Reportagens do Portal g1 Presidente Prudente e Região ajudam moradores do Oeste Paulista a resolver problemas e, inclusive, a sobreviver




Portal refez contato com pessoas de Panorama (SP), Presidente Bernardes (SP) e Presidente Prudente (SP), auxiliadas por meio da produção jornalística, ao longo de 10 anos. Após obras de contenção dos barrancos do Córrego Guarucaia, em Presidente Bernardes (SP), moradores da Vila Romana vivem mais tranquilos
Rosalina Aparecida Domingos
Para além de tornar público um fato, o jornalismo mantém o compromisso social de ajudar pessoas a solucionar problemas. Há 10 anos, essa é uma das missões do Portal g1 Presidente Prudente e Região, o qual já deu voz a milhares de histórias ao longo de uma década na região do Oeste Paulista.
Relembre algumas situações em que o jornalismo do g1 ajudou na busca de soluções para problemas enfrentados por moradores do Oeste Paulista.
Em 15 de julho de 2017, o g1 deu início a uma série de reportagens mostrando o drama que moradores do bairro Vila Romana, em Presidente Bernardes (SP), viviam diante da preocupação com a falta de obras para a contenção da erosão dos barrancos do Córrego Guarucaia, que corta a comunidade.
Segundo relatos da população local, o problema já durava cerca de 30 anos e, na época, colocava em perigo as 15 casas que margeavam o córrego e corriam o risco de serem “engolidas” pelo buraco.
Moradora do bairro há mais de duas décadas, a funcionária pública estadual Rosalina Aparecida Domingos acompanhou de perto a situação e o medo enfrentado pelos vizinhos. Ao g1, ela disse ter, na época, contatado alguns moradores e marcado uma reunião com o Poder Executivo na tentativa de resolver o problema.
“Naquele tempo, houve muitas reuniões com a Prefeitura, com a Promotoria [de Justiça], houve também visitação tanto do promotor quanto do próprio g1, por meio do então repórter Wellington Roberto, além de diversos contatos com a Secretaria da Polícia Militar Ambiental de São Paulo”, relembrou a moradora.
Problema preocupava moradores do bairro havia aproximadamente 30 anos, em Presidente Bernardes (SP)
Arquivo/g1
‘Perigo iminente’
Seis dias após a publicação da primeira reportagem, a Prefeitura de Presidente Bernardes havia informado que a parte técnica do projeto encaminhada à Defesa Civil para a realização da obra teve parecer favorável. Porém, em janeiro de 2018, o problema se agravou e assustou ainda mais os moradores.
Já em fevereiro de 2018, a Secretaria da Casa Civil do Estado de São Paulo informou ao g1 que foi autorizada a liberação de uma verba no valor de R$ 672.220,96 para a contenção de erosão nos barrancos do Córrego Guarucaia.
No fim de outubro do mesmo ano, a Prefeitura ressaltou ao portal que havia concluído a licitação para a obra na Vila Romana e preparava os documentos do certame para serem encaminhados à análise da Defesa Civil, em São Paulo (SP). Por fim, em janeiro de 2019, as obras no local tiveram início.
Problema colocava em perigo 15 casas que margeavam o córrego e corriam o risco de serem ‘engolidas’ pelo buraco, em Presidente Bernardes (SP)
Arquivo/g1
“O trabalho do Portal g1 Presidente Prudente e Região foi de suma importância, pois fez tornar-se público o trágico e iminente perigo que aqueles moradores que margeiam o Córrego Guarucaia viviam há mais de 30 anos, enquanto os poderes Executivo e Legislativo assistiam de camarote a tudo isso durante décadas sem tomar a devida providência”, afirmou a moradora.
Ainda conforme Rosalina Aparecida, atualmente, os proprietários das casas que margeiam o córrego vivem mais tranquilos, no entanto, “são necessárias supervisões e manutenções ferrenhas no local”, já que a vala de cimento representa risco de acidente para as pessoas que transitam pelo trecho.
“Devido à insistência com a Prefeitura e a Promotoria, juntamente com o abaixo-assinado, a presença massiva dos moradores da Vila Romana e as reportagens contínuas do g1, tivemos então a realização de uma barreira que impede as erosões”, afirmou a funcionária.
Após reportagens do Portal g1 Presidente Prudente e Região, problema no Córrego Guarucaia foi solucionado
Rosalina Aparecida Domingos
Trajetória de superação
Em novembro de 2015, o g1 viajou até Panorama (SP) para contar a história de Vitória Barbosa Oliveira, cujo nome faz jus à trajetória de superação vivida pela jovem, atualmente, com 22 anos.
Portadora de bronquiolite obliterante, doença rara que adquiriu após uma catapora se desenvolver, primeiramente, em seus pulmões, ela viu sua rotina se transformar completamente. Coisas básicas do dia a dia, como ir à escola ou até mesmo escovar os cabelos, já não eram mais possíveis de serem feitas sozinha.
Com apenas sete anos, a garotinha emagreceu 12 quilos, foi acometida por febres altas e desenvolveu um quadro de falta de ar constante, levando à dependência, por 24 horas, de oxigênio via cateter para conseguir respirar.
Vitória Barbosa Oliveira desenvolveu bronquiolite obliterante após uma catapora
Acervo pessoal
Ao g1, Vitória relembrou o dia em que o portal fez contato com ela e a mãe, Andreia Barbosa, para tornar pública a luta enfrentada pela adolescente que, na época, aguardava na fila por um transplante de pulmões, já que os tratamentos clínicos não surtiam mais efeito.
“O trabalho do g1, posso dizer, com tamanha gratidão, que me ajudou muito. Ele mostrou para as pessoas que não era uma história mentirosa. Sem dúvidas, foi algo de grande importância para o meu caso e, por esse motivo, muitas pessoas me cobram constantemente para escrever um livro, pois têm curiosidade de saber dos detalhes”, revelou a jovem.
Doença fez com que jovem ficasse dependente, por 24 horas, de oxigênio via cateter para conseguir respirar
Acervo pessoal
‘Milagre sem explicação’
O transplante não aconteceu. Vitória permaneceu na fila, à espera de um doador, por cerca de dois anos, período em que foi assistida pelo Instituto do Coração (Incor), em São Paulo. A paciente possuía todos os indícios físicos e clínicos atestando que o único recurso restante para ela era o transplante de pulmões.
“Fui beneficiada com um milagre. Para a medicina, não tem explicação. Vivo há seis anos sem o transplante com o quadro clínico ainda grave, porém, o quadro físico é totalmente outro, sem a dependência de oxigênio. Levo uma vida totalmente normal, como se nunca tivesse tido algum problema de saúde. Me casei e estou me permitindo viver intensamente”, relatou ao g1.
Jovem permaneceu na fila à espera por transplante de pulmões
Acervo pessoal
Apesar de não ter sido necessário o transplante, de acordo com a jovem, a reportagem publicada pelo g1 despertou o interesse e a curiosidade das pessoas sobre a doação de órgãos, uma discussão importante na visão da dona de casa.
“O desenrolar dos fatos após a publicação da reportagem despertou o interesse de muitas pessoas em querer saber mais sobre a questão da doação de órgãos. Elas me procuraram querendo ajudar de alguma forma. Apoio e campanhas de oração em várias cidades e estados começaram a surgir”, enfatizou.
Reportagem especial do Portal g1 Presidente Prudente e Região fez com que pessoas se interessassem pela doação de órgãos, segundo Vitória
Acervo pessoal
Amor que vai além
Como mensurar o amor de uma mãe e de um pai? Para a família Sato, moradora de Presidente Prudente, ele ultrapassou as paredes do lar e foi parar no g1. Isso porque, em 2014, o portal começou a acompanhar de perto a história da família, que buscava um tratamento alternativo com o canabidiol para proporcionar uma melhor qualidade de vida para a filha, devido a uma má formação cerebral conhecida como lisencefalia.
A condição de Julia Ayumi Aguiar Sato, atualmente com 14 anos, fazia com que ela tivesse convulsões diárias, além de espasmos frequentes, sofrimento que os pais, Alessandra Andrea Aguiar Sato e Leandro Sato, não aguentavam mais ver a menina passar.
Julia Ayumi Aguiar Sato, atualmente com 14 anos, possui lisencefalia
Acervo pessoal
Na época em que o portal fez a primeira reportagem com a família, há cerca de nove anos, Julia vivia acamada. Os pais buscavam métodos para recuperar a saúde da criança, mas nada surtiu efeito. Para evitar o sofrimento, a saída que a família achou foi mantê-la medicada e dormindo, na tentativa de conter os espasmos musculares.
“Em 2013 foi o ano em que nada segurava as convulsões da Julia e nós estávamos desesperados. Vimos uma reportagem falando sobre o canabidiol e fomos atrás para ver se conseguíamos esse remédio que parecia ser a solução”, relembrou ao g1 a empresária Alessandra Andrea Aguiar Sato.
No entanto, a esperança da família foi abalada pela notícia de que, na época, o uso do medicamento derivado da maconha era proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Os pais, então, conseguiram uma receita médica com o neurologista da filha e a autorização da Anvisa para ministrar a medicação.
Sem o medicamento, Julia tinha cerca de 50 convulsões por dia
Arquivo/g1
Inicialmente, a família utilizou recursos próprios para comprar o remédio, no entanto, segundo a mãe, a situação financeira ficou difícil, já que, na época, cada seringa custava em média 800 dólares e a filha precisava de sete aplicações mensais.
A melhora, por outro lado, foi incontestável. Antes de tomar o canabidiol, Julia tinha cerca de 50 convulsões diárias. Após o uso do medicamento, “praticamente zerou”.
Ao g1, a mãe relembrou que, com o auxílio da Defensoria Pública, a família já estava com a causa ganha na Justiça, no entanto, a verba não estava sendo repassada para os Sato, momento em que todos ficaram desesperados.
“Meu marido estava desconsolado com tanta injustiça, pois havíamos conseguido a liminar, porém, não estávamos recebendo o remédio da nossa filha, e as convulsões voltaram mais fortes ainda. Foi quando o Portal g1 Presidente Prudente e Região e a TV Fronteira leram nossa postagem e foram atrás da nossa família para saber mais sobre o assunto”, disse a empresária.
Família recorreu ao Portal g1 Presidente Prudente e Região e à TV Fronteira para conseguir remédio para a filha
Arquivo/g1
Vidas transformadas
A partir de então, uma série de reportagens foi divulgada pelo Portal g1 Presidente Prudente e Região com o objetivo de não só atualizar a população sobre o caso da pequena Julia, mas também fazer com que a história chegasse às autoridades, para que alguma ação concreta fosse, de fato, tomada.
Materiais contando a história da família, as atualizações sobre a situação da liminar na Justiça, a espera angustiante para o início do tratamento, bem como o acompanhamento durante as primeiras retiradas do medicamento na sede do Departamento Regional de Saúde (DRS), em Presidente Prudente, pela família, e a melhora no quadro da menina após o início do tratamento foram divulgados.
A iniciativa, de acordo com a mãe, “foi de grande ajuda”.
“Daí em diante, o Portal g1 Presidente Prudente e Região e a TV Fronteira não pararam mais de nos ajudar até conseguirmos o remédio de que tanto precisávamos. Eles foram importantíssimos nas nossas vidas. Enquanto não recebíamos o remédio, todos os dias tinha reportagem. E até depois de conseguirmos eles ainda ligavam e perguntavam: ‘A Julia está recebendo a medicação?”, revelou a mãe ao g1.
Julia Sato junto aos pais, Alessandra Andrea Aguiar Sato e Leandro Sato, e à irmã mais nova, Miyuki Aguiar Sato
Acervo pessoal
Compromisso social
Em uma dinâmica cíclica e inesgotável, o jornalismo comunitário tem o poder de alterar realidades, à medida em que são noticiadas e, por isso, transformadas.
Os 10 anos completados pelo g1 Presidente Prudente e Região neste 1º de de novembro de 2023 reforçam a sede de histórias e de compromisso social que move, todos os dias, os jornalistas que integram o maior portal de notícias do Oeste Paulista.
Feliz uma década, g1 Presidente Prudente e Região!
Continue dando voz a tantas vozes do Oeste Paulista. ❤

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Bancos devem compartilhar informações sobre indícios de golpes


Bancos e demais instituições financeiras e de pagamentos autorizadas a funcionar pelo Banco Central (BC) deverão compartilhar entre si dados e informações sobre fraudes e golpes no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), a partir desta quarta-feira (1º).

A medida já estava prevista em resolução conjunta do Conselho Monetário Nacional (CMN) e do BC desde maio deste ano, quando foi estipulado o prazo de seis meses para adequação e implantação.

O Banco Central prevê que a resolução vai contribuir que as instituições financeiras aprimorem tanto a prevenção de fraudes quanto os controles internos.

“A medida busca reduzir a assimetria de informação no acesso a dados e a informações utilizados para subsidiar procedimentos e controles dessas instituições para prevenção de fraudes, visando reduzir sua ocorrência no Sistema Financeiro Nacional e no Sistema de Pagamentos Brasileiro”, afirma o diretor de Regulação do Banco Central, Otávio Damaso.

Em nota enviada à Agência Brasil, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) destaca que a norma é resultado de uma agenda de medidas propostas pela Febraban aos órgãos reguladores para fortalecimento das ações de prevenção a fraudes bancárias no país. “Sua publicação é um passo importante para a prevenção desses crimes no país.”

“A resolução torna-se um marco para o sistema financeiro, para seus clientes e para a sociedade no combate a fraudes e golpes bancários. A redução na assimetria de informações no acesso a dados e informações tornará mais ágil a ação dos bancos na prevenção destes ilícitos, inclusive na atuação direta junto às pessoas destinatárias de recursos oriundos de fraudes e golpes”, ressalta a nota.

Compartilhamento

O compartilhamento de dados e de informações sobre indícios de ocorrências ou de tentativas de fraudes deve ser feito em, no máximo, 24 horas, contadas a partir do momento em que forem detectadas. As instituições também devem, mensalmente, até todo dia 15, fazer a declaração sobre os registros de indícios do mês anterior.

Entre as informações a serem compartilhadas estão: a identificação dos autores que executam ou tentam executar as fraudes; descrição de indícios e fatos ocorridos ou da tentativa de fraude; identificação dos bancos responsáveis pelo registro das informações; além da identificação dos dados da conta destinatária e de seu titular, em caso de transferência de recursos ou pagamento.

O Banco Central considera indícios de ocorrências ou de tentativas de fraudes as seguintes atividades suspeitas:

– Abertura de conta de depósitos ou de conta de pagamento;

– Prestação de serviço de pagamento (rol mínimo estabelecido pela resolução do BC);

– Manutenção de conta de depósitos ou de conta de pagamento;

– Contratação de operação de crédito.

A análise de eventuais fraudes deve ser realizadas em operações de:

– Saques de recursos em espécie;

– Transferências entre contas na própria instituição;

– Transferência Eletrônica Disponível (TED);

– Transações de pagamento com cheque;

– Transações de pagamento instantâneo (Pix);

– Transferências por meio de Documento de Crédito (DOC);

– Boletos de pagamento.

O Banco Central ressalva que essas medidas não se aplicam às administradoras de consórcio, nem a indícios da prática dos crimes de lavagem de dinheiro ou ocultação de bens, direitos e valores e de financiamento do terrorismo.

Responsabilidades

O registro, a consulta e o uso das informações deverão ser feitos via sistema eletrônico, sob a responsabilidade das instituições financeiras, que também deverão preservar o sigilo dos dados.

Em caso de contratação de outra empresa para prestação do serviço de compartilhamento ou tratamento de dados e informações compartilhados, a responsabilidade continuará sendo do banco ou da instituição financeira contratante.

Antes do compartilhamento dos dados de fraudes, as instituições deverão ter a concordância de seus clientes firmada em contrato para registro e compartilhamento dos dados de fraudes no sistema eletrônico. Pela resolução do CNM e do BC, os titulares dos dados terão livre acesso às informações que lhes digam respeito, bem como poderão solicitar a exclusão ou a correção dos dados registrados, em caso de eventuais erros, inconsistências ou outras demandas.

O acesso ao sistema de compartilhamento de dados exigirá a respectiva identificação de quem realizou a entrada nele, e os dados obtidos são confidenciais.

Outras ações

A Febraban informou que Comitê de Prevenção a Fraudes da instituição já usava ferramentas, em parceria com empresas de tecnologia, para prevenção a golpes.

Na semana passada, a federação lançou a terceira edição da campanha de prevenção a fraudes intitulada Pare e Pense: Pode ser Golpe, com exemplos de situações de golpes e dicas aos clientes bancários para que se protejam das ações de criminosos e mantenham seu dinheiro seguro.

A campanha também prevê a atuação de parceiros como Banco Central, Polícia Federal e Procons.

A entidade listou entre os golpes mais comuns o envio de link falso de pagamento, uso de maquininha de cartão, falso motoboy, falsa central de atendimento, entre outros.

Direito

O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) orienta o usuário do banco que foi vítima de golpe a avisar imediatamente a instituição financeira para a qual o dinheiro foi enviado; fazer um boletim de ocorrência na polícia estadual e, caso tenha problemas com o banco, abrir uma reclamação no BC.

O Idec afirma que é obrigação do banco garantir a segurança dos usuários. A vítima da fraude ainda pode pedir a reparação de direitos judicialmente, mediantes apresentação de provas.

Em causas judiciais com valor abaixo de 40 salários mínimos, a pessoa poderá procurar um Juizado Especial Cível (antes chamado de Juizado de Pequenas Causas), para garantir a gratuidade e agilidade. Mas, se o valor for superior a 40 mínimos, o caminho é a Justiça comum.

Em causas de até 20 salários mínimos, não é obrigatória a representação do autor da ação por advogado. Desta forma, o consumidor pode ajuizar a ação por conta própria.




Fonte: Agência Brasil

Uma década de histórias: conheça as coberturas que atravessaram para sempre a carreira e a vida de jornalistas no g1 Presidente Prudente e Região




Profissionais compartilham experiências marcantes nos bastidores de coberturas jornalísticas feitas pelo maior portal de notícias do Oeste Paulista, ao longo de 10 anos. Entre blocos de anotações, chamadas ao telefone, xícaras de café e olhares atentos aos monitores, histórias do Oeste Paulista ganham as telas dos aparelhos e até do noticiário televisivo da TV Fronteira há 10 anos pelas mãos dos profissionais que integram o Portal g1 Presidente Prudente e Região.
Dedicar uma década inteira a ouvir e a contar histórias é uma tarefa complexa, sobretudo, pelo fato de os enredos da vida real não se assemelharem àqueles descritos pelos livros infantis, os quais geralmente terminam com final feliz.
Ser jornalista é, muitas vezes, ter de guardar a emoção no bolso para cumprir a missão de levar informação às pessoas. É recordar acontecimentos que ainda ecoam na memória e no coração daqueles que tiveram suas vidas atravessadas por eles, inclusive, a dos próprios jornalistas, que a todo momento são visitados pelo ser humano que habita o revés da carcaça regida pela função.
Fato é que poucos têm a sensibilidade de perceber que o jornalismo também é feito de histórias por trás dos bastidores, e são elas que você vai conhecer agora.
Reportagem especial celebra os 10 anos do Portal g1 Presidente Prudente e Região
‘Inesquecível que ninguém quer lembrar’
Uma década também é o tempo que separa uma das maiores tragédias do Oeste Paulista à série de reportagens especiais produzidas pelo g1 Presidente Prudente e Região sobre o caso, publicadas entre os dias 19 e 22 de janeiro de 2016.
A primeira delas, intitulada “Uma década depois, maior tragédia do Oeste Paulista segue viva na memória”, foi escrita pela então jornalista do portal Heloise Hamada e ilustrou as lembranças marcantes que autoridades envolvidas tinham sobre o fato.
O acidente entre dois ônibus de uma mesma empresa, que matou 32 pessoas e deixou 21 lesionadas, aconteceu na noite do dia 22 de janeiro de 2006, quando a pista da Rodovia Raposo Tavares (SP-270) ainda era simples e não tinha duplicação. Um dos ônibus, que tinha 38 passageiros, seguia de Bauru (SP) com destino a Presidente Prudente. Já o outro, havia saído de Colorado (PR), tinha como destino São Paulo (SP) e transportava 13 pessoas.
Foi na pista do sentido capital-interior que as frentes dos veículos, pertencentes à mesma companhia de transportes, se fundiram. O impacto prensou os corpos dos dois motoristas nas ferragens e matou, principalmente, os passageiros das poltronas frontais. Uma tragédia que ficou marcada na história.
Jornalista Heloise Hamada relembrou tragédia envolvendo dois ônibus de uma mesma empresa
Reprodução/TV Fronteira
“Certamente, essa série me marcou muito porque, na época do acidente, eu nem imaginava ser jornalista e apenas lembrava do que havia sido noticiado pela imprensa”, recordou Heloise Hamada ao g1.
Após um planejamento que durou meses, à repórter foi dada a missão de realizar as pesquisas iniciais. Segundo ela, como o g1 Presidente Prudente e Região não existia na época do acidente, não havia arquivo próprio, motivo pelo qual teve de recorrer aos materiais documentados pelos telejornais da TV Fronteira, além de outras fontes.
“Passei dois dias inteiros no Museu e Arquivo Histórico ‘Prefeito Antônio Sandoval Netto’ também analisando o que havia sido noticiado pela imprensa local. Olhei cada edição no período de dois anos a partir do dia do acidente. Fui anotando nomes e já também separando o material para os outros repórteres”, relembrou.
Com a pesquisa feita e os personagens escolhidos, os profissionais deram início à produção da série especial. Heloise retratou as investigações da Polícia Civil, por meio de entrevista com o delegado responsável pelo caso, e como foi o atendimento no local do acidente, com um bombeiro, uma médica e uma enfermeira. O trabalho rendeu três reportagens ricas em detalhes, emoção e respeito pela história.
Batida frontal matou 32 pessoas e deixou 21 lesionadas, em 22 de janeiro de 2006
Reprodução/TV Fronteira
A persistência também foi um fator essencial para que a reportagem ganhasse vida, já que, no momento do contato, os entrevistados que fizeram o atendimento das vítimas no local do acidente estavam em diferentes partes do país, de Presidente Prudente ao litoral de São Paulo e Pará. O que a jovem repórter não esperava é que eles fossem retratar, com mais ainda emoção, os detalhes daquela noite.
“Todos ficaram muito emocionados com todas as lembranças. Foi algo que marcou demais cada um deles e de forma diferente. Acho que com esses relatos foi possível reconstruir o que aconteceu naquela fatídica noite na perspectiva de quem trabalhou”, afirmou ao g1.
As demais reportagens complementaram a história: os sobreviventes, os familiares que ingressaram com ação indenizatória na Justiça e como o caso ainda se arrastava nesses dez anos, além das mudanças na rodovia, materiais assinados pelos então repórteres do portal Wellington Roberto, Stephanie Fonseca e Mariane Peres.
Histórias de sobreviventes, familiares das vítimas e profissionais foram retratadas em série especial do Portal g1
Reprodução/TV Fronteira
Para Heloise, a série especial foi um exemplo de como trabalhar a sensibilidade durante a abordagem com os entrevistados, porque cada um foi afetado de alguma forma pelo ocorrido, “alguns com feridas abertas”.
“É preciso ter mais sensibilidade ainda para transformar em texto. E os dois textos que eu escrevi foram difíceis. É preciso ter respeito com o que cada entrevistado contou em qualquer matéria, mas nem todas exigem transformar emoções em palavras”, ressaltou a agora jornalista da Câmara Municipal de São Paulo.
Ela ainda defende que, para além de um registro, a série é uma forma de documentar novamente o fato, com novas perspectivas, novos desfechos.
“Não é apenas trazer uma tragédia à tona novamente. É como eu escrevi em uma das reportagens: ‘o inesquecível que ninguém quer lembrar’. Mas não querer lembrar não significa apagar o que aconteceu. A vida sempre segue, apesar da tragédia. A vida sempre segue e é preciso mostrar isso também”, concluiu ao g1.
Hamada afirma que série de reportagens foi um exemplo de como trabalhar a sensibilidade com os entrevistados
Reprodução/TV Fronteira
Jornalismo humano
E quando o desenvolvimento de uma reportagem desperta o sentimento de privilégio, mas, ao mesmo tempo, de medo? Essa foi a dualidade que a jornalista Aline Costa sentiu na pele durante a série especial que marcou os 20 anos de uma chacina que matou cinco jovens, em Teodoro Sampaio (SP), no dia 3 de julho de 2001.
Os corpos das vítimas, com idades entre 17 e 23 anos, foram encontrados na área de uma fazenda que fica nas imediações do Cemitério Municipal. Não se sabe quem foram os autores do crime nem por que os jovens foram executados, todos com golpes na cabeça e no pescoço praticados com um objeto cortante.
Vítimas da chacina em Teodoro Sampaio (SP), da esquerda para a direita: Carlos Henrique de França, Jaqueline dos Santos Zacarias, Lucylene Medeiros de Souza, Lucicleide de Lima Souza e Wilson Alves da Silva
Reprodução
Cinco vidas perdidas. Cinco famílias devastadas. Vinte anos que se passaram sem qualquer esclarecimento sobre o ocorrido. A série, assinada também pelos jornalistas Gelson Netto, Heloise Hamada e Stephanie Fonseca, mostrou como essa falta de respostas ainda marcava a vida das pessoas que tiveram de lidar com perdas inesperadas e brutais, além de um desafio maior: a dúvida.
“O privilégio foi por ter sido incumbida de tratar da parte mais sensível dessa história. E o medo foi pelo mesmo motivo. Saber que eu faria aquelas famílias reviverem novamente tamanha dor me assustava. Mas foi justamente esse misto de sensações e sentimentos que me permitiu conhecer, mesmo que superficialmente, a história de duas famílias incríveis”, revelou ao g1 a repórter Aline Costa.
Após duas décadas, revisitar todos os arquivos que já haviam sido publicados pela imprensa, além de refazer o contato com as famílias, a polícia e a Justiça foi uma das partes mais desafiadoras do processo, de acordo com ela.
O trabalho ainda se estendeu a visitas às casas das famílias, ao cemitério e ao local onde ocorreu o crime, além da organização das datas das gravações, já que se tratava de uma reportagem multimídia, e até mesmo das informações obtidas durante as pesquisas, algo que a atual jornalista da TV Fronteira classificou como um “trabalho de formiguinha”.
Chacina que vitimou jovens, com idades entre 17 e 23 anos, completou 20 anos em 2021
Reprodução/TV Fronteira
“Conversei com duas mães guerreiras, que lutaram desde sempre pelos seus filhos. Quanto sofrimento vi nos olhos e nas palavras de cada uma. Quanta saudade, lembranças, sonhos interrompidos […]. Elas se abriram para mim. Choraram comigo. Desabafaram. Me agradeceram por não esquecer e não deixar que ninguém esquecesse de tudo o que tinha acontecido havia 20 anos”, contou.
Ao passo em que a história dos jovens e de suas famílias voltava a preencher as linhas do documento virtual, a jornalista viu o medo dar lugar à certeza de que aquela tragédia não podia ser esquecida. Pessoalmente para Aline, a série representou um divisor de águas em sua carreira profissional.
“Naquelas entrevistas, eu tive a certeza de que eu só faria um jornalismo humano. Menos que isso não me cabia mais. Me fez melhor como profissional e, principalmente, como pessoa. Mas o mais importante era que sempre tive em mente que aquilo ali era sobre uma luta jamais vencida. E que não pode ser esquecida”, enfatizou ao g1.
Série especial do Portal g1 retomou frustração de familiares e autoridades com a falta de respostas sobre o caso
Reprodução/TV Fronteira
Seis reportagens abriram a home do Portal g1 Presidente Prudente e Região naquele 1º de julho de 2021. Histórias que vão desde a retomada do fato em si até os resquícios da fatalidade na memória de um policial aposentado, a frustração de um promotor de Justiça ao ter de arquivar o caso e a dor avassaladora das famílias ao perder, de forma prematura, jovens tão amados.
Na casa de Francisneide Alves Lacerda, mãe de Wilson Alves da Silva, uma das vítimas da chacina, à época com 19 anos, o quarto do filho ainda permanecia o mesmo. Assim que a repórter adentrou o cômodo, foi tomada pela emoção ao ver as roupas do rapaz, que mantinham viva a memória dele naquela casa.
Retratar as dores dessas famílias, com o máximo de cuidado e carinho, foi algo pensado pelo portal, ainda de acordo com a repórter. “Um trabalho digno de uma equipe dedicada, sempre supervisionada por um coordenador competente”.
“Para mim, essa é a missão de um jornalista. Quando não for possível mudar a história de alguém, que pelo menos a gente consiga provar que nenhuma dor é insignificante”, pontuou.
Durante as entrevistas, Aline Costa teve a certeza de que só faria jornalismo humano
Arquivo/g1
Reviver a dor
“A reportagem me deu a chance de causar incêndios sem fogo e espernear contra as injustiças do mundo sem ir para a cadeia. Escrevo para não morrer, mas escrevo também para não matar”.
A reflexão, da renomada jornalista brasileira Eliane Brum, revela uma das essências do jornalismo: a sensibilidade. Guiado por ela, o repórter Leonardo Bosisio trouxe à tona os desdobramentos do primeiro ataque do crime organizado a uma autoridade do Poder Judiciário.
Em 2023, exatos 20 anos depois do assassinato do juiz Antônio José Machado Dias, o g1 voltou ao local onde o magistrado foi executado por integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Juiz Antônio José Machado Dias foi morto em 14 de março de 2003 por integrantes de uma facção criminosa
Arquivo/TV Fronteira
A equipe refez todo o trajeto que o magistrado percorreu na noite de 14 de março de 2003, ocasião em que Machadinho, como era carinhosamente chamado por amigos, dispensou a escolta policial, que sempre o acompanhava, e foi atingido por quatro disparos de arma de fogo, na região central de Presidente Prudente, após ter cumprido mais um dia de trabalho no Fórum.
“Foi um trabalho complexo conseguir contar com detalhes, depois de 20 anos, o que aconteceu e qual foi o desfecho dessa história, mas, com certeza, é muito marcante voltar no tempo e contar sobre esse crime que chocou o Oeste Paulista e mostrou, infelizmente, quão grande o crime organizado estava ficando”, observou Bosisio ao g1.
Reviver a tragédia não foi só o desafio que o jornalista teve de enfrentar. Como na época do crime não existia o g1 Presidente Prudente e Região, poucas eram as informações disponíveis sobre o caso. Ele, então, recorreu aos arquivos da TV Fronteira e fez contato com órgãos oficiais, autoridades e moradores do local para construir o texto.
Equipe do Portal g1 refez o trajeto que o magistrado percorreu na noite de seu assassinato
Arquivo/TV Fronteira
Uma das cenas mais marcantes durante o processo de apuração, segundo o jornalista, foi a entrevista com o aposentado Aparecido de Oliveira Camargo, que trabalhou com o juiz no Fórum da Comarca de Presidente Prudente, e mora na rua onde tudo aconteceu. Ele foi uma das primeiras pessoas a ver o corpo de Machado Dias e, muito emocionado, contou detalhes de como descobriu a morte do amigo.
“Nunca é legal ver aquela pessoa que você está entrevistando chorar diante da câmera ao relembrar o passado, porém, é necessário mostrar a dor que aquele crime causou e ainda deixa marcas nas pessoas da cidade”, afirmou o repórter.
Apesar da dor de tocar novamente em uma ferida que, talvez, nem tenha se fechado, mesmo após duas décadas, participar de todo o processo de apuração e desenvolvimento da reportagem multimídia marcou a carreira do jornalista.
“Com certeza, casos assim nos tornam mais humanos e nos relembram do nosso papel de mudança social e de dar voz às pessoas”, concluiu ao g1.
Para Bosisio, entrevista com o aposentado Aparecido de Oliveira Camargo foi marcante durante a produção da reportagem especial
Rodrigo Marinelli/g1
Força maior
Agora, peço licença aos leitores para assumir o protagonismo deste tópico, que tratará de um dos mais trágicos e violentos episódios da história centenária de Presidente Prudente, o qual eu, Bárbara Munhoz, recuperei após 20 anos: a morte da jovem Mariana Braga da Costa.
Ela comemorava o ingresso no curso de engenharia ambiental em uma festa de calouros no campus local da Universidade Estadual Paulista (Unesp), quando foi vítima de um disparo de arma de fogo na cabeça, em 22 de fevereiro de 2003. A bala perdida levou os sonhos e a alegria da jovem, à época, com apenas 18 anos.
Quatro pessoas foram atingidas pelos disparos, incluindo Mariana, que chegou a ser socorrida em estado grave e levada para a Santa Casa de Misericórdia, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Para a família, restou a sina de lidar com uma perda tão prematura e inesperada.
Mariana Braga da Costa foi assassinada durante uma festa de calouros, em 22 de fevereiro de 2003
Arquivo pessoal
Fazia sol quando eu estacionei a viatura do Portal g1 Presidente Prudente e Região em frente à sede da “Missão Mariana Braga”, na Vila Maristela, para uma entrevista com o tio da jovem, o missionário Astromar Miranda Braga. Assim que adentrei o recinto, carregando os equipamentos para a gravação da entrevista, percebi o poder transformador da dor.
Sim, da dor. Naquele contexto, a família transformou a realidade de uma comunidade a partir da perda de um ente querido, e isso não poderia ser mais altruísta. “Mais amor, menos dor” era o lema que estampava as paredes do prédio e fazia jus ao trabalho desenvolvido pelo movimento criado após a morte de Mariana.
Foi impossível não se emocionar ao ouvir o tio relembrar, com lágrimas nos olhos, como era a vida ao lado da jovem, descrita por ele como uma pessoa carinhosa e bondosa, e como tudo aconteceu naquela fatídica noite.
Os detalhes, tão vívidos em sua memória, me fizeram perceber a marca que a jovem deixou na vida de todos, mesmo após a sua partida. Quem ela era e o que a sua morte representou não podiam ser esquecidas, e eu fazia questão de que as pessoas também se lembrassem dela e de sua família por meio do meu trabalho. Esse era o meu compromisso.
Movimento Mariana Braga, na Vila Maristela, em Presidente Prudente (SP), nasceu com a perda da jovem
Cedida/Movimento Mariana Braga
Lembro-me de que revirei todos os arquivos da TV Fronteira para me aprofundar na história, já que, em 2003, eu tinha apenas quatro anos, e, assim como o problema acima detectado pelos colegas, ainda não existia o portal, portanto, sem registros.
Os dias seguintes à primeira entrevista também foram ensolarados. Eu, mais uma vez, fiz o trajeto até a sede da Missão Mariana Braga, desta vez, para falar com os pais e a irmã da jovem, Mário, Márcia e Marina Braga, respectivamente. O coração batendo forte e o suor molhando a blusa denunciavam o nervosismo que eu sentia só de imaginar fazer com que aquela família revivesse todas as emoções novamente.
Violenta e trágica morte de Mariana Braga choca Presidente Prudente (SP) mesmo após duas décadas
Reprodução/TV Fronteira
No entanto, assim que começaram a falar, uma paz invadiu o ambiente. Não sou religiosa e tampouco arrisco dizer que sei descrever a dor pela qual os Bragas passaram, mas eles falavam com tanta convicção sobre o propósito que nasceu dessa tragédia e que, um dia, eles iriam se reencontrar “no céu”, que era impossível duvidar de que, ali, havia uma força maior.
Movida por essa “força estranha”, se me permitem parafrasear o verso imortalizado na voz de Gal Costa, eu segui, dia após dia dedicada àquele material, àquela causa. Eu fui inspirada e gostaria que os leitores sentissem ao menos 10% do que eu senti ao contar essa história, marcada pela tristeza, sim, mas também pela resiliência, pelo amor, pela empatia.
Fiz contato com amigos da jovem, hoje, já mais velhos, com famílias constituídas. Contatei, ainda, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), a Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP), a própria diretoria da Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT) da Unesp, tudo para entender quais mudanças haviam ocorrido após a partida prematura de Mariana Braga.
Os pais de Mariana, Mário e Márcia, com o padre da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, Rodrigo Gomes (centro)
Cedida/Movimento Mariana Braga
Junto com o colega de portal, Rodrigo Marinelli, voltei até o palco dos acontecimentos: o local exato da festa, no campus da universidade, em Presidente Prudente, onde a recém-ingressa no curso de engenharia ambiental comemorava a aprovação no vestibular. Estar ali, naquele dia chuvoso, mas estranhamente quente, me fez refletir sobre quantas possibilidades a estudante poderia ter desbravado naquele espaço. Quem Mariana Braga se tornaria? Qual carreira escolheria? O que estaria fazendo hoje?
Confesso que mergulhar de cabeça nesse episódio me trouxe um misto de sentimentos: revolta, amor, tristeza, doação. Fiquei tão compenetrada na história que cheguei a levar materiais para casa. Ao passo em que decupava as longas entrevistas, rabiscava, numa folha posta sobre a mesa de cabeceira, as melhores palavras para homenagear a história da jovem e de sua família.
Não sei se, um dia, esse texto chegará aos Bragas, mas gostaria de que eles soubessem o quanto esse trabalho me transformou pessoal e profissionalmente. Desde esse dia, eu tento olhar o mundo mais com os olhos de Mariana Braga.
Família Braga, da esquerda para a direita: Mariana, Mário, Marina e Márcia
Arquivo pessoal

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Fonte: G1

Suspeitos de assaltar posto de combustíveis envolvem-se em acidente de trânsito ao fugir de motocicleta; um morreu | Presidente Prudente e Região


Segundo a PM, os dois homens são suspeitos de assaltar um posto de combustíveis, localizado no Parque dos Girassóis, e sair em fuga com a motocicleta minutos antes do acidente de trânsito. Com uma picape, um funcionário do estabelecimento comercial seguiu os rapazes até que o condutor da moto perdeu o controle da direção e bateu contra a árvore.




Fonte: G1

Concursos públicos oferecem até R$ 21,9 mil para profissionais na região de Presidente Prudente




Há oportunidades para Álvares Machado (SP), Emilianópolis (SP), Lucélia (SP), Paulicéia (SP), Presidente Epitácio (SP), Presidente Prudente, Presidente Venceslau (SP) e Rancharia (SP). Faculdade de Ciências Agrárias e Tecnológicas (FCAT) da Unesp, em Dracena (SP)
Unesp
Concursos públicos e processos seletivos disponíveis oferecem oportunidades para trabalhar em diversas cidades da região de Presidente Prudente (SP). Há vagas para diferentes áreas e as inscrições podem ser realizadas pela internet.
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Confira todas as oportunidades abaixo:
Etec
Presidente Prudente
A Escola Técnica Estadual Professor Adolpho Arruda Mello está realizando quatro processos seletivos para contratar professores do ensino médio ou técnico, em Presidente Prudente.
Há oportunidades disponíveis em cadastro reserva para os cargos de acordo com os seguintes editais:
Edital nº 252/35/2023: Inglês Instrumental (Contabilidade);
Edital Nº 252/36/2023: Língua Portuguesa, Literatura e Comunicação Profissional Administração Integrado ao Ensino Médio);
Edital Nº 252/37/2023: Artes (Administração Integrado ao Ensino Médio);
Edital Nº 252/38/2023: Língua Estrangeira Moderna – Espanhol (Administração Integrado ao Ensino Médio).
Os contratados receberão R$ 21,40 por hora-aula. As inscrições devem ser feitas até o dia 6 de novembro, pela internet.
Dracena
A Escola Técnica Estadual Professora Carmelina Barbosa, em Dracena (SP), está realizando cinco processos seletivos para contratar auxiliares do docente.
Há vagas para as seguintes áreas, de acordo com os editais:
Edital nº 052/01/2023: agrícola (1);
Edital nº 052/02/2023: informática (1);
Edital nº 052/03/2023: química (1).
Para concorrer a uma das chances, o candidato deve ter diploma de formação de nível médio ou superior.
O profissional contratado deverá trabalhar por 40 horas semanais e receberá R$ 2.962,87, por mês.
As inscrições seguem até o dia 6 de novembro, pela internet.
Presidente Venceslau
A Escola Técnica Estadual Milton Gaazzetti, em Presidente Venceslau (SP), realiza cinco processos seletivos para contratar auxiliares de docente.
Há vagas para as seguintes áreas de atuação:
Edital nº 099/02/2023: agrícola (1);
Edital nº 099/03/2023: informática (1).
Os profissionais contratados receberão remuneração mensal de R$ 2.964,87, e deverão trabalhar por 40 horas semanais.
As inscrições devem ser realizadas até o dia 6 de novembro, pela internet.
Unesp
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) anunciou concursos públicos com o objetivo de preencher vagas para o cargo de professor titular no campus de Dracena.
Uma das oportunidades é para atuar junto ao Departamento de Produção Animal da Faculdade de Ciências Agrárias e Tecnológicas, na disciplina de Microbiologia Aplicada à Produção Animal.
Para concorrer à vaga, é necessário que o candidato seja portador de título de livre-docente, que tenha sido conferido pelo menos seis anos antes da inscrição, dentre outros requisitos que constam no edital.
O profissional admitido contará com remuneração mensal de R$ 21.942,59, em regime de dedicação integral à docência e à pesquisa.
Os interessados podem se inscrever até esta quarta-feira (1º), pela internet.
Além disso, outro concurso público da Unesp pretende preencher três vagas com candidatos de níveis técnico e superior em Dracena.
Há vagas para: técnico agropecuário (1), enfermeiro (1) e psicólogo (1).
O profissional contratado deverá trabalhar 40 horas semanais e receberá remuneração mensal de R$ 5.150,75 a R$ 8.390,04.
As inscrições custam de R$ 125 a 186 e devem ser feitas pela internet até o dia 20 de dezembro.
Prefeitura de Rancharia
A Prefeitura de Rancharia (SP) está realizando um processo seletivo para formar cadastro reserva de professores.
Há vagas para:
Professor de Creche; Professor de Educação Básica I; Professor de Educação Básica I – AEE; Professor de Educação Básica I – Ambiental; Professor de Educação Básica II – Arte; Professor de Educação Básica II – Ciências; Professor de Educação Básica II – Educação Física; Professor de Educação Básica II – Geografia; Professor de Educação Básica II – História; Professor de Educação Básica II – Inglês; Professor de Educação Básica II – Língua Portuguesa; Professor de Educação Básica II – Matemática.
Os contratados deverão trabalhar por 40 horas semanais e deverão receber remuneração de R$ 22,10 por hora-aula.
As inscrições custam R$ 80 e devem ser feitas até o dia 5 de novembro, pela internet.
Crea-SP
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-SP) divulgou um novo processo seletivo que pretende preencher 60 vagas, além de cadastro reserva, para profissionais de níveis médio e superior em todo o Estado de São Paulo e, também, em Presidente Prudente.
Há vagas para agente de fiscalização (20), assistente administrativo (15), advogado (2), analista de gestão administrativa (5), analista de tecnologia (1), contador (2) e engenheiro (15).
Caso contratados, os profissionais deverão atuar em jornadas semanas de 40 horas e receberão remuneração mensal que varia entre R$ 4.070,31 e R$ 12.210,92.
As inscrições devem ser feitas até esta quinta-feira (2), pela internet. A taxa varia entre R$ 90 e R$ 135.
Prefeitura de Paulicéia
A Prefeitura de Paulicéia (SP) está realizando um concurso público com o objetivo de contratar e formar cadastro reserva de profissionais de níveis fundamental, médio, técnico e superior.
Há 42 vagas, ao todo, para os seguintes cargos:
Agente Administrativo; Almoxarife (1); Agente de Combate as Endemias (2); Agente Comunitário de Saúde; Agente de Serviços Financeiros (1); Assistente Social (1); Auxiliar de Agente Administrativo (1); Auxiliar de Consultório Dentário (2); Auxiliar de Farmácia (2); Auxiliar de Enfermagem; Enfermeiro Padrão; Engenheiro Ambiental; Engenheiro Civil (1); Eletricista (1); Escriturário (2); Farmacêutico (1); Fisioterapeuta; Fiscal do Comércio; Inspetor de Alunos (1); Motorista (2); Nutricionista (1); Operador de Máquinas e Motoniveladora; Pedreiro (2); Professor Adjunto; Professor I – (Educação Infantil/creche e pré-escola); Professor II – (anos iniciais do ensino fundamental); Psicólogo (1); Secretário da Junta de Serviços Militar; Serviços Gerais I (5); Serviços Gerais II (5); Serviços Gerais III (5); Técnico em Enfermagem (3); Tratorista e Zelador (2).
Os contratados receberão remuneração mensal de R$ 1.361,42 a R$ 3.363,33 e deverão trabalhar de 20 a 40 horas semanais.
As inscrições custam de R$ 8,40 a R$ 10,80 e devem ser feitas pela internet, até o dia 5 de novembro.
Câmara de Álvares Machado
A Câmara Municipal de Álvares Machado (SP) realiza um concurso público com o objetivo de contratar três profissionais de níveis médio e superior para os cargos de escrituário (2) e procurador jurídico legislativo (1).
As inscrições devem ser feitas pela internet, até o dia 5 de novembro, e têm taxas de R$ 60 a R$ 80.
Os profissionais deverão trabalhar por 40 horas semanais e contarão com remuneração mensal que varia de R$ 1.755,43 a R$ 5,112,75.
Prefeitura de Lucélia
A Prefeitura de Lucélia (SP) abriu as inscrições para um processo seletivo que tem o objetivo de formar cadastro reserva para profissionais na área da educação.
Para participar, os interessados devem para uma taxa de R$ 12,50 e se inscrever até o dia 9 de novembro, pela internet.

Há vagas para:
Professor de Educação Infantil I, Professor de Educação Infantil II, Professor de Educação Básica I, Professor de Educação Básica II – Inglês, Professor de Educação Básica II – História, Professor de educação Básica II – Geografia, Professor de Educação Básica II – Língua Portuguesa, Professor de Educação Básica II – Matemática, Professor de Educação Básica II – Ciências Físicas e Biológicas, Professor de Educação Básica II – Educação Física e Professor de Educação Básica II – Arte.
Os profissionais contratados receberão remuneração mensal de R$ 1.988,85 a R$ 3.646,95, e deverão exercer jornadas semanais de trabalho de 18 a 33 horas.
Prefeitura de Emilianópolis
A Prefeitura de Emilianópolis (SP) realiza um concurso público com o objetivo de contratar profissionais de níveis fundamental, médio e superior.
Há oportunidades para:
Auxiliar de Saúde (1); Auxiliar de Serviços Gerais; Coletor de Lixo (1); Coveiro (1); Merendeira (1); Monitor de Corte de Costura; Secretario Junta Serviço Militar; Tratorista; Agente Comunitário de Saúde (1); Assistente Administrativo; Almoxarife e Patrimônio; Auxiliar de Enfermagem (1); Escriturário; Fiscal de Tributos; Motorista (1); Operador de Máquinas (1); Técnico em Enfermagem; Vigilante Sanitário; Assessor Psicopedagogo; Assistente Jurídico; Assistente Técnico Agropecuário; Assistente Social; Coordenador Pedagógico; Controlador Interno; Dentista; Diretor de Escola; Enfermeiro; Engenheiro Civil (1); Licitador; Médico; Procurador Jurídico; Professor Ensino Fundamental – PEB; Professor Educação II – Pré-escola; Professor Educação Infantil I – Creche; Professor de Artes – PEB II e Tesoureiro.
Para participar, os interessados devem se inscrever pela internet, até o dia 14 de novembro.
As remunerações mensais para os cargos variam de R$ 1.311,58 a R$ 5.011,69. Há taxas de inscrições de R$ 35 a R$ 70.
Prefeitura de Presidente Epitácio
A Prefeitura de Presidente Epitácio (SP) abriu um processo seletivo para formar cadastro reserva de candidatos com níveis fundamental, médio superior.
Segundo o edital, as oportunidades são para:
Agente de Desenvolvimento Social; Auxiliar de Serviços Gerais; Auxiliar de Desenvolvimento Infantil; Educador Social; Enfermeiro; Merendeira; Monitor de Transporte Escolar; Motorista; Inspetor de Alunos; Professor de Educação Básica I – Creche; Professor de Educação Básica I; Professor de Educação Básica II – Arte; Professor de Educação Básica II – Ciências; Professor de Educação Básica II – Geografia; Professor de Educação Básica II – História; Professor de Educação Básica II – Língua Portuguesa /Inglês; Professor de Educação Básica II – Matemática; Professor de Educação Básica II – Educação Física.
Os contratados deverão atuar em jornada de 170 a 200 horas e também receberão remuneração mensal de R$ 1.690,64 a R$ 2.136,03. Para os cargos de professor, a remuneração será de R$ 17,91 a R$ 18,81 por hora-aula.
As inscrições custam de R$ 10 a R$ 15 e devem ser feitas até o dia 12 de novembro, pela internet.

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Fonte: G1

Prorrogado prazo de comissão que avalia intervenções em terra indígena


O Ministério dos Povos Indígenas prorrogou por mais 60 dias a comissão provisória criada para diagnosticar e propor ações que melhorem o processo nos pedidos de intervenção da Força Nacional de Segurança Pública nas terras indígenas.

A medida, prevista no ato de criação do grupo de trabalho, foi publicada nesta quarta-feira (1º), no Diário Oficial da União.

A comissão provisória foi criada em 30 de agosto sob a coordenação da Secretaria de Direitos Ambientais e Territoriais Indígenas, com a responsabilidade de elaborar um ato normativo para regular, no ministério, os fluxos de pedido de intervenção da Força Nacional; e, também, preparar um relatório com experiências e identificação de vulnerabilidades para a melhor atuação da Força Nacional de Segurança Pública em Terras Indígenas.

Formada por quatro representantes de secretarias e departamentos diferentes do ministério e um representante da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a comissão mantém encontros semanais para tratar do assunto, inclusive com a participação, sem direito a voto, de convidados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O grupo deverá encaminhar a conclusão dos trabalhos até fevereiro de 2024, já que o ato de criação da comissão temporária limita a possibilidade de prorrogar atividades a uma única vez.




Fonte: Agência Brasil

Decreto altera IPI sobre armas e munições


O governo federal alterou as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incidem sobre armas de fogo, munições e aparelhos semelhantes. A medida consta do Decreto nº11.764, publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira (1º).

Revólveres, pistolas, espingardas, carabinas, spray de pimenta e outros equipamentos passam a ter uma alíquota de 55%. Já os cartuchos terão uma alíquota de 25%.

De acordo com o governo, a expectativa é de que, com as novas alíquotas, o potencial de arrecadação chegue a R$ 1,1 bilhão em três anos – R$ 342 milhões em 2024; R$ 377 milhões em 2025; e R$ 414 milhões em 2026.

“A medida se alinha com uma perspectiva conceitual de desarmamento da população civil, de recadastramento das armas em circulação e de combate à criminalidade. A política de recadastramento de armas permitidas e de uso restrito contabilizou em cinco meses 939 mil armas recadastradas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, 99% do total”, informou, em nota, a Presidência da República.

CACs

O Palácio do Planalto lembrou que, com a publicação do decreto nº 11.366 em 1º de janeiro, foram suspensos os registros para a aquisição e transferência de armas e de munições de uso restrito por caçadores, colecionadores, atiradores (CAC’s) e particulares.

A medida – adotada no primeiro dia do governo Lula – reduziu de seis para três a quantidade de armas permitidas para cidadão comum. Além disso, suspendeu a concessão de novos registros de clubes e de escolas de tiro, bem como para novos registros de colecionadores, de atiradores e de caçadores.

Proibiu, ainda, o transporte de armas municiadas e a prática de tiro desportivo por menores de 18 anos e reduziu de seis para três a quantidade de armas permitidas para o cidadão comum.




Fonte: Agência Brasil

Polícia Civil apreende pneus de caminhão avaliados em R$ 25 mil, em Regente Feijó




Objetos estavam em uma borracharia, às margens da Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425). Pneus sem autorização legal para comercialização são apreendidos, em Regente Feijó (SP)
Polícia Civil
A Polícia Civil cumpriu, nesta terça-feira (31), um mandado de busca e apreensão em uma borracharia, localizada em um posto de combustíveis às margens da Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), em Regente Feijó (SP).
Segundo os policiais, 25 pneus de caminhão de origem estrangeira foram localizados e apreendidos. Eles são avaliados em, aproximadamente, R$ 25 mil e não possuem autorização para comercialização legal.
Um homem, de 36 anos, foi conduzido à Delegacia da Polícia Civil para prestar declarações e liberado na sequência.
Pneus sem autorização legal para comercialização são apreendidos, em Regente Feijó (SP)
Polícia Civil

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Fonte: G1

Operação Finados 2023 aumenta fiscalização de trânsito nas rodovias do Oeste Paulista | Presidente Prudente e Região


A operação também tem o intuito de coibir o cometimento das infrações de trânsito que mais ocasionam graves acidentes de trânsito, como a embriaguez ao volante, o excesso de velocidade, com utilização de radares portáteis, uso indevido do celular ao volante, ultrapassagens em locais proibidos, verificação da não utilização do cinto de segurança, dentre outras infrações que afetem preponderantemente a chance de ocorrência ou aumentem a gravidade das vítimas.




Fonte: G1

Itaipu abre vertedouro para escoar excesso de água


A Usina Hidrelétrica de Itaipu abriu nesta quarta-feira (1º) seu vertedouro, de forma a escoar parte do excesso da água acumulada no reservatório em função das fortes chuvas que atingem a bacia do Rio Paraná. Diante da situação, a Comissão Especial de Cheias da Itaipu (CEAC) informou que está mobilizada para dar “toda a assistência às famílias atingidas pelas inundações, mitigar os impactos para a população ribeirinha e manter o fornecimento de energia elétrica”.

A última vez que a hidrelétrica teve de abrir o vertedouro foi em maio deste ano, e a expectativa é de que a abertura das comportas continue de forma ininterrupta pelo menos até domingo (5). É pelo vertedouro que escoa o excesso de água que não pode ser usada para a produção de energia. Segundo a binacional, a usina está operando normalmente na cota 219,23 acima do nível do mar.

A abertura do vertedouro é medida adotada com o objetivo de garantir a segurança da barragem em situações de excesso de água. Segundo a empresa, as próximas 72 horas são as que geram maior preocupação, uma vez que o nível máximo da afluência do Rio Paraná deve atingir nesta quarta-feira 18,1 mil metros cúbicos de água por segundo (m³/s).

Mais chuvas

“Desde a madrugada, vem chovendo na bacia dos rios Ivai e Piquiri, principais afluentes da bacia do Rio Paraná. A previsão é de muita instabilidade e de mais chuvas para o período na região, tanto moderadas, quanto intensas, repetindo a magnitude dos valores registrados na semana passada na bacia do Rio Iguaçu, que acabou represando o Rio Paraná”, informou a empresa.

Com as chuvas que ocorreram recentemente na bacia do Rio Iguaçu, a vazão nas Cataratas passou de 24 mil m³/s na segunda-feira (30) – o segundo maior volume já registrado no local, superado apenas pelos 32 mil m³/s de pico em 2014.

A usina é administrada pelo Brasil eo Paraguai. De acordo com nota divulgada pelo lado paraguaio, a vazão média de descarga para os próximos sete dias será de aproximadamente 4.400 m³/s, com pico previsto para domingo (5), de aproximadamente 7.100 m³/s.

Diante da situação, a Comissão de Cheias está mobilizada desde sábado (28), analisando “todos os cenários possíveis para adotar as melhores estratégias que tragam menores impactos para a população e garantam a segurança da barragem”.

A empresa informou que, no lado paraguaio, mais de 385 moradias foram atingidas em diferentes bairros próximos à fronteira com o Brasil. Entre eles estão San Rafael, em Ciudad del Este, com 140 casas alagadas. No país vizinho, cerca de 85 pessoas foram levadas para albergues. Elas estão sendo orientadas a aguardar até que a situação volte ao normal para retornar.

“No lado brasileiro, alguns pontos, como Marco das Três Fronteiras e o Iate Clube Cataratas, no bairro Porto Meira, foram afetados”.




Fonte: Agência Brasil