, Marinha e Força Aérea. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros de seu governo estarão presente.

Temas

O combate à violência contra as mulheres tem sido um assunto recorrente neste ano. Em fevereiro, por exemplo, os Três Poderes lançaram um pacto nacional contra o feminicídio. O acordo reconhece que a violência contra as mulheres no país figura como uma crise estrutural que não pode ser enfrentada por ações isoladas.

Este ano marcou a criação de leis pensadas para fortalecer a proteção às mulheres. Entre elas está a criação de um Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência Contra a Mulher. O cadastro facilita a localização de criminosos foragidos. Isso previne crimes, reduz riscos de reincidência, inclusive quando os agressores mudarem de estado.

A soberania nacional é outro tema que tem sido recorrente após as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros exportados para lá. Mesmo após o Brasil argumentar que o país norte-americano tem superávit na relação entre ambos, as tarifas foram aplicadas.

Clique aqui e confira a cobertura da Agência Brasil sobre o tarifaço.

Mesmo sem deixar a mesa de negociação e reiterar sua boa relação com Donald Trump, Lula falou diversas vezes que os EUA não podem usar tarifas para interferir na política brasileira ou nos interesses do país.

As críticas do governo daquele país ao PIX, sistema eletrônico e gratuito de pagamentos usado no Brasil, acenderam ainda mais o sentimento de proteção ao mercado nacional.

O terceiro eixo temático será a Copa do Mundo feminina de futebol 2027, que será realizada no Brasil de 24 de junho a 25 de julho.

O evento terá 64 jogos em oito municípios. A cidade que receberá mais partidas é São Paulo, com dez, seguida por Rio de Janeiro e Fortaleza (nove), Belo Horizonte (oito), Brasília, Salvador, Porto Alegre e Recife (sete).

O anúncio da escolha do Brasil como sede ocorreu em maio de 2024, em um congresso da Fifa em Bangkok, na Tailândia. O Brasil obteve 119 votos e venceu a disputa com a aliança formada por Alemanha, Holanda e Bélgica, que conseguiu 78 votos.

Acesso ao desfile

O público deverá acessar as arquibancadas pela via S1. Quem for de carro terá acesso à via S2.

A via N2 será interditada para circulação de veículos a partir das 7h. A partir de 23h do domingo (6), as vias N1 e N2 estarão bloqueadas.

Proibido levar

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, é proibido acessar a área do desfile com:

  • latas, copos, coolers ou isopores;
  • fogos de artifício ou similares;
  • artefatos Explosivos;
  • armas em geral;
  • apontador a laser ou similares;
  • animais em geral, com exceção de cães-guia;
  • bolsas com mais de 100cm na soma das dimensões dos três lados (altura, profundidade e largura);
  • malas, pastas, caixas ou similares;
  • sprays e aerossóis;
  • capacetes ou máscaras de qualquer tipo e tamanho;
  • fogões ou similares que utilizem gás e/ou eletricidade;
  • mastros confeccionados com qualquer tipo de material para sustentar, ou não, bandeiras, cartazes, etc;
  • churrasqueira de qualquer tamanho;
  • barracas e similares de qualquer tamanho ou tipo.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula e próximo sorteio terá prêmio de R$ 70 milhões


O concurso 3054 da Mega-Sena, realizado nesta manhã (6) na sede da Caixa em São Paulo (SP), não teve nenhum acertador para o prêmio principal. 

Os números sorteados foram 08-17-24-43-47-58.

Com a ausência de vencedores, o prêmio para o próximo concurso, que será sorteado na terça-feira (8), está estimado em R$ 70 milhões.

Setenta e oito apostas fizeram a quina e levam R$ 30.145,38 de prêmio cada. Já as 5.268 apostas que venceram a quadra receberão R$ 735,73 cada.

As apostas podem ser feitas em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.





Fonte: Agência Brasil

Incêndio atinge pavilhão de frutas no Ceagesp; não há vítimas


Um incêndio de grandes proporções que começou na noite de sábado (5) atingiu 320 boxes do pavilhão MFE-A, onde são comercializadas frutas na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). 

O fogo começou por volta das 23h e foi combatido durante cerca de três horas e meia por 16 viaturas do corpo de bombeiros, além de funcionários do local. O incêndio foi considerado extinto no começo da manhã.

Segundo a assessoria da Ceagesp, não houve vítimas. A companhia informou que o entreposto está aberto, incluindo o Varejão, feira que aos domingos.

Somente as áreas próximas ao pavilhão afetado permanecem isoladas para o trabalho de rescaldo dos bombeiros e da perícia, que irá determinar as causas do incêndio. A área afetada armazenava frutas, principalmente melancias.

De acordo com a Ceagesp, a extensão dos impactos deve ser conhecida ao longo da semana, assim como as alternativas para que os comerciantes voltem a atuar.

Segundo a Defesa Civil foram constatados “danos generalizados, com estruturas metálicas retorcidas e comprometimento de todo o quarteirão composto por galpões”.





Fonte: Agência Brasil

Confira dicas para acompanhar o Desfile de 7 de Setembro em Brasília


O tradicional desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, nesta segunda-feira (7), terá um reforço na segurança com atuação de tropas especializadas em toda a região central de Brasília.

No domingo (6), a partir das 16h o trânsito de veículos será interrompido de entre a Rodoviária do Plano Piloto e a Via L4. O acesso à Praça dos Três Poderes será restrito, e prédios públicos estarão protegidos por gradis.

Equipes de emergência e combate a incêndios também atuarão no local.

Neste ano são esperadas 30 mil pessoas para assistir o desfile. O início está previsto para 9h, com encerramento por volta das 11h.

As arquibancadas serão abertas às 6h. O público terá cinco pontos de acesso à área do desfile, todos com linhas de revistas pessoais, que serão feitas por policiais militares.

O acesso à Esplanada ocorre pela via S1 (lateral da Catedral) e escadarias dos ministérios – as duas primeiras no lado Sul (blocos A e C) e as duas primeiras do Norte (blocos J e M). Pessoas com deficiência terão acesso pelo túnel do Bloco J, que possui rampa de ligação com o espaço reservado entre o ministério e a Via N1.

Quando a capacidade das arquibancadas for atingida, o público será orientado a permanecer nas áreas externas destinadas aos espectadores, com tendas e pontos de hidratação nos lados Norte e Sul da Esplanada.

Dicas de segurança

Diante da possibilidade de sol forte e temperaturas elevadas, a recomendação e de reforço na hidratação, além do uso de roupas leves, protetor solar, bonés ou chapéus.

Vale lembra que não é permitido acessar a Esplanada com garrafas de vidro, latas, copos, coolers e isopores. A sugestão dos organizadores é o uso de garrafas de plástico individuais para hidratação.

Também são proibidos o porte de fogos de artifício, sprays e aerossóis, armas de fogo, inclusive de brinquedo, objetos pontiagudos, apontadores a laser, máscaras de qualquer tipo, exceto de proteção facial, hastes de bandeiras e outros materiais que coloquem em risco a segurança do público presente.

Bolsas e mochilas deverão ter até 100 centímetros na soma das dimensões (altura, largura e profundidade).

Motociclistas devem ficar atentos: capacetes não poderão entrar na área do desfile. A orientação é providenciar previamente uma forma segura de mantê-los junto ao veículo.

Também é importante ressaltar que somente drones autorizados poderão acessar o espaço aéreo do local do desfile. Animais em geral também não são permitidos, exceto cães-guia.

Uma estrutura, batizada de Cidade Policial será montada ao lado do Museu da República. O local servirá como ponto de apoio aos agentes de segurança, com os comandos móveis das corporações. Imagens de drones e de câmeras vão contribuir com o policiamento.

Na Cidade Policial será possível fazer o registro de ocorrências e bloqueio de celulares eventualmente perdidos, roubados ou furtados, por meio do programa Fora da Rede.

Ao lado da Cidade Policial será instalada uma área específica para acolhimento de pessoas perdidas. Em caso de criança, adolescente, pessoa idosa ou qualquer outra pessoa perdida, a orientação é procurar imediatamente uma equipe uniformizada ou dirigir-se ao ponto de acolhimento.

Transporte

O sistema de transporte público da capital será reforçado e funcionará da seguinte forma: Metrô DF está funcionando em escala de feriado, das 5h30 às 19h.

Os ônibus seguirão o esquema do programa Vai de Graça, que funciona aos domingos e feriados, com gratuidade para o uso do transporte público em todo o Distrito Federal.

Para garantir o atendimento, 134 ônibus extras reforçarão a frota, em direção à área central da capital. As viagens extras serão acionadas conforme o aumento da demanda, a partir das 6h, no sentido Plano Piloto, e a partir das 13h, para o retorno da população.

Para quem optar por transporte por aplicativos, o desembarque é na plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto. Já para os táxis, o ponto é o estacionamento do Sesi Lab, ao lado da rodoviária.

“Quem optar pelo veículo particular poderá utilizar, conforme a disponibilidade de vagas, os estacionamentos dos anexos dos ministérios nos lados sul e norte e o estacionamento do SESI Lab. As vagas não serão reservadas e poderão ser ocupadas rapidamente. A recomendação, também neste caso, é chegar cedo”, informou o Governo do Distrito Federal (GDF).

Funciona no feriado:

Neste do Dia da Independência, o Zoológico de Brasília e as unidades de conservação do Instituto Brasília Ambiental — cada uma com seu respectivo horário — funcionam normalmente.

O Zoológico estará aberto das 8h30 às 17h, com entrada gratuita (permitida até as 16h), enquanto os parques abrem às 5h30 e, em algumas unidades, vão até as 22h.

O Museu de Arte de Brasília (MAB) e os complexos culturais de Samambaia e de Planaltina estarão abertos, com atividades como exposições, espetáculos, aulas de dança e de teatro entre as 8h e as 22h, a depender do espaço.

Os restaurantes comunitários também funcionarão normalmente para café, almoço e jantar, com exceção da unidade Ceilândia, DJ Jamaika, que não abre aos feriados e pontos facultativos.

Ou seja, estarão abetos os restaurantes comunitários de Arniqueira, Brazlândia, Ceilândia Norte, Estrutural, Gama, Itapoã, Santa Maria, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, São Sebastião, Sol Nascente/Pôr do Sol, Samambaia, Samambaia Expansão, Sobradinho, Varjão, Paranoá e Planaltina.

Não funciona no feriado:

O Jardim Botânico de Brasília estará fechado para manutenção, como já ocorre às segundas-feiras. Além disso, a Biblioteca Nacional de Brasília e o Museu Nacional da República, assim como as agências bancárias, estarão fechados.




Fonte: Agência Brasil

Golpe do sósia usa tecnologia para tentar burlar biometria


Uma nova estratégia de fraude de identidade usa tecnologia de comparação facial para encontrar pessoas com características físicas semelhantes às dos próprios criminosos. O método, chamado de “golpe do sósia”, foi identificado pela equipe de inteligência analítica da Serasa Experian e descrito na edição do Mapa da Fraude referente ao primeiro semestre de 2026.

A tática explora sistemas de reconhecimento facial para tentar fazer com que o fraudador se passe por outra pessoa durante processos de validação de identidade, como cadastros e abertura de contas.

Como funciona

Segundo a Serasa Experian, os criminosos utilizam ferramentas capazes de comparar o próprio rosto com imagens disponíveis em diferentes bases, inclusive aquelas obtidas de forma ilícita.

Os chamados motores de comparação facial podem localizar identidades legítimas com elevado grau de semelhança física. A partir disso, o fraudador escolhe uma identidade que considere mais propensa a passar por uma validação biométrica.

A estratégia muda a lógica tradicional desse tipo de crime:

  • o criminoso começa pelo próprio rosto;
  • procura pessoas fisicamente semelhantes;
  • identifica uma possível vítima;
  • tenta utilizar os dados dessa identidade em uma fraude.

Em modalidades mais tradicionais, o fraudador parte dos dados de uma pessoa específica e procura maneiras de assumir sua identidade.

Biometria isolada

Para Leandro Bartolassi, diretor de Autenticação e Prevenção à Fraude da Serasa Experian, a nova tática demonstra como os criminosos também podem explorar tecnologias desenvolvidas para aumentar a segurança.

A empresa defende que o reconhecimento facial não seja utilizado como única camada de autenticação. A combinação com outros sinais pode ajudar a identificar inconsistências que não seriam detectadas apenas pela análise do rosto.

Entre os mecanismos citados estão:

  • validação de documentos;
  • prova de vida;
  • conferência de dados cadastrais;
  • análise do dispositivo utilizado;
  • identificação de padrões de comportamento;
  • avaliação de outros sinais de risco.

Prejuízos evitados

Os dados do Mapa da Fraude apontam que as soluções antifraude da Serasa Experian identificaram e barraram 2,86 milhões de tentativas de fraude de identidade no primeiro semestre de 2026.

O volume representa um crescimento de 32,9% em relação ao mesmo período de 2025. De acordo com a empresa, isso equivale a uma ocorrência de alto risco identificada a cada 5,5 segundos.

As tentativas bloqueadas estavam associadas a um prejuízo estimado em R$ 3,77 bilhões que teria sido evitado no período.

Como se proteger

A Serasa Experian recomenda que consumidores adotem cuidados para reduzir o risco de exposição de documentos, fotografias e dados biométricos.

Entre as principais orientações estão:

  •  não compartilhar fotos de documentos ou selfies segurando documentos em redes sociais e aplicativos de mensagem;
  • fornecer dados pessoais e biométricos somente em sites e aplicativos oficiais;
  • proteger celular e aplicativos com senhas fortes e autenticação em dois fatores;
  • desconfiar de pedidos inesperados de reconhecimento facial por links, e-mails, mensagens ou Códigos QR;
  • não permitir que desconhecidos fotografem seu rosto ou documentos;
  • evitar publicar imagens de documentos, mesmo com parte das informações ocultadaproteger celular e aplicativos com senhas fortes e autenticação em dois fatores;
  • manter sistemas e aplicativos atualizados;
  • monitorar regularmente o CPF;
  • procurar os canais oficiais das empresas diante de movimentações desconhecidas.

Empresas precisam combinar

Para as empresas, a recomendação é adotar uma estratégia de prevenção em camadas, evitando que uma única imagem ou informação seja suficiente para concluir um cadastro.

A Serasa Experian orienta combinar diferentes mecanismos de segurança, como:

  • biometria facial e prova de vida;
  • validação e análise documental;
  • cruzamento de dados cadastrais;
  • análise do dispositivo e da jornada digital;
  • monitoramento de tentativas repetidas;
  • identificação de padrões suspeitos;
  • atualização contínua de regras e modelos antifraude.

A análise conjunta desses elementos pode ajudar a detectar situações em que o rosto apresenta alta similaridade, mas outros dados da operação indicam uma possível tentativa de fraude.




Fonte: Agência Brasil