Vigilância Sanitária de SP emite alerta sobre contaminação por metanol


O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) e o Centro de Vigilância Sanitária Sanitária (CVS). em São Paulo, emitiram um alerta nesta terça-feira (30) para profissionais de saúde, sobre os riscos da ingestão de metanol. Nas últimas semanas, dez casos de contaminação de bebidas alcoólicas contaminadas foram registrados, com três mortes.

Conforme o alerta, o metanol em bebidas alcoólicas clandestinas ou adulteradas, por ser muito tóxico, pode levar à cegueira permanente e a óbitos.

Os órgãos de vigilância reforçaram que os sintomas de contaminação costumam aparecer entre seis e 24 horas após a ingestão e incluem “sonolência, tontura, dor abdominal, náuseas, vômitos, confusão mental, taquicardia, visão turva, fotofobia, convulsões e acidose metabólica.

“Nos casos mais graves, pode haver cegueira irreversível, choque, pancreatite, insuficiência renal e comprometimento neurológico”, diz o comunicado.

Segundo o Centro de Vigilância Sanitária, “todo caso suspeito deve ser imediatamente registrado no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e comunicado ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS), pelo e-mail [email protected], para viabilizar as investigações epidemiológicas e evitar novos casos de intoxicação.”

Além disso, para apoiar os profissionais de saúde no manejo e discussão dos casos, o CVE disponibilizou os Centros de Assistência Toxicológica (Ciatox).

Para tanto, os contatos estão disponíveis no portal da Secretaria Estadual de Saúde (SES): www.saude.sp.gov.br.




Fonte: Agência Brasil

PF investiga ligação de intoxicação por metanol com crime organizado


O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, informou nesta terça-feira (30) que já foi instaurado inquérito policial para investigar as circunstâncias envolvendo os casos de intoxicação por metanol identificados no estado de São Paulo. Segundo ele, a corporação investiga, inclusive, a ligação da adulteração de bebidas alcoólicas com o crime organizado.

“Dentre as razões, a questão da interestadualidade [há indícios de distribuição fora do estado de São Paulo] e a possível conexão com investigações recentes que fizemos, especialmente no estado do Paraná, com outras duas de São Paulo, em razão de toda a cadeia de combustível, onde parte disso passa pela importação de metanol pelo Porto de Paranaguá”, explicou.

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O diretor da PF disse que a investigação dirá se há conexão com o crime organizado baseado em operações anteriores, e que o trabalho será integrado com a Polícia Civil de São Paulo.

“A gente vai buscar trabalhar de maneira integrada. São investigações que se complementam com investigações na parte administrativa, com investigação a cargo também da Polícia Civil de São Paulo”, disse.




Fonte: Agência Brasil

EBC tem três jornalistas indicadas ao Prêmio os 100 +Admirados


Três jornalistas da EBC estão entre os 100 +Admirados do país. Raissa Saraiva e Patrícia Serrão da Radioagência Nacional e Luciana Barreto da TV Brasil foram escolhidas entre mais de 2,3 mil profissionais. 

Raissa, editora da Rádioagência Nacional, uma das criadoras do podcast Vídeo Bula, comemorou o reconhecimento:

“Eu fico muito feliz em estar representando a EBC, a comunicação pública, mas mais ainda fico mais feliz por estar representando a comunidade rara, as pessoas com deficiência, com doenças raras, os neuro divergentes. Porque foi graças a eles que a gente chegou a essa premiação”

Patrícia Serrão, editora e também criadora do Vide Bula, destacou o espaço dado à diversidade:

“Eu acho importante esse prêmio porque reconheceu uma série de categorias diferentes, jornalistas de jornais do Sul, do Norte, do Nordeste, várias vozes da imprensa brasileira que não necessariamente estão sendo ouvidas. Nós tivemos o discurso dos vencedores sobre diversidade que também é sempre muito importante.”

“Eu e a Raissa estarmos aqui como pessoas com doenças raras, PCDs, também é importante. Porque também é uma representatividade, que dá espaço, chama a atenção para causa. Acho que isso faz parte do jornalismo, especialmente do jornalismo público que é o que a gente faz”, completou Patrícia.

A escolha foi feita a partir dos votos dos próprios colegas nas redações, assessorias de imprensa e agências de comunicação do Brasil inteiro. A votação foi feita em dois turnos.

A apresentadora da TV Brasil Luciana Barreto exaltou a presença de jornalistas negras no palco:

“Quem é jornalista sabe que nossa vida é de muita resiliência, dedicação, devoção mas também de inspiração. Estar entre os 100 + Admirados Jornalistas Brasileiros é experimentar todas essas palavras de uma única vez. A edição de 2025 teve um gostinho especial porque lotamos a premiação com diversidade racial. Foi lindo demais!”

Prêmio

O prêmio tem várias categorias e a seleção regional foi marcada pela presença de três mulheres negras no topo: Kátia Brasil, do Amazônia Real, ficou em primeiro lugar pela Região Norte, Dulcineia Novaes, repórter da Globo Paraná, pela Região Sul e pela Região Centro-oeste, Basília Rodrigues, da Abraji, que fez um discurso contundente contra o racismo nas redações:

“Ser jornalista é bom, mas tem suas dificuldades. Enfrentar um ambiente racista e mentiroso limita ou tira suas oportunidades. Enfrentar um ambiente racista e mentiroso que finge ser antirracista, que alimenta crises e se incomoda com sua presença, com seu brilho, com seu talento, é pior ainda. O jornalismo tem problemas enormes que vão muito além da inteligência artificial. Problemas antigos.”

O prêmio de jornalista mais admirado do Brasil ficou com Caco Barcelos, da TV Globo, que fez uma defesa da reportagem. Segundo ele  “um formato em extinção” e compartilhou o prêmio com outros colegas de profissião, entre eles o fotógrafo Paulo Pinto, da EBC.

O Prêmio os 100 +Admirados Jornalistas Brasileiros está na sua terceira edição. As duas primeiras ocorrera em 2014 e 2015. O prêmio foi recriado como parte das celebrações dos 30 anos do portal Jornalistas&Cia, que promove  profissionais de texto e imagem.





Fonte: Agência Brasil

EBC tem três jornalistas indicados ao prêmio Os 100 +Admirados


Três jornalistas da EBC estão entre os 100 +Admirados do país. Raissa Saraiva e Patrícia Serrão da Radioagência Nacional e Luciana Barreto da TV Brasil foram escolhidas entre mais de 2,3 mil profissionais. 

Raissa, editora da Rádioagência Nacional, uma das criadoras do podcast Vídeo Bula, comemorou o reconhecimento:

“Eu fico muito feliz em estar representando a EBC, a comunicação pública, mas mais ainda fico mais feliz por estar representando a comunidade rara, as pessoas com deficiência, com doenças raras, os neuro divergentes. Porque foi graças a eles que a gente chegou a essa premiação”

Patrícia Serrão, editora e também criadora do Vide Bula, destacou o espaço dado à diversidade:

“Eu acho importante esse prêmio porque reconheceu uma série de categorias diferentes, jornalistas de jornais do Sul, do Norte, do Nordeste, várias vozes da imprensa brasileira que não necessariamente estão sendo ouvidas. Nós tivemos o discurso dos vencedores sobre diversidade que também é sempre muito importante.”

“Eu e a Raissa estarmos aqui como pessoas com doenças raras, PCDs, também é importante. Porque também é uma representatividade, que dá espaço, chama a atenção para causa. Acho que isso faz parte do jornalismo, especialmente do jornalismo público que é o que a gente faz”, completou Patrícia.

A escolha foi feita a partir dos votos dos próprios colegas nas redações, assessorias de imprensa e agências de comunicação do Brasil inteiro. A votação foi feita em dois turnos.

Prêmio

O prêmio tem várias categorias e a seleção regional foi marcada pela presença de três mulheres negras no topo: Kátia Brasil, do Amazônia Real, ficou em primeiro lugar pela Região Norte, Dulcineia Novaes, repórter da Globo Paraná, pela Região Sul e pela Região Centro-oeste, Basília Rodrigues, da Abraji, que fez um discurso contundente contra o racismo nas redações:

“Ser jornalista é bom, mas tem suas dificuldades. Enfrentar um ambiente racista e mentiroso limita ou tira suas oportunidades. Enfrentar um ambiente racista e mentiroso que finge ser antirracista, que alimenta crises e se incomoda com sua presença, com seu brilho, com seu talento, é pior ainda. O jornalismo tem problemas enormes que vão muito além da inteligência artificial. Problemas antigos.”

O prêmio de jornalista mais admirado do Brasil ficou com Caco Barcelos, da TV Globo, que fez uma defesa da reportagem. Segundo ele  “um formato em extinção” e compartilhou o prêmio com outros colegas de profissião, entre eles o fotógrafo Paulo Pinto, da EBC.

O Prêmio os 100 +Admirados Jornalistas Brasileiros está na sua terceira edição. As duas primeiras ocorrera em 2014 e 2015. O prêmio foi recriado como parte das celebrações dos 30 anos do portal Jornalistas&Cia, que promove  profissionais de texto e imagem.





Fonte: Agência Brasil

Governo Federal investirá R$ 390 milhões para otimizar uso de IA


Representantes do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) assinam, nesta terça-feira (30), termo de parceria para o desenvolvimento de soluções e ferramentas que permitam o uso de inteligência artificial (IA) na gestão e prestação de serviços públicos.

O acordo prevê investimento de R$ 390 milhões ao longo dos próximos quatro anos. Provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fndct), gerido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Os recursos deverão custear a criação de plataformas de IA generativa que otimizem os serviços públicos, integrando as informações disponíveis e facilitando as interações entre os cidadãos e a administração pública.

Na prática, as ferramentas de inteligência artificial serão usadas para, entre outras coisas, catalogar e integrar o grande volume de informações espalhadas por diferentes bases de dados sociais, como, por exemplo, o Cadastro Único (CadÚnico) e órgãos públicos de saúde e educação. O objetivo final é ainda mais ambicioso, conforme afirmou o secretário nacional de Governo Digital, Rogério Mascarenhas.

“Desde o princípio, buscamos um trabalho de personalização, de foco na melhoria dos serviços”, disse Mascarenhas ao anunciar a assinatura do termo de parceria, referindo-se à intenção de criar plataformas capazes de, com o uso de IA, qualificar, proteger e integrar as informações. “O propósito é [disponibilizarmos] um governo para cada pessoa”, acrescentou o secretário, alegando que, com as modernas tecnologias, é factível pensar na emissão de mensagens personalizadas, com as quais o poder público poderia informar a um cidadão em particular, por exemplo, a vacina que ele ou seu filho precisem tomar a partir de determinada data.

Batizado de Inspire (abreviatura do nome do projeto, Inteligência Artificial no Serviço Público com Inovação, Responsabilidade e Ética), o projeto conjunto se insere no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) – macroiniciativa que prevê investimentos federais da ordem de R$ 23 bilhões, até 2028, em ações que promovam o uso de IA na melhoria dos serviços públicos, com inclusão social.

Executor do projeto, o CPQD, uma fundação de direito privado, garante que as informações disponíveis serão tratadas segundo rigorosos padrões de segurança, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e as diretrizes de governança, ética e soberania digital que norteiam o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial.

“O propósito do CPQD é desenvolver tecnologias, buscando trazer cada vez mais soberania, progresso e bem-estar para a população. Este projeto se encaixa nisto”, afirmou o diretor de Inovação e Empreendedorismo do centro, Paulo José Pereira Curado.

Para acelerar o desenvolvimento do projeto, o CPQD garante já estar investindo na montagem de novas estruturas de processamento gráfico em suas instalações, em Campinas (SP), e na identificação e contratação de parceiros estratégicos, bem como na capacitação de cerca de 200 profissionais.

“Este é um grande desafio e vamos mobilizar uma grande quantidade de profissionais – tanto os que o CPQD já tem, quanto os que vai desenvolver. Com isso, esperamos contribuir para que nosso país tenha cada vez mais serviços públicos alinhados com as necessidades da população”, finalizou Curado.

* Título alterado às 09h41 para correção de informação. Os investimentos serão feitos pelo governo, através do MGI e MCTI. Ao CPQD caberá a execução do projeto, e não o investimento.




Fonte: Agência Brasil

Ministério e CPQD investirão R$ 390 milhões para otimizar uso de IA


Representantes do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) assinam, nesta terça-feira (30), termo de parceria para o desenvolvimento de soluções e ferramentas que permitam o uso de inteligência artificial (IA) na gestão e prestação de serviços públicos.

O acordo prevê investimento de R$ 390 milhões ao longo dos próximos quatro anos. Provenientes do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fndct), gerido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Os recursos deverão custear a criação de plataformas de IA generativa que otimizem os serviços públicos, integrando as informações disponíveis e facilitando as interações entre os cidadãos e a administração pública.

Na prática, as ferramentas de inteligência artificial serão usadas para, entre outras coisas, catalogar e integrar o grande volume de informações espalhadas por diferentes bases de dados sociais, como, por exemplo, o Cadastro Único (CadÚnico) e órgãos públicos de saúde e educação. O objetivo final é ainda mais ambicioso, conforme afirmou o secretário nacional de Governo Digital, Rogério Mascarenhas.

“Desde o princípio, buscamos um trabalho de personalização, de foco na melhoria dos serviços”, disse Mascarenhas ao anunciar a assinatura do termo de parceria, referindo-se à intenção de criar plataformas capazes de, com o uso de IA, qualificar, proteger e integrar as informações. “O propósito é [disponibilizarmos] um governo para cada pessoa”, acrescentou o secretário, alegando que, com as modernas tecnologias, é factível pensar na emissão de mensagens personalizadas, com as quais o poder público poderia informar a um cidadão em particular, por exemplo, a vacina que ele ou seu filho precisem tomar a partir de determinada data.

Batizado de Inspire (abreviatura do nome do projeto, Inteligência Artificial no Serviço Público com Inovação, Responsabilidade e Ética), o projeto conjunto se insere no Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) – macroiniciativa que prevê investimentos federais da ordem de R$ 23 bilhões, até 2028, em ações que promovam o uso de IA na melhoria dos serviços públicos, com inclusão social.

Executor do projeto, o CPQD, uma fundação de direito privado, garante que as informações disponíveis serão tratadas segundo rigorosos padrões de segurança, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) e as diretrizes de governança, ética e soberania digital que norteiam o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial.

“O propósito do CPQD é desenvolver tecnologias, buscando trazer cada vez mais soberania, progresso e bem-estar para a população. Este projeto se encaixa nisto”, afirmou o diretor de Inovação e Empreendedorismo do centro, Paulo José Pereira Curado.

Para acelerar o desenvolvimento do projeto, o CPQD garante já estar investindo na montagem de novas estruturas de processamento gráfico em suas instalações, em Campinas (SP), e na identificação e contratação de parceiros estratégicos, bem como na capacitação de cerca de 200 profissionais.

“Este é um grande desafio e vamos mobilizar uma grande quantidade de profissionais – tanto os que o CPQD já tem, quanto os que vai desenvolver. Com isso, esperamos contribuir para que nosso país tenha cada vez mais serviços públicos alinhados com as necessidades da população”, finalizou Curado.




Fonte: Agência Brasil

DR com Demori recebe Leonardo Sakamoto na TV Brasil nesta terça


O jornalista Leonardo Sakamoto é o próximo convidado do programa DR com Demori. No bate-papo, o repórter comenta sobre a atual conjuntura política do país, com destaque para a PEC da Blindagem e as futuras eleições, além de abordar questões relacionadas ao trabalho escravo e aos ataques cometidos contra profissionais da imprensa. A atração vai ao ar às 23h desta terça-feira (30), na TV Brasil. 

Leonardo Sakamoto tem uma extensa trajetória profissional e atualmente trabalha como comentarista do UOL, onde contibui com análises políticas e comportamentais, que já foram alvo de fake news, além de ameaças verbais e físicas.

Durante a entrevista, Sakamoto analisou o cenário político atual. “O poder está com eles, porque foram aumentando a quantidade de recursos que geram dentro do Congresso Nacional, a quantidade de emendas que são repassadas (…), e quem detém o orçamento tem o poder da nação”, explica.

Nesse sentido, o jornalista defende a necessidade de se encontrar novas vozes para o campo democrático. “O Brasil já deveria ter gerado sucessores, tanto à esquerda quanto à direita.”

Ao DR com Demori, Sakamoto também relembra seu trabalho realizado na divulgação de ações de combate ao trabalho análogo à escravidão no país e fala sobre os casos que testemunhou.

“Hoje, é muito mais pela via econômica do que pelos grilhões. As pessoas não são acorrentadas pelo ferro, mas pela dívida, pela falta de dinheiro, pelas cobranças abusivas e pelos alojamentos horríveis, sem condições sanitárias”, explica.


São Paulo (SP), 25/09/2025 - DR com Demori recebe o jornalista, cientista político e professor, Leonardo Sakamoto..Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 25/09/2025 - DR com Demori recebe o jornalista, cientista político e professor, Leonardo Sakamoto..Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

 DR com Demori recebe o jornalista, cientista político e professor, Leonardo Sakamoto Paulo Pinto/Agência Brasil

Além disso, o jornalista aponta as dificuldades no reconhecimento das situações de escravidão atualmente. “Participei de mais de 12 resgates ao longo dos anos e, em muitos casos, a pessoa que está sendo resgatada fala: ‘Não sou escravo, não sou negro’”, recorda.

Para Sakamoto, não é preciso ser de esquerda ou de direita para ser contra o trabalho escravo.

“Isso transcende ideologias. É preciso ser, basicamente, humano, porque essa situação é um dos piores crimes contra a humanidade”, alerta.

Após a exibição na TV Brasil, o DR com Demori também fica disponível, na íntegra, no Youtube e no aplicativo da TV Brasil Play. O programa é transmitido em áudio, simultaneamente, na Rádio MEC, e as entrevistas ficam disponíveis em formato de podcast no Spotify.

Sobre o programa

O programa Dando a Real com Leandro Demori, ou simplesmente DR com Demori, traz personalidades para um bate-papo direto e aprofundado na tela da TV Brasil. Já passaram pela mesa nomes como o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes; a deputada federal Erika Hilton; o ex-ministro José Dirceu, o ator Caio Blat, a cantora Zélia Duncan; e o fundador da banda Pink Floyd, Roger Waters.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar

Serviço

DR com Demori recebe Leonardo Sakamoto

Terça-feira, 30 de setembro, às 23h, na TV Brasil e Rádio MEC 
Quarta-feira, 1 de outubro, às 4h30, na TV Brasil




Fonte: Agência Brasil

Força-tarefa apreende 117 garrafas de bebida sem procedência em SP


Um força-tarefa das secretarias estaduais da Saúde (SES) e da Segurança Pública (SSP) apreendeu nesta segunda-feira (29) 117 garrafas de bebidas sem rótulo e sem comprovação de procedência, em três estabelecimentos nos bairros Jardim Paulista e Mooca.

A ação foi realizada nesta segunda-feira (29) em parceria com o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) estadual e a Vigilância em Saúde do Município de São Paulo (Covisa).

Os locais estão entre os suspeitos de comercializar bebidas adulteradas com metanol, produto altamente tóxico para humanos.

As garrafas foram encaminhadas para perícia no Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico-Científica. Dois dos estabelecimentos foram autuados por irregularidades sanitárias.

As apurações estão a cargo da Divisão de Investigações sobre Infrações contra a Saúde Pública, do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), por meio da 1ª Delegacia de Polícia.


Força-tarefa de SP apreende 117 garrafas de bebidas sem comprovação de procedência
Força-tarefa de SP apreende 117 garrafas de bebidas sem comprovação de procedência

Força-tarefa em bairros de São Paulo apreendeu 117 garrafas de bebida sem rótulo e sem comprovação de procedência – João Valério/Governo do Estado de SP

Balanço

De acordo com o governo do estado de São Paulo, desde junho deste ano, foram confirmados seis casos de intoxicação por metanol com suspeita de consumo de bebida adulterada.

Atualmente, dez casos estão sob investigação, dos quais três resultaram em óbito – um homem de 58 anos em São Bernardo do Campo, um homem de 54 anos na capital paulista e o terceiro, de 45 anos, ainda sem residência identificada.

Recomendação

O CVS reforça que o consumo de bebidas alcoólicas de origem clandestina ou sem procedência confiável representa risco à saúde, já que podem conter substâncias tóxicas.

“A recomendação do CVS é que bares, empresas e demais estabelecimentos redobrem a atenção quanto à procedência dos produtos oferecidos, e que a população adquira apenas bebidas de fabricantes legalizados, com rótulo, lacre de segurança e selo fiscal, evitando opções de origem duvidosa e prevenindo casos de intoxicação que podem colocar a vida em risco”.




Fonte: Agência Brasil

Mulheres cobram direitos e voz na 5ª Conferência Nacional


Nesta segunda-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva homenageou diversas personalidades do país, de todos os tempos, na abertura da 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (5ª CNPM), em Brasília, que tem o lema Mais Democracia, Mais Igualdade, Mais Conquistas para Todas.

O discurso do presidente também homenageou as cerca de 4 mil mulheres presentes no evento, sem esquecer das mulheres anônimas que lutam para fazer do Brasil um país mais desenvolvido e menos desigual.

“O futuro da humanidade é feminino”, afirmou Lula.

Em entrevista a jornalistas, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, lembrou que no próximo ano ocorrerão eleições e que candidatos que não respeitam as mulheres não devem ser votados.

“Em vários espaços, as mulheres são aviltadas nos seus direitos, são ofendidas por serem mulheres. Há homens, infelizmente, que não se conformam em ver a mulher autônoma, livre, potente, uma mulher que quer decidir. No ano que vem, vamos votar em mulheres e homens que tenham compromisso com a vida de todas as mulheres desse país”, defendeu.

Voz às mulheres

A 5ª CNPM abriu os microfones para dar voz à representação plural de mulheres da sociedade civil, durante a cerimônia de início da mobilização nacional.

Representante Marcha das Mulheres Negras e coordenadora executiva do Fórum Nacional de Mulheres, Clátia Vieira anunciou a construção da 2ª Marcha Nacional de Mulheres Negras, em Brasília, em 25 de novembro, Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres.

Ela questionou a falta de políticas públicas efetivas para as mulheres negras, a maioria da população brasileira.

“Precisamos de práticas antirracistas. Isso é para ontem e urgente, é pela vida das mulheres negras, das mulheres. Mas, sobretudo, é pela vida do povo preto”, afirmou.

Em sua fala, a representante do Conselho Nacional de Direitos da Mulher (CNDM), Iyá Sandrali Bueno, explicou que a interseccionalidade é uma abordagem para dizer que não há democracia possível sem a centralidade das mulheres negras.

“A interseccionalidade, conceito do movimento feminista negro que busca efetiva justiça social pela identificação e desarticulação de opressões combinadas por raça etnia, sexualidade, identidade de gênero, não é um enfeite no regimento interno da 5ª Conferência. A interseccionalidade é nosso princípio maior. É um princípio civilizatório”, disse.

O pronunciamento da representante da Marcha das Margaridas, Melissa Vieira, celebrou o retorno da conferência após quase uma década e destacou o papel das mulheres do campo, das águas e das florestas em tirar o Brasil do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU), mais uma vez.

“Somos nós, mulheres de saberes ancestrais, que alimentam o Brasil com comida de verdade, com alimento saudável, com agroecologia. Somos nós quem temos a potência de transformar luto em luta”, afirmou.

Josy Kaigang, liderança da primeira Marcha das Mulheres Indígenas, em agosto, que contou com cerca de 5 mil participantes, aponta que a conferência é fruto das lutas das mulheres dos sete biomas brasileiros. A indígena quer que os povos originários sejam ouvidos na construção de políticas públicas, e mencionou a luta pela demarcação de terras.

“Seguimos lutando para que mais mulheres indígenas sigam ‘aldeando’ o Estado, ‘aldeando’ a política, e pela demarcação das nossas terras indígenas e quilombolas. Que a gente possa continuar lutando por soberania nacional, pela Palestina livre e para dizer que lugar de mulher é onde ela quiser”, defendeu Josy Kaigang.

Pela visibilidade das pessoas trans, a travesti Bruna Benevides cobrou a ocupação de 50% de mulheres nos parlamentos, cotas trans em concursos e universidades para abrir portas para metade da população ainda é sub-representada em espaços de poder.

A travesti também defende o direito ao aborto livre e seguro para todas as mulheres e luta contra a exploração de crianças e de adolescentes.

“Estamos aqui, e não arredaremos o pé. Defendemos justiça econômica, reprodutiva, racial e climática como pilares do Estado”, afirmou.

Por fim, a membro da Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL) e representante da Caminhada de Lésbicas e Bissexuais (Les-Bi) de São Paulo, Janaína Farias, descreveu a falta de políticas públicas específicas para a saúde de mulheres lésbicas e bissexuais, mesmo diante de dados que a ativista classifica como alarmantes.

“Precisamos de políticas públicas de saúde que fomentem a ida a médicos e a busca por cuidado em saúde por nós”, cobrou Janaína.

“Nossas vidas não cabem em ‘armários’. Seguimos juntas, organizadas e sempre resistentes. Seguiremos sempre em rede pela vida e pela liberdade de ser quem somos. Não aceitamos nenhuma de nós [lésbicas e bissexuais] a menos”.




Fonte: Agência Brasil

Fachin: gestão será marcada por diálogo e defesa dos diretos humanos


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, disse nesta segunda-feira (29) que terá uma gestão marcada pelo diálogo com os demais poderes e a defesa dos direitos humanos.

Fachin tomou posse no cargo de presidente da Corte hoje e vai comandar o Poder Judiciário pelos próximos dois anos. O cargo de vice-presidente será exercido pelo ministro Alexandre de Moraes.

No discurso de posse, o novo presidente reafirmou o compromisso do STF com a Constituição.

“Hoje é dia de reafirmar compromissos. É mandatório respeitar as leis e as instituições. Contudo, a verdade é que as pessoas precisam querer e ter razões para confiar no sistema de justiça”, afirmou.

Fachin também defendeu a separação das funções dos Três Poderes e o diálogo institucional. “Nosso compromisso é com a Constituição. Ao Direito, o que é do Direito. À política, o que é da política”, destacou.

No campo dos direitos humanos, o ministro disse que grupos vulneráveis não ficarão sem voz na Corte. “Grupos vulneráveis não podem ser ignorados. A escuta é um dever da Justiça”, disse.

Comunidades Indígenas

Fachin ressaltou que o STF vai trabalhar para garantir a proteção constitucional às comunidades indígenas.

“No âmbito e limite de nossas atribuições, estaremos atentos aos correlatos deveres de um tribunal constitucional nesse tema, a fim de que a Constituição seja efetivada para assegurar esse direito, que compreende respeito integral às suas culturas, línguas e crenças”, afirmou.

Combate à corrupção

Sobre as investigações de casos de corrupção, Edson Fachin disse que a resposta da Corte será firme. “Ninguém está acima das instituições, elas são imprescindíveis e somos melhores com elas”, pontuou.

Pautas

Por ter perfil pessoal mais contido, Fachin teve evitar declarações polêmicas na imprensa e embates com políticos. De acordo com pessoas próximas ao ministro, o novo presidente deve se destacar pela condução de julgamentos com grande impacto social.

Na próxima quarta-feira (1º), quando será realizada a primeira sessão sob o comando de Fachin, a Corte vai iniciar o julgamento sobre o vínculo empregatício de motoristas e entregadores de aplicativos, a chamada “uberização”. 

Perfil

Indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff, Edson Fachin tomou posse no Supremo em junho de 2015. O ministro nasceu em Rondinha (RS), mas fez carreira jurídica no Paraná, onde se formou em direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

No STF, foi relator das investigações da Operação Lava Jato, do processo sobre o marco temporal para demarcações de terras indígenas e do caso que ficou conhecido como ADPF das Favelas, ação na qual foram adotadas diversas medidas para diminuir a letalidade policial durante operações contra o tráfico de drogas no Rio de Janeiro.

Relator das ações penais da trama golpista, Alexandre de Moraes é formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP). O ministro foi empossado no cargo em março de 2017.Ele foi indicado pelo ex-presidente Michel Temer para suceder o ministro Teori Zavascki, falecido em um acidente de avião naquele ano.

Antes de chegar ao STF, Moraes também ocupou diversos cargos no governo de São Paulo, onde foi secretário de Segurança Pública e de Transportes. Ele também foi ministro da Justiça no governo Temer.




Fonte: Agência Brasil