Apostador de Blumenau (SC) leva prêmio de R$ 57 milhões da Mega-Sena


Uma aposta simples de Blumenau (SC), feita pela internet, acertou as seis dezenas do Concurso 3.048 da Mega-Sena sorteadas neste domingo (23). O ganhador receberá o prêmio de R$ 57.261.598,10.

Os números sorteados são: 02 – 06 – 27 – 39 – 44 – 50

  • 76 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 34.212,24 cada
  • 4.346 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 986,17 cada

Apostas

Para o próximo concurso, o prêmio principal está estimado em R$ 3,5 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 20h (horário de Brasília) de terça-feira (25), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site ou aplicativo da Caixa.

A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.





Fonte: Agência Brasil

Apostadores de bet em periferias buscam ajuda após vida virar pesadelo


As lembranças misturam-se como em um pesadelo. Kaio*, de 42 anos, lembra-se de uma madrugada silenciosa em julho em que o celular tocou com anúncios de chances de apostas. Primeiro, ficou eufórico. Aos poucos, engoliu em seco. Perdeu R$ 1 mil. Depois, R$ 2 mil. Em minutos, R$ 5 mil. Era justamente o dinheiro que um amigo o emprestou para que ele pagasse dívidas com agiotas por causa de outras apostas em bets.

Ninguém estava acordado em casa. Nem a esposa nem os dois filhos (um de 10 e outro de 4 anos). Eles estavam em sono profundo na casa simples em uma área periférica do Distrito Federal. Kaio anda pela casa. Não era um pesadelo. Mas ele sentiu o chão se abrir. Não ouviu as vozes das pessoas que ele ama ao clarear do dia. Só pensou nas dívidas. Mas pensou em apostar mais para diminuir o prejuízo.

Quando o filho mais velho pediu que o levasse até a casa da avó, que acompanharia o garoto até a escola, Kaio concordou com a cabeça. Ele continuou no celular.

“Pareceu que se passaram poucos minutos. Quando olhei para trás, meu filho não estava mais”. Isso porque havia se passado mais de três horas. “Eu perdi a noção de tudo. Inclusive do tempo”.

Perder a noção de tempo é um dos indicativos da ludopatia, doença que consiste em um transtorno de controle dos impulsos para jogos. Desse tempo que Kaio viu voar, lembrou de quando tudo começou: dos momentos de descanso como motorista de uma prefeitura em uma cidade de Goiás em que foi apresentado às bets. De como se envolveu mais do que poderia e deveria. Entende que o vício começou principalmente depois de apresentar sintomas de depressão com a perda do pai para o câncer.

Chão frio

Por causa das dívidas de jogo, teve que vender o carro financiado para pagar as dívidas. Depois, móveis. Depois, a casa da família. Avisou a esposa dois dias antes de terem que desocupar o imóvel. Perdeu a casa e o casamento acabou. “A dignidade também”, diz. Hoje, lamenta dormir sobre o chão frio, em pedaços de papelão, em um dormitório alugado. 

Nem o dinheiro do carro ou o da venda da casa foram suficientes para pagar os mais de R$ 200 mil em dívidas. Foi necessário também pedir demissão do emprego e utilizar a rescisão para pagar novas dívidas. Kaio compreendeu que precisaria de ajuda profissional e passou a frequentar um centro de apoio psicossocial (Caps) no Distrito Federal, onde se reúne em grupos para dividir as experiências.

“Eu passei a tomar três remédios por dia. E os grupos [terapêuticos] fazem com que eu não me sinta mais sozinho”, afirmou. Ele diz que esse vício é o pior que já enfrentou.

“Pior do que minha dependência no passado em álcool e outras drogas. Nunca me senti tão perdido na vida. Hoje reconheço que preciso de terapia.”

Atualmente, ele trabalha em uma escola no interior de Goiás no serviço de reposição de alimentos. “Estou recomeçando minha vida. Espero que meus filhos um dia me perdoem.”

Riscos e tratamentos

A psiquiatra Katia Branco, supervisora do Grupo Pro-Amiti (que trata e estuda o transtorno do controle de impulso) do Hospital das Clínicas de São Paulo, explica que pessoas em vulnerabilidade, nas classes C e D, são as mais atingidas. Esse público costuma procurar melhorias nas condições de vida, mas se deparam com desinformação e publicidade enganosa por todos os lados.

Pessoas mais vulneráveis, moradoras de comunidades periféricas e que ganham perto de um salário mínimo viram alvos fáceis, avaliam as especialistas consultadas pela reportagem. As pessoas são atacadas por anúncios que induzem a uma falsa ideia de que o jogo serviria como uma complementação de renda.

“São pessoas que querem retornos rápidos induzidas a acreditar que podem ter com as bets. Isso se tornou realmente muito perigoso”.

O contexto social eleva a vulnerabilidade das pessoas afetadas pelo transtorno.

“Quando você pensa em um jovem que reside numa comunidade, todo o dinheiro que ele perde, impacta na subsistência da família”. Isso impacta a saúde mental dos pacientes.

Kátia Branco contextualiza que a distorção da realidade provocada pelos estímulos aumenta a impulsividade da pessoa em maior vulnerabilidade social. O endividamento “em cascata” provoca agravamento de sintomas como depressão, ansiedade e ideação suicida. 

Ela lamenta ainda o crescimento do número de transmissões esportivas que tratam a aposta como uma brincadeira sem grandes consequências.

“Aumentou a procura no ambulatório e em vários serviços em busca de ajuda para o tratamento”, testemunha.

A pesquisadora defende a necessidade de preparar melhor os psiquiatras que estão na rede pública. Inclusive porque há uma diversidade de perfis de pacientes, incluindo homens, mulheres, adolescentes e idosos. 

“Cassino na palma da mão”

Segundo a psicóloga Claudia Feres, da secretaria de Saúde do Distrito Federal, o tratamento contra a ludopatia, que é uma doença, leva em conta que se caracteriza por um transtorno de controle dos impulsos. “Aliado agora à tecnologia e a esse mundo das telas, a pessoa tem um cassino na palma da mão para acessar sem sair de casa e a qualquer hora”.

Ela explica que é importante tratar a doença dentro da lógica da redução de danos tentando fazer com que a pessoa se afaste do celular.

“Há quem comece a usar os joguinhos por desinformação e falta de perspectiva”.

A psicóloga explica que as unidades de saúde contam com equipes multidisciplinares para atender pessoas em diferentes estágios da doença. O ideal, segundo ela, é que a própria pessoa e familiares possam procurar atendimento o quanto antes. Há diferentes sinais para gerar atenção: a pessoa evita se socializar, trocar a madrugada pelo dia e demonstra nervosismo. 

“Nos Caps, pessoas chegam com um pedido de socorro desesperado. Nós fazemos o acolhimento e buscamos trazer a família para perto. A ideia é pensar em estratégias que façam sentido”, afirma a psicóloga.

A profissional explica que, ao mesmo tempo em que a pessoa carrega culpa, também leva em conta que o jogo gera um dos únicos prazer que tem.

“O paciente perde, além de tudo, o respeito das pessoas. Vai sendo abandonada pela família e também se abandonando”. Há, então, um contexto social que fragiliza o indivíduo. Por isso, pode ser incorreto atribuir a alguém uma predisposição para a doença.

“Se você singulariza e responsabiliza unicamente um indivíduo, ignora-se que o problema é muito maior. A solução tem que ser no âmbito coletivo e de políticas públicas também”, afirma.

Controle

Foi com essa expectativa que outro paciente, que aqui chamaremos de João*, de 32 anos, procurou uma unidade do Caps. Ele, que ficou paraplégico “após uma briga”, faz tratamento semanalmente em um grupo terapêutico e costuma ser acompanhado pela mãe. Eles conseguiram transporte de casa para uma comunidade a 30 quilômetros do Caps que frequenta.

A maior preocupação da mãe no momento é que o filho passou a gastar os poucos recursos da família com jogos online hospedados em sites de bets. “Na verdade, não consigo me controlar. Não sei o quanto já perdi”. A mãe espera que nada interrompa o tratamento dele. 

A psiquiatra Kátia Branco, do Hospital das Clínicas da USP, alerta que o apoio da família se torna fundamental para que os pacientes mantenham a medicação em ordem e as sessões de atendimento.  

Abstinência

No entanto, há quem ainda resista às terapias mesmo com sinais de dependência. O pedreiro autônomo Ricardo*, de 26 anos, é morador da comunidade do Sol Nascente, a segunda maior favela do Brasil. Ele diz que faz apostas desde 2018 e não contabilizou exatamente o quanto perdeu. “Mais de R$ 100 mil”. 

Começou a apostar pela curiosidade e pelo que ouviu de amigos que poderia ter um acréscimo de renda e ainda se divertir. Essa é uma alegação falsa e perigosa. No começo, ele até conseguiu ganhar uma ou duas vezes. Não passavam de chamarizes para o que viria depois.

Pai de um menino de dois anos de idade, o rapaz viu o relacionamento acabar por causa das dívidas causadas por bets.

“Já fiquei até de madrugada. A abstinência bate tão forte que a gente não consegue ter uma noite de sono normal”, explica.

Ele acredita que abriu os olhos antes de se afundar mais. Afirma que foi criado por mãe solo e que não teve coragem de contar para ela ter perdido dinheiro em apostas. Ele pôde estudar apenas até a oitava série.

 “Eu acho que não me considero viciado porque não tive que vender coisas de casa para pagar dívidas”.

Ricardo testemunha que é comum haver convites na comunidade para que grupos se reúnam de forma online para trocar ideias sobre como ser mais efetivo na aposta.

“As pessoas se unem. O mesmo gráfico (do cassino) que roda para um, dependendo da plataforma, roda para todos. Do mesmo jeito que pagou para mim, vai pagar para o próximo”.

Como hoje trabalha de forma autônoma com reformas, sonha um dia poder fazer uma faculdade de engenharia e esquecer dos problemas que já atravessaram sua vida, inclusive ter dificuldade de pagar pensão alimentícia.

Para evitar as tentações por mexer no celular durante a madrugada, ele desliga o telefone e tenta manter o mais longe possível do aparelho.

Jogo problemático é “questão séria”

Em nota à Agência Brasil, o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que diz representar 75% do mercado brasileiro, afirmou que reconhece a importância do debate sobre a prevenção ao jogo problemático e à proteção das pessoas em situação de vulnerabilidade. 

“O instituto reforça que as apostas devem ser tratadas sempre como uma forma de entretenimento, nunca como fonte de renda ou alternativa para subsistência”, aponta.

A entidade considera que, desde o início do mercado federal regulado, no início do ano passado, as empresas autorizadas passaram a operar com regramento e controle.

Considera ainda que o “jogo problemático é uma questão séria” e seu enfrentamento exige atuação coordenada entre poder público, reguladores, empresas, entidades e sociedade para a prevenção e no atendimento das pessoas que necessitem de suporte.

“Regras são rigorosas”, avalia instituto

Em relação aos anúncios publicitários, os empresários do setor entendem que as ações de comunicação passaram a estar submetidas a regras específicas e rigorosas. “Isso inclui medidas para a proteção de crianças e adolescentes, e a vedação absoluta de mensagens que apresentem as apostas como alternativa de enriquecimento ou solução financeira”. 

A entidade garante que mantém diálogo constante com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Ao mesmo tempo, opina que a regulamentação brasileira do setor de apostas é uma “das mais modernas do mundo, com obrigações tributárias e normas operacionais”.

O IBJR acrescenta que o combate às plataformas ilegais, que não estão submetidas às mesmas regras de fiscalização e controle.

“O fortalecimento do ambiente regulado contribui para ampliar a rastreabilidade das operações, a responsabilização dos operadores e os mecanismos de proteção aos apostadores”.

Pessoas entrevistadas pela Agência Brasil não tiveram seus nomes identificados na reportagem em função da situação de vulnerabilidade que enfrentam.




Fonte: Agência Brasil

Morre veterinária atacada por cachorro no canil do Senado Federal


A veterinária Vitória Valle de Oliveira Pinha, de 36 anos, morreu, neste sábado (22), quatro dias depois de ser atacada por um cachorro pastor-belga no canil do Senado Federal, em Brasília (DF). A informação foi confirmada no final da manhã, em nota, pela assessoria de comunicação da Casa Legislativa. 

Ela estava internada na unidade de terapia intensiva do Hospital de Base.

“O Senado Federal lamenta o falecimento de Vitória Valle de Oliveira Pinha, que atuava como tratadora de animais no Serviço de Cinotecnia da Casa”, diz a nota.

O comunicado acrescenta que Vitória foi estagiária no Senado entre os anos de 2022 e 2024.

Ela retornou à instituição como profissional terceirizada na prestação do serviço de cuidado dos animais. O Senado manifestou solidariedade à família, amigos e colegas de trabalho de Vitória, e destacou que ela será lembrada pela “dedicação com que sempre desempenhou suas atividades”.

Ataque ocorreu na terça

Na última terça (18), Vitória foi mordida no pescoço por um pastor-belga e sofreu uma parada cardiorrespiratória com o ataque. Na ocasião, ela foi socorrida por colegas, que acionaram o Corpo de Bombeiros. A veterinária foi submetida a uma cirurgia de emergência.

Segundo o site do Senado, o serviço de Cinotecnia tem a finalidade de treinar as equipes da Polícia Legislativa, com o auxílio de cães especializados, para as “atividades de patrulha e policiamento, detecção de substâncias ilícitas, explosivos e armas de fogo, intervenção em distúrbios civis, suporte em busca e apreensão e outras medidas”.

O Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis) manifestou profundo pesar após a confirmação da morte da veterinária durante o exercício de suas atividades profissionais.

“Neste momento de dor, o Sindilegis expressa solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de trabalho e coloca-se à disposição da família”.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia prêmio acumulado de R$ 58 milhões neste domingo


A Mega-Sena sorteia neste domingo (23) prêmio estimado em R$ 58 milhões. As seis dezenas do concurso 3.048 serão sorteadas a partir das 11h (horário de Brasília) no Espaço da Sorte, em São Paulo.

As apostas podem ser feitas até às 22h (horário de Brasília) de sábado (22) em casas lotéricas credenciadas pela Caixa em todo o país ou pela internet. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 6.

No último concurso, foram sorteados os números  04 – 18 – 22 – 26 – 31 – 58  e nenhum apostador acertou as seis dezenas.





Fonte: Agência Brasil

Engenharia social responde por 40% das fraudes financeiras no Brasil


Golpes baseados em engenharia social respondem por 40% dos indícios de fraudes financeiras registrados no Brasil. A estratégia inclui falsos call centers, criminosos que se passam por funcionários de bancos e até falsas operações policiais para convencer vítimas a fornecer dados ou realizar transferências.

Segundo pesquisa da recente Quod, datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, no primeiro semestre de 2026, foram registrados mais de 9 milhões de indícios de fraude, entre casos suspeitos e confirmados, alta de 10,26% em relação ao segundo semestre de 2025. A engenharia social representou mais de 3,6 milhões dessas ocorrências.

De acordo com a Quod, o celular foi o principal canal usado nos golpes, presente em 78% dos casos. O Pix aparece como meio de movimentação em 85% das ocorrências.

Golpes mais sofisticados

A engenharia social explora a confiança e as emoções da vítima, em vez de depender de uma invasão aos sistemas bancários. Os criminosos criam situações de urgência, medo ou falsa autoridade para induzir decisões rápidas.

No golpe do falso call center, por exemplo, o criminoso afirma ter identificado uma transação suspeita e orienta a vítima a realizar procedimentos para supostamente proteger a conta. Em falsas operações policiais, o golpista usa a autoridade para intimidar o alvo e exigir movimentações financeiras.

Os ataques também podem combinar ligações, WhatsApp, SMS e e-mails durante dias ou semanas antes da tentativa de transferência. A inteligência artificial tornou as abordagens ainda mais convincentes, com clonagem de voz, imagens e produção de documentos falsificados.

Para José Oliveira, diretor de Tecnologia da Certta, empresa de verificação inteligente que unifica soluções antifraude em uma única plataforma, a engenharia social atinge uma camada diferente da segurança tradicional.

“A IA antifraude não foi desenhada para combater engenharia social, ela foi desenhada para combater fraude. São camadas diferentes de um mesmo problema, onde engenharia social ataca a decisão humana, a fraude ataca o sistema, o documento, a identidade”, diz.


Fraude, golpe, cibercrime, telefone celular- Idec aponta fragilidades na segurança de aplicativos de bancos. Foto: rawpixel.com / Chanikarn Thongsupa
Fraude, golpe, cibercrime, telefone celular- Idec aponta fragilidades na segurança de aplicativos de bancos. Foto: rawpixel.com / Chanikarn Thongsupa

Jovens entre 18 e 34 anos representam 49,06% das vítimas. Foto: rawpixel.com / Chanikarn Thongsupa – rawpixel.com / Chanikarn Thongsu

Tecnologia

O combate às fraudes ganhou novos mecanismos em 2026. A Resolução 501 do Banco Central  ampliou o compartilhamento de informações sobre indícios de fraude entre instituições financeiras, enquanto o Registro Unificado de Fraudes (Rufra) concentra dados para identificar padrões e apoiar ações preventivas.

As instituições também utilizam inteligência artificial (IA) e biometria comportamental para analisar fatores como dispositivo, horário, localização e histórico de transações.

O avanço nos investimentos em IA, no entanto, não tem impedido o crescimento de golpes com o uso de engenharia social. Para Oliveira, a prevenção precisa acontecer antes do prejuízo.

“Para as instituições, a lógica precisa ser exatamente a inversa, ou seja, usar tecnologia para reconhecer sinais, antecipar riscos e adaptar a proteção antes que a vulnerabilidade se transforme em prejuízo”, adverte Oliveira.

Debate escasso

Segundo levantamento recente da Certta e da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, apenas 11% das menções relacionadas a golpes e fraudes digitais nas redes tratam de prevenção.

“O debate público é dominado por denúncias e buscas por socorro depois que o prejuízo já aconteceu e o brasileiro ainda confunde segurança cibernética com proteção antifraude”, destaca Oliveira.

“Para o consumidor, a melhor defesa é aliar tecnologia a um comportamento preventivo. Como quase 78% das fraudes ocorrem via aparelho celular e a engenharia social é o principal motivo dos golpes, a regra é desconfiar do senso de urgência”, adverte o diretor de Produtos e Dados da datatech Quod, Danilo Coelho.

Como evitar golpes

  •  Desconfie da urgência: pressão para agir rapidamente é um sinal de alerta;
  •  Confirme pelo canal oficial: desligue e procure o banco diretamente se receber uma ligação suspeita;
  •  Contate o gerente: desconfie de notícias de que o gerente da agência está envolvido em fraudes;
  •  Não compartilhe senhas e códigos: informações de autenticação nunca devem ser fornecidas a terceiros;
  •  Confira o Pix: verifique destinatário e valor antes de confirmar a transferência;
  •  Desconfie de falsas autoridades: uma suposta investigação policial não justifica transferências ou fornecimento de dados;
  •  Evite links suspeitos: não clique em mensagens inesperadas com alertas ou ofertas;
  •  Não empreste sua conta: contas usadas para receber dinheiro de terceiros podem fazer parte de esquemas criminosos;
  • Use autenticação multifator: mantenha recursos adicionais de segurança ativados nas contas.

Mais vítimas jovens

Os jovens entre 18 e 34 anos representam 49,06% das vítimas, segundo o levantamento da Quod. Pessoas que recebem até dois salários mínimos correspondem a 58% dos atingidos.

Ao todo, 3,1 milhões de pessoas foram vítimas de fraudes no primeiro semestre, e cerca de 799 mil sofreram golpes duas ou mais vezes.

O cenário mostra que, além do investimento em tecnologia, a prevenção depende da capacidade do usuário de reconhecer tentativas de manipulação antes de autorizar uma operação.

“Nunca tome decisões financeiras apressadas durante o expediente de trabalho, período em que os fraudadores aproveitam da distração das vítimas. Não clique em links recebidos por mensagens e não empreste sua conta bancária para receber ou transferir valores de terceiros, pois isso o torna cúmplice e vítima do esquema de ‘contas laranja’”, orienta Coelho.

Datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, a Quod desenvolve soluções baseadas em inteligência artificial e análise de dados para apoiar instituições financeiras e empresas em decisões de crédito, prevenção a fraudes e recuperação de ativos.

A Certta é uma empresa de verificação inteligente que integra, otimiza e desenvolve soluções antifraude para gerar decisões mais seguras. A plataforma da marca permite verificar identidades e documentos, protegendo pessoas e negócios contra golpes.




Fonte: Agência Brasil

TV Brasil vence etapa distrital do Prêmio Sebrae de Jornalismo


Pelo terceiro ano consecutivo, o programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, conquistou a etapa distrital do Prêmio Sebrae de Jornalismo (PSJ), na categoria Vídeo. O reconhecimento veio com uma reportagem que aborda o empreendedorismo como caminho para a autonomia e a dignidade de pessoas com deficiência, grupo que reúne mais de 14 milhões de cidadãos no Brasil.

A produção da emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) mostra como a inovação pode surgir de necessidades pessoais e da identificação de lacunas no mercado. A reportagem também apresenta os obstáculos enfrentados por pessoas com deficiência, entre eles o capacitismo estrutural e a falta de infraestrutura urbana e educacional adequada.

Assista aqui à reportagem completa.

“Essa conquista é motivo de muito orgulho para a EBC, pois reconhece nosso compromisso com um jornalismo público de qualidade, atento à diversidade e às histórias que ajudam a transformar a sociedade”, celebra a diretora-presidente da EBC, Antonia Pellegrino.

A reportagem vencedora é assinada pela jornalista Marieta Cazarré e contou com a participação de Cleiton Freitas, Patrícia Araújo, Rogério Verçoza, Sigmar Gonçalves, Hugo Madureira, Thiago Souza, Edivan Viana, Cintia Vargas, André Eustáquio, Wagner Maia, Caroline Ramos e Aleixo Leite.

Com o encerramento da etapa distrital, os vencedores de cada categoria seguem agora para a etapa regional do Prêmio Sebrae de Jornalismo 2026. Os trabalhos mais bem avaliados nessa fase avançam para a etapa nacional da premiação.

Sobre o Prêmio

O Prêmio Sebrae de Jornalismo chega à 13ª edição como uma vitrine para produções jornalísticas de todo o Brasil que retratam o universo do empreendedorismo e dos pequenos negócios. Em 2026, a premiação teve número recorde de inscrições, com 3.442 trabalhos de todo o país.

O objetivo do prêmio é dar visibilidade aos pequenos negócios, que representam cerca de 95% dos empreendimentos formais do país e respondem por 26,5% do Produto Interno Bruto (PIB), sendo responsáveis por cerca de 80% dos empregos formais gerados no país.

Clique aqui para conferir os vencedores em todas as categorias.




Fonte: Agência Brasil

Homem é condenado a 24 anos de prisão por morte de mulher trans


O Conselho de Sentença do 2° Tribunal do Júri da Capital do Rio de Janeiro condenou Vitor Teodoro Cossich a 24 anos de reclusão pelo homicídio de Bárbara Vergetti Martins de Souza, mulher trans, de 34 anos. 

O motivo decorreu de desentendimento financeiro entre os envolvidos. A condenação dessa quinta-feira (20) tem a agravante de ser por motivo torpe e meio cruel.

O condenado também terá de pagar indenização no valor de R$ 30 mil aos familiares da vítima a título de reparação por danos morais.  O julgamento foi presidido pelo juiz Renan de Freitas Ongaratto.

O crime ocorreu na madrugada de 30 de outubro de 2024, na casa de Vitor.

De acordo com a denúncia, ele agrediu e estrangulou Bárbara, então estudante de Ciências Sociais na Universidade Federal Fluminense até a morte, após desentendimento sobre pagamento após relação sexual.

Para conter e matar a vítima, ele usou arma de fogo falsa, um fio e um pano.





Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula e próximo concurso deve pagar R$ 58 milhões


Ninguém acertou as seis dezenas do concurso 3047 da Mega-Sena sorteadas na noite desta quinta-feira (20), no Espaço da Sorte, em São Paulo.

Os números sorteados foram 04 – 18 – 22 – 26 – 31 – 58.

Com isso, o prêmio principal acumulou. A estimativa para o próximo concurso é de R$ 58 milhões.

A quina teve 63 apostas ganhadoras, e cada uma receberá R$ 33.112,49.

A quadra registrou 4.395 apostas vencedoras, com prêmio individual de R$ 782,39.

*A matéria foi corrigida às 12h02 do dia 21 de agosto





Fonte: Agência Brasil

Vítimas do acidente na BR-737 são veladas em Imbituva 


Sete das 23 vítimas da colisão frontal entre um micro-ônibus e uma carreta na BR-373, em Ipiranga, na região dos Campos Gerais, no Paraná (PR), estão sendo veladas desde o início da madrugada desta quarta-feira (20). Uma cerimônia coletiva é realizada no ginásio municipal de Imbituva, na região central do Paraná.

A identificação das vítimas foi concluída na noite de ontem. Outras 16 pessoas são veladas em locais particulares em diversos pontos da cidade. 

O micro-ônibus saiu de Imbituva levando pacientes da cidade para atendimento médico em hospitais da região metropolitana de Curitiba. Entre as vítimas estão duas crianças, de 6 e 10 anos, além de 21 adultos. Ao todo, são 13 mulheres e oito homens. Sobreviveram uma criança de 9 anos, uma mulher de 26 anos e três homens, de 22, 49 e 50 anos. A mulher de 26 anos e o homem de 22 receberam alta ainda na quarta-feira (19).

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o caminhão seguia no sentido de Ponta Grossa (PR) para Prudentópolis (PR). O acidente ocorreu por volta das 3h30 da madrugada. A polícia científica segue investigando as causas da batida e análises preliminares indicam que o caminhão teria invadido a pista contrária, colidindo de frente com o ônibus. O motorista do caminhão também morreu. 

A prefeitura de Imbituva decretou luto de três dias e publicou nota de pesar, manifestando “profunda tristeza” pelas mortes. Em suas redes sociais, a administração municipal prestou homenagem, publicando as fotos e os nomes de todas as vítimas. “Neste momento de imensa dor, nos solidarizamos com todos os familiares e amigos, prestando nossa homenagem a cada uma das vidas que partiram”.

Em outra publicação, a prefeitura manifesta preocupação com os sobreviventes, desejando que recebam todo o cuidado necessário, força e esperança neste momento. 

Em vídeo, o secretário municipal de Saúde de Imbituva, José Valdenei Menon, disse que a cidade recebeu a notícia com extrema tristeza, coração em luto e respeito às famílias que sentem essa imensurável dor no coração.

“Fica aqui nossa tristeza com os familiares e todos os munícipes, porque é uma dor compartilhada. Por nossos profissionais da secretaria, nosso motorista, as famílias que buscavam ter sua dor amenizada. Desejamos sinceros pêsames. Estamos aqui para prestar nossa solidariedade e compromisso com a população”.

Segundo ele, os familiares foram acolhidos na Secretaria Municipal de Saúde e receberam auxílio e orientação de assistentes, sociais e psicólogos.

 “Os profissionais conversaram com as famílias respeitando este momento de dor, orientando sobre quais seriam os próximos procedimentos e acompanhando os familiares ao Instituto Médico-Legal de Ponta Grossa”, disse Menon.

O secretário também agradeceu aos municípios vizinhos que disponibilizaram profissionais para ajudar no acolhimento e orientação dos familiares das vítimas.




Fonte: Agência Brasil

MJSP: Centro de inteligência prisional começa a funcionar em agosto


O Ministério da Justiça e Segurança Pública confirmou, nesta quarta-feira (19), que o Centro Nacional de Inteligência Penal (Cnip) iniciará suas operações ainda este mês.

A nova estrutura operacional reunirá órgãos de inteligência das polícias penais federal, dos estados e do Distrito Federal, com o objetivo de unificar protocolos de segurança e coibir o planejamento de crimes a partir do interior dos estabelecimentos prisionais brasileiros.

Instituído em junho deste ano por meio da Portaria Ministerial 1.234, o Cnip integra o projeto Padrão Segurança Máxima, que faz parte do programa federal Brasil Contra o Crime Organizado.

Responsável por integrar e coordenar a chamada Rede Nacional de Inteligência Penitenciária (Renipen), o Cnip atuará em regime contínuo para integrar, consolidar e difundir informações de inteligência penal, além de monitorar situações de crise e oferecer suporte técnico para a tomada de decisões pela Secretaria Nacional de Políticas Penais e pelos entes federativos.

A estratégia ministerial busca sufocar a comunicação entre integrantes de organizações criminosas. O que, segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, exige integração entre as forças federais e estaduais e uma ação coordenada para impedir a entrada ilegal de aparelhos de telefone celular nos presídios.

“O problema do [telefone] celular figura como uma das principais questões ligadas à percepção de segurança pública”, comentou Silva ao participar, nesta quarta-feira, de uma entrevista coletiva sobre as estratégias nacionais de enfrentamento aos ilícitos envolvendo telefones celulares.

“Os aparelhos fazem parte de uma cadeia que diz respeito ao furto, ao roubo e à receptação. Em alguns casos, temos um ciclo completo, no qual o dispositivo chega, inclusive, às mãos do crime organizado nos presídios”, acrescentou o ministro.

Silva argumenta que a única forma de enfrentar o problema é por meio da integração das forças de segurança pública.

Ações

Durante a coletiva de imprensa, o ministério apresentou resultados preliminares de ações ostensivas, como a Operação Última Chamada, realizada entre os dias 10 e 19 de agosto.

Segundo a pasta, no período, foram recuperados 6.052 aparelhos celulares e executadas 97 prisões em flagrantes. A ação também fiscalizou 227 comércios e enviou mais de 33 mil alertas para pessoas em posse de aparelhos irregulares.

Especificamente quanto ao sistema penitenciário, as operações que a Secretaria Nacional de Políticas Penais realizou entre maio e agosto deste ano, em parceria com os estados e o Distrito Federal, resultaram na apreensão de 2.254 aparelhos celulares. Quase 9,9 mil celas de 295 unidades prisionais de todo o país foram revistadas.

Ainda segundo o ministério, os roubos e furtos de celulares passaram de 225.644 no primeiro trimestre de 2025 para 215.589 no mesmo período de 2026, resultando em uma redução de 4,5% nesse tipo de ocorrência.

Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, as ações desenvolvidas no âmbito do sistema prisional são fundamentais para interromper o furto, roubo, receptação e o comércio ilegal de celulares.

“Essa cadeia de crimes termina, ocasionalmente, no sistema prisional. Isso atinge o dia a dia do cidadão, na aplicação de golpes e outras questões relacionadas a execuções de crimes letais intencionais. Por isso, é tão importante, além de compreender essa cadeia, romper o ciclo”, concluiu Garcia.




Fonte: Agência Brasil