Rio Grande do Sul permanece em alerta por causa de ciclone


O governador em exercício do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza (ao centro), informou, em entrevista coletiva nesta quinta-feira (13), que o estado continua em alerta por causa das fortes chuvas, vendavais e queda de granizo causados pela passagem de um ciclone extratropical no Sul do país. Segundo ele, também são esperadas enchentes na região. 

Em todo o estado, 49 municípios foram atingidos, e 23 pessoas ficaram feridas, todas fora de perigo. Dessas, 15 estão na cidade de Sede Nova, onde uma vítima foi hospitalizada por causa de uma fratura, e oito estão em Tapejara. Foi registrada uma morte, na cidade de Rio Grande, após a queda de uma árvore sobre uma residência.

Na capital Porto Alegre, a falta de luz e os alagamentos de ruas e avenidas também causaram transtornos no trânsito, mesmo depois da interrupção das aulas na rede pública de todo o estado, decretado ainda na tarde de quarta-feira (12).

Segundo o governador em exercício, as aulas foram suspensas por precaução por causa das rajadas de vento que poderiam representar uma ameaça às pessoas em deslocamento. Já há uma confirmação de que no município de Sede Nova algumas escolas também teriam sido atingidas pelas rajadas de vento, afetando telhados e algumas estruturas.

De acordo com Souza, o município de Sede Nova foi o mais afetado pelos efeitos do ciclone extratropical e, por isso, o governo do estado enviou um caminhão com 100 kits de higiene e 100 cestas de alimentos para auxiliar nas ações de ajuda humanitária. “Temos a intenção, assim que for possível, nos deslocar de Porto Alegre e de visitar o município de Sede Nova que foi o mais atingido”, disse ele.

As avarias em outros prédios públicos ainda estão sendo contabilizadas pelo estado, mas o governador reforçou o pedido à população para que se mantenha abrigada e acompanhe os alertas da Defesa Civil.




Fonte: Agência Brasil

Justiça dá prazo de 15 dias para a Prefeitura de Presidente Prudente se manifestar sobre a ausência de AVCB no Camelódromo




Poder Executivo informou ao g1 que solicitará uma nova vistoria no local, para a obtenção do documento, a partir da conclusão dos serviços solicitados pelo Corpo de Bombeiros, prevista para esta sexta-feira (14). Camelódromo de Presidente Prudente (SP) funciona sem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
Leonardo Jacomini/g1
O juiz da Vara da Fazenda Pública da Comarca de Presidente Prudente (SP), Darci Lopes Beraldo, concedeu nesta quinta-feira (13) um prazo de 15 dias para a Prefeitura se manifestar sobre um questionamento feito pelo promotor de Justiça Jurandir José dos Santos acerca da ausência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) para o funcionamento do Camelódromo, na Praça da Bandeira.
O representante do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP) requereu a intimação da Prefeitura, o que foi deferido pelo magistrado, para demonstrar, “de forma concreta, as providências adotadas para regularização da questão perante o Corpo de Bombeiros”.
Na petição protocolada na Justiça, o promotor afirmou que tomou conhecimento pela imprensa, e anexou uma notícia publicada pelo g1 no último sábado (8), de que o também chamado Shopping Popular “não dispõe de AVCB, documento imprescindível para atestar a segurança do local”.
Em nota ao g1, a Prefeitura informou que estão em execução os serviços solicitados pelo Corpo de Bombeiros para a adequação do Camelódromo, com previsão de término nesta sexta-feira (14), e a partir da conclusão dos trabalhos será solicitada uma nova vistoria para a obtenção do AVCB.
“Nesta sexta-feira, terminam os serviços e solicitamos vistoria para pegar o alvará”, concluiu o Poder Executivo ao g1.
Irregularidades constatadas
Após ter ficado fechado por um período de 42 meses para obras de reforma, o Camelódromo instalado na Praça da Bandeira foi reaberto pela Prefeitura de Presidente Prudente, no último dia 1º de julho, mesmo sem ainda dispor do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros.
Em nota oficial enviada ao g1, o primeiro tenente Marcos Ferreira de Souza, chefe da Superintendência de Atividades Técnicas (SAT) do 14º Grupamento de Bombeiros, informou que o Corpo de Bombeiros esteve no Camelódromo em 30 de junho para a realização de uma vistoria, tendo em vista que a inauguração da reforma do também chamado Shopping Popular estava programada para o dia seguinte.
“Durante a vistoria de regularização, foram constatadas irregularidades nas medidas de segurança contra incêndio que impediram a emissão do AVCB naquele momento, cabendo ao responsável pelo projeto sanar as irregularidades e solicitar nova vistoria. Ou seja, agora a aprovação do AVCB depende da execução das medidas de segurança contra incêndio previstas para o local e estas devem estar em perfeito funcionamento”, explicou o oficial.
Ainda de acordo com o primeiro tenente, no caso do Camelódromo de Presidente Prudente, o referido projeto teve sua análise aprovada em 25 de maio de 2023. O responsável pelo projeto solicitou, então, a vistoria da edificação em 30 de junho de 2023 e o Corpo de Bombeiros esteve no local para a realização da vistoria no mesmo dia, haja vista que estava marcada a inauguração para 1º de julho.
Na nota oficial, o Corpo de Bombeiros informou que toda edificação ou área de risco no Estado de São Paulo deve possuir a licença do “Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros”, o chamado AVCB, válido, com exceção das habitações unifamiliares.
Trata-se de uma licença que certifica que o local encontra-se atendendo as normas referentes às medidas de segurança contra incêndio e pânico.
“Logo, mostra-se muito importante, pois, locais com a licença em dia e com as respectivas medidas de segurança contra incêndio em funcionamento possuem menor chance de ocorrer um incêndio”, pontuou o primeiro tenente Marcos Ferreira de Souza.
Segundo o oficial, o processo para a obtenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros para as edificações e áreas de risco está disposto no decreto estadual 63.911/18, que é o Regulamento de Segurança contra Incêndios das edificações e áreas de risco no Estado de São Paulo, e nas respectivas instruções técnicas do Corpo de Bombeiros.
O primeiro tenente Marcos Ferreira de Souza esclareceu que o processo de obtenção do AVCB é dividido basicamente em três fases:
análise de projeto de segurança contra incêndio,
vistoria de regularização após execução das medidas de segurança contra incêndio e,
em caso de aprovação, apresentação de documentos dos responsáveis técnicos.
A análise de projeto é o procedimento de verificação da documentação e das plantas das medidas de segurança contra incêndios das edificações e áreas de risco quanto ao atendimento das exigências do decreto estadual 63.911/18.
Já a vistoria de regularização é a forma pela qual o Corpo de Bombeiros verifica, in loco, mediante solicitação do proprietário, responsável pelo uso ou responsável técnico, se as medidas de segurança contra incêndio e emergências foram atendidas.
Obras de reforma
Após passar um período de 42 meses fechado em decorrência da realização das obras de revitalização determinada pela Justiça, o Camelódromo localizado na Praça da Bandeira, no Centro de Presidente Prudente, voltou a funcionar, porém, ainda com menos da metade de sua capacidade total.
O também chamado Shopping Popular possui 240 boxes comerciais, mas a retomada das atividades no local contou com 94 permissionários aptos a trabalhar, ou seja, apenas 39,16% da capacidade total preenchidos.
O local também contará com uma Praça de Alimentação, com 19 espaços comerciais, entretanto, ainda sem previsão de início de funcionamento.
Desde o dia 3 de julho, estão abertas as inscrições para o cadastramento, a seleção e a habilitação de comerciantes interessados em ocupar 80 boxes do Camelódromo que ainda não foram preenchidos e estão disponíveis. Todos os inscritos até o dia 17 no edital de chamamento público participarão de um sorteio em 26 de julho, às 10h, no Ginásio de Esportes do Tênis Clube de Presidente Prudente. Na ocasião, serão sorteados 300 interessados para compor o cadastro reserva de boxistas.
No período entre 27 de julho e 12 de agosto, os 80 primeiros interessados elencados no cadastro reserva deverão apresentar cópias digitalizadas dos documentos exigidos pela Prefeitura para a análise e a preparação da lista de habilitados. A documentação apresentada pelos sorteados será avaliada por uma Comissão de Seleção composta de três membros e nomeada especificamente para essa finalidade. O resultado final da avaliação dos documentos será divulgado no site da Prefeitura assim que concluída a análise pela Comissão de Seleção, com previsão de 21 de agosto.
Com relação aos outros 19 boxes destinados à Praça de Alimentação, o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Mateus Ramos Grosso, adiantou ao g1 que a Prefeitura ainda deverá abrir “nos próximos meses” um processo de licitação para a ocupação daqueles espaços comerciais.
VEJA TAMBÉM:
Após 42 meses fechado, Camelódromo volta a funcionar em Presidente Prudente com ocupação de menos da metade dos boxes comerciais
Chamamento público abre inscrições para comerciantes interessados em ocupar 80 boxes vagos no Camelódromo de Presidente Prudente
Lei que dá nome ao Camelódromo de ‘Ana Cardoso Maia de Oliveira Lima – Dona Ana’ entra em vigor em Presidente Prudente
Novas regras de funcionamento do Camelódromo de Presidente Prudente entram em vigor; veja o que PODE e o que está PROIBIDO no local
A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Ana Paula Athayde Setti, explicou ao g1 que, atualmente, são 94 boxistas aptos a entrar no Camelódromo.
Segundo a Prefeitura, ainda existem outros 90 comerciantes que foram suspensos, sendo 30 pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP) e 60 pela própria administração municipal, e aguardam a definição de recursos para saber se poderão ou não ocupar os espaços no Shopping Popular.
Ana Paula esclareceu ao g1 que a Praça de Alimentação ainda não tem prazo de ocupação.
“Nós estamos finalizando as tratativas da estrutura de como vai ser o projeto juntamente com o Ministério Público, que fez alguns apontamentos”, afirmou a secretária.
Ela ainda reforçou que a fiscalização da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Presidente Prudente (Sedepp) será feita “com bastante intensidade” para acompanhar o funcionamento do novo Camelódromo.
“Isso aqui vai ser uma nova fase, um divisor de águas, principalmente com essa integração que nós teremos à Vila Marcondes”, disse ela.
Atraso e custo final
As obras de reforma do Camelódromo tiveram início em janeiro de 2020 e deveriam ter sido concluídas em setembro daquele mesmo ano, mas sofreram um atraso de 32 meses e só foram encerradas em maio de 2023.
A Prefeitura detalhou que os gastos com a reforma do Camelódromo totalizaram R$ 6.702.672,95, envolvendo R$ 1.023.486,23 na construção de módulos de boxes e R$ 5.679.186,72 na revitalização do Shopping Popular.
No entanto, ainda de acordo com o Poder Executivo, o valor inicial orçado para a reforma era de R$ 3.979.528,28, englobando R$ 2.956.042,05 na revitalização e R$ 1.023.486,23 na construção dos boxes.
Através da lei municipal nº 11.145/2023, o novo Camelódromo recebeu o nome da educadora Ana Cardoso Maia de Oliveira Lima, a Dona Ana, que também foi vereadora em Presidente Prudente entre os anos de 2001 e 2004.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Balas perdidas matam 31 pessoas no Grande Rio este ano


Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (13) pela organização não governamental Instituto Fogo Cruzado revela que 31 pessoas morreram vítimas de balas perdidas na região metropolitana do Rio de Janeiro este ano. Esse tipo de ocorrência também deixou 70 pessoas feridas. 

Em relação ao mesmo período de 2022, houve aumento de 138% (mais que o dobro) no número de mortes (13) e de 59% no total de feridos (44).

As balas perdidas são ocorrências em que as vítimas não estão diretamente envolvidas no fato que originou o disparo, ou seja, o tiro não era endereçado à vítima. A pessoa é, portanto, atingida de forma não intencional.

Entre as vítimas, estão 11 crianças das quais cinco morreram, e 12 adolescentes, dos quais três não resistiram aos ferimentos. Um dos casos mais recentes foi o do menino Dijalma de Azevedo Clemente, de 11 anos de idade, morto por um tiro durante confronto entre policiais militares e criminosos armados, quando ia para a escola, no município de Maricá.

Dijalma é uma das 57 vítimas de balas perdidas durante ações policiais, de acordo com o Fogo Cruzado. Trocas de tiros envolvendo a polícia resultaram em 19 mortos e 38 feridos com balas perdidas este ano, o que significa que as operações policiais foram as ocorrências de fundo para 56% dos casos de balas perdidas no Grande Rio.

Violência

“Desde 2016, o Fogo Cruzado monitora casos de balas perdidas e, ano após ano, vemos essa triste marca de 100 vítimas ser atingida sem qualquer resposta do poder público. Pior, o estado do Rio de Janeiro deixou de produzir esse dado em 2012 e, sem o Fogo Cruzado, a população não teria acesso a essa informação. É preciso cobrar do governo uma resposta urgente e eficaz para frear essa violência que coloca em risco a vida da população todos os dias”, explica o coordenador do Fogo Cruzado no Rio de Janeiro, Carlos Nhanga.

A Polícia Militar (PM) informou que suas ações são pautadas por informações de inteligência e têm planejamento prévio. Há, segundo a PM, preocupação central com a preservação de vidas e cumprimento da legislação.

“De acordo com dados do ISP [Instituto de Segurança Pública], o índice de mortes por intervenção de agentes do Estado sofreu uma redução de mais de 15% no Rio de Janeiro de janeiro a maio deste ano, em comparação com o mesmo período de 2022. Oscilações pontuais deste e de outros indicadores estratégicos são permanentemente verificadas para ajustes”, informa nota da PM. “A opção pelo confronto é sempre dos criminosos”, acrescenta.

Já a Polícia Civil informou que desconhece a metodologia utilizada pela Organização Não Governamental (ONG) Fogo Cruzado.

“A Polícia Civil possui investigações em andamento, realiza trabalhos de inteligência e diligências para identificar os autores envolvidos nessas ocorrências. A instituição ressalta que as operações policiais priorizam sempre a preservação de vidas, tanto dos agentes quanto dos cidadãos”, diz a nota divulgada pela polícia.




Fonte: Agência Brasil

Acidente entre bicicleta e motocicleta deixa dois homens feridos na Estrada Vicinal Roberto Romanini, em Osvaldo Cruz




Vítimas, de 22 e 50 anos, foram encaminhadas à Santa Casa, nesta quarta-feira (13). Ciclista ficou ferido após acidente com motociclista, na Estrada Vicinal Roberto Romanini, em Osvaldo Cruz (SP)
Cristiano Nascimento/Jornal Cidade Aberta
Dois homens, de 22 e 50 anos, ficaram feridos em um acidente de trânsito entre uma bicicleta e uma motocicleta, na noite desta quarta-feira (12), na Estrada Vicinal Roberto Romanini, em Osvaldo Cruz (SP).
De acordo com informações da Polícia Militar ao g1, na tarde desta quinta-feira (13), após uma colisão entre as duas pessoas, ambos foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros e encaminhados à Santa Casa de Misericórdia do município.
A PM ainda citou que, após os atendimentos, as vítimas receberam alta médica nesta quinta-feira.
A Polícia Científica realizou a perícia técnica no local, com o objetivo de apurar as causas e circunstâncias do acidente

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Justiça decreta prisão preventiva de homem suspeito de tentar matar irmã e vizinha com golpes de facão, em Presidente Prudente | Presidente Prudente e Região


A Justiça decretou, durante audiência de custódia nesta quinta-feira (13), a prisão preventiva do homem, de 59 anos, que é suspeito de dupla tentativa de feminicídio contra a própria irmã, uma mulher de 66 anos, e uma vizinha, de 80 anos, com golpes de facão, na Vila Cláudia Glória, em Presidente Prudente (SP).




Fonte: G1

Defesa Civil confirma uma morte após passagem de ciclone no RS


A Defesa Civil do Estado do Rio Grande do Sul confirmou a morte de uma pessoa, após a queda de uma árvore sobre uma residência, na cidade de Rio Grande. As informações mais detalhadas sobre a vítima não foram confirmadas porque a cidade enfrenta limitações de comunicação por causa da passagem do ciclone extratropical que se formou na região.

Segundo a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Jeane Lima, as últimas 24 horas que terminaram na manhã desta quinta-feira foram as mais críticas. A passagem do ciclone causou vendavais com ventos que chegaram a atingir 146,9 quilômetros por hora, na cidade de Bom Jardim da Serra. Outras cidades como Canguçu, Canela e Cambará do Sul, no Rio Grande do Sul, e Joaçaba e Chapecó, em Santa Catarina, também registraram vendavais.

Um volume aumentado de chuvas também foi registrado na região, com 115,4 mm (milímetros), em Bagé (RS), e 100,2 mm, em Canguçu. Segundo o Inmet, o ciclone já se deslocou para o Oceano Atlântico e começa a perder força, mas o alerta vermelho foi mantido para a faixa leste do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Na faixa leste de São Paulo, há um alerta laranja para vendaval e, no litoral do Rio de Janeiro, o alerta laranja é para ventos costeiros.






Fonte: Agência Brasil

Bixiga terá três atos no sétimo dia da despedida de Zé Celso


Será celebrada na noite desta quinta-feira (13) a missa de sétimo dia do ator e dramaturgo José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso. Segundo mensagem publicada nas redes sociais do Teatro Oficina Uzyna Uzona, a cerimônia será às 19h30, na Paróquia Nossa Senhora Achiropita, à Rua Treze de Maio, 478, no bairro do Bixiga, região central da cidade. Em seguida, no Teatro Oficina, às 20h, haverá a apresentação Go Back Torqu4to – Rito Ethernidade dos Poetas.

Às 16h, a calçada do teatro será lavada e, em seguida, será plantada em frente ao prédio uma muda de ipê-menino, presente das atrizes Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, que são mãe e filha. Em um vídeo gravado para o Teatro Oficina, Fernanda Montenegro homenageou Zé Celso. “No mistério que é a vida, ao plantar uma árvore nesse nosso chão, ao se enraizar, ela alcança o sagrado. Essa árvore simboliza a nossa cultura nesse espaço que está aqui diante de nós. Simboliza o Oficina. Esta árvore viu Zé, esta árvore é você”, disse a atriz.

Fernanda Torres lembrou os sete dias da ausência de Zé Celso e disse que o artista não está ausente porque semeou cultura ao longo de décadas por meio do teatro, falando sobre o povo brasileiro, sobre o Brasil, mostrando uma compreensão sobre o país, desde os fundamentos ao que a nação pode ser como povo inclusivo, liberto, progressivo e criativo.

“É um cara que entendia teatro como um ato sobre o agora, sobre quem somos nós, sobre nosso futuro. E eu fiquei superemocionada, porque a importância do Zé Celso, do Oficina e da obra inteira foi reconhecida, reverenciada. Eu sei que vocês vão plantar o Ipê que eu e minha mãe demos ao Zé em frente ao teatro como um berçário até o dia que ele for transferido para o Parque do Bixiga”, afirmou.

A atriz se referiu à luta pela criação de um parque localizado ao lado do Teatro Oficina, onde há interesse e possibilidade de ser construído mais um prédio. “Memória não queima. Somos cheios de memória, ainda que andemos esquecidos disso. Precisamos dessa memória ativa e com capacidade de curar. Com essa força criativa, vamos deixar viva toda memória da chama José Celso Martinez Corrêa. Podemos todos nos ligar à luta pelo Parque Bixiga, ir ao parque, respirar o “último vazio respirante do centro de São Paulo”, diz o Teatro Oficina em uma publicação.




Fonte: Agência Brasil

Minha Casa, Minha Vida é reparação histórica com o povo, diz Lula


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (13) o projeto de lei que cria o novo programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). Entre as novidades estão a ampliação do acesso de faixas de renda; a redução de taxas; e o aumento do subsídio para aquisição de imóveis. 

Durante a cerimônia de lançamento da nova edição do programa, Lula lembrou que o déficit habitacional é um problema histórico e crônico no Brasil.

“Em 1974, na primeira campanha vitoriosa do PMDB, foi dito que o Brasil tinha um déficit habitacional de 7 milhões de casas. Isso foi há 48 anos. Hoje eu vejo as pessoas falarem que temos um déficit ainda de 6 a 7 milhões de casas, mesmo com o programa MCMV fazendo 6 milhões de casas nesses últimos anos”, disse o presidente.

“Isso demonstra a necessidade do Estado se sentir obrigado a fazer essa reparação”, acrescentou.

As novas regras já estavam em vigor desde o último dia 7, por conta da MP 1.162/23, aprovada em fevereiro pelo Congresso Nacional. Segundo o Planalto, até o início de julho 10.094 unidades já haviam sido entregues em 14 estados. O investimento, até então, já estava em R$ 1,17 bilhão.

De acordo com o Planalto, com as novas regras populações de rua também poderão acessar o programa. A previsão é de que, até o final do ano, sejam entregue mais 8 mil unidades habitacionais, e que 21,6 mil obras sejam retomadas. A meta é contratar 2 milhões de moradias até 2026.

Antes da cerimônia de assinatura, Lula já havia comentado sobre a nova etapa do programa, via redes sociais:

Faixas de renda

Tanto as faixas de renda para beneficiários, como o valor a ser financiado foram ampliados. Com isso, a Faixa 1 do programa contemplará famílias com renda mensal de até R$ 2.640. Já a Faixa 2 contemplará famílias com renda entre R$ 2.640 e R$ 4,4 mil; e a Faixa 3, para famílias com renda mensal entre R$ 4,4 mil e R$ 8 mil.

Já com relação ao valor do imóvel, o financiamento máximo será de R$ 170 mil para empreendimentos voltados à Faixa 1; R$ 264 mil para a Faixa 2; e R$ 350 mil para a Faixa 3.

No caso do MCMV rural, o valor máximo para novas moradias passou de R$ 55 mil para R$ 75 mil. Já o financiamento para melhoria de uma moradia passou de R$ 23 mil para R$ 40 mil.

As taxas de juros variam de acordo com a região e com a renda, indo de 4% ao ano a 5,5%, no caso da Faixa 1; de 4,75% a 7%, para a Faixa 2; e de 7,66% a 8,16% para a Faixa 3.

O governo federal aumentou também os descontos oferecidos para as famílias que acessarem o financiamento com recursos do FGTS para a aquisição do imóvel – de R$ 45,7 mil para R$ 55 mil, restrito aos beneficiários da Faixa 1. Segundo o Planalto, esse limite não era revisto desde 2017

As prestações mensais pagas pelos beneficiários da Faixa 1 serão proporcionais à renda, com um valor mínimo de R$ 80, ao longo de um período de 5 anos.

Avanços

As novas contratações do MCMV trazem melhorias, também, nas especificações dos imóveis. Entre as melhorias estão o aumento da área mínima das unidades, de 40 metros quadrados (m²) para casas e de 41,50 m² para apartamentos; e a criação de varandas “para oferecer um espaço adicional aos moradores”. Além disso, os conjuntos deverão ter sala de biblioteca e equipamentos para a prática esportiva.

Ainda entre as melhorias está a necessidade de o terreno estar localizado na malha urbana, próximo a infraestruturas completas já instaladas e consolidadas – o que inclui acesso a equipamentos públicos de educação, saúde e assistência social, além de acesso a comércio e serviços e transporte público coletivo.

“Terrenos mais bem qualificados podem receber um valor adicional em sua aquisição, incentivando a qualidade e adequação das localizações dos empreendimentos”, complementou o Planalto.

Repercussão

Segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato de Souza Correia, mais de 6 milhões de habitações já foram construídas graças ao programa, desde sua primeira versão, em 2009. Na solenidade de sanção das novas regras, ele avaliou como “positiva” a nova versão do programa:

“A CBIC avalia de forma muito positiva a versão atual do MCMV, pois volta a contemplar, com recursos da União, a parcela mais carente da população brasileira, que sofre com habitações precárias e com aluguéis muito caros. O governo já estaria de parabéns se ficasse somente nessa parte, mas fez mais: ajustou o programa nas faixas financiadas pelo FGTS.”

Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, os entraves e o atraso promovido pelo governo anterior deixou de concluir 186 mil unidades habitacionais. “Destas, 83 mil unidades estavam paralisadas”, disse o ministro. Ele acrescentou que o programa conseguiu retomar mais de 17 mil casas e já entregou mais de 10 mil moradias, beneficiando mais de 100 mil brasileiros que buscavam habitação.

Representante do Movimento Camponês Popular, Jéssica Briito lembrou que a atual edição do MCMV só foi possível no campo, enquanto política pública, após muito diálogo e reivindicações por parte dos camponeses.

“Só chegou nas diversas populações do campo, em todas as regiões desse país, graças a parceria com os movimentos do campo que historicamente fazem a luta por reforma agrária; pelo reconhecimento do campesinato na tarefa permanente de produzir alimentos; e pela luta por melhores condições de produção e de vida no campo. Essas organizações ousaram lutar e reivindicar o direito à moradia para essas populações”, disse.

“A moradia no campo, para nós, é um elemento de permanência das famílias no campo. Mais do que isso, ela é também um elemento de transformação da autoestima das mulheres camponesas, porque somos nós, mulheres, que sentimos de perto a dureza de não ter um teto e um lar seguro para os nossos filhos. Nos fortalece muito a retomada desse programa, tendo como um dos principais critérios de atendimento as mulheres camponesas.”

Representante da Confederação Nacional das Associações de Moradores, Bartira Costa defendeu a priorização de políticas urbanas, enquanto “agenda prioritária para o desenvolvimento urbano do Brasil, tendo a cidade como direito e não apenas como moradia”; a “retomada imediata” do Conselho das Cidades; e a convocação da Conferência das Cidades.

“Precisamos também garantir a universalização do acesso aos serviços de saneamento básico para todas as pessoas independente do local e das condições de moradias, bem como da capacidade de pagamento. Para isso é fundamental fortalecer as empresas e os serviços públicos de saneamento; retomar os investimentos do plano enquanto instrumento de planejamento. O saneamento deve ser encarado como política estratégica para o desenvolvimento do Brasil, condicionante da qualidade de vida nas cidades”, disse.






Fonte: Agência Brasil

Distribuição de alimentos em situações de emergência é regulamentada


O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) publicou, nesta quinta-feira (13), uma portaria que define regras para a Ação de Distribuição de Alimentos (ADA) nos municípios em situação de emergência, ou estado de calamidade pública. O documento acrescenta à Política Nacional de Proteção e Defesa Civil normas de assistência às famílias em situação de insegurança alimentar e nutricional e diminui a burocracia.

A principal mudança que a nova regra traz é a dispensa de situação de emergência, ou de estado de calamidade pública decretados, para atendimento aos povos e comunidades tradicionais, ou grupos populacionais específicos, organizados ou não, e identificados pelas características socioculturais, econômicas ou conjunturais particulares.

A norma também estabelece que a solicitação das cestas de alimentos junto ao MDS pode ser feita pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, ou órgãos federais responsáveis por acompanhar povos e comunidades tradicionais, ou grupos populacionais específicos. Esses órgãos passam a ser os responsáveis por identificar as demandas e estabelecer prioridades, além de registrar a entrega dos alimentos com as informações pessoais dos beneficiados, CPF, número de identificação social (NIS) e assinatura.

Nos casos de solicitação feita pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, haverá um levantamento de demanda junto aos estados e municípios, que passará a assumir a responsabilidade pela distribuição das cestas e fiscalização, após a entrega das cestas de alimentos pelo MDS.

Estados e municípios também serão responsáveis pela prestação de contas, no prazo de 60 dias, com apresentação de relatório disponibilizado no site do MDS, relação de beneficiários com dados pessoais e checklist de recebimento das cestas.

Em caso de irregularidades no ciclo de recebimento das cestas, triagem e identificação das famílias em situação de insegurança alimentar, e destinação das cestas emergenciais, os agentes envolvidos respondem pelos danos causados.

Com as novas regras publicadas, a portaria do extinto Ministério da Cidadania nº 826, criada em 2022, deixa de vigorar, facilitando o atendimento aos povos e comunidades tradicionais em situação de insegurança alimentar e nutricional.




Fonte: Agência Brasil

Frio faz São Paulo liberar abrigo emergencial no Metrô


O governo de São Paulo abrirá o abrigo emergencial para a população em situação de rua da capital nos dias 13, 14 e 15 de julho – desta quinta-feira a sábado. O serviço é oferecido durante o período das baixas temperaturas na Estação Pedro II, da Linha 3 – Vermelha do Metrô. 

Alerta da Defesa Civil prevê frio e temperatura mínima de 8°C na capital paulista e Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) durante as madrugadas de sexta, sábado e domingo. O abrigo na estação Pedro II funciona sempre que são emitidos alertas de temperaturas iguais ou inferiores a 10°C.

O espaço tem capacidade para abrigar até 100 pessoas por dia, entre 19h e 8h da manhã do dia seguinte. Serão disponibilizadas camas de campanha, colchões, cobertores e roupas de frio arrecadadas pela Campanha do Agasalho, do Fundo Social de São Paulo. Banheiros químicos também foram instalados para uso dos abrigados.

Os acolhidos receberão marmitex no jantar, no próprio abrigo, e fichas para tomar café da manhã no restaurante Bom Prato da rua 25 de Março.

As pessoas em situação de rua poderão levar seus animais e será servida ração, mas o governo informou que o abrigo não comporta grandes volumes como carroças ou carrinhos. Também não será permitida a entrada com bebida alcoólica.

Mais frio

De acordo com o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura de São Paulo, as próximas madrugadas serão geladas. A média da temperatura mínima oscila em torno de 9°C e, nos bairros mais distantes do centro expandido, as mínimas serão mais baixas. A sensação térmica será ainda mais baixa devido aos ventos.

Um ciclone extratropical, área de baixa pressão, sobre o Rio Grande do Sul gerou uma frente fria que passou rapidamente na última madrugada em São Paulo, informou o CGE. Durante a madrugada, as maiores rajadas de vento chegaram a 65 km/h às 4h, na região do aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo. No aeroporto de Congonhas, na zona sul, os ventos mais fortes chegaram a 57,4 km/h às 3h34.

Ainda segundo o órgão, esses ventos intensos foram ocasionados pela combinação de frente fria e a borda do ciclone que está com o seu centro sobre o litoral gaúcho.




Fonte: Agência Brasil