Agrojet beneficia projetos sociais do Oeste Paulista com materiais de irrigação | Especial Publicitário Agrojet Irrigação


A Agrojet está instalada em um dos distritos industriais não poluentes de Presidente Prudente. A empresa se preocupa em não poluir o meio ambiente a partir da execução criteriosa do programa de gerenciamento de resíduos, dando o destino adequado para que não provoquem danos ambientais, além de não poluir a água e o ar.




Fonte: G1

Mau tempo provoca cancelamentos e atrasos de voos no Santos Dumont


O mau tempo que atinge o Rio de Janeiro na manhã desta segunda-feira (14) provocou cancelamentos e atrasos de vários voos no Aeroporto Santos Dumont, no centro da cidade. Segundo o quadro de informações da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), pelo menos 30 voos que partiriam do aeroporto carioca na parte da manhã foram cancelados.

Às 11h05, também havia registros de cinco decolagens atrasadas por motivos meteorológicos, inclusive um voo que sairia às 8h05, com destino a Brasília.

No Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão, também foram registrados atrasos em cinco voos.




Fonte: Agência Brasil

Incêndio destrói área de vegetação de 121 hectares entre Euclides da Cunha Paulista, Rosana e Teodoro Sampaio




De acordo com a Defesa Civil, o fogo começou por motivos desconhecidos na tarde de sábado (12) e foi totalmente controlado neste domingo (13). Fogo atingiu área de vegetação de 121 hectare de vegetação entre três cidades do Oeste Paulista
Defesa Civil
Uma área de vegetação de mais de 121 hectares foi destruída por um incêndio entre sábado (12) e domingo (13). As chamas atingiram fazendas particulares com vegetação nas cidades de Euclides da Cunha Paulista (SP), Rosana (SP) e Teodoro Sampaio (SP).
Segundo informações fornecidas pelo coordenador da Defesa Civil de Euclides da Cunha Paulista, Jônatas Alves Carvalho, o fogo começou na tarde deste sábado, próximo ao assentamento Guaná-Mirim, por motivos desconhecidos.
Uma equipe da Defesa Civil e funcionários de usinas da região com caminhões pipas auxiliaram no combate às chamas, que estavam sem condições de controle, segundo o coordenador.
“A gente estima muito mais do que 121 hectares [destruídos]. O que ajudou mesmo foram os funcionários das fazendas. Eles estavam trabalhando e ajudaram a combater o fogo, o que não deixou o fogo tomar uma proporção pior do que já estava”, explicou Jônatas ao g1.
Funcionário de usinas da região auxiliaram no combate às chamas
Defesa Civil
Apesar do reforço no sábado, as chamas continuaram a atingir a área ao longo da madrugada de domingo.
“Na parte da madrugada, às 1h, ainda estava sem controle. Depois disso, como veio uma massa de ar frio na região, [o fogo] começou a perder força”, finalizou o coordenador da Defesa Civil de Euclides da Cunha Paulista.
Na manhã de domingo, o fogo foi totalmente controlado.
Não houve feridos.
Fogo atingiu área de vegetação de 121 hectare de vegetação entre três cidades do Oeste Paulista
Defesa Civil

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Fonte: G1

Homem invade casa com escada de madeira e acaba preso por tentativa de furto, em Presidente Prudente



Na Delegacia da Polícia Civil, o envolvido alegou que entrou na residência para defecar. Um homem, de 52 anos, foi preso em flagrante, neste domingo (13), por tentar furtar uma residência, no Jardim Estoril, em Presidente Prudente (SP).
Segundo o Boletim de Ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para “averiguação de atitude suspeita”.
No local, os policiais localizaram o envolvido no interior da residência e constataram que ele havia entrado no local com o uso de uma escada de madeira.
Ao ser questionado sobre sua presença na casa, ele argumentou que havia entrado na residência para defecar e negou que pretendesse furtar objetos.
O dono da casa, um homem de 46 anos, relatou à Polícia Civil que estava na casa de seus pais em Indiana (SP) quando recebeu a ligação de um morador vizinho com a informação de que ele havia avistado uma pessoa pulando sobre a grade de sua residência.
Enquanto o vizinho passava as informações, a esposa da vítima acionou a PM. Logo em seguida, fez contato com outro vizinho, que afirmou haver um indivíduo no quintal da residência e que os policiais chegaram no local e detiveram o autor.
A vítima vistoriou a residência, na companhia da PM, e verificou que nada havia sido furtado.
O envolvido foi preso em flagrante por tentativa de furto e conduzido para a Delegacia da Polícia Civil, onde permaneceu à disposição da Justiça.

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Fonte: G1

Após discussão em bar, rapaz é preso por matar homem com uma garrafa em Presidente Prudente | Presidente Prudente e Região


Durante depoimento, o homem relatou que estava em uma conveniência sozinho, onde começou a ingerir bebida alcoólica. Em determinado momento, a vítima chegou acompanhada de outro rapaz. Ambos desconhecidos se sentaram próximo a ele e, segundo depoimento, um dos homens passou a discutir com o indiciado “do nada, dizendo que queria brigar com o interrogado”.




Fonte: G1

Lula defende resultado da Cúpula da Amazônia e seu documento final


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva postou, neste domingo (13), em uma rede social, sobre a dimensão do desafio que é proteger a floresta amazônica. “Proteger a floresta é realmente um desafio imenso. A Cúpula da Amazônia reuniu países da região de forma inédita para isso. Foi um passo a mais em uma trajetória para transformar a região com um modelo que combina desenvolvimento sustentável e preservação ambiental”.

Lula se referiu ao encontro com chefes de Estado de países amazônicos, a Cúpula da Amazônia, realizada na última semana, em Belém. Sua postagem neste domingo foi uma resposta a uma mensagem do ator, cineasta e ativista ambiental norte-americano Mark Ruffalo, ao presidente, na mesma rede social. Nela, o ator criticou a falta de metas concretas para proteger a região, no fim do encontro entre chefes de estado dos oito países amazônicos.

Entidades ambientais já haviam criticado a falta de metas para o desmatamento na Declaração de Belém, documento final da cúpula. Essas entidades também questionaram a falta de soluções práticas para evitar as mudanças climáticas.

A resposta de Lula acaba sendo tanto para o ator quanto para as entidades. O presidente defendeu a efetividade do documento e afirmou que ele serve como “ponto de partida” no diálogo de proteção da floresta.

“Na Declaração de Belém, estabelecemos uma série de compromissos, como um plano de segurança que vai criar bases fluviais e terrestres. Segurança para proteger o nosso bioma. É o ponto de partida para a construção de um consenso em torno da proteção da Amazônia. E os países da América do Sul estão conscientes dessa importância”.

A Cúpula da Amazônia aconteceu nos dias 8 e 9 de agosto e reuniu chefes de Estado e representantes dos países da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), organização criada em 1978, que estava há 14 anos sem uma reunião. Formada por Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, a OTCA forma o único bloco socioambiental da América Latina.




Fonte: Agência Brasil

Enterro de Eloah será nesta segunda na Ilha do Governador


O corpo da menina Eloah Passos, de 5 anos, vai ser enterrado amanhã (14), às 11h, no Cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador, zona norte do Rio. A família da menina foi ao Instituto Médico-Legal (IML) , na região central do Rio, para fazer a liberação do corpo, o que só ocorreu no início da tarde deste domingo (13). Por causa do horário da liberação, com os cartórios fechados, o sepultamento foi marcado para amaanhã.

Os parentes que foram ao IML estavam muito abalados com a morte da menina na manhã de sábado (12), atingida por um tiro dentro de casa enquanto brincava no quarto, na comunidade conhecida como Cova da Onça, no Morro do Dendê. A mãe Claudia da Silva Souza disse que a filha era só alegria.

Eloah foi atingida durante conflito causado pela chegada de policiais militares para dispersar uma manifestação de moradores contra a morte de Wendel Eduardo, de 17 anos, em uma ação da PM no Dendê, que tinha ocorrido mais cedo.




Fonte: Agência Brasil

Museu de Arte do Rio abre as portas para comemorar mês da juventude


O Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, região portuária da cidade, está de portas abertas para toda a população que quiser visitar o acervo. A iniciativa é uma parceria da Secretaria Especial da Juventude Carioca, o Espaço Cultural e o Observatório Internacional da Juventude (OIJ) em comemoração ao Mês da Juventude. O ingresso grátis vale até o dia 3 de setembro e contempla todas as faixas de idade. A intenção do espaço cultural com a entrada franca é ampliar a visitação do público às exposições.

Para o secretário Salvino Oliveira – que mediou, no dia 4 deste mês no museu um debate sobre os dez anos do Estatuto da Juventude, dentro da programação -, a porta aberta é um presente que o Museu de Arte do Rio dá à população. “Tenho certeza que será um mês de muitas visitas. Quem ainda não conhece, terá a chance de conhecer e quem conhece vai querer visitar de novo, porque ir ao MAR sempre é uma garantia de passeio incrível”, afirmou.

De acordo com o diretor e chefe da Representação da Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI) no Brasil, Raphael Callou, a democratização do acesso aos bens culturais exige políticas públicas que atinjam maior número de pessoas. “Por isso, muito nos orgulha poder celebrar o Mês Internacional da Juventude com a gratuidade do MAR. Somos um espaço plural, onde a convergência de protagonismos se faz cada vez mais presente. A gratuidade para todos os visitantes reforça a missão do MAR de oportunizar conhecimento, cultura e arte ao público”, disse em publicação da secretaria.

Museu

O MAR é um espaço cultural da prefeitura do Rio, criado em conjunto pela Secretaria Municipal de Cultura e a Fundação Roberto Marinho. Em janeiro de 2021, a Organização dos Estados Ibero-americanos passou a fazer a gestão do local, em cooperação com a Secretaria Municipal de Cultura. Desde lá, tem apoiado as programações expositivas e educativas, por meio da realização de diversas atividades.

“O Museu de Arte do Rio, para a OEI, representa instrumento de fortalecimento do acesso à cultura, intimamente relacionado com o território, além de contribuir para a formação nas artes, tendo no Rio de Janeiro, por meio da sua história e suas expressões, a matéria-prima para o trabalho”, acrescentou Callou.

Além da prefeitura do Rio, o MAR tem o apoio do governo do estado, com realização do Ministério da Cultura e do governo federal por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Quem quiser mais informações pode acessar a página do MAR na internet.




Fonte: Agência Brasil

Resistência dos puyanawa resgata cultura e ajuda a proteger Amazônia


Os indígenas da etnia Puyanawa, que vivem há tempos imemoriais na região do Vale do Juruá, oeste do Acre, tentam consolidar o resgate de uma cultura ancestral que foi fortemente desagregada com o avanço das atividades extrativas durante o ciclo da borracha, no século passado. No fim de julho, a comunidade, localizada no município de Mâncio Lima, a cerca de 700 quilômetros (km) de Rio Branco, recebeu um grupo de 70 influenciadores digitais para uma imersão promovida pelo projeto Creators Academy, como forma de dar visibilidade à causa indígena e seus modos de vida associados à preservação do meio ambiente, em tempos de mudanças climáticas.

Assim como outras etnias da Floresta Amazônica, o contato ocorrido com os invasores não indígenas resultou em expropriação de terras, separações familiares, assassinatos e mortes decorrentes de doenças. Além disso, muitos foram obrigados a trabalhar nos seringais e proibidos de exercer seus costumes tradicionais, criando uma sobreposição com a cultura branca ocidental que até hoje se reflete na sociedade local.

“Nós fomos um povo detectado aqui em 1905, e em 1910 foi a captura de nossos antepassados. Ficamos escravizados do coronel Mâncio Lima até 1950, quando ele faleceu”, relata o cacique Joel Puyanawa (foto).

O coronel foi um dos maiores seringalistas do Acre na primeira metade do século 20 e o principal responsável pela opressão dos povos originários da região. A colonização liderada por ele resultou na ocupação do território e na fundação de áreas urbanas, inclusive no município que leva seu nome.

Da espoliação à resistência

“Meus bisavós tiveram o desprazer do contato forçado com os não indígenas, certamente fomos obrigados a não praticar nem um traço cultural que envolvesse a identidade do meu povo. É óbvio que o coronel Mâncio Lima, o mesmo que por sua miserável crueldade quase dizimou meu povo por inteiro, não ia deixar que nosso povo continuasse a perpetuar sua identidade, sua aparência e seu idioma”, escreveu Caroline Puyanawa em um texto publicado nas redes sociais na semana em que celebra o Dia Internacional dos Povos Indígenas, no último dia 9 de agosto.

“Meu nome no registro de nascimento é Caroline Lima da Costa, [mas] este ‘Lima’ nunca pertenceu a ninguém da minha família, temos essa marca no nosso nome porque todo puyanawa que nascia era como se fosse objeto de pertencimento deste Coronel”, acrescentou Carolina, que tem 24 anos, é estudante de tecnologia em agroecologia e artesã em sua comunidade. Só a partir de 2012 os puyanawa passaram a ter o direito de usar esse nome nas certidões de nascimento, e a grande maioria dos cerca de 750 indígenas da etnia ainda não conseguiu efetivar a mudança. Esse período marca também a retomada mais forte da cultura puyanawa, que nunca desapareceu, mas foi muito ameaçada.

Segundo o cacique Joel, em 1983, quando começaram os primeiros trabalhos de reconhecimento oficial dos puyanawa para fins de demarcação – que só se efetivaria em 2001 –, havia apenas 16 falantes da língua do seu povo, que faz parte do tronco linguístico Pano, falado por povos indígenas em partes do Brasil, Peru e da Bolívia. Joel tinha apenas 14 anos quando viu seu avô cantar no idioma puyanawa pela primeira vez. Já indicado a cacique, em 2008, Joel percebeu, durante um encontro cultural de povos indígenas do Acre, que haviam perdido contato com a essência de sua própria história. “Não sabíamos sequer cantar em nosso idioma, não conhecíamos as técnicas de artesanato e ainda pouco da medicina tradicional”, revela.

A partir daquele momento, Joel e outros parentes lideraram um trabalho na comunidade que ajudou a fomentar uma afirmação de orgulho étnico de seu povo e a reconstrução de laços quase perdidos. Ouvindo os mais anciãos ainda vivos, aprenderam o idioma, que atualmente é ensinado na educação pública oferecidas nas aldeias. Contando com a solidariedade de outros povos indígenas da região, como os Ashaninka, reconstituíram quase todo o repertório de conhecimento sobre artesanato e medicinas ancestrais, como o uso do rapé e da Ayahuasca. “Houve uma cobrança espiritual, que exigiu de nós o conhecimento sobre nossa própria ancestralidade”, afirma Joel.

Artesanato e agricultura

“O artesanato é a identidade de um povo, como sua língua, e tem sido um dos principais aspectos do fortalecimento da cultura puyanawa”, afirma Valéria Puyanawa, que, assim como outras mulheres e homens da comunidade, desenvolve uma variedade de mais de 35 itens, de vestuário, adornos e objetos de uso cerimonial. Um dos exemplos é a tecelagem de tucumã, o uso de jenipapo e bambu.

No caso das peças adornadas penas e ossos de animais, a produção vem sendo controlada e somente os indígenas podem usar, como forma de desestimular a predação da fauna, que vem sendo fiscalizada por órgãos ambientais por quem adquire esse tipo de peça. Próximo ao centro comunitário da terra indígena, há uma casa de artesanato que expõe e comercializa os trabalhos manuais feito pelos puyanawa.

Projeto Creators Academy em terra indígena no Acre. Foto: Edgar Azevedo

Parte central da identidade do povo Puyanawa, o artesanato tem uma variedade de mais de 35 itens de vestuário, adornos e objetos de uso cerimonial. Na foto, Valéria Puyanawa – Edgar Azevedo

Outra tradição que virou uma importante fonte de renda para a comunidade é a produção da farinha de mandioca. Original do continente sul-americano e cultivada por povos originários há milhares de anos, a mandioca é também o coração da alimentação dos puyanawa. “É uma tradição que vem dos nossos antepassados que a gente mantém de pé, é uma referência”, diz Lucas Puyanawa, no dia em que recebeu os visitantes na Casa de Farinha montada na aldeia, que mostra como é feito todo o processo de beneficiamento da mandioca.

Por ano, os indígenas produzem mais de 500 toneladas de farinha, que são consumidas por eles próprios e vendidas no mercado local de Mâncio Lima. Por causa da mandioca e dos roçados de milho, feijão, frutas e outras culturas, os indígenas passaram pelo período mais dramático da pandemia sem depender da doação de alimentos, como ocorreu em comunidades pobres de todo o país.

Alimento ancestral dos Puyanawa, a mandioca é transformada em farinha; indígenas escoam produção de 500 toneladas por ano. Foto: Pedro Rafael Vilela/Repórter da Agência Brasil

Alimento ancestral dos puyanawa, a mandioca é transformada em farinha; indígenas escoam produção de 500 toneladas por ano – Pedro Rafael Vilela/Repórter da Agência Brasil

Potencialidades

“Uma coisa que fica evidente para gente é que os povos da floresta não estão pedindo assistencialismo. As soluções estão ali, eles estão reflorestando. Há 14 anos, o território dos puyanawa era um lugar devastado, e hoje a gente vê uma floresta rica, um chão abundante. A gente precisa fortalecer o trabalho que eles estão fazendo”, destaca a empreendedora social Kamila Camilo, idealizadora do projeto Creators Academy, numa menção aos modos de produção em harmonia com a selva e os trabalhos de reflorestamento que a comunidade tem feito no território.

Para Kamila, após a visita de influenciadores digitais na região, e as trocas de saberes que resultaram dos encontros, fica para os puyanawa, a partir de agora, a possibilidade de receber outros grupos e trabalhar o turismo de base comunitária, como alternativa econômica para comunidades tradicionais. “É algo que acreditamos na Creators.”

Quem também teve uma experiência “transformadora” na visita ao território Puyanawa foi a jornalista Nathalia Arcuri, criadora do canal Me Poupe!, com mais de 7,4 milhões de inscritos na plataforma de vídeo e cerca de 5 milhões em outras redes sociais. O projeto é voltado para educação financeira a partir de uma linguagem simples, com informações sobre finanças pessoais por meio de uma comunicação direta e educativa. Na visita aos puyanawa, a convite da Creators Academy, Arcuri chegou a se reunir com os indígenas para discutir sustentabilidade econômica e social e afirma ter saído fortalecida com os conhecimentos adquiridos dos indígenas.

“Para os puyanawa, dinheiro não é acumular, mas é oportunidade, acesso. Isso é algo eu ainda não tinha escutado, sempre foi dito que dinheiro era segurança, saúde, outras coisas. E eles me falam como dinheiro foi como foi a mola propulsora para terem acesso à educação”, relata. “É um povo que entende o significado do suficiente, em contraposição ao excesso.”

*O repórter viajou a convite do projeto Creators Academy.




Fonte: Agência Brasil

Mulheres indígenas participam de eventos culturais em Nova York


O Instituto Por Elas, organização dedicada à defesa dos direitos de meninas e mulheres e à promoção da igualdade de gênero em Minas Gerais e na Bahia, leva a Nova York, nos Estados Unidos, seu primeiro projeto itinerante, o Yacy Por Elas. Pela primeira vez, mulheres de povos indígenas de cinco estados brasileiros (Minas Gerais. Bahia, Pernambuco, Acre e Mato Grosso), artistas, participarão de uma série de eventos na cidade, no período de 13 a 26 de setembro.

A programação inclui apresentações culturais e artísticas na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. No dia 16 de setembro, a professora, artista e cineasta indígena Sueli Maxakali, do povo Tikmũ’ũn, da região mineira de Ladainha, vai grafitar ao vivo um mural na capital do estado de Nova Yok. O local está sendo escolhido pela parceira do Instituto Por Elas naquele país, o Angelica Walker Projects. No dia 24, as artistas indígenas abrirão exposição na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), que se estenderá até 4 de outubro, com apoio da Missão Permanente do Brasil na ONU.

Rizzia destacou que a exposição apresentará a rica cultura e as tradições dos povos indígenas do Brasil, destacando sua relação com o meio ambiente e as soluções propostas pelas comunidades em relação às questões ambientais. As artistas e ativistas terão a oportunidade de expor a realidade das comunidades indígenas no Brasil e buscar parcerias para projetos em seus territórios.

“Nós escolhemos cinco mulheres de cinco estados brasileiros para levar o artesanato e as artes indígenas. Nós tivemos a preocupação de ter diversidade. Teremos a primeira cacica trans no grupo”, disse à Agência Brasil a criadora do Instituto Por Elas, Rizzia Fróes. O projeto tem o apoio do Consulado Geral do Brasil em Nova York.

Rodando o mundo

“Queremos que todas elas tenham a voz ampliada lá. Vamos fazer rodas de conversas, exposição, palestras”. A ideia é disseminar a cultura do povo indígena brasileiro no exterior, começando por Nova York. Até o fim de 2024, Rizzia quer que o projeto Yacy Por Elas rode o mundo. “Eu quero que, até o fim de 2024, mais de 40 lideranças femininas indígenas levem a nossa cultura para o mundo inteiro”. O objetivo do projeto Yacy Por Elas é celebrar e promover a riqueza cultural dos povos indígenas do Brasil, por meio das mulheres, bem como ampliar o diálogo em torno das questões climáticas e da sustentabilidade, enfatizando a importância dos conhecimentos tradicionais, da preservação ambiental e, principalmente, da economia criativa.

Além das apresentações culturais, o projeto inclui uma participação significativa durante a Semana do Clima em Nova York, quando as artistas indígenas participarão de debates e mesas-redondas com especialistas, autoridades e líderes de opinião, ressaltando o papel fundamental das comunidades na conservação da natureza e na luta contra as mudanças climáticas. O objetivo do Yacy Por Elas é elevar a representatividade e a voz dos povos indígenas brasileiros, além de sensibilizar líderes globais e a sociedade internacional para a importância de proteger e preservar a Amazônia e outras áreas vulneráveis no país. Rizzia pretende também aproveitar a visita das indígenas, em setembro, para abrir uma sede do Instituto Por Elas em Nova York.

Por Elas

Criado há dois anos por Rizzia Fróes, o Instituto Por Elas se dedica à defesa dos direitos de meninas e mulheres e à promoção da educação, do empreendedorismo e da igualdade de gênero. Para a empreendedora, “não adianta nada você ter visibilidade hoje em dia e não mudar isso. Ou falar que lindas as mulheres indígenas, e não fazer nada. É preciso sair da falação e partir para a ação. A gente quer abrir o caminho para elas”. Uma das ações já realizadas pelo instituto foi a primeira feira de emprego voltada para migrantes e refugiadas venezuelanas em Minas Gerais. “Foram mais de 300 mulheres aqui que já saíram com o primeiro emprego”.

Rizzia lembrou que foi também por meio de um projeto social, promovido pela Associação Cristã de Moços (ACM), que ela teve a oportunidade de viajar para os Estados Unidos, onde morou por 15 anos e se casou com um americano. “Fui fazer um programa de trainee (treinamento) Por isso, eu sei que quando você tem um projeto social bem estruturado, ele pode mudar vidas. Eu sou um exemplo disso. Eu quero, realmente, dar a outras meninas a oportunidade que tive”




Fonte: Agência Brasil