Manaus decreta emergência por causa da seca que afeta o Rio Negro


A prefeitura de Manaus decretou, nesta quinta-feira (28), situação de emergência em razão da seca que atinge o Rio Negro. Hoje o rio atingiu a cota de 16,11 metros (m), nível considerado muito baixo para o período. O decreto tem validade de 90 dias. Com isso, subiu para 17 o número de municípios amazonenses que decretaram situação de emergência por causa da estiagem que atinge o estado.

Segundo a prefeitura de Manaus, a vazante do Rio Negro vem causando prejuízos as zonas ribeirinha e rural da cidade.

Com a seca, os moradores das zonas ribeirinhas e rurais estão com dificuldade de acesso a alimentos e água potável. Entre as ações previstas para atender a população, estão a distribuição de alimentos e a perfuração de 30 poços artesianos para levar água a diferentes comunidades, informou a prefeitura. Também serão entregues 60 botes com motor para as comunidades afetadas.

Nas últimas 48 horas, enquanto a capital amazonense registrou dois focos de queimadas, municípios do interior, entre os quais Autazes, Novo Airão e Iranduba, contabilizaram 58 ocorrências, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os focos de incêndio fizeram com que a cidade ficasse encoberta por uma nuvem de fumaça.

De acordo com o Inpe, em setembro, foram registrados 6.597 focos no Amazonas. Nos últimos dois dias, foram notificados 34 focos de queimadas em Autazes, dez nos municípios de Careiro e Careiro da Várzea, oito em Novo Airão e seis em Iranduba.

A situação de emergência é declarada quando ocorre uma situação anormal, provocada por desastres, causando danos e prejuízos à comunidade. Nesses casos, o comprometimento da capacidade de resposta do poder público do ente atingido é “parcial”.

Além de Manaus, declararam situação de emergência os municípios de Amaturá, Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Coari, Eirunepé, Envira, Itamarati, Ipixuna,  Jutaí, Maraã, São Paulo de Olivença, Santo Antônio do Içá, Tonantins, Tabatinga, Tefé e Uarini.

Dos 62 municípios do Amazonas, apenas dois não estão sendo afetados pela seca: Presidente Figueiredo e Apuí. Cinco estão em estado de atenção e 38, em alerta.

Segundo a Defesa Civil do Amazonas, os municípios em situação de emergência se localizam nas calhas do Alto Solimões, Juruá e Médio Solimões, mais afetadas pela baixa das águas. A perspectiva é que a situação se agrave ainda mais em outubro, quando a seca deve ficar mais intensa. A estimativa da Defesa Civil é que, até o mês de dezembro, cerca de 500 mil pessoas sejam afetadas em razão da estiagem no estado.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), além do fenômeno El Niño, que aumenta a temperatura das águas superficiais do oceano na região do Pacífico Equatorial, o aquecimento do Atlântico Tropical Norte, logo acima da linha do Equador, inibe a formação de nuvens, reduzindo o volume de chuvas na Amazônia.




Fonte: Agência Brasil

Acidente de trânsito com ônibus deixa vítimas na Rodovia Assis Chateaubriand



Um acidente de trânsito envolveu um ônibus na tarde desta quinta-feira (28) na Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), no trecho entre as cidades de Indiana (SP) e Martinópolis (SP), e deixou vítimas.

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Fonte: G1

Defesa Civil do Rio Grande do Sul renova alerta de inundações


Devido às fortes chuvas, que caíram em parte do Rio Grande do Sul nos últimos dias, a Defesa Civil do estado emitiu alerta, vigente até as 17h desta quinta-feira (28), referentes à possibilidade de inundações em diversos rios que cortam o estado. O alerta vale para todo o curso do Rio Gravataí, com níveis elevados, sobretudo, entre Gravataí e Canoas; no Rio dos Sinos, em elevação entre Taquara e São Leopoldo; no Rio Caí, a partir de São Sebastião do Caí até Montenegro; no Rio Santa Maria, em Rosário do Sul; no Rio Ibirapuitã, em Alegrete e, por fim, no Lago Guaíba.

As demais bacias hidrográficas estão sendo monitoradas pela sala de situação da Defesa Civil.

Guaíba

A chefe de Comunicação Social da Defesa Civil Estadual do Rio Grande do Sul, tenente Sabrina Ribas, atualizou a situação do Lago Guaíba. “Pelo monitoramento da estação do Cais Mauá, os níveis do Guaíba mostram uma tendência de níveis altos, mas com estabilidade na quinta-feira, entrando em declínio a partir de sexta-feira [29]”. O Lago Guaíba transbordou na manhã desta quarta-feira (27), em Porto Alegre, ao atingir a marca de 3,17 metros, o que representam 37 centímetros acima da cota de inundação. A Prefeitura de Porto Alegre disse que esse foi o maior nível do Guaíba em 82 anos. As águas chegaram a 4,75m no Centro Histórico de Porto Alegre.

Em decorrência da cheia do lago, a prefeitura da cidade ordenou o fechamento das comportas do Guaíba. Com a medida, as operações portuárias na região foram suspensas desde quarta-feira (27). A prefeitura informou que vai reabrir três comportas do Cais Mauá nesta tarde.

A orla do Guaíba está parcialmente interditada aos visitantes e o uso dos equipamentos esportivos do local estão suspensos. A prefeitura orientou a população que evite circular na área.

Para acolher a população atingida pela cheia do Lago Guaíba, a Prefeitura de Porto Alegre montou abrigos provisórios em ginásios, igrejas e escolas da região.

Clima

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê uma trégua na ocorrência de grandes volumes de chuvas em partes do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, nesta quinta-feira (28). O sol voltou a aparecer, entre poucas nuvens na região, com chuvas passageiras, devido à umidade que vem do litoral.

O Inmet aponta que uma massa de ar frio na Região Sul fará com que as temperaturas caiam até a noite desta sexta-feira (29). De acordo com a previsão do tempo, no sábado (30), as pancadas de chuvas retornam para quase todo o Rio Grande do Sul. No entanto, no domingo (1), o sol voltará a aparecer.

Estradas

Nesta quarta-feira (27), de acordo com informações do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), havia sete trechos com bloqueios totais ou parciais em cinco rodovias, devido às fortes chuvas.

Até o momento, as chuvas intensas que causaram enchentes e deixaram estragos no Vale do Taquari provocaram 50 mortes.

O número de desaparecidos caiu para oito pessoas (três em Muçum; duas em Lajeado; e uma em Arroio do Meio, Encantado e Roca Sales.

De acordo com a Defesa Civil do estado, atualmente 490 pessoas estão desabrigadas e 943 ficaram feridas. A chuva afetou, de alguma forma, 402.297 pessoas residentes em 107 cidades gaúchas.

Parte dessas vítimas recebeu a visita de uma comitiva do governo federal nesta quinta-feira, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.




Fonte: Agência Brasil

Bombeiros fazem buscas por vítima de afogamento na capital paulista


O Corpo de Bombeiros continua nesta quinta-feira (28) as buscas por uma vítima de afogamento na região de Ermelino Matarazzo, na capital paulista. A pessoa desapareceu ontem, após tempestades na capital.

Nesta quarta-feira, após dias de calor intenso e baixa umidade, a cidade de São Paulo enfrentou fortes chuvas e ficou em estado de atenção para alagamentos. Segundo o Corpo de Bombeiros, somente ontem foram registradas 103 quedas de árvores, três locais alagados e dois desabamentos na capital.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE), na zona norte da capital, entre as regiões de Santana e Tucuruvi, os ventos chegaram a 70 quilômetros por hora. Na região do Campo de Marte, foram registrados ventos de até 87 quilômetros por hora. Diversas regiões da cidade também registraram queda de granizo.

Meteorologia

Para hoje, a previsão dos técnicos do  CGE é de céu encoberto e garoa ocasional, além de frio. Até o momento, os termômetros das estações meteorológicas do CGE registraram temperatura média de 16°C, e até o meio da tarde  ela pode chegar aos 17°C.

De acordo com o CGE, setembro registrou 67,2mm de chuva até as 7h desta quinta-feira, o que equivale a aproximadamente 98,4% dos 68,3mm esperados para o mês. Como a previsão é de mais chuva neste final de semana, o mês deve terminar com precipitação acima da média histórica medida pelo CGE.




Fonte: Agência Brasil

Após cliente xingar deficiente visual e notificação do Ministério Público, padaria reforma todo o piso tátil de estacionamento, em Presidente Prudente




Vítima foi chamada de ‘filho da p…’, ‘cego de mentira’ e ‘sem vergonha’ por homem que havia estacionado seu carro em cima da faixa destinada à mobilidade de pessoas com deficiência. Padaria realiza troca de piso tátil após notificação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP)
Cedida
Após notificação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP), uma padaria, localizada no Parque do Povo, na Vila Malaman, em Presidente Prudente (SP), terminou, nesta quarta-feira (27), a reforma de todo o piso tátil existente no estacionamento do estabelecimento comercial.
A medida do MPE-SP foi tomada após o deficiente visual Luiz Marcelo Galvan, de 57 anos, ter sido xingado por um cliente do estabelecimento, que estava com o carro estacionado sobre o piso tátil, que são faixas em alto-relevo fixadas no chão para auxiliar na locomoção de pessoas com dificuldades para enxergar.
O promotor de Justiça Márcio Kuhne Prado Junior disse ao g1 que a padaria informou ao MPE-SP que estava “trocando todo o piso tátil por um novo, com maior resistência, e solicitou o prazo de 30 dias para finalizar as obras”.
Além disso, Prado Junior ressaltou que irá analisar o desfecho do procedimento após o fim da troca do piso tátil e que o “trabalho tem por objetivo proporcionar para as pessoas com deficiência a adequada mobilidade e circulação”.
A comerciante Ana Célia Pereira, proprietária da padaria, disse ao g1 que a reforma do piso tátil terminou na última quarta-feira e afirmou estar fazendo tudo o que é necessário para deixar a calçada livre para o pedestre transitar com segurança.
Após a reforma, Galvan afirmou ao g1 que “ficou excelente” o estacionamento do local.
“Os veículos não estão estacionando mais sobre o piso tátil, qualquer deficiente que tenha dificuldade de passar ali, agora, não vai ter mais, porque os veículos estão estacionando bem mais para o fundo do estacionamento. Está sobrando um metro e meio, mais ou menos, de calçada com o piso tátil”, reforçou o deficiente visual.
Padaria realiza troca de piso tátil após notificação do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP)
Cedida
O caso
De acordo com o Boletim de Ocorrência, registrado no dia 30 de junho de 2023, Luiz Marcelo Galvan foi até a Delegacia da Polícia Civil e relatou que, no dia 27 do mesmo mês, um veículo de porte pequeno estava estacionado em cima da calçada e ele, que é deficiente visual, não conseguia passar pelo trecho.
A vítima, com apenas 5% da visão em um dos olhos, tentou ver a placa do veículo para acionar a fiscalização. No entanto, o proprietário do carro chegou e questionou por que Luiz Marcelo estava tentando ler a placa do veículo dele.
Situação do piso tátil da padaria, em 7 de julho de 2023
Leonardo Bosisio/g1
O deficiente visual respondeu que era porque a maneira como o carro do homem estava estacionado dificultava a passagem de pedestres. Ainda segundo o relato, a vítima começou, então, a ser xingada de “filho da p…”, “cego de mentira” e “sem vergonha”, entre outras ofensas.
De acordo com o delegado Márcio Farini Pirondi, responsável pelo caso na Central de Polícia Judiciária (CPJ), a ocorrência “encontra-se sob investigação, no aguardo da emissão do respectivo relatório para a identificação da autoria”.
Situação do piso tátil da padaria, em 7 de julho de 2023
Leonardo Bosisio/g1
Problema recorrente
Luiz Marcelo Galvan relatou ao g1 que passa pela calçada da padaria, na Avenida 14 de Setembro, todo dia por volta das 12h30, pois o local é rota para um compromisso que o deficiente visual tem, diariamente.
Além disso, ele também explicou que perdeu a visão há oito anos após um problema de descolamento das retinas. No olho esquerdo, ele não tem 100% da visão, já no direito Luiz Marcelo possui 5% com a lente corretiva e 1% da visão sem a lente.
“Várias vezes eu venho passando ali na frente e venho me deparando com veículos estacionados no piso tátil. Eu tenho que passar beirando a rua ali, com veículos passando ao meu lado”, afirmou Galvan ao g1.
Caminhonete flagrada sobre o piso tátil no estacionamento do local, em 28 de agosto de 2023
Leonardo Bosisio/g1
O deficiente visual disse ainda que já teve problemas anteriores com carros parados de forma irregular no estacionamento da padaria. Ele relembrou que, poucos dias antes do caso de injúria, havia uma caminhonete estacionada perto da entrada do estabelecimento, em cima do piso tátil, e com duas escadas “passando para fora da carroceria”.
“Eu até vi a caminhonete, porque eu tenho a minha bengala e eu consigo identificar quando está bem perto, mas não tenho visão periférica e dei com o rosto nas duas escadas e quebrou meus óculos, eu fiquei com a cabeça doendo”, ressaltou Galvan ao g1.
Luiz Marcelo Galvan, de 57 anos, é deficiente visual e foi alvo de xingamentos por um cliente de uma padaria, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Bosisio/g1
Ele disse ainda que dois rapazes o ajudaram e acharam seus óculos que haviam caído no chão.
“Deixei para falar com a dona do estabelecimento depois do meu compromisso, não podia perder a hora. No retorno, entrei na padaria e pedi para falar com o proprietário. Uma senhora veio me atender e disse que já está cansada de avisar os clientes dela de que não podem parar ali, que ela não pode fazer nada, que ela não consegue dominar o estacionamento. Enfim, ela não quis fazer nada”, afirmou Galvan.
O deficiente visual ressaltou ainda que pediu para a proprietária da padaria para que colocasse, pelo menos, uma placa ou demarcasse o local com faixas amarelas.
Após esse primeiro problema, Luiz Marcelo Galvan relatou ao g1 que, no dia 27 de junho, se deparou com um carro estacionado em cima da calçada, sobre o piso tátil. Como o veículo estava atrapalhando o trânsito dos pedestres, ele tentou acionar a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Cooperação em Segurança Pública (Semob) e não foi atendido.
“Eu fui informado pela Semob e pela Polícia Militar que, quando acontecesse novamente, era para entrar em contato com a Polícia Militar ou com a Semob. Entrei em contato com a Semob e ninguém me atendeu. Liguei várias vezes e ninguém me atendeu”, relembrou Galvan.
Carro flagrado sobre o piso tátil no estacionamento do local, em 18 de agosto de 2023
Leonardo Bosisio/g1
Na sequência, o deficiente visual ligou para a Polícia Militar e foi atendido. Porém, antes que pudesse tatear a placa do carro para informar a identificação ao policial pelo telefone, o dono do veículo viu Galvan, tirou o carro do local e começou a xingá-lo.
“Depois que ele tirou o carro, me agrediu com vários palavrões, me chamando de cego sem vergonha, que eu era tão cego que estava pegando a placa do carro dele , que eu era cego só para receber benefício do governo. Veja bem, eu estava agachado tentando passar a mão para sentir a placa do carro dele. Porque é uma falta de respeito com o deficiente e não é só com o deficiente visual aqui na cidade, não”, afirmou Galvan ao g1.
Ele relatou ainda que faz oito anos que perdeu a visão após ter descolamento de retina e que passou por problemas psicológicos.
“Eu era uma pessoa que tinha meu trabalho em uma transportadora, cuidava de motoristas, tinha minha vida ativa desde as 5h da manhã até várias horas da noite e, de repente, aconteceu isso e fiquei deprimido. Dois anos sem sair de casa, agora que estou voltando a minha vida ao normal, tentando me restabelecer, e essas coisas magoam muito. Acabam deixando a gente pior novamente”, reforçou Galvan.
Por fim, o deficiente visual disse ainda que acredita ser uma falta de respeito a pessoa estar sobre o piso tátil e ainda desrespeitar quem utiliza o dispositivo como auxílio na locomoção.
“Não estou defendendo só a mim, estou defendendo todos os cegos da cidade que têm que ficar trancados dentro de casa por falta de respeito de pessoas desse tipo”, finalizou Galvan ao g1.
Luiz Marcelo Galvan, de 57 anos, é deficiente visual e foi alvo de xingamentos por um cliente de uma padaria, em Presidente Prudente (SP)
Leonardo Bosisio/g1
Mobilidade
Conforme documento enviado pela Prefeitura de Presidente Prudente ao g1, a sinalização tátil no piso “é considerada um recurso complementar para prover segurança, orientação e mobilidade a todas as pessoas, principalmente àquelas com deficiência visual ou surdo-cegueira”.
O item 7.8 da NBR 16.537/2016, norma específica para piso tátil, esclarece que as sinalizações devem ser utilizadas em locais “contornando o limite de lotes não edificados onde não exista descontinuidade de referência edificada”.
“Entendemos que a sinalização tátil deve ser utilizada em locais onde não exista a linha guia, ou seja, em locais abertos como postos de gasolina, acessos a garagens, estacionamentos comerciais ou quando o edifício estiver recuado. Neste caso o piso tátil deve estar localizado dentro do imóvel, na linha de divisa com o passeio público e não deve ser colocado aleatoriamente como temos observado na maioria dos imóveis comerciais”, afirmou o documento do Poder Executivo.
Além disso, com base na Norma Técnica, “o uso do piso tátil não deve ser instalado no meio da calçada e sim em locais abertos, dentro do imóvel”.
Já sobre a manutenção do piso tátil, o Poder Executivo informou ao g1 que em áreas públicas é de responsabilidade da Prefeitura. Porém, nos imóveis particulares, a construção e a manutenção ficam por conta do proprietário do local.
O g1 questionou o Poder Executivo sobre a existência de uma fiscalização para que os motoristas não desrespeitem o uso do piso tátil por pessoas com deficiência e se, em caso de desrespeito, os estabelecimentos podem ser responsabilizados. A Prefeitura informou que não existem fiscalizações e que “o proprietário necessita manter o local em bom estado de conservação”.
Em relação ao caso de Luiz Marcelo Galvan, o Poder Executivo afirmou que “não há registro pela Semob sobre o ocorrido com o reclamante na data e local supracitados” e esclareceu que, nestes casos, a Semob deve ser acionada durante o expediente pelos telefones oficiais e, aos fins de semana e feriados, o contato deve ser feito com o policiamento de trânsito, pelo telefone 190, “para aplicação das medidas cabíveis”.
O documento é assinado pelo assessor da Semob, Ademir de Luna Arruda, pelo assistente técnico da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Sosp), Bruno Rodrigues de Brito, e pela engenheira civil da Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seplan), Denise Paganini Salvat Posada.
Carro flagrado sobre o piso tátil no estacionamento do local, em 6 de julho de 2023
Leonardo Bosisio/g1

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Fonte: G1

Até que a morte nos separe




Esta semana, a cantora Sandy e o músico Lucas Lima anunciaram a separação após 24 anos de relacionamento. O relato surpreendeu muitas pessoas, já que o casal aparentemente demonstrava estar bem.
A notícia trouxe à tona reflexões sobre relacionamentos e o ideal de amor romântico, amplamente difundido em diversos contextos socioculturais e que dificulta a aceitação da realidade a dois.
Sabemos que a maioria dos casais se une motivada pelo amor e, embora, possam enfrentar discordâncias, passam anos compartilhando suas vidas felizes juntos. Por outro lado, há aqueles que se percebem tão distantes um do outro que mal conseguem recordar o sentimento que um dia os uniu. Assim, alguns, após várias tentativas de reconstruir a relação, percebem que não há mais reciprocidade, seja em termos de sentimentos ou projetos, e optam pela separação.
O término de um relacionamento desencadeia uma avalanche de emoções que altera significativamente a dinâmica do casal. Não se trata apenas da divisão de bens materiais, mas a ruptura de vínculos, de laços afetivos, emocionais, sociais e sexuais. E quando há filhos, a maturidade do casal é essencial para auxilia-los a atravessar essa fase com segurança e amor.
O fato é que uma separação não ocorre da noite pro dia. A cumplicidade do casal se desgasta gradualmente, acompanhada de um distanciamento emocional que se instala na rotina diária. A separação é velada.
A dor causada pela separação não possui antídoto. O sofrimento afeta qualquer um que passa por essa experiência, pois não envolve apenas a despedida dos aspectos negativos do relacionamento, mas também das memórias positivas compartilhadas. Portanto, aprender a lidar com as próprias emoções é o segredo e também um desafio. Afinal, uma separação também está repleta de sentimento de insegurança, de culpa, mesmo que não haja uma outra pessoa envolvida, e pelo medo do desconhecido.
Por isso, é preciso tempo. Tempo para o reconhecimento de si mesmo. É essencial refletir sobre nossos verdadeiros desejos, uma vez que as transformações não surgem dos outros, mas sim de dentro de nós. Somos nós os responsáveis por optar se queremos permanecer como estamos ou não. Eis o desafio e também a recompensa. Créditos: Joselene L. Alvim-psicóloga




Fonte: G1

Governo federal visita regiões afetadas por tempestades no RS


Uma comitiva de ministros retornou ao Rio Grande do Sul, na manhã esta quinta-feira (28), para visitar as regiões afetadas pelas chuvas e dar sequência ao plano de apoio à população afetada pelo terceiro ciclone extratropical que atingiu o estado, neste ano.

O grupo é composto pelos ministros da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes; do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias; da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta; e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira. Eles estão acompanhados por integrantes da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil e pela primeira-dama, a socióloga, Rosângela Lula da Silva.

A comitiva sobrevoou a capital, Porto Alegre, atingida pelas chuvas dos últimos dias, e observou estragos causados pela cheia do rio Guaíba. Ao pousarem no município de Lajeado, as autoridades foram recebidas pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

Em vídeo publicado em uma rede social, o ministro Waldez Góes mostrou paisagens alagadas e disse que os integrantes do governo federal viajaram para dialogar com a população e apresentar novas medidas federais para a economia local.

O grupo também visitou o ginásio Ito Snel, em Estrela (RS), onde já foram acolhidas mais de 700 pessoas retiradas das áreas de inundação no município e, que, atualmente, abriga 36 famílias. No local, o governo federal entregou cestas básicas e foi recepcionado pelo prefeito Elmar Schneider.

Já no município de Muçum, um dos mais afetados, a comitiva visitou a Escola Municipal Castelo Branco.

Porto Alegre (RS) 28/09/2023 – Lago Guaíba sobe mais de 3 metros e transborda em Porto Alegre, cidade teve o inverno mais chuvoso dos últimos 62 anos.
Foto: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini

Lago Guaíba sobe mais de 3 metros e transborda em Porto Alegre – Gustavo Mansur/ Palácio Piratin

Situação

O número de mortes após passagem do ciclone chega a 50, após ser encontrado mais um corpo nesta quarta-feira (27). Segundo a Defesa Civil do estado, oito pessoas seguem desaparecidas, após as enchentes.

A Defesa Civil gaúcha emitiu alertas válidos até as 17h desta quinta-feira, referentes a inundações em diversos rios: em todo o curso do Rio Gravataí, com níveis elevados; e também, no Rio dos Sinos, em elevação a partir de Taquara; no Rio Caí, a partir de São Sebastião do Caí; e no Lago Guaíba, que transbordou na manhã de ontem.

Ontem havia sete trechos com bloqueios totais ou parciais em cinco rodovias segundo informações do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM).

Brasília

O governador e parlamentares gaúchos estiveram, nesta quarta-feira, em Brasília, e se reuniram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o vice-presidente Geraldo Alckmin e com os ministros da Secom, Paulo Pimenta, e da Casa Civil, Rui Costa, para tratar da reconstrução dos municípios atingidos pelas inundações do início do mês, além de outras demandas.

Sobre o encontro, o presidente Lula, postou na rede social X (antigo Twitter) sobre a atuação do governo federal.






Fonte: Agência Brasil

Trabalhadores do transporte anunciam greve no Metrô de São Paulo


Sindicato do segmento de transporte anunciou nesta quinta-feira (28) que quatro linhas do Metrô de São Paulo deverão parar no dia 3 de outubro, em uma greve articulada pelos trabalhadores com outras categorias, para marcar posição contra a privatização de serviços no estado e para reivindicar melhores condições de trabalho.

As linhas que devem aderir à greve são a 1-Azul, a 2-Verde, a 3-Vermelha e a 15-Prata.

Os trabalhadores planejam organizar um ato na véspera do início da greve. O local ainda será confirmado nos próximos dias.

Os ferroviários e trabalhadores da Sabesp também vão aderir à paralisação o dia 3 de outubro.

“É um movimento reivindicatório, mas também de protesto”, resumiu a presidente do Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de São Paulo, Camila Duarte Lisboa.

Segundo a líder sindical, o movimento não conseguiu adesão total dos trabalhadores do Metrô porque em algumas linhas “há maior pressão dos patrões” e, portanto, maior receio da base quanto a realizar protestos, embora também queiram melhorar o salário e promover mudanças no ambiente laboral.

“As linhas 4 e 5 [do Metrô] não vão parar, pois existe lá um ambiente de organização sindical muito difícil nas linhas privatizadas”, explicou Camila.

De acordo com Camila, as privatizações sinalizadas pelo governo de Tarcísio de Freitas, governador do estado, preocupam pela tendência de ocasionarem um aumento no valor das passagens e da tarifa da água.

Como exemplos contra a privatização, os sindicalistas citaram as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda do trem de São Paulo, que passaram a ser geridas pela ViaMobilidade e apresentam, frequentemente, diversas falhas, o que tem como consequência transtornos para os passageiros. Nas duas linhas, já foram registrados atrasos e descarrilamentos. “Até colisão na plataforma aconteceu”, lembrou Camila.

As entidades chamam a atenção para a insalubridade de parte dos locais de trabalho e a sobrecarga de tarefas. Camila Duarte Lisboa mencionou, ainda, um processo de terceirização dos funcionários da bilheteria do Metrô, que já está em curso, tendo em vista a abertura de um edital com prazo para o início de outubro, o que deverá se traduzir, segundo ela, como a maioria das terceirizações, em salários menores.

Para os representantes dos trabalhadores, é consenso que o governo visa multiplicar lucro, ao ampliar a quantidade de privatizações. No início deste mês, durante o Grito dos Excluídos, movimentos sociais já haviam se engajado para fazer circular um plebiscito contra as privatizações.

Adesão

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) também se juntará aos trabalhadores do transporte. José Faggian, presidente o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente (Sintaema), disse que o quadro de funcionários se mobilizará. Ele garante, no entanto, que não haverá colapso do sistema de fornecimento de água.

“As nossas greves sempre têm o compromisso de manter o abastecimento e atender as emergências”, disse, acrescentando que o movimento conta com o apoio de petroleiros, dos Correios e do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).

Faggian ressaltou que privatizar o serviço de saneamento básico representa um risco para a população como um todo, já que a proporção de residências que dispõem de água potável e esgoto adequado impacta diretamente a saúde das pessoas. Além disso, disse o diretor sindical, o índice de saneamento é importante até mesmo para se manter baixa a mortalidade infantil.

“O saneamento tem interface direta com a saúde da população. Então, quando a gente traz para esse serviço pouco cuidado, no limite a gente está colocando em risco a saúde da população”, argumentou Faggian, elogiando a cobertura do serviço universalizado da Sabesp, que, atualmente, segundo ele, está presente em 310 dos 375 municípios em que a empresa de economia mista opera.

A Agência Brasil procurou a ViaMobilidade, o Metrô de São Paulo, a Sabesp e o governo de São Paulo e aguarda retorno.




Fonte: Agência Brasil

Mãe e padrasto são presos suspeitos de torturar criança de 4 anos, em Teodoro Sampaio




Delegacia de Polícia Civil de Teodoro Sampaio (SP)
Arquivo/g1
Uma mulher e um homem foram presos temporariamente nesta quinta-feira (28), por suspeita de tortura contra um menino, de 4 anos, em Teodoro Sampaio (SP).
Conforme o delegado Sthefano Rabecini, nesta fase de investigação não há como imputar a responsabilidade aos pais ainda. Desta forma, foi realizada a prisão temporária, que é voltada à investigação.
A prisão temporária é de 30 dias, podendo ser prorrogada por mais 30.

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Fonte: G1

Após ciclones, Lei de Responsabilidade Fiscal é flexibilizada no RS


O estado de calamidade pública nos municípios atingidos pelos eventos climáticos, que causaram diversas catástrofes no estado do Rio Grande do Sul, foi reconhecido por decreto legislativo publicado nesta quinta-feira (28) no Diário Oficial da União.

Com a publicação, as regras orçamentárias previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal serão flexibilizadas até 31 de dezembro de 2024 para os municípios abrangidos pelo decreto.

De acordo com o último relatório da Defesa Civil, 107 municípios e mais de 402 mil pessoas foram afetados. Com a decretação do estado de calamidade pública, não terão que obedecer, por exemplo, aos limites e condições para operações de crédito, contratações, ou recebimento de doações de recursos. Também poderão direcionar recursos vinculados a outras finalidades, ou gerar novas despesas.

O estado vem enfrentando instabilidade no tempo desde o mês de julho, com a formação de vários ciclones extratropicais, temporais, queda de granizo, enxurradas e inundações. O evento mais grave aconteceu no início de setembro, com a passagem de um dos ciclones, que deixou um rastro de destruição na região do Vale do Taquari, além de 50 pessoas mortas e 9 desaparecidas, de acordo com a Defesa Civil.

O governo federal abriu, no último dia 20, por meio de medida provisória, um crédito extraordinário de R$ 260 milhões para a reconstrução das cidades atingidas. Com esses recursos, o governo federal informou que já foram empregados um total de R$ 741 milhões em ações que envolvem busca e salvamento de vidas, a reconstrução das cidades e recuperação da economia dos lugares atingidos.

Além disso, a linha de crédito de R$1 bilhão foi oferecida aos municípios, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), pela população que vive nas cidades atingidas, também foi liberada.




Fonte: Agência Brasil