Eclipse anular do Sol é observado no Norte e Nordeste do Brasil


O pequeno município de Tefé, no Amazonas, teve o privilégio de ser o primeiro lugar no país a acompanhar neste sábado (14) o eclipse anular do sol. O fenômeno teve início às 13h29 no horário local e atingiu o ápice às 15h11. Durante cinco minutos, sol, lua e Terra ficaram alinhados. Ao olhar para o céu, o disco solar ficou quase todo coberto e escuro, apenas com uma borda fina luminosa à vista, lembrando um anel.

O evento no país e em outras partes do mundo foi transmitido durante o dia no canal do Youtube do Observatório Nacional, órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Com a ajuda de parceiros locais, e órgãos internacionais como Time and Date e a Nasa, o eclipse anular pôde ser visto numa faixa de 200 quilômetros, que foi da costa oeste dos Estados Unidos até o extremo leste do Brasil. A anularidade também foi vista no México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá e Colômbia.

No Brasil, o eclipse anular ocorreu em cidades localizadas no Norte e Nordeste: Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Tocantins, Rio Grande do Norte e Pernambuco. No restante do país, o fenômeno foi parcial.  O professor de física Ariel Adorno se emocionou ao acompanhar o eclipse em Juazeiro do Norte, na Universidade Federal do Ceará.

“Um eclipse igual a esse aconteceu em novembro de 1994 e, na época, eu morava em Goiânia. A razão de eu ter feito Física foi esse eclipse. A gente espera que, pela quantidade de pessoas atingidas hoje, esse eclipse também provoque mudanças nas vidas delas para o bem. Especialmente para o lado da ciência. Eu me emocionei algumas vezes. Chorei vendo hoje esse eclipse, lembrando de tudo o que eu passei até chegar aqui”, disse Ariel.

Dúvidas

Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional, coordenou a transmissão visualizada por milhares de pessoas, e esclareceu as principais dúvidas sobre o eclipse – notadamente se o fenômeno pode ser considerado raro.

“O que causa essa sensação de raridade é que, quando ele acontece, só pode ser visto em alguns lugares do planeta. Como a sombra da lua é pequena, só atinge a Terra em uma faixa estreita. E aí, poucas pessoas entram nesse caminho da anularidade ou da totalidade do eclipse. A maioria o vê como parcial. Mas ele ocorre de anos em anos, com alguma regularidade no planeta”, disse Josina.

Como referência, o último eclipse anular do sol aconteceu em junho de 2021, mas não foi visível no Brasil. E o próximo vai ser no 2 de outubro de 2024, também sem poder ser observado por aqui. No Brasil, o fenômeno só vai voltar a ser visível no dia 6 de fevereiro de 2027 e, mesmo assim, só de forma completa no Rio Grande do Sul.




Fonte: Agência Brasil

Habitat Brasil quer reformar 5 mil pisos no Nordeste até 2028


A campanha 100 Mil Pisos para Brincar, lançada no Brasil pela organização não governamental (ONG) Habitat para a Humanidade, quer reformar 5 mil pisos, até 2028, no semiárido nordestino. A iniciativa faz parte da campanha da Habitat América Latina e se baseia em levantamento feito pela ONG, fundada nos Estados Unidos, que identificou a existência de 11 milhões de moradias com piso predominantemente de terra batida no continente. “Não está nem considerando aquele piso inadequado mas que já tem alguma cobertura”, explicou nesta quarta-feira (11) à Agência Brasil a gerente de Programas da Habitat Brasil, Moema Rolim.

A proposta é reformar pisos em moradias vulneráveis, principalmente as que possuem crianças, para que possam ter um desenvolvimento saudável e adequado. No ano passado, a campanha foi lançada na América Latina e já contabiliza 3,8 mil pisos executados, em sua maioria em países da América Central.

Piloto

Moema informou que um projeto-piloto está sendo realizado no agreste pernambucano, para reforma de 20 pisos, com financiamento da empresa Votorantim. Os trabalhos vão se concentrar, inicialmente, no semiárido do Nordeste, porque dados de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre inadequação das habitações no Brasil, divulgado este ano, apontam a existência de um milhão de casas no país com piso inadequado. “Mais de 530 mil estão na zona rural. Ou seja, a maior parte dessa inadequação de piso está na área rural. Como o semiárido brasileiro concentra a maior parte da população rural do Brasil, a gente achou por bem começar o projeto por essa região”.

A gerente de Programas do Habitat Brasil esclareceu, porém, que isso não significa que a atuação não abrangerá outros lugares do país. “O nosso limite é o Brasil. A gente vai olhando para onde tem mais demanda, onde tem população de maior vulnerabilidade e está precisando mais”. A expansão da campanha depende da obtenção de novos financiamentos, não só de empresas que trabalham na área da construção civil, como a Votorantim, mas de corporações e companhias de outros segmentos da economia que possam investir para que a meta seja atingida e o projeto seja ampliado para outros lugares brasileiros.

ONG

A Habitat para a Humanidade é uma organização global fundada nos Estados Unidos em 1976 com o objetivo de atuar no combate às desigualdades e garantir que pessoas em condições de pobreza tenham um lugar digno para viver. Presente em mais de 70 países, a ONG defende o direito à cidade e soluções de acesso à moradia, água e saneamento, em articulação com diversos setores e comunidades. No Brasil, sua atuação ocorre desde 1992. Já foram desenvolvidos projetos em 24 estados. (Alana Gandra)




Fonte: Agência Brasil

Procedimento oftalmológico deixa prefeita de Osvaldo Cruz em repouso por 10 dias, mas sem afastamento do cargo




Poder Executivo informou neste sábado (14) que o estado de saúde de Vera Lucia Alves é bom. A prefeita de Osvaldo Cruz (SP), Vera Lucia Alves (PP)
Facebook/Prefeitura de Osvaldo Cruz
A prefeita de Osvaldo Cruz (SP), Vera Lucia Alves (PP), de 57 anos, foi submetida nesta sexta-feira (13), em Marília (SP), a um procedimento oftalmológico a laser na retina.
Em decorrência da intervenção médica, a prefeita ficará dez dias em repouso, porém, sem necessidade de licenciamento do cargo.
Em nota oficial, a Prefeitura informou neste sábado (14) que o procedimento ocorreu dentro do previsto e o estado de saúde de Vera é bom.
Vera elegeu-se em 2020 pelo Progressistas com 6.047 votos, o equivalente a 39,94% dos votos válidos, para cumprir o seu primeiro mandato de prefeita, em Osvaldo Cruz.
Antes disso, ela havia sido eleita vereadora, em 2004, pelo então PMDB.

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Fonte: G1

Quinta aeronave da FAB parte de Israel com 215 brasileiros


O quinto avião que o governo brasileiro mobilizou para resgatar brasileiros retidos no Oriente Médio pelo confronto militar entre Israel e o grupo Hamas partiu de Tel Aviv, em Israel, às 11h55 deste sábado (14).

A aeronave, um KC-30 pertencente à Força Aérea Brasileira (FAB), decolou do Aeroporto Ben Gurion com 215 passageiros com destino ao Brasil – entre eles, nove bebês -, além da tripulação militar e 16 animais de estimação.

A previsão da FAB é que a aeronave pouse no Aeroporto do Galeão no início da madrugada deste domingo (15). Com isso, o total de brasileiros repatriados por meio da Operação Voltando em Paz, do governo federal, chegará a 916 pessoas.

O Ministério das Relações Exteriores estima que serão necessários ao menos 15 voos para trazer de volta ao país todos os brasileiros que solicitaram a ajuda do corpo diplomático para deixar a região do conflito. “Todos os que quiserem sair, sairão”, garantiu o embaixador do Brasil em Israel, Fred Meyer, em nota do Itamaraty.

Mais de 2,7 mil cidadãos brasileiros atualizaram seus dados pessoais por meio do formulário que a embaixada brasileira em Tel Aviv disponibilizou na internet, mas conforme o diretor do Departamento Consular do Itamaraty, Aloysio Mares Dia Gomide Filho, explicou na última quarta-feira (11), nem todos manifestaram intenção de deixar a região neste primeiro momento. Além disso, alguns deles preencheram o formulário mais de uma vez, de forma que o Itamaraty ainda não sabe ao certo quantos, de fato, são os brasileiros na região.

“Verificamos o fenômeno de duplo, até triplo registro. Algumas pessoas estão se inscrevendo mais de duas vezes, em alguns casos. Estamos revendo esta lista, fazendo um pente-fino”, comentou Gomides Filho, frisando que os cidadãos já repatriados estão entre os que responderam o formulário.

Esta madrugada, horas antes da quinta aeronave brasileira partir de Tel Aviv, pousou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, o quarto avião empregado na Operação Voltando em Paz, com 207 passageiros a bordo.

Uma sexta aeronave destacada para resgatar os brasileiros, um VC-2 da Presidência da República com capacidade para 40 pessoas, está em Roma, na Itália, onde a tripulação aguarda a autorização para seguir viagem até o Egito, onde o Ministério das Relações Exteriores tentará embarcar o grupo de brasileiros que está na Faixa de Gaza, território palestino sob forte ataque das forças militares israelenses.




Fonte: Agência Brasil

Operação Direção Segura autua 18 motoristas com multa de quase R$ 3 mil por recusa do teste do bafômetro em Rancharia | Presidente Prudente e Região


O motorista que for submetido ao teste do bafômetro e registrar índice de alcoolemia de até 0,33 mg/l é autuado em R$ 2.934,70. Diante da recusa em ser submetido ao teste, o condutor é autuado no mesmo valor, além de, em ambos os casos, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ser apreendida, com a possibilidade de suspensão por um ano.




Fonte: G1

Em fuga da Polícia Militar, motociclista atravessa quatro bairros em alta velocidade, mas acaba preso com veículo adulterado




Rapaz, de 22 anos, passou por Parque São Lucas, Parque São Judas Tadeu, Vila Geni e Jardim Eldorado, até ser capturado na tarde desta sexta-feira (13), em Presidente Prudente (SP). Motocicleta foi apreendida nesta sexta-feira (13) em Presidente Prudente (SP)
Polícia Civil
Um rapaz, de 22 anos, foi preso em flagrante na tarde desta sexta-feira (13), em Presidente Prudente (SP), após atravessar quatro bairros com uma motocicleta em alta velocidade na tentativa de escapar da abordagem da Polícia Militar.
Segundo as informações disponibilizadas no Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil, o veículo que ele conduzia tinha sinais de adulteração e ainda foi apreendida com o jovem uma porção de maconha.
Os policiais militares faziam patrulhamento pelo Parque São Lucas, quando se depararam com o motociclista, que, ao notar a presença da viatura, virou bruscamente e iniciou a fuga com o veículo.
Na sequência, os policiais o seguiram pelos bairros Parque São Judas Tadeu, Vila Geni e Jardim Eldorado. No entanto, para escapar da abordagem, o motociclista conduzia o veículo em alta velocidade, passando por praças e canteiros centrais e, em algumas ocasiões, trafegando na contramão de direção.
Quando chegou ao Jardim Eldorado, o rapaz entrou em um terreno baldio, abandonou a motocicleta e ainda tentou fugir a pé, mas acabou capturado pelos policiais militares.
Com ele, segundo o Boletim de Ocorrência, os policiais apreenderam uma porção de maconha que estava dentro de uma mochila.
Durante a vistoria na motocicleta, os militares constataram que a numeração do motor do veículo havia sido apagada, mas as identificações do emplacamento, de Penápolis (SP), e do chassi ainda estavam coincidentes.
Além disso, também constataram que o licenciamento do veículo estava atrasado e o condutor não era habilitado.
Segundo o Boletim de Ocorrência, o rapaz afirmou que havia comprado a moto através de uma rede social na internet e não sabia informações sobre o proprietário anterior do veículo. Ele ainda disse que havia retirado o veículo em uma praça, no Parque dos Pinheiros, em Álvares Machado (SP).
A Polícia Civil decretou a prisão em flagrante do suspeito, que permaneceu à disposição da Justiça e irá responder pelo crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor e ainda por porte de droga para consumo pessoal.
Também foi requisitada a perícia no veículo, que ficou apreendido.

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Fonte: G1

Exército investiga sumiço de metralhadoras em São Paulo


O Exército está investigando o desaparecimento de metralhadoras que estavam no Comando Militar do Sudeste, em Barueri, na Grande São Paulo.

Segundo o Comando Militar do Sudeste, uma inspeção – feita no dia 10 de outubro – constatou uma “discrepância no controle” de 21 metralhadoras do Arsenal de Guerra de São Paulo. Desse total, 13 metralhadoras tinham calibre.50 (que seriam capazes de derrubar aeronaves) e oito eram de calibre 7,62.

Por meio de nota, o Comando Militar do Sudeste informou que essas metralhadoras eram “inservíveis”, ou seja, não funcionavam e tinham sido recolhidas para manutenção, estando armazenadas no arsenal.

O Comando Militar explicou que o arsenal é uma unidade técnica de manutenção, responsável pelo processo de desfazimento e destruição de armamentos que não possam ser reparados.

“Imediatamente, foram tomadas todas as providências administrativas com o objetivo de apurar as circunstâncias do fato, sendo instaurado um Inquérito Policial Militar”, disse o órgão, informando que toda a tropa está “aquartelada de prontidão”, ou seja, proibida de ir para casa. Essa tropa, disse o Comando, seria formada por cerca de 480 militares, que estão sendo ouvidos na investigação.

Armas antiaéreas

Também por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo disse lamentar o furto das 13 armas antiaéreas (de calibre.50), mas informou não ter sido oficialmente comunicada sobre a ocorrência do fato.

“Tendo em vista o evidente risco de desdobramentos para a segurança da população, as polícias civil e militar empreendem massivos esforços no sentido da localização do material subtraído e da identificação e prisão dos autores do crime”, disse a pasta, em nota.




Fonte: Agência Brasil

Temporais no Paraná: quase 57 mil pessoas foram afetadas


Os temporais que atingem o Paraná desde o início do mês já impactaram 57 mil pessoas em 74 municípios do estado. Os dados estão no balanço divulgado neste sábado (14) pela Defesa Civil. Pelo menos duas mortes foram registradas e 10 pessoas ficaram feridas em decorrência das chuvas e dos alagamentos. 

A Defesa Civil também informou que 810 pessoas estão desabrigadas e, portanto, necessitam das estruturas de acolhimento público. São 7.255 os desalojadas, pessoas que deixaram as casas, mas conseguiram refúgio com amigos ou familiares.

Segundo o governo do estado, vai ser destinado R$1 milhão para acolher os desabrigados, o que inclui contratação imediata de hotéis e pousadas. Os grupos prioritários serão gestantes, crianças, idosos, acamados, deficientes físicos e os demais em situação de vulnerabilidade. Será oferecida hospedagem com pensão completa durante 15 dias, prorrogável por mais 15.

O governo informou que as cidades mais atingidas pelas chuvas foram União da Vitória, no Sul do Estado, e Rio Negro, na região metropolitana de Curitiba. Mas que a contratação emergencial de hotéis e pousadas vale para todos os municípios paranaenses onde houver desabrigados.

Por conta das chuvas mais fortes nas bacias do Alto e Médio Iguaçu, a previsão é de aumento do volume de água que chega às Cataratas de Foz do Iguaçu. Na última medição, na quinta-feira (12), a vazão estava perto de 6 milhões de litros por segundo. Nesse fim de semana, esse número pode chegar a 11 milhões de litros. A média histórica é de 1,5 milhão de litros por segundo.

Previsão do tempo

A previsão do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) é que a instabilidade diminua nesse fim de semana. A região leste e os Campos Gerais terão presença de nuvens e chuvas finas isoladas, por conta da circulação dos ventos que vêm do oceano. No interior, a expectativa é de sol. O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) reforça que há risco baixo de eventos geo-hidrológicos para o estado.




Fonte: Agência Brasil

“Meu filho de 2 anos achava que bunker era um lugar para ir brincar”


“O pequeno achava que era a sirene de uma ambulância passando, e o bunker era um lugar diferente aonde ele estava indo brincar”. O relato é da analista de dados Nathália Waksman, que faz parte do grupo de 207 brasileiros repatriados de Israel que desembarcaram na madrugada deste sábado (14) no aeroporto internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Eles foram trazidos pelo avião KC-30, da Força Aérea Brasileira (FAB), na Operação Voltando em Paz. 

As sirenes que o filho Uriel, de 2 anos, acreditava ser de ambulância eram, na verdade, estridentes alarmes para alertar sobre o disparo de foguetes feitos pelo grupo extremista Hamas.

Nathália atravessou neste sábado o portal de desembarque do aeroporto, empurrando um carrinho cheio de malas e os dois filhos israelenses, Uriel e Benjamim, de 5 anos. Depois de quase sete anos vivendo em Jerusalém, ela entendeu que era hora de pedir ajuda ao governo brasileiro e voltar para o Rio de Janeiro, onde mora a família dela.

“Foram dias intensos e tensos. A situação realmente está muito tensa, e eu não queria correr nenhum tipo de risco com meus filhos, sou sozinha com duas crianças pequenas, então eu quis sair para poder vir para o Brasil”, explica.

Corrida para bunker

Na última semana, por várias vezes ela teve que levar os filhos para um bunker. Algo fora da realidade de um brasileiro, bunker é uma espécie de abrigo, um quarto de segurança presente em muitos prédios e residências israelenses.

“Não tenho o quarto de segurança dentro de casa. Fica no subsolo do meu prédio, e o prédio não tem elevador. Então tinha que descer cinco andares de escada, toda vez que tinha sirene, com os dois [filhos], subir e descer toda hora. A gente teve muita [sirene] no sábado [passado]. Teve de novo na segunda. Esses dias teve uma vez também”, relembra.

“Nunca tinha passado por nada do tipo. Já tinha passado em outros momentos pela questão de foguetes, mas nunca de uma forma que eu me sentisse correndo risco do jeito que eu me senti agora. Foi a primeira vez que eu não me senti segura em Israel”, conta.

Os ataques aos quais Nathália se referem foram iniciados pelo Hamas no sábado passado (7), o que desencadeou respostas de Israel. Milhares de israelenses e palestinos morreram desde então.

Atitudes divididas

Ao mesmo tempo em que Nathália deixava Uriel acreditar que as sirenes eram simples ambulâncias; e bunker, um lugar de brincadeira, ela teve que explicar a Benjamim o que estava acontecendo.

“Ele já entende alguma coisa, então eu expliquei o que ele precisa saber para dar a devida importância para a situação e entender que na hora da sirene não é brincadeira [e tem que se proteger].

Com os pés no Brasil, a analista de dados diz que foi tomada por uma sensação de alívio, mas faz a ressalva de que só voltou por causa dos filhos.

“Alívio principalmente por eles. Se eu estivesse sozinha, talvez teria ficado até para apoiar mesmo o país, apoiar os soldados que estão indo lutar pela gente”, afirma Nathália, que foi morar em Israel por escolha própria. “Eu sou judia, para mim faz muito sentido morar lá, tudo pela questão religiosa e cultural. Dá uma dor ter que sair”, lamenta.

Família completa

A fotógrafa Luíza Santos chegou ao Brasil grávida. Além dela, o marido, um engenheiro israelense, também deixou Israel no voo da FAB. A Operação Voltando em Paz repatriou 701 brasileiros desde quarta-feira.

“Estou muito emocionada porque ver tudo isso que aconteceu nos últimos dias, eu fiquei com muito medo. Ter que voltar, vir para minha casa, deixar todas as nossas coisas lá, eu não sei como vai ficar. É tudo uma surpresa”, diz em um momento de choro.

“A gente viu as atrocidades que aconteceram esta semana, então é tudo muito complicado, nós estamos muito nervosos”, desabafa, antes de agradecer o governo brasileiro pela acolhida e transporte.

A operação organizada pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) e pela FAB trouxe também para território brasileiro oito animais de estimação. Dois deles são os cachorros que acompanhavam Luíza e o marido.

“Não tinha como eu vir com o meu marido e deixar meus cachorros lá. E se alguém invade a nossa casa?”, pergunta a fotógrafa que tem família em Ribeirão Preto, no interior paulista, e estava havia nove anos em Israel.

Escolhas

A pesquisadora Priscila Grimberg deixou o aeroporto internacional do Rio com sensações distintas. Ao mesmo tempo em que estava aliviada por reencontrar a filha Maia, de 15 anos, que passou dois anos estudando em Israel, sentia uma lacuna ao entender que a outra filha, Miriam, de 23 anos, escolheu ficar em Israel. Há três anos, ela serve como combatente no exército israelense.

“Ela ficou, como a gente tem visto um movimento muito grande de vários judeus querendo defender o estado. Então ela quis ficar lá para isso”, explica a mãe, que se sente dividida. “Um dilema humano entre olhar o particular e o coletivo. Como mãe, eu quero as minhas filhas aqui; como judia, eu quero uma combatente lá”, diz.




Fonte: Agência Brasil

Eclipse anular do sol neste sábado poderá ser visto do Brasil


O eclipse anular do sol  está previsto para este sábado (14) e poderá ser visto do Brasil. Na ocasião, a lua vai cobrir a maior parte do disco solar, deixando apenas um anel brilhante na borda. O Observatório Nacional, órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, vai transmitir o eclipse em evento virtual O Céu em sua Casa: Observação Remota, que é uma opção para que as pessoas acompanhem o fenômeno com segurança.

A transmissão virtual terá início às 11h30 da manhã (horário de Brasília) quando o eclipse anular estiver começando na costa oeste dos Estados Unidos, e vai acompanhar todo seu percurso até que chegue ao seu final na costa leste do Brasil em torno das 17h30. Para saber onde o eclipse será visível, observatório indica uma página na internet.

“O eclipse anular ocorre quando a Lua, como vista a partir da Terra, parece menor que o Sol [no céu]. Assim, a Lua não cobre o disco solar totalmente, restando um anel luminoso no contorno da lua, daí a razão do nome ‘eclipse anular’”, explicou o doutor em Astrofísica Leonardo Almeida, professor da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O fenômeno é diferente de um eclipse total, quando a lua cobre completamente o disco solar, deixando apenas a coroa solar visível. O Observatório Nacional aponta que o eclipse anular ocorre quando a lua está em seu apogeu, o ponto mais distante de sua órbita da Terra, e nesse momento a Lua aparece menor, o que permite que este anel seja visível no eclipse.

Almeida aponta que essa diferença se deve ao fato de que a órbita da lua ao redor da Terra não é circular, o que faz com que a distância entre ambas varie ao longo do período de translação da Lua.

Tipos de eclipse

“Quando a Lua está mais próxima da Terra, temos um eclipse total; quando a Lua está mais distante, temos um eclipse anular. Nos dois casos, naturalmente, os discos lunar e solar têm de se sobrepor completamente, sem o que se tem um eclipse parcial”, disse o astrofísico. Há ainda o eclipse híbrido, que ocorre quando o eclipse anular muda para um eclipse total, ou vice-versa, ao longo do caminho do eclipse.

O especialista ressalta que o eclipse no formato anular não poderá ser visto de todo o país. “Apenas em alguns estados das regiões Norte (Amazonas, Pará e Tocantins) e Nordeste (Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba) do Brasil o eclipse anular poderá ser visto. Nos demais estados do país, o eclipse será parcial. Isso ocorre porque a visibilidade de um eclipse depende da posição do observador em relação à linha do eclipse”, disse o astrofísico.

O professor Tarciro Mendes, também da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT) da UFRN e doutor em Física, explica que é necessário que o observador esteja exatamente sobre a linha “riscada” pela umbra, que é a região onde a sombra da Lua sobre a Terra é a mais intensa. “Contornando a umbra temos a penumbra, onde os observadores sob ela podem observar um eclipse parcial. Fora da penumbra e da umbra, não é possível observar eclipse algum”, disse.

O físico explicou que, no Brasil, o eclipse começa a ser visto às 14h05 na cidade de Tefé (Amazonas) e acaba às 17h55 na cidade de João Pessoa (Paraíba), considerando o evento completo, tanto anular quanto parcial. “O Brasil é o país do mundo onde a anularidade – período de tempo em que a Lua permanece totalmente dentro do disco solar – terá a maior duração, 55 minutos e 30 segundos”, ressaltou.

Segundo o Observatório Nacional, a anularidade será visível, além do Brasil, nos Estados Unidos, México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia. Em outras partes das Américas – do Alasca à Argentina – um eclipse parcial será visível.

Mendes lembrou que o próximo eclipse anular ocorrerá em 2 de outubro de 2024, mas não poderá ser visto do Brasil, apenas no Chile e na Argentina. “No Brasil, apenas será observado um eclipse parcial nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e uma pequena parte do Nordeste, mais especificamente no sul da Bahia”, disse. Já o próximo eclipse anular a ser observado no Brasil ocorrerá em 26 de janeiro de 2028 e só poderá ser visto completamente nos estados do Amazonas, do Pará e do Amapá.

O último eclipse anular do Sol ocorreu em junho de 2021, mas não foi visível do Brasil, segundo informações do Observatório Nacional.




Fonte: Agência Brasil