Câmara Municipal vota nesta 2ª empréstimo bancário que custará mais de R$ 217 milhões aos moradores de Presidente Prudente




Para a aprovação, é necessária maioria simples dos vereadores, ou seja, sete votos do total de 13 integrantes do Poder Legislativo. Câmara Municipal de Presidente Prudente (SP)
Arquivo/g1
A Câmara Municipal de Presidente Prudente (SP) deverá votar, na noite desta segunda-feira (19), o projeto de lei nº 864/18, que tem como objetivo obter a autorização dos vereadores para a contratação de um empréstimo bancário no valor de até R$ 90 milhões pelo Poder Executivo junto à Caixa Econômica Federal. Se for considerada a taxa de juros de 142%, o valor total do financiamento custará mais de R$ 217 milhões aos cofres públicos municipais.
Para a aprovação, é necessária maioria simples dos vereadores, ou seja, sete votos do total de 13 integrantes do Poder Legislativo. O presidente da Câmara, o vereador Tiago Santos de Oliveira (PTB), só precisará votar se houver empate entre os demais.
O prefeito Ed Thomas (sem partido) respondeu os questionamentos feitos pelo presidente do Poder Legislativo, no último dia 5 de junho. O ofício enviado pelo parlamentar dava um prazo máximo de três dias para a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Sosp) apresentar respostas e informações para subsidiar estudos técnicos do Poder Legislativo sobre os seguintes pontos:
relacionar todas as obras e/ou serviços que serão contemplados pelo empréstimo;
colocar em ordem de prioridade e sequencial o cronograma físico financeiro das obras enumeradas no quesito anterior;
quais serão as formas de contratação das obras e serviços; e
apresentar justificativas e diagnósticos que julgar necessários para o atendimento dos quesitos formulados neste ofício, inclusive, indicando a quantidade de população impactada neste projeto.
No documento enviado por Ed Thomas, no dia 7 de junho, o Poder Executivo relaciona as obras que devem ser executadas utilizando o dinheiro do empréstimo, conforme exemplificado abaixo:
Reforma das unidades de saúde dos quatro distritos pertencentes ao município de Presidente Prudente (Montalvão, Floresta do Sul, Eneida e Ameliópolis);
Melhorias das seguintes vias urbanas: duplicação da Avenida José Campos do Amaral, duplicação da Rua Edson Zangirolami para conexão com a Rua Paulo Bongiovanni, prolongamento da Avenida Hiroshi Yoshio, binário na Rua José Tarifa Conde, ligação entre as ruas Amélio Domingos Mungo e Francisco Ivo, conexão da Rua Paulo Bongiovanni com a Rua José Quirino da Silva, duplicação da Rua Antônio Cuissi, conexão entre a Avenida João Domingos com a Avenida Juscelino Kubitschek, pavimentação da Estrada da Tayrana, prolongamento da Avenida dos Vereadores até a Avenida Coronel José Soares Marcondes, prolongamento da pavimentação da Avenida Antônio Marini e adequações na rotatória, conexão do Residencial São Paulo com o Residencial Bongiovani e prolongamento da Rua Pioneiro Fortunato Lodron até o Parque dos Resedás;
Recapeamento dos seguintes locais: Avenida Salim Farah Maluf, Conjunto Habitacional João Domingos Netto, “diversas ruas da área central”, Jardim Bela Vista, Jardim Panorâmico, Residencial Cremonezi, Residencial Tapajós e Residencial III Milênio;
Conforme o documento, “o recurso também contemplará a contratação de projeto executivo, memorial descritivo, orçamento e cronograma físico/financeiro para solução do alagamento do Parque do Povo, Avenida Tancredo Neves, Rua Ceará, Rua Hygino Lanchi, Rua Assad Elias Naufal, Rua Vasco Preto e diversos outros locais do município”.
VEJA TAMBÉM:
Presidente da Câmara Municipal questiona Prefeitura antes de votação de liberação de empréstimo milionário
Com juros de 142%, empréstimo de R$ 90 milhões vai custar mais de R$ 217 milhões à Prefeitura de Presidente Prudente
Vereadores convocam audiência pública para discutir solicitação de empréstimo de R$ 90 milhões à Prefeitura de Presidente Prudente
Vereador questiona prefeito Ed Thomas sobre tentativa de empréstimo de R$ 90 milhões: ‘É muito preocupante’
A Prefeitura disse ainda que as contratações serão realizadas através de processo licitatório e que o cronograma físico-financeiro das obras estarão disponíveis após esse período.
Por fim, o Poder Executivo afirmou que “as obras devem gerar mais de 2 mil empregos diretos e indiretos ao longo dos próximos dois anos na construção civil, indústria e comércio, além de representar impacto no crescimento do PIB em 2023/2024. Quando o pacote de obras estiver concluído, Presidente Prudente será cada vez mais integrada, receptiva a grandes investimentos e com qualidade de vida para a população”.
O documento é assinado pelo secretário de obras e serviços públicos, Mateus Ramos Grosso.
Prefeitura de Presidente Prudente explica destinação de financiamento de R$ 90 milhões
Posicionamento da Prefeitura
Por meio de nota, nesta segunda-feira, a Prefeitura de Presidente Prudente informou que está sempre à disposição para qualquer tipo de esclarecimentos.
“Foi realizada uma audiência pública, da qual o Governo apresentou as obras que serão realizadas caso o financiamento seja aprovado pela Câmara”, pontuou o Poder Executivo.
O município alegou ainda que “as obras vão beneficiar os moradores das quatro regiões da cidade”.
“Serão recapeadas todas as ruas dos bairros João Domingos Netto, Cremonezi, Bela Vista, Tapajós, Terceiro Milênio, Jardim Panorâmico, além da avenida Salim Farah Maluf e ruas da região central”, detalhou.
“Serão ampliadas salas de aula em creches que têm filas, além da construção do Centro de Autismo. Serão feitas aberturas de avenidas, como a ligação da rua do HR até a avenida Joaquim Constantino, desafogando o trânsito perto do Hospital. Será executada a duplicação da rua que passa em frente a Acae”, prosseguiu.
“Serão feitos projetos para evitar as enchentes em 36 pontos da cidade. Serão feitas pavimentações em quatro avenidas”, concluiu.
Já sobre os juros, a Prefeitura informou que “o contrato prevê a taxa de 142% do CDI [Certificado de Depósito Interbancário]”.
Audiência pública
A Câmara Municipal convocou, no dia 31 de maio deste ano, uma audiência pública para debater o pedido de autorização sobre um empréstimo de R$ 90 milhões solicitado pela Prefeitura de Presidente Prudente.
Os vereadores convocaram a audiência pública durante sessão ordinária no dia 22 de maio de 2023.
A reunião contou com a presença dos vereadores, do prefeito Ed Thomas, alguns secretários da atual gestão e moradores, que questionaram a Administração Pública sobre em quais projetos o dinheiro deve ser utilizado.
Durante o debate, foi apontado pelos vereadores e a população que uma das principais preocupações está relacionada aos juros que seriam gerados pelo empréstimo milionário.
Sobre isso, a Secretária de Finanças, Célia Maria, prestou esclarecimentos.
“A taxa de juros é de 142% do CDI [Certificado de Depósito Interbancário]. É o juros de mercado, então ninguém está falando de financiamento de custo baixíssimo. Não, é um juros de mercado interbancário e ele é muito direcionado a taxa de juros que são baseadas pela Selic. Então nós temos uma tendência de queda Selic [Sistema Especial de Liquidação e Custódia], isso faz com que a projeção do financiamento seja favorável também”, ressaltou a secretária à TV Fronteira.
Além disso, foi questionado se a escolha da Caixa Econômica Federal como fornecedora do empréstimo milionário se deu pelo fato da secretária de finanças já ter trabalhado na instituição e se o Poder Executivo fez pesquisas com outros bancos.
Célia pontuou que além da Caixa Econômica Federal, foram consultados outros dois bancos para oferecer o empréstimo. Porém, conforme a secretária, a Caixa ofereceu a melhor condição de financiamento.
A íntegra da audiência pública pode ser conferida aqui.
Questionamento
No dia 19 de maio, o vereador Mauro Marques das Neves (PODE) protocolou um ofício questionando ao prefeito Ed Thomas se foram consultadas outras instituições financeiras para a contratação do crédito de até R$ 90 milhões junto à Caixa Econômica Federal. Neves disse ao g1 que o pedido de autorização da operação milionária de crédito feito pela Prefeitura ao Poder Legislativo “é muito preocupante”.
No documento, o vereador dá o prazo até o dia 24 de maio, “impreterivelmente”, para a resposta do prefeito e ainda cobra de Ed Thomas o envio à Câmara das eventuais propostas de crédito de outras instituições, em caso de ter havido a consulta.
Para fazer o questionamento ao prefeito, Neves levou em consideração “as licitações e cotações que buscam sempre o menor preço e a economicidade” no serviço público.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Ex-aluno invade escola e mata estudante no Paraná 


Uma estudante do Colégio Estadual Professora Helena Kolody, no município de Cambé (PR), foi morta a tiros na manhã desta segunda-feira (19) depois que um ex-aluno entrou armado na instituição. A informação foi confirmada, em nota, pelo governo do Paraná.

De acordo com o comunicado, o ex-aluno teria entrado na escola alegando que solicitaria o seu histórico escolar. “Segundo as informações iniciais, houve um episódio de violência, uma aluna morreu e outro aluno foi baleado e está internado”.

Ainda segundo informações do governo estadual, o ex-aluno já foi detido e encaminhado para Londrina, distante cerca de 15 quilômetros de Cambé. O governador Ratinho Junior decretou luto oficial de três dias e lamentou o ocorrido.

Durante agenda do Rio de Janeiro, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, também manifestou solidariedade às famílias das vítimas. “Infelizmente, vimos a violência mais uma vez se manifestando no local que é o mais sagrado para as crianças e jovens do nosso país e para suas famílias, que é uma escola”.

“Quando um jovem perde a vida, na verdade, toda a juventude perdeu um pedaço da sua vida. Sou pai e, por isso, sei bem da intranquilidade que aflige as famílias na medida em que, de modo inaceitável, essa modalidade de violência se implantou no Brasil e serve de reflexão quanto aos traços culturais da violência”.




Fonte: Agência Brasil

Unidade móvel do Procon oferece atendimento e orientação a consumidores endividados, em Adamantina


Conforme a prefeitura, a unidade atenderá os consumidores em geral, mas terá como objetivo principal os moradores que apresentam situações de endividamento e superendividamento. Entre as dividas a serem atendidas, estão os problemas relacionados a empréstimos consignados, cartão de crédito, cheque especial e outras situações que impactam na renda familiar.




Fonte: G1

Marinha continua buscas por dois pescadores desaparecidos em naufrágio


A Marinha do Brasil continua as buscas pelos dois pescadores desaparecidos, Alisson da Silva Santos e Diego Silva de Brito, desde a noite de sexta-feira (16), após o naufrágio do barco pesqueiro Safadi Seif, na ponta de Garopaba, em Santa Catarina. Seis tripulantes já foram resgatados com vida e em bom estado de saúde.

Segundo nota divulgada pelo Comando do 5° Distrito Naval da Marinha, embarcações, aeronaves Super Cougar da MB, C-105 (Amazonas) e P-95 (Bandeirante Patrulha), da Força Aérea Brasileira, realizaram buscas em extensa área considerada com alta probabilidade de localização dos náufragos.

O último sobrevivente resgatado, Deivid Luiz Ferreira, foi encontrado agarrado a uma boia de sinalização na tarde desse domingo (18), após ser localizado pela aeronave Super Cougar da MB. Segundo o capitão tenente Paiva Aguiar, que comandou o resgate, ele aparentava estar lúcido, embora desidratado pelos dois dias em alto-mar.

Na noite de sábado (17), Djalma dos Santos Silva, Domingos Pereira do Rosário, Luiz Carlos Messias, Mario Gomes Soares e Zoel Teixeira Barros foram resgatados pela embarcação Thor Frigg, sob coordenação de buscas pelo Salvamar Sul.

A embarcação Safadi Seif praticava pesca em uma região a cerca de 40 quilômetros do litoral sul de Santa Cataria, quando estabeleceu a última comunicação.




Fonte: Agência Brasil

Pesquisa traça conexões entre narcotráfico e crimes ambientais no país


Comunidades da floresta, periferias rurais e regiões do interior do Brasil estão cada vez mais conectadas nas redes nacionais e internacionais do crime organizado. A ponto de não fazer mais sentido diferenciar violência urbana da rural.

A conclusão é do estudo “Além da floresta: crimes socioambientais nas periferias”, divulgado nesta segunda-feira (19) pela Rede de Observatórios da Segurança. O projeto reúne pesquisadores do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania.

Nessa perspectiva, ganha destaque o processo de dominação de territórios no norte e nordeste por facções criminosas do sudeste. O que inclui tanto as áreas de fronteiras, quanto as cidades pequenas, os centros urbanos, os quilombos e as aldeias indígenas. Nos últimos anos, houve crescimento e diversificação de atividades ilegais. Além das microcriminalidades, como roubos de motos e celulares, há conflitos armados entre grupos rivais, tráfico de drogas e exploração ilegal de insumos florestais.

A pesquisa reúne dados obtidos via Lei de Acesso à Informação com as secretarias de segurança pública de sete estados: Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Ela mapeia tanto os crimes cometidos contra populações tradicionais, como quilombolas e indígenas, quanto os crimes ambientais (grilagem de terras, exploração ilegal de madeira e garimpo em áreas não autorizadas).

Guerra às drogas

Apesar da variedade e da complexidade desses problemas nos estados, os pesquisadores indicam que as autoridades insistem em um modo único de ação: o modelo de segurança pública baseado na guerra às drogas. O que acaba produzindo o mesmo cenário de racismo e encarceramento da juventude negra.

“É necessário fugir do modelo bélico do combate às drogas e às ilegalidades. E, principalmente, estabelecer contenções ao tipo de desenvolvimento que destrói a vida na floresta. Mostra-se importante fortalecer os órgãos de prevenção da destruição e incluir no centro do diálogo organizações indígenas, rurais e ribeirinhas, além dos movimentos de periferia urbanos que lutam por direitos sociais”, defende Silvia Ramos, coordenadora da Rede de Observatórios da Segurança.

O caso do Pará

A pesquisa aponta o Pará como uma região emblemática das novas configurações do crime no país. As redes do narcotráfico – lideradas por facções do Rio de Janeiro e São Paulo – chegaram em diferentes municípios do interior. Altamira, Marabá, Parauapebas, Jacareacanga, Floresta do Araguaia e Senador José Porfírio são exemplos citados como rotas importantes de drogas, mas também de exploração de madeira, contrabando de manganês e cassiterita, grilagem de terras e avanço do garimpo ilegal. As atividades estão intimamente conectadas por meio da ação dessas organizações criminosas e do uso dos mesmos portos e vias de escoamento.

No caminho, comunidades tradicionais do estado sofrem com a violência gerada por essas atividades ilegais. Os dados obtidos com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social do Pará mostram aumento a cada ano dos crimes contra povos indígenas e quilombolas entre 2017 e 2022. No total, foram 474 vítimas de crimes contra a vida, violações sexuais e patrimoniais.

Dados por estado

No Ceará, pesquisadores criticam a forma como o governo estadual produz os dados. Só foram disponibilizadas informações genéricas sobre crimes ambientais, que totalizaram 6.995 ocorrências entre 2017 e 2022. Mas não foi possível analisar os tipos criminais, os grupos atingidos ou perfil das vítimas.

No Maranhão, os principais problemas verificados foram as violações aos biomas nativos da região e exploração dos territórios de comunidades tradicionais para fins lucrativos. Entre 2020 a 2022, o estado teve aumento de 28,93% nos registros de crimes ambientais, com 2.568 ocorrências. E os principais tipos são relacionados à exploração ilegal de madeira e à devastação de floresta nativa.

Em Pernambuco, crimes socioambientais cresceram nos últimos dois anos. Foram de 800 casos por ano para uma média de mais de mil. As principais ocorrências referem-se a incêndios florestais e maus tratos contra animais. Dados sobre quilombolas, indígenas e outros povos tradicionais não foram enviados pela Secretaria de Defesa Social.

No Rio de Janeiro, há destaque para a exploração das milícias e redes do tráfico de animais silvestres. Dados do Instituto de Segurança Pública mostram 21.476 casos de crimes ambientais 2017 e 2022. A capital do estado do Rio teve o maior número de casos (4.783), com aumento de 52,23% entre 2017 e 2022. Os números são sete vezes maiores do que a segunda colocada, a cidade de Maricá, com 684 registros. O terceiro lugar ficou com Duque de Caxias (613 casos).

Em São Paulo, há destaque para a expansão da degradação de territórios verdes ligados ao tráfico de animais e construções imobiliárias, além do caso peculiar de guerra política contra as pichações como principais crimes socioambientais. Entre 2017 e 2022, foram 34.772 ocorrências. Os crimes cometidos especificamente contra animais, florestas e pichações concentraram mais da metade dos registros (56,70%).




Fonte: Agência Brasil

Álcool no trânsito mata 1,2 brasileiro por hora, revela pesquisa


Marco na luta contra a violência no trânsito no Brasil, a Lei Seca completa 15 anos nesta segunda-feira (19). Para lembrar a data, o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa) divulgou dossiê sobre os acidentes provocados pelo uso de álcool no país. Os dados foram coletados do Ministério da Saúde.  

O documento revela que 10.887 pessoas perderam a vida em decorrência da mistura de álcool com direção em 2021, o que dá uma média de 1,2 óbito por hora.

“Esse número é altíssimo se a gente considerar que as mortes atribuídas ao álcool por acidente de trânsito são completamente evitáveis. É só você não beber”, diz o psicólogo e pesquisador do Cisa, Kaê Leopoldo. Segundo o levantamento, cerca de 5,4% dos brasileiros relataram dirigir após beber, índice que tem apresentado estabilidade no país.

Apesar de alarmante, a taxa de mortes por 100 mil habitantes de 2021 foi 32% menor que a de 2010, quando a Lei Seca ainda tinha apenas dois anos. O número de mortos por ano caiu de sete para cinco por 100 mil habitantes no período.

Para Kaê, o número ainda é excessivamente alto, mas “a gente precisa entender que a tendência é de redução. Vem sempre existindo uma tendência de redução ao longo dos 10 anos analisados”, acentua.

Hospitalizações em alta

O total de hospitalizações cresceu 34% no período, passando de 27 para 36 internações a cada 100 mil habitantes. A pesquisa mostra, também, que esse crescimento foi puxado por acidentes com ciclistas e motociclistas, uma vez que caíram as hospitalizações de pessoas que estavam em veículos e de pedestres envolvidos em acidentes causados pelo consumo de álcool.

O pesquisador do Cisa opina que a expansão das hospitalizações envolvendo ciclistas e motociclistas pode estar relacionada ao aumento da frota no período.

“Principalmente na questão dos motociclistas, que representam um caso que merece atenção especial. Cresceu o total de motoboys e de entregadores. Eles passaram a trabalhar em horários que, às vezes, há outras pessoas dirigindo embriagadas [cujos veículos]  podem [atingir] motoboys”, destaca Kaê.

Diferenças

Os números de óbitos e hospitalizações variam bastante de acordo com o estado. Enquanto Tocantins (11,8), Mato Grosso (11,5) e Piauí (9,3) registram mais de nove óbitos a cada 100 mil habitantes por acidentes motivados pelo consumo de álcool, Amapá (3,6), São Paulo (3,5), Acre (3,5), Amazonas (3,2), Distrito Federal (2,9) e Rio de Janeiro (1,6) não chegam nem a quatro óbitos por 100 mil habitantes.

Em relação a hospitalizações, elas podem variar de 85,2 a cada 100 mil pessoas, como no Piauí, até 11,8 a cada 100 mil no Amazonas. A diferença é de mais de sete vezes entre os dois estados. Para o pesquisador, é difícil entender essa diferença.

“Temos alguns indicativos como implementação de políticas públicas, fiscalização, densidade de blitzes, fatores culturais, frota de veículos e qualidade da frota e das estradas. Tudo isso entra no cálculo e afeta na diversidade dessas taxas de óbitos e hospitalizações”, argumenta.

A socióloga Mariana Thibes, coordenadora do Cisa, diz que as autoridades locais devem aumentar a fiscalização nas ruas e implementar campanhas de educação.

“A educação da população tem um importante papel na segurança viária e, em relação à fiscalização, sabemos que quando não há continuidade o impacto na redução de mortes viárias tende a diminuir, apesar da existência de leis”, opina.

Perfil das vítimas

O perfil das vítimas de acidentes envolvendo consumo de álcool é majoritariamente masculino. Isso porque 85% das hospitalizações envolvem homens, enquanto 89% das mortes causadas pelo álcool são de pessoas do sexo masculino. “Em relação à faixa etária, a população entre 18 e 34 anos de idade é a mais afetada”, informa o estudo.

O Centro de Informações sobre Saúde e Álcool alerta que não há um volume seguro para ingestão de bebidas alcoólicas antes de dirigir. Arthur Guerra, psiquiatra e presidente do Cisa, acentua que muitas pessoas acreditam que a pouca ingestão de álcool não interfere na capacidade de dirigir.

“Em pequenas quantidades, o álcool já é capaz de alterar os reflexos do condutor e, conforme a concentração de álcool no sangue, [ele] se eleva e aumenta também o risco de envolvimento em acidentes de trânsito graves, uma vez que provoca diminuição de atenção, falsa percepção de velocidade, aumento no tempo de reação, sonolência, redução de visão periférica e outras alterações neuromotoras”, finalizou.




Fonte: Agência Brasil

Idoso entra na casa da vizinha sem autorização, mostra o órgão genital e acaba preso, em Osvaldo Cruz




Vítima, de 46 anos, lavava a calçada da residência, quando o homem, de 68 anos, se aproximou. Homem, de 68 anos, foi preso por importunação sexual, em Osvaldo Cruz (SP)
Leonardo Jacomini/g1
Um homem, de 68 anos, foi preso em flagrante neste domingo (18) por importunação sexual contra uma vizinha, de 46 anos, em Osvaldo Cruz (SP).
A vítima contou aos policiais militares que estava em frente a sua casa lavando a calçada, quando o vizinho se aproximou e elogiou o portão que foi reformado há pouco tempo.
Em determinado momento, o homem entrou na residência sem pedir autorização à moradora e lhe mostrou o órgão genital.
Diante do ocorrido, a vítima entrou em choque e pediu para que o vizinho se retirasse de sua casa, pois chamaria a Polícia Militar, já que ela estava sozinha e muito constrangida.
A mulher disse ainda aos agentes que ao dizer que chamaria a polícia, o homem pediu para que “não ousasse a fazer, pois causaria desconforto em seu casamento”. Em seguida, ele saiu da casa antes que a vítima acionasse o policiamento.
No local, após colher todas as informações, a equipe foi até o imóvel do autor e não o encontrou por lá, mas o localizaram na residência do irmão.
Ele se apresentou aos policiais com crises de falta de ar e muita palpitação. Por conta disso, foi socorrido de imediato, medicado e liberado.
Ainda segundo a Polícia Militar, foi dada voz de prisão em flagrante ao idoso, que permaneceu preso à disposição da Justiça.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Ato chama atenção sobre projetos que ameaçam o meio ambiente


Um imenso e inflável globo terrestre surgiu neste domingo (18) na Avenida Paulista, em São Paulo, para chamar a atenção da população sobre diversos projetos que foram aprovados ou estão em tramitação no Congresso Nacional e que podem ameaçar as populações originárias e o meio ambiente. Entre eles, o que trata sobre o marco temporal, que estabelece que serão consideradas terras indígenas os lugares ocupados por povos tradicionais até o dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição.

O ato foi promovido por instituições e organizações ambientais e levou centenas de pessoas para a Avenida Paulista. Com cartazes lembrando as mortes do jornalista Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira, além de faixas e máscaras do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e de animais, os manifestantes fizeram uma caminhada contra o marco temporal e pediram por soluções urgentes para a crise climática.

São Paulo (SP), 18/06/2023 - Manifestação em defesa do Meio Ambiente  -  Organizações e coletivos, povos originários e a população em geral fazem  ato na Avenida Paulista em protesto contra as recentes ameaças socioambientais aprovadas no Congresso Nacional. Foto Paulo Pinto/Agência Brasil

Manifestação em defesa do meio ambiente na Avenida Paulista – Foto Paulo Pinto/Agência Brasil

A manifestação ocorreu também em outras capitais como Belo Horizonte, Florianópolis, Brasília e Rio de Janeiro. “É importante que a gente dê uma resposta tanto para a Câmara [dos Deputados] quanto para o Senado do que a gente quer com relação ao meio ambiente. Esse novo governo tem como base várias propostas em relação à proteção ambiental e proteção do clima, mas essas coisas não vão andar se a gente não apoiar essas decisões e mostrarmos que essa também é uma demanda da sociedade”, disse Aldrey Riechel, do Amigos da Terra e do Observatório do Código Florestal, em entrevista à Agência Brasil.

Segundo ela, a população mundial já vem observando os riscos de não se pensar em uma economia verde e sustentável. “Já vemos situações extremas nas grandes cidades e a gente precisa começar a mitigar e não impactar mais [o meio ambiente]. E essa transição de uma economia devastadora para uma economia verde só vai acontecer se todo mundo começar a agir junto e pensar de uma forma coletiva”, defende.

Quem concorda que é preciso uma ação coletiva da sociedade é Yakuy Tupinambá, do povo tupinambá de Olivença, no sul da Bahia, na região de Ilhéus. Para ela, o ato deste domingo é importante para chamar a atenção para os problemas que acabam atingindo toda a população brasileira, não somente os povos originários. “Tenho dito que falta no povo brasileiro politização. E a politização eleva o nível de consciência. Está faltando uma consciência coletiva de pertencimento sobre o lugar onde você nasce e onde você se cria. Quem tem pertencimento, cuida. Mas quem não tem, só explora. Essa luta contra esse desmonte das leis ambientais não afeta só os povos indígenas ou os brasileiros. Afeta todo o planeta, afinal, a mãe-Terra é um grande útero. E essa consciência precisa ser despertada em cada indivíduo, do seu pertencimento nesse organismo vivo que é a mãe-Terra”, destacou.

São Paulo (SP), 18/06/2023 - Manifestação em defesa do Meio Ambiente  -  Organizações e coletivos, povos originários e a população em geral fazem  ato na Avenida Paulista em protesto contra as recentes ameaças socioambientais aprovadas no Congresso Nacional. Foto Paulo Pinto/Agência Brasil

Manifestação em defesa do meio ambiente na Avenida Paulista – Foto Paulo Pinto/Agência Brasil

Para Yakuy Tupinambá, o estabelecimento do marco temporal, aprovado na Câmara, é inconstitucional. “O marco temporal nem era para existir. Quando se pensa no ordenamento jurídico do Estado brasileiro, ele é inconstitucional. Isso é mais uma narrativa que vem sendo colocada pela mentalidade colonialista para usurpar o que ainda resta desse território”, disse. “Nós permanecemos resistindo. Esse marco temporal deveria ser invertido, era nós [povos originários] que deveríamos dizer que vocês chegaram depois”, acrescenta.

Yakuy aproveitou o ato em São Paulo para também promover a proposta de construção de uma escola filosófica dos povos originários. A ideia seria, por exemplo, de que escolas pudessem levar os estudantes para vivências e trocas com a população indígena. “Nossa proposta contempla os 17 objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas. A proposta é de uma escola viva, orgânica, para semear. Nosso público-alvo é o infanto-juvenil. Seria um aprendizado vivo, através de troca de saberes, de reconexão com a mãe-Terra e de descolonização. Elas [crianças e jovens] fariam vivências e oficinas”, explicou.




Fonte: Agência Brasil

Exposição ressalta a importância das lanternas para a cultura coreana


Na cultura coreana, as lanternas coloridas fazem parte de uma festa tradicional, celebrada todos os anos em algumas cidades do país. E são essas lanternas que agora ganham uma exposição luminosa no Centro Cultural Coreano do Brasil (CCCB), na Avenida Paulista, em São Paulo. Intitulada Luzes da Coreia – Exposição da Cidade de Jinju, a mostra é gratuita, teve início neste domingo (18) e vai até o dia 20 de agosto.

“A exposição foi feita em colaboração com a cidade de Jinju, maior fabricante de seda coreana. As lanternas expostas aqui no centro são feitas de seda coreana, de Jinju. Além de fazer roupas, o chamado hanbok [roupa tradicional coreana], eles começaram a utilizar a seda para fazer lanternas. Essa cidade tem um dos maiores festival de luzes da Coreia, que acontece em agosto”, explicou Mideum Seo, responsável pela exposição, em entrevista à Agência Brasil.

Para essa exposição em São Paulo foi criado um túnel com cerca de 1,2 mil lanternas coloridas, que culmina com uma lua cheia e extremamente iluminada onde se forma uma fila para fotos. “Elas [as lanternas] representam a luz, a esperança e a união, e são um símbolo icônico da tradição do nosso país”, disse Cheulhong Kim, diretor do CCCB, em nota.

São Paulo (SP), 18.06.2023 - “Luzes da Coreia – Exposição da Cidade de Jinju”, organizado pelo Centro Cultural Coreano no Brasil, em parceria com a cidade de Jinju. As lanternas são um símbolo tradicional da cultura coreana e remontam à Guerra Imjin. Foto: Elaine Cruz/Agência Brasil

Luzes da Coreia – Exposição da Cidade de Jinju, no Centro Cultural Coreano no Brasil – Foto Elaine Cruz/Agência Brasil

Ao final da mostra, o visitante se depara ainda com fotos e vídeos mostrando como é o festival em Jinju, com suas tradicionais lanternas flutuantes. “Pelo que sei, ali na cidade de Jinju o festival conta com cerca de 700 mil lanternas acesas”, disse Mideum Seo.

Essa tradição remonta à Guerra de Imjin, em 1592, quando a cidade foi palco de uma invasão japonesa. Foi assim que, para proteger a cidade, as pessoas começaram a iluminar o rio com lanternas. “O público coloca as lanternas no rio da cidade de Jinju. Esse foi o início da tradição”, disse o responsável pela mostra.

Segundo o Centro Cultural Coreano, as lanternas flutuantes foram utilizadas como estratégia militar para impedir que as tropas atravessassem o Rio Namgang.

Mas além da proteção à cidade, essas lanternas também passaram a servir para espalhar mensagens ou para fazer a comunicação entre familiares que estavam separados pelo rio. “A mãe que estava longe do filho soldado fazia flutuar uma lanterna com cartas”, disse.

Outras informações sobre a exposição podem ser obtidas no site do CCCB.




Fonte: Agência Brasil

Após denúncia, nove homens são autuados em R$ 4,5 mil por caça de animais silvestres em Rancharia




Equipes da Polícia Militar Ambiental foram até duas fazendas e constataram a prática irregular com uso de veículos, armas de fogo e cães. Homens foram multados em R$ 2,5 mil por caça de animais silvestres, em Rancharia (SP)
Polícia Militar Ambiental
Nove homens foram autuados em R$ 4,5 mil neste sábado (17), por praticar caça de animais silvestres sem autorização, em Rancharia (SP).
As equipes da Polícia Militar Ambiental foram até duas fazendas para atender uma denúncia de caça praticada por diversas pessoas.
Na primeira propriedade, seis homens, de 27, 29, 36, 40, 41 e 54 anos, foram flagrados praticando caça com uso de veículo, seis cães e armas de fogo.
Durante a abordagem, foi constatado que os envolvidos possuíam registro de colecionador, atirador desportivo e caçador (CAC). Eles apresentaram a documentação das armas, mas não estavam em local autorizado para efetuarem o manejo.
Diante dos fatos, foram elaborados seis Autos de Infração Ambiental no valor de R$ 500 em desfavor de cada um dos homens, por caçar espécimes da fauna silvestre sem a devida autorização do órgão ambiental competente.
Os cães foram apreendidos e deixados com os envolvidos.
Após denúncia, policias visitaram duas fazendas e constataram a prática de caça a animais silvestres, em Rancharia (SP)
Polícia Militar Ambiental
Segundo flagrante
Na outra fazenda, foram flagrados três homens, de 28, 33 e 34 anos, também praticando caça com uso de veículo, armas e três cachorros.
Os envolvidos identificados possuíam registro CAC e apresentaram a documentação das armas. Apesar da regularidade dos equipamentos, eles efetuavam o manejo sem autorização necessária.
Três Autos de Infração Ambiental foram elaborados no valor de R$ 500 cada. Os cachorros foram apreendidos e destinados aos tutores.
Ao todo, as multas dos dois flagrantes totalizaram em R$ 4,5 mil.
O fato foi comunicado à Delegacia de Polícia local, onde foi dispensada a apresentação dos homens e das armas. O delegado responsável solicitou a apresentação via ofício.
As armas foram devolvidas e os envolvidos foram liberados.
Homens foram multados em R$ 2,5 mil por caça de animais silvestres, em Rancharia (SP)
Polícia Militar Ambiental

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1