A Polícia Federal realiza nesta quinta-feira (16), no Rio de Janeiro, a segunda fase da operação Tamoios II, que visa uma quadrilha que atua na lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas. A ação repressiva inclui o bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens móveis e imóveis no valor de até R$ 126 milhões.
Cinquenta agentes cumprem oito mandados de busca e apreensão e sete mandados com medidas cautelares diversas da prisão. As buscas são feitas em endereços no Rio e em Nova Iguaçu, na região metropolitana. Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal.
De frente para a praia
Entre os bens sequestrados figuram dois apartamentos de luxo, que ficam de frente para a praia, na Barra da Tijuca, uma das áreas mais nobres do Rio. Um deles pertence a um homem apontado como líder da quadrilha. Na garagem do imóvel, foi apreendido um carro de luxo blindado.
Uma casa em Angra dos Reis, área turística na Costa Verde no estado do Rio, carros de luxo e motos aquáticas também fazem parte da lista de bens sequestrados pela operação.
A Operação Tamoios II é um desdobramento de uma investigação iniciada em agosto de 2021, que identificou traficantes internacionais que transportavam cocaína, por rodovia, do Rio de Janeiro até Vitória, no Espírito Santo. Depois, as drogas eram acopladas – por meio de pequenas embarcações pesqueiras e com apoio de mergulhadores profissionais – em cascos de navios com destino à Europa. Os nomes dos envolvidos não foram revelados.
A ação desta quinta-feira é conduzida pela Delegacia de Repressão a Drogas (DRE). A Polícia Federal informou que o grupo alvo utilizava “sofisticados meios para ocultar e dissimular a origem de bens adquiridos mediante recursos advindos de suas atividades criminosas, em especial o tráfico transnacional”.
Os investigadores se valeram de quebra de sigilos bancários e fiscais que ajudaram a confirmar a aquisição de diversos bens em nome de terceiros, “com o fim de perpetuar a existência da organização criminosa por intermédio da ocultação e/ou dissimulação dos bens, já que os investigados não tinham capacidade financeira e documentação fiscal que esclareçam a origem dos valores empregados na compra dos bens”, explicaram.
Pelas redes sociais, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flavio Dino, comentou a ação da Polícia Federal. “Caminho certo contra o crime organizado”, escreveu.
Hoje, Operação da Polícia Federal contra tráfico internacional de drogas no Rio de Janeiro: bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens móveis e imóveis no valor de até R$ 126 milhões. Entre os bens sequestrados estão dois apartamentos de luxo localizados em frente à praia… pic.twitter.com/GaflEiqh9m
Sem deixar de lado o trabalho autoral, o rapper Rincon Sapiência tem se dedicado a apoiar jovens talentos da zona leste paulistana, onde nasceu e cresceu. “É uma oportunidade que eu não tive, de sair andando de casa e ir para um estúdio, no qual eu possa produzir, gravar, passar minhas vozes. Isso aí eu não tinha condição”, conta o artista sobre a estrutura que busca fornecer aos novos MCs.
Essa forma de construção, com ajuda mútua, esforço e criatividade, apesar das situações nem sempre favoráveis, é também, segundo Rincon, parte do hip hop.
“Se você pegar as minúcias da história da cultura, sempre tem alguém agindo, empreendendo, fazendo acontecer. Então, a ideia hip hop é muito importante para o jovem de periferia”, enfatizou durante a gravação do programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil.
Rincon conta que ainda trabalhava no setor de telemarketing, quando lançou, em 2009, o single Elegância. Com o sucesso, decidiu abandonar os trabalhos formais e focar na carreira musical. A canção, que saiu acompanhada de um videoclipe, explora a importância da moda e do estilo para a cultura hip hop e para os jovens de periferia. “É sobre autoestima também, é sobre estética também”, defende a respeito do papel que esses elementos têm na formação da autoestima da juventude.
“Meu trabalho não funciona se eu não estiver conectado com a quebrada”, diz Rincon Sapiência – Rovena Rosa/Agência Brasil
Conexão que acontece, na visão do artista, porque são as periferias que acessam cada vez mais os recursos de produção, que têm determinado os rumos do hip hop. “Quem indica as tendências, o estilo de produção, a gira do momento, o que está sendo feito, são os artistas da quebrada”, enfatiza.
O contexto atual também pede novas formas de comunicação, na opinião do artista, especialmente para tratar de temas historicamente pelo rap, como a denúncia das condições sociais. “Há espaço, sim, à crítica social, a trazer informação para as pessoas, mas desde que essa informação seja levada de fato às pessoas, que não seja algo que pareça que você quer impor algo que você quer, que soe moralista”, avalia.
Confira os principais trechos da entrevista com Rincon Sapiência.
Agência Brasil: Na música Ponta de Lança, você canta: “A depender de mim, a cultura MC ainda vive”. Eu queria saber como é que você entrou nessa cultura, que MCs te influenciaram para ser um mestre de cerimônia? Rincon Sapiência: Eu me conectei com a cultura hip hop desde criança, por conta do meu irmão mais velho, que sempre ouvia rap, a cultura que tem os quatro elementos, e eu me apaixonei pelos quatro elementos. O DJ era um pouco mais difícil, por conta de equipamentos e esse tipo de coisa. Mas, eu fazia grafite, tentava dançar break e principalmente gostava de compor, de escrever. Foi a parte que eu mais consegui me desenvolver também.
O rapper que me influenciou inclusive a dar carreira de MC foi o Xis, isso [em] meados de 99, por conta do disco dele Seja como For. Ele tinha lançado a música De Esquina, que já tinha feito minha cabeça. Eu amava essa música, amo. Quando saiu o disco, eu adorei mais ainda, aí saiu o videoclipe com imagens na minha quebrada, na Cohab – 1 [conjunto habitacional construído pelo governo estadual], aí eu gostei muito. Os Racionais também, obviamente, formaram muito o nosso caráter, a gente que é de quebrada. Mas, quando eu vi os Racionais eu senti uma certa distância do que eles falavam, da profundidade, com a minha idade, que eu tinha 15 anos e tudo mais. Então, o Xis foi o cara que eu consegui visualizar que eu poderia fazer rap, falar de outras coisas, de outras formas diferentes e por aí foi.
Quando eu falo da cultura do MC, é de valorizar o mestre de cerimônia, aquele que tenta dar seu melhor, apresentar técnicas de rima, que quer botar pra quebrar em cima do palco, que gosta de interagir com o público, que se movimenta, que chama atenção exercendo a função de MC.
Agência Brasil: Qual papel você acha que a batalha de rima tem na formação do MC? Rincon Sapiência: Eu peguei muito o freestyle, mas não necessariamente batalhas, era um momento onde a gente fazia sessões de freestyle, principalmente no centro de São Paulo, meados… Nossa, vou ser ruim com a data, talvez 2003, 2004, quando tinha, na Galeria Olido, a banda Central Acústica, era uma banda de três integrantes, bateria, guitarra, baixo. O MC era o Kamal e ele, aleatoriamente, convidava pessoas pra cantar um trecho de alguma rima. Era livre, na verdade. Eu estava sempre lá, as quintas-feiras, e eu me destacava fazendo freestyle.
A partir disso eu me conectei com muita gente, eu lembro quando o KL Jay apertou a minha mão e falou que eu mandava bem. Eu lembro os detalhes mínimos, eu construindo tijolinho por tijolinho. Lógico que eu já cantava antes disso, mas essa época foi uma época que eu consegui aparecer. A gente não tinha condição de gravar, então fazer freestyle era uma forma de a gente aparecer, porque você não precisava ter uma gravação, era uma forma de a gente performar, cantar e conseguir mostrar o trabalho.
Com a crescente das batalhas, logo em seguida veio o período da [Estação] Santa Cruz, o [rapper] Emicida, que se destacou muito, entre outros rappers também. Essa fase talvez seja o momento em que estava mais efervescente essa ideia de batalhas. Eu apoio muito, porque imagino que, para muita gente dessa época, foi uma forma de ter o seu primeiro contato com o rap, de poder cantar e também de poder assistir. Porque é algo na rua, é algo que é na voz ali, é só você colar, trombar, rapaziada, aquela coisa toda assim. Eu sou um cara que, por mais que não tenha o hábito de frequentar, apoia muito essa ideia das batalhas e acho que é muito necessário pra cultura.
Agência Brasil: Você trocou em dois pontos interessantes. Você falou dessa importância dessa cena do centro, você estava ali na Galeria Olido, perto de outros pontos, como a 24 de Maio, São Bento, que são pontos que têm importância histórica na cultura hip hop da cidade de São Paulo. Mas você também falou que você sentia importância de falar da quebrada, de ver a quebrada representada na música. Como é que a quebrada está no seu trabalho, está nas suas canções? Rincon Sapiência: São períodos. Esse período do início dos anos 2000 foi um período onde os grandes expoentes do rap que a gente conhece acabaram dando um tempo, os grupos ficaram um tempo sem lançar músicas. Então aqueles nomes de referência, que eram extremamente influentes nos anos 1990, nos anos 2000, tiveram essa virada. Então, o rap também se reformulou no que diz sentido à estética, ao discurso, e acabou mudando também a área de atuação, se tornou um movimento um pouco menor e acabou se concentrando no centro durante um período.
Mas, com toda essa virada, o rap acabou ganhando uma proporção que está desde o underground na rua até o grande mercado da música. Vide os artistas aí que alcançam números incríveis nesse processo. Já faz alguns anos que a quebrada está muito conectada, está muito informada, acessando internet. Está tendo recursos também de produção musical, de poder gravar e fazer as coisas. O momento do rap é a quebrada, por mais que você possa falar: “Mas eu fui para tal evento, tinha o pessoal de uma outra classe social.” Ok, mas a base, quem indica as tendências, o estilo de produção, a gira do momento, o que está sendo feito, são os artistas da quebrada.
O fato de eu estar próximo da quebrada, onde eu sou nascido e criado, e, naturalmente, já é minha natureza. Também próximo de outros artistas, tem feito eu conseguir me renovar muito, eu conseguir me manter conectado com o que está acontecendo. É o que está me fazendo continuar produtivo também. Eu diria que meu trabalho não funciona se eu não estiver conectado com a quebrada.
Agora, a gente tem uma cena de rap indígena, tem gente produzindo a partir da temática LGBT, da sua própria realidade. Como é que você vê aí o rap e o hip hop nessa questão da pluralidade de vozes? Qualquer movimento cultural começa de uma forma, mas ele muda de acordo com a sociedade. E a ideia principal, imagino eu, do início da cultura hip hop foi essa pluralidade. Ele começa com os pretos, com a música preta, com a influência do sound system da Jamaica. O DJ Kool Herc fez uma festa, que eles chamam de block party, uma festa na rua. É uma cultura preta, mas, pelo fato de estar na quebrada, acabou contemplando os latinos também, acabou contemplando que a vida do imigrante fora do seu país sempre é uma luta também, de alguma forma.
Ele [o hip hop] sempre contemplou aqueles menos ouvidos, menos representados. E eu acho que nos dias de hoje esse recorte tá também dentro do LGBT, dos indígenas. Eu acho que o hip hop precisa ser um suporte também pra essas pessoas. Eu acho necessário.
Agência Brasil: Em Elegância, que, junto com o videoclipe, foi o primeiro trabalho seu a ganhar grande repercussão, você fala que “preto formado, sempre perigoso, paga um pouco nos panos, mas é vaidoso”. Trazer autoestima para a juventude preta e periférica também é uma forma de enfrentar o racismo? Rincon Sapiência: Com certeza, porque o hip hop no início aqui no Brasil pegou muito nessa veia, que foi muito importante, inclusive, ele pegou muito essa veia social. Muita influência dos movimentos pretos de fora do Brasil, do Black Panther [Panteras Negras, ativistas contra o racismo nos EUA]. Tinha as bandas também que cantavam isso, Public Enemy [grupo de rap norte-americano] e tudo mais.
Mas parte dos signos do hip hop também envolve o comportamento, a atitude e a autoestima também. Tanto é que você vai ver uma foto antiga dos anos 1990, 1980, eles estão sempre posando, sempre aquela marra, sempre aquele estilo de roupa. É sobre autoestima também, é sobre estética também. Não é somente isso, mas é sobre as correntes, o ouro, a postura, o jeito que dança, a marra, o jeito que posa, que anda, que se comporta. Então, trazer autoestima, fazendo hip hop, é você fazer hip hop.
Agência Brasil: Você acha que o hip hop também tem um lugar de abrir possibilidades para essa juventude periférica, abrir horizontes? Rincon Sapiência: É uma forma de abrir possibilidades, sim. Porque é isso, o hip hop tem os quatro elementos – DJ, MC, o break, o grafite – mas eu acredito muito que o hip hop é uma ideia. Essa ideia do faça você mesmo, de você não depender. Eles [pioneiros da cultura] não tinham, por exemplo, condição de montar uma banda com bateria, tudo. Eles pegavam trechos livres de alguma música, faziam esse trecho se repetir, usavam isso pra dançar, pra cantar em cima. Não tinha um lugar pra expor seus quadros, sua arte, uma galeria. Eles iam pra rua, para o trem, grafitavam e tal, dançavam na rua.
A ideia de fazer acontecer por você mesmo é hip hop. De você crescer e trazer alguém pra perto de você, isso é hip hop também. Para além do que é determinado como quatro elementos, ser hip hop é você empreender, você ajudar seu parceiro, você fazer alguma coisa pelo seu parceiro, você fazer alguma coisa pela sua quebrada, você trazer a autoestima, é você se empoderar de alguma forma. Se você pegar desde o início, sempre tem alguém que puxou a primeira festa, tem alguém que levou o material de tal artista para uma determinada gravadora e conseguiram lançar. Se você pegar as minúcias da história da cultura, sempre tem alguém agindo, empreendendo, fazendo acontecer. Então, a ideia hip hop é muito importante para o jovem de periferia.
Agência Brasil: A crítica social estava ali na origem do rap, do hip hop, mas depois a gente vai se expandindo, abrindo esse leque de possibilidades. Mas, hoje, a crítica social ainda tem lugar no rap contemporâneo? Rincon Sapiência: Eu acho que a sociedade contemporânea em si se dispõe menos a falar sobre. Talvez a ideia social, hoje em dia, ela é aplicada de uma forma diferente do que era aplicada antes. Eu acredito que tenha espaço, sim, desde que você consiga estabelecer um contato, um diálogo com as pessoas. O que eu penso é que alguns discursos, da forma que era feita anos atrás, para se comunicar com os jovens hoje em dia, são um pouco diferente. Então, acho que achando essa veia de falar com os jovens, de estabelecer um contato, uma comunicação com eles, acho que é possível.
Acho que também essa manifestação social talvez ela já esteja acontecendo, mas com outros discursos, com uma outra forma de ser, de rebeldia, vamos dizer assim, de outras maneiras. Mas eu acredito que há espaço, sim, à crítica social, a trazer informação para as pessoas, mas desde que essa informação seja levada de fato às pessoas, que não seja algo que pareça que você quer impor algo que você quer, que soe moralista. Às vezes, quando a gente não toma cuidado, parece que você é o pai chato, aquele cara, não, isso aí não, não sei o que e tal. Tem que saber conversar com os jovens e com as pessoas no geral. Acertando isso, essa comunicação, nos dias de hoje, é possível, sim, trazer esse discurso.
Agência Brasil: Hoje, o que te interessa aí no rap e no hip hop? No que você tá trabalhando hoje? Rincon Sapiência: Eu continuo fazendo minhas coisas, produzindo. Me sinto ainda inspirado a produzir, a compor, a falar, a gravar e tudo. Tenho feito meus trabalhos, tenho tido uma experiência nova, que é de agência artista. A gente está trabalhando com três artistas aqui da quebrada, são dois MCs, o Brenove e o França e um produtor musical que se chama Hiroshi. Todos eles aqui da região, da quebrada e todos eles muito talentosos, todos eles jovens.
Quando eu digo jovens, a gente já tem uma forma jovem de se portar, de se comunicar, de fazer a música, de falar. Então, não seria uma extensão do Rincon e sim novos artistas. Eu acho que a gente precisa dar oportunidade a novos artistas e isso está sendo bem legal, sim. Na verdade, se eu tivesse ainda mais recursos, eu estaria agregando muito mais artistas além deles três. Porque conheço muita gente talentosa aqui na região. Eu acho que eu me inspiro, continuo inspirado a dizer coisas por conta das minhas experiências pessoais mesmo, mas essa energia jovem também que eu vejo neles, musicalmente também, me inspira muito também.
Agência Brasil: Quando você decide apoiar esses jovens, você pensa em apoios que você teve no passado? Você acha que teve figuras que foram importantes pra você no passado pra você chegar onde você chegou hoje? Rincon Sapiência: Eu tive figuras inspiradoras. Desde pessoas que eu não conheço, como Xis , Racionais, Consciência Humana, o De Menos Crime, o Sistema Negro, que me inspiravam muito, até grupos da região, o Raciocínio Negro, o De Olho no Crime, Contra Sistema, o Mentes Criminais, o Código 44, o Facção X, muito grupo aqui da região. Eu muito novo, eles já mais velhos, fazendo as coisas me inspiraram muito.
Mas, de toda forma, para eu ter acesso a computadores, produção musical e várias coisas, eu sempre tinha que sair da quebrada, ir até um amigo na zona norte, no centro ou em outra região, que não fosse a Cohab 1. Quando eu vejo vários artistas da Cohab 1, muito bons, talentosos, o que eu penso? Que eu posso dar oportunidade para eles terem o melhor deles, mas sem precisar sair e ir lá para não sei aonde para fazer a parada deles. Acho que a gente pode concentrar por aqui mesmo e continuar fazendo as coisas. Isso é uma oportunidade que eu não tive. De sair andando de casa e ir para um estúdio do qual eu possa produzir, gravar, passar minhas vozes, isso aí eu não tinha condição.
A gente tem o nosso QG, que é aqui próximo também, e os moleques ficam lá direto, produzindo, gravando e estão com a mente fresca. O ritmo deles de produção é incrível, de fazer música toda semana. Toda hora mandando no WhatsApp escuta essa, escuta essa. Toda hora sai coisa nova e eu fico feliz por isso. Lógico que é um trabalho de formiguinha, ainda não somos aquela produtora com um aporte enorme, mas a gente se vê com o recurso de poder proporcionar a parte artística, pelo menos, que é de eles gravarem, rodarem o videoclipe, colocarem as paradas na rua. Então, muito em breve, a gente vai estar colocando na rua e apresentando o trabalho deles por aí.
Agência Brasil: O que você vê hoje como marcos na sua carreira? Rincon Sapiência: Tiveram dois fortes. O primeiro é o Elegância [lançamento da música e videoclipe], que é quando eu saio do telemarketing e vejo um caminho na música. Falo: “Ó, tem caminho, música tem caminho”. Eu paro de trampar formalmente e começo a investir, trabalhar com arte, ganhar o dinheiro, mesmo pouco, com música. O [single] Ponta de Lança é quando esse projeto meio que dá certo, quando firma. É quando eu começo a fazer shows de fato, ter agenda, ter equipe, ter um trabalho mais estruturado.
Agência Brasil: Você usa diversos símbolos de religião afro-brasileira, qual papel a espiritualidade tem no seu trabalho? Rincon Sapiência: Tem um papel forte, porque eu me adentro na religião de fato, como um filho, muito recentemente. É de dois anos pra cá, na pandemia, me torno filho mesmo. Antes eu era um estudante de livros, simpatizante. Mas, [hoje], entendendo algumas coisas, ela já agia desde antes na minha vida. A minha cabeça, o meu orixá de cabeça, tudo isso já atuava na minha vida, na parte artística também. Eu que desconhecia. Conforme eu fui me adentrando, fui vendo a influência que tinha.
Assista na TV Brasil ao Caminhos da Reportagem sobre hip hop:
Marido da vítima fugiu do local e é considerado suspeito de ter praticado o crime, nesta quarta-feira (15). Uma mulher, de 27 anos, foi encontrada morta na noite desta quarta-feira (15), seis disparos de arma de fogo dentro do apartamento que morava no Jardim Jequitibás, em Presidente Prudente (SP). Marido é considerado como principal suspeito do crime e fugiu.
Conforme o boletim de ocorrência registrado, a Polícia Militar foi acionada para comparecer ao local, na Avenida Juscelino Kubitschek, pois havia “uma mulher caída dentro do apartamento”.
Na madrugada do mesmo dia, por volta das 1h, os vizinhos já haviam acionado os agentes pois teriam ouvido estampidos, semelhantes a disparos de arma de fogo.
Os agentes estiveram no local, onde “chamaram, bateram na porta, mas não foram atendidos e foram embora em seguida”, conforme o boletim de ocorrência.
Os vizinhos estranharam o silêncio no apartamento durante o dia e, por volta das 21h, avistaram uma criança de 3 anos na janela da sala. As testemunhas perguntaram para ele se havia mais alguém na casa e ele respondeu que a mãe estava machucada.
Segundo a Polícia Civil, os vizinhos pediram para o filho da vítima abrir a porta, mas a criança não conseguiu. Ele tirou a chave da porta e jogou para os vizinhos que abriram e entraram na residência.
Uma das vizinhas encontrou a vítima, uma mulher de 27 anos, caída no quarto, em decúbito dorsal, já sem vida e em estado de rigidez, de acordo com a perícia técnica.
A Polícia Militar foi acionada novamente e compareceu no local.
Suspeito fugiu
Ainda conforme uma das vizinhas, logo após os disparos na madrugada, os policiais chegaram rapidamente e o marido da vítima, de 27 anos, avistou os agentes chegando. Ele teria ido para a parte de trás do prédio, pulou no terreno vizinho e fugiu do local.
Pela manhã, os vizinhos perceberam que os veículo do suspeito, tanto a motocicleta quanto o carro, não estavam mais no local.
A criança a princípio foi levada para a casa de um vizinho e depois ficou aos cuidados do irmão da vítima.
De acordo com o boletim de ocorrência, foi requisitado exame pericial no local e a princípio foi constatado que a vítima foi alvejada por aproximadamente seis projéteis, alguns a curta distância, que atingiram o peito, as costas e a nuca.
Três projéteis de arma de fogo, aparentemente de calibre 32, foram recolhidos pela perícia.
Um exame necroscópico foi requisitado.
O boletim de ocorrência registrado na Delegacia Seccional será encaminhado para o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) para prosseguimento nas investigações.
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De acordo com o boletim assinado pelo meteorologista William Yasuo Minhoto, pelo 3º sargento da Polícia Militar José Roberto Pereira Nepomuceno, chefe de equipe, e pelo capitão da Polícia Militar Felipe Carmelo Torres Zaupa, diretor do Núcleo de Gerenciamento de Emergência (NGE), na quinta-feira (16) e na sexta-feira (17), um sistema meteorológico no sul do Brasil criará condições para mais precipitações, mais generalizadas. Mesmo com esses sistemas, não há condição para que as temperaturas caiam e a sensação será de calor e abafado.
Atividades ainda incluem exposição artística, shows musicais, teatro, campeonatos de skate e discotecagem, além de palestra. Semana da Consciência Negra promove atividades gratuitas em Adamantina (SP) até segunda-feira (20)
Gilson Leandro
Teve início, na manhã desta quarta-feira (15), as programações em alusão à Semana da Consciência Negra, que seguem até a próxima segunda-feira (20), em diversos espaços de Adamantina (SP).
A primeira atividade foi realizada às 9h, na Casa Afro, com um cortejo da Escola de Samba Unidos da Vila Alegrette, que veio diretamente de Martinópolis (SP) para um centro universitário do município, onde aconteceu a solenidade oficial de abertura.
Mais tarde, às 10h30, a Casa Afro também foi palco de uma roda de capoeira.
Já às 14h, uma oficina de samba de roda com o grupo Angoleiros do Sertão agitou a tarde também na Casa Afro de Adamantina. Mas as atividades não param por aí.
Confira a programação dos próximos dias:
Quinta-feira, dia 16:
9h às 16h: exposição de artes plásticas, na Casa Afro;
20h: show ‘Vozes Negras’, com Ana Boldrini, na Praça Elio Micheloni; e
21h: show ‘MPB’, com Val Dias e Banda, na Praça Elio Micheloni.
Sexta-feira, dia 17:
No período da manhã, as atividades serão voltadas para os alunos das escolas municipais, que participarão de uma gincana alusiva à temática;
19h30: show de funk, com MC Maicon Adam e MC Dick, na Praça Elio Micheloni;
20h: show slam, com Mabi Fernandes, na Praça Elio Micheloni;
20h30: show de rap, com MC Pacato e Lucazemini, na Praça Elio Micheloni; e
21h30: show musical, com banda Falha no Erro e Tio Will, na Praça Elio Micheloni.
Sábado, dia 18:
13h: campeonato de skate e de discotecagem, na Casa Afro.
Domingo, dia 19:
14h: palestra e roda de conversa, com Anderson Pereira, no Hub do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea);
20h: apresentação do Grupo Axéstético, na Casa Afro; e
21h: Baile Charme, também na Casa Afro.
Segunda-feira, dia 20 (Dia da Consciência Negra):
9h: Festival Municipal de Capoeira, na Casa Afro;
18h: apresentação de teatro, com a Cia. Multiverso Teatral, no anfiteatro Fernando Paloni;
19h: cerimônia de encerramento e homenagens, na Praça Elio Micheloni;
20h: show musical, com Banda Shiver, na Praça Elio Micheloni; e
21h: show musical, com Grupo Samba na Veia, na Praça Elio Micheloni.
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Polícia Ambiental registrou a ocorrência, nesta terça-feira (14), na Vila Monteiro. Pescador profissional é multado por armazenamento irregular, em Flórida Paulista (SP)
Polícia Ambiental
Um pescador profissional, de 25 anos, foi autuado em R$ 1,3 mil, nesta terça-feira (14), por armazenamento irregular de peixes, na Vila Monteiro, em Flórida Paulista (SP).
Segundo a Polícia Ambiental, uma equipe foi até a residência do envolvido após uma denúncia de armazenamento irregular de pescado.
No local, o homem afirmou que não realizou a declaração de estoque, pois os peixes eram para consumo próprio.
Os policiais localizaram no freezer da residência 15,9 kg de pescado, que estava congelado e próprio para o consumo. Os peixes foram doados para a Sociedade São Vicente de Paulo.
Um Auto de Infração Ambiental no valor de R$ 1.320 foi elaborado contra o pescador profissional por armazenar espécimes provenientes da pesca proibida.
Pescador profissional é multado por armazenamento irregular, em Flórida Paulista (SP)
Polícia Ambiental
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O ministro da Justiça, Flávio Dino, disse em suas redes sociais que vai prorrogar a presença da Força Nacional de Segurança Pública no Rio de Janeiro pelo menos até janeiro de 2024, quando uma nova avaliação de cenário indicará até quando as equipes ajudarão nas ações contra organizações criminosas – em especial contra as milícias que atuam no estado.
A pedido do Governador do Rio, prorroguei agora a presença da Força Nacional naquele Estado até o dia 31 de janeiro de 2024, quando será feita nova análise para eventual prorrogação. Equipes adicionais da Policia Federal e da Policia Rodoviária Federal também seguirão no Estado.…
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), tem pedido ajuda federal visando a manutenção da cooperação entre as forças federais e estaduais, em especial para o patrulhamento em áreas de maior risco. A ajuda federal abrange também o reforço da segurança na Baía da Guanabara, em portos, aeroportos e em estradas federais para combater a entrada de armas e drogas no estado.
Problema nacional
Segundo o governador, a ação dessas organizações criminosas já não é mais um problema só do Rio de Janeiro, mas do Brasil.
“Não são mais organizações criminosas pontuais que estão aqui, estão ali. Não. Hoje são verdadeiras máfias alastradas pelo Brasil inteiro: Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte. A gente está vendo isso se alastrar a cada dia”, disse Castro em outubro, quando o governo federal anunciou o reforço de efetivos, após grupos milicianos terem incendiado 35 ônibus e um trem na capital fluminense.
Antes mesmo dessa ação criminosa, o governo federal já havia mobilizado 550 agentes federais para atuarem no estado, sendo 300 da Força Nacional e 250 da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O setor de inteligência e investigação da Polícia Federal (PF) também foi reforçado com policiais civis de diferentes unidades federativas, sob coordenação do ministério.
Contatada pela Agência Brasil, a assessoria do Ministério da Justiça informou que a prorrogação anunciada hoje por Dino deverá ser publicada no próximo Diário Oficial da União.
O ministro da Justiça, Flávio Dino, disse em suas redes sociais que vai prorrogar a presença da Força Nacional de Segurança Pública no Rio de Janeiro pelo menos até o final de 2024, quando uma nova avaliação de cenário indicará até quando as equipes ajudarão nas ações contra organizações criminosas – em especial contra as milícias que atuam no estado.
A pedido do Governador do Rio, prorroguei agora a presença da Força Nacional naquele Estado até o dia 31 de janeiro de 2024, quando será feita nova análise para eventual prorrogação. Equipes adicionais da Policia Federal e da Policia Rodoviária Federal também seguirão no Estado.…
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), tem pedido ajuda federal visando a manutenção da cooperação entre as forças federais e estaduais, em especial para o patrulhamento em áreas de maior risco. A ajuda federal abrange também o reforço da segurança na Baía da Guanabara, em portos, aeroportos e em estradas federais para combater a entrada de armas e drogas no estado.
Problema nacional
Segundo o governador, a ação dessas organizações criminosas já não é mais um problema só do Rio de Janeiro, mas do Brasil.
“Não são mais organizações criminosas pontuais que estão aqui, estão ali. Não. Hoje são verdadeiras máfias alastradas pelo Brasil inteiro: Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte. A gente está vendo isso se alastrar a cada dia”, disse Castro em outubro, quando o governo federal anunciou o reforço de efetivos, após grupos milicianos terem incendiado 35 ônibus e um trem na capital fluminense.
Antes mesmo dessa ação criminosa, o governo federal já havia mobilizado 550 agentes federais para atuarem no estado, sendo 300 da Força Nacional e 250 da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O setor de inteligência e investigação da Polícia Federal (PF) também foi reforçado com policiais civis de diferentes unidades federativas, sob coordenação do ministério.
Contatada pela Agência Brasil, a assessoria do Ministério da Justiça informou que a prorrogação anunciada hoje por Dino deverá ser publicada no próximo Diário Oficial da União.
A onda de calor sentida nos últimos dias nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país sofre influência do fenômeno El Niño, segundo apontam pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) estima que os efeitos do El Niño devem ser sentidos pelo menos até abril do próximo ano.
“Tudo indica que teremos um verão extremamente quente. É um El Niño de intensidade muito forte que, juntamente com o aquecimento global, produz esses efeitos que nós estamos vendo”, diz o coordenador da Rede Clima da Universidade de Brasília (UnB), Saulo Rodrigues Pereira Filho. Como efeitos do fenômeno climático, ele cita ainda a seca no Amazonas, as chuvas intensas no Sul do país e o calor extremo no Sudeste e no Centro-Oeste.
Os termômetros do Rio de Janeiro já haviam superado os 40°C em algumas ocasiões nesta semana. Na capital fluminense, a sensação térmica superou os 58°C nesta terça-feira (14). Já no Centro-Oeste, dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) relativos a ontem indicaram que Cuiabá foi a capital mais quente do país.
Ricardo de Camargo, meteorologista do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP) também crê que essa onda de calor intensa pode se repetir.
“Realmente podemos enfrentar situações parecidas como essa justamente por conta da influência do El Niño. É bem provável que a gente tenha as condições propícias para o acontecimento de novas ondas de calor. O que não dá para fazer é uma antecipação tão fidedigna e tão assertiva de quando isso pode acontecer.”
O fenômeno El Niño é caracterizado pelo enfraquecimento dos ventos alísios (que sopram de Leste para Oeste) e pelo aquecimento anormal das águas superficiais da porção leste da região equatorial do Oceano Pacífico. As mudanças na interação entre a superfície oceânica e a baixa atmosfera têm consequências no tempo e no clima em diferentes partes do planeta. Isso porque a dinâmica de circulação das massas de ar adota novos padrões de transporte de umidade, afetando a temperatura e a distribuição das chuvas.
Prefeitura de São Paulo distribui água no Vale do Anhangabau, onde os termômetros marcaram 39 °C nesta terça-feira (14) – Paulo Pinto/Agência Brasil
O El Niño – que ocorre em intervalos de tempo que variam entre três e sete anos – persiste em média de seis a 15 meses. Segundo Saulo Rodrigues, no Brasil, o fenômeno provoca seca nas regiões Norte e Nordeste. Já o Sul registra ocorrência de chuvas torrenciais e ciclones extratropicais.
No Sudeste, conforme observa Ricardo de Camargo, a transição para o regime de chuvas, como é esperada para essa época do ano, está demorando.
“Estamos tendo um período extremamente longo em que não há atuação de nenhuma frente fria. Elas não estão conseguindo avançar em direção ao Sudeste e ao Centro-Oeste. Chove muito no Sul e as frentes frias vão embora direto para o oceano”.
O meteorologista explica como a movimentação no Oceano Pacífico está ligada com essa situação. “A atmosfera sente a mudança do posicionamento das águas quentes que saem lá de perto da Ásia, da Austrália e da Oceania e vêm ocupar porções mais centrais ou até mais próximas da América do Sul. E aí existe um impacto. Uma das assinaturas é justamente essa dificuldade dos sistemas frontais conseguirem avançar mais em direção ao Sudeste e ao Centro-Oeste”.
Aquecimento global
Pelo menos 27 pessoas morreram em decorrência do furacão Otis, no México. Para especialistas em clima, eventos extremos como esse vão ocorrer com maior frequência e intensidade por causa do aquecimento global – REUTERS/Henry Romero
Mas só o El Niño não é suficiente para explicar a situação, segundo avalia o pesquisador da UnB. Ele considera que o fenômeno tem uma influência importante, mas a análise desses eventos extremos deve considerar em primeiro lugar o aquecimento global. O pesquisador alerta para as projeções indicando que as ocorrências de fortes chuvas, calor extremo e secas severas deverão ficar mais frequentes e mais intensas. São episódios que podem desencadear desastres socioambientais e problemas de saúde.
“Já existe um conhecimento científico sólido sobre a capacidade que as mudanças climáticas possuem de produzir grandes perdas e danos para a sociedade e para as atividades produtivas. As populações vulneráveis se tornam muito potencialmente vítimas desse cenário”, observa Saulo Rodrigues.
De acordo com Ricardo de Camargo, não dá mais para colocar em dúvida que as mudanças climáticas estão em curso. “É inegável que as temperaturas estão cada vez mais altas em todos os lugares do planeta de uma maneira quase geral. Não há mais espaço para negacionismo com relação a isso. As projeções indicam que os sistemas transientes e os eventos extremos devem ficar mais frequentes, mais comuns e irão atingir com maior severidade. Se fizermos uma análise do que tem sido divulgado na mídia, veremos que realmente o mundo todo está enfrentando essas situações de episódios severos”.
O meteorologista, no entanto, faz uma ponderação. “É difícil atribuir um percentual de responsabilidade da mudança climática nessa onda de calor que estamos vivenciando agora”, avalia. Segundo ele, considerando a mudança no regime de precipitação que tem se observado, é possível fazer a associação, mas com algum cuidado.
Políticas Públicas
Saulo Rodrigues observa que os principais responsáveis pelo aquecimento global são os países desenvolvidos, que emitem maior quantidade de gases de efeito estufa. Ao mesmo tempo, ele avalia que o Brasil tem um desafio.
“Nós temos uma matriz energética com grande percentual de energia renovável. A matriz elétrica brasileira é 90% composta de energia renovável. Poucos países do mundo tem essa capacidade de produzir energia com baixas emissões de carbono. O Brasil tem esse ativo. O Brasil também tem a Floresta Amazônica e o Cerrado que retiram carbono da atmosfera. Isso é muito importante para o equilíbrio climático. Então o Brasil é parte da solução. O principal problema brasileiro é a questão do desmatamento”.
O pesquisador da UnB cita alguns resultados positivos neste ano, com o registro da queda das taxas de desmatamento, mas faz um alerta. Segundo ele, o governo deve elaborar políticas públicas que considerem os efeitos de médio e longo prazo.
“Somos reconhecidamente um dos países mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas, porque [o Brasil] se localiza em uma faixa tropical onde as temperaturas normalmente já são mais elevadas. O aquecimento global tende a intensificar essas temperaturas.”
Segundo o pesquisador da UnB, a regulamentação do mercado de carbono, em discussão da Congresso, é positiva. Mas ele defende que o agronegócio não pode ficar de fora dos setores que deverão cumprir metas de descarbonização. Essa é uma questão que tem gerado divergências.
“O mercado voluntário de carbono, sem a regulação do estado, tem apresentado muitas imperfeições. Muitas empresas estão vendendo crédito de carbono de forma irregular, não apresentando os resultados que oferecem e isso traz muita insegurança para os investidores. Por isso é tão importante a regulação desse mercado”.
Animal teria escapado do quintal de casa e foi atropelada por um veículo nesta terça-feira (14). Homem é autuado em R$ 3 mil após atropelar cachorra e não prestar socorro, em Presidente Prudente (SP)
Polícia Ambiental
Um homem, de 58 anos, foi multado em R$ 3 mil por maus-tratos nesta terça-feira (14), após atropelar uma cachorra e não prestar socorro, em Rosana (SP).
Conforme a tutora, o animal teria escapado do quintal de casa e foi atropelado por um veículo por volta das 11h30.
O motorista não prestou socorro imediato e deixou o local. Porém, populares foram até a residência do suspeito e ele retornou ao local do atropelamento para “recolher o animal ferido”.
Conforme a Polícia Ambiental, a cachorra foi deixada no pátio do canteiro de obras municipal, sem o receber atendimento de profissional habilitado.
A tutora encontrou a cadela por volta das 22h e a encaminhou para o atendimento veterinário, onde foi constatado que ela estava muito debilitada, com problemas neurológicos, motores e aparente cegueira.
Diante dos fatos, foi elaborado um auto de infração ambiental em desfavor do motorista no valor de R$ 3 mil por praticar ato de maus-tratos.
A ocorrência foi apresentada ao plantão de Polícia Civil local, pelo cometimento “in tese” de crime ambiental.
O animal segue em tratamento e o suspeito responderá criminalmente pelo ato.
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