SP anuncia nomeação da primeira comandante-geral da PM de SP


O governo de São Paulo terá, pela primeira vez, uma mulher como comandante-geral da Polícia Militar  (PM) do estado, o posto mais alto da corporação. A nomeação da coronel Glauce Anselmo Cavalli foi publicada nesta quinta-feira (16) Diário Oficial do Estado.

A nova comandante-geral é mestre e doutora em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública e graduada em Direito pela Universidade Cruzeiro do Sul e em Educação Física pela Escola de Educação Física da PM.

Cavalli atuou como oficial superior em unidades estratégicas, como o Comando de Policiamento do Interior – Dois (CPI-2), o Centro de Motomecanização, a Diretoria de Finanças, a Coordenadoria de Assuntos Jurídicos, o Comando de Policiamento de Área Metropolitana – 2, o Centro de Comunicação Social (CComSoc) e a Diretoria de Logística .

“É uma oficial extremamente preparada para comandar a maior tropa policial do país. Sua nomeação representa um marco histórico para a PM de São Paulo, que tem pela primeira vez uma mulher no comando, e é também um avanço importante para a ampliação da presença feminina nos cargos de liderança do Estado”, afirmou o governador de SP, Tarcísio de Freitas.

A coronel Glauce sucederá o coronel José Augusto Coutinho, que estava à frente da instituição desde maio de 2025. O novo subcomandante da corporação será o coronel Mário Kitsuwa, atual comandante do Comando de Policiamento Metropolitano Nove.




Fonte: Agência Brasil

Polícia Federal prende ex-presidente do BRB


A Polícia Federal (PF) confirmou a prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa nesta quinta-feira (16) durante a 4ª fase da Operação Compliance Zero. Ele é suspeito de ter descumprido práticas de governança, de forma a facilitar negócios sem lastro entre o banco público e o Banco Master. Outro alvo da operação foi o advogado Daniel Monteiro, apontado como administrador de fundos usados para dificultar a rastreabilidade de recursos ilícitos.

Em novembro de 2025, a PF deflagrou a primeira etapa da Compliance Zero. O então presidente do BRB Paulo Henrique Costa foi afastado pela Justiça e posteriormente demitido.

Em 3 de setembro de 2025, o Banco Central (BC) rejeitou oficialmente a compra do Banco Master pelo BRB, após mais de cinco meses de análise.

O negócio, anunciado em março daquele ano, já enfrentava resistência no mercado devido ao modelo de captação considerado arriscado e à qualidade questionada de parte dos ativos da instituição.

Fases recentes

Desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (16) os policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados no Distrito Federal e em São Paulo.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. De acordo com a PF, “estão sendo investigados crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”.

Compliance Zero

Na terceira fase da Operação Compliance Zero, em março, a PF cumpriu o mandado de prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Governo do DF

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, divulgou nota há pouco na qual informa que “os fatos envolvendo o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa estão sob análise do Poder Judiciário, a quem compete a devida apuração e o  julgamento”.

Na nota ela acrescentou que, “desde o primeiro momento, todas as providências cabíveis foram adotadas, com total colaboração junto às autoridades competentes”.

*Colaborou Michelle Canes, da TV Brasil




Fonte: Agência Brasil

IA acelera desinformação e ameaça democracias, alerta pesquisa


O rosto é igual. A voz, também. Mas a informação é suspeita. As ferramentas de inteligência artificial (IA) elevaram a necessidade de desconfiança dos conteúdos que cada um de nós recebe de diferentes formas, como em nenhum outro momento da história. Quem diz isso são os próprios profissionais que fazem checagem de informação. Eles recomendam desconfiança. 

Um retrato disso está em um levantamento, divulgado nesta semana, feito a partir de 1.294 checagens profissionais em pelo menos dez idiomas, produzido pela Agência Lupa (veículo especializado nesse tipo de atividade). O mapeamento tem o título “O impacto da IA no Fact-checking Global”. 

O resultado desse painel é que 81,2% dos casos de desinformação com tecnologias de inteligência artificial surgiram apenas nos últimos dois anos (entre janeiro de 2024 e março de 2026). Eleições, guerras e golpes foram os assuntos mais recorrentes.

Segundo a gerente de inovação e formação da Agência Lupa, Cristina Tardáguila, a IA está redefinindo o campo da desinformação em escala global.

“A imensa maioria das peças que são analisadas pelos checadores acaba levando a etiqueta de falso ou de enganoso. A IA dificilmente tem sido feita para impulsionar conteúdos verdadeiros”, disse em entrevista à Agência Brasil.

Além de vídeos

Outra observação da pesquisadora, fundadora da Lupa, é que a desinformação chega ao público em diferentes formatos (além de vídeos, áudios curtos, fotos e textos).  Uma preocupação é sobre o uso dessas tecnologias nos períodos eleitorais no mundo todo. Para ela, são utilizações que ameaçam democracias. 

“Este é um ano eleitoral importante no Brasil e em outros parceiros da região”. Ela cita os processos nos Estados Unidos, no Peru, na Costa Rica e na Colômbia. Esse cenário vai impactar a vida dos checadores desses países e também dos eleitores.

“Eles vão receber uma enxurrada de conteúdos com IA e com grande chance de essas peças serem, na verdade, grandes falsidades”, acrescenta.

Segundo ela, isso significa que o uso de IA para manipular conteúdos deixou de ser pontual e passou a integrar de forma permanente o ambiente da desinformação digital. O volume de checagens que flagraram esse tipo de mentira cresceu de 160 casos (em 2023) para 578 (em 2025). Até março deste ano, já havia 205 verificações.

Mentiras em diferentes línguas

O estudo não tem recorte geográfico, mas linguístico. Em inglês, foram flagrados 427 casos de desinformação por IA e deepfakes (substituição de rosto e voz, por exemplo). Em espanhol, foram 198, e em português, 111.

A pesquisadora defende que o mais importante neste momento é a propagação de educação midiática. Ela afirma que os projetos de checagem mundo afora apoiam legislações que busquem promover, incentivar e estimular a sociedade a compreender o que pode ser falso nas postagens. A educação midiática faria um papel semelhante ao de uma vacina.

“A gente precisa que a vacina contra a desinformação, que é, na verdade, a informação de qualidade, chegue antes para que as pessoas possam estar preparadas e resilientes quando elas virem a mentira em formato de IA”, ressalta Cristina Tardáguila.

Educação midiática como solução

 Para isso, ela vê a necessidade de uma política pública que contemple intervenção de educação midiática e literacia – habilidade de ler, escrever, interpretar e utilizar a linguagem de forma eficiente.  Esse seria um papel a ser implementado nas escolas com urgência.

Além do papel do poder público, as empresas de comunicação tradicionais podem colaborar também, além das agências de checagem. “O importante é ressaltar que a checagem precisa seguir critérios fixos de transparência e rigor”. O estudo levou em conta as checagens publicadas e indexadas pelo Google no Fact Check Explorer (ferramenta de busca gratuita para verificação de informações desmentidas).

“Não tenho a menor dúvida de que 2026 é um ano em que veremos cada vez mais IA. É bom que o brasileiro saiba disso, se prepare, esteja ativo e capaz de identificar a desinformação”, considerou.

A pesquisadora entende que qualquer cidadão pode fazer uma checagem quando tiver dúvida da legitimidade da informação que receber. A própria Agência Lupa criou um curso gratuito para iniciantes.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio acumulado em R$ 52 milhões


As seis dezenas do concurso 2.997 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 21h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 52 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

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As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília), nas casas lotéricas  em todo o país ou pela internet, no site das Loterias Caixa.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.





Fonte: Agência Brasil

Ação da PF prende influenciadores envolvidos em lavagem de dinheiro


A Polícia Federal (PF) prendeu, nesta quarta-feira (15), os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, na Operação Narcofluxo, contra organização criminosa acusada de lavagem de dinheiro e transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão.

Os valores apreendidos chegam a R$ 20 milhões só em veículos. Também foram presos os influenciadores Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e Chrys Dias, produtor de MC Ryan SP.

Ryan Santana dos Santos, de 25 anos, foi preso em uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral de São Paulo. Ele é um dos principais cantores do funk nacional, com músicas ocupando lugares de destaque nos streamings musicais e mais de 15 milhões de seguidores nas redes sociais.

Com ele, foram apreendidos veículos, valores em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos, além de armas e um colar com uma imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar dentro de um mapa do estado de São Paulo.

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A Justiça expediu 39 mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão. Segundo a PF, 33 mandados de prisão foram cumpridos e a PF segue trabalhando para cumprir os restantes. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Medidas de constrição patrimonial incluem o sequestro de bens e a imposição de restrições societárias, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e de preservar ativos para eventual ressarcimento.

Os mandados foram cumpridos em nove estados, entre eles o Rio de Janeiro, onde foi detido Marlon Brandon Coelho Couto Silva, o MC Poze do Rodo, que tem 27 anos. Ele estava em casa, em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste da capital fluminense.

Narcofluxo

De acordo com o delegado regional da Polícia Judiciária, Marcelo Maceiras, a Narcofluxo é desdobramento da Operação Narcobet, deflagrada no final do não passado. “Ela mira uma estrutura de lavagem de dinheiro montada por uma associação de pessoas que desenhou um mecanismo financeiro para tornar legítimo o dinheiro de diversos tipos de crime, desde tráfico de drogas a operação de apostas e rifas online ilegais”.


São Paulo (SP), 15/04/2026 - Delegado Regional Polícia Judiciária, Marcelo Maceiras, durante entrevista coletiva sobre a Operação Narcofluxo, que prendeu cantores e influencidadores. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 15/04/2026 - Delegado Regional Polícia Judiciária, Marcelo Maceiras, durante entrevista coletiva sobre a Operação Narcofluxo, que prendeu cantores e influencidadores. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Delegado Marcelo Maceiras em coletiva sobre a Operação Narcofluxo. Foto: – Paulo Pinto/Agência Brasil

Segundo as investigações, os envolvidos usavam um sistema para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos.

“O grupo reunia pessoas de visibilidade para fazer propaganda das empresas de apostas e rifas ilegais e movimentar dinheiro sem chamar a atenção de autoridades.”

Segundo Maceiras, o dinheiro ilegal era introduzido no sistema financeiro formal por meio do pagamento de pessoas públicas, saindo como recurso regular da atividade. “E aí vemos postagens de ostentação de grandes festas, veículos e imóveis luxuosos”.

Maceiras disse que o grupo usava processadoras de pagamento legais, por meio das quais conseguia fazer um montante relevante de dinheiro circular. “Eles conseguiam partir para as fases finais da lavagem de dinheiro, que era a descentralização dos recursos com laranjas, para não chamar a atenção e dificultar o rastreio”, disse.

A operação também cumpriu mandados em Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás e Distrito Federal.




Fonte: Agência Brasil

Terceiro réu por morte de congolês Moïse Kabagambe vai a julgamento


Vai a júri popular, nesta quarta-feira (15), Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Tota, terceiro acusado de participar do assassinato do jovem congolês Moïse Kabagambe. O julgamento está previsto para ser realizado a partir das 11h, no I Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio. O crime ocorreu em 24 de janeiro de 2022, em um quiosque na Praia da Barra da Tijuca, zona oeste da cidade.

Brendon é o último dos três denunciados como executor que vai a julgamento. Em março de 2025, os outros dois réus Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca foram condenados a penas que, somadas, chegam a 44 anos de prisão, em regime fechado. 

De acordo com a denúncia do Ministério Público, imagens das câmeras de segurança do quiosque Tropicália mostram que Brendon participou diretamente das agressões e também aparece em um dos momentos de maior repercussão do caso: ao lado de outro acusado, ele posa para uma foto junto à vítima já imobilizada no chão, amarrada e aparentemente desacordada.

Na sequência, faz um gesto com as mãos conhecido como “hang loose”, associado a uma saudação descontraída, o que evidenciou, à época, a extrema frieza dos envolvidos”, diz Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

As gravações também registram que os três acusados espancaram Moïse com um taco de beisebol, além de socos, chutes e tapas, ao longo de 13 minutos. Mesmo sem apresentar resistência, a vítima foi derrubada, contida e amarrada, ficando completamente indefesa diante dos ataques.

No julgamento anterior, de Fabio e Aleson, o Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses do MPRJ, reconhecendo que o crime foi cometido por motivo banal, com extrema crueldade e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima.




Fonte: Agência Brasil

PF faz operação contra esquema que movimentou R$ 1,6 bilhão


A Polícia Federal (PF) faz na manhã desta quarta-feira (15) a Operação Narcofluxo para desarticular grupo criminoso que fez movimentações ilícitas de dinheiro em valor acima de R$ 1,6 bilhão. Influenciadores e cantores conhecidos estão entre os investigados.

A ação ocorre no litoral de São Paulo, além do Rio de Janeiro, de Pernambuco, do Espírito Santo, Maranhão, de Santa Catarina, do Paraná, de Goiás e do Distrito Federal.

Os envolvidos, segundo informações das autoridades, usavam um sistema para ocultar e mascarar o uso de grandes volumes de dinheiro, incluindo operações financeiras vultosas, transportes em espécie e transações com criptoativos.

Na Operação Narcofluxo, a Justiça também determinou sequestro de bens, constrição patrimonial e restrições societárias para interromper as atividades ilícitas.

As pessoas que presas hoje podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

São mais de 200 policiais federais envolvidos na operação, que cumpre 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula novamente e prêmio principal vai para R$ 52 milhões


Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.996 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (14). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 52 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 07 – 09 – 27 – 38 – 49 – 52

  • 78 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 25.112,52 cada
  • 4.220 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 765,10 cada

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Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (16), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. 

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.





Fonte: Agência Brasil

EBC começa implantação da TV 3.0 com nova estação de testes


A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançou nesta terça-feira (14), na Torre de TV, em Brasília, a estação de testes da TV 3.0, também conhecida como DTV+, e que resulta da evolução do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD-T).

A iniciativa é conjunta da EBC, do Ministério das Comunicações, e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A nova tecnologia converge radiodifusão e internet para oferecer melhor qualidade de imagem e som com mais interação dos espectadores. Com as mudanças, os canais aparecerão como aplicativos na tela dos aparelhos de televisão.

A evolução vai permitir ao espectador escolher como assistir à TV aberta. Por exemplo, quem estiver acompanhando o programa Sem Censura, da TV Brasil, vai poder escolher a câmera por onde quer ver a apresentadora Cissa Guimarães, ou aumentar o volume do conjunto musical que esteja se apresentando no programa.

Se a opção for assistir um jogo de futebol, o espectador poderá escolher acompanhar o jogo do ponto de vista onde estão os torcedores do seu time no estádio, ouvir diretamente os gritos da torcida e até acompanhar o jogo com a narração de um locutor de preferência.

Revolução da radiodifusão

A TV 3.0 “é uma revolução para radiodifusão, assim como foi quando a gente passou do analógico para o digital”, compara Antonia Pellegrino, presidenta da EBC. Ela acredita que a tecnologia possibilitará novas formas de assistir televisão no Brasil.

“Será um ganho muito grande para o setor audiovisual, para o jornalismo e para inúmeras frentes que compõem a radiodifusão”, diz.

Pellegrino avalia que é “importantíssima” a participação da comunicação pública nos testes com a nova tecnologia e lembra que os seus canais “tem vocação para democratização do conhecimento da informação.”

“A tecnologia vai permitir a entrega de mais conteúdos, informações complementares, vídeos complementares, de maneira que a experiência de assistir à televisão aberta vai se aproximar cada vez mais de uma experiência conectada, uma experiência logada”, acrescenta Bráulio Ribeiro, diretor de Operações, Engenharia e Tecnologia da EBC.

“Para comunicação pública, isso significa fundamentalmente mais serviço, mais informação, mais possibilidade de atender ao cidadão não apenas com som e imagem, mas também, por exemplo, com localização de diversos serviços de natureza pública”, detalha o diretor.

Uma década de implementação

Como ocorreu na troca da TV como emissão e recepção analógica para a TV digital, o passo para a TV 3.0 será feito em etapas. Primeiro a fase de testes, agora iniciada em Brasília e, desde agosto do ano passado, em São Paulo. Depois deverá seguir para capitais e grandes cidades. Posteriormente, terá início em médias e pequenas cidades.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, prevê que a implantação ocorra ao longo de uma década. A implementação depende de investimento das emissoras de televisão e da disponibilidade de aparelhos de TV com nova tecnologia e dos seus conversores para os equipamentos atuai

“As emissoras já estão se adaptando com investimento em transmissores e em novos equipamentos para viabilizar essa transmissão. Em paralelo a isso, serão desenvolvidos conversores”, assinala o ministro. Ele informa que além das emissoras, o Ministério das Comunicações está conversando com o setor produtivo para a fabricação de aparelhos de TV e conversores.

O conversor da TV 3.0 é chamado de “Set-Top Box”. Para uso residencial, o conversor será conectado ao aparelho de TV via cabo HDMI e à antena digital UHF/VHF usados atualmente.

O funcionamento não depende de ligação na internet. Mas se o espectador/usuário quiser acessar recursos interativos e de streaming (on-demand), precisará de Wi-Fi ou cabo Ethernet em sua casa.

Os investimentos de emissoras e dos receptores se justificam pelo grande consumo de TV aberta no Brasil. Octavio Penna Pieranti, conselheiro da Anatel, lembra que “a televisão aberta é o meio de comunicação mais inclusivo que temos” e que “o brasileiro assiste mais de 5 horas diárias de televisão.”

“Estamos falando de uma plataforma muito importante e que vai permitir que o Estado também esteja cada vez mais próximo do cidadão”, avalia Penna Pieranti que preside o Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired).




Fonte: Agência Brasil

Motoristas protestam contra regulamentação do serviço por aplicativo


Motoristas de aplicativo de São Paulo fizeram na manhã desta terça-feira (14) um ato para protestar contra pontos do Projeto de Lei 152/2025 que regulamenta os serviços de transporte remunerado privado individual de passageiros e de coleta e entrega. 

Os motoristas circularam por avenidas importantes da cidade em direção à Praça Charles Miller, no Pacaembu.

A primeira votação da proposta, de autoria do deputado Luiz Gastão (PSD-CE), estava prevista para esta terça-feira, mas foi retirada da pauta a pedido do então líder do governo, José Guimarães (PT-CE), na noite de segunda-feira (13).

Entre os principais pontos do projeto estão o não reconhecimento de vínculo CLT, classificando os profissionais como autônomos; o piso mínimo de corrida de R$ 8,50 e formas de cálculo por tempo de serviço; contribuição reduzida para a previdência de 5% para motoristas e 20% para plataformas; definição das empresas como intermediadoras de tecnologia e não transportadoras; e transferência de disputas trabalhistas da Justiça do Trabalho para a comum.

“A união de todos os motoristas tanto de carro quanto de moto é muito importante para barrarmos esse relatório que tanto prejudica todos os trabalhadores por aplicativo”, afirmou um dos coordenadores do movimento, o motorista Thiago Luz.

“Nossa intenção é sair em carreata para chamar a atenção até que essa proposta seja retirada”, defendeu.

Júnior Freitas, que representa os entregadores de aplicativo, ressaltou que a categoria é totalmente contra o PL.

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São Paulo (SP), 14/04/2026 - Motoristas de aplicativos e motoboys de delivery fazem manifestação contra o PL 152. 
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 14/04/2026 - Motoristas de aplicativos e motoboys de delivery fazem manifestação contra o PL 152. 
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Motoristas de aplicativos e motoboys de delivery fazem manifestação contra o PL 152 nas ruas de São Paulo – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

“Infelizmente, o Congresso não atendeu nenhum dos pedidos que fizemos. O projeto de lei apresentado precariza o trabalhador, tanto os entregadores quanto os motoristas, e serve apenas para escravizar o trabalhador”, criticou.

“Às vezes dá a impressão que esse PL foi tirado dos gabinetes das empresas de aplicativos, porque não tem nada dos trabalhadores ali”, afirmou.

Em nota, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec) afirmou que identifica pontos no substitutivo ao projeto em discussão que necessitam de aprimoramento. Entre eles, a imposição de uma taxa mínima no delivery e a limitação na taxa de serviço das plataformas.

“Essas medidas podem afetar o equilíbrio entre oferta e demanda, a renda dos trabalhadores e o acesso da população aos serviços”, alerta a entidade.

Para a associação, a competência da Justiça do Trabalho para analisar relações envolvendo trabalhadores autônomos representa uma inovação no direito brasileiro, o que pode gerar insegurança jurídica tanto para as plataformas quanto para os próprios trabalhadores.

A Amobitec, no entanto, diz que reconhece os avanços presentes no novo relatório e reafirma sua disposição de contribuir para a construção de uma regulamentação equilibrada para os trabalhadores por aplicativos no Brasil.

“A Amobitec defende, desde a publicação de sua Carta de Princípios, em 2022, uma regulamentação que assegure a viabilidade econômica das plataformas, a proteção social dos trabalhadores autônomos e a democratização dos serviços. A Associação reitera seu compromisso de participar ativamente do debate e de colaborar para soluções que sejam positivas para todos os brasileiros”.




Fonte: Agência Brasil