Canadense e antropóloga denunciam agressão em área de conflito em MS


O jornalista canadense Renaud Philippe, 39 anos, e sua esposa, a antropóloga brasileira Ana Carolina Mira Porto, 38, afirmam ter sido agredidos por um grupo de homens encapuzados e armados enquanto trabalhavam no sudoeste do Mato Grosso do Sul, documentando o conflito fundiário que envolve comunidades indígenas e produtores rurais.

Segundo o casal, a agressão ocorreu em Iguatemi (MS), na tarde da última quarta-feira (22). Philippe e Ana participavam de uma assembleia do povo guarani kaiowá, a Aty Guasu, em uma área reivindicada como território tradicional indígena na cidade de Caarapó, município a cerca de 140 quilômetros de Iguatemi.

A Agência Brasil teve acesso ao boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Amambai. De acordo com a antropóloga, ela e o marido decidiram deixar o evento indígena e ir até uma aldeia de Iguatemi onde pretendiam filmar. O casal estava acompanhado por um morador da comunidade, identificado como Joel, e pelo engenheiro florestal Renato Farac Galata, 41 anos, que Ana e Philippe conheceram na assembleia indígena.

Após deixar Joel na aldeia, Ana, Philippe e Galata decidiram ir até a área urbana de Iguatemi para comer algo antes de começarem as filmagens. No caminho, encontraram uma equipe do Departamento de Operações de Fronteira, da Polícia Militar (PM), que os abordou. Em depoimento, Galata mencionou que os policiais disseram que estavam apenas patrulhando a região, sem mencionar nada que preocupasse o trio.

Ainda em seus depoimentos, Ana Carolina, Philippe e Galata contaram que, quando retornavam à aldeia, se depararam com uma barreira de carros bloqueando a estrada. Segundo Ana, havia dezenas de homens junto aos veículos, muitos deles encapuzados e exibindo armas. A antropóloga lembrou que um dos homens se aproximou do carro do trio e os alertou para que deixassem o local, pois ali “ficaria perigoso”.

Impedidos de prosseguir, Ana, Philippe e Galata deram meia-volta. Segundo a versão do jornalista canadense, parte dos desconhecidos os seguiram e, ao alcançá-los, os fizeram descer do carro e se deitar no chão. Philippe contou que alertou os homens mascarados que era jornalista e que estava na região a trabalho, o que não evitou que ele e os demais passassem a ser agredidos.

Philippe diz ter recebido vários chutes nas costas e costelas. Ele também afirma que um dos agressores cortou um pedaço de seu cabelo com uma faca, ameaçando fazer o mesmo com Ana. De acordo com o trio, enquanto parte dos homens mascarados os agrediam, outros vasculhavam seus pertences pessoais.

No boletim de ocorrência, por roubo, consta que foram levados os passaportes de Ana e Philippe, além de cartões bancários, um crachá de identificação de jornalista internacional, duas câmeras e lentes fotográficas, baterias, dois celulares, uma bolsa e outros objetos.

Ana, Philippe e Galata afirmam ter sido ameaçados de morte caso não deixassem a região no mesmo dia. Libertados, os três encontraram uma equipe do Núcleo de Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas, da Defensoria Pública estadual, que realizava uma inspeção próxima ao local onde o trio afirma ter sido agredido.

Conflitos

Para entidades indígenas, a agressão se insere no contexto de violência contra as comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul, estado marcado pela disputa por terras entre indígenas e produtores rurais.

Segundo a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e lideranças reunidas na Aty Guasu, no mesmo dia (22), dois indígenas foram sequestrados por desconhecidos, também na cidade de Iguatemi.

Moradores da Terra Indígena Pyelito Kue, localizada em uma área já identificada como território tradicional indígena e que os guarani kaiowá tentam ampliar, os dois indígenas foram encontrados horas depois, feridos. A Apib afirmou que, por segurança, não divulgará os nomes e outros detalhes que permitam a identificação deles.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Phillipe conta que, ao deixar a Aty Guasu para ir à aldeia em Iguatemi, o trio tinha ouvido que dois guarani kaiowá haviam sido sequestrados naquele mesmo dia. “Estávamos indo para uma nova retomada depois de ouvir que algumas pessoas foram sequestradas […] O que aconteceu foi que umas 30 pessoas, a maioria [usando] algo na cabeça, vieram até nós, com caminhonetes e armas e simplesmente bateram em nós. E levaram tudo. Minha câmara, passaportes, celulares, tudo”, disse o jornalista canadense.

“Vimos a raiva de uma maneira que nunca tínhamos visto antes”, acrescentou a antropóloga, assegurando que um homem, “tremendo de raiva”, colocou uma faca junto a seu rosto. “E enquanto estávamos apanhando, a Polícia Militar passou e eu fiz assim [um gesto com as mãos juntas] para eles, [como que pedindo] “por favor, façam alguma coisa, mas não fizeram nada”.

Em nota, a Defensoria Pública do Mato Grosso do Sul confirmou que está acompanhando o caso dos profissionais “agredidos em uma área de retomada” de terras. Já a Defensoria Pública da União (DPU) informou que uma defensora federal também esteve com as vítimas e relatou que Ana, Philippe e Galata sofreram várias lesões e estavam bastante assustados.

Poucas horas antes, a DPU tinha encaminhado um ofício para a Delegacia de Amambai, pedindo que fossem investigadas as denúncias de que “seguranças privados estariam efetuando disparos com armas de fogo” próximo à ocupação indígena.

Ainda segundo a DPU, embora Ana, Philippe e Galata tenham registrado o boletim na delegacia, a Polícia Civil deixou a investigação a cargo da Polícia Federal (PF), já que “o fato ocorreu em um contexto de disputa de terras envolvendo comunidades indígenas da região de Iguatemi e em razão deste conflito”.

A PF confirmou que está investigando as denúncias e afirmou que já realizou “diligências nas localidades próximas à aldeia” para onde as vítimas se dirigiam quando foram atacadas.

Já a Polícia Militar confirmou que uma equipe chegou a abordar Ana, Philippe e Galata antes destes serem agredidos, mas não recebeu nenhum pedido de apoio na região de Iguatemi. Quanto à acusação de que militares teriam presenciado o trio ser agredido sem nada fazer, a corporação destacou que, no boletim de ocorrência, nenhuma das vítimas mencionou este fato.

Consultada pela reportagem, a embaixada do Canadá disse que foi informada de que um cidadão canadense foi agredido no Mato Grosso do Sul. “Funcionários consulares no Brasil estão em contato com os indivíduos e prestam assistência consular. Devido a considerações de privacidade, nenhuma informação adicional pode ser fornecida.”




Fonte: Agência Brasil

População negra é minoria no Ministério Público brasileiro, diz estudo


Responsável perante o poder Judiciário, pela defesa dos interesses da sociedade, o Ministério Público brasileiro não reflete a população brasileira na composição. Enquanto no Brasil, 56,1% de pessoas se autodenominam pretas e pardas, dentro do Ministério Público, apenas 6,5% são mulheres negras e 13,2% são homens negros, do total de membros que ingressaram nos últimos cinco anos.  

Os dados são da pesquisa Perfil Étnico-Racial do Ministério Público brasileiro e acompanhamento de ações afirmativas do CNMP, realizada pelo Conselho Nacional do Ministério Público, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O estudo foi apresentado nesta quinta-feira (23), durante o evento MPDFT Livre de Racismo, promovido pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), em referência ao Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro.

Pesquisa Étnico-Racial

Mesmo sem alcançar a composição negra majoritária ou, pelo menos, o equilíbrio da representatividade negra, o levantamento aponta para um cenário de melhoria neste quesito em todos os ramos do Ministério Público.

Quando comparados membros e servidores com mais de 20 anos de serviço público e aqueles que têm até cinco anos a contar da posse, foi verificado o aumento superior a 40% na taxa de participação de pessoas negras, nas unidades da instituição, passando de 28,8% de participação de negros, entre os que têm mais de 20 anos de Ministério Público, para 38,1% entre os que ingressaram mais recentemente.

Em 2017, o Conselho Nacional do Ministério Público publicou a Resolução CNMP 170  com o objetivo de aumentar essa representatividade, partindo da reserva para pessoas negras de, no mínimo, 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos do CNMP e do Ministério Público, assim como o ingresso na carreira de membros dos órgãos. Mesmo assim, os percentuais ainda estão desproporcionais.

A promotora de Justiça do MPDFT e coordenadora dos Núcleos de Direitos Humanos (NDH)/ Núcleo de Enfrentamento à Discriminação (NED), Polyanna Silvares de Moraes Dias, confirma que é importante a diversidade racial nas instituições públicas. A promotora destacou que a instituição tem entre os objetivos a implementação de políticas internas que coíbam desigualdades e injustiças, além de tentar tornar o MPDFT um local livre de discriminações.

“A constatação científica sobre a disparidade entre o quantitativo da população negra em nosso país e o de mulheres e homens negros em locais de poder, notadamente como membros do Ministério Público brasileiro, aponta a urgência em debatermos e efetivarmos medidas que fortaleçam a inclusão, bem como que concretizem uma cultura de equidade racial dentro das instituições”, observou Polyanna Dias

A pesquisa traz outras informações sobre o processo de seleção de estagiários; a inclusão do tema da promoção da igualdade racial nas atividades de formação inicial e continuada de membros e servidores; e a criação e a atuação de instâncias especializadas na promoção da igualdade étnico-racial em todas as unidades e ramos do Ministério Público.

O levantamento de dados para a pesquisa ocorreu entre outubro de 2022 e abril deste ano e envolveu as 26 unidades do Ministério Público nos estados e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), além do Ministério Público Federal (MPF), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério Público Militar (MPM).

O Perfil Étnico-Racial do Ministério Público incluiu dados de membros, servidores e estagiários das instituições. Ao todo, foram recebidas informações de 83.992 pessoas.

 MPDFT livre de Racismo

Nesta quinta-feira também, para o evento MPDFT livre de Racismo, foi convidada a doutora em Estudos Feministas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e consultora em políticas públicas na área de gênero e raça, Carla Akotirene. Por mais de duas horas, as pessoas presentes debateram o combate ao racismo institucional, sobretudo, nas unidades do ministério público.

Carla Akotirene entende que as audiências de custódia são verdadeiras salas que reproduzem a cena colonial de condenar a população negra. Ela denuncia também a prática criminosa de flagrante delito forjado por autoridades policiais. A consultora avalia como positiva a discussão fomentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

“Quando a promotoria se compromete a entender o funcionamento do racismo, a gente passa a ter mais confiança no combate ao encarceramento em massa”, avalia a pesquisadora baiana, Carla Akotirene.

A promotora de Justiça do MPDFT Polyanna Silvares de Moraes Dias destaca a necessidade de se engajar e, igualmente, levar os servidores a refletirem sobre o funcionamento do racismo na sociedade e torná-lo apto a reconhecer, criticar e combater atitudes racistas em seu cotidiano. “Nesta questão, a gente teve essa oportunidade de vivenciar essas experiências, de enriquecer o nosso repertório. Eu tenho um desafio interno e também tento levar para a nossa instituição a necessidade de letramento racial. Esse é o propósito do nosso encontro. Quando a gente vê uma sociedade, em que as pessoas negras são 54, 56% da população, mas as encarceradas são 70%, a gente tem que duvidar e questionar isso.”

Promotora e coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos do MPDFT, Liz Elainne de Silvério e Oliveira Mendes enfatiza que é preciso rever o papel do promotor punitivista e acusatório, em respeito aos direitos humanos. “Hoje, queremos trazer essa nova visão de direito penal que envolve, sim, responsabilização, mas de uma forma mais negociada. Acima de tudo, valorizando a pessoa que foi vitimada, buscando reparações e, nem tanto, a punição com a privação da liberdade. Um olhar de segurança pública também voltado para a qualidade de vida e o respeito dos direitos humanos.”

Promoção de direitos

Na plateia do evento, a analista de serviço social do MPDFT, Carolina Varjão, aprovou a discussão promovida sobre racismo institucional. “Começamos a pensar em como é que a gente pode promover direitos dessa população negra, na nossa sociedade brasileira, que desde sempre foi marcada pelo sofrimento imposto pelo ocidente, pela Europa, à população africana que está aqui no Brasil em diáspora.”. Ela analista diz esperar que as discussões despertem a reflexão de servidores sobre discriminação. “Espero que tenha despertado também nos servidores e promotores brancos, para que sejam aliados de alguma forma, para que tenham essa crítica a respeito do seu privilégio de pessoa branca e que possam construir um ministério público com promotorias que garantam direitos”;.

A psicóloga Cíntia Ciaralo veio exercer o ativismo negro, pois acha que é preciso mudar. “O sistema de justiça é extremamente embranquecido. A gente vê pelos atores. Talvez, seja uma pauta que precise de maior visibilidade. Quando a doutora Cátia Akotirene chama uma audiência de custódia de cena colonial, eu acho isso fantástico, porque haveria uma reprodução de uma memória que vai se estabelecendo nos próprios mecanismos da justiça”,

No mês da Consciência Negra, a agente fiscal no Conselho Regional de Serviços Social, Ana Gabriela Pereira, diz acreditar que os espaços de discussão e formação, como o promovido na sede do ministério público, são essenciais para a mudança de mentalidade e posicionamentos. “Os usuários dos nossos serviços são pessoas negras. Nós, assistentes sociais, lutamos por direitos para uma sociedade mais justa e isso inclui a gente estar nesses espaços de debate sobre o racismo. Sou à favor da luta antirracista e, por isso, ocupamos esses espaços. O debate sob a perspectiva da interseccionalidade, sobre o espaço da mulher negra dentro da sociedade e a discussão sobre as violações as quais ela sofre, são muito importantes para a gente.”




Fonte: Agência Brasil

Após três anos de luta, gêmeas siamesas separadas em cirurgia de 25h voltam com família para casa, em Piquerobi: 'Muita gratidão'




Allana e Mariah, de dois anos, nasceram unidas pela cabeça. Elas retornam para a cidade natal dos pais, no interior paulista, neste sábado (25), e farão o tratamento em Santo Anastácio (SP). Allana e Mariah voltam com os pais para Piquerobi (SP), no interior de SP, neste sábado (25)
Acervo pessoal
O trajeto de volta para casa é sempre embalado por lembranças, dos momentos felizes compartilhados entre família às brincadeiras com os amigos. Mas, voltar para casa com a certeza de que essas memórias ainda serão construídas pelos filhos, é melhor ainda, e é isso o que os Cestari, de Piquerobi (SP), estão prestes a viver.
Após mais de três anos vivendo uma rotina completamente diferente daquela a qual estavam acostumados, Talita Ventura Cestari e Vinicius dos Santos Cestari, poderão, finalmente, retomar sua vida na cidadezinha de apenas 3.264 habitantes, distribuídos em 482.506 km², no extremo oeste do Estado de São Paulo.
Eles são pais das gêmeas siamesas Allana e Mariah, que nasceram unidas pela cabeça. Antes mesmo do parto, as meninas já eram assistidas por uma equipe multidisciplinar do Hospital das Clínicas (HC), ligado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto (SP).
O caso, extremamente raro, possui um registro a cada 2,5 milhões de nascimentos.
“Eu soube com 10 semanas de gravidez e, para nós, foi um período muito difícil devido ao pouco conhecimento que tínhamos. Havia poucos médicos na nossa região que sabiam lidar com isso. Inclusive, a primeira orientação que recebi foi para interromper a gestação”, relembrou ao g1 a mãe.
Mesmo ouvindo respostas que não agradavam, o casal não desistiu de lutar pela vida das filhas. Inicialmente, o acompanhamento foi realizado no Hospital Regional (HR), em Presidente Prudente (SP). Em seguida, os pais largaram tudo na cidade natal e percorreram quase 500 quilômetros em busca de apoio no hospital ribeirão-pretense, referência nesse tipo de tratamento.
E foi lá que eles ouviram, pela primeira vez, o choro das irmãs anunciando sua chegada ao mundo, em 9 de dezembro de 2020.
As gêmeas Allana e Mariah são acompanhadas no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, SP
Divulgação HC Ribeirão
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Fé ✨
Desde o parto, as gêmeas foram submetidas a incontáveis processos cirúrgicos, como traqueostomias, neurocirurgias e plásticas reparadoras, além de exames clínicos, laboratoriais e de imagem, tudo com a mais alta tecnologia, na tentativa de separar as meninas e proporcioná-las uma melhor qualidade de vida.
Ao todo, foram quatro cirurgias até as cabeças de Allana e Mariah se separarem completamente. A cada ida ao centro cirúrgico, o coração dos pais ficava um pouquinho mais apertado, no entanto, sua devoção a Nossa Senhora Aparecida e a confiança que possuíam na equipe médica faziam com que tudo ficasse calmo.
“Nós sempre fomos pessoas de muita fé. Sempre entregamos tudo nas mãos de Deus. A cada cirurgia, eu ficava com medo, mas a equipe passava uma segurança muito grande, então eu sabia que estava e ia ficar tudo bem”, ressaltou ao g1 a professora.
A mãe sabia que não seria fácil, pois as filhas teriam de passar por uma bateria de exames antes e durante o tratamento, porém, nunca perdeu a fé.
Allana e Mariah voltam com os pais para Piquerobi (SP), no interior, neste sábado (25)
Acervo pessoal
Recomeço 💖
Vinte e cinco horas. Cinquenta profissionais. Duas vidas.
A cirurgia final de separação das gêmeas craniópagas teve início no dia 19 de agosto e terminou por volta das 8h do dia seguinte.
No centro cirúrgico, médicos, enfermeiros, instrumentadores e equipes de apoio protagonizaram uma técnica inédita: a utilização de células-tronco retiradas da bacia para a reconstrução dos crânios das irmãs, após quatro meses guardadas em um tanque de nitrogênio líquido, a uma temperatura de -196 graus.
Esse, sem dúvidas, foi um dia que marcou para sempre a história dos pais e de toda a família de Allana e Mariah.
“Cada vez que entregávamos elas para uma cirurgia, elas iam e voltavam na mesma maca. Nesse dia foi diferente. Ver elas saírem, cada uma em uma maca, separadas, foi marcante”, revelou a mãe, emocionada.
O desenvolvimento das irmãs depois do último procedimento foi algo que surpreendeu os médicos. Já se comunicando, as gêmeas deixaram o hospital ribeirão-pretano após 52 dias da cirurgia final.
Allana e Mariah voltam com os pais para Piquerobi (SP), no interior, neste sábado (25)
Acervo pessoal
A volta pra casa 🚗
Os Cestari saem de Ribeirão Preto na manhã deste sábado (26) e devem chegar ao interior paulista ainda pela tarde, por volta das 15h. Lá, serão recebidos pelos moradores da cidade, que preparam uma celebração de boas-vindas.
Na ocasião, um ato de acolhida será feito pelo padre Altino Brambilla junto à comunidade. Logo após, a família irá percorrer as ruas da cidade sob a escolta da Polícia Militar e da Ambulância Municipal. A imagem de Nossa Senhora Aparecida acompanhará todo o percurso, seguida por um grupo de corrida e uma carreata. O trajeto será encerrado na Praça da Matriz, onde a família receberá uma benção.
“Meu sentimento é de muita gratidão por nossas filhas estarem indo embora com a gente, em nossos braços, com muita saúde, graças a Deus. Serei sempre grato por tudo o que fizeram pela gente não só em nossa região, mas também no Hospital das Clínicas, em Ribeirão Preto”, confessou ao g1 o pai .
Allana e Mariah voltam com os pais para Piquerobi (SP), no interior, neste sábado (25)
Acervo pessoal
Para a família, que visitava os parentes e amigos somente em datas comemorativas, entre os diversos tratamentos médicos, ser recepcionada dessa forma e fazer morada novamente em Piquerobi significa muito.
“É uma realização, nós estamos muito felizes em poder voltar para casa com a Allana e Mariah junto da gente. Nós pedimos muito a Deus para que Ele nos concedesse essa volta, então é muita felicidade, é gratidão, é uma mistura muito grande de sentimentos”, afirmou a mãe.
A partir de agora, um novo ciclo se inicia na vida das gêmeas Allana e Mariah, que darão continuidade ao tratamento na vizinha Santo Anastácio (SP). Elas devem voltar para Ribeirão Preto de tempos em tempos, para realização de exames e acompanhamento médico.
Agora separadas, elas continuam unidas na persistência da luta pela vida.

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Fonte: G1

Lei municipal cria programa de adoção de áreas públicas em Presidente Prudente




Poderão participar entidades, associações de moradores, pessoas físicas e jurídicas. Praça na Vila Cláudia Glória, em Presidente Prudente (SP)
Júlia Guimarães/g1
A Prefeitura de Presidente Prudente (SP) sancionou, nesta sexta-feira (24), uma lei que cria o Programa de Adoção de áreas públicas, visando a urbanização, manutenção e conservação desses espaços.
O programa, coordenado pelas secretarias municipais de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seplan) e de Mobilidade Urbana e Cooperação em Segurança Pública (Semob), objetiva promover a participação da sociedade no cuidado de locais como praças e parques públicos.
Ainda, segundo o Diário Oficial Eletrônico (DOE), promove a instalação e manutenção de melhores práticas de preservação do ambiente, além de implantar e expandir meios de acesso à internet e conscientizar a população.
Poderão participar do programa, entidades da sociedade civil, associações de moradores, pessoas físicas e pessoas jurídicas legalmente constituídas, exceto aquelas relacionadas a cigarros e bebidas alcóolicas.
Também poderão ser realizadas parcerias com a iniciativa privada para a execução e manutenção de melhorias urbanas, ambientais e paisagísticas em praças e áreas verdes municipais.
Os interessados deverão realizar um requerimento com uma proposta de manutenção e serviços, com seus respectivos valores, descrever as melhorias que serão implantadas por meio de cronogramas, croquis, plantas e projetos.
Para pessoas físicas, este pedido deverá ser instruído com:
cópia do documento de identidade (RG);
cópia da inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF);
cópia de comprovante de residência.
Já para pessoas jurídicas, o requerimento deve ser encaminhado com:
cópia do registro comercial, certidão simplificada expedida pela Junta Comercial do Estado, ato constitutivo e alterações subsequentes ou decreto de autorização para funcionamento;
cópia da inscrição do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ).
Fica a cargo do poder executivo constituir uma comissão para articular a implantação do programa, com representantes de diferentes secretarias, e avaliar as propostas e verificar o cumprimento dos requisitos.
No prazo de cinco dias úteis, a comissão expedirá um comunicado sobre a proposta de cooperação.
Praça na Vila Cláudia Glória, em Presidente Prudente (SP)
Júlia Guimarães/g1
Após a data da publicação, será aberto outro prazo, de igual período, para que outros eventuais proponentes possam manifestar seu interesse quanto ao mesmo objeto. Se houver mais de um interessado, será aprovado o pedido que melhor atender o interesse público.
Os termos de cooperação terão prazo de validade específico, contados a partir da data de assinatura, e não serão renovados automaticamente. Para isso, é necessário realizar um novo eventual pedido.
Encerrada a cooperação, as melhorias passarão a integrar o patrimônio municipal, sem direito a retenção ou indenização, devendo as placas serem retiradas pelo cooperante no prazo de 24 horas.
Praça na Vila Cláudia Glória, em Presidente Prudente (SP)
Júlia Guimarães/g1

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Fonte: G1

Gepac e Gepai lançam campanha para destinar Imposto de Renda a entidades que atendem crianças e idosos em Presidente Prudente | Presidente Prudente e Região


No evento, foi apresentado o balanço das últimas arrecadações, pelo delegado-adjunto Marcus Vinícius Pereira de Lacerda, que mostrou que, na cidade, foram explorados 10% da destinação do Imposto de Renda, enquanto o país, em sua totalidade, explora apenas 2,5%.




Fonte: G1

Funcionalismo público do estado de SP anuncia greve geral para terça


Trabalhadores de diversos setores do funcionalismo público do estado de São Paulo farão na próxima terça-feira (28) uma greve geral para protestar e se mobilizar contra os projetos de privatização de serviços públicos em andamento (Sabesp, Metrô, CPTM) liderados pelo governador Tarcísio de Freitas. Mais de 40 entidades estão unidas, incluindo Metrô, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), que fizeram uma paralisação no último dia 3 de outubro. 

“Essa união de todas as entidades é importante porque o governo do estado de São Paulo está acelerando projetos de privatização de vários serviços essenciais e não está ouvindo a voz da população. Uma das reivindicações desse movimento do dia 28 é que o governador faça um plebiscito oficial para saber se a população quer que privatize a Sabesp. Assim como tem que ouvir a população sobre a privatização do transporte. Desde o início de 2022 a população está vivendo um caos com as linhas [de metrô] privatizadas e ele não ouve a opinião da população”, diz a presidente do Sindicato dos Metroviários, Camila Lisboa.

O secretário de finanças do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Roberto Guido, destaca que as entidades entendem que as privatizações equivalem à destruição do Estado e é natural que diversos segmentos se mobilizem porque percebem o conjunto da pauta. A população sabe muito bem o que quer e o que não quer e por isso nós desafiamos o governo Tarcísio a fazer um plebiscito sobre o tema

“Nós tivemos um plebiscito popular a respeito da Sabesp, a própria situação da eletricidade no estado de São Paulo também mostrou para a população os problemas que a privatização traz. Portanto não há dentro da lógica do governo possibilidade da população compactuar com encarecimento de conta de água, falhas no abastecimento, as escolas públicas que já são precarizadas ficarem piores, sem contar o transporte todo dia no noticiário”.

Sabesp

Na mira do governo estadual, a Sabesp é a maior preocupação das entidades neste momento, principalmente depois de o projeto de lei que autoriza a desestatização da empresa ter recebido aval durante reunião conjunta de comissões da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), na quarta-feira (22), ficando disponível para a discussão em Plenário. Com 27 votos favoráveis, o relatório feito pelo deputado Barros Munhoz (PSDB) foi acatado pelos parlamentares.

A proposta deu entrada na Casa no dia 18 de outubro e, durante o período em que esteve em pauta, recebeu 173 emendas, que propõem acrescentar ou alterar dispositivos da matéria, e quatro substitutivos contrários à desestatização da companhia. Tudo foi analisado pelas comissões de Constituição, Justiça e Redação; Finanças, Orçamento e Planejamento; e Infraestrutura da Alesp.

A vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água e Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema). Helena Maria da Silva, destaca o risco corrido pela Sabesp, já que o mercado terá a sua disposição 15% a 30% das ações que o governo detém, que são 50% do total. “Isso muda a gestão da empresa radicalmente, porque a maioria das ações vai estar na mão da iniciativa privada. Isso traz como consequência precarização do serviço que será muito pior para a população e aumento de tarifa”.

A vice-presidente do Sintaema, lembrou que os trabalhadores também serão muito prejudicados, já que o modelo de privatização tradicional vem acompanhado de demissões de mão de obra própria para economizar com terceirização de empreiteiras. “A Sabesp já foi muito terceirizada e temos denunciado o não pagamento de FGTS, atraso de benefícios, exclusão de assistência médica. O salário é baixíssimo e não paga hora extra. Então eles preferem esse tipo de terceirização porque para ele vale a economia como lógica de mercado”.

A Agência Brasil entrou em contato com o governo do estado, mas não obteve um posicionamento até o fechamento da reportagem.




Fonte: Agência Brasil

Casal envolvido no assassinato de idosa é condenado a penas que somam mais de 40 anos de prisão em Presidente Prudente | Presidente Prudente e Região


O corpo da idosa, que estava desaparecida havia dois dias, foi encontrado na manhã do dia 21 de dezembro de 2021, dentro do porta-malas de seu próprio carro, em um imóvel na Vila Ocidental, em Presidente Prudente. A mulher, de 86 anos, havia sido vista com vida pela última vez no domingo (19). O desaparecimento foi registrado na Polícia Civil na noite da segunda-feira (20). No mesmo terreno, de propriedade da idosa, existiam três residências. Em uma delas, morava a idosa sozinha. As outras duas casas eram alugadas para inquilinos da proprietária.




Fonte: G1

“Tenho orgulho de ser negra”, diz porta-bandeira que denunciou racismo


A porta-bandeira e baluarte da escola de samba Portela, Vilma Nascimento, 85 anos, disse estar triste por ter sido acusada de furto na loja Duty Free Shop do Aeroporto de Brasília na última terça-feira (21). “Estou triste porque aconteceu um episódio comigo que eu nunca pensei em passar.”

A família de Vilma denunciou nesta quinta-feira (23) que ela foi vítima de racismo. O caso ocorreu quando ela voltava ao Rio de Janeiro, depois de receber uma homenagem na Câmara dos Deputados, como parte da celebração do Dia da Consciência Negra.

Vilma conta que ficou olhando os perfumes da loja enquanto sua filha Danielle fazia uma compra. “Eu não comprei nada. Passamos novamente em frente à loja e veio uma segurança e pediu para a gente entrar na loja para ser revistada a bolsa. Minha filha perguntou o porquê daquilo. A segurança não respondia nada. Abri a bolsa. Tinha um monte de freguês dentro da loja vendo eu tirar tudo da minha bolsa e a segurança olhando. Tirei, ela viu que não tinha nada, se comunicou com alguém e disse que não tinha nada na minha bolsa. Nem desculpa pediu”, lembra.

Vilma e Danielle pediram, sem sucesso, que a polícia fosse chamada. Tiveram que sair da loja correndo para pegar o voo para o Rio. “Hoje eu posso comprar os perfumes que eu quiser. Não preciso roubar. Quero agradecer todos os apoios que estou recebendo dos meus amigos, dos meus fãs. Sou negra, tenho orgulho se ter negra, meu avô era escravo e minha avó era índia”, diz a porta-bandeira, em vídeo enviado à TV Brasil.

Porta-bandeira da Portela, Vilma Nascimento, é obrigada a esvaziar a bolsa em aeroporto sob suspeita de furto. Imagem: TV Brasil

Porta-bandeira da Portela, Vilma Nascimento teve de esvaziar a bolsa em loja de aeroporto sob suspeita de furto – TV Brasil

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela publicou nota de solidariedade e condenou o ocorrido com Vilma Nascimento e a família.

“A luta por uma sociedade mais justa e humana passa pelo combate ao racismo. O G.R.E.S Portela repudia veementemente o preconceito sofrido por Vilma Nascimento, o Cisne da Passarela, no aeroporto de Brasília, em companhia de sua filha Danielle Nascimento”, destaca o texto, ao acrescentar que Vilma é um dos ícones da Portela e do carnaval.

“É uma sambista de destaque, que traz na pele a marca de nossa ancestralidade. O constrangimento, demonstrado nas imagens divulgadas, é sentido por todos que temos no samba parte importante de nossa identidade, e que enxergamos em Vilma uma de nossas grandes referências. Em nome dessa ancestralidade, que orgulhosamente compartilhamos e exaltamos, levantamos nossa voz pedindo para que o caso seja apurado pelas autoridades. Este é um dever do poder constituído não apenas para com os sambistas, mas para toda a população preta de nosso país, que não admite mais ser discriminada em lugares públicos”, completa a nota.

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, também se manifestou em defesa de Vilma e disse que está tomando providências para ampliar o combate ao racismo.

“São absurdas e inadmissíveis as acusações racistas feitas por funcionários de uma loja do aeroporto de Brasília a Vilma Nascimento, Baluarte da Portela e lenda viva da cultura negra brasileira. Entraremos em contato com a vítima para prestar nossa solidariedade e auxílio. O Ministério da Igualdade Racial está desenvolvendo um acordo de cooperação técnica com a Anac [Agência Nacional de Aviação Civil], a Polícia Federal e os Ministérios dos Direitos Humanos e Porto e Aeroportos para medidas eficazes de combate ao racismo, envolvendo capacitação, preparo e formação antirracistas para servidores e bolsas para ampliar a diversidade na aviação. Vamos tomar as providências cabíveis para que casos absurdos como esse não se repitam”, publicou Anielle nas redes sociais.

Aeroporto

A Inframerica, administradora do Aeroporto de Brasília, divulgou nota repudiando o episódio. A concessionária afirmou que a funcionária foi afastada. “A Inframerica repudia qualquer tipo de ação discriminatória, dentro ou fora do aeroporto. A empresa responsável pelo estabelecimento informou que já tomou as medidas cabíveis e afastou a funcionária”.

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Fonte: Agência Brasil

Em treinamento para o verão, militares do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo participam de travessia a nado do Rio Paraná | Presidente Prudente e Região


Segundo o capitão Cláudio Aranda, o objetivo é o treinamento para as operações de verão, tendo em vista a proximidade da estação, que se inicia no dia 22 de dezembro de 2023 e se estende até 20 de março de 2024, e é um período de grande visitação a pontos turísticos como balneários, praias e represas. Além disso, o evento é uma confraternização entre os membros da corporação.




Fonte: G1

Deliciosa Torta de Ricota Artesanal acompanha geleia de frutas vermelhas




Chef Clemilde Ferreira Vianello ensina a preparar sobremesa leve e de sabor diferenciado. Deliciosa Torta de Ricota Artesanal acompanha geleia de frutas vermelhas
Robson Moreira/TV Fronteira
A chef confeiteira Clemilde Ferreira Dulvisnkaiti Vianello, de Presidente Prudente (SP), ensina a preparar a deliciosa sobremesa de uma Torta de Ricota Artesanal com Geleia de Frutas Vermelhas. Confira o passo a passo desta receita de sabor leve e diferenciado.
Ingredientes
500 g de ricota artesanal;
4 ovos inteiros;
2 colheres de sobremesa de amido de milho;
1 lata de leite condensado;
4 colheres de açúcar refinado ou cristal;
1 copo tipo americano de leite integral;
Para a ricota artesanal:
3 litros de leite integral;
2 colheres de algum cítrico para talhar o leite, podendo ser usado o limão ou vinagre de maçã;
Para a geleia artesanal:
500 g de frutas vermelhas;
2 colheres de açúcar cristal.
Deliciosa Torta de Ricota Artesanal acompanha geleia de frutas vermelhas
Robson Moreira/TV Fronteira
Modo de preparo
Para a ricota, em uma panela, coloque o leite para ferver a fogo alto. Com um termômetro, verifique se o líquido chegou à temperatura de 60ºC para adicionar o cítrico (suco limão ou vinagre de maçã) para talhar o leite e mexa. Em seguida, deixe descansar por alguns minutos até o leite ficar completamente coalhado.
Já para o preparo da geleia, em outra panela, coloque as frutas vermelhas (morango, blueberry, amora, framboesa e mirtilho), adicione o açúcar e ligue o fogo. Não é necessário acrescentar água. Em seguida, espere a geleia secar.
Enquanto as frutas estão fervendo, pegue o leite talhado e coe com a ajuda de uma peneira e uma touca de cabelo ou pano de prato branco para retirar o soro. Deixe escorrer totalmente até ficar a massa de ricota.
Para a torta, utilize o liquidificador para colocar todos os ingredientes da receita, inicie com ovos e, por último, a ricota e o leite. Bata por alguns minutos até os ingredientes se misturarem.
Em seguida, unte uma assadeira com margarina e coloque a massa.
Leve ao forno pré-aquecido em 180°C por 15 minutos, e deixe cozinhar em banho-maria entre 40 minutos e uma hora, dependendo do forno.
Depois de assar, deixe a torta esfriar e depois leve à geladeira por mais uma hora. Após isso, desenforme em uma bandeja para bolos e acrescente a geleia de frutas vermelhas.
Deliciosa Torta de Ricota Artesanal acompanha geleia de frutas vermelhas
Robson Moreira/TV Fronteira
Deliciosa Torta de Ricota Artesanal acompanha geleia de frutas vermelhas
Robson Moreira/TV Fronteira

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Fonte: G1