Personalidade que colabora com cultura pode ter título de embaixador


O governo federal vai conceder títulos de Embaixador da Cultura Brasileira às pessoas que desempenhem papel importante para o fortalecimento da política cultural e das artes do país. A homenagem foi criada nesta segunda-feira (27), por meio de ato publicado no Diário Oficial da União.

O processo de escolha dos embaixadores será realizado pelo Ministério da Cultura e poderá ser feito pela própria ministra ou por um comitê que venha a ser criado para isso. As indicações serão feitas por chamamento público com a apresentação de uma justificativa.

A homenagem funcionará de forma semelhante ao título de Embaixador do Turismo Brasileiro, promovido pela Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). A imagem do homenageado será associada à promoção da política nacional de cultura e às ações que fortaleçam o setor, sem gerar ônus ao poder público.

O embaixador será convidado a participar dos eventos nacionais e internacionais, presenciais e virtuais, de promoção das artes e de cultura brasileira. Ao ser escolhido, também receberá um certificado com o título associado ao seu nome e a data de aprovação da homenahem.




Fonte: Agência Brasil

Empregador prestará contas sobre igualdade salarial


O governo estabeleceu os critérios para empresas e instituições complementem as informações para ações contra discriminação salarial entre homens e mulheres. As regras, que viabilizarão a execução e fiscalização da Lei da Igualdade Salarial (14.611/2023), foram publicadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta segunda-feira (27), no Diário Oficial da União.

As novas diretrizes entram em vigor em dezembro e definem que os relatórios, já previstos na lei, serão elaborados pelo governo com dados fornecidos pelo empregador, em um novo campo no Portal Emprega Brasil, que tratará exclusivamente de informações sobre igualdade salarial e critérios remuneratórios. Também serão usadas informações do Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).

Os dados serão coletados pelo Ministério todos os anos, nos meses de março e setembro, para atualização. Fevereiro e agosto serão os meses para que os empregadores forneçam informações complementares nos sistemas.

Os relatórios deverão ser publicados pelas empresas e instituições em seus canais eletrônicos de comunicação, como sites e redes sociais, para que fiquem acessíveis aos trabalhadores e público em geral.

Caso seja identificada alguma irregularidade, as empresas terão 90 dias, após a notificação da Auditoria-Fiscal do Trabalho, para a elaborarem o Plano de Ação para Mitigação da Desigualdade Salarial e de Critérios Remuneratórios entre Mulheres e Homens. O documento deverá reunir medidas para resolução do problema, com prazos e forma de medir resultados.

Uma nova regulamentação definirá os instrumentos e critérios de fiscalização, mas a lei, já determina punições para casos em que a mulher receba menos do que o homem fazendo a mesma função, como a aplicação de multa dez vezes o valor da existente em legislação anterior à Lei da Igualdade Salarial, elevada ao dobro em caso de reincidência. As empresas ilegais também ficam sujeitas ao apagamento de indenização por danos morais para casos de discriminação por sexo, raça, etnia, origem ou idade.

O aplicativo Carteira de Trabalho Digital foi definido como principal canal de denúncia contra a discriminação salarial e de critérios remuneratórios.




Fonte: Agência Brasil

Acusado de matar indígena a tiro em Mato Grosso do Sul vai a júri popular no Fórum da Justiça Federal, em Presidente Prudente




Crime aconteceu no município de Antônio João (MS), em 2005. Julgamento terá início nesta segunda-feira (27), na 1ª Vara Federal da maior cidade do Oeste Paulista, a pedido do Ministério Público Federal. Acusado de matar indígena com tiro à queima-roupa será julgado a júri popular na 1ª Vara Federal de Presidente Prudente (SP)
Cláudio Ferreira/TV Fronteira
A 1ª Vara Federal de Presidente Prudente (SP) receberá, nesta segunda-feira (27), o julgamento do réu João Carlos Gimenes Brito, acusado de matar com um tiro à queima-roupa o indígena Dorvalino Rocha em 2005, no município de Antônio João (MS).
A pedido do Ministério Público Federal (MPF), o tribunal do júri foi marcado fora do Estado do Mato Grosso do Sul e será realizado na maior cidade do Oeste Paulista, a partir das 9h.
Entre os advogados da assistência de acusação, está Luiz Henrique Eloy Amado, conhecido também como Eloy Terena, o atual secretário executivo do Ministério dos Povos Indígenas do Governo Lula (PT).
A princípio, a denúncia pelo homicídio foi feita pelo MPF na 1ª Vara Federal de Ponta Porã (MS), em junho de 2006. A arma de fogo supostamente utilizada no crime foi apreendida, periciada e está acautelada pelo Exército Brasileiro.
O processo correu com depoimento de testemunhas e a acusação foi aceita em novembro de 2013.
Após o recurso da defesa, o julgamento seria realizado em setembro de 2019. Porém, naquele mesmo ano, o Ministério Público Federal solicitou o desaforamento do tribunal, que foi aceito.
Então, o processo foi encaminhado para a 1ª Vara Federal de Presidente Prudente (SP), no interior oeste do Estado de São Paulo.
Em despacho do dia 18 de setembro, o juiz Cláudio de Paula dos Santos determinou que o réu João Carlos Gimenes Brites vá a júri popular nesta segunda-feira (27), no salão do Tribunal do Júri do Fórum Estadual da comarca de Presidente Prudente.
Durante o julgamento serão ouvidas três testemunhas de defesa e três de acusação.
A arma utilizada no crime também será apresentada no plenário.
Acusado de matar indígena com tiro à queima-roupa será julgado a júri popular na 1ª Vara Federal de Presidente Prudente (SP)
Murilo Zara/TV Fronteira
O crime
O indígena da etnia guarani-kaiowá Dorivaldo Rocha foi assassinado em 24 de dezembro de 2005, em Antônio João, município localizado a 318 km de Campo Grande (MS). A vítima estava caminhando em uma estrada no interior da fazenda Fronteira, quando um carro com seguranças particulares da propriedade se aproximaram.
O motorista, João Carlos, atirou duas vezes na direção da vítima, que foi atingida no pé e no peito.
O indígena chegou a ser socorrido e encaminhado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Ao ser questionado sobre o crime, o suspeito contou outra versão para a polícia. Conforme João, o seu carro havia sido repentinamente cercado por indígenas agressivos, armados com flechas, facas e pedras.
Na ocasião, ele teria atirado no chão para espantar o grupo, atingindo Dorvalino sem querer.
Após o inquérito policial, os investigadores concluíram que Brites havia cometido homicídio doloso, ou seja, que teve intenção de matar.

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Fonte: G1

Mãe e filha são amarradas dentro de casa após terem itens subtraídos por homens armados, em Presidente Prudente



Suspeitos roubaram celulares, notebook, talão de cheques e outros pertences das vítimas. Duas mulheres tiveram seus pertences roubados neste domingo (26), após dois homens as ameaçarem, em Presidente Prudente (SP). As vítimas foram amarradas dentro de casa e os criminosos levaram celulares, notebooks, tablets, entre outros objetos.
Conforme o Boletim de Ocorrência, a vítima informou que é proprietária de uma lanchonete e voltava do estabelecimento para casa junto com a filha. Quando chegaram no imóvel, foram surpreendidas por dois homens armados e encapuzados nos fundos da casa.
Segundo a descrição da moradora, um deles estava com uma faca e o outro armado com um revólver.
Eles anunciaram o assalto exigindo o dinheiro da bolsa da vítima, que continha R$ 500, e “o dinheiro do mês”. Ao entrar no imóvel, os suspeitos subtraíram dois celulares, um notebook, um tablet, uma mochila, um talão de cheques e dois perfumes.
As moradoras foram amarradas pelos homens, que deixaram uma faca no local.
Até o momento, os suspeitos de cometerem o crime não foram encontrados.
A Polícia Civil investigará o caso.

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Fonte: G1

Prefeitos do estado do Rio cobram solução para falta de energia


Prefeitos de diversos municípios do Rio de Janeiro reúnem-se nesta segunda-feira, no Theatro Municipal de Niterói, para discutir a prestação de serviços da Enel, concessionária de distribuição de energia, que atende a população dessas cidades.

Na última segunda-feira (20), o prefeito de Niterói, Axel Grael, determinou que a Procuradoria Geral do Município (PGM) entrasse com ação na Justiça para cobrar da concessionária a solução para a falta de energia que se arrastava desde o sábado (18), quando a cidade foi atingida por um temporal e fortes ventos. Depois da entrada da ação, a Segunda Vara Cível de Niterói decidiu aplicar multa diária de R$ 100 mil, que depois subiu para R$ 200 mil, porque a Enel não tinha restabelecido o fornecimento de energia elétrica em todo o município.

Na quinta-feira (23), a concessionária divulgou nota em que informava ter restabelecido o fornecimento de energia para os clientes afetados pela tempestade do sábado. “Nossas equipes permanecerão atendendo casos específicos de ocorrências pós-chuva. O evento climático, com chuvas intensas, fortes rajadas de vento e descargas atmosféricas, causou danos consideráveis à rede elétrica de diversas cidades fluminenses, resultando na interrupção do fornecimento de energia”, disse a Enel.

Para agilizar o atendimento, a empresa informou que chegou a mobilizar cerca de 900 equipes “para trabalhar intensivamente ao longo da semana”.

Ondas de calor

Também amanhã, em entrevista coletiva,marcada para as 8h, a prefeitura do Rio de Janeiro anunciará medidas para amenizar o impacto das ondas de calor na população da cidade, previstas para os próximos meses, com a aproximação do verão.

Os secretários de Saúde, Daniel Soranz; de Meio Ambiente e Clima, Tainá de Paula; e o chefe executivo do Centro de Operações do Rio, Marcus Belchior, participarão da entrevista, no Centro de Operações e Resiliência, na Cidade Nova, região central da cidade. O aumento da demanda de energia por causa do calor também provocou apagões na capital. Na Rocinha, zona sul, moradores fecharam a Auto Estrada Lagoa-Barra na quinta-feira (16). em decorrência da falta de energia na região. Lá o fornecimento é feito pela Light.

CPI

Na terça-feira (28), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Serviços Delegados e das Agências Reguladoras da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) deve realizar audiência pública com a convocação dos presidentes das empresas Enel e Light para prestarem esclarecimentos sobre a falta de energia em diversos pontos do estado durante os últimos dias.




Fonte: Agência Brasil

Morre, no Rio, o historiador e acadêmico Alberto Costa e Silva


O acadêmico, diplomata, poeta, ensaísta, memorialista e historiador Alberto Costa e Silva morreu na madrugada deste domingo (26), em casa, de causas naturais, aos 92 anos. De acordo com a Academia Brasileira de Letras (ABL), não haverá velório, e o corpo será cremado amanhã em cerimônia restrita à família.

Especialista na cultura e na história da África, Costa e Silva foi embaixador do Brasil na Nigéria e no Benin, e é considerado um dos mais importantes intelectuais brasileiros. “Sua obra é fundamental para o desenvolvimento dos estudos e do ensino da história do continente africano. Escreveu mais de 40 livros, entre poesia, ensaio, história, infantojuvenil, memória, antologia, versão e adaptação”, diz a ABL em nota sobre a morte do acadêmico.

Eleito para a ABL em 2000, foi o quarto ocupante da cadeira nº 9, na sucessão de Carlos Chagas Filho. Alberto Costa e Silva foi presidente da Academia no biênio 2002-2003 e ocupou os cargos de secretário-geral em 2001, primeiro secretário em 2008-2009 e diretor das Bibliotecas em 2010-15. Era também sócio correspondente da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Portuguesa da História. A diplomação no Instituto Rio Branco ocorreu em 1957.

O acadêmico nasceu no dia 12 de maio de 1931, em São Paulo, e fez os estudos primários e o curso secundário foram em Fortaleza. Em 1943, mudou-se para o Rio de Janeiro.

No discurso de posse na ABL, destacou a sua brasilidade. “Carlos Chagas Filho desejou para esta cadeira que fosse uma ‘cadeira cativa’ carioca. Não o desapontará de todo estar eu aqui. Meu pai era de Amarante, no Piauí, de mãe maranhense, e estudou no Recife; minha mãe era de Camocim, no Ceará, criada em Manaus; tive um irmão carioca e dois mineiros, um deles educado em São Luís do Maranhão; de minhas irmãs, uma nasceu no Amazonas e a outra no Rio; deixei de ser gaúcho por três meses e fui nascer em São Paulo. Se me considero piauiense de coração, ancorado, pela infância, em Fortaleza, acabo de esboçar a ficha pessoal e familiar de um verdadeiro cidadão do Rio de Janeiro, cujas velhas ruas mais de uma vez percorri na companhia de um dos mais fraternos de meus amigos, Herberto Sales, e de um de seus amigos mais fraternos, Marques Rebelo.”

África

O interesse de Costa e Silva pela história da África foi despertado pelos livros Os Africanos no Brasil, de Nina Rodrigues, e Casa Grande e Senzala, de Gilberto Freyre. No início da carreira diplomática, fez a primeira viagem à África, como integrante da comitiva do então ministro das Relações Exteriores, Negrão de Lima, representante do Brasil nas cerimônias de independência da Nigéria, em 1960. “Desde então seu interesse pelo continente, conhecido pelos que com ele conviviam, fez com que fosse designado para missões na África”, disse a historiadora Marina de Mello e Souza.

Condecorações

Entre as condecorações que recebeu no Brasil estão a Grã-Cruz da Ordem de Rio Branco; Grande Oficial da Ordem do Mérito Militar; Grande Oficial da Ordem do Mérito Aeronáutico; Comendador da Ordem do Mérito Naval e Comendador da Ordem do Mérito Cultural. Fora do país, entre outras, recebeu em Portugal a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo; Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada; Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique; na Colômbia, Grã-Cruz de Boyacá; comendador da Ordem de San Carlos; na Espanha, comendador com placa da Ordem de Isabel, a Católica; e, na Itália, Grande Oficial da Ordem do Mérito.

Imortais

Para o presidente da ABL, Merval Pereira, a morte de Alberto Costa e Silva tem efeitos múltiplos, todos negativos para a cultura brasileira, que perde um dos seus maiores intelectuais de todos os tempos.

“Para o estudo da África, Alberto foi um dos maiores, senão o maior africanólogo brasileiro. Tinha uma dimensão histórica e política sobre nossas relações com a África, e dava a importância que ela sempre teve, mas nunca foi devidamente enaltecida como ele fez em seus livros. Ganhou o Prêmio Camões, o maior prêmio da língua portuguesa por esta especificação da importância da África no desenvolvimento brasileiro. Era um grande poeta, grande intelectual, grande diplomata. Internamente, nós, da ABL, perdemos uma de nossas bússolas. Alberto dava a direção e a solução correta quando tínhamos dúvidas. É uma perda que tem consequências graves para a ABL, para a cultura brasileira e para o Brasil como um todo”, afirmou o jornalista.

João Almino também lamentou a morte do amigo. “Uma inestimável perda para a ABL e o Brasil do grande homem que foi Alberto Costa e Silva, como diplomata e como intelectual, historiador e africanista, reconhecido dentro e fora do Brasil, com uma obra sólida na ficção, na poesia e no ensaio. Presença marcante nas reuniões da ABL enquanto sua saúde permitiu, sempre guardaremos as melhores recordações de sua vasta cultura e de seu humor”, disse.

O acadêmico Arnaldo Niskier destacou a atuação impecável de Alberto Costa e Silva na ABL. “Sua presidência na Casa de Machado de Assis foi simplesmente histórica! Estivemos com ele ao lado de sua querida Vera na Embaixada do Brasil guardando até hoje esses momentos felizes. Como historiador e africanista, deixou um excelente trabalho. Sentiremos muito a sua falta.”

A escritora Ana Maria Machado disse que, apesar de saber que o colega vinha enfrentando problemas graves de saúde e se apagando aos poucos, a morte do amigo representa para ela uma tristeza imensa. “Eu gostava imensamente dele, foi um privilégio ter convivido de perto com Alberto durante anos, um dos responsáveis diretos por minha entrada para a ABL.”

Segundo a acadêmica, além do historiador e africanólogo “incomparável e exemplar”, a quem o mundo tanto deve, e o Brasil nunca louvará suficientemente, Alberto Costa e Silva foi bom poeta e excelente memorialista. “Capaz de abrir mão de vaidades individuais em seus escritos e evocar com acuidade e precisão ambientes, costumes e pessoas do passado, personalidades importantes com quem conviveu, detalhes preciosos dos bastidores do poder.”

Para Cacá Diegues, o colega foi um irrepreensível membro da academia. “Sua morte deixa um imenso vazio no espírito da ABL, é uma ausência grave entre nossos especialistas: ninguém no Brasil possui o conhecimento da África como ele o possuía, ninguém sabia mais sobre a história e a economia daquele continente, ninguém era tão íntimo da cultura popular africana como ele. Vamos levar muitos anos, quem sabe, décadas, para formar um outro especialista em África como Alberto Costa e Silva! O luto da ABL é total e irreparável. E o do Brasil também”, completou.

Itamaraty

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou, com grande pesar, o falecimento do embaixador Alberto Costa e Silva. “Como diplomata, ocupou relevantes funções em Brasília, entre elas a de chefe do Departamento Cultural (1983-1984), a de subsecretário geral de Administração (1984-86) e a de Inspetor do Serviço Exterior (1995-98). Ao longo de uma carreira destacada, no exterior, serviu inicialmente nas embaixadas em Lisboa, Washington, Caracas, Madri e Roma, antes de ser embaixador na Nigéria (1979-83) e cumulativamente em Cotonu, Benin (1981-1983), em Portugal (1986-90), na Colômbia (1990-93) e no Paraguai (1993-95). Sua valiosa e extensa contribuição diplomática o tornou um dos artífices da política externa brasileira para a África”, diz o texto.

De acordo com o ministério, Alberto Costa e Silva deixa sete netos, uma bisneta recém-nascida e três filhos, todos vinculados ao Itamaraty: a embaixatriz Elza Maria e os embaixadores Antônio Francisco e Pedro Miguel. “O Ministério das Relações Exteriores expressa à família, aos amigos e aos discípulos do embaixador Alberto da Costa e Silva as mais sentidas condolências”, conclui a nota.




Fonte: Agência Brasil

Orquestra de viola caipira promove encontro de gerações em show gratuito do Projeto Cidadescola, no Centro Cultural Matarazzo




Apresentação tem início às 19h desta segunda-feira (27), no Teatro Paulo Roberto Lisbôa, na Vila Marcondes, em Presidente Prudente (SP). Orquestra de viola caipira promove encontro de gerações em show gratuito do Projeto Cidadescola, no Centro Cultural Matarazzo
Arquivo/g1
Protagonizada por 40 crianças do Projeto Cidadescola, uma orquestra de viola caipira agita o Teatro Paulo Roberto Lisbôa, no Centro Cultural Matarazzo, em Presidente Prudente (SP), nesta segunda-feira (27), a partir das 19h.
Com entrada gratuita, a apresentação “Estação Caipira: Orquestra de Viola pela cidade” marca o fim de uma oficina de música caipira, ministrada pelo professor e regente Anselmo Ferreira.
A oficina trouxe aos alunos ritmos como toada, cururu, guarânia, repertório caipira, trabalhos com percepção lúdica, divisão de ritmos, histórias e grandes nomes de cantores caipiras na música, por meio de diversas atividades.
Na apresentação desta segunda-feira, a orquestra promove um encontro de gerações, com crianças e músicos experientes unidos em um só ritmo, reunião que enriquece o mundo da música e contribui para o desenvolvimento pessoal e social dos participantes.
O evento é realizado pela Secretaria de Cultura (Secult), com apoio da Secretaria de Economia e Indústrias Criativas do Governo do Estado de São Paulo e da Associação Paulista dos Amigos da Arte (Apaa).
Serviço 🎵
O Centro Cultural Matarazzo está localizado na Rua Quintino Bocaiúva, nº 749, na Vila Marcondes, em Presidente Prudente.

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Fonte: G1

Museu das Favelas comemora primeiro ano de existência com festival


O Museu das Favelas comemora neste domingo (26), com um festival, seu primeiro ano de existência. O evento, que vai até as 18h, aproveita para lembrar os 50 anos do hip hop, considerado um dos mais importantes movimentos das periferias. O festival está sendo realizado no Palácio dos Campos Elíseos, como forma de mostrar a entrada das favelas pela porta da frente nas memórias, pautas, produções, exposições, atividades, nos espaços de decisão e de gestão.

“Acreditamos que novos caminhos para a mudança precisam passar pelas favelas. E, assim, nada melhor do que celebrar este momento potencializando e reverenciando movimentos e manifestações culturais que se tornaram base sólida no processo de resistência e transformação social nesses territórios”, diz a organização do evento.

A cultura hip hop surgiu com uma festa organizada pelos irmãos Cindy Campbell e seu irmão, o DJj Kool Herc, que uniram, pela primeira vez, no bairro nova-iorquino do Bronx, o rap, o break, o graffiti e o DJ. O encontro foi batizado pelo DJ Afrika Bambaataa, que fundou a Universal Zulu Nation. Em São Paulo, a cultura ganhou força enquanto expressão de resistência na década de 80, tendo a estação de Metrô São Bento como importante local de encontro, uma ocupação que não era “bem-vinda”.

Programação

No período da manhã, houve a Batalha de B-Boys e B-Girls, uma competição de dança breaking entre dois grupos, apresentando acrobacias e coreografias. O som ficou por conta dos DJs Ninja, Rooneyoyo, Zulu, Rock Master. Também de manhã, a Live Paint Graffiti teve a participação de Patricia Rizka, Amanda Pankill e Dina Inuma, grafiteiras integrantes da Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop.

A Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop foi criada em 2010 por mulheres de oito estados brasileiros. Atualmente as representações estão em 23 estados. As líderes do movimento buscam o reconhecimento da cultura hip hop pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Às 14h, começa a competição de spoken word, de poesias faladas. Nessa disputa, os participantes terão 3 minutos para apresentar suas poesias. O júri é popular.

Às 16, a DMC Brasil faz a discotecagem de encerramento para celebrar a cultura de DJ, festas, bailes e discos de vinil.




Fonte: Agência Brasil

Estudo detecta bactéria da leptospirose em golfinhos e lobos-marinhos


Dois estudos realizados por cientistas de diferentes centros de pesquisa brasileiros constataram, pela primeira vez, a presença da bactéria Leptospira sp. em golfinhos e lobos-marinhos na costa do país. O microorganismo é o patógeno causador da leptospirose, doença que matou mais de 2,8 mil pessoas no Brasil nos últimos dez anos. 

As pesquisas analisaram o DNA dos rins de mamíferos marinhos encontrados mortos. No estudo realizado com 142 golfinhos, os cientistas encontraram a bactéria em 21 indivíduos de cinco espécies: Stenella clymene, Sotalia guianensis, Pontoporia blainvillei, Steno bredanensis e Tursiops truncatus.

Os pesquisadores constataram que a prevalência da bactéria nas espécies costeiras (25%, ou seja, 17 em 68 indivíduos estudados) é maior do que nas oceânicas, ou seja, aquelas que vivem mais afastadas do litoral (7,5%, ou quatro em 53 indivíduos).

A espécie com mais casos positivos para a bactéria foi o boto-cinza (Sotalia guianensis), encontrado em vários pontos das costas caribenha e brasileira, como a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. O patógeno foi detectado em dez dos 21 indivíduos pesquisados (47,6%).

Entre os golfinhos-do-Rio-da-Prata (Pontoporia blainvillei), encontrado entre a Argentina e o Sudeste do Brasil), a prevalência chegou a 33,4%, ou sete dos 21 animais estudados.

Essa foi a primeira vez que a bactéria foi detectada nessas duas espécies costeiras e também no golfinho-Clímene (Stenella clymene), uma espécie oceânica.

A fonte da contaminação é desconhecida e demanda novos estudos para ser confirmada, mas acredita-se que os animais sejam infectados por efluentes contaminados com urina de rato em áreas litorâneas próximas a grandes cidades, áreas portuárias e locais com saneamento básico precário.

Já entre os 47 lobos-marinhos de das espécies Arctocephalus australis e A. tropicalis foi encontrada a Leptospira sp em 15 indivíduos O patógeno foi mais comumente encontrado em indivíduos que habitam áreas com maior população humana.

Os pesquisadores consideram ser necessário continuar os estudos para entender o impacto que a Leptospira sp. tem no organismo dos animais marinhos brasileiros. Nos Estados Unidos, onde se estuda a relação do patógeno com leões-marinhos há mais de 50 anos, constatou-se que a leptospirose pode causar inflamação aguda nos rins dos animais, levando-os a encalhar com dores, desidratação, magreza e podendo ocasionar mortes.

“Ainda não foram encontradas evidências de lesões renais nos animais estudados [no Brasil], pois é necessário continuar avaliando outros parâmetros para confirmar se há manifestação clínica da doença em animais marinhos no Brasil”, afirma Felipe Torres, pesquisador da Universidade Federal Fluminense (UFF).




Fonte: Agência Brasil

Em menos de 24h, três homens são presos em flagrante por tentarem enforcar as esposas e agredi-las, em Presidente Prudente



Em menos de 24h, três homens, de 30, 36 e 49 anos, foram presos em flagrante por violência doméstica ao tentarem enforcar as esposas. As ocorrências foram registradas em diversos bairros de Presidente Prudente (SP).
‘Convivência’
No Jardim Brasil Novo, na tarde deste sábado (25), a Polícia Militar foi acionada devido a um “desentendimento familiar” e apurou que o marido teria se apropriado de um cartão da esposa, quitado algumas dívidas e ficado com R$ 500 que haviam sobrado, segundo a vítima, motivo pelo qual a discussão entre o casal teve início.
O rapaz, então, teria ameaçado a esposa de morte com uma faca, além de tê-la xingado e apertado o seu pescoço, causando-lhe um arranhão.
Após uma pesquisa, os policiais constataram que a vítima possuía uma medida protetiva de urgência contra o rapaz, que não permitia a aproximação entre ambos. Questionado, o casal disse que havia voltado a conviver no exato dia em que o homem saiu da cadeia, após ter sido preso por violência doméstica.
A todo momento, a esposa dizia que “só queria seu dinheiro de volta e que não queria ver o companheiro preso ou processado por nada”, conforme a Polícia Militar.
Já na delegacia, ao ser interrogado, o rapaz permaneceu em silêncio.
Durante a análise do médico legista, foi constatada “uma pequena lesão na vítima”, que desejou manter a medida protetiva de urgência. O laudo médico foi anexado junto aos autos.
Depois de analisar os fatos e as provas apresentados, o delegado ratificou a voz de prisão do rapaz, que foi indiciado, também, por descumprimento de medida protetiva, injúria e ameaça.
Não foi arbitrada fiança ao suspeito, que permaneceu preso à disposição da Justiça.
‘Apenas uma discussão’
Na noite deste mesmo dia, a Polícia Militar foi acionada por vizinhos de um casal, que denunciaram o crime de violência doméstica no Jardim Iguaçu.
Aos policiais, a vítima relatou que seu companheiro havia tomado cerveja a tarde toda e, durante uma discussão, teria sido xingada, agredida com socos na cabeça e no rosto e enforcada pelo homem.
Em seguida, ele teria saído com a filha do casal, de apenas seis meses.
Quando os policiais ainda colhiam os dados da vítima, o suspeito chegou ao local e, questionado sobre o que havia acontecido, negou ter xingado e agredido a esposa, relatando que “só teria ocorrido uma discussão de casal”.
Sobre a criança, o rapaz disse que havia deixado com um vizinho de sua irmã, pois “ela não estava em casa”.
Diante dos relatos da mulher, o homem foi preso. Em dado momento, já na viatura policial, ele passou a ficar alterado, ocasião em que um dos agentes abriu a porta do compartimento onde o preso estava para algemá-lo.
Assim que abriu, o rapaz deu um chute no policial e tentou sair do compartimento. Na tentativa de barrar a resistência do preso e evitar eventual fuga, o policial deu um soco no rosto dele, segundo a Polícia Militar.
Depois de algemá-lo, foram para a delegacia e, na sequência, à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Guanabara, onde o preso passou por consulta médica e foi medicado.
Enquanto aguardavam o atendimento, o rapaz teria ameaçado o policial que lhe deu o soco, dizendo: “você, seu cabo, irá amanhecer com a boca cheia de formiga, pois você prendeu o cara errado e irá pagar por isso”.
No depoimento, a vítima disse que não pretendia ver o rapaz preso ou processado. Orientada quanto aos direitos instituídos pela Lei Maria da Penha, dentre eles, o afastamento do homem, ela não requereu, “pois não se sentia ameaçada”.
O suspeito foi ouvido e negou as agressões, os xingamentos, a resistência e as ameaças contra o policial, no entanto, acabou indiciado por esses crimes.
Diante das penas impostas aos delitos e da condição financeira do rapaz, foi arbitrada uma fiança no valor de R$ 1,5 mil, a qual não foi apresentada, razão pela qual o mesmo permaneceu preso à disposição da Justiça.
‘Pedido de socorro’
O último caso registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil, em Presidente Prudente, ocorreu na madrugada deste domingo (26), no Conjunto Habitacional Ana Jacinta.
Nele, a Polícia Militar também foi acionada por uma moradora vizinha ao casal, que relatou à corporação a agressão do marido contra a mulher após a vítima ter pedido socorro.
Somente com a chegada de outra filha, que autorizou o arrombamento do cadeado da residência, é que a Polícia Militar conseguiu adentrar o local. Neste momento, o suspeito abriu a porta da sala e a atendeu.
A vítima, que estava no quarto, foi chamada e relatou que o marido havia chegado em casa alterado e lhe dado socos na cabeça, além de ter apertado o seu pescoço. Ela teria pedido socorro para uma vizinha, que acionou o 190.
A mulher apresentava lesões compatíveis com o relato, de acordo com os agentes.
O homem foi questionado e, em princípio, negou os fatos, alegando que apenas estava dormindo com a esposa. Após ser confrontado com a versão da mulher, disse que “somente tinha ocorrido uma discussão de casal”.
Ele, então, foi preso em flagrante e conduzido à delegacia.
Na ocasião, a vítima se mostrou temerosa com sua integridade física e passou a dizer que não queria registrar nada contra o marido, nem mesmo dar sua versão dos fatos, tendo, inclusive, se recusado a assinar a versão dada anteriormente, tudos isso “por medo de que acontecesse algo contra ela”, de acordo com a Polícia Militar.
Interrogado, o homem permaneceu em silêncio.
Após analisar os fatos e as provas apresentados, o delegado ratificou a prisão do suspeito e determinou seu indiciamento, também, pelo crime de descumprimento de medida protetiva de urgência. Um laudo do médico legista, atestando as lesões corporais na vítima, foi anexado nos autos.
Não foi arbitrada fiança e o investigado permaneceu preso à disposição da Justiça.

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Fonte: G1