Concerto no Rio une alunos e músicos da Orquestra Petrobras


A Orquestra Petrobras Sinfônica (OPS) e sua Academia Juvenil sobem pela primeira vez ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro para um concerto conjunto, em comemoração ao Dia dos Pais, neste domingo (13), às 11h. Os ingressos têm preço simbólico de R$ 2 e podem ser adquiridos tanto na bilheteria física do teatro quanto na internet. A classificação etária é livre, e o concerto tem duração de 60 minutos.

“Os alunos estão muito contentes, porque o sonho de todo jovem que quer tocar um instrumento é, um dia, chegar a uma orquestra profissional. Então, a OPS dá essa oportunidade, para que eles sintam esse gostinho. Estão superanimados, embora um pouco ansiosos, como é normal, porque eles querem render bem. Estão do lado de seus professores, dos músicos da orquestra. É muito bacana esse momento para eles”, destaca em entrevista à Agência Brasil o maestro Sammy Fuks, professor da Academia Juvenil.

Ele e o também regente Tomaz Soares dividirão o palco no concerto do domingo. Ambos são músicos da OPS, sendo o primeiro flautista e, o segundo, violinista. Regente da Academia Juvenil desde 2019, Fuks comentou que alguns alunos nunca pisaram no palco do Municipal para fazer uma execução musical. O local é considerado sagrado para o Rio de Janeiro porque por ali passam sempre grandes músicos, artistas, bailarinos.

“É uma grande honra para eles tocar naquele palco”, diz Fuks. A Academia Juvenil da OPS realiza, em média, dois concertos por semestre, sendo o mais importante o do encerramento do ano letivo. Os jovens já se apresentaram em espaços importantes, como a Sala Cecília Meireles. “Eles tocam sozinhos, porque precisam também ter essa autonomia e se defenderem, sem a ajuda dos professores e dos músicos da OPS do lado.”

Repertório

O repertório do concerto integrado traz músicas que passeiam do clássico ao popular, incluindo obras de Beethoven, Bizet, Brahms, Villa-Lobos e da dupla Sivuca e Glória Gadelha, cuja música Feira de Mangaio ganhou arranjos sinfônicos da violinista Ágatha Lima, aluna egressa da Academia Juvenil. Ágatha entrou na terceira turma do projeto quando tinha apenas 14 anos e, atualmente, faz pós-graduação em Viena, na Áustria.

Ao todo, participarão do concerto de integração 71 músicos, dos quais 29 são alunos da Academia Juvenil e 27 são da Orquestra Petrobras Sinfônica. Desses, 15 são professores do projeto. Além deles, haverá 15 músicos convidados, entre jovens universitários e concertistas egressos da própria Academia Juvenil.

Rio de Janeiro, 11/08/2023, Academia Juvenil da Orquestra Petrobrás Sinfônica. Foto: Renato Mangolin/Divulgação

Academia Juvenil da Orquestra Petrobras Sinfônica – Renato Mangolin/Divulgação

O maestro Tomaz Soares destacou o fato de os alunos apresentarem diversidade em origens, gêneros e credos, o que amplia a representatividade em cena. Entre os alunos da academia, 60% são pretos e pardos e 30%, mulheres, o que impacta de forma positiva no futuro da música de concerto, na avaliação de Soares. Ele é professor da Academia Juvenil da OPS desde 2012, quando ela foi criada.

A Academia Juvenil oferece, gratuitamente, um ciclo de estudo de dois anos a jovens oriundos de escolas de música e orquestras comunitárias, preparando-os para o teste de habilidade específica (THE), exigido dos músicos para o ingresso nas faculdades de música das universidades federais. No Rio de Janeiro, esses cursos são oferecidos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

Aprovação

A coordenadora pedagógica da Academia Juvenil da Orquestra Petrobras Sinfônica, Monique Andries, considera que o concerto de integração demonstra a importância do projeto socioeducativo pelo qual passaram 150 alunos, desde sua criação. O projeto começou só com cordas e expandiu também para instrumentos de sopro e percussão. Atualmente, 29 alunos participam do ciclo de dois anos do projeto. A média de aprovação no THE alcança 97%. Mas, nos últimos três anos, tem atingido 100%, informou Monique à Agência Brasil. “Todos os academistas que fizeram o teste foram aprovados”.

Para ingressar na Academia Juvenil da OPS, o interessado já tem que saber tocar um instrumento e entender de leitura de partitura. É exigido também solfejo (leitura cantada das notas musicais de uma partitura). É feita uma audição anual, geralmente em fevereiro. “As vagas dependem da necessidade que se tem a cada ano. A procura é muito grande. Eles passam por uma banca da OPS, composta de professores da academia, que selecionam os que estão mais avançados”, explica o maestro Sammy Fuks.

A idade mínima é 15 anos e, a máxima, 20. “A gente pega esses alunos que estão querendo se profissionalizar e, principalmente, querendo entrar nas universidades de música federais”, diz o maestro. Na academia, eles têm aulas de teoria e percepção musical e prática de orquestra. Os 29 alunos do projeto se dedicam ao aprimoramento dos seguintes instrumentos: violino, viola, violoncelo, contrabaixo, flauta, oboé, clarineta, fagote, trompete, trompa e percussão.

Com 48 anos de existência, a Orquestra Petrobras Sinfônica é uma das mais conceituadas do país. Criada pelo maestro Armando Prazeres, a orquestra se firmou como um ente cultural que expressa a pluralidade da música brasileira e transita por distintos estilos e linguagens. Seu diretor artístico e maestro titular é Isaac Karabtchevsky, um nome consagrado no panorama nacional e internacional.




Fonte: Agência Brasil

Pais quilombolas e indígenas defendem legado de respeito à natureza


A herança nas plantas da roça, no barulho do rio, no rochedo do monte, no canto dos pássaros, no movimento das manhãs, no silêncio da noite. O valor do respeito à terra e da luta para se manter no mesmo lugar. Para comunidades tradicionais, o significado da paternidade não está na ligado a bens que são deixados, mas ao legado que permanece. 

“O pai deve passar tudo. É um livro aberto a ensinar. Herança não tem o mesmo sentido que se tem em grandes cidades. Há uma diferença grande de olhar”, diz o indígena Hilário Kanaykõ Xakriabá, de 62 anos, morador da Aldeia Barreto Preto, em São João das Missões (MG).

A herança que ele recebeu do pai e que passou aos quatro filhos é o de reverenciar, conforme entende, as palavras e os gestos. Na comunidade em que vive, são cerca de mil pessoas na prática de agricultura de subsistência. Lá plantam milho, feijão, arroz, abóbora, melancia…

“Precisa respeitar o meio ambiente para a roça e para a pesca continuarem vivas”. Ele explica que o seu povo está em 42 aldeias, incluindo também os povoados que vivem em Itacarambi, cidade vizinha. Ele diz que o pai, na figura dos mais velhos e também dos caciques, é ouvido em cada palavra pelos mais novos.

12/08/2023, Filha Márcia e José Fragoso. - Matéria para o dia dos pais. Foto: Aquivo Pessoal

12/08/2023, Márcia Ferreira da Silva destaca os ensinamentos de luta pela terra transmitidos pelo pai, José Fragoso. Foto: Arquivo Pessoal

Um professor

A herança é a luta, conforme explica o cacique José Fragoso, de 71 anos, do povo pataxó. Ele vive em Bom Jesus da Lapa (BA), na Aldeia Tibá. Ele é pai de cinco filhos. E busca tentar passar o que ouviu do pai dele e também do avô. “O pai é como um professor. O que eu ouvi passei pra eles”.

“Eles” são mais até que os filhos biológicos. São as mais de 100 pessoas que vivem na aldeia. Como Fragoso se tornou o mais velho no lugar, é como se fosse um pai deles todos. Foi com os mais antigos que aprendeu o melhor momento para a banana, abacaxi, melancia e para o urucum. Aprendeu que tem que haver respeito à natureza. O excedente do que consomem é vendido em feirinha na região. Neste ano, a prefeitura com o que é plantado pelos indígenas, motivo de grande orgulho do pai indígena.

Uma das filhas do cacique é a agente de saúde Márcia Ferreira da Silva, de 47 anos, que se emociona ao falar do pai. “Ele me ensinou o respeito às pessoas e ao meio ambiente. Ele sempre focou muito valorizar a mãe terra, a nossa cultura e o modo de viver, para não deixar acabar. Ele nos motiva sempre a nunca desistir”.

Quilombo, o gol e o futuro

12/08/2023, Florisvaldo e Marcos Flávio. - Matéria para o dia dos pais. Foto: Aquivo Pessoal

12/08/2023, Orgulho do pai, Florisvaldo, Marcos Flávio é surdo e jogador da Seleção Brasileira para deficientes auditivos. Foto: Arquivo Pessoal

Ainda em Bom Jesus da Lapa (BA), uma comunidade quilombola, a Araçá Cariacá, também busca manter os ensinamentos dos pais, dos mais velhos. Florisvaldo Rodrigues, de 51, vive em gratidão com a comunidade de mais de 700 pessoas. Ele recorda que o maior presente como pai que ele recebeu foi o apoio de todos na criação de um filho deficiente auditivo, Marcos Flávio da Silva, de 25 anos.

“As pessoas me ajudaram, estimularam que ele praticasse esporte e hoje ele joga em Brasília, na Seleção Brasileira para pessoas com deficiência auditiva”. Segundo ele, um presente que ele não esperava.

O rapaz afirmou, à reportagem da Agência Brasil,  que tem muito amor pela comunidade em que nasceu e cresceu, e também e pelo pai que o impulsionou a buscar seus sonhos. “Eu agradeço muito por esse momento que estou passando e quero ajudar a minha família. Como surdo, eu fiquei muito feliz por eles me aceitarem. Eu tenho muito intimidade com meu pai porque ele é guerreiro e amoroso por mim e para minha família. Estou sem palavras para dizer”. As palavras e os sonhos concretizados do filho formam o golaço que o pai comemora todos os dias.




Fonte: Agência Brasil

Quatro apostadores dividem prêmio da Mega-Sena de R$ 116,2 milhões


Quatro apostadores – dois de Sinop (MT), um de Fortaleza e um de Uberaba (MG) acertaram as seis dezenas no Concurso 2.620 da mega-sena realizado na noite desse sábado (12) em São Paulo. Cada um vai receber R$ 29 milhões.

Os números sorteados foram 04 – 06 – 13 – 21 – 26 – 28.

A quina teve 404 ganhadores e pagará o prêmio individual de R$ 23.042,04. Os 21.667 vencedores da quadra receberão, cada um, R$ 613,76.

O próximo sorteio da Mega-Sena será quarta-feira (16). A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 5. As apostas podem ser feitas até as 19h do dia do sorteio, tanto nas casas lotéricas quanto pela internet, no site das loterias Caixa.




Fonte: Agência Brasil

Pais que lutam: eles combatem racismo e se multiplicam em amor


12/08/2023, Um pai e três filhos- Matéria para o dia dos pais. Foto: Aquivo Pessoal

12/08/2023, Um pai, três filhos: Pedro aprende sobre respeito e diversidade dentro da própria casa – Foto- Arquivo Pessoal

“Do Leme ao Pontal, não há nada igual…”. Foi à beira do mar, no Leme, na zona sul do Rio de Janeiro, cantada pelos versos de Tim Maia, que a história de uma família recomeça. Foi lá, há cerca de 10 anos, que Juliano Almeida expressou para o marido, Roberto Jardim, sobre o maior sonho: ser pai. Um grande amigo de longa data, Ricardo Souza, que é solteiro, também se sensibilizou com as palavras de Juliano, e resolveu ajudar intensamente na procura e nos trâmites da adoção de um menino. O sonho na beira da praia responde hoje como uma realidade. Pedro tem oito anos, é negro e chama os três homens de “pai”. Uma história de proteção multiplicada e, como todo amor, não há igual…

Aliás, desde cedo, o menino ouviu em casa que ninguém é igual. “Alguém comentou na escola que ele era adotado e ele veio perguntar para a gente. Ele lida de uma forma muito tranquila porque a criança entende como natural”, afirma Juliano, de 50 anos, que é produtor cultural. Para os adultos, uma transformação em andamento.

“Ser pai é uma oportunidade que a pessoa tem para se tornar um melhor ser humano”, entende o marido Roberto, que trabalha como contador. “É uma mistura de sensações. Ao mesmo tempo que é um amor que não tem como medir, é uma preocupação diária que dividimos”, avalia o amigo, Ricardo, de 49, estilista, que está morando na cidade de Cabo Frio, a 200 km da capital fluminense.

Juliano recorda que foi despertado também para ser pai ao observar e sofrer diante das injustiças como a fome e abandono nas ruas. Ele, o marido e o amigo multiplicam-se também entre eles para equilibrar amor e limites no processo de educação. Os três buscam, na medida do possível, agendar eventos e até viagens para os quatro estarem juntos. Um compromisso deles na criação do menino é tratar a diversidade de forma natural e ser contra toda forma de preconceito. “Ele ainda não passou por episódio de racismo. A gente traz para ele a naturalidade da pluralidade de cor de pele, de sexo e de religiões”.

“Ele me procurou para falar de racismo”

Nesse caminho, o sociólogo Helton Souto, presidente do Instituto Dacor (Ong de combate ao racismo), entende que é possível tratar de temas como o preconceito racial de uma forma natural com a criança, a fim de que ela se sinta empoderada para perguntar o que quiser. Como pai de Augusto, de 7 anos, um menino negro, como ele, Souto entende que falar de racismo é desafiador a qualquer momento, mas necessário. Ele, a mãe, que é branca, e o filho vivem em São Paulo (SP).

“A valorização da identidade e da autoestima é bastante Importante. Às vezes, uma criança negra vai ter que lidar com manifestação de racismo de uma forma muito crua”. O pesquisador lida com esse tema em casa. “É preciso fortalecer essa identidade e a oportunidade de falar sobre isso. Meu filho viveu uma situação racista na escola. Falaram do cabelo dele. Ele chegou em casa sem entender. Ele puxou esse assunto e conversei com ele”. Desde então, o garoto encontra no pai um ouvido atento para eventuais surpresas e dúvidas sobre tudo o que é incompreensível.

A experiência fez com que os pais do menino procurassem a escola para conversar, o que foi uma oportunidade de uma aproximação contra o racismo. A forma natural de falar sobre preconceito acaba sendo tratada até quando vão jogar videogame e não encontrarem um personagem de pele e cabelo semelhante aos do pai e filho. “Eu não vou dar aula sobre identidade racial para meu filho. A vivência é o melhor caminho”. O pai fica orgulhoso do filho, que mesmo tão cedo questiona por que ainda tem tanta gente em situação de rua.

Conversa enquanto brinca

Pai de uma menina de cinco anos de idade, Liah, o professor de educação física Anderson Rosa, de 36, morador de Brasília, tem a parceria da esposa, Lélia Charliane, que é professora de história.  “A gente divide todas as tarefas. Não existe essa coisa de tarefa de homem e tarefa de mulher. Com a minha filha, a gente brinca de tudo. A gente sempre está conversando”.

O pai pergunta como é que foi o dia dela. E cada dia tem uma novidade. Um dos temas é a conversa sobre a diversidade da cor de pele. “A gente procura falar para ela o tempo todo essa questão de ela ser negra. Criamos ela para ser empoderada mesmo”.

Foi a esposa, diretamente, e a filha, pela presença, que o professor entendeu que é necessário se defender dos preconceitos. “A gente tem conversado com ela desde pequena. Conseguimos mostrar para ela de uma forma natural”.

Inspirações

12/08/2023, O pai Hugo Teles com seus filhos. - Matéria para o dia dos pais. Foto: Aquivo Pessoal

12/08/2023, Hugo Teles, pai de Camila e João, afirma que adoção e racismo não são tabus dentro de casa. Foto: Arquivo Pessoal

Por falar em experiência forte, a história de paternidade do advogado Hugo Teles, de 44 anos, é inspiradora. Pai de João, de 13 anos, e de Camila, de 12, ele se preparou para a paternidade, a grande experiência de sua vida. Ele e a esposa, Karina, adotaram os amores da vida quando eram bebês. Tudo foi tão transformador para ele que se tornou voluntário em um grupo de apoio à adoção.

Quando criança, ele teve um câncer linfático e, depois, descobriu que era estéril. “Optamos pelo caminho da adoção. Nessa caminhada, eu construí a minha a minha ideia do que seria um pai antes dos meninos chegarem”. Ele e a esposa começaram a frequentar grupos de apoio e discussão de paternidade e maternidade por adoção. “Foi tão inspirador que passamos a ajudar as pessoas que estavam na nossa situação anterior”.

Nesses grupos, puderam compreender mais sobre preconceitos, estigmas e desafios. Os pais brancos e os filhos negros conversam sobre racismo mesmo entendendo que, no caso da família deles, não houve até hoje algo explícito. “Depois que eu me tornei pai por adoção, comecei a perceber de uma forma diferente o racismo estrutural que existe no Brasil”.

Para conversar sobre adoção e diversidade, o pai encontrou no cinema, e em histórias de heróis como Super-Homem e Homem Aranha, entre outros, um caminho. “Muitos super-heróis são filhos por adoção, por exemplo”. Além do cinema, o pai é parceiro do futebol de João e aprendeu pratos diferentes porque a filha gosta de cozinhar. O paizão não para nunca. Pula na piscina, anda de bicicleta, leva para escola. E volta para o grupo de adoção para ajudar outros pais a desfrutar da alegria, da aventura mais desafiadora e do amor incondicional que certa vez imaginou não ser possível.




Fonte: Agência Brasil

Os heróis Luís Antônio e José Paulo e os xodós Ana Júlia e Fabiana: quando as histórias de amor não comportam limitações | Presidente Prudente e Região


“Desde pequenininha ela sempre foi grudada em mim. De manhã a gente levanta e enquanto minha esposa faz o café, eu vou preparando ela para poder ir para a Apae [Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Presidente Prudente]. Na parte da tarde ela vai para a Unipode [União das Pessoas com Deficiência], onde trabalham a independência dela, ela vai, aprender a dobrar um lençol, a dobrar roupa, limpar a casa. No final de semana, ela vai para o escoteiro, onde é trabalhado o social e o afetivo”, relatou Luís à TV Fronteira.




Fonte: G1

Menina de 5 anos e adolescente morrem no Rio após operação da PM


A morte de uma menina de 5 anos de idade e de um adolescente, de 17, na manhã deste sábado (12), na comunidade do Dendê, no Rio de Janeiro, provocou revolta e tristeza entre os moradores do local. Segundo a associação de moradores, os episódios foram relacionados com participação de policiais militares na comunidade.  No final da tarde, a Polícia Militar (PM) informou que o comandante do 17° Batalhão da PM, na Ilha do Governador, zona norte da cidade, foi afastado da unidade.

Segundo o presidente da Associação dos Moradores do Dendê, Roberto Santos, o primeiro episódio foi a morte do adolescente que não teria obedecido à abordagem policial. “Os moradores desceram para a entrada da comunidade para fazer protesto por causa da morte do rapaz. Logo em seguida, passaram várias viaturas e um dos policiais deu um tiro para o alto que acabou atravessando a janela e atingido a criança dentro de casa”, disse o presidente da associação. O adolescente faria 18 anos de idade na próxima segunda-feira (14).

Roberto Santos explica que a associação está se organizando para buscar justiça. “A gente está se unindo com outras comunidades para procurar justiça. Toda semana morre alguém que não tem nada a ver com crime. Vamos tentar resolver pela Justiça mesmo”.

Em nota, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que o episódio inicial com o adolescente ocorreu depois de uma abordagem de “dois homens na Ilha do Governador, onde o ocupante de carona portava uma pistola na cintura”. A nota alega que, de acordo com os policiais que atuaram na ação, o rapaz teria disparado contra os militares e houve troca de tiros.

Em relação à morte da menina, a nota da PM argumenta que os militares foram atacados a tiros disparados do interior da comunidade. “Manifestantes que fechavam as vias nas proximidades jogaram pedras contra viaturas e equipes policiais, além de atearem fogo em um ônibus, na Rua Paranapuã”.

 Sobre esse episódio, a PM explicou que “um procedimento apuratório foi instaurado para averiguar a conjuntura das ações e a corregedoria da corporação acompanha os trâmites do caso”. A corporação acrescenta que as imagens das câmeras corporais dos policiais serão disponibilizadas para auxiliar nas investigações.

A Polícia Civil também divulgou que já iniciou a investigação das mortes da menina e do adolescente. “Os agentes estão em diligências em busca de testemunhas e outras informações para esclarecer as dinâmicas dos fatos”, divulgou em nota.

A ONG Rio de Paz repudiou mais esse episódio de violência da Polícia Militar. “A casa deveria ser o local mais seguro para se estar, principalmente para uma criança. Mas não para (a menina) de 5 anos”, escreveu em uma rede social.

Em vídeo enviado à Agência Brasil, o fundador da ONG, Antônio Carlos Costa avalia que há uma obsessão por parte da polícia pela morte de bandidos em detrimento da segurança da população.  “Em qual cidade de Nação livre e desenvolvida, crianças são sistematicamente mortas por balas perdidas em confrontos entre policiais e bandidos?”




Fonte: Agência Brasil

Em fuga da polícia, motorista bate carro em veículo estacionado e acaba preso com carga de maconha em Presidente Prudente



Um rapaz, de 20 anos, foi preso em flagrante neste sábado (12), em Presidente Prudente (SP), por transportar uma carga de maconha em um carro.
Na tentativa de escapar da abordagem policial, ele bateu o carro que conduzia em um outro veículo que estava estacionado na Rua Heitor Graça, na Vila Industrial, e acabou interceptado.
O peso da droga ainda não foi totalizado, mas a estimativa é de que pelo menos 100 quilos de maconha estavam dentro do carro.
A tentativa de abordagem ao rapaz pela Polícia Militar Rodoviária começou na Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), mas ele não obedeceu aos sinais de parada e entrou em Presidente Prudente em fuga.
Os policiais seguiram o motorista e, quando passava pela Rua Heitor Graça, na Vila Industrial, ele acabou batendo o carro que conduzia em um outro veículo que estava estacionado e foi abordado.
Em vistoria no carro, os policiais encontraram os tabletes de maconha.
O jovem, que é morador de Itaquiraí (MS), foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia Participativa da Polícia Civil para o registro da ocorrência.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Indígenas apresentam cultura e bandeiras de luta em feira no Rio


A barraca de Tereza Arapium – artesã e militante indígena – tem cestos, chapéus e uma série de itens decorativos feitos a partir de materiais encontrados na natureza. Mais precisamente nos arredores da Aldeia Andirá, às margens do Rio Arapiuns, na Amazônia paraense. Folhas do tucumã, um tipo de palmeira, viram a palha que é a base do artesanato. As cores e os grafismos são feitos com tintas obtidas em frutas como o jenipapo e o urucum.

O artesanato chama a atenção pela beleza e pela sustentabilidade, uma vez que não tem nenhum produto químico e a colheita da matéria-prima respeita os ciclos naturais. Por trás de todo esse trabalho, também há uma sabedoria ancestral, de mais de 200 anos, que ajuda a divulgar as bandeiras de luta do povo indígena.

“Não se trata aqui só de vender o artesanato do meu povo, mas de tornar mais conhecida a cultura das mulheres indígenas da floresta que são invisibilizadas. Que vivem em lugares onde as políticas públicas não chegam. Isso aqui é uma fonte de renda, que elas usam para sustentar a família. A arte é uma forma de falar da devastação ambiental e da Amazônia. Quando alguém desmata a floresta, destrói toda essa matéria-prima. E destrói a nossa cultura. E um povo sem cultura, é um povo sem história”, disse Tereza Arapium.

Rio de Janeiro (RJ), 12/08/2023 - Dia Internacional dos Povos Indígenas é celebrado com feira de artesanato no Parque Lage. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 12/08/2023 – Dia Internacional dos Povos Indígenas é celebrado com feira de artesanato no Parque Lage. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

Outros representantes de povos indígenas também apresentam elementos da cultura e as principais bandeiras de luta na feira que ocorre neste sábado (12) e amanhã (13) no Parque Lage, no Jardim Botânico, bairro da zona sul do Rio de Janeiro. O evento é parte das celebrações pelo Dia Internacional dos Povos Indígenas, cuja data oficial foi 9 de agosto. É organizado pela Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM), com o apoio institucional da EAV Escola de Artes Visuais e da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.

A estimativa é que participam mais de 350 indígenas de pelo menos 25 etnias de todo o Brasil. São elas: Guarani, Pataxó, Puri, Fulni-ô, Tukano, Kaingang, Guajajara, Ashaninka, Tikuna, Tupinambá, Baniwa, Waurá, Kamayurá, Kayapó, Mehinako, Pankararu, Kariri-Xocó, Karajá, Potiguara, Sateré Mawé, Bororo, Kadiwéu, Kambeba, Ananbé, Kichua e Goitacá.

Além do artesanato, há espaço para cânticos e danças tradicionais, narração de histórias, pintura corporal do público, rodas de conversa e debates. Marize Guarani, que é a coordenadora do evento, explica que existe um propósito para além do comércio e das apresentações culturais. A feira assume também uma função pedagógica e ajuda a mobilizar pessoas de outras etnias para as causas indígenas.

“Nosso principal objetivo sempre foi descontruir os estereótipos. Somos pluriétnicos e multiculturais. Estamos aqui lutando para que as pessoas entendam que merecemos respeito. Temos nossas tecnologias e nossos saberes como qualquer outro povo. Mas continuamos sendo vistos como povos que vivem isolados na aldeia. Quando chamamos as pessoas nessas feiras, é para que estejam conosco, valorizem a nossa cultura e lutem junto conosco. Porque lutamos pela floresta, pelos animais, por tudo aquilo que é fundamental para a humanidade e o planeta”, diz Marize Guarani, que também é presidente da Associação Indígena Aldeia Maracanã e professora de História.

Rio de Janeiro (RJ), 12/08/2023 - Dia Internacional dos Povos Indígenas é celebrado com feira de artesanato no Parque Lage. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 12/08/2023 – Dia Internacional dos Povos Indígenas é celebrado com feira de artesanato no Parque Lage. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil – Fernando Frazão/Agência Brasil

O cacique Arassari Pataxó, líder indígena da Aldeia Tatuí Pataxó, no sul da Bahia, reforçou a necessidade de diálogo com a população dos espaços urbanos. Ele participou dos conflitos na Aldeia Maracanã em 2013, quando forças do estado fizeram uma reintegração de posse violenta do terreno contra ocupantes indígenas. Parte do grupo deixou o local e outra permanece até hoje. O governo estadual prometeu restaurar o prédio e criar um Centro de Referência da Cultura dos Povos Indígenas, mas o projeto ainda não saiu do papel.

Segundo Arassari, o engajamento da população com as causas indígenas vai aumentar à medida que haja mais trocas de conhecimento.

“Nossas principais riquezas são a nossa tradição e a nossa cultura. Se perdermos isso, nós não seremos ninguém. E a sociedade brasileira, especialmente a carioca, perdeu o convívio com os nativos do Brasil”, disse o cacique. “Mudamos um pouco a nossa estratégia de luta. Queremos investir mais em práticas pedagógicas. Além de trazer visibilidade para os povos originários, apresentar conhecimentos e descolonizar toda uma história mal contada e as mentiras impregnadas na sociedade sobre os povos indígenas”.

Serviço

Evento: Dia Internacional dos Povos Indígenas 2023

Local: Parque Lage. Rua Jardim Botânico, 414. Rio de Janeiro

Data: 12 e 13 de agosto

Horário: das 9h às 17h30

Entrada gratuita




Fonte: Agência Brasil

Homem é preso em flagrante após tentar matar o próprio irmão a facadas em Tupi Paulista | Presidente Prudente e Região


Quando chegaram ao local para o atendimento da ocorrência, os policiais militares depararam-se com a vítima caída na calçada em frente a uma residência e, em decorrência da perda de sangue causada pelos ferimentos, o homem já apresentava sinais de início da redução de sentidos.




Fonte: G1

Exposição no Complexo da Maré destaca estética dos bailes de favela


Bailes de favela são o tema da exposição Pista Ritmo Fluxo, que estreia hoje (12) no Galpão Bela Maré, espaço cultural na favela Nova Holanda, Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. A mostra apresenta pinturas, fotografias e instalações produzidas por artistas de comunidades periféricas do Rio de Janeiro. A iniciativa é coordenada pelo Observatório de Favelas, organização da sociedade civil que defende políticas públicas e direitos às populações de favelas.

Durante três meses, os artistas participaram de uma residência-formativa na Escola Livre de Artes (ELÃ). Nos encontros, eles estudaram a estética dos bailes, com ênfase nos aspectos culturais e políticos. Nesse período, foi prepara e montada a exposição. E o público em geral teve a oportunidade de participar de uma Aula Baile aberta.

Os artistas residentes que expõem trabalhos nessa edição do projeto são: Agatha Maria, Aline Peres, Bruno Lyfe, Ciana, Guilherme Kid, Idra Maria, Joelington Rios, Malvo, Mapô, Mayra, Melissa de Oliveira, Myllena Araujo, Preta QueenB Rull, Roberta Holiday e Tainan Cabral. Todos de origem favelada e periférica. A curadoria da exposição é de Jean Carlos Azuos.

A parte pedagógica ficou sob responsabilidade da coordenadora Natália Nichols. Ela destacou a importância do intercâmbio cultural entre os participantes e da diversidade de experiências artísticas.

“A mostra celebra essa cena artística que nasce com o desejo de exaltar referências culturais que vem das favelas e periferias. Será possível ver trabalhos em diversos suportes e influências como pintura, fotografia e instalação. A exposição é fruto desta experiência artístico-pedagógica e também foi pensada coletivamente pelo grupo”, disse Natália Nichols.

No evento de lançamento da exposição, se apresentam a multiartista e pesquisadora de som Ciana, com participações de Preta QueenB Rull (cantor, compositor, ator, criador de conteúdos e drag queen) e Mother Idra Maria (performer, figurinista e artista cênica). Elas vão trazer um pouco da cultura ballroom, bailes voltados tradicionalmente para a população afro-americana e latina LGBTQ+. Também estão previstas participações dos DJ Glau e DJ Onírica, e do Batekoo DJ Set (movimento de artistas negros, periféricos e LGBTQ+).

A Escola Livre de Artes (ELÃ) existe desde 2019 e tem apoio do Ministério da Cultura. E conta com patrocínio do Instituto Cultural Vale, Itaú Unibanco e White Martins, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Serviço

Exposição Coletiva PISTA RITMO FLUXO

Local: Galpão Bela Maré. Rua Bittencourt Sampaio, 169, Maré, Rio de Janeiro – RJ.

Abertura: Dia 12/08, a partir das 15h

Visitação: Até 14/10, de terça-feira a sábados, das 10h às 18h

Entrada gratuita




Fonte: Agência Brasil