Vídeo flagra briga com pancadaria entre alunos dentro de escola estadual, no distrito de Floresta do Sul, em Presidente Prudente | Presidente Prudente e Região


Um vídeo, gravado na área de convivência da escola estadual, mostra o início da confusão entre os alunos. Nas imagens, é possível identificar o início das agressões verbais e físicas, entre dois estudantes, e, na sequência, o momento em que outros alunos começam a trocar socos e chutes. Durante a filmagem, de 38 segundos, outros alunos observavam a briga generalizada e zombavam das agressões, com gritos e palavrões.




Fonte: G1

Homens usam faca para roubo de carteira e acabam presos, em Monte Castelo




Um adolescente, de 13 anos, também participou do crime, nesta terça-feira (15). Ele foi encaminhado para a Fundação Casa, em Irapuru (SP). Homens usam faca para roubo de carteira e acabam presos, em Monte Castelo (SP)
Polícia Militar
Dois homens, de 21 e 29 anos, foram presos e um um adolescente, de 13 anos, apreendido, nesta terça-feira (15), por roubo em Monte Castelo (SP).
Conforme a Polícia Militar, a equipe recebeu uma ligação telefônica informando sobre um roubo que havia acabado de ocorrer.
No local, a PM fez contato com a vítima, um homem de 59 anos, que relatou aos policiais que três indivíduos, de posse de uma faca, anunciaram o roubo e subtraíram, mediante força física e ameaça, sua carteira com R$ 190 e fugiram.
A vítima ainda afirmou que conhecia os indivíduos e informou todas as características.
Os policiais iniciaram o patrulhamento, localizaram os envolvidos e realizaram a abordagem. Durante busca pessoal, a PM encontrou R$ 50 com cada um dos homens e R$ 42 com o adolescente.
A PM localizou ainda imagens de câmeras de monitoramento, que gravaram o momento do roubo, onde, segundo os policiais, “foi possível constatar de maneira nítida os três indivíduos realizando o roubo”.
Os homens foram presos por roubo e encaminhados para a Delegacia da Polícia Civil, onde permaneceram à disposição da Justiça.
Segundo a Polícia Civil disse ao g1, o adolescente foi apreendido e foi encaminhado para a Fundação Casa em Irapuru (SP), onde deve passar por audiência nesta quarta-feira (16).
A Polícia Civil registrou o caso como roubo majorado, devido ao envolvimento de três agentes no crime e ao uso de faca. Os adultos ainda irão responder por corrupção de menor.

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Fonte: G1

Marina Silva defende segurança jurídica para o Conama


Na abertura da reunião do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), nesta quarta-feira (16), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, considerou a retomada do regimento interno de 2011 como o passo mais importante, depois da recriação, para a existência e segurança jurídica do colegiado. A medida será votada na pauta do encontro e propõe que o regimento interno de 2019 não seja a regulamentação que vai orientar os trabalhos do conselho nos próximos anos.

Segundo a ministra, a decisão pela escolha das regras estabelecidas 12 anos atrás é resultado de uma análise jurídica e também uma forma de assegurar o funcionamento do conselho, com segurança jurídica, de forma mais rápida. “A partir dele, com a devida segurança jurídica, o grupo de trabalho poderá se debruçar e fazer os aprimoramentos e as atualizações”, destacou.

Responsável por debater questões relativas ao Sistema Nacional do Meio Ambiente, o Conama foi criado em 1984 e extinto depois de 37 anos, em 2021. Em 1º de janeiro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou a retomada do colegiado, que reúne representantes do governo federal, dos estados, municípios e de diferentes segmentos da sociedade.

PAC

Durante a abertura da reunião, Marina destacou ainda a importância do conselho no fortalecimento do Sistema Nacional de Meio Ambiente e na transição ecológica da economia brasileira. Segundo a ministra, o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Rio de Janeiro, mostrou que o governo está comprometido com essa transição que coloca a sustentabilidade como eixo do desenvolvimento econômico.

Desmatamento

Como reflexo dessa forma de gestão, Marina destacou o fortalecimento das instituições como os institutos Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que já impactam na redução de 42% do desmatamento da Amazônia, nos últimos sete meses, e de 66%, no mês de julho.

Cúpula da Amazônia

Marina Silva também fez um balanço sobre a Cúpula da Amazônia, realizada no início de agosto, em Belém. Ela considerou que o encontro evidenciou uma emergência colocada para a Amazônia, para os povos tradicionais e para o mundo em relação ao bioma.

Para ela, a Declaração de Belém demonstra o compromisso não apenas do governo, mas também da sociedade brasileira e de todos os países da Amazônia. “O compromisso foi significativamente ampliado com esse encontro importante e o compromisso de todos os governos de que a Amazônia não chegue a um ponto sem volta.”




Fonte: Agência Brasil

Concursos públicos têm remunerações mensais de mais de R$ 14,7 mil no Oeste Paulista




Há chances para Osvaldo Cruz (SP), Presidente Prudente (SP), Presidente Venceslau (SP), Rosana (SP) e Teodoro Sampaio (SP). As inscrições podem ser realizadas pela internet. Unesp de Rosana (SP) anunciou um concurso público para a área docência no Departamento de Engenharia da Faculdade de Engenharia e Ciências
Reprodução/Unesp
Concursos públicos e processos seletivos disponíveis oferecem oportunidades para trabalhar em diversas cidades da região de Presidente Prudente (SP). Há vagas para diferentes áreas e as inscrições podem ser realizadas pela internet.
Confira todas as oportunidades abaixo:
Unesp
Presidente Prudente
A Universidade Estadual Paulista (Unesp) anunciou concursos públicos no Campus de Presidente Prudente, com o objetivo de preencher vagas para o cargo de professor assistente.
Uma das oportunidades é para a área de educação, no Departamento de Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia. O profissional contratado deverá cumprir jornadas de 40 horas semanais e terá uma remuneração mensal de R$ 14.761,02.
As inscrições desta vaga seguem até esta quinta-feira (17), pela internet, e custam R$ 255.
Outra chance, para o mesmo cargo de professor assistente, é destinada à área de fisioterapia e terapia ocupacional. As inscrições deste concurso também custam R$ 255 e seguem até o dia 12 de setembro, pela internet.
Rosana
A Unesp de Rosana (SP) anunciou um concurso público para a área docência no Departamento de Engenharia da Faculdade de Engenharia e Ciências.
O candidato que for contratado receberá uma remuneração mensal de R$ 14.761,02 e deverá trabalhar por 40 horas semanais.
As inscrições serão abertas no dia 21 de agosto e seguirão até as 17h do dia 20 de setembro deste ano, pela internet.
Etec
Presidente Venceslau
A Escola Técnica Estadual (Etec) de Presidente Venceslau (SP) anunciou a realização de processos seletivos, com o objetivo de formar cadastro reserva professores de ensino médio e técnico nas seguintes áreas:
Língua estrangeira moderna – inglês
Marketing digital e e-commerce; e
Custos, processos e operações contábeis
A inscrição para o processo seletivo voltado à área de inglês deve ser realizada pela internet até esta quarta-feira (16) e o contratado será remunerado no valor de R$ 21,40, correspondente a cada hora-aula ministrada.
Já a inscrição para as outras duas áreas disponíveis deverá ser realizada até o dia 30 de agosto, também pela internet.
Osvaldo Cruz
A Etec de Osvaldo Cruz (SP) anunciou a realização de um processo seletivo com o objetivo de formar cadastro reserva para o cargo de professor de ensino médio e técnico na área de geografia.
Para concorrer à vaga, é necessário que os interessados tenham licenciatura ou equivalente, além de um diploma de curso de bacharelado ou tecnologia de nível superior.
O contratado deverá cumprir jornadas de até 200 horas mensais e receberá uma remuneração de R$ 21,40 por hora aula.
As inscrições seguem até o dia 24 de agosto, pela internet.
Teodoro Sampaio
A Etec de Teodoro Sampaio (SP) está com inscrições abertas para um processo seletivo que tem o objetivo de formar cadastro reserva de professor de ensino médio e técnico.
O docente contratado irá lecionar aulas no componente curricular Suporte Emergencial à Vida, no curso de segurança do trabalho e, ao ser admitido, receberá uma remuneração de R$ 21,40 por cada hora aula.
As inscrições serão abertas no dia 28 de agosto e seguem até o dia 11 de setembro, pela internet.

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Fonte: G1

Moradora coloca fogo na própria casa, que fica totalmente destruída, em Rancharia




Incêndio foi controlado pelo Corpo de Bombeiros ainda na noite desta terça-feira (15). Um inquérito civil foi instaurado para apurar o caso. Incêndio destruiu casa de alvenaria em Rancharia (SP), nesta terça-feira (15)
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Uma casa ficou totalmente destruída devido a um incêndio que a atingiu na noite desta terça-feira (15) no Jardim Colina, em Rancharia (SP).
Conforme o Corpo de Bombeiros, o fogo foi ateado pela própria moradora, que deixou a residência em segurança com ajuda da Polícia Militar.
De acordo com a Polícia Civil, diante da suspeita do incêndio criminoso, a perícia foi acionada até o local e um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso.
A moradora não se feriu.
Ainda conforme o delegado responsável pelas investigações, Arlindo Sales, uma testemunha informou que a mulher residia na casa e sofre com depressão.
O fogo foi controlado pelo Corpo de Bombeiros ainda na noite desta terça-feira.
A residência de alvenaria, de 50 metros quadrados (m²) foi totalmente destruída pelas chamas.
Incêndio destruiu casa de alvenaria em Rancharia (SP), nesta terça-feira (15)
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Incêndio destruiu casa de alvenaria em Rancharia (SP), nesta terça-feira (15)
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Incêndio destruiu casa de alvenaria em Rancharia (SP), nesta terça-feira (15)
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Incêndio destruiu casa de alvenaria em Rancharia (SP), nesta terça-feira (15)
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Incêndio destruiu casa de alvenaria em Rancharia (SP), nesta terça-feira (15)
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Fonte: G1

PF apreende no Rio equipamentos de falso policial federal


A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (16), mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara Federal de Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, a partir de uma investigação sobre um homem que se passava por policial federal.

De acordo com a PF, o falso policial tinha várias fotos em seu celular, nas quais usava uniforme e distintivo da corporação, além de colete tático e arma de fogo. Para reforçar o seu argumento, o homem se utilizava de fotos tiradas em frente à Superintendência da PF no Rio de Janeiro.

“Com o uso indevido dos símbolos da Polícia Federal, o criminoso aproveitou-se de terceiros para subtrair dinheiro e até veículo de uma vítima”, informou a PF por meio de nota.

No cumprimento do mandado, os agentes federais apreenderam vários equipamentos. “Um celular, algemas, calça tática, coturno, colete tático com símbolo da PF e inscrição “POLÍCIA FEDERAL”, duas camisas com símbolos da PF, coldres, simulacro de arma de fogo, dois rádios comunicadores, além de outros acessórios”, informou a PF.

Ainda conforme a PF, o investigado responderá pelo crime de Falsificação do Selo ou Sinal Público, e a pena, neste caso, pode chegar a 6 anos de prisão, e pode ser aumentada por outros crimes que possam surgir no decorrer das investigações.




Fonte: Agência Brasil

Pecuarista leva multa de R$ 20 mil por pastoreio de gado em área de parque ecológico em Presidente Prudente




Polícia Militar Ambiental constatou a presença irregular de 47 bovinos no local. Fiscalização constatou a presença irregular de gado em parque ecológico
Polícia Militar Ambiental
Um pecuarista, de 58 anos, levou uma multa de R$ 20 mil após a Polícia Militar Ambiental ter constatado o pastoreio irregular de gado de propriedade dele em uma área do Parque Ecológico Municipal Hugo Luciano Wascheck, que fica ao lado do Balneário da Amizade, em Presidente Prudente (SP).
Durante a fiscalização no local, nesta terça-feira (15), os policiais identificaram a presença de 47 bovinos no parque, que, conforme a legislação municipal, é uma área especialmente protegida.
Os militares localizaram o proprietário do gado e ele confessou ter conhecimento de que não poderia utilizar o local para pastoreio dos animais.
Foi aferida uma área de quatro hectares afetada pelo pastoreio dos bovinos e os policiais lavraram um auto de infração ambiental no valor de R$ 20 mil contra o pecuarista por dificultar a regeneração natural de demais formas de vegetação nativa em área especialmente protegida.
Os bovinos foram apreendidos pela polícia, mas, como não havia local para a destinação dos animais, permanecem sob a responsabilidade do pecuarista.
Fiscalização constatou a presença irregular de gado em parque ecológico
Polícia Militar Ambiental
Fiscalização constatou a presença irregular de gado em parque ecológico
Polícia Militar Ambiental

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Fonte: G1

Sindicalista e chefe de Gabinete da Prefeitura prestam primeiros depoimentos à CPI do Transporte Coletivo de Presidente Prudente | Presidente Prudente e Região


Os dois estiveram presentes na Câmara Municipal de Presidente Prudente e conversaram com a comissão da CPI, composta pela vereadora Miriam Brandão (Patriota), como presidente, o vereador Demerson Dias (PSB), como relator, e o vereador José Alves da Silva Júnior (PODE), como membro.




Fonte: G1

Ministério cria mesa de negociação com servidores do setor ambiental


O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou, nesta quarta-feira (16), uma portaria que institui a Mesa Setorial de Negociação Permanente. O objetivo é facilitar a interlocução entre os órgãos ambientais do governo e os servidores do setor.

A publicação detalha a constituição da mesa formada por bancada governamental, que representará, com oito integrantes, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

Haverá, ainda, a bancada sindical, também com oito componentes, que representará os servidores de seus quadros integrantes da carreira de especialista em meio ambiente.

Diálogo e trabalho

Entre as atribuições do espaço de diálogo estão a otimização da relação de trabalho, a negociação de soluções, a melhoria das condições de trabalho e qualidade de vida, além de qualificar os serviços prestados à população.

A medida estabelece ainda a frequência de encontros da instância que deverá se reunir mensalmente de forma ordinária, além das reuniões extraordinárias necessárias, com participação mínima da maioria absoluta dos seus 16 integrantes. Para aprovação das decisões será necessária a maioria dos votos dos presentes.

As reuniões do colegiado poderão ter a participação de convidados de instituições públicas e privadas e da sociedade civil, quando for importante para o tema em debate. Com a criação da mesa setorial, foi extinto o grupo de trabalho setorial, criado de forma provisória em maio deste ano, para estabelecer diálogos entre governo e servidores ambientais.




Fonte: Agência Brasil

Por que marcham as Margaridas?


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Mais de 100 mil mulheres reunidas em Brasília marcham, nesta quarta-feira (16) até o Congresso Nacional, pela reconstrução do Brasil e pelo Bem Viver. 

Desde o fim de semana até essa terça-feira (15), centenas de ônibus chegaram ao Pavilhão do Parque da Cidade, trazendo as participantes da 7ª Marcha das Margaridas, coordenada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (Contag), pelas federações e sindicatos filiados e por 16 organizações parceiras. 

Na mobilização política, considerada a maior da América Latina pela Contag, mulheres de todas as regiões do Brasil querem garantir direitos, pôr fim às desigualdades de gênero, classe e étnico-raciais; enfrentar a violência, que muitas vezes ameaças sua vida, e a opressão, simplesmente, por serem mulheres. As pautas delas foram debatidas durante dois anos, em reuniões regionais e nacionais que resultaram em documento divido em 13 eixos políticos. A pauta da Marcha das Margarida 2023 foi entregue ao governo federal em junho.  

Essas mulheres, no entanto, têm suas próprias reivindicações. Por isso, deixam suas casas e famílias, viajam dias de ônibus, dormem em colchonetes e redes em um grande alojamento, tomam banho em banheiros coletivos.  

Agência Brasil ouviu histórias das margaridas, que estão em Brasília para marchar e transformar. Conheça suas lutas. 

Por que marcham as Margaridas?

A indígena Gracilda Pereira, da etnia Atikum-Jurema, chegou de Petrolina, em Pernambuco, e cobra os direitos de saúde e educação para a aldeia onde ela vive. “A nossa área da saúde indígena é descoberta. Não temos agente de saúde, não tem médico. Há duas indígenas com curso de enfermagem e elas fazem os primeiros socorros. A unidade mais próxima, quando a gente vai se consultar, é só para urgência. E há também a questão da educação. Os alunos frequentam escolas no município, fora da aldeia. Há um ônibus bem cedo que leva as crianças Tem pessoas também que não sabem ler, nem escrever. São muitas questões, principalmente no Vale do São Francisco. 

Brasília (DF), 15/08/2023,  Gracilda Pereira, indígena da Coelho, Aticum-Jurema (Petrolina-Pernambuco), acampada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a  7ª Marcha das Margaridas.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Brasília (DF), 15/08/2023, Gracilda Pereira, indígena da Coelho, Aticum-Jurema (Petrolina-Pernambuco), acampada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a 7ª Marcha das Margaridas. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Maria Nazaré Moraes, de Belém, no Pará, é estreante na Marcha das Margaridas. Ela representa uma central de seringueiros, extrativistas e pescadores das ilhas da capital paraense. “É tanta coisa que já era para ter sido feita e até agora nada. Regularização fundiária, uma delas. E para os pescadores, os direitos do seguro defeso que não é dado para todo mundo. Por causa do local, nem todos têm direitos porque não é a água salgada. E Maria, que está alojada em uma rede, entende que isso faz parte da luta. “Enfrento qualquer situação. No chão, na rede, na cama, no mato. É assim que a gente é”. 

A lavradora e presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Feira Nova, em Sergipe, Luciana Santos, marcha por mais direitos. “Por mais terra, por mais educação, mais saúde e que as mulheres possam ter mais oportunidades. Infelizmente, tivemos um retrocesso nos últimos quatro anos. Mas, agora, com o governo Lula, que é da democracia, viemos lutar para reconstruir o Brasil juntas, por tantos direitos e tantas perdas que tivemos. 

Brasília (DF), 15/08/2023, Luciana do Zé Santos, lavradora (Feira Nova – Sergipe), acampada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a  7ª Marcha das Margaridas.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Brasília (DF), 15/08/2023, Luciana do Zé Santos, lavradora (Feira Nova – Sergipe), acampada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a 7ª Marcha das Margaridas. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Cherry Almeida é uma das lideranças do bloco afro Afoxé Filhas de Gandhy, com 44 anos de existência, em Salvador (BA). A baiana entende que a mobilização é extremamente importante para o empoderamento feminino. “A marcha é, acima de tudo, para a afirmação das mulheres no nosso lugar de poder nessa sociedade. Nós sabemos que as mulheres que estão aqui querem uma sociedade mais justa, mais igualitária, igualdade de oportunidade, querem espaços de poder nessa sociedade. Portanto, precisamos estar juntas, unidas, marchando com o único objetivo da transformação dessa sociedade. E essa marcha é a cara da mulher brasileira”, declara Cherry Almeida 

A produtora de eventos e trans Dávila Macarena Minaj, de 25 anos, veio com a mãe, uma agricultora famíliar, de Acará, no Pará. Minaj revela que teve um choque de cultura desde que chegou à capital federal, encontrou pessoas de outros estados e entrou em estandes do pavilhão com diferentes temáticas. Ela marcha por mais respeito à sua sexualidade. “A minha cidade é o lugar onde mais sofro transfobia no mundo. Então, busco o direito de ser diferente e ter direitos iguais.” 

Brasília (DF), 15/08/2023,  Dávila Macarena Minaj, 25 anos (Acará/Pará), acampada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a  7ª Marcha das Margaridas.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Brasília (DF), 15/08/2023, Dávila Macarena Minaj, 25 anos (Acará/Pará), acampada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a 7ª Marcha das Margaridas. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O pleito da quebradeira de coco Domingas Aurélia Almeida dos Santos em Timbiras, no Maranhão é continuar quebrando o fruto e fazer o beneficiamento dele para garantir a renda da família. “É nosso direito quebrar o coco, livre. As palmeiras estão acabando porque os donos que compram as terras estão matando. E estamos ficando sem coco para quebrar, porque não tem mais palmeira. Nós tiramos lá a palha do coco, o azeite, fazemos sabonete e sabão, tiramos o leite do coco, tudo. Da casca, fazemos o carvão. E o coco acabando fica difícil de sobreviver. 

A criadora de conteúdo digital e suplente de um parlamentar de Santa Catarina veio aprender sobre feminismo para atuar melhor em defesa dos direitos femininos. “Vim para me organizar, junto com outras mulheres, escutar as reivindicações das mulheres do campo, das florestas, e saber o que está sendo organizado na América Latina. Estar aqui, presente na marcha, escutar o que elas têm para reivindicar, estar nas oficinas, ouvindo as palestras, tudo o que elas estão trazendo, é extremamente importante pra gente fazer políticas públicas, que sejam realistas”, diz a catarinense Sardá. 

Brasília (DF), 15/08/2023,  Carolline Sardá (suplente de deputada federal - Psol/SC), no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a  7ª Marcha das Margaridas.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Brasília (DF), 15/08/2023, Carolline Sardá (suplente de deputada federal – Psol/SC), no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a 7ª Marcha das Margaridas. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A agricultora Maria Francisca da Silva Alcântara parou os cuidados com a plantação de arroz e feijão, em Piranhas, Alagoas, para viajar a Brasília. No momento em que descia do ônibus, conversou com a reportagem da Agência Brasil. “Viemos buscar os projetos para as agricultoras que ficaram nas comunidades, para plantar as sementes sem orgânicos. É tudo sem veneno. Força, fé e coragem –  essa é a receita para vencer batalhas.” 

A bancária do Paraná, filiada à Central Única dos Trabalhadores (CUT), Eunice Myamoto, caprichou nos adereços floridos para marchar com as margaridas. Em reunião, em uma tenda, com outras representantes sindicais, Myamoto falou sobre a luta feminina. “Vim ver todas as mulheres que estão aqui atrás desse sonho, em busca de igualdade, dos direitos que temos. Está sendo lindo porque eu vi a energia dessas mulheres Eu vi que a Margarida [Alves] deixou suas semelhantes E estamos fazendo toda essa primavera em Brasília.” 

Brasília (DF), 15/08/2023,  Eunice Myamoto – bancária (Paraná), acampada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a  7ª Marcha das Margaridas.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Brasília (DF), 15/08/2023, Eunice Myamoto – bancária (Paraná), acampada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a 7ª Marcha das Margaridas. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A moradora da Ceilândia, no Distrito Federal, Elisa Cristina Rodrigues, faz parte da União da Juventude Socialista. Aos 19 anos, a estudante lembra que muitas lideranças que hoje estão à frente de entidades que defendem direitos sociais ou estão em posto de comando, começaram em movimentos estudantis, nas décadas de 80. “Quanto mais cedo você se engaja, mais vitórias tem. Dentro do movimento, a gente conhece pessoas que passam por situações muito diferentes. Então, acabamos tendo um olhar mais amplo. Ainda mais no nosso país, que é muito desigual”. 

A assentada rural Alcimeire Rocha Morais trouxe o filho de José Pietro, de 6 anos, para conhecer a capital do país e lutar pelo direito à terra. “A gente mora em assentamento. Ainda não tem a terra no nome, mas tem o círculo da terra onde pode trabalhar, criar as coisas da gente, fazer a roça. Só que não temos muita condição para cuidar da terra. Só plantamos as coisas boas e criamos os bichos: galinha, porco. Isso” 

Outra trabalhadora do campo, Celeste Gonçalves Barros, de Cândido Mendes, no Maranhão, diz que em sua marcha quer maquinário específico para a pequena produção rural. “Muitas pessoas param até de plantar porque não há condição de trabalhar no braço pesado. Se viessem umas máquinas para ajudar a gente seria muito bom. Só trabalhamos com machado, na foice, no braçal mesmo. Se tivesse máquina, era só revirar a terra, fazer o beneficiamento e plantar. Ficava mais fácil para a gente”. 

Palmeirândia, no Maranhão, é a terra de Ana Luísa Costa Lobato. Lá, ela é diretora do Sindicado de Trabalhadores da Agricultura Familiar e valoriza o diálogo do governo federal com a população do campo. “A gente tem esperança que ele [Lula] mude o nosso país. Esse é o governo que a gente colocou lá. E, desde o início, está dando para dialogar. É notório, porque desde as entidades, os movimentos sociais, até com estrangeiros, vemos a diferença do diálogo. E precisa tê-lo para pedir as coisas. Tem que ter conversa”. 

Brasília (DF), 15/08/2023,  Ana Ana Luísa Costa Lobato, trabalhadora rural, (Palmeirândia - MA), acampada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a  7ª Marcha das Margaridas.  Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Brasília (DF), 15/08/2023, Ana Ana Luísa Costa Lobato, trabalhadora rural, (Palmeirândia – MA), acampada no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, para a 7ª Marcha das Margaridas. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil – Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A extrativista de coco babaçu Maria José Alves Almeida, de Codó (MA), marcha para ter acesso ao crédito bancário. “A gente tem que ter crédito, pois não consegue acesso. Não temos carro, não temos terra. Trabalhamos no território aleiro. Então, isso nos atrapalha muito. Mas, é importante. É independência. Nesses nossos encontros, já descobrimos que temos uma maneira de acessar. Ainda estamos buscando o conhecimento para passar às companheiras, para que tenham acesso ao crédito do Pronaf [Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar]. 

Essas mulheres estão em marcha nesta quarta-feira, juntamente com mais de 100 mil margaridas em direção à Esplanada dos Ministérios, em um trajeto de aproximadamente seis quilômetros entre o Pavilhão do Parque da Cidade e o centro do Poder Executivo Federal.  

Às 10h30, haverá o ato de encerramento da Marcha das Margaridas, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de ministros, em frente ao Congresso Nacional.  

As margaridas aguardam anúncios do governo que atendam à pauta de reivindicações da 7ª edição do evento.




Fonte: Agência Brasil