Homem recebe revólver e munições de proprietário de lava a jato e acaba preso em flagrante




Artefatos teriam sido entregues como forma de pagamento, junto a carro, máquina de lavar e caixa de som, no Jardim Prudentino, em Presidente Prudente (SP). Homem recebe revólver e munições de proprietário de lava a jato e acaba preso em flagrante, no Jardim Prudentino
Polícia Civil
Um homem, de 32 anos, foi preso em flagrante na noite desta sexta-feira (28) por posse irregular de arma de fogo, no Jardim Prudentino, em Presidente Prudente (SP). Com ele, a Polícia Militar encontrou um revólver calibre .36.
Após denúncia de que o rapaz teria recebido a arma como parte de um pagamento, a equipe se deslocou até a casa dele. No local, o suspeito foi questionado e admitiu possuir um revólver, porém, “sem a documentação necessária”.
O homem indicou a localização do artefato, de calibre .36, que foi apreendido junto a 12 cartuchos íntegros, encontrados dentro de um guarda-roupas.
Na delegacia, acompanhado do advogado, o indiciado admitiu que recebeu a arma e as munições do proprietário de um lava a jato, como pagamento a uma comercialização de carros, e que elas teriam ficado “consignadas”.
Como parte do acordo, ele teria recebido, ainda, um outro carro, uma máquina de lavar e uma caixa de som.
Diante dos fatos, o delegado decretou a prisão em flagrante do rapaz e arbitrou uma fiança de R$ 1.320, a qual foi paga pelo investigado. Ele foi liberado.

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Fonte: G1

Ônibus dá ré e derruba poste de energia elétrica, que fica caído sobre calçada do terminal rodoviário, em Presidente Prudente




À TV Fronteira, Secretaria de Mobilidade Urbana e Cooperação em Segurança Pública (Semob) informou que irá apurar administrativamente o ocorrido. Ônibus da ré e derruba poste de energia elétrica, que fica caído sobre calçada do terminal rodoviário, em Presidente Prudente (SP)
Cedida/Renato Eller
Um poste de energia elétrica do Terminal Rodoviário Comendador José Lemes Soares, na Vila Nova, foi atingido por um ônibus e ficou caído em via pública na manhã deste sábado (29), em Presidente Prudente (SP).
Segundo relatos de testemunhas que presenciaram o acidente, o veículo estava em uma das plataformas quando deu ré e acabou atingindo o poste localizado no pátio do terminal rodoviário.
Após o ocorrido, o poste teria caído sobre os arbustos e avançado a grade que cerca o local, ficando sobre a calçada.
À TV Fronteira, a Secretaria de Mobilidade Urbana e Cooperação em Segurança Pública (Semob) informou que “vai apurar administrativamente o ocorrido, uma vez que só houveram danos materiais e por se tratar de um ambiente interno, em que a gestão é feita pela pasta”.
Ônibus da ré e derruba poste de energia elétrica, que fica caído sobre calçada do terminal rodoviário, em Presidente Prudente (SP)
Cedida/Renato Eller
Ônibus da ré e derruba poste de energia elétrica, que fica caído sobre calçada do terminal rodoviário, em Presidente Prudente (SP)
Cedida/Renato Eller

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Fonte: G1

Ciclista fica ferido em acidente com caminhonete na Rodovia Engenheiro Byron de Azevedo Nogueira, em Dracena




Veículos transitavam no sentido de Ouro Verde (SP) a Dracena (SP) quando, por motivos a serem esclarecidos, colidiram lateralmente, na altura do km 1,100. Ciclista fica ferido em acidente com caminhonete na Rodovia Engenheiro Byron de Azevedo Nogueira, em Dracena (SP)
Polícia Militar Rodoviária
Um ciclista, de 39 anos, ficou ferido após se envolver em um acidente com uma caminhonete na noite desta sexta-feira (28), na Rodovia Engenheiro Byron de Azevedo Nogueira (SPA-126/563), em Dracena (SP).
Segundo informações da Polícia Militar Rodoviária, a bicicleta e a caminhonete, com placas de Brasilândia (MS), transitavam no sentido de Ouro Verde (SP) a Dracena quando, por motivos a serem esclarecidos, colidiram lateralmente, na altura do km 1,100.
O condutor da bicicleta, que é morador de Panorama (SP), teve ferimentos leves e foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros ao pronto-socorro de Dracena.
Já o motorista da caminhonete, de 41 anos, não ficou ferido. Ele foi submetido ao teste do bafômetro e o resultado deu negativo para a ingestão de álcool.
A Polícia Científica foi acionada para apurar as causas e circunstâncias do acidente.
Ciclista fica ferido em acidente com caminhonete na Rodovia Engenheiro Byron de Azevedo Nogueira, em Dracena (SP)
Polícia Militar Rodoviária

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Fonte: G1

RJ: Museu Aeroespacial tem programação especial neste final de semana


O Museu Aeroespacial (Musal) do Rio de Janeiro promove, neste fim de semana, o evento Portões Abertos, em comemoração aos 150 anos do nascimento de Alberto Santos Dumont, considerado o pai da aviação, e os 50 anos de inauguração do maior museu de aviação do hemisfério sul. O Musal tem como missão preservar e divulgar o patrimônio cultural da Aeronáutica brasileira. Todas as atividades deste final de semana são gratuitas e têm classificação livre.

No sábado (29) e domingo (30), o público poderá assistir, a partir das 9h, à apresentação de aeronaves militares, entre as quais a KC-390 (novo avião de transporte), o helicóptero H-36 Caracal e os Caças F-5. Também haverá demonstração de aeronaves civis acrobáticas como a T-6, da Helisul e da Hangar 33, a RV-8 do Comandante Ferrari e os Super Decathlon da Esquadrilha ACRO.

O evento contará com a participação especial do Comandante Francis Barros, pentacampeão brasileiro de acrobacias aéreas, além da Esquadrilha CEU. As atrações incluem ainda exposição histórica de aviões, em particular da réplica do caça Gripen, da Força Aérea Brasileira (FAB); oficinas educativas para todas as idades e praça de alimentação.

Para hoje está programada também uma demonstração aérea da Esquadrilha da Fumaça – da Força Aérea Brasileira (FAB) –, além de um voo da réplica do Demoiselle, segunda aeronave projetada por Santos Dumont, cujo primeiro voo ocorreu em 1907.

Já para amanhã (30), uma das atrações será o voo de um North American T-6, modelo utilizado pelo Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), que foi restaurado nos últimos anos com as cores originais do esquadrão e brasão da FAB. A Demoiselle e o T-6 fazem parte do acervo de quase 20 aeronaves da Hangar 33, marca idealizada pelo empresário catarinense Dênis Luiz Lunelli.

Em maio deste ano, o empresário recebeu a honraria Fumaça Honorário, da FAB, concedida a civis e militares entusiastas da aviação que contribuem para o sucesso no cumprimento da missão da Esquadrilha da Fumaça.

“Participamos pela segunda vez do Musal com enorme satisfação, ainda mais nesta ocasião tão especial como os 150 anos de Santos Dumont, contribuindo para que o grande público tenha oportunidade de ver no ar esta maravilha projetada pelo gênio que ele foi”, afirmou Lunelli.

Rio de Janeiro, 28/07/2023, Museu abre portões festejando Santos Dumont e seu jubileu.
Foto: Musal/Divulgação

Fatos históricos

Nas salas temáticas do Musal, os visitantes poderão conferir fatos históricos, como a campanha da FAB na II Guerra Mundial, a atuação da mulher na aviação, a indústria brasileira de aviação, representada pela Embraer, a vida de Santos Dumont, os primórdios da aviação, entre outros.

O diretor do Museu Aeroespacial, brigadeiro do ar Maurício Carvalho Sampaio, destacou a importância de Santos Dumont:

“A história de vida, as obras e os valores do Pai da Aviação são fontes de inspiração não só no nosso país, mas em várias regiões do planeta. Suas inovações e contribuições para a aviação são celebradas até hoje.”

Sampaio afirmou que para o Museu Aeroespacial e para a Força Aérea Brasileira “é uma honra enaltecer a memória de Santos Dumont e sua contribuição para a aviação”. Avaliou que as comemorações dos 150 anos de nascimento de Santos Dumont, este ano, representam uma ocasião importante para celebrar “o trabalho e o legado desse grande brasileiro. Seus esforços pioneiros na aviação não só inspiraram outros a seguir seus passos, assim como tornaram o mundo mais conectado e acessível do que nunca”

Mais de 70 aeronaves históricas estão expostas no Museu Aeroespacial como Caudron G-3, aeronave centenária de fabricação francesa; o P-47, avião empregado em diversas missões durante a II Guerra Mundial.

Por fim, a programação festiva inclui parque de diversões; exibição de filmes históricos; demonstração dos cães do Grupamento de Cães de Guarda (GCG) da Guarda Municipal do Rio; exposição e venda de material temático relacionado à FAB e a Santos Dumont.

Serviço

A direção do Musal incentiva a solidariedade, pedindo ao público a doação de 1 quilo de alimento não perecível. Os mantimentos arrecadados serão doados ao Instituto Casa Viva, organização que presta atendimento à população em situação de vulnerabilidade social.

O museu fica na Avenida Marechal Fontenelle, 2000, no Campo dos Afonsos, bairro Jardim Sulacap, na zona oeste do Rio de Janeiro. Haverá estacionamento nas proximidades, com vagas especiais para pessoas com deficiência (PCDs). A Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio) montou um esquema especial de trânsito durante o evento.




Fonte: Agência Brasil

Advogada é denunciada por racismo contra nordestinos


A 2ª Promotoria de Justiça de Japeri, na Baixada Fluminense, no estado do Rio de Janeiro, denunciou, nessa sexta-feira (28), a advogada Larissa Moreira Albino da Silva pelo crime de racismo. A denúncia foi oferecida após o Ministério Público estadual ter recebido prints de publicações em redes sociais, em que ficou comprovado que ela proferiu diversas manifestações de cunho racista contra nordestinos.

As publicações foram feitas no Twitter e Facebook na noite do dia 2 de outubro de 2022, após o primeiro turno da eleição presidencial. A advogada escreveu que “o Nordeste é aquela mulher que apanha, mas não larga o marido” e que “o Nordeste merece voltar a carregar água em balde mesmo”.

Inquérito

O Ministério Público requisitou a instauração de inquérito policial e, durante a investigação, oficiou as redes sociais para a obtenção dos dados cadastrais das contas responsáveis pelas publicações, confirmando que, de fato, as contas pertencem à acusada.

Pelo exposto, Larissa Moreira Albino da Silva está incursa nas penas do art. 20, §2º, da Lei 7.716/89, do crime de racismo: “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. A pena prevê reclusão de dois a cinco anos, além de multa.

A Agência Brasil tentou, mas não conseguiu localizar a advogada até o fechamento da matéria.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena pode pagar R$ 40 milhões neste sábado


Apostadores da Mega-Sena têm até as 19h deste sábado (29) para “fazer uma fezinha” e concorrer aos R$ 40 milhões do concurso 2.616. O prêmio será pagado aos acertadores das seis dezenas. O sorteio será realizado, em São Paulo, às 20h. 

Na última quinta-feira (27), ninguém acertou as seis dezenas sorteadas.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), em qualquer lotérica do país ou pela internet, no site da Caixa Econômica Federal. É necessário fazer um cadastro, ser maior de idade (18 anos ou mais) e preencher o número do cartão de crédito.




Fonte: Agência Brasil

Mãos que realizam sonhos: pequeno Benício tem rotina transformada ao ganhar prótese 3D de centro universitário, em Presidente Prudente | Presidente Prudente e Região


Para dar vida ao desejo de proporcionar ao pequeno mais autonomia, além da coordenadora, participou do projeto o técnico do Laboratório Maker do centro universitário, Vitor Rodolfo Cicilio de Barros. Durante o processo, alguns desafios foram superados pela equipe, como, por exemplo, o ajuste dos dedos da mão esquerda, que ficaram curtos no primeiro teste.




Fonte: G1

Heloísa Teixeira toma posse na Academia Brasileira de Letras


A escritora Heloísa Teixeira tomou posse agora à noite (28) na cadeira 30 da Academia Brasileira de Letras (ABL), vaga desde a morte da escritora Nélida Piñon, em dezembro. Recentemente, Heloisa aposentou o sobrenome famoso Buarque de Hollanda – que era do primeiro marido, o advogado e galerista Luiz Buarque de Hollanda – e passou a adotar o Teixeira, de origem materna. Foi com o novo sobrenome – que também ganhou um lugar de destaque na tatuagem desenhada nas costas – que a escritora assumiu seu assento na academia.

O presidente da ABL, Merval Pereira, disse que “a nova acadêmica foi eleita Heloisa Buarque de Hollanda e diplomada Heloisa Teixeira”.

Durante discurso, Heloisa fez questão de citar a disparidade de gênero encontrada dentro da própria ABL. “Ainda somos pouquíssimas nessa casa: apenas dez mulheres foram eleitas acadêmicas contra um total de 339 homens, o que reflete a desigualdade entre a eleição de homens e mulheres na ABL”. A academia foi inaugurada em 20 de julho de 1897.

Eleita com 34 dos 37 votos, ela disse que entra na academia, aos 84 anos, alinhada com o projeto de renovação. “Esse atual projeto de abertura me fascina. E isso não é nem o começo. Tem que ter mulher, negro, índio. Porque são excelentes também. Isso é o Brasil, a democracia. Eu estou muito feliz de chegar nesse momento na academia”, destacou Heloísa, que teceu uma série de elogios à instituição.

“O que é discutido aqui é muito sério. São os problemas da língua nacional, o que é certo, errado, bom ou ruim, e não tem nada mais político e importante. Acho que seria maravilhoso divulgar a gravidade desse assunto para o público em geral. É bacana defender a palavra, a língua, a literatura nacional, a liberdade de expressão. É uma instituição a qual vale a pena pertencer.”

A escritora e crítica cultural passa a ser a décima mulher eleita para a ABL. A cadeira 30 tem como fundador o contista Pedro Rabelo e como patrono o jornalista e romancista Pardal Mallet. Já ocuparam o assento como titulares o advogado Heráclito Graça, o médico Antônio Austregésilo e o ensaísta, filólogo e lexicógrafo Aurélio Buarque, além de Nélida Piñon.

Nascida em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, Heloisa se mudou com a família para o Rio de Janeiro aos 4 anos. Filha de um médico, professor e uma dona de casa, é mãe de três filhos: Lula, André e Pedro, todos cineastas.

Trajetória

Uma das principais vozes do feminismo brasileiro, Heloísa Buarque de Hollanda – agora, Heloísa Teixeira – é formada em letras clássicas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), com mestrado e doutorado em literatura brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-doutorado em sociologia da cultura na Universidade de Columbia, em Nova York. É diretora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC-Letras/UFRJ), onde coordena o Laboratório de Tecnologias Sociais, do projeto Universidade das Quebradas, e o Fórum M, espaço aberto para o debate sobre a questão da mulher na universidade.

Seu campo de pesquisa privilegia a relação entre cultura e desenvolvimento, área em que se tornou referência, dedicando-se às áreas de poesia, relações de gênero e étnicas, culturas marginalizadas e cultura digital. Nos últimos anos, vem trabalhando com o foco nas produções das periferias das grandes cidades, no feminismo, bem como no impacto das novas tecnologias digitais e da internet na produção e no consumo culturais.

Entre os livros publicados, destaca-se a histórica coletânea 26 Poetas Hoje, de 1976, que revelou uma geração de poetas “marginais”, como Ana Cristina Cesar, Cacaso e Chacal. O livro trazia a atmosfera coloquial e irreverente que marcaria a década de 1970, também chamada de geração mimeógrafo ou geração marginal. Eram poetas que estavam à margem do circuito das grandes editoras e que produziam seus livros de maneira artesanal, em casa, em pequenas tiragens vendidas em centros culturais, bares e nas portas dos cinemas. O livro foi uma resposta direta aos anos de chumbo e se tornou um clássico da poesia brasileira, referência incontornável para escritores e leitores de poesia.

Com o nome de casada, Heloísa Buarque de Hollanda publicou também: Macunaíma, da literatura ao cinema; Cultura e Participação nos anos 60; Pós-Modernismo e Política; O Feminismo como Crítica da Cultura; Guia Poético do Rio de Janeiro; Asdrúbal Trouxe o Trombone: memórias de uma trupe solitária de comediantes que abalou os anos 70; entre outros.




Fonte: Agência Brasil

Usando o sobrenome da mãe, Heloisa Teixeira toma posse na ABL


A escritora Heloisa Teixeira tomou posse agora à noite (28) na cadeira 30 da Academia Brasileira de Letras (ABL), vaga desde a morte da escritora Nélida Piñon, em dezembro. Recentemente, Heloisa aposentou o sobrenome famoso Buarque de Hollanda – que era do primeiro marido, o advogado e galerista Luiz Buarque de Hollanda – e passou a adotar o Teixeira, de origem materna. Foi com o novo sobrenome – que também ganhou um lugar de destaque na tatuagem desenhada nas costas – que a escritora assumiu seu assento na academia.

O presidente da ABL, Merval Pereira, disse que “a nova acadêmica foi eleita Heloisa Buarque de Hollanda e diplomada Heloisa Teixeira”.

Durante discurso, Heloisa fez questão de citar a disparidade de gênero encontrada dentro da própria ABL. “Ainda somos pouquíssimas nessa casa: apenas dez mulheres foram eleitas acadêmicas contra um total de 339 homens, o que reflete a desigualdade entre a eleição de homens e mulheres na ABL”. A academia foi inaugurada em 20 de julho de 1897.

Eleita com 34 dos 37 votos, ela disse que entra na academia, aos 84 anos, alinhada com o projeto de renovação. “Esse atual projeto de abertura me fascina. E isso não é nem o começo. Tem que ter mulher, negro, índio. Porque são excelentes também. Isso é o Brasil, a democracia. Eu estou muito feliz de chegar nesse momento na academia”, destacou Heloísa, que teceu uma série de elogios à instituição.

“O que é discutido aqui é muito sério. São os problemas da língua nacional, o que é certo, errado, bom ou ruim, e não tem nada mais político e importante. Acho que seria maravilhoso divulgar a gravidade desse assunto para o público em geral. É bacana defender a palavra, a língua, a literatura nacional, a liberdade de expressão. É uma instituição a qual vale a pena pertencer.”

A escritora e crítica cultural passa a ser a décima mulher eleita para a ABL. A cadeira 30 tem como fundador o contista Pedro Rabelo e como patrono o jornalista e romancista Pardal Mallet. Já ocuparam o assento como titulares o advogado Heráclito Graça, o médico Antônio Austregésilo e o ensaísta, filólogo e lexicógrafo Aurélio Buarque, além de Nélida Piñon.

Nascida em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, Heloisa se mudou com a família para o Rio de Janeiro aos 4 anos. Filha de um médico, professor e uma dona de casa, é mãe de três filhos: Lula, André e Pedro, todos cineastas.

Trajetória

Uma das principais vozes do feminismo brasileiro, Heloísa Buarque de Hollanda – agora, Heloísa Teixeira – é formada em letras clássicas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), com mestrado e doutorado em literatura brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pós-doutorado em sociologia da cultura na Universidade de Columbia, em Nova York. É diretora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC-Letras/UFRJ), onde coordena o Laboratório de Tecnologias Sociais, do projeto Universidade das Quebradas, e o Fórum M, espaço aberto para o debate sobre a questão da mulher na universidade.

Seu campo de pesquisa privilegia a relação entre cultura e desenvolvimento, área em que se tornou referência, dedicando-se às áreas de poesia, relações de gênero e étnicas, culturas marginalizadas e cultura digital. Nos últimos anos, vem trabalhando com o foco nas produções das periferias das grandes cidades, no feminismo, bem como no impacto das novas tecnologias digitais e da internet na produção e no consumo culturais.

Entre os livros publicados, destaca-se a histórica coletânea 26 Poetas Hoje, de 1976, que revelou uma geração de poetas “marginais”, como Ana Cristina Cesar, Cacaso e Chacal. O livro trazia a atmosfera coloquial e irreverente que marcaria a década de 1970, também chamada de geração mimeógrafo ou geração marginal. Eram poetas que estavam à margem do circuito das grandes editoras e que produziam seus livros de maneira artesanal, em casa, em pequenas tiragens vendidas em centros culturais, bares e nas portas dos cinemas. O livro foi uma resposta direta aos anos de chumbo e se tornou um clássico da poesia brasileira, referência incontornável para escritores e leitores de poesia.

Com o nome de casada, Heloísa Buarque de Hollanda publicou também: Macunaíma, da literatura ao cinema; Cultura e Participação nos anos 60; Pós-Modernismo e Política; O Feminismo como Crítica da Cultura; Guia Poético do Rio de Janeiro; Asdrúbal Trouxe o Trombone: memórias de uma trupe solitária de comediantes que abalou os anos 70; entre outros.




Fonte: Agência Brasil

Bolsonaro recebeu R$ 17,5 milhões via Pix, aponta relatório do Coaf


O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu, nos seis primeiros meses deste ano, R$ 17,5 milhões via Pix. Os valores constam de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) enviado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura os atos golpistas de 8 de janeiro.

Inicialmente divulgadas pelo jornal Folha de S.Paulo, as informações foram confirmadas pela TV Brasil. Ao todo, foram 769 mil transações registradas de 1º de janeiro a 4 de julho. Nesse período, a conta do ex-presidente movimentou R$ 18,5 milhões, dos quais R$ 17,5 milhões chegaram via Pix.

O próprio Coaf classifica essas movimentações nas contas de Bolsonaro como atípicas. A suspeita do órgão, que investiga se houve lavagem de dinheiro, é que os recursos tenham sido doados por apoiadores do ex-presidente para pagar multas judiciais recebidas por ele. Parte dos recursos recebidos, indica o relatório, foi convertida em aplicações financeiras.

Os valores repassados pelos remetentes também aparecem no documento. Na lista, constam nomes de empresários, militares, agricultores e advogados, sendo que pelo menos 18 enviaram valores entre R$ 5 mil e R$ 20 mil. O PL, partido do ex-presidente, transferiu quase R$ 48 mil em duas operações.

Nas contas bancárias de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro preso desde o início de maio, o Coaf registrou uma movimentação de quase R$ 4 milhões entre julho do ano passado e maio deste ano. As transações são consideradas suspeitas porque o valor é incompatível com a renda dele, que tem salário bruto de R$ 26 mil.

Mauro Cid está sendo investigado a pedido da CPMI do Golpe, que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal do militar. Entre as movimentações analisadas, uma ordem de pagamento para os Estados Unidos, de R$ 368 mil, chamou a atenção. A transação foi realizada em janeiro, quando Bolsonaro estava no país.

Defesa

A defesa de Mauro Cid informou que todas as movimentações financeiras dele, inclusive as internacionais, são lícitas e foram esclarecidas à Polícia Federal. A defesa de Jair Bolsonaro afirmou que a divulgação das informações bancárias do ex-presidente consiste em “inaceitável” e “criminosa” violação de sigilo bancário e que os valores vêm de doações feitas por apoiadores, com origem absolutamente lícita.




Fonte: Agência Brasil