PF mira grupo suspeito de desviar encomendas postais


A Polícia Federal (PF) cumpre três mandados de prisão preventiva nesta quarta-feira (9), contra suspeitos de furtar encomendas enviadas pelos correios, por meio do uso de documentos falsificados. Também estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão.

Os policiais cumprem os mandados na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro e no município de São Vicente, em São Paulo.

As investigações começaram em 2024, depois que uma mulher foi presa em flagrante enquanto retirava uma encomenda postal usando documentos falsos da verdadeira destinatária.

Segundo a PF, o esquema é parte de uma estrutura criminosa que monitora objetos de alto valor econômico, confecciona os documentos falsos e faz retiradas fraudulentas em diversas unidades dos Correios, nos estados do Rio e de São Paulo.

Pelo menos 24 ações criminosas foram monitoradas pela PF, entre elas retiradas tentadas e consumadas, desses objetos postais.

Os investigados poderão responder pelos crimes de furto qualificado mediante fraude e organização criminosa, sem prejuízo da apuração de outros delitos eventualmente identificados no decorrer das diligências.




Fonte: Agência Brasil

PF faz ação contra apologia ao nazismo no interior do Rio de Janeiro


Policiais federais fizeram, nesta quarta-feira (9), uma ação contra suspeitos da prática do crime de apologia ao nazismo, em Valença, no sul do estado do Rio de Janeiro.

Foram expedidos dois mandados de busca e apreensão pela Justiça Federal.

Segundo a Polícia Federal (PF), a investigação começou a partir da análise de um perfil na rede social X (antigo Twitter), que publicava reiteradamente conteúdos de caráter nazista.

Durante as buscas, foram apreendidos um computador e um celular que serão submetidos à perícia técnica criminal.

A PF ressalta que a divulgação de conteúdo de apologia ao nazismo é conduta prevista na Lei nº 7.716/1989 (Lei que define os crimes resultantes de preconceito de cor e raça).

As penas variam de dois a cinco anos de prisão se a internet for usada para este tipo de conteúdo.




Fonte: Agência Brasil

Polícia faz operação contra venda de medicamentos abortivos no Rio


Policiais civis cumprem nesta quarta-feira (9) cinco mandados de busca e apreensão contra suspeitos de divulgar e vender ilegalmente medicamentos abortivos pela internet. De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, as substâncias são comercializadas por perfis de redes sociais e aplicativos de mensagens.

A investigação apura também os crimes de falsificação, corrupção, adulteração de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, além de incitação e apologia ao crime.

Segundo a polícia, contas de redes sociais publicavam conteúdos relacionados à interrupção da gravidez, como vídeos intitulados “Como fazer um aborto seguro” e “Ajuda com positivo indesejado”. A partir daí, as pessoas interessadas eram direcionadas a canais de atendimento privado, onde o produto era vendido.

O esquema usava diferentes contas, linhas telefônicas e dispositivos eletrônicos relacionados entre si, a fim de dificultar a identificação dos responsáveis pela atividade.




Fonte: Agência Brasil

Nacional estreia documentário que lembra histórico programa PRK-30


O documentário PRK-30 – O Rádio pelo Avesso estreia nos cinemas nesta quinta-feira (10), na mesma semana em que a Rádio Nacional completa 90 anos. O PRK-30 fez parte da história da emissora pública que hoje pertence à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), sendo um dos programas humorísticos mais emblemáticos da Era de Ouro do rádio brasileiro.

A sessão oficial de lançamento será nesta quinta-feira (10), às 20h, na Estação Claro Rio, em Botafogo, no Rio de Janeiro. A exibição será seguida por debate e roda de conversa. Uma sessão antecipada foi realizada nessa terça-feira (8), às 18h30, na Sala Glauber Rocha da sede da Fundação Museu da Imagem e do Som (FMIS), na Praça XV.

O diretor-geral da EBC, Thiago Regotto, celebra a estreia do documentário nos cinemas em meio às comemorações pelos 90 anos da Rádio Nacional. Ele conta bastidores da participação da EBC no projeto, desde os primeiros contatos com a equipe do filme até uma gravação realizada no Museu da Rádio Nacional, no Rio de Janeiro.

“Quando o Eduardo Albergaria nos procurou para falar sobre a ideia do filme PRK-30, eu disse que deveríamos fazer parte desse projeto, que conta um importante capítulo da história da Rádio Nacional. Começamos a pensar em como seria essa participação, no apoio necessário e no nosso desejo de também estar presentes no filme.

Segundo Regotto, um dos momentos marcantes foi a gravação no Museu da Rádio Nacional, transmitida inclusive ao vivo pela emissora e que acabou se tornando uma cena do documentário. “Ou seja, essa convergência não aconteceu por acaso e estamos muito felizes em celebrar o aniversário da Nacional com mais esse presente”.

Sobre o PRK-30

PRK-30 foi um dos mais bem-sucedidos programas humorísticos da história do rádio brasileiro. A atração humorística, criada por Lauro Borges e Castro Barbosa, foi exibida inicialmente pela Rádio Mayrink Veiga, do Rio de Janeiro, e depois passou para a Rádio Nacional, em 1944, então a maior emissora do país.

PRK-30 simulava uma estação clandestina, identificada por um prefixo inexistente, satirizando atrações da época, como novelas, programas de auditório e transmissões esportivas. Chegou a superar 52% da audiência do mercado radiofônico do Rio de Janeiro, quando o programa era transmitido pela Rádio Nacional, à época instalada no Edifício A Noite, na Praça Mauá.

PRK30 – O Rádio pelo Avesso” resgata a história desse lendário programa humorístico. A obra também foi construída a partir do rolo de filme “Abacaxi Azul”, descoberto no acervo da Cinemateca Brasileira e que guardava o único registro em imagens do PRK-30. Posteriormente restaurado, o material revelou trechos inéditos que agora podem ser apreciados pelo grande público.

O documentário é uma produção da Urca Filmes, em coprodução com o Canal Brasil, a Globo Filmes e GloboNews, e produção associada com TV Brasil, Rádio MEC, Rádio Nacional, 560 e 1001 Filmes.  A direção é de Eduardo Albergaria e a produção é de Leonardo Edde.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula para R$ 76 milhões; confira os números sorteados


Nenhum apostador acertou as seis dezenas do Concurso 3.055 da Mega-Sena, realizado nesta terça-feira (8). O prêmio acumulou e está estimado em R$ 76 milhões para o próximo sorteio.

Os números sorteados são: 01 – 11 – 36 – 43 – 48 – 49

  • 54 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 34.793,09 cada
  • 2.787 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 1.111,21 cada

Apostas

Para o próximo concurso, as apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de quinta-feira (10), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.





Fonte: Agência Brasil

Investigação expõe trituração de pintinhos na indústria de ovos


Uma investigação da organização Mercy For Animals (MFA) documentou a trituração de pintinhos machos recém-nascidos em um incubatório de grande porte da indústria de ovos na Região Sul do país. Segundo a organização, aproximadamente 35 mil animais foram mortos em um dia na unidade investigada. O nome da empresa foi mantido em sigilo.

Os pintinhos tinham menos de 24 horas de vida e eram colocados em máquinas com lâminas rotativas de alta velocidade. A prática ocorre porque os machos não põem ovos e, segundo a investigação, não apresentam características genéticas consideradas adequadas para a produção de carne. Na cadeia produtiva, eles são separados das fêmeas logo após o nascimento e destinados ao descarte.

A vice-presidente de Investigações da MFA, Luiza Schneider, esclareceu que o objetivo não era investigar uma denúncia específica, mas documentar uma prática representativa de quase toda a indústria. Segundo ela, a questão central é o bem-estar dos animais.

“Os pintinhos recém-nascidos têm plena capacidade de senciência, o que significa capacidade de sentir medo ou dor física. Eles têm o sistema nervoso completamente formado”, disse Luiza.

O material da investigação aponta ainda que os maceradores mecânicos nem sempre provocam a morte imediatamente, o que, segundo a organização, pode prolongar o sofrimento.

A investigação também registrou o descarte de fêmeas. Segundo a MFA, elas eram eliminadas em menor número quando apresentavam anomalias, deformidades, sangramentos ou nascimento prematuro, ou quando excediam a demanda dos criadores.

Alternativas

Uma das alternativas apresentadas pela organização é a chamada sexagem in ovo, tecnologia que identifica o sexo do embrião durante a incubação. Os ovos com embriões machos podem ser retirados antes da eclosão, evitando que os pintinhos nasçam e sejam posteriormente descartados.

A tecnologia já é utilizada em outros países.

Segundo a organização Innovate Animal Ag, na União Europeia cerca de 130 milhões de um total aproximado de 340 milhões de poedeiras eram provenientes do método em junho deste ano.

A Alemanha, França, Áustria e Itália adotaram legislações que proíbem a trituração, enquanto a Noruega e a Suíça avançam para eliminação da prática por decisão de mercado.

No Brasil, a primeira máquina de sexagem in ovo foi instalada em julho de 2025 no incubatório da Hy-Line do Brasil, em Nova Granada, no interior de São Paulo.

A iniciativa teve como cliente-âncora a Raiar Orgânicos, que possui cerca de 400 mil aves e se comprometeu a converter todo o plantel. Os primeiros ovos produzidos com a tecnologia chegaram ao mercado em dezembro daquele ano.

Custos

A adoção da tecnologia, entretanto, ainda é pequena. De acordo com o panorama elaborado pela Innovate Animal Ag, a máquina instalada no Brasil opera abaixo da capacidade. O documento aponta que o principal obstáculo ainda é financeiro. A estimativa é de que o método convencional custe cerca de R$ 7 por ave no Brasil, enquanto o adicional da tecnologia fique entre R$ 5 e R$ 10 por ave. O que corresponde a um acréscimo de aproximadamente 80% a 150% sobre o preço da ave.

O custo, porém, pode ser diluído ao longo da produção. Segundo o estudo, uma poedeira produz cerca de 350 ovos durante o ciclo, fazendo com que o valor adicional por ave corresponda a poucos centavos de real por dúzia para o consumidor.

Vanessa Garbini, vice-presidente de Relações Institucionais e Governamentais da MFA, avalia que o fato de outros países estarem adotando novas formas de produção é uma prova de que os custos finais não inviabilizam os ganhos da indústria.

“O fato de Suíça e Noruega, por exemplo, implantaram a sexagem in ovo sem nem ter legislação, simplesmente por verem os benefícios que isso traz para os consumidores, mostra que o custo da mudança não é tão grande. Se fosse inviável, não estaria acontecendo na Europa”, argumenta Vanessa.

Há sinais de interesse do setor industrial. As organizações de defesa dos animais citam compromissos públicos de empresas como Planalto Ovos, Grupo Mantiqueira e Korin de suspender a trituração, condicionados à existência de uma tecnologia considerada economicamente acessível e operacionalmente viável.

Em agosto, um encontro nacional sobre sexagem in ovo reuniu representantes de empresas de tecnologia, produtores de ovos, instituições financeiras e órgãos públicos, entre eles o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Congresso Nacional

No Brasil, ainda não existe uma norma federal específica que proíba ou restrinja o descarte de pintinhos machos. O tema, entretanto, já chegou ao Congresso Nacional, por meio dos projetos de Lei 783/2024 e o 3034/2026.

O PL 783/2024, de autoria da deputada Luciene Cavalcante (PSOL-SP), já passou pela Comissão de Meio Ambiente e pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados.

Segundo a organização, o PL recebeu parecer contrário na Comissão de Agricultura por questões econômicas e deverá seguir para o plenário.

O PL 3034/2026, apresentado pela deputada Helói­s­a Helena (Rede-RJ) em junho, ainda está no início da tramitação.

A Constituição Federal proíbe práticas que submetam animais à crueldade, sem estabelecer distinção entre espécies. A legislação ambiental também trata de maus-tratos.

Para a MFA, esses dispositivos podem ser utilizados na discussão sobre a prática, embora a avaliação jurídica sobre cada caso caiba às autoridades competentes.

A MFA informou ainda que pretende encaminhar uma denúncia ao Ministério Público para que os órgãos responsáveis avaliem as práticas registradas na investigação.

Consumidor

A mudança também encontra respaldo em pesquisas sobre o comportamento dos consumidores. Levantamento realizado pela Innovate Animal Ag com 1.553 compradores de ovos no Brasil mostrou que 73% se sentem desconfortáveis com o abate de pintinhos machos e 76% concordam que a indústria deveria encontrar uma alternativa.

O mesmo estudo apontou que 79% demonstraram interesse em comprar ovos produzidos com sexagem in ovo. Entre os entrevistados, 76% disseram estar dispostos a pagar mais pelo produto, com uma disposição média de R$ 3,87 por dúzia.

Para Luiza Schneider, a falta de informação ajuda a explicar por que a questão ainda provoca pouca pressão social.

“Há um desconhecimento da população em relação a algumas práticas dessa indústria. Então, há pouca mobilização para que elas não aconteçam”, disse.

Para Vanessa Garbini, quanto mais as pessoas estiverem expostas à realidade, mais fácil será avançar com uma legislação para proibir os maus-tratos contra animais.

“Depois que você sabe o que acontece, não consegue esquecer. Um monte de animais, bebezinhos recém-nascidos rolando em esteiras para serem triturados ainda conscientes. É praticamente impossível uma pessoa não se impressionar com essa atividade”, avalia.




Fonte: Agência Brasil

Polícia indicia 13 em caso de morte de homem espancado em Copacabana


A Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou 13 pessoas no caso da morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, espancado ao ser confundido com um ladrão de bicicleta, em Copacabana, região turística da cidade.

Cinco delas vão responder por homicídio triplamente qualificado, sendo que quatro estão presas. Um deles permanece foragido. Entre os envolvidos estão seguranças clandestinos, entregadores de aplicativo e empresários locais.

O inquérito foi concluído na segunda-feira (7) pelo delegado Angelo José Lages Machado, titular da 12ª Delegacia de Polícia (DP), sediada em Copacabana, e direcionado ao Ministério Público.

De acordo com a polícia, Cláudio foi “espancado covardemente” na madrugada de 11 para 12 de agosto. A investigação aponta que ele foi acusado de ter furtado uma bicicleta que, na verdade, pertencia à irmã dele. Cláudio Rafael tinha problemas psiquiátricos e não conseguiu se defender da acusação dos agressores.

O delegado afirma que não houve “a mínima demonstração” de que Cláudio tivesse efetivamente furtado a bicicleta.

“Em vez de acionarem a autoridade pública, os envolvidos optaram por julgar e submeter Cláudio a sentença de sucessivas agressões, que causaram a morte”, aponta o inquérito.

Agressão “insana”

Por meio de imagens de câmeras de segurança, a polícia concluiu que a vítima foi cercada por seguranças que atuavam na região e sofreu agressões durante cerca de nove minutos.

“Ele levou socos, chutes e dezenas de golpes com um objeto de madeira”, diz a polícia. O inquérito, ao qual a Agência Brasil teve acesso, relata que Cláudio “ficou agonizando no chão por mais de 30 minutos”, antes de ser socorrido.

Ele sofreu traumatismo cranioencefálico, hemorragia interna e rompimento de órgãos.

A Justiça determinou a prisão de cinco pessoas:

  • Davi dos Santos Machado – segurança de rua
  • Jorge Luiz Ricardo Dias – segurança de rua
  • Felipe Eduardo dos Santos Dias – entregador de aplicativo
  • Ailton José da Silva – entregador de aplicativo
  • Wellington Luiz Santos de Souza – homem que apareceu ao fim das agressões e chutou a cabeça da vítima, indefesa.

Os cinco foram indiciados por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, emprego de meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima). Os seguranças e os entregadores estão presos. Wellington segue foragido.

De acordo com a investigação, o próprio Davi, um doa agressores, classificou as agressões como “ato insano”.

Segurança clandestina

A polícia afirma que os depoimentos dos envolvidos “demonstram a existência de um sistema de financiamento privado da atividade informal de segurança”.

“Os pagamentos não eram realizados mediante contrato formal ou relação trabalhista regularmente constituída. Ao contrário, eram efetuados de maneira informal, predominantemente em espécie e sem recibos”, descreve o inquérito.

Quatro pessoas foram indiciadas por exercício irregular da atividade de segurança e vigilância de rua. Quatro comerciantes também foram indiciados pelo financiamento da atividade informal mediante pagamentos periódicos.

Uma mulher que entregou o bastão de madeira usado por um dos agressores foi indiciada por lesão corporal. Um homem foi indiciado por omissão de socorro. Ele viu as agressões, mas não acionou a polícia nem bombeiros.

“Não se atribui a obrigação de enfrentar fisicamente os agressores. O dever juridicamente relevante consistia, ao menos, em buscar auxílio por intermédio dos serviços públicos de emergência”, cita o inquérito.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 70 milhões nesta terça-feira


A Mega-Sena sorteia nesta terça-feira (8) prêmio estimado em R$ 70 milhões. As seis dezenas do concurso 3.055 serão sorteadas a partir das 21h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

As apostas podem ser feitas até às 20h (horário de Brasília) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

No último concurso, foram sorteados os números  08 – 17 – 24 – 43 – 47 – 58 e nenhum apostador acertou as seis dezenas.




Fonte: Agência Brasil

Grito dos Excluídos têm atos em defesa por moradia e contra violência


Movimentos sociais realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos. Houve marchas e atos em mais de 50 cidades, em todas as regiões do país, segundo os organizadores.

Faixas, bandeiras e gritos de guerra ajudaram a expor o lema da edição, “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”

Os manifestantes reivindicaram moradia digna; reforma agrária; educação pública de qualidade; defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); enfrentamento do feminicídio e de todas as formas de violência contra as mulheres e o combate ao racismo e à LGBTfobia, além do fim da escala de trabalho 6×1.

São Paulo

Na capital paulista, os manifestantes percorreram as ruas do centro e terminou com uma missa na Catedral da Sé, dedicada à população em situação de rua. Antes da caminhada, foi realizado um café da manhã comunitário.

Para a ativista Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, uma das organizadoras do ato, defende que a liberdade será plena quando não houver mais pessoas em situação de rua no país.


São Paulo (SP), 07/09/2026. - Pessoas participam do ato 32ª Edição do Grito dos Excluídos. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 07/09/2026. - Pessoas participam do ato 32ª Edição do Grito dos Excluídos. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

São Paulo (SP), 07/09/2026 – Ato do 32º Grito dos Excluídos na capital paulista. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

“A gente faz uso desse dia para dizer: Olha, não temos liberdade ainda, temos que avançar muito para ser um país, uma sociedade em liberdade”, afirmou à Agência Brasil.

O coordenador do cursinho Educafro, Frei David Santos, pediu a defesa da democracia para que não haja interferência econômica nas eleições. “É importante estarmos juntos, hoje, pela Democracia”, disse.

Deuza Cordeiro de Lima foi à manifestação para protestar contra a violência policial. O filho dela, Thiago, foi assassinado em janeiro de 2023, na região central da capital. “Vim como em outros anos denunciar a violência. Meu filho foi morto pela polícia, e seus assassinos estão livres. Ele era inocente, mais um de tantos, e não vou ficar quieta”, disse.

Célia Souza e amigos participaram do ato e defenderam moradia digna para todos.

Eu vim hoje pela luta. Por moradia, que é algo cuja importância é a mais básica, da qual não podemos abrir mão”, disse Célia Souza.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o ato cruzou a Avenida Presidente Vargas, uma das principais do centro da cidade, e teve início após o Desfile de Sete de Setembro.

Um dos diferenciais do ato foi um grupo de ativistas que levou o teatro para a manifestação. No meio da marcha, eles encenavam esquetes com defesa à soberania nacional e à democracia. A ação foi conduzida pela Escola de Teatro Popular, que se identifica como um movimento de teatro político e educação popular.

Um dos coordenadores do grupo é o pesquisador teatral e dramaturgo Julian Boal, filho de Augusto Boal (1931-2009), fundador do Teatro do Oprimido, metodologia teatral criada com a ideia central de transformar o espectador em participante ativo, capaz de discutir e ensaiar formas de enfrentar situações de opressão na vida real.

Julian Boal explicou que a presença no Grito dos Excluídos foi uma forma de levar mais pessoas à manifestação. Ele contou que a encenação retratou que a participação democrática não se encerra com as eleições.

“O que a nossa cena tentou fazer é recolocar a questão de qual é o peso das instituições. Tentar discutir que dentro das instituições a gente pode fazer muita coisa, mas que o nosso todo é muito maior do que aquelas eleições podem colocar”, completou.

Um dos gritos mais exaltados foi a defesa da moradia. O coordenador do Movimento Quilombos Urbanos Luta por Moradia Digna, Ricardo Pitta, acredita que somente por meio de mobilização popular, os segmentos “mais vulneráveis e invisibilizados” da sociedade vão conseguir reverter as injustiças que sofrem.

À Agência Brasil, ele lamentou o fato de as demandas ficarem “subordinadas ao calendário eleitoral”.

“Todo ano os moradores estão sofrendo, ameaçados de despejo, muitos deles, inclusive, em imóveis públicos que, em vez de estarem cumprindo sua função social, como prevê a Constituição, estão sendo ameaçados de serem leiloados para atender aos interesses da especulação imobiliária”, criticou o coordenador do movimento que mantém quatro ocupações na cidade.

O percurso dos manifestantes foi acompanhado de críticas ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Outro tem foi a defesa do fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados e que ainda precisa ser votada no Senado, o que deve ocorrer após as eleições. Outra ala do protesto reuniu fotos de vítimas da Ditadura Militar (1964-1985) e cobrava vigilância democrática para que o Brasil não vivencie mais períodos de autoritarismo. Um globo cenográfico de cerca de três metros de altura retratou a preocupação com o meio ambiente.

No meio do ato, um grupo de cerca de 15 pessoas se aproximou de participantes do Grito dos Excluídos e tentou hostilizá-los com gritos. Policiais militares que acompanhavam o trajeto intervieram, e o grupo se afastou, sem registro de confusão.

Brasília

Integrantes do Núcleo de Ecologia Integral de Brasília também aproveitaram o ato para manifestar a preocupação com a crise ecológica e suas dimensões políticas, destacando que o tema é uma questão de justiça social, responsabilidade política e compromisso com a vida.

“O planeta está sendo destruído e se não mudarmos a política ecológica, a forma como estamos tratando nossa casa comum, usando os recursos naturais da forma como estamos gastando, logo não teremos mais onde habitar”, disse à Agência Brasil a economista aposentada Maria do Carmo de Jesus Botafogo.


Brasília (DF), 07/09/2026 - Pessoas participam do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 - Pessoas participam do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Brasília (DF), 07/09/2026 – Grito dos Excluídos em Brasília. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Durante o ato, o núcleo apresentou uma carta de compromisso com a ecologia integral que pretende integrar a candidatos do campo progressista que disputam cargos no Executivo e no Legislativo nas eleições deste ano.

Fruto de um seminário que reuniu vários membros do grupo, o documento está estruturado em quatro eixos temáticos: políticas agrícolas e fundiária; políticas urbana e resíduos no DF e Entorno; Justiça Climática e Proteção às Vítimas e propostas sobre uma das mais importantes nascentes da região, a da Estação Ecológica de Águas Emendadas, que alimenta duas importantes bacias hidrográficas: a do Tocantins-Araguaia e do Paraná.

“Passadas as eleições, entregaremos uma cópia a todos os eleitos, independentemente do campo ideológico, pois eles terão as mesmas obrigações com o meio ambiente”, acrescentou a engenheira florestal Ana Clara Botafogo, filha de Maria do Carmo.

Para a professora universitária Altaci Kokama, ao longo de suas 32 edições, o Grito dos Excluídos se consolidou como um momento durante o qual os que estão à margem da sociedade “têm voz e vez para apresentar suas demandas, suas reivindicações”.


Brasília (DF), 07/09/2026 - Altaci Kokama, professora universitaria, participa do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 07/09/2026 - Altaci Kokama, professora universitaria, participa do ato O Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Brasília (DF), 07/09/2026 – Professora Altaci Kokama participa do Grito dos Excluídos. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

“Os excluídos são aqueles que não têm casas, moradia, trabalho, alimento, os que estão buscando justiça”, destacou, reconhecendo o desafio de mobilização.

“Quem tem mais dinheiro para financiar suas ações consegue mobilizar mais pessoas. Para trazer os excluídos, por exemplo, muitas vezes é preciso ajudar com transporte, comida, e nós não temos toda a estrutura necessária. Muitos têm vontade de participar, mas não têm condições”, acrescentou, ressaltando o trabalho constante de debates junto às comunidades.

* Reportagem de Alex Rodrigues (Brasília), Bruno de Freitas Moura (Rio de Janeiro) e Guilherme Jeronymo (São Paulo)




Fonte: Agência Brasil

Tradicional desfile cívico-militar é realizado no Rio de Janeiro


No Rio de Janeiro, o tradicional desfile cívico-militar do Dia da Independência percorreu um trecho da Avenida Presidente Vargas, em frente ao Palácio Duque de Caxias, sede do Comando Militar do Leste. Apesar do tempo chuvoso, milhares de pessoas assistiram ao desfile, empunhando bandeirinhas do Brasil.  

A cerimônia começou com a revista da tropa por comandantes das três forças militares, seguido pela chegada do fogo simbólico da pátria. A tocha foi levada pelo atleta do pentatlo Douglas Castro, acompanhado de outros esportistas militares e usada para acender uma pira em frente ao palácio.


Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Desfile cívico-militar no Dia da Independência, no Rio de Janeiro – Fernando Frazão/Agência Brasil

Em seguida, a banda do primeiro batalhão de guarda do Exército executou o Hino da Independência e a Salva de Gala. 

O cortejo foi puxado por batedores dos Fuzileiros Navais, da Polícia do Exército e da Polícia da Aeronáutica, em motocicletas. Uma unidade de cavalaria exibiu todas as bandeiras que o Brasil já teve ao longo de sua história.

Mais de 6 mil militares e agentes de forças de segurança federais, estaduais e municipais participaram do desfile. Também estavam representadas organizações sociais, como a Cruz Vermelha e os Escoteiros, entidades beneficentes e escolas. 


Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Mulheres do Exército no desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas, Rio de Janeiro – Fernando Frazão/Agência Brasil

Um dos destaques foram os conjuntos exclusivo de mulheres que atuam em diversos grupamentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Também desfilaram militares que integram as Forças de Paz das Nações Unidas.

Mais de 180 viaturas também foram empregadas no desfile, incluindo tanques blindados só Exército, embarcações da Marinha do tipo anfíbio, que podem transitar na terra e na água e caminhões de resgate do Corpo de Bombeiros. 


Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas.  Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 07/09/2026 – Desfile cívico-militar no Dia da Independência, na Avenida Presidente Vargas. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

Veja como foi o desfile na reportagem do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil




Fonte: Agência Brasil