Governo envia helicópteros da PM e do Exército para São Sebastião


O governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse na tarde de hoje (19), em São Sebastião, que helicópteros da Polícia Militar e do Exército vão ser usados para transportar as equipes de bombeiros e retirar feridos dos deslizamentos de terra no município.

De acordo com o governador, as estradas que dão acesso à praia Barra do Sahy e Baleia estão interrompidas. “Para que o socorro chegue imediatamente a essas regiões, a gente vai usar helicópteros Águia da Polícia Militar e os helicópteros do Exército”, disse.

“A gente pediu um apoio das Forças Armadas e fomos prontamente atendidos. O Batalhão de Aviação de Taubaté vai disponibilizar aeronaves de grande porte para que a gente possa, primeiro, deslocar tropas de bombeiros para lá, já que essa tropa não está conseguindo chegar para ajudar no resgate em razão do bloqueio das rodovias”, disse.

Até o momento duas mortes foram confirmadas na região do litoral norte paulista, uma mulher de 40 anos de idade, em São Sebastião, e uma criança, de 7 anos, em Ubatuba. O número de feridos é incerto.

“A gente não tem noção ainda. Falam em 30 [feridos], mas pode ser mais. A gente não tem a informação exata. A gente está deslocando de helicóptero os primeiros bombeiros e médicos para a região justamente para fazer essa triagem”, disse.

Tarcísio informou ainda que, inicialmente, os feridos serão encaminhados para o Hospital Regional de Caraguatatuba. Assim que a capacidade do hospital se esgotar, passará a ser utilizado o Hospital Regional de São José dos Campos e, posteriormente, o Hospital das Clínicas, na capital paulista.

Chuvas intensas e persistentes que atingiram todo o litoral norte do estado de São Paulo desde a noite de ontem (18) causaram mortes, bloqueio de estradas, queda de barreiras, inundações, deslizamentos, desabamentos, e afetam o abastecimento de água na região.




Fonte: Agência Brasil

Bloco das Trepadeiras estreia no carnaval de Brasília


Nascido no Rio de Janeiro e tido como patrimônio do carnaval de rua carioca há 15 anos, o Bloco das Trepadeiras fez hoje (19) sua estreia na capital federal. O grupo tem como mote o empoderamento feminino. Cada foliã escolhe o nome de uma planta, trepadeira ou não, e segue para as ruas com a plaquinha que vai identificá-la no meio da folia.  

Brasília (DF), 19/02/2023 - Uma foliã durante carnaval de rua com Charretinha do Forró e Tropicaos com participaram do bloco As trepadeiras do Rio de Janeiro nas ruas de Brasília. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Brasília (DF), 19/02/2023 – Foliã durante carnaval de rua . Foto: Joédson Alves/Agência Brasil – Joédson Alves/Agência Brasil

A atriz Fernanda Rocha, de 45 anos, é uma das organizadoras do Bloco das Trepadeiras em Brasília. Nanda, como prefere ser chamada, não pôde viajar para curtir o bloco no Rio este ano e resolveu criar uma “ramificação” na Vila Planalto, região central da capital federal. “Achamos que seríamos umas três gatas pingadas, mas já temos mais de 70 mulheres inscritas”.

“Eu entendi muito de sororidade vendo o Bloco das Trepadeiras. Além da gente estar juntas, se tem uma mulher passando mal, a gente gruda nela. Se a gente vê que tem uma mulher indo fazer xixi sozinha, a gente cola e vai junto. Temos uma educação sobre o que é carnaval e sobre o que é ser mulher.”

A jornalista Karol Diniz, de 39 anos, é amiga de Nanda e ajudou a organizar o Bloco das Trepadeiras em Brasília. Ela lembrou que a proposta é que as foliãs, cada qual com a sua nomenclatura de planta, saiam na frente dos demais blocos de rua e “trepem” em árvores e marquises do bairro, se posicionando para a passagem do cortejo.

“Eu nasci em Brasília e vi essa cultura brasiliense sendo formada. Uma cultura de carnaval de rua. Então hoje a gente está na rua. É lindo ver os bloquinhos e as tradições de outros carnavais virem pra cá. Somos essa cidade de braços abertos pra pessoas de cidades e estados diferentes.”

A também jornalista Noeli Nobre, de 43 anos, decidiu aderir à proposta do Bloco das Trepadeiras no carnaval de Brasília este ano. A planta escolhida foi a estrelícia, também conhecida como ave do paraíso por sua semelhança com um pássaro. Com uma pluma na cabeça e biquíni com temática de folhas, ela demonstrou animação com a estreia.

Brasília (DF), 19/02/2023 - Carnaval de rua com Charretinha do Forró e Tropicaos com participaram do bloco As trepadeiras do Rio de Janeiro nas ruas de Brasília. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

Brasília (DF), 19/02/2023 – Carnaval de rua com Charretinha do Forró e Tropicaos com participaram do bloco As trepadeiras do Rio de Janeiro nas ruas de Brasília. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil – Joédson Alves/Agência Brasil

“Nos últimos anos, curti carnaval aqui em Brasília. Antigamente, não ia pra carnaval por aqui, mas é porque não tinha carnaval antes. Agora tem. De dez anos pra cá, temos carnaval em Brasília. Quase ninguém mais viaja, as pessoas ficam mesmo por aqui. Sair pra quê, não é mesmo?”.

O bloco das trepadeiras saiu junto com os blocos Charretinha do Forró (infantil) e Tropicaos.




Fonte: Agência Brasil

Mulher morre em São Sebastião em decorrência das chuvas


A prefeitura de São Sebastião, no litoral norte do estado de São Paulo, confirmou na tarde de hoje (19) a morte de uma mulher de 40 anos de idade em decorrência das fortes chuvas que atingem a região desde a noite de ontem (18). A vítima era coordenadora do Programa Criança Feliz, projeto do governo federal.

É a segunda morte registrada na região em razão das fortes chuvas. Em Ubatuba, uma criança de 7 anos de idade morreu em decorrência de um deslizamento de terra que atingiu a casa onde ela estava. Mais cedo, a prefeitura de São Sebastião informou que uma casa com três crianças dentro havia desabado na Praia da Baleia. Não há informações sobre as vítimas.

Chuvas intensas e persistentes que atingem todo o litoral norte do estado de São Paulo desde a noite de ontem vêm causando mortes, bloqueio de estradas, queda de barreiras, inundações, deslizamentos, desabamentos e afetando o abastecimento de água na região.

O governador do estado, Tarcísio de Freitas, está se deslocando para a região para acompanhar a as ações de socorro.




Fonte: Agência Brasil

Casa desaba no litoral norte de SP com três crianças dentro


Uma casa com três crianças dentro desabou por causa das fortes chuvas em São Sebastião, no litoral norte do estado de São Paulo. De acordo com a prefeitura da cidade, a residência ficava na Praia da Baleia. Ainda não há informações sobre o estado de saúde das vítimas. 

A administração municipal informou ainda que oito famílias, com 28 pessoas no total, estão desabrigadas em razão das fortes chuvas que atingiram a cidade desde a noite de ontem (18). Elas foram abrigadas na escola municipal Professora Patrícia Viviani Santana.

Segundo a prefeitura, foram constatados desabamentos de casas e encostas no município. Até o momento, foram registrados 20 pontos de interdição nas vias da cidade.

Chuvas intensas e persistentes que atingem todo o litoral Norte do estado de São Paulo desde a noite de ontem causam bloqueio de estradas, queda de barreiras, inundações, deslizamentos, desabamentos, e afetam o abastecimento de água na região. O governador do estado, Tarcísio de Freitas, informou que está se deslocando para a região para acompanhar a situação.

Em Ubatuba, a cidade mais ao Norte do litoral paulista, uma criança de 7 anos morreu em um deslizamento de terra. Uma rocha atingiu a casa onde ela estava. De acordo com a prefeitura, até o momento, 30 famílias no sul do município estão desabrigadas, nos bairros Sertão da Quina, Maranduba, Arariba e Caçandoca.




Fonte: Agência Brasil

Ex-agente penitenciário atira contra esposa e comete suicídio em seguida, em Martinópolis




Mulher, de 31 anos, foi encaminhada ao Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) com perfuração entre o pescoço e a clavícula. Homem, de 38 anos, atirou contra a esposa e cometeu suicídio com a mesma arma utilizada no crime
Arquivo/Polícia Civil
Um homem, de 38 anos, atirou contra a esposa e depois se suicidou na madrugada deste domingo (19), no Conjunto Habitacional Hideo Nagai, em Martinópolis (SP).
Segundo informações do Boletim de Ocorrência, o homem era ex-agente penitenciário e disparou contra a esposa, de 31 anos, com uma arma calibre 38. O tiro atingiu a região entre o pescoço e a clavícula da vítima.
Logo em seguida, com a mesma arma, o suspeito cometeu suicídio dentro de um dos quartos da residência.
Ainda conforme o Boletim, os policiais militares encontraram a mulher sentada em uma cadeira na varanda da casa.
Uma unidade de resgate foi acionada e constatou o óbito do homem no local.
A mulher foi socorrida ao pronto-socorro do município e transferida para o Hospital Regional (HR) de Presidente Prudente (SP).
A Polícia Civil localizou a arma utilizada no crime dentro da residência, além de munições, carregadores e coldre. Todos os objetos foram apreendidos.
No local, também foi possível observar marcas de socos na parede do quarto e na porta.
O irmão do homem disse aos policiais civis que as discussões entre o casal eram constantes.
O HR informou que a paciente em questão deu entrada no pronto-socorro da unidade na madrugada deste domingo (19), às 5h23, onde foi prontamente atendida pela equipe médica e multiprofissional. “Devido à estabilidade em seu quadro clínico, e, após receber todos os cuidados necessários na unidade, obteve alta hospitalar às 12h30 da tarde de hoje.”

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Cordão do Boitatá exalta democracia em retorno do carnaval de rua


A celebração da democracia é o tema do carnaval deste ano do Cordão do Boitatá, que se apresentou hoje (19) na Praça XV, no centro do Rio de Janeiro. Criado em 1996 por estudantes e músicos, o bloco foi um dos responsáveis pela revitalização do carnaval de rua carioca. É reconhecido como Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Estado do Rio de Janeiro.

Além de exaltar a democracia, o bloco homenageou músicos como Paulinho da Viola, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Gal Costa e Moraes Moreira. A estimativa é de que mais de 50 mil pessoas brincaram no bloco.

A administradora Jaqueline Lima levou a mãe e a filha para aproveitar o carnaval do Boitatá na manhã de hoje. “É o primeiro carnaval depois da pandemia. No caminho, eu estava comentando com ela [minha filha] que eu vinha neste bloco grávida. Tenho fotos de grávida, com a minha barriga pintada de bola de basquete. E ela realmente gosta. Hoje a gente acordou cansada porque fomos num bloco ontem e falei que a gente podia ficar em casa, mas ela quis vir, acordou cedo. Para ir à escola, ela demora a se arrumar, mas pra vir pra cá, ela se arruma rápido”.

Até o fim do dia mais de 50 blocos desfilam hoje pelas ruas do Rio de Janeiro, entre eles o Bangalafumenga e Simpatia é Quase Amor.

A folia começou cedo, às 7h, no Leblon, com o Bloco Areia, e com o Divinas Tretas, no Flamengo.




Fonte: Agência Brasil

Maranhão: Rosa Reis mantém viva a memória do carnaval popular


Cantora, caixeira do divino e cacuriá, dançadeira de tambor de crioula. Assim se define Rosa Reis, personalidade de destaque na cultura popular do Maranhão, coordenadora do Laboratório de Expressões Artísticas (Laborarte), grupo fundado nos anos 1970, que tem papel de destaque em pesquisa, registro e divulgação da cultura popular do estado. Nascida em 6 de março de 1959, Rosa integra o Laborarte desde 1983.

O grupo atua em diversas linguagens artísticas e é um celeiro de artistas do teatro, dança, música, fotografia, artes plásticas e da cultura popular maranhense. É uma espécie de escola voltada para a valorização da cultura popular, onde se aprende sobre diferentes manifestações, como tambor de crioula, tocar caixa do Divino Espírito Santo, dançar cacuriá, dança típica do estado, e a conhecer a história da cultura popular maranhense. Há mais de 50 anos, o Laborarte é ponto de referência para a cultura popular do Maranhão.

Na segunda-feira de carnaval, o Labô, como é carinhosamente chamado, abre as portas do casarão histórico no Centro de São Luís, na rua Jansen Müller, para promover a tradicional com diferentes manifestações da cultura popular. Blocos tradicionais, Tambor de Crioula, blocos Afro, Tribos de Índio, Casinha da Roça e outras brincadeiras se apresentam em frente ao casarão centenário que abriga o grupo. Brincantes fantasiados de Fofão, personagem típico, dão brilho à festa. A iniciativa de mais de 30 anos tem por objetivo preservar a memória do carnaval tradicional da cidade.

Além de coordenar o Labô, Rosa tem carreira artística, iniciada em 1989, com o show Cantareira. Desde então, gravou composições diferentes compositores, como Josias Sobrinho, César Teixeira, Chico César, Joãozinho Ribeiro, Chico Maranhão, Nosly Júnior, Celso Borges, Zeca Baleiro, Fauzi Beydoun e Tião Carvalho. Lançou seis álbuns de estúdio e uma coletânea, além de participação especial em discos de outros artistas.

Rosa começou a carreira artística em 1989

Rosa começou a carreira artística em 1989 – Rosa Reis/Arquivo Pessoal

Rosa Reis é produtora e integrante dos espetáculos Cacuriá de Dona Teté, atualmente sob sua responsabilidade, e do Tambor de Crioula do mestre Felipe. A arte, que corre nas veias da família, resultou em parceria artística com suas três filhas, Luana Reis, Imira Brito e Camila Reis, em diversos espetáculos do grupo.

Agência Brasil: Como começou essa relação com a cultura popular?

Rosa Reis: Considero minha relação com a cultura popular a partir do momento em que entrei no Laborarte e comecei a descobrir mais o Bumba-boi, o tambor de Crioula, acompanhar mais todos esse movimento. Desde então cada vez mais me aprofundei, passei a pesquisar mais, fui me envolvendo mais e trouxe tudo isso para dentro do meu trabalho de música. É dessa forma que chegou o meu envolvimento com a cultura popular. Essa coisa de estar convivendo com os mestres, conversando, participando de oficinas, indo nos terreiros, indo nas suas sedes e isso tudo foi me deixando cada vez mais apaixonada pela nossa cultura tradicional.

Agência Brasil: E sua trajetória com o Laborarte, como foi?

Rosa Reis: Cheguei ano Laborarte em 1983 e aqui comecei a trabalhar com o departamento de som, porque, na época, eu cantava no Coral São João. Minha contribuição com o departamento de som, com o trabalho em várias linguagens: teatro, dança, música. Lá começamos a criar shows, a fazer trabalho de pesquisa de ritmos tradicionais como Bumba-boi, Tambor de Crioula, Festa do Divino, Cacuriá. E foi aí que começou toda essa história onde estou até hoje.

Agência Brasil: É um desafio estar a frente do Laborarte?

Rosa Reis: É um grande desafio, porque aqui trabalhamos várias linguagens que demandam. Já tive um momento mais difícil, porque sou funcionária pública, agora aposentada. Então, teve um tempo que era super difícil conciliar os horários e ao mesmo tempo estar trabalhando com a arte e com a cultura. Hoje  me sinto mais tranquila.

Temos grupo de gestão em várias áreas: de capoeira, teatro, tambor de crioula e dança popular que é o Cacuriá. Então, várias equipes trabalham juntas e conseguem manter o casarão em funcionamento o tempo todo. Mas a manutenção ainda é difícil, pois o casarão tem mais de 100 anos e está sempre precisando de pequenas reformas e manutenção.

Há mais de 50 anos, o Laborarte é um ponto de referência para a cultura popular do Maranhão.

Há mais de 50 anos, o Laborarte é um ponto de referência para a cultura popular do Maranhão. – Rosa Reis/Acervo Pessoal

Para manter o casarão, fazemos oficinas, vendemos espetáculos. Daí sai um percentual e é com ele que a gente se mantém. Fora isso, participamos de editais. Às vezes, o percentual que vem das oficinas acaba sendo mais para pagamento das pessoas que estão à frente. Então, é dessa forma que a gente vai sobrevivendo aqui, realizando projetos sociais. Já tivemos trabalhos em projetos sociais e culturais. Os dois últimos anos foram muito difíceis, em razão da pandemia. Agora que estamos nos levantamento.

Tivemos um coordenador no Laborarte, o Nelson Brito, que fez o grupo funcionar o ano inteiro, dentro do calendário cultural da cidade, no Carnaval, na Semana Santa, São João, férias, semana da criança, Natal. A gente sempre fazia um espetáculo nessas datas, sempre tinha eventos e isso propiciava manter a casa. Até porque não recebemos subsídios do governo do estado ou da prefeitura. Aqui a gente se mantém mesmo com as nossas atividades, com as nossas produções.

Agência Brasil: Fale um pouco sobre o carnaval no Laborarte.

Rosa Reis: Quando cheguei aqui, o pessoal fazia muito adereço para as escolas de samba. Os artistas plásticos da casa traziam alas para fazer adereços e tudo mais, então já tínhamos aquela relação com o carnaval. Mais ou menos em 1986, 1987, o grupo começou a pensar um espetáculo que trouxesse o carnaval do jeito que ele acontecia na cidade, na rua. Então,vimos que estava muito enfraquecido, principalmente o de rua, de grupos, de brincadeiras. Naquela época, tinha mais o carnaval de passarela, que a gente questionava, por achar que era uma imitação do do Rio de Janeiro, essa coisa toda.

Na verdade a gente queria fortalecer um outro lado do carnaval, que era o de rua. Dos grupos tradicionais, dos blocos. Temos muitos blocos tradicionais na cidade, muitas tribos de índio. As tribos hoje precisam de renovação, é uma manifestação que está muito enfraquecida por falta de investimento, apoio mesmo. Aí temos as turmas de samba que já são bem tradicionais, como os Fuzileiros da Fuzarca, os tambores de Crioula. Tem também os brincantes de rua, como Cruz Diabo, Baralho, Urso, o Macaco e Cachorro, Dominós,  Fofão que é um personagem bem tradicional daqui. Isso tudo estava desaparecendo e alguns chegaram a desaparecer,

Outra coisa eram os bailes na cidade, na noite de segunda-feira: o Bigorrilho, a Gruta do Satã, o Saravá. Os bailes aconteciam em casarões e as pessoas iam mascaradas. Eu não vivi isso muito, pois era garota ainda, mas ouvia falar dos bailes. E era isso que a gente queria, fortalecer esse lado, realizando o Carnaval de Segunda, chamando atenção para isso, chamando através dos espetáculos que a gente fazia, dos texto. E também do envolvimento político dentro da festa. Trouxemos questionamentos, como por exemplo, abadá. Porque todo mundo está usando abadá se a gente pode botar, criar a nossa fantasia?

É a partir daí que surge o Carnaval de Segunda, fazendo questionamentos e trazendo para a porta do Laborarte. E uma das coisas de antigamente eram os assaltos, como eles chamavam. Os assaltos eram as visitas dos grupos à casa de amigos, de parceiros. Era um troca, você dava uma bebida, uma comida, tinha toda uma relação e hoje isso praticamente acabou. Ainda acontecem em algumas casa, que convidam alguns grupos, mas hoje a dificuldade é maior, pois para um grupo sair ele precisa de transporte, cachê dos músicos.

Começamos também com a programação infantil, que é o Baile da Chupeta, E vamos ter a Serpentina, que é um trabalho feito com amigos. As crianças ficam todas apaixonadas, depois temos o bloco Afro Akomabu, vamos ter o Tambor de Crioula do mestre Felipe, o bloco tradicional Os Feras, o Urso Caprichosos, que eram brincadeiras que estava desaparecendo. A gente foi no interior da ilha, na Mata e lá tinha o Urso Caprichoso, que trouxemos para se apresentar aqui. Esse grupo se fortaleceu, tanto que até hoje ele permanece vindo aqui. Vamos ter todas essas manifestações e o meu show que também vai acontecer. Fora isso, a gente deixa sempre um espaço para brincadeiras. Muita família, muita criança, as pessoas mais idosas gostam de ficar aqui em cima assistindo no casarão.

Agência Brasil: Você falou de manifestações que praticamente desapareceram e uma delas foi a Casinha da Roça.

Rosa Reis: A Casinha da Roça passou um período sem se apresentar e, então, começamos a também trazer para cá. Depois surgiram outras casinhas da roça, como a Tijupá, a Tapera, inspiradas nessa primeira casinha tradicional, que era de 1940, uma coisa assim. Eu não sei como está hoje, depois da pandemia. Tem um companheiro que fazia uma das casinhas, que era o Erivaldo Gomes, que faleceu, e ele fazia a Tapera. A gente está vendo que o Carnaval em São Luís deste ano não teve apoio.

Agência Brasil: Como você está vendo o carnaval aqui?

Rosa Reis: Eu estou achando muito estranho, esquisito, porque a gente tem que valorizar nossas tradições. O que eu percebo é que está havendo uma grande contratação de grupos de fora, de trios, axé e outras sonoridades que não têm nada a ver com o carnaval e é um investimento muito alto. Esse investimento poderia ser voltado para cá, para determinados grupos que estão precisando, como as Tribos de Índio, o Tambor de Crioula que tem muitos grupos na cidade. Acho que está sendo uma coisa terrível, e o governo tem que fomentar a cultura, fazer com que a gente reforce isso e não é o que está acontecendo.

Agência Brasil: Fale um pouquinho sobre o seu trabalho.

Rosa Reis: Eu gosto demais, gosto de trabalhar muito com o São João, gosto mais do que o carnaval. Mas no carnaval tem sempre esse envolvimento, sempre essa alegria, já tem muitos anos que a gente faz isso aqui e é sempre muito gostoso cantar as nossas marchinhas, músicas, trilhas, tambores. O São João para mim também é muito forte. Participo do Cacuriá. Tínhamos uma grande mestra que é dona Teté, que se foi.

Eu canto no Cacuriá, no show, cantar Bumba-boi, Tambor de Crioula, Tambor de Mina. O envolvimento é muito forte, acho que está na pele, no sangue. Para mim, meu trabalho tem um pouco de tudo isso, é o que eu gosto de fazer, o que eu gosto de cantar.

Além de cantora, é produtora e integrante dos espetáculos realizados pelo Laboratório de Expressões Artísticas

Além de cantora, é produtora e integrante dos espetáculos realizados pelo Laboratório de Expressões Artísticas – Rosa Reis/ Acervo Pessoal

Agência Brasil: Como é desenvolver parceria com as filhas no Laborarte? Como é a interação artística?

Rosa Reis: As minhas meninas começaram aqui bem pequenininhas, porque a gente vinha para cá, eu e o Nelson Brito, pai das meninas porque ele era coordenador daqui. Era a pessoa que dava o sangue pela cultura do Estado. Alguns amigos o chamavam de guerrilheiro da cultura popular. A gente vinha para cá, ensaiar e trazia as meninas e acho que elas foram absorvendo toda essa história. Desde pequenas começaram a dançar o Tambor de Crioula, o Cacuriá. Aí, quando adultas, já estavam dentro da história. Hoje, eu tenho Camila, que canta, faz contação de histórias, escreve livros, é uma artista muito completa. Tenho a Luana, que já tem mais a parte da dança e do teatro, e a Imira, que também participa dos espetáculos, mas gosta mais da gestão, gosta mais de fazer a produção. A gente está aqui hoje presente participando de tudo. E tem o Nelsinho, que é da capoeira, que era sobrinho de Nelson. Está desde pequenininho aqui, se tornou mestre de capoeira e hoje gerencia a capoeira do Laborarte. Tudo foi acontecendo espontaneamente.




Fonte: Agência Brasil

Deputado denuncia violência de PMs contra foliões no DF


O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar da Câmara legislativa do Distrito Federal, deputado distrital Fábio Félix (Psol), informou que vai “pedir providências” aos integrantes da comissão contra a forma “absurda” como a Polícia Militar do DF tratou foliões durante os festejos da noite desse sábado(18).

Em nota, a PMDF disse que agiu apenas “em situações pontuais”, negando ter cometido qualquer irregularidade.

O deputado usou de sua conta no Instagram para informar que está colhendo “relatos de dispersão violenta dos blocos”, e que exigirá “providências” contra casos de abusos.

“Absurda a forma como a polícia tratou os foliões ontem, usando spray de pimenta e agindo com violência! A Comissão de Direitos Humanos vai pedir providências, queremos um carnaval seguro e sem violações contra a população!”, postou o deputado.

Alguns foliões lamentaram que festejos teriam sido encerrados muito cedo, às 22h, e que teriam sido obrigado a “ir embora de espaços públicos”.

Houve também quem lamentasse a diferença de tratamento, na comparação com o ocorrido no dia 8 de janeiro, quando PMs teriam facilitado as ações golpistas, o que resultou na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, também em Brasília.

“Engraçado, essa mesma polícia que deveria estabelecer a ordem no dia 8/1…não estava em Brasília!!! Agora vem mostrar força aos foliões”, postou um dos foliões.

Resposta da PM

Contatada pela Agência Brasil, a PMDF informou que “não há registro de nenhum caso que a PMDF teve que intervir fazendo uso de instrumentos de menor potencial ofensivo de maneira irregular”.

“A corporação agiu em situações pontuais para encerrar vias de fato e impedir que foliões mais exaltados invadissem locais que já estavam fechados por atingirem capacidade máxima. A corporação também teve que fazer uso da força por conta de agressões contra policiais. Foram arremessadas garrafas contra os militares e um policial chegou a sofrer lesões na mão e joelho”, acrescentou.

Ainda segundo a PMDF, foliões teriam usado gás lacrimogênio em locais de grande concentração. “Uma unidade chegou a ser apreendida pelos policiais”, informou a assessoria.

A PM acrescentou que apenas um bloco teve o festejo encerrado até o momento: o Concentra mas Não Sai, mas que isso teria ocorrido “por falta de alvará”.




Fonte: Agência Brasil

Em segundo dia consecutivo, integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade realizam nova ocupação de terra em fazendas do Oeste Paulista




Grupo reivindica a destinação de áreas devolutas ao Estado para a implantação de assentamentos da reforma agrária a trabalhadores rurais sem-terra. Integrantes da FNL ocuparam novas fazendas neste domingo (19) em cidades da região de Presidente Prudente (SP)
FNL
Integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) ocuparam quatro fazendas, neste domingo (19), nas cidades de Presidente Epitácio (SP), Mirante do Paranapanema (SP) e Teodoro Sampaio (SP). Este é o segundo dia do movimento denominado “Carnaval Vermelho”.
O grupo reivindica a destinação de áreas devolutas ao Estado para a implantação de assentamentos da reforma agrária a trabalhadores rurais sem-terra.
Segundo o assessor da FNL, William Henrique da Silva Santos, todas as ocupações realizadas neste domingo (19) foram feitas de forma pacífica em terras devolutas, com cerca de 540 famílias envolvidas.
Cerca de 200 famílias ocuparam uma fazenda com aproximadamente cinco mil hectares no distrito de Planalto do Sul, em Teodoro Sampaio.
Já em Presidente Epitácio, a área ocupada possui três mil hectares e 250 famílias estão no local.
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Governador Tarcísio de Freitas nomeia prudentino Guilherme Piai para comandar o Itesp por um mandato de dois anos
Integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade ocupam fazendas do Oeste Paulista durante ‘Carnaval Vermelho’
A fazenda Santa Rosa e uma área do Itesp, ambas localizadas em Mirante do Paranapanema, foram tomadas por 90 famílias.
O objetivo da ação é chamar a atenção das autoridades para a aceleração do processo de reforma agrária no extremo oeste do Estado de São Paulo, levando o pedido aos representantes dos governos estadual e federal, conforme o assessor da FNL, William Henrique da Silva Santos.
A FNL ainda pede que seja considerada inconstitucional a lei estadual de regularização de terras aprovada em 2022, que “favorece os donos de grandes propriedades”.
O movimento Carnaval Vermelho teve início neste sábado (18) no Oeste Paulista, com ocupações concentradas nas cidades de Marabá Paulista (SP), Sandovalina (SP) e Rosana (SP), com aproximadamente 410 famílias.
Integrantes da FNL ocuparam novas fazendas neste domingo (19) em cidades da região de Presidente Prudente (SP)
FNL
Sobre as novas ocupações deste domingo (19), a Fundação ITESP informou ao g1 que tem acompanhado as ocupações junto ao seu núcleo especializado em mediação de conflitos e a Secretária de Segurança Pública do Estado de São Paulo.
O Itesp ainda destaque que o órgão sempre esteve aberto ao diálogo e esclarecimento do andamento de suas atividades, “não existindo justificativas plausíveis para a prática de atos conflituosos”.
Por fim, destacou que a Fundação ITESP prima pela legalidade e não compactua com atos que violem as normas vigentes e ocasionem animosidades.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Deslizamento em Ubatuba mata criança


Uma criança de 7 anos de idade morreu na madrugada de hoje (19) no município de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, em decorrência de um deslizamento. De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma rocha atingiu a casa onde estava o menor.

O óbito foi constatado no local por um médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A ocorrência foi atendida por duas equipes do Corpo de Bombeiros.

Chuvas intensas e persistentes atingem todo o litoral norte do estado de São Paulo desde a noite de ontem (18) e causam bloqueio de estradas, queda de barreiras, inundações, deslizamentos, desabamentos, e afetam o abastecimento de água na região. O governador do estado, Tarcísio de Freitas, informou que está se deslocando para a região.

A Prefeitura de Ubatuba informou que na manhã de hoje havia 15 ruas alagadas na cidade e trechos da Rodovia Rio-Santos, que atravessa o município, estavam interditados nos dois sentidos devido a queda de barreiras.

A cidade enfrenta ainda problemas no abastecimento de água. De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), responsável pelo abastecimento do município, as fortes chuvas comprometeram a qualidade de água do manancial onde é feita a captação que abastece a região, e o tratamento teve de ser interrompido para 40 bairros.




Fonte: Agência Brasil