O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) aprovou projeto para o desenvolvimento de um sistema de conectividade veicular com foco na redução das emissões de carbono para o transporte rodoviário. A iniciativa, anunciada nessa terça-feira (3), visa a auxiliar o desenvolvimento de tecnologias de descarbonização para o setor.
Chamado de Descarbonize.ai: Sistema Integrado para Análise, Monetização e Descarbonização do Tráfego Veicular, o programa vai aplicar nessa etapa R$ 18 milhões em projetos colaborativos entre instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) com empresas da cadeia automotiva e de tecnologia, a fim de gerar soluções de impacto e abrangência.
A iniciativa é desenvolvida em parceria com as universidades federais do Rio Grande do Norte (UFRN) e de Pernambuco (UFPE), e com as empresas Embeddo Computação Aplicada, Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWTB), Peugeot Citroen Do Brasil, e FCA Fiat Chrysler.
“A solução abrange a utilização de tecnologias disruptivas como internet das coisas, inteligência artificial e blockchain para viabilizar a geração de ambiente sustentável que promova a transição para uma frota veicular com maior eficiência energética e menor emissão de gases. Nesse contexto, motoristas, gestores de frota, montadoras e corporações em geral são incentivados a adotar iniciativas ecologicamente responsáveis”, informou o Inmetro.
Os recursos para o projeto são do programa Rota 2030, iniciativa do governo federal lançada em 2018, que define normas para a fabricação e a comercialização de veículos nacionais para os próximos 15 anos.
Parte do teto de um setor do Hospital Municipal Pedro II, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, desabou na noite desta quarta-feira (3). Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, as fortes chuvas sobrecarregaram o sistema de calhas da unidade e provocaram goteiras em alguns setores do segundo andar.
Uma placa de gesso do forro se encheu de água e desabou, mas ninguém ficou ferido. De acordo com a secretaria, quando as goteiras começaram, os pacientes foram removidos para outras partes do hospital.
As equipes de manutenção estão trabalhando nos reparos e a previsão é que o conserto seja concluído em até 48 horas.
O hospital continua funcionando, mas para evitar sobrecarga na unidade, as ambulâncias estão sendo encaminhadas para o Hospital Rocha Faria, também na zona oeste, no início da manhã desta quinta-feira (4).
As chuvas provocaram alagamentos em alguns pontos da região metropolitana da capital, como a zona oeste da cidade e Mesquita, na Baixada Fluminense.
Segundo a Secretaria Estadual de Defesa Civil, os bombeiros atenderam 40 ocorrências relacionadas às chuvas no estado, nas últimas 24 horas. O Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden-RJ) está acompanhando a situação e enviando alertas para os municípios quando necessário.
Ainda de acordo com a Defesa Civil, neste momento é alto ou muito alto o risco hidrológico na capital, na Baixada Fluminense e nas regiões Serrana e Sul, com possibilidade de inundações nos municípios do Rio de Janeiro, Nilópolis, Mesquita, São João de Meriti, Teresópolis, Rio Claro e Barra Mansa.
“É alto o risco geológico na capital, nas regiões Serrana, Sul e na Baixada Fluminense, com possibilidade de deslizamentos nos municípios de Rio de Janeiro, Teresópolis, Barra Mansa, Rio Claro, Itaguaí, Nilópolis e Mesquita”, informa nota da Defesa Civil.
As seis dezenas do concurso 2.671 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, na cidade de São Paulo, com transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.
Este é o primeiro concurso após a Mega da Virada ter sorteado o prêmio recorde de R$ 588.891.021,22, que teve cinco apostas ganhadoras, no valor de R$ 117.778.204,25 cada uma. Os premiados com seis números são das cidades de Bom Despacho, em Minas Gerais; Ipira, Santa Catarina; Salvador, na Bahia; e Redenção, no Pará. Uma aposta foi realizada pelo canal eletrônico.
Caso apenas um ganhador ganhe a Mega-Sena desta quinta-feira, e aplique os R$ 3 milhões na poupança, receberá R$ 17,2 mil de rendimento no primeiro no mês.
As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. O jogo simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 5.
Vítimas, que são mãe e filha, informaram que o homem chegou a abaixar a bermuda. Homem é preso por importunar sexualmente mulheres que caminhavam no píer do Balneário Municipal de Rosana (SP)
Beto Suniga
Um homem, de 44 anos, foi preso em flagrante por importunação sexual contra duas mulheres no Balneário Municipal de Rosana (SP).
Conforme divulgado pela Polícia Militar nesta quarta-feira (3), as vítimas, mãe e filha, informaram que caminhavam pelo píer do local, quando avistaram um homem acompanhando elas dentro da água.
Em determinado momento, ele abaixou a bermuda e começou a fazer atos obscenos.
Diante dos fatos, na última terça-feira (2), o homem foi conduzido ao Plantão de Polícia Judiciária e permaneceu à disposição da Justiça.
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Neto Piai, de Presidente Prudente (SP), dá dicas sobre o melhor aproveitamento do prato. Espaguete ao Molho Funghi
Neto Piai
O Dia Mundial do Espaguete é uma data comemorativa dedicada a um prato prático e tradicional da mesa dos brasileiros, celebrado em 4 de janeiro. Além disso, a massa é um dos pratos mais versáteis e apreciados do mundo, que pode ser encontrada no simples macarrão com queijo ou até em receitas mais elaboradas e sofisticadas da gastronomia italiana.
O chef de cozinha Neto Piai, de Presidente Prudente (SP), que acumula mais de cinco anos de atuação, explicou ao g1 que o prato é um tipo de massa de macarrão feita, principalmente, à base de farinha de trigo, de aspecto fino, alongado e cilíndrico.
Confira no fim desta reportagem a receita de Espaguete ao Molho Funghi especialmente ensinada por Piai ao g1.
Ele também informou que não se sabe, originalmente, se o espaguete foi uma invenção da culinária italiana ou chinesa. “Mas a verdade é que, em quase todas as culinárias, ele tem forte presença”, pontuou.
Segundo ele, o interesse pelo espaguete está na forte colonização italiana, na praticidade do preparo do prato e no sabor, que fez com que massas em geral caíssem no “gosto dos brasileiros”.
Dia Mundial do Espaguete é comemorado nesta quinta-feira (4)
Redes sociais
Essa tradição, para Piai, tem um gostinho especial de infância.
“Minha família sempre gostou de cozinhar e espaguete, para mim, tem memória afetiva. Minha mãe faz o melhor espaguete que conheço. Aprendi com ela e quis que todos pudessem experimentar e sentir este sabor especial de carinho de mãe”, relembrou.
Ao g1, o chef também deu algumas dicas sobre as melhores combinações para degustar o espaguete.
“Para saciedade e equilíbrio, já que minha esposa é nutricionista, recomendo sempre combinar com uma proteína, como frango, carne e peixe. Quem é vegetariano pode acrescentar queijos de búfala, vaca ou tofu”, salientou Piai.
“Os molhos podem ser os mais variados possíveis, desde alho e óleo, tradicional molho de tomates, molho branco, molho pesto e o que mais sua imaginação e o seu paladar mandar”, complementou.
E recomendou que, para auxiliar na degustação, é preciso ter cuidado para não se sujar com o molho.
“Tradicionalmente, na Itália, o espaguete deve ser enrolado com o garfo e sem o auxílio da colher. É preciso ter cuidado para não se sujar! Em alguns restaurantes tradicionais, é ofertada uma proteção para colocar na gola da roupa e evitar acidentes”, afirmou ao g1.
Dica de ouro
O chef de cozinha deu algumas dicas de como deixar o prato mais saboroso.
“Como qualquer macarrão, deve-se colocar a massa em água fervente com sal. Não acrescentar óleo na água, pois isso impede o molho de aderir à massa. Ficar de olho no ponto de cozimento, precisa estar ao dente, nem muito duro e nem muito macio”, pontuou ao g1.
O chef de cozinha Neto Piai está há mais de cinco anos no ramo das massas
Cedida
Receita: Espaguete ao Molho Funghi
Piai também compartilhou com a reportagem do g1 sua receita especial de Espaguete ao Molho Funghi. Confira:
Ingredientes:
400 gramas de espaguete;
20 gramas de funghi secchi;
50 gramas de bacon picado;
1 dente de alho;
1/4 xícara de chá de vinho branco seco;
4 colheres de sopa de parmesão ralado;
2 colheres de sopa de manteiga;
1 xícara de chá de creme de leite fresco;
Sal e pimenta a gosto.
Modo de preparo:
Lave bem os cogumelos para retirar a sujeira. Coloque-os em uma tigela e cubra com uma xícara de água fervente e deixe descansar por 30 minutos. Escorra os funghi e pique grosseiramente. Reserve a água.
Em uma frigideira ou panela, coloque metade da manteiga e o bacon. Em seguida, leve ao fogo e doure os cubos de bacon, retire-os e reserve.
Na mesma panela, coloque o restante da manteiga e o alho picado, e refogue.
Coloque os cubos de bacon fritos novamente e os pedacinhos de funghi, refogue mais alguns minutos e regue com o vinho branco. Deixe o vinho evaporar completamente e acrescente a água em que o funghi ficou hidratando.
Cozinhe até reduzir o líquido pela metade e acrescente o creme de leite e o parmesão. Em seguida, tempere com sal e pimenta do reino.
Desligue o fogo rapidamente e misture este molho com o espaguete já cozido.
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O registro de novas armas de fogo para defesa pessoal de cidadãos que vivem no Brasil caiu em 2023. A redução foi de quase 82% em relação ao ano anterior. Segundo dados do Sistema Nacional de Armas (Sinarm), no ano passado foram cadastradas 20.822 novas armas de fogo para defesa pessoal, número bem inferior às 111.044 armas que foram contabilizadas em 2022.
Segundo a Polícia Federal (PF), esse é o menor número cadastrado de armas de fogo para defesa pessoal desde 2004. Naquele ano, 4.094 registros foram registrados pelo órgão.
As pistolas lideram a lista de armas registradas por civis na PF, com 14.277 cadastros feitos em 2023. Em seguida aparecem as espingardas (2.309 registros) e os rifles (2.215).
Em uma postagem publicada nesta quarta-feira (3) em suas redes sociais, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, se manifestou sobre essa queda nos registros de armas de fogo por civis e também sobre a diminuição do número de crimes violentos letais intencionais. Para ele, essa é uma combinação “muito relevante” para o país.
“Isso prova cientificamente que não é a proliferação irresponsável de armas que enfrenta a criminalidade. E sim polícias equipadas, preparadas tecnicamente, com planejamento adequado. Sem esquecer, claro, o principal para novas e sustentáveis conquistas: políticas de justiça social, a exemplo de escolas de tempo integral”, escreveu.
Política mais restritiva
A queda no cadastro de novas armas de fogo por civis ocorre após o governo federal ter adotado medidas para tentar desarmar a população e diminuir a violência no país. Em julho de 2023, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que reduz o número de armas e munições em posse de civis.
Também foi editado um decreto que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incidem sobre armas de fogo, munições e aparelhos semelhantes.
Em entrevista à Agência Brasil, a gerente de projetos do Instituto Sou da Paz, Natália Pollachi, disse que essa redução no registro de armas por civis é explicada principalmente pela política mais restritiva, mas que esse não é o único fator que deve ser levado em consideração. “Com certeza o mais influente foi a mudança de normativa que a gente teve no ano passado”, disse ela.
“O governo federal anterior [Jair Bolsonaro] emitiu uma série de decretos e portarias facilitando bastante o acesso às armas de fogo. E aí, em 2023, logo no dia 1º de janeiro, tivemos um novo decreto do presidente Lula suspendendo novos registros para CACs [Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores]”, afirmou Pollachi, lembrando ainda da sinalização do atual governo de que haveria mudanças também na quantidade de armas e calibres permitidos. Essas mudanças ocorreram ao longo do ano.
“É bastante compreensível que, mesmo que as pessoas tivessem interesse em adquirir armas, muitas delas tenham optado por esperar para ver qual seria a nova norma e quais seriam os calibres de uso restrito, para que ela não tivesse que fazer o processo e depois tivesse que refazer ou ter a sua solicitação negada”, acrescentou.
Para a gerente de projetos do Instituto Sou da Paz, a queda nos registros e a política de maior restrição às armas são positivas para o país. Mas ela ressalta que, apesar de a nova regulamentação estar satisfatória, ainda é preciso melhorar a fiscalização para as pessoas que já têm armas de fogo.
“Um dos decretos do governo federal previa a transferência de parte das competências de fiscalização do Exército para a Polícia Federal. Esse é um processo bem delicado, porque a gente está falando da transferência de banco de dados, de todo um processo de expertise, que demanda que a Polícia Federal receba investimentos proporcionais para que ela consiga se empenhar nessa função”.
Outra questão que precisa ser resolvida, destacou, é a publicação e implementação de um programa de recompra de armas que estão em posse de civis. “O governo [deveria] abrir um programa de recompra com valores atraentes para as pessoas que querem se livrar dessas armas – e que talvez tenham comprado por impulso ou em uma quantidade muito grande que hoje não faz mais sentido. A gente tem a campanha de entrega voluntária, que persiste hoje no país, mas os valores que ela paga são bastante desatualizados”.
Oficinas acontecem de 16 a 20 de janeiro, no Centro Cultural Matarazzo, de manhã e à tarde. Secult abre inscrições gratuitas para o projeto ‘Férias na Cultura’, voltado para crianças entre 6 e 12 anos, em Presidente Prudente (SP)
Capa Cultura/Reprodução
A Secretaria Municipal de Cultura (Secult) abriu nesta quarta-feira (3) as inscrições para o projeto Férias na Cultura, voltado para crianças entre seis e 12 anos em período de descanso das atividades escolares, em Presidente Prudente (SP).
Para participar da atividade, é necessário inscrever-se, de forma gratuita, até o dia 12 de janeiro, na Biblioteca Infantil Benjamin Resende, localizada no Centro Cultural Matarazzo, na Vila Marcondes.
As oficinas acontecerão entre os dias 16 e 20 de janeiro, no próprio Centro Cultural Matarazzo, no período da manhã, a partir das 10h, e eventualmente no período da tarde, a partir das 14h.
Confira a agenda:
Dia 16, terça-feira:
Oficina: Musicalização Infantil.
Faixa etária: crianças entre seis e 12 anos.
Local: antiga sala utilizada pelo Procon.
Oficina: Grafismo Indígena, com a professora Talita.
Horário: 14h.
Faixa etária: crianças entre 6 e 8 anos.
Local: Ateliê do Matarazzo.
Limite de 20 vagas.
Dia 17, quarta-feira:
Oficina: Musicalização Infantil.
Faixa etária: crianças entre 6 e 12 anos.
Local: antiga sala utilizada pelo Procon.
Oficina: Cordealizando pela Cultura Popular, com o professor Renato de Jesus.
Horário: 14h.
Faixa etária: crianças entre 6 e 12 anos.
Local: Armazém do Matarazzo.
Limite de 20 vagas.
Dia 18, quinta-feira:
Oficina: Musicalização Infantil.
Faixa etária: crianças entre 6 e 12 anos.
Local: antiga sala utilizada pelo Procon.
Oficina: Grafismo Indígena, com a professora Talita.
Horário: 14h.
Faixa etária: crianças entre 9 e 12 anos.
Local: Ateliê do Matarazzo.
Limite de 20 vagas.
Dia 19, sexta-feira:
Apresentação: Encerramento da Oficina de Musicalização Infantil.
Faixa etária: crianças entre 6 e 12 anos.
Local: Auditório.
Apresentação com Palhaço.
Horário: 14h.
Local: Auditório.
A atividade é livre até o preenchimento dos 100 lugares.
Dia 20, sábado:
Oficina: Vivência ‘Brincando de música com bebês’.
Horário: 10h.
Faixa etária: crianças entre seis meses a 4 anos.
Local: Bebeteca do Matarazzo.
As crianças devem estar acompanhadas pelo responsável.
Cinema com Pipoca: Filme ‘Elementos’.
Horário: 14h.
A atividade é livre com capacidade para 10 lugares.
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De acordo com as informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros, a vítima era motorista de um carro que capotou, por volta das 8h50, na Estrada Vicinal Avelino Francisco de Bastos, que faz a ligação entre a cidade e o distrito de Planalto do Sul.
Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar a morte da vítima, de 34 anos, na zona rural da cidade, nesta terça-feira (2). Espingarda utilizada foi apreendida e será periciada. Caçador é atingido por tiro acidental disparado pelo próprio irmão e morre a caminho do hospital, em Sandovalina (SP)
Polícia Civil
A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar a morte de um rapaz, de 34 anos, depois de ser atingido por um tiro acidental disparado pelo próprio irmão enquanto caçavam juntos, nesta terça-feira (2), em Sandovalina (SP).
O homem estava nas margens do Rio Pirapozinho, na zona rural da cidade, quando o irmão acabou atirando acidentalmente contra ele, durante o manuseio da arma. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu a caminho do Pronto-socorro local.
Já o irmão, após prestar socorro à vítima, fugiu do local por medo de ser preso, conforme informado ao g1 pelo delegado responsável pelas investigações, Cristiano Engel.
O investigado apresentou-se nesta quarta-feira (3) à Delegacia de Polícia, acompanhado de seu advogado. Ao ser interrogado, ele confessou ter sido o autor do disparo acidental e responderá ao processo em liberdade.
A espingarda utilizada foi apreendida e será periciada.
Investigação
Ainda conforme o delegado, na primeira versão do Boletim de Ocorrência, o caso foi registrado como morte suspeita. Após o depoimento do suspeito, um inquérito policial foi instaurado para investigar a fundo o ocorrido.
“Foi instaurado inquérito policial de homicídio culposo, quando não tem intenção de matar, para que sejam colhidos exames periciais para corroborar com as demais provas testemunhais colhidas no decorrer das investigações, em especial a reconstituição do crime para confirmar a veracidade da versão apresentada pelo investigado”, ressaltou Cristiano Engel.
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As fortes chuvas que atingem o Distrito Federal (DF) desde esta terça-feira (2) inundaram diversas casas da Vila Cauhy, a cerca de 15 quilômetros da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O Córrego Riacho Fundo subiu mais de 2 metros acima do nível normal, transbordando três vezes entre a noite de ontem e o início da tarde desta quarta-feira (3).
Os moradores ouvidos pela reportagem informaram que essa foi a pior das quatro inundações de que têm memória na Vila Cauhy. A última foi registrada em fevereiro de 2021. Desta vez, as águas do córrego que corta a comunidade atingiram a cota de 6,9 metros por volta das 7h45, enquanto a cota média gira em torno dos 4,4 metros, segundo a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa).
Em algumas residências, a marca da água ultrapassava o 1,5 metro, e um idoso e seu cachorro precisaram ser resgatados por uma embarcação dos bombeiros. A primeira inundação ocorreu no início da noite de ontem, e a água voltou a subir, pela terceira vez, no início da tarde desta quarta.
A diarista Vera Lúcia, de 38 anos, destacou que a situação é desesperadora. “Essa enchente foi muito triste porque foi muito pesada. [É] muito triste e muito desesperador”, lamentou a trabalhadora que vive com o marido e o filho no local. A moradora acrescentou que, até o momento, não havia recebido qualquer orientação ou visita do Poder Público.
“Eles [o Poder Público] deviam olhar mais pelas pessoas aqui, não olhar só no tempo da política, né? Porque no tempo da política aparece todo mundo, mas na hora que a gente está aqui, ilhado e tudo, não aparece ninguém”, reclamou.
Vera Lúcia contou que se mudou recentemente para a Vila Cauhy porque queria ficar em uma região mais próxima do centro de Brasília, devido ao trabalho e à faculdade do filho. Eles viviam antes no município de Valparaíso, em Goiás, a 40 quilômetros do centro de Brasília.
Veja a galeria de fotos:
O pedreiro Antônio Ferreira Costa, de 58 anos, vive com mulher e três filhos na Vila Cauhy e já presenciou quatro inundações ao longo da vida. Desta vez, ele perdeu sofá, guarda-roupa e colchões, sendo a pior de todas as enchentes de que tem lembrança e afirmou que não tem outro lugar pra ir.
A esposa dele depende de hemodiálise diária e não conseguiu realizar a operação ontem por causa da inundação. Para o trabalhador, o ideal seria subir a casa. “A enchente é Deus que manda, tem como não, só se subir os barracos, só se for assim, mas não tem dinheiro para subir, como é que sobe?”, questionou.
O motorista autônomo Wagner da Silva, de 49 anos, vive há 23 anos na Vila Cauhy com mulher e filhos. Ele não conseguiu dormir na última noite com medo da enchente. A casa dele estava com todos os móveis suspensos.
“Passei a noite apreensivo, deitado na cama e me levantando toda hora para ver se não estava enchendo. Dormindo pensando no que que poderia acontecer”, relatou o trabalhador, que acredita que são necessárias obras de drenagem para evitar o aumento das águas.
Área de risco
Autoridades do governo do Distrito Federal (GDF), do Corpo de Bombeiros Militar do DF e da Defesa Civil estavam montando tendas na manhã desta quarta-feira na Vila Cauhy para atender à população. Uma escola pública da comunidade foi reservada para receber pessoas desabrigadas.
O secretário de Cidades do Distrito Federal, Cláudio José Trinchão Santos, visitou a Vila Cauhy nesta quarta-feira para avaliar os estragos causados pela chuva. Ele disse que o governo vai analisar a situação da comunidade e responsabilizou a ocupação urbana desordenada e o excesso de lixos nas ruas pela inundação.
“Aqui nós temos problemas ambientais. Essas construções não poderiam existir aqui, mas foram ocupando e a cada dia nós identificamos ocupações novas.” O secretário acrescentou que o governo está estudando como regularizar essa área ou se haverá possibilidade de transferir essas famílias para outras localidades.
“Não há solução simples. É uma situação complexa e provavelmente as soluções vão afetar muitas pessoas que estão aqui ocupando há décadas. Que lá no passado permitiram que fosse ocupada, a Vila Cauhy não existe de agora, existe há décadas, e essa situação foi se consolidando e hoje nós estamos pagando o preço”, argumentou.
A Vila Cauhy está entre os 22 locais de risco alto ou muito alto do DF para eventos como deslizamentos, inundações e enxurradas. Ao todo, cerca de 44 residências e 176 famílias vivem em áreas de risco da Vila Cauhy, segundo levantamento de 2022 do Serviço Geológico do Brasil. O estudo identificou ausência de infraestrutura de drenagem urbana na comunidade.