Defesa Civil alerta para possibilidade de temperatura máxima de 44ºC na região de Presidente Prudente nesta semana | Presidente Prudente e Região


De acordo com o boletim assinado pelo meteorologista William Yasuo Minhoto, pelo 3º sargento da Polícia Militar José Roberto Pereira Nepomuceno, chefe de equipe, e pelo capitão da Polícia Militar Felipe Carmelo Torres Zaupa, diretor do Núcleo de Gerenciamento de Emergência (NGE), para esta segunda-feira (13), a maior parte do dia continuará sendo estável e sem risco para precipitações. O Sol predominará entre poucas nuvens, o que garantirá sensação de intenso calor e abafado. Novamente há condições para que as temperaturas cheguem próximo aos 40°C em grande parte do Estado. Além disso, no decorrer do período da tarde, a soma do calor com a umidade criará condições para pancadas de chuva isoladas na faixa leste.




Fonte: G1

Mosca-da-carambola leva quatro estados à emergência fitossanitária


O Ministério da Agricultura e Pecuária declarou emergência fitossanitária no Amapá, Amazonas, Pará e em Roraima devido a presença mosca-da-carambola (Bactrocera carambolae). A medida, publicada nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial da União, vale por um ano e visa controlar o risco de a espécie se espalhar por outros estados, permitindo monitoramento, contenção e controle da ameaça..

Nativa da Indonésia, Malásia e Tailândia, a espécie foi detectada pela primeira vez no Brasil em 1996, no Amapá. A mosca-da-carambola representa uma grande ameaça à agricultura do país por causa dos riscos à saúde humana, à produção de alimentos saudáveis e consequentes danos econômicos que essa praga pode causar, principalmente, à fruticultura.

Ao se alimentar de um fruto, a mosca-da-carambola deposita larvas que se tornam hospedeiras e aceleram o processo de amadurecimento e queda do fruto já estragado. Além da carambola, de maior preferência, a praga também pode atacar outras frutas, como goiaba, manga, jambo, acerola e tangerina, tornando os frutos inviáveis para consumo humano e aumentando o custo da produção por causa das medidas de combate.

Desde 2017, o MAPA estabeleceu os procedimentos para prevenção e erradicação da praga quarentenária, ou seja, que está restrita a algumas regiões do país. Até o início de 2023, a mosca-da-carambola estava restrita aos estados do Amapá, Roraima e Pará; e em março, Roraima foi declarado sob quarentena por tempo indeterminado.

O estabelecimento dessas medidas possibilita um conjunto de ações em pomares comerciais e áreas de ocorrência de frutos hospedeiros, locais de comercialização, transporte de cargas e bagagens de passageiros, que buscam conter a proliferação da mosca-da-carambola. São desde a orientação da população sobre não colher e transportar frutos do chão e, áreas de ocorrência da espécie, até o uso de armadilhas e pulverizações com iscas tóxicas.




Fonte: Agência Brasil

Confusão entre adolescente e moradores de condomínio residencial vira caso de polícia, em Presidente Prudente




Ocorrência foi registrada, na madrugada deste domingo (12), como dano, lesão corporal e ameaça. Fachada da portaria do Condomínio Bosque dos Tamburís, em Presidente Prudente (SP)
Reprodução/Google
Uma confusão envolvendo um adolescente, de 16 anos, e moradores de um condomínio residencial foi registrada, na madrugada deste domingo (12), em Presidente Prudente (SP),
Segundo a Polícia Civil, a mãe do adolescente foi à Delegacia e relatou que o filho foi levar uma jovem até o residencial, onde ela mora, acompanhado de um amigo, que também é menor de idade.
Ao passar em frente de uma casa, onde estavam dois homens de 41 e 44 anos, eles teriam “implicado” com a velocidade do veículo e começaram uma discussão seguida de ameaças e agressões contra os dois adolescentes.
A mulher também disse que os homens jogaram o filho dela no chão e começaram a agredir com socos na cabeça e chutes no corpo do jovem. Além disso, o filho de um dos homens, de seis anos, também teria chutado o adolescente.
Já o outro adolescente, ainda conforme a mulher, também foi agredido na testa com um soco, desferido por um dos homens.
Os homens também foram até a Delegacia da Polícia Civil e relataram que estavam dentro da casa de um deles fazendo a limpeza após um churrasco, quando escutaram o som de um veículo em alta velocidade e gritaria de vozes femininas.
Ainda conforme eles, o carro parou e subiu a rua em alta velocidade em marcha ré.
O homem de 44 anos saiu da residência para ver o que estava acontecendo e disse aos policiais que viu o veículo com o porta-malas aberto com quatro meninas, outras quatro meninas no banco traseiro do carro e uma menina no banco do passageiro. Todos desconhecidos dele.
Ele relatou que foi até o carro para chamar atenção acerca da velocidade permitida dentro do condomínio. O homem disse que o adolescente começou a bater boca com ele e questionou se ele iria “bater em menor”.
O homem relatou que questionou o fato dele ser menor de idade e estar dirigindo, momento em que o adolescente desembarcou do carro e “foi para cima” dele dando um soco, o que fez o homem cair no chão, e o outro adolescente tentou chutar sua cabeça.
O outro homem, de 41 anos, saiu da residência para tentar conter as agressões e teria caído no chão e sido agredido pelo adolescente. Os vizinhos apaziguaram a situação.
Os homens também relataram que o pai do adolescente foi até o condomínio “extremamente alterado” e “com sangue nos olhos” querendo conversar com eles para “resolver a situação”.
O caso foi registrado como dano, lesão corporal e ameaça e a Polícia Civil deve seguir com as investigações para tentar esclarecer o ocorrido.

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Fonte: G1

Estados já podem aderir ao programa de segurança da Amazônia


As regras para a adesão dos estados ao Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), criado em julho com o objetivo de aumentar a segurança na região, foram publicadas nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial da União. Poderão participar os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Tocantins, Pará e Oeste do Maranhão, por meio da assinatura de um termo de adesão, pelo governador da unidade federativa, com vigência de 12 meses.

De acordo com as regras, a adesão voluntária dos estados garantirá a adequação dos programas do Ministério da Justiça e Segurança Pública às necessidades de cada lugar, para combater crimes ambientais e outras violações relacionadas. Em contrapartida, o estado deverá disponibilizar efetivo policial para atuar junto com as forças nacionais e permitir a instalação de bases policiais em seus territórios para a integração da segurança pública.

A capacitação e o fornecimento de equipamentos de proteção individual e coletiva das forças estaduais serão de responsabilidade das unidades federativas. E a adesão ao Plano Amas não gera obrigação de disponibilidade de novos recursos para investimentos, que só acontecerá pela formalização de outros pactos com a União.

Ao aderir ao plano, cada governante também deverá declarar estar de acordo com a participação do estado no Programa Estratégico de Segurança Pública da Amazônia (Pespam), no Plano Tático Integrado de Segurança Pública para Amazônia (PTI) e permitir a atuação da Força Nacional de Segurança Pública independentemente de solicitação, quando a necessidade for relacionada ao Plano Amas.

Os estados também terão que garantir o uso e o consumo adequados dos materiais, equipamentos e insumos fornecidos pelo governo federal para cumprir os objetivos do plano, com controle e elaboração de relatórios de prestação de contas.

A contribuição dos estados para o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais, de Rastreabilidade de Armas e Munições, de Material Genético, de Digitais e de Drogas (Sinesp) também será obrigatória após a assinatura do termo de adesão, assim como a indicação de representantes nos colegiados e equipamentos de segurança pública como o Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI-Amazônia).

Terminado o período de vigência da adesão, o estado poderá prorrogar a participação no plano, por mais 12 meses, por meio da assinatura de termo aditivo.




Fonte: Agência Brasil

Trens se chocam e deixam ao menos sete feridos no Rio de Janeiro


A colisão de dois trens de passageiros, na manhã desta segunda-feira (13), deixou ao menos sete pessoas feridas, no Rio de Janeiro. O acidente foi na estação de Madureira, na zona norte da cidade.  

De acordo com o Corpo de Bombeiros, há registro de sete vítimas leves atendidas pela corporação. Quatro foram liberadas no local, e duas removidas para o Hospital Municipal Salgado Filho, também na zona norte.

A SuperVia, concessionária que opera o serviço de trens urbanos no estado, informou que sete clientes reclamando de dores no corpo receberam apoio da empresa. Ainda segundo a SuperVia, após o acidente, alguns trens precisaram aguardar ordem de circulação para seguir viagem ou trafegar em velocidade reduzida.

A colisão foi no ramal Santa Cruz, que liga o Centro do Rio à zona oeste, passando pela zona norte. A estação Madureira atende também o ramal Japeri/Paracambi, que vai até a Baixada Fluminense, na região metropolitana.

A direção do Hospital Salgado Filho informou, por meio de nota, que sete pessoas deram entrada na unidade, vítimas do acidente envolvendo os trens. Quatro foram atendidas e receberam alta hospitalar, e três encontram-se estáveis.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do estado (Agetransp) informou à Agência Brasil que acompanha a ocorrência e pediu esclarecimentos à Supervia.

*Matéria atualizada às 13h para atualizar o número de pessoas feridas, segundo o Corpo de Bombeiros.




Fonte: Agência Brasil

Trens se chocam e deixam ao menos seis feridos no Rio de Janeiro


A colisão de dois trens de passageiros, na manhã desta segunda-feira (13), deixou ao menos seis pessoas feridas, no Rio de Janeiro. O acidente foi na estação de Madureira, na zona norte da cidade.  

De acordo com o Corpo de Bombeiros, há registro de seis vítimas leves atendidas pela corporação. Quatro foram liberadas no local, e duas removidas para o Hospital Municipal Salgado Filho, também na zona norte.

A SuperVia, concessionária que opera o serviço de trens urbanos no estado, informou que sete clientes reclamando de dores no corpo receberam apoio da empresa. Ainda segundo a SuperVia, após o acidente, alguns trens precisaram aguardar ordem de circulação para seguir viagem ou trafegar em velocidade reduzida.

A colisão foi no ramal Santa Cruz, que liga o Centro do Rio à zona oeste, passando pela zona norte. A estação Madureira atende também o ramal Japeri/Paracambi, que vai até a Baixada Fluminense, na região metropolitana.




Fonte: Agência Brasil

Mulher é agredida com socos e marido acaba preso por violência doméstica, em Pres. Prudente



Ocorrência foi registrada, na madrugada desta segunda-feira (13), no Jardim Jequitibá. Um homem, de 32 anos, foi preso em flagrante, na madrugada desta segunda-feira (13), por violência doméstica contra a própria esposa, uma mulher de 29 anos, no Jardim Jequitibá, em Presidente Prudente (SP).
Segundo o Boletim de Ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica em que um homem estaria agredindo uma mulher.
No local, a PM encontrou o casal discutindo e a vítima relatou que os dois estavam em um bar, ingeriram bebidas alcoólicas e, após discutirem, o homem teria lhe agredido com socos, que causaram lesões na boca, pescoço e costas.
Além disso, a mulher também disse que o marido proferiu diversos xingamentos e ameaças contra ela.
Ainda conforme o documento policial, o envolvido “foi para cima” da vítima com a intenção de agredi-la e os policiais precisaram intervir.
Ele foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil e relatou que o casal convive há seis meses e, após a confraternização do seu serviço, a mulher pediu para passar no bar onde o pai dela havia falecido. Os dois ingeriram bebidas alcoólicas e iniciaram uma discussão.
O envolvido negou que havia agredido a mulher com socos. Ele foi preso em flagrante por violência doméstica e permaneceu à disposição da Justiça.

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Fonte: G1

Nelson Triunfo enfrentou a ditadura para dançar hip hop nas ruas


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Pioneiro do break no Brasil, o artista Nelson Triunfo conta que foi preso muitas vezes por dançar na rua. “Eu ia preso direto. Tinha um delegado no Bixiga [região central paulistana] que, quando eu chegava lá, ele falava: ‘poxa rapaz, você de novo’. E eu falava: ‘doutor, eu não gosto de vir aqui, não’”, lembra sobre quando levou o break para as ruas do centro de São Paulo.

Era 1983, quando Triunfo e seu grupo começaram a dançar na Rua 24 de Maio, aproveitando o calçamento com pedras grandes que permitiam os passos deslizantes. O artista já dançava há algum tempo nos bailes paulistanos, como o Chic Show, quando teve contato com a estética do hip hop. “O pessoal de uma TV chamou a gente para imitar o pessoal da Soul Train [programa de TV norte-americano]”, conta.

No local onde os dançarinos de break começaram a se apresentar ao ar livre foi colocado, em 2014, o Marco Zero do Hip Hop, monumento composto por duas pedras no chão. Durante a entrevista para o programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, havia uma van da Polícia Militar sobre o monumento.

São Paulo (SP), 10/11/2023 - O precursor do breaking ou breakdance no Brasil, Nelson Triunfo, fala sobre a cultura Hip Hop no centro da capital paulista. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Precursor do breaking no Brasil, Nelson Triunfo fala sobre a cultura hip hop no país – Rovena Rosa/Agência Brasil

“Antigamente ali era um jardim”, diz Triunfo apontando para o outro lado da rua. “E a gente sentava nele e aqui a gente dançava tudo isso. Mas, você vê o que é a desinformação, uma cidade como São Paulo, cultural, se alguma pessoa vem dos Estados Unidos ou de algum lugar para ver o Marco Zero, vai encontrar um carro em cima do Marco Zero”, reclama.

A presença da viatura não é só simbólica de como a polícia tratava o hip hop na década de 1980, mas também reflete o momento. Triunfo diz que, após a instalação de uma grande base da Polícia Militar na esquina da Rua 24 de Maio com a Dom José de Barros, deixaram de acontecer as festas de hip hop e reggae que eram realizadas semanalmente. “Toda quinta tinha o encontro, a Batalha do Point, aqui. Eles também acabaram”, lamenta.

Mesmo assim, a região continua sendo frequentada pelos artistas que fazem palco da rua. Enquanto a reportagem conversava com Triunfo, os dançarinos Rodrigo Chaw e Roberto Orlandi passaram carregando uma caixa de som e animando o ambiente. “Hoje, são eles que continuam o movimento na rua, nos trens. Eles vivem disso”, diz o veterano a respeito dos artistas mais jovens, que improvisaram uma apresentação com saltos mortais e giros de cabeça no chão.

Essa pulsão mostra, na visão de Triunfo, que o hip hop foi, desde o início, uma cultura de resistência. “Quando era a época do militarismo [ditadura] essas manifestações não podiam acontecer e, mesmo assim, a gente fazia elas acontecerem, era uma resistência”, enfatiza.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista com Nelson Triunfo.

Agência Brasil: Para começar com essa conversa sobre hip hop sobre break, queria que você me mostrasse onde está o Marco Zero do Hip Hop aqui em São Paulo.
Nelson Triunfo: Primeiro, nós começamos em São Paulo dançando na frente do Mapping [antiga loja de departamento, no centro paulistano], do Theatro Municipal, na Praça da Sé, na Praça da República. Teve um lugar que nós descobrimos que não precisava usar aquele papelão [para deslizar no chão]. O lugar tinha umas pedras enormes de granito. Esse lugar virou, a partir de 1983, 1984, um lugar onde todos os dias, menos no domingo, a gente se encontrava. Então, hoje, esse [lugar] é o Marco Zero do Hip Hop que eu vou te mostrar. [Caminha alguns passos e chega ao local onde há uma van da Polícia Militar].

Infelizmente, eu não vou poder mostrar para você, porque está debaixo do carro. Isso aqui é o Marco Zero, debaixo do carro, debaixo do pneu. Ali, está vendo as pedras? Então, essa pedra aqui é onde tudo começou. O marco zero de uma cultura maravilhosa, que nós temos campeões mundiais. Eles ganham medalhas e tudo. [A entrevista é interrompida pela passagem de dois jovens com uma caixa de som. Junto com Triunfo, eles dançam em uma breve apresentação improvisada.] Hoje, são eles que continuam o movimento na rua, nos trens. Eles vivem disso. [Diz em referência aos jovens dançarinos].

Agência Brasil: Então, o hip hop ainda é uma cultura viva por aqui?
Triunfo: Assim é o hip hop. Se a gente ficar aqui, de vez em quando, uns [artistas] vão passar por aqui. Precisamos recuperar a cultura do centro, porque ela hoje está no Brasil inteiro. Mas foi aqui que ela começou, justamente quando aqui se parecia um pouco com um deserto. Quando era a época do militarismo [ditadura] essas manifestações não podiam acontecer e, mesmo assim, a gente fazia elas acontecerem, era uma resistência.

Agência Brasil: Essa viatura em cima do Marco Zero então é simbólica que a polícia continua em cima do hip hop?
Triunfo: Toda quinta-feira tinha o encontro, a Batalha do Point, aqui. Eles também acabaram. Você gostaria de ver isso aqui parado, sem nada, ou gostaria de ter um pessoal aqui, cantando, rimando e outros aplaudindo? São Paulo com algo de mais alegre. Porque não é só de trabalho e de estudo que vive o homem. Nós precisamos também de lazer. Nós precisamos de cultura, certo?

Agência Brasil: E como foi a formação do hip hop aqui em São Paulo, com a reunião dos quatro elementos – break, grafite, DJ e MC?
​Triunfo: Há 50 anos, os quatro elementos se formaram. Mas se formaram porque já existiam esses elementos, que foram crescendo. Em 1981, em 1982, eles há tinham começado no Bronx e ido para o centro de Nova York, com o movimento já em outro patamar. Nós também estávamos indo aqui em São Paulo, há 40 anos, porque se conta o início a partir de 1983, quando eu levei pela primeira vez o meu grupo para a rua. Nós também já tínhamos os quatro elementos.

Vozes Hip Hop arte

Agência Brasil: Você fazia o que antes do hip hop?
Triunfo: A base de tudo, original, para quem não sabe, é o funk, que trouxe tudo, com o James Brown e as bandas de soul. Eu era do soul. Os primeiros raps que samplearam, fechados em quatro tempos, eram com a base do soul. Eram cantados em cima do soul. O b-boys [dançarinos de break] eram um som mais apressado. Break não quer dizer dança, break é o break [parada] da música. Quando dava aquelas rufadas de percussão, os caras adoravam dançar. Dançavam no break da música – break boy – cara que dança no break [intervalo].

Então, nós fomos para a rua em 1983, no início. Nós já dançávamos no [baile] Chic Show, o [estilo] robô, o wave, um pouquinho de lock. Quando nós fomos para o Black Rio, a gente dançava só soul. Então, nós fomos vendo algumas coisas lá fora e o pessoal e uma TV chamou a gente para imitar o pessoal da Soul Train [programa de TV norte-americano], que eram justamente os The Lockers [grupo de street dance fundado na década de 1970]. Só que eu nem sabia que tinha a ver [com hip hop]. Depois, [vieram as influências] do pop, do rock, do wave, que vinham mais de Fresno de Los Angeles [na Califórnia (EUA)], do que de Nova York, que eram o rap e o break.

Tudo isso foi chegando, e eu, como já estava preparado, disse: “É agora!”. Chamei o grupo, e disse: “Vamos para a rua”. Mas não era fácil. De vez em quando eu pegava um BO [boletim de ocorrência], ia preso. Eu ia preso direto. Tinha um delegado no Bixiga [região central paulistana] que quando eu chegava lá, ele falava: “poxa rapaz, você de novo”. E eu falava: “doutor, eu não gosto de vir aqui, não, são os homens que me trazem”.

Agência Brasil: Depois de todos esses anos, o que significa este Marco Zero para você?
​Triunfo: Aquilo é um símbolo, como se fosse uma um troféu de uma Copa do Mundo do Brasil. Para quem entende, para nós do hip hop, isso é o nosso troféu. É como se fosse em Meca [cidade sagrada para o islamismo], onde os caras que vão [fazer peregrinação]. Cada um tem suas crenças. Isso aí é a nossa pedra. Mas, poxa, já devia ter uma coisa bem mais bonita aqui ou ali, mostrando, como antigamente era o jardim que a gente sentava. Mas, por outro lado, estão acontecendo várias coisas maravilhosas, vários eventos que eu fui contemplando os 50 anos de hip hop, pelo Brasil todo. Estou viajando para aqui para acolá, tem muita coisa boa em São Paulo.

Agência Brasil: Você falou que dançou em vários lugares do centro, mas, por que vocês escolheram este lugar?
​Triunfo: Por causa da largura das pedras [do calçamento]. Em uma pedra dessas aqui, dá para você girar de cabeça, era muito legal para dar o backslide [andar de costas, deslizando os pés no chão] e ir embora. Movimentos de rodar a cabeça, as costas. Então, era um espaço que não tinha em outras pedras. As outras pedras [de calçamento] de rua eram pequenas, não tinha como você fazer isso. Essas pedronas era tudo o que precisávamos. Dançava gente aqui, ali e dali. Bombava essa rua. Era muito legal.

Agência Brasil: E como é a relação com o Largo São Bento, vocês passaram a dançar lá depois?
​Triunfo: No final de 1984 eu tive problema de saúde, dançando muito e não me alimentava. Eu fui dar um passeio, visitar meu pessoal [em Triunfo, Pernambuco]. Fui embora passar, uns dias lá com meus pais, minha irmã. Em 1985, começou o ano e os caras que faziam parte do grupo comigo voltaram para dançar aqui. Só que a polícia pegou pesado com eles. Não deu jeito, não deu certo. Aí, eles começaram a procurar um lugar para ensaiar. Foram no Bom Retiro, foram na [avenida] Tiradentes. Mas, descobriram a [estação] São Bento, que foi aquilo que deu certo.

Já foram chegando o Thaíde, o DJ Hum, o Mano Brown, um bocado de gente. Todo mundo fez parte ali da São Bento. Os próprios Gêmeos [grafiteiros], eu me lembro que o Marcelinho e o Alambique iam buscar eles lá no Cambuci [bairro da zona sul], na casa da mãe deles, que eles eram pequenos demais, não dava pra virem sozinhos. A São Bento estourou, virou aquele point nacional. Fui lá onde se fez o primeiro evento nacional de disputa de danças e de batalhas.




Fonte: Agência Brasil

Com faróis apagados e sem capacete, motociclista é preso por embriaguez ao volante em Presidente Prudente




Ocorrência foi registrada, na noite deste domingo (12), na Vila Ramos de Freitas. Delegacia Seccional de Presidente Prudente (SP)
Arquivo/g1
Um motociclista, de 29 anos, foi preso em flagrante, na noite deste domingo (12), por embriaguez ao volante e direção perigosa, na Vila Ramos de Freitas, em Presidente Prudente (SP).
Segundo o Boletim de Ocorrência, a Polícia Militar realizava patrulhamento pela Rua Mendes de Moraes quando avistou um motociclista em alta velocidade, sem capacete e com os faróis apagados.
A PM acompanhou o envolvido e deu sinais de parada com sinais luminosos, porém ele tentou fugir. Os policiais acompanharam o motociclista por aproximadamente 20 minutos, até que caiu no chão.
Ainda conforme o documento policial, os agentes realizaram a abordagem e constataram sinais de embriaguez. O teste do bafômetro foi realizado e atestou a presença de 0,94 mg/l de álcool.
O envolvido disse que sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) está suspensa e ingeriu bebida alcoólica, por isso tentou fugir. Ele foi preso por embriaguez ao volante e encaminhado à Delegacia da Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça.

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Fonte: G1

Atos pró-Palestina em São Paulo e Brasília pedem cessar-fogo em Gaza


As cidades de São Paulo e de Brasília tiveram, neste domingo (12), atos pró-Palestina e pelo cessar-fogo na Faixa de Gaza. Em São Paulo, o ato na Avenida Paulista começou às 11h em frente à Praça Oswaldo Cruz e seguiu até o Museu de Arte de São Paulo (Masp), finalizando por volta das 14h. Em Brasília, o ato ocorreu no Eixo Norte, no Plano Piloto, a partir das 10h.

O ato em São Paulo foi organizado pela Frente em Defesa da Luta do Povo Palestino e contou com a participação de partidos políticos e movimentos sociais. Um dos gritos entoados pelos manifestantes era: “Estado de Israel, Estado assassino! Viva a luta do povo palestino!”

Um dos organizadores, Mohamad El Kadri foi presidente do Fórum Latino Palestino e contou que esse já é o quinto ato a favor da Palestina em São Paulo, desde o início das hostilidades mais recentes, que começaram em 7 de outubro. Para ele, os atos servem para informar à sociedade sobre a causa do povo palestino.

“As mobilizações levam para as pessoas conhecimento sobre a causa palestina. Aqui no Brasil as pessoas não conhecem bem o motivo da causa palestina. Inclusive o trabalho da mídia é muito parcial, eles não entrevistam representantes da comunidade palestina e da sociedade árabe. Uma senhora na manifestação falou que nem imaginava que Israel ocupa a Palestina por 75 anos”, destacou.

São Paulo (SP), 12/11/2023 - Ato em solidariedade ao povo palestino e pelo cessar fogo de Israel em Gaza, na Avenida Paulista. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Ato em São Paulo começou às 11h – Rovena Rosa/Agência Brasil

Para Mohamad os atos também servem de alento aos palestinos em Gaza: “tudo que a gente faz no Brasil a gente manda para os palestinos em Gaza e na Cisjordânia. Isso para eles é muito importante, eles veem que não estão sozinhos”.

Uma performance de mulheres simulando carregar crianças mortas em panos manchados de vermelho chamou atenção do público. A ideia é denunciar o elevado número de óbitos de crianças pelos bombardeios de Israel.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, o número de crianças mortas desde o dia 7 de outubro chegou a 4.506 neste domingo. Com isso, uma criança morre a cada 10 minutos no enclave palestino.

Brasília

Em Brasília, o ato foi organizado pelo Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino, que reúne partidos políticos e movimentos sociais. O presidente do Instituto Brasil Palestina, Ahmad Shehada, foi um dos organizadores deste que foi o sexto ato de rua em Brasília a favor da causa palestina.

Brasília (DF), 12/11/2023, Ato Solidariedade a Gaza e ao Povo Palestino, no Eixão em Brasília. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Ato Solidariedade a Gaza e ao Povo Palestino, no Eixão em Brasília – Antônio Cruz/Agência Brasil

Shehada nasceu em um campo de refugiados em Gaza, tem familiares na zona de guerra, e destacou que esses atos são uma resposta às agressões de Israel.

“A causa palestina é de toda a humanidade, é uma causa justa. O povo está sensibilizado contra esses ataques contra as crianças, contra os hospitais”.

A professora Eliene Bento Luiz, de 58 anos, foi ao ato em Brasília por acreditar que é importante mostrar para o governo que a sociedade brasileira está atenta ao que acontece em Gaza. “Isso não quer dizer que somos antissemitas, pois sabemos o quanto o povo judeu sofreu ao longo da história. Queremos, sim, que o povo palestino seja respeitado. Se deve haver punição, que seja ao grupo Hamas, não com morte e sangue de inocentes e crianças”, destacou.

Mundo

Manifestações pró-Palestina também ocorreram em diversas cidades pelo mundo neste final de semana. Em Londres, na Inglaterra, um ato reuniu mais de 300 mil pessoas nesse sábado (11).

Também foram registradas manifestações pró-Palestina e pelo cessar fogo em Bruxelas (Bélgica), Berlim (Alemanha), Genebra (Suíça), Barcelona (Espanha) e Austrália.




Fonte: Agência Brasil