Cláudio Castro afirma que suspeitos foram presos por ações terroristas


Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro terminou, nesta segunda-feira (23), com a morte de Matheus da Silva Rezende, o Faustão, acusado de ser um dos líderes da milícia na Zona Oeste da capital. Mas o fato acabou ficando em segundo plano depois que criminosos atearam fogo em 35 ônibus e um trem na região.

O governador do estado, Cláudio Castro, disse que há um plano de contingência em andamento e que a polícia vai garantir que não ocorram mais ataques ao transporte público da cidade. Até agora, foram confirmadas 12 prisões de suspeitos de envolvimento nos incêndios. Esses suspeitos, segundo o governador, foram presos por prática de terrorismo.

“Estes criminosos estão presos por ações terroristas. E por isso estão sendo encaminhados imediatamente para presídios federais. Porque são locais de terroristas. Nossas forças de segurança estão unidas e ativas. A população pode dar um voto de confiança. Porque essa luta é para libertar a população das facções que tentam tomar o poder do Rio de Janeiro”, afirmou.

Em coletiva de imprensa, na noite desta segunda-feira, Castro admitiu que as forças de segurança foram pegas de surpresa. “Essa ação [dos criminosos] não teve nenhuma coordenação. E quando não há coordenação, não tem inteligência que consiga pegar. A partir do momento que nós soubemos, a polícia foi toda para as ruas, tanto que fez as prisões”, afirmou.

“A inteligência vem trabalhando e estamos agindo para prender o miliciano Zinho [líder da organização e irmão de Faustão]. Esperamos que consigamos ter sucesso nas próximas horas. Estamos todos de prontidão para garantir que a vida volte ao normal o mais rápido possível”, acrescentou Castro.

Operações contra milícias

Segundo a polícia, o homem morto hoje, conhecido como Faustão, era o número dois na hierarquia da milícia em Santa Cruz e Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. O líder Zinho (Luis Antônio da Silva Braga), líder da mesma organização, Tandera (chefe de outra milícia) e Abelha (líder do Comando Vermelho) também são procurados, segundo Cláudio Castro.

O governador disse que o maior desafio que o país enfrenta hoje é a segurança pública. E que, por isso, é necessário que haja uma mobilização de todos os estados para enfrentar os criminosos.

“O problema da segurança pública é muito maior do que o Rio de Janeiro. Quando as investigações mostram que criminosos de outros estados estão aqui, quando armas e drogas que são roubadas em São Paulo aparecem no Rio, tudo isso prova que é um problema do Brasil inteiro. Essas organizações não são pontuais, são máfias nacionais”.




Fonte: Agência Brasil

Treze dias após fugir de delegacia, homem é finalmente preso pela Polícia Civil em Narandiba | Presidente Prudente e Região


Segundo a Polícia Militar, neste dia, os agentes iniciaram a tentativa de abordagem do suspeito em uma casa, que fica fora da escola. No entanto, o jovem, na primeira tentativa de fugir dos policiais, invadiu a unidade pública de ensino, onde acabou capturado.




Fonte: G1

Criminosos ateiam fogo em trem na zona oeste do Rio


Criminosos incendiaram, na noite desta segunda-feira (23), um trem que havia saído de Santa Cruz, na zona oeste do Rio, em direção à Central do Brasil, no centro. Segundo a concessionária Supervia, o maquinista foi obrigado pelos bandidos a abrir a porta, descer da composição e teve que retornar à estação. Todos os passageiros desembarcaram em segurança, de acordo a empresa.

Desde o início da tarde, criminosos têm promovido ataques contra o transporte público na zona oeste do Rio de Janeiro. Até as 18h, 35 ônibus haviam sido incendiados em diversos bairros da zona oeste da cidade. Os ataques ocorrem após uma operação da Polícia Civil contra a maior milícia do Rio, que atua na região.

Com o ataque à composição de trem, a Supervia informou, por volta de 18h30, que as composições do Ramal Santa Cruz, que atende à zona oeste, passaram a circular da Estação Central do Brasil somente até a Estação Campo Grande, deixando de passar por seis estações, incluindo a terminal, Santa Cruz.

“Por conta da violência instaurada na Zona Oeste nesta segunda (23/10), para a segurança dos colaboradores e passageiros, temporariamente encontram-se fechadas as estações entre Benjamim do Monte e Santa Cruz. Os trens circulam somente entre as estações Central e Campo Grande”, informou.

Segundo o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, por causa da dimensão dos ataques, a cidade entrou em estágio de atenção às 18h40 de hoje. O estágio de atenção é o terceiro nível em uma escala de cinco e significa que uma ou mais ocorrências já impactam o município, afetando a rotina de parte da população.

A mobilidade está comprometida em corredores como as avenidas Santa Cruz, Cesário de Melo e das Américas, vias principais de bairros da região. De acordo com o órgão municipal, o impacto no trânsito da cidade causou congestionamento de 121 quilômetros às 18h de hoje, enquanto a média das últimas três segundas-feiras foi de 73 quilômetros.

A MOBI-RIo, que opera os ônibus articulados do BRT, informou que seus ônibus também foram alvo de ataques e interrompeu a circulação do corredor TransOeste, que liga a Barra da Tijuca a Santa Cruz e Campo Grande. Além dos veículos, a Estação Santa Veridiana foi incendiada, e houve tentativas de atear fogo em mais três estações.




Fonte: Agência Brasil

Carreta tomba em alça de acesso e derrama carga de ração animal na pista, em Presidente Venceslau



Veículo trafegava pela Rodovia Raposo Tavares (SP-270) quando, ao tentar acessar a Rodovia General Euclides de Oliveira Figueiredo (SP-563), tombou, na tarde desta segunda-feira (23). Uma carreta que transportava ração animal tombou na alça que dá acesso à Rodovia General Euclides de Oliveira Figueiredo (SP-563), na tarde desta segunda-feira (23), em Presidente Venceslau (SP).
O veículo trafegava na Rodovia Raposo Tavares (SP-270) quando, ao tentar acessar a SP-563 pela alça, tombou, na altura do km 619. Ninguém se feriu.
Equipes da Polícia Militar Rodoviária, da Concessionária Cart e do Corpo de Bombeiros auxiliaram no atendimento da ocorrência.
Não houve interdição da via e o trânsito flui normalmente pelo trecho.

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Fonte: G1

Em entrevista à TV Brasil, Roger Waters defende diálogo pela paz


Nesta terça-feira (24), o Dando a Real com Leandro Demori, talkshow da TV Brasil, recebe seu primeiro convidado internacional: o músico inglês e fundador da banda Pink Floyd, Roger Waters. No bate-papo inédito e exclusivo, ele falou sobre música e política e se emocionou ao comentar a prisão do ativista Julian Assange. O programa vai ao ar às 22h.

Aos 80 anos, Waters retorna ao Brasil para uma turnê de sete shows e concede sua primeira entrevista para uma emissora brasileira nesta temporada. Ele defendeu que os artistas devem usar suas vozes para falar contra as guerras e disse estar muito triste com o atual conflito entre Israel e o grupo islâmico palestino Hamas, que controla a região da Faixa de Gaza, no Oriente Médio.

“Na minha opinião, você tem que seguir suas convicções políticas, especialmente se elas se baseiam em humanismo. É muito importante defender e dizer: pare o genocídio em Gaza. Eu estou quase chorando, sentado agora nesse estúdio de TV. Meu coração não está aqui em Brasília, está lá [em Gaza]”, afirmou.

Ao longo da conversa, ele defendeu que as pessoas sentem e discutam, como se estivessem em uma mesa de bar, para que consigam compreender melhor os desafios atuais da humanidade. O jornalista Leandro Demori também perguntou a ele sobre o caso do ativista Julian Assange, preso em 2019 após o caso Wikileaks. Na ocasião, Assange publicou uma série de documentos sigilosos do governo dos Estados Unidos. Waters contou que visitou Assange na semana passada e disse que a manutenção da custódia era “repugnante”.

A banda de rock progressivo Pink Floyd alcançou enorme sucesso nos anos de 1970 com álbuns conceituais como The Wall (1979) e The Dark Side of the Moon (1973), que completou 50 anos em 2023 e entrou para a história da música. Waters se emocionou novamente quando Demori falou sobre a perda do pai no ano passado. O jornalista contou que pouco antes do falecimento, colocou o álbum para que o pai, já inconsciente, pudesse ouvir.

“Foi muito interessante nossa conversa sobre as guerras, mas também foi muito interessante quando a gente falou sobre música. É a primeira entrevista dele na América Latina, ele tem dado poucas entrevistas”, afirmou o apresentador.




Fonte: Agência Brasil

Lula e Roger Waters conversam sobre política e música em Brasília


O músico britânico Roger Waters se reuniu nesta segunda-feira (23) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, em Brasília. Waters está na capital federal para fazer um show nesta terça-feira na Arena BRB Mané Garrincha.

Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, os dois conversaram sobre política e música. O presidente Lula falou da importância de um artista de tamanha influência e alcance manter sua consciência política e expressar suas convicções.

Roger Waters disse que apenas fala para as pessoas a respeito dos seus sonhos, como o de querer ver a Declaração Universal dos Direitos Humanos, feita em Paris em 1948, como lei no mundo. O músico é um dos fundadores da banda Pink Floyd, na qual atuou como baixista e vocalista. A banda alcançou sucesso nos anos 1970 com álbuns conceituais como The Dark Side of the Moon, que completou 50 anos em 2023 e entrou para a história da música.

Também participaram da reunião de hoje a primeira-dama, Janja da Silva, e o músico Paulo Miklos, do Titãs.

Brasília (DF) 23/10/2023 –  O Presidente Lula e a primeira dama, Janja Lula da Silva, posam para foto com o cantor, compositor e músico inglês Roger Waters e o cantor Paulo Miklos, no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert/ PR

Lula e Roger Waters – Ricardo Stuckert/ PR

Nas redes sociais, o presidente Lula lembrou que, há cinco anos, Roger Waters tentou visitá-lo em Curitiba e foi impedido.

Waters também esteve nesta segunda-feira na sede da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), onde concedeu entrevista para o programa Dando a Real com Leandro Demori, ou DR com Demori. O programa vai ao ar nesta terça-feira (24), às 22h, na TV Brasil.






Fonte: Agência Brasil

Justiça manda Prefeitura repassar, em prazo improrrogável de 5 dias, mais de R$ 230 mil devidos ao Lar Santa Filomena




Entidade, localizada no Jardim Itapura 1, em Presidente Prudente (SP), presta o acolhimento institucional de aproximadamente 180 crianças. Atrasos referem-se a setembro e outubro. Lar Santa Filomena fica no Jardim Itapura 1, em Presidente Prudente (SP)
TV Fronteira
A juíza da Vara da Infância e da Juventude da Comarca de Presidente Prudente (SP), Marcela Papa Paes, concedeu na tarde desta segunda-feira (23) um prazo improrrogável de cinco dias, sob pena de sequestro das verbas públicas e responsabilização administrativa, cível e penal, para a Prefeitura repassar recursos que totalizam mais de R$ 234 mil à sociedade civil beneficente Lar Santa Filomena, entidade que presta o acolhimento institucional de aproximadamente 180 crianças.
A liminar foi concedida no âmbito de uma ação civil pública ajuizada pela Defensoria Pública e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP) contra a Prefeitura.
A entidade, que fica no Jardim Itapura 1, celebrou neste ano três termos de colaboração com a administração municipal, que totalizam R$ 1.183.691,17.
No entanto, segundo a Defensoria Pública e o MPE-SP, os valores referentes às parcelas mensais de setembro e outubro não foram repassados pela Prefeitura à entidade, o que representa o montante de R$ 234.047,86.
Na liminar, a juíza Marcela Papa Paes pontuou que o termo de colaboração é parceria de interesse público entre a administração e sociedade civil que realize serviço relevante, mediante a transferência de valores para a manutenção dos serviços prestados.
“No caso em tela, não restou comprovada qualquer irregularidade que justificasse a retenção dos valores que são objeto dos termos de colaboração, até porque houve a efetiva prestação dos serviços considerados de relevante interesse social: este juízo não só encaminha crianças e adolescentes que são atendidos pela sociedade civil autora, como fiscaliza as condições em que as mesmas se encontram”, salientou a magistrada.
Ela ainda lembrou, na decisão, que as crianças e os adolescentes gozam de preferência na formulação de políticas públicas, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Lar Santa Filomena fica no Jardim Itapura 1, em Presidente Prudente (SP)
TV Fronteira
De acordo com a juíza, o repasse dos valores acordados nos termos deve gozar de prioridade absoluta na transferência, “deixando evidente a desídia da municipalidade”.
“É oportuno lembrar que a falta de repasse viola diretamente os direitos fundamentais das crianças e adolescentes a que as entidades estão obrigadas a preservar no acolhimento institucional, insculpidos no art. 94 do Estatuto. Evidentemente os infantes não podem ter seus direitos violados pela ineficiência dos poderes públicos em garantir a manutenção de sua integridade, física e moral, bem como as reverberações em outros direitos decorrentes da dignidade da pessoa humana”, argumentou a juíza.
Ela enfatizou que “a falta da verba que havia sido comprometida pelos termos de colaboração repercute diretamente na estrutura essencial para manutenção dos serviços de acolhimento, visto que a entidade é totalmente dependente de tais verbas, as quais garantem a manutenção dos direitos sobreditos e a própria existência da entidade”.
No entendimento da magistrada, a preservação de tais valores justifica a medida adotada na liminar de concessão de tutela antecipada, sem manifestação prévia da Prefeitura.
Outro lado
Em nota oficial enviada ao g1, a Prefeitura de Presidente Prudente informou que aguarda ser comunicada oficialmente da decisão judicial para se manifestar sobre o assunto.
“Importante ressaltar que é interesse do município regularizar o pagamento de todos os fornecedores e instituições parceiras, mesmo diante da queda abrupta e inesperada dos repasses federais, que compõem boa parte da receita municipal. A administração segue empenhada em quitar todas as pendências o mais rapidamente possível”, concluiu o Poder Executivo ao g1.

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Fonte: G1

Mulher posta vídeo dando cerveja a cachorro e leva multa de R$ 3 mil por maus-tratos, em Presidente Prudente; este é o segundo caso em menos de uma semana




Cão da raça husky siberiano foi apreendido pelos policiais, nesta segunda-feira (23), mas permaneceu sob a responsabilidade da dona, que ainda irá responder criminalmente. Uma mulher, de 31 anos, foi multada em R$ 3 mil, nesta segunda-feira (23), após publicar um vídeo em que dá cerveja ao seu próprio cachorro, nas redes sociais, em Presidente Prudente (SP) (veja o vídeo acima).
De acordo com a Polícia Militar Ambiental, foi atendida uma denúncia de maus-tratos a animal doméstico na residência onde mora a mulher, no Jardim Colina. No local, ela “confirmou a autenticidade do vídeo e declarou que não imaginava a repercussão negativa do mesmo”.
Deste modo, a tutora do cão foi multada em R$ 3 mil por praticar ato de maus-tratos a animal doméstico.
Mulher que dá cerveja a cachorro em vídeo é multada em R$ 3 mil, em Presidente Prudente (SP)
Polícia Ambiental
O cachorro, da raça husky siberiano, foi apreendido pelos policiais, mas permaneceu sob a responsabilidade da mulher, que foi orientada sobre as determinações da legislação ambiental.
“A ocorrência foi apresentada na delegacia de Polícia Civil de Presidente Prudente e a envolvida irá responder criminalmente pelo ato”, concluiu a Polícia Ambiental.
Cavalo também foi vítima
Na última sexta-feira (20), outra mulher, de 30 anos, também foi multada em R$ 3 mil por maus-tratos a um cavalo, após a repercussão nas redes sociais de um vídeo em que a proprietária do animal aparece servindo cerveja ao equino, em um sítio, na zona rural de Pirapozinho (SP).
Nas imagens, é possível observar a proprietária do animal colocando a cerveja em um copo e, em seguida, despejando o líquido em uma de suas mãos, quando o cavalo se aproxima e lambe, ingerindo a bebida alcoólica.
Um homem, que gravava o vídeo, chega até mesmo a falar que o equino “ficou meio doidão”. A mulher, após fornecer a cerveja, diz que o animal “relaxou”.
Veja abaixo o vídeo em que o cavalo bebe cerveja na mão de sua dona:
Mulher serve cerveja ao próprio cavalo e debocha da situação, em Pirapozinho (SP)
De acordo com informações repassadas ao g1 pelo capitão Júlio César Cacciari de Moura, oficial da Polícia Militar Ambiental, foi feito um contato com a mulher, que “confirmou a autenticidade do vídeo, declarou que não imaginava a repercussão negativa do mesmo e desconhecia que tal prática seria infração”.
A infratora foi multada em R$ 3 mil por “praticar ato de maus-tratos a animal doméstico”.
O cavalo foi apreendido pelos policiais, mas permaneceu ainda sob a responsabilidade da mulher, que foi orientada sobre as determinações da legislação ambiental.
VEJA TAMBÉM:
Mulher grava vídeo dando cerveja a cavalo e acaba multada em R$ 3 mil por maus-tratos, em Pirapozinho; veja a cena
De acordo com Cacciari, o equino será acompanhado pela Defesa Agropecuária e pela Polícia Ambiental.
A proprietária do animal também irá responder criminalmente pelo caso.
“Condutas de ofender ou agredir fisicamente os animais são inaceitáveis, mas não são somente essas que podem configurar o crime de maus-tratos. Sujeitar animais a qualquer tipo de experiência, prática ou atividade capaz de causar-lhes sofrimento ou dano, bem como as que provoquem condições inaceitáveis de existência, configuram o crime de maus-tratos. Bebida alcoólica não é alimento para animais! A ingestão de bebida alcoólica pode causar diversas complicações, como úlcera, gastrite, baixa imunidade, problemas renais e neurológicos, além de morte”, concluiu Cacciari ao g1.

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Fonte: G1

Governo diz que foram evitados 165 ataques a escolas desde abril em SP


O  governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse nesta segunda-feira (23) que foram evitados, desde abril, 165 ataques a escolas no estado. “Em algumas situações, a gente chegou a recorrer ao judiciário para ter operação de busca e apreensão e aprendermos armamento”, disse, após visitar a escola em Sapobemba, zona leste paulistana, onde um ataque deixou uma estudante morta e três feridos nesta segunda-feira.

O governador se disse “consternado” com o novo ataque. Segundo Tarcísio, desde março, quando uma professora foi morta por um estudante na zona oeste paulistana, foram tomadas diversas medidas para evitar a repetição dos atentados.

Ao longo deste ano, o governo contratou 550 psicólogos para atuar nas 5,3 mil escolas do estado. Segundo Tarcísio, deve ser feito um aditivo a esse contrato para aumentar o número de profissionais disponíveis.

Além disso, o governador quer facilitar os meios para que os professores e trabalhadores possam pedir ajuda em caso de problemas, como o botão do pânico. “A gente já tem um botão que foi criado com a Secretaria de Segurança Pública. A gente vai é tentar criar a mesma facilidade no aplicativo da educação para ver se a gente conecta os dois dispositivos”. Ressaltou.

Após este novo atentado, o governador diz que pretende rever as ações tomadas até o momento. “Rever tudo que a gente está fazendo para que a gente evite novas ocorrências. A gente não pode deixar que esse tipo de coisa aconteça, a escola tem que ser um local seguro, tem que ser um local de convivência. A gente tem que ter a habilidade de desenvolver nos alunos capacidade para enfrentar situações do dia a dia. A gente tem que combater o bullying. A gente tem que combater homofobia”, ressaltou.

O governador também informou que o revólver usado no ataque era do pai do aluno que efetuou os disparos e foi registrado em 1994.




Fonte: Agência Brasil

Pesquisador alerta para ação de grupos de ódio em ataques a escolas


É urgente atuar contra os grupos que disseminam ódio nas redes sociais, avalia o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) Daniel Cara. “O Brasil precisa assumir que existem grupos de ódio que são articulados e que produzem conteúdos racistas, misóginos, lgbfóbicos. Todos esses discursos são mobilizados por uma aproximação com o extremismo neonazista e fascista”, alertou. O pesquisador é um dos 68 especialistas que compõem o grupo de trabalho criado em junho pelo Ministério da Educação para analisar o fenômeno dos ataques a escolas e propor políticas para enfrentar o problema.

O caso desta segunda-feira (23), que deixou uma aluna morta e três feridos na zona leste de São Paulo, é um exemplo, segundo o pesquisador, da influência desses grupos. “O menino era de fato ativo em uma comunidade de ódio”, enfatizou. Por isso, Cara defende que sejam adotadas medidas que regulem as redes sociais e coíbam a ação dessas redes que disseminam mensagens violentas. “É preciso ter uma atuação ainda mais presente, mais contundente junto às redes sociais, de fato exigindo uma regulamentação das plataformas”, defende.

Gestão democrática

A gestão democrática das escolas, com participação da comunidade escolar, é outra medida que o especialista aponta como necessária para reduzir a violência. “A capacidade de evitar conflitos na escola, como o conflito, é inerente à ação humana, a capacidade de conseguir resolver pacificamente conflitos, criar um bom clima escolar é fundamental”, avalia. Como base para essa análise, Cara diz que desde o início dos anos 2000 foram feitos 35 ataques no Brasil a escolas. Em apenas dois desses casos, segundo ele, os autores não faziam ou não fizeram parte da comunidade escolar atingida.

Entre os conflitos que levam à violência extrema, Cara destaca os relacionados a formação de identidade. “A formação da identidade que gera saúde mental, que gera tensões junto à família, que gera tensão junto aos colegas, somado a uma sociedade que está muito mais violenta, acaba gerando um clima em que a exclusão do outro passa a ser planejada”, diz.

A partir das experiências nos Estados Unidos, o pesquisador também defende que medidas como detectores de metais e câmeras de vigilância tendem a ser ineficazes para lidar com o problema. Na avaliação do pesquisador, algumas inclusive esbarram em questões práticas do dia a dia. “Imagina uma escola, com, por exemplo, 500 alunos, uma escola pequena para o padrão brasileiro, com detectores de metal, você não consegue dar conta do fluxo de entrada de estudantes”, exemplifica.

A pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Cléo Garcia diz que não existem ações que possam resolver o problema no curto ou no médio prazo. Ela também defende que haja atenção aos discursos de ódio e ao bullying. “Não adianta falarmos de bullying apenas uma vez ao ano. Isso precisa ser algo debatido, inserido no currículo escolar, para que se possa conversar sobre a diversidade, sobre discursos de ódio, sobre racismo, todos os dias. Que os alunos possam ser pessoas que tenham um olhar crítico para isso”, enfatizou.

Saúde mental

Falta ainda, na avaliação da pesquisadora, equipamentos e profissionais de saúde mental e assistência social que possam receber os encaminhamentos vindos das escolas. “Hoje se fala muito em colocar um psicólogo na escola. Mas um psicólogo não dá conta de 1.000 alunos, e também não é o papel dele tratar os alunos, clinicamente falando. O psicólogo teria que encaminhar, se houver algum problema de saúde mental. Mas, para quem ele vai encaminhar se não há uma rede proteção?”, destacou.

O presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, Fábio de Moraes, acrescenta ainda que a rede estadual sofre com um processo de precarização e terceirizações, que complicam a situação. “Na época da gente, o inspetor de escola era concursado, sabia o nome de todo mundo da escola. Hoje, a maioria é terceirizado. As empresas terceirizadas não permitem o vínculo daquele trabalhador com aquela comunidade”, diz.

Revisão das ações

Após visitar a escola onde houve o ataque nesta segunda-feira (23), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse que neste ano atuação conjunta das secretarias de Educação e Segurança Pública evitou 165 atentados a escolas. “Em algumas situações, a gente chegou a recorrer ao Judiciário para ter operação de busca e apreensão de armamento”, disse.

No entanto, após esse novo atentado, o governador diz que pretende rever as ações tomadas até o momento. “Rever tudo que a gente está fazendo para que a gente evite novas ocorrências. A gente não pode deixar que esse tipo de coisa aconteça, a escola tem que ser um local seguro, tem que ser um local de convivência. A gente tem que ter a habilidade de desenvolver nos alunos capacidade para enfrentar situações do dia a dia. A gente tem que combater o bullying. A gente tem que combater homofobia”, ressaltou.

Ao longo deste ano, o governo contratou 550 psicólogos para atuar nas 5,3 mil escolas do estado. Segundo Tarcísio, deve ser feito um aditivo a esse contrato para aumentar o número de profissionais disponíveis.




Fonte: Agência Brasil