Rio vai sediar em 2026 competição mundial de resgate e salvamento


O Rio de Janeiro, por meio do Corpo de Bombeiros Militar do estado, vai sediar em 2026 o maior encontro internacional de profissionais de resgate, evento organizado pela World Rescue Organization (WRO).

A expectativa dos organizadores é reunir mais de 70 equipes internacionais, envolvendo cerca de 350 competidores de vários países, que participarão de provas em cenários de atendimento pré-hospitalar e salvamento veicular.

O anúncio oficial foi feito durante o encerramento da edição 2025 do evento, realizado na cidade de Karlovac, na Croácia.

“O Rio de Janeiro estará preparado para receber cada um dos participantes. Além da competição, esperamos que vocês experimentem a nossa hospitalidade, compartilhem conhecimentos com as nossas equipes e levem consigo memórias que durarão para toda a vida”, disse o major Fabio Contreiras, porta-voz do Corpo de Bombeiros do Rio e membro da Associação Brasileira de Resgate e Salvamento.

O evento, criado em 1999, será realizado pela corporação em parceria com a Associação Brasileira de Resgate e Salvamento e a WRO.

Corpo de Bombeiros fluminense informou, em nota, que a competição é uma oportunidade de troca de experiências entre as equipes dos países participantes, quando estarão compartilhando novas técnicas, inovações na área de resgate. estratégias para melhorar a resposta a emergências.

Segundo a corporação, cada exercício apresentado na competição “reproduzirá situações reais, colocando à prova a capacidade técnica, o trabalho em equipe e a tomada de decisão sob pressão”.

“Esse compromisso mundial dialoga diretamente com as metas estabelecidas pelas Nações Unidas, que em 2030 encerrarão a chamada Década para a Segurança no Trânsito, instituída em 2021 pela Assembleia Geral da ONU”, acrescentou.

As metas estabelecidas pela ONU objetiva “reduzir pela metade o número de mortes no trânsito, que atualmente vitimam cerca de 1,2 milhão de pessoas por ano em todo o mundo. Por isso a importância de eventos como esse” – declarou o Secretário de Estado de Defesa Civil e Comandante do CBMERJ, coronel Tarciso Salles.

Acidentes de trânsito

No estado do Rio de Janeiro, a gravidade desse cenário é evidente: em 2024, o Corpo de Bombeiros foi acionado para 73.919 ocorrências de acidentes de trânsito, entre colisões, capotagens, quedas de veículo e atropelamentos. No ano anterior, foram registradas 63.812 ocorrências, e, este ano, de janeiro até agora, a corporação já contabiliza mais de 53.870 chamados. Os números demonstram a importância do aprimoramento constante das equipes para esse tipo de atendimento.

Criado em 1999, o evento é considerado o maior encontro internacional de profissionais de resgate, consolidando-se como uma plataforma global de formação, inovação e cooperação. A cada edição, bombeiros, socorristas e especialistas em emergências médicas se reúnem para aprender, ensinar e reforçar o compromisso coletivo de salvar vidas.




Fonte: Agência Brasil

EBC tem projetos na 2ª Mostra Brasileira de Design da Informação


Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi selecionada para a 2ª Mostra Brasileira de Design da Informação (MDBI), iniciativa da Sociedade Brasileira de Design da Informação (SBDI) com o apoio da Associação dos Designers Gráficos do Brasil (ADG Brasil). A mostra ocorre paralelamente ao 12º Congresso Internacional de Design da Informação (CIDI 2025), organizado pela SBDI em parceria com a Universidade de São Paulo (USP).

O anúncio oficial dos trabalhos foi feito na última terça-feira (16). A EBC foi selecionada com dois projetos: ‘Painel do Tempo – As origens da EBC’ e ‘Guia de Identidade Visual da EBC’.

De acordo com Felipe Honda, profissional responsável à época pela criação de identidades visuais da empresa e seus veículos, a escolha pelo júri representa o interesse que a sociedade e o meio acadêmico têm em saber sobre a história e o papel da comunicação pública brasileira.

“O painel do tempo, por exemplo, consegue abordar de forma didática 100 anos dessa construção. Esse mesmo estudo foi fundamental para o processo de rebranding (processo de marketing para renovar e revitalizar a imagem) das marcas e novo posicionamento da EBC”, afirma.

Honda comenta ainda que o caráter colaborativo na construção dos produtos foi fundamental.

“O acervo da EBC cumpre papel importante como salvaguarda dos artefatos de nossa história no processo de desenvolvimento da comunicação pública e governamental do país”, diz.

Confira os trabalhos selecionados:

Painel do Tempo – As Origens da EBC

O trabalho resgata mais de um século de comunicação pública no Brasil, reunindo a trajetória de cerca de 30 empresas e mais de 100 logotipos que marcaram a evolução da EBC.

Guia de Identidade Visual da EBC

O desafio de unificar a marca gestora e quatro veículos distintos resultou em um guia de identidade visual que equilibra diversidade e unidade no ecossistema da comunicação pública.




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio acumulado em R$ 33 milhões


As seis dezenas do concurso 2.916 da Mega-Sena serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, nº 750, em São Paulo.

O prêmio da faixa principal está acumulado em R$ 33 milhões.

O sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das Loterias Caixa.

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As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

O jogo simples, com seis números marcados, custa R$ 6.





Fonte: Agência Brasil

Veterinária explica sobre plantas que podem ser tóxicas para animais


De acordo com Juliana, os tutores devem ter atenção com plantas comuns em casas e jardins, já que muitas podem ser tóxicas para cães e gatos. Conforme a veterinária, ao ingerir uma planta tóxica o animal pode apresentar sintomas como vômito, diarreia, salivação excessiva, letargia, apatia, dificuldade para respirar, tremores e até convulsões.




Fonte: G1

Roubos de rua e de veículos diminuem em agosto no Rio de Janeiro


O Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ) divulgou nesta quarta-feira (17) os indicadores de agosto de 2025, que mostram queda de 13% no número de roubos de rua, com 4.461 ocorrências contra 5.123 no mesmo período de 2024.

Os roubos de veículos também apresentaram queda. De acordo com o instituto, foram 1.810 casos, em agosto deste ano, frente a 2.833 no mesmo mês de 2024, o que representa uma redução de 36%. Houve ainda recuo de 22% no número de roubos a transeuntes — o menor índice para agosto desde 2004 —, de 60% em roubos em coletivo e de 43,7% em roubos de carga.

O furto de celulares aumentou 40% em relação ao mesmo período do ano passado, sendo 3.915 em 2026 contra 2.797 aparelhos em 2024.

O furto de bicicleta, de pessoas pedalando na rua e levadas de prédios e residências registrou aumento de 26%. Em agosto deste ano, foram 349 furtos contra 323 no mesmo período do ano passado.

O furto a transeuntes nas ruas teve um pequeno aumento, com 1014 em agosto deste ano contra 992 no mesmo período de 2024, o que representa o aumento de 2%.

Os furtos em coletivos tiveram também cresceram neste ano:  712 furtos contra 668 em agosto de 2024, representando aumento de 7%.

“Os crimes contra o patrimônio impactam diretamente na sensação de segurança da população; então a redução de todos esses tipos de roubo é algo bastante relevante do ponto de vista da segurança pública. Vamos continuar trabalhando e investindo cada vez mais para que essa queda alcance todos os indicadores”, avalia o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

A letalidade violenta também teve redução, com 297 ocorrências em agosto, frente a 305 no mesmo mês do ano anterior, o que corresponde a uma diminuição de 2,6%. As mortes por intervenção de agente do Estado acompanharam a queda, passando de 69 mortes em 2024 para 44 neste ano.

A produtividade das polícias Civil e Militar continua em alta. No acumulado do ano, as forças de segurança fizeram 16.703 apreensões de drogas, um aumento de 1,4% em relação ao mesmo período de 2024, com média de 69 por dia, bem como a recuperação de veículos, que foi de 11.501 em 2025 contra 11.282 de janeiro a agosto de 2024, um crescimento de 2%.

Entre janeiro e agosto de 2025 foram retiradas das ruas 4.066 armas de fogo, com média de 16 por dia, sendo 518 fuzis, o que corresponde a cerca de duas apreensões diárias. Além disso, no acumulado do ano os agentes de segurança efetuaram 28.139 prisões em flagrante, uma média de 116 por dia.

A diretora-presidente do ISP, Marcela Ortiz, ressaltou a importância dos resultados alcançados.

“A redução expressiva e contínua em diversos indicadores reflete a alta produtividade das polícias, que atuam com precisão, estratégia e comprometimento, em um esforço coordenado”.

Resumo dos indicadores:

  • Letalidade violenta: 297 mortes em agosto de 2025, queda de 2,6% em relação a agosto de 2024, quando houve 305 vítimas.
  • Roubo de rua: 4.461 registros em agosto de 2025, redução de 13% em relação a agosto de 2024, que teve 5.123 casos.
  • Roubo de veículo: 1.810 registros em agosto de 2025, queda de 36% frente às 2.833 ocorrências de agosto de 2024.
  • Apreensão de drogas: Foram registradas 16.703 apreensões de drogas no acumulado do ano, o que representa um aumento de 1,4% em relação a 2024, com média diária de 69 apreensões.
  • Fuzis apreendidos: 518 apreensões de janeiro a agosto de 2025, uma média de 2 por dia.
  • Armas apreendidas: 4.066 de janeiro a agosto de 2025. Durante o período, foram retiradas uma média de 16 armas por dia das ruas.
  • Recuperação de veículos: 11.501 de janeiro a agosto de 2025, aumento de 2% frente aos 11.282 do mesmo período de 2024.
  • Prisão em flagrante: 28.139 prisões em flagrante ao longo dos oito primeiros meses do ano, uma média de 119 por dia.
  • Roubo a transeunte: 2.000 registros em agosto de 2025, queda de 22,6% em comparação às 2.584 ocorrências em agosto de 2024.
  • Roubo em coletivo: 293 registros em agosto de 2025, queda de 60% em relação a agosto de 2024, quando houve 731 casos.
  • Roubo de carga: 184 registros em agosto de 2025, queda de 43,7% em relação a agosto de 2024, que teve 327 ocorrências.
  • Mortes por intervenção de agente do Estado: 44 mortes em agosto de 2025, queda de 25 mortes em comparação ao mesmo mês de 2024.

Os dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública são referentes aos registros de ocorrência registrados nas delegacias de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro durante o mês de agosto de 2025.




Fonte: Agência Brasil

Rio terá novo monitoramento de mototaxistas de app a partir deste ano


Condutores do 99Moto na cidade do Rio de Janeiro devem ser os primeiros do país a ter acesso ao Relatório de Direção com Telemetria, em que terão um raio-x de seu desempenho no cumprimento das regras e boas práticas de trânsito. O lançamento da ferramenta está previsto para o último trimestre deste ano na capital carioca, segundo anunciou em entrevista coletiva à imprensa o diretor de negócios da 99, Leandro Abecassis.  

O novo monitoramento faz parte de uma parceria firmada em maio com a prefeitura do Rio de Janeiro, visando a um compartilhamento de dados com o Poder Público que permita um melhor planejamento urbano no cenário de crescente uso de motocicletas na cidade.

Por meio da telemetria, a plataforma vai conseguir identificar com maior precisão freadas bruscas, curvas perigosas, excesso de velocidade e outros comportamentos arriscados no trânsito, produzindo uma pontuação que será atribuída a cada motociclista para que ele possa se atentar ao seu desempenho. A reincidência nesses comportamentos poderá levar ao bloqueio do condutor, disse Abecassis.

“Mais do que punir ou qualquer outro tipo de atitude, o principal objetivo é educar, informar que o comportamento deve ser ajustado”, afirma o executivo.

“A ideia não é tirar a forma de ganha-pão do trabalhador, mas a gente precisa que os acidentes não aconteçam”, acrescenta.

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Abecassis avalia que a telemetria representará um avanço na forma de monitorar o cumprimento das regras de trânsito na plataforma, que hoje é mais dependente das sinalizações dos usuários. O sistema atual já permite acompanhar os limites de velocidade por meio do GPS dos celulares, mas depende de uma denúncia dos passageiros para identificar outras formas de desrespeito ou direção perigosa.

O monitoramento das viagens por telemetria é uma tecnologia já utilizada há 5 anos na China pela DiDi Chuxing, multinacional da qual a 99 faz parte. No Brasil, o desenvolvimento dessa inovação conta com uma parceria com o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).

Aumento da frota

Em respeito aos limites da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), essas informações serão compartilhadas com a Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio), como prevê a parceria, que também foi firmada pelo município com o iFood.

Com a expansão da frota em ritmo acelerado, a cidade buscou as plataformas para discutir como tornar o trânsito mais seguro.

Entre dezembro de 2018 e agosto de 2025, a frota de motos saltou de 305 mil para 462 mil no Rio de Janeiro, um aumento de mais de 50%, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Essa explosão tem sido sentida no sistema público de saúde, onde, de janeiro a junho deste ano, foram atendidas 14.497 vítimas de sinistros com moto em hospitais de urgência e emergência da rede municipal de saúde do Rio de Janeiro.

Segundo pesquisa contratada pela plataforma junto ao think tank Instituto Cordial, a proporção de usuários do 99Moto envolvidos em sinistros de trânsito a cada 1 milhão de viagens na cidade diminuiu ao longo do ano de 2023 e estabilizou em 2024.

No Rio de Janeiro, no ano passado, houve nove sinistros de trânsito considerados leves, sem internação, a cada 1 milhão de viagens, o que supera a média nacional, de cinco a cada 1 milhão.

Em relação a sinistros graves, quando há internação, houve menos de um a cada 1 milhão de viagens, enquanto a média nacional é de três a cada 1 milhão. No caso dos sinistros com morte, tanto o Rio quanto o Brasil têm menos de uma ocorrência a cada 1 milhão de viagens, segundo a pesquisa do Instituto Cordial.

O estudo conclui que, em comparação com o total de viagens de moto na cidade, a taxa de sinistros graves e fatais nas corridas do aplicativo é 12 vezes menor.

O diretor de operações do Instituto Cordial, Luis Fernando Villaça, avalia que o transporte profissional de passageiros monitorado por uma plataforma faz com que os motociclistas sejam menos imprudentes que aqueles que fazem viagens pessoais, que os que pilotam mototáxis sem monitoramento ou ainda que os entregadores.

“Cada uso da motocicleta têm fatores de risco que são bem específicos. A gente precisa entender cada um desses contextos, para conseguir ter práticas mais efetivas. A motocicleta é uma realidade inegável, a gente teve um aumento de frota muito significativo, que deu acesso à mobilidade e oportunidade de emprego para muita gente. Enquanto a gente não tiver transporte coletivo capilar, barato e realmente acessível, a tendência é que os usos de motocicletas fiquem cada vez mais acentuados. E a gente precisa fazer com isso seja seguro”, afirma.

Velocidade

Entre as principais questões que agravam o risco das viagens de motocicleta está o excesso de velocidade, enfatiza Villaça. Ele cita dados da Federação Mundial do Transporte que indicam que um atropelamento a 30 km/h tem 15% de chances de matar a vítima. Quando essa velocidade sobe para 70 km/h, a chance de morte é de quase 100%.

“Lidar com a velocidade é a forma mais rápida de você reduzir a sinistralidade e a fatalidade no trânsito”, diz.

Para a professora adjunta do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Transporte do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) Marina Baltar, rever os limites de velocidade na cidade, especialmente nas vias expressas, é uma questão urgente.

“Tecnicamente, a gente sabe a importância, mas os moradores têm resistência. Então, muitas vezes, a gente vê uma resistência [dos agentes públicos] pela impopularidade que a questão da segurança viária traz. A gente precisa quebrar essa barreira e mostrar para a população que é um ganho. A gente só conseguiu colocar cinto de segurança nas pessoas depois de uma batalha muito grande”, defende.

A prefeitura do Rio de Janeiro chegou a anunciar um limite de velocidade de 60 km/h para motos na cidade, mas depois recuou, em maio deste ano.

O diretor de engenharia de tráfego da CET-Rio, André Drummond, acredita que a geografia da cidade, com áreas de menor densidade populacional e grandes deslocamentos, dificulta o convencimento da população de que é preciso reduzir os limites de velocidade.

“No imaginário do cidadão comum, diminuir a velocidade é aumentar o tempo de deslocamento, e o tempo de deslocamento já é gigante. A gente tem que desconstruir essa lógica. O que causa o trânsito não é só o volume de carros, é o sinistro de trânsito, um carro quebrado”, diz.

Drummond defende outras medidas adotadas na cidade, como as faixas exclusivas para moto e os pontos de apoio para motociclistas de aplicativo, que estão em expansão. Ele revela que a cidade também está trabalhando em um mapa de velocidade, para padronizar os limites de velocidade em vias de características similares.

“A falta de padronização de velocidade gera uma insegurança no motorista. O primeiro passo talvez seja a padronização das velocidades”, avalia.

Lesões

O ortopedista Marcos Musafir, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, ressalta que a velocidade e o tipo de colisão estão entre os principais fatores que vão definir a gravidade de uma lesão causada em um sinistro por moto. “Mesmo os sinistros leves podem causar lesões que só serão detectadas posteriormente”, alerta.

“Como as contusões ao tronco e membros, as entorses das articulações de carga [joelho e tornozelo] em um reflexo de proteção, ou pelo reflexo de apoio [punhos e mãos], além de distensões musculares, escoriações, feridas com potencial de infectar e necessitar cuidados contínuos pós-trauma”, exemplifica.

“Nos centros de trauma, a frequência maior é de média e alta complexidade das lesões, mas, mesmo as de baixa, podem comprometer temporariamente as atividades destas vítimas”, destaca.

Musafir lembra que estudos da SBOT junto aos serviços de ortopedia e traumatologia de todo país têm confirmado a tendência de aumento do número de pacientes vítimas dos veículos de duas rodas, com lesões cada vez mais graves e complexas e tempo de internação prolongado.

“Por isso, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia está lançando em 2025 a campanha Na Moto, Na Moral – não mate, não morra, para chamar a atenção da sociedade e dos poderes executivo e legislativo sobre a importância de se reduzir os acidentes de moto, que estão cada vez mais graves, gerando lesões mais complexas e mortes. Esse é um problema sério de saúde pública e nós ortopedistas temos compromisso com a sociedade em ajudar a encontrar caminhos para reverter”.




Fonte: Agência Brasil

Rio será primeira cidade no país a monitorar motociclistas de app


Condutores do 99Moto na cidade do Rio de Janeiro devem ser os primeiros do país a ter acesso ao Relatório de Direção com Telemetria, em que terão um raio-x de seu desempenho no cumprimento das regras e boas práticas de trânsito. O lançamento da ferramenta está previsto para o último trimestre deste ano na capital carioca, segundo anunciou em entrevista coletiva à imprensa o diretor de negócios da 99, Leandro Abecassis.  

O novo monitoramento faz parte de uma parceria firmada em maio com a Prefeitura do Rio de Janeiro, visando a um compartilhamento de dados com o poder público que permita um melhor planejamento urbano no cenário de crescente uso de motocicletas na cidade.

Por meio da telemetria, a plataforma vai conseguir identificar com maior precisão freadas bruscas, curvas perigosas, excesso de velocidade e outros comportamentos arriscados no trânsito, produzindo uma pontuação que será atribuída a cada motociclista para que ele possa se atentar ao seu desempenho. A reincidência nesses comportamentos poderá levar ao bloqueio do condutor, disse Abecassis.

“Mais do que punir ou qualquer outro tipo de atitude, o principal objetivo é educar, informar que o comportamento deve ser ajustado”, afirma o executivo.

“A ideia não é tirar a forma de ganha-pão do trabalhador, mas a gente precisa que os acidentes não aconteçam”, acrescenta.

Abecassis avalia que a telemetria representará um avanço na forma de monitorar o cumprimento das regras de trânsito na plataforma, que hoje é mais dependente das sinalizações dos usuários. O sistema atual já permite acompanhar os limites de velocidade por meio do GPS dos celulares, mas depende de uma denúncia dos passageiros para identificar outras formas de desrespeito ou direção perigosa.

O monitoramento das viagens por telemetria é uma tecnologia já utilizada há 5 anos na China pela DiDi Chuxing, multinacional da qual a 99 faz parte. No Brasil, o desenvolvimento dessa inovação conta com uma parceria com o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT).

Aumento da frota

Em respeito aos limites da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), essas informações serão compartilhadas com a Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio), como prevê a parceria, que também foi firmada pelo município com o iFood.

Com a expansão da frota em ritmo acelerado, a cidade buscou as plataformas para discutir como tornar o trânsito mais seguro.

Entre dezembro de 2018 e agosto de 2025, a frota de motos saltou de 305 mil para 462 mil no Rio de Janeiro, um aumento de mais de 50%, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).

Essa explosão tem sido sentida no sistema público de saúde, onde, de janeiro a junho deste ano, foram atendidas 14.497 vítimas de sinistros com moto em hospitais de urgência e emergência da rede municipal de saúde do Rio de Janeiro.

Segundo pesquisa contratada pela plataforma junto ao think tank Instituto Cordial, a proporção de usuários do 99Moto envolvidos em sinistros de trânsito a cada 1 milhão de viagens na cidade diminuiu ao longo do ano de 2023 e estabilizou em 2024.

No Rio de Janeiro, no ano passado, houve nove sinistros de trânsito considerados leves, sem internação, a cada 1 milhão de viagens, o que supera a média nacional, de cinco a cada 1 milhão.

Em relação a sinistros graves, quando há internação, houve menos de um a cada 1 milhão de viagens, enquanto a média nacional é de três a cada 1 milhão. No caso dos sinistros com morte, tanto o Rio quanto o Brasil têm menos de uma ocorrência a cada 1 milhão de viagens, segundo a pesquisa do Instituto Cordial.

O estudo conclui que, em comparação com o total de viagens de moto na cidade, a taxa de sinistros graves e fatais nas corridas do aplicativo é 12 vezes menor.

O diretor de operações do Instituto Cordial, Luis Fernando Villaça, avalia que o transporte profissional de passageiros monitorado por uma plataforma faz com que os motociclistas sejam menos imprudentes que aqueles que fazem viagens pessoais, que os que pilotam mototáxis sem monitoramento ou ainda que os entregadores.

“Cada uso da motocicleta têm fatores de risco que são bem específicos. A gente precisa entender cada um desses contextos, para conseguir ter práticas mais efetivas. A motocicleta é uma realidade inegável, a gente teve um aumento de frota muito significativo, que deu acesso à mobilidade e oportunidade de emprego para muita gente. Enquanto a gente não tiver transporte coletivo capilar, barato e realmente acessível, a tendência é que os usos de motocicletas fiquem cada vez mais acentuados. E a gente precisa fazer com isso seja seguro”, afirma.

Velocidade

Entre as principais questões que agravam o risco das viagens de motocicleta está o excesso de velocidade, enfatiza Villaça. Ele cita dados da Federação Mundial do Transporte que indicam que um atropelamento a 30 km/h tem 15% de chances de matar a vítima. Quando essa velocidade sobe para 70 km/h, a chance de morte é de quase 100%.

“Lidar com a velocidade é a forma mais rápida de você reduzir a sinistralidade e a fatalidade no trânsito”, diz.

Para a professora adjunta do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Transporte do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) Marina Baltar, rever os limites de velocidade na cidade, especialmente nas vias expressas, é uma questão urgente.

“Tecnicamente, a gente sabe a importância, mas os moradores têm resistência. Então, muitas vezes, a gente vê uma resistência [dos agentes públicos] pela impopularidade que a questão da segurança viária traz. A gente precisa quebrar essa barreira e mostrar para a população que é um ganho. A gente só conseguiu colocar cinto de segurança nas pessoas depois de uma batalha muito grande”, defende.

A Prefeitura do Rio de Janeiro chegou a anunciar um limite de velocidade de 60 km/h para motos na cidade, mas depois recuou, em maio deste ano.

O diretor de engenharia de tráfego da CET-Rio, André Drummond, acredita que a geografia da cidade, com áreas de menor densidade populacional e grandes deslocamentos, dificulta o convencimento da população de que é preciso reduzir os limites de velocidade.

“No imaginário do cidadão comum, diminuir a velocidade é aumentar o tempo de deslocamento, e o tempo de deslocamento já é gigante. A gente tem que desconstruir essa lógica. O que causa o trânsito não é só o volume de carros, é o sinistro de trânsito, um carro quebrado”, diz.

Drummond defende outras medidas adotadas na cidade, como as faixas exclusivas para moto e os pontos de apoio para motociclistas de aplicativo, que estão em expansão. Ele revela que a cidade também está trabalhando em um mapa de velocidade, para padronizar os limites de velocidade em vias de características similares.

“A falta de padronização de velocidade gera uma insegurança no motorista. O primeiro passo talvez seja a padronização das velocidades”, avalia.

Lesões

O ortopedista Marcos Musafir, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, ressalta que a velocidade e o tipo de colisão estão entre os principais fatores que vão definir a gravidade de uma lesão causada em um sinistro por moto. “Mesmo os sinistros leves podem causar lesões que só serão detectadas posteriormente”, alerta.

“Como as contusões ao tronco e membros, as entorses das articulações de carga [joelho e tornozelo] em um reflexo de proteção, ou pelo reflexo de apoio [punhos e mãos], além de distensões musculares, escoriações, feridas com potencial de infectar e necessitar cuidados contínuos pós trauma”, exemplifica.

“Nos centros de trauma, a frequência maior é de média e alta complexidade das lesões, mas, mesmo as de baixa, podem comprometer temporariamente as atividades destas vítimas”, destaca.

Musafir lembra que estudos da SBOT junto aos serviços de ortopedia e traumatologia de todo país têm confirmado a tendência de aumento do número de pacientes vítimas dos veículos de duas rodas, com lesões cada vez mais graves e complexas e tempo de internação prolongado.

“Por isso, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia está lançando em 2025 a campanha Na Moto, Na Moral – não mate, não morra, para chamar a atenção da sociedade e dos poderes executivo e legislativo sobre a importância de se reduzir os acidentes de moto, que estão cada vez mais graves, gerando lesões mais complexas e mortes. Esse é um problema sério de saúde pública e nós ortopedistas temos compromisso com a sociedade em ajudar a encontrar caminhos para reverter”.




Fonte: Agência Brasil

Polícia prende irmão de suspeito envolvido na execução de ex-delegado


A polícia prendeu na manhã desta quarta-feira (17), em Praia Grande, litoral paulista, um homem que é irmão de um dos suspeitos pela execução do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Ele foi levado para averiguação na sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no centro da capital paulista, para averiguação e não é alvo de mandado de prisão.

Nesta terça-feira (16), dois envolvidos foram identificados por meio do trabalho de inteligência das polícias. Um deles tem passagens por roubo e tráfico de drogas. Dois veículos foram usados durante a execução do ex-delegado. Um deles foi incendiado após o crime e o outro foi abandonado, e nele foram coletados fragmentos de DNA e impressões digitais.

Os vestígios estão sendo analisados pela Polícia Técnico-Científica. Será feito um cruzamento com o banco de dados criminal do Estado de São Paulo e de outros órgãos para identificar os envolvidos no crime.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), as forças de segurança e inteligência das polícias Civil e Militar continuam a investigação. Os detalhes das ações estão sendo preservados para não comprometer as investigações.

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Na manhã desta quarta-feira (17), oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos por policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa  do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e da Seccional de Praia Grande. Dois mandados de prisão temporária foram expedidos pela Justiça.

“A prioridade máxima é solucionar esse caso. Temos várias linhas de investigação, várias possibilidades e nenhuma pode ser afastada. Uma pessoa já identificada tem reincidência criminal, com passagens por roubo e tráfico de drogas. Estamos trabalhando para que os responsáveis sejam exemplarmente punidos pela Justiça, com todo o rigor da lei”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.

Durante uma entrevista coletiva nesta terça-feira (16) o governador ressaltou que a linha de investigação não descarta nenhuma possibilidade: nem a de que seja um crime praticado por facção criminosa e nem que não seja. Ele explicou que o ex-delegado-geral não pediu proteção do Estado ‘nem formal nem informalmente’.

“Até porque se tivesse pedido nós daríamos. Temos algumas autoridades que contam com proteção do Estado e toda vez que a somos demandados, encaramos isso com muita responsabilidade. Se tivéssemos recebido algum pedido de proteção, se isso tivesse registrado, nós, com certeza, daríamos”, disse Tarcísio.

Perseguição

Ruy Fontes, que atualmente era secretário de Administração da prefeitura de Praia Grande, foi morto por volta das 18h desta segunda-feira (15), em bairro próximo à prefeitura e ao fórum do município. Imagens de câmeras de segurança mostram seu carro em fuga, em alta velocidade, até capotar entre dois ônibus ao tentar entrar em uma avenida. O carro que o perseguia chega pouco depois e dele saem três homens com fuzis. As imagens mostram dois deles indo até o carro de Fontes quando disparam vários tiros. Em seguida, entram no carro e fogem pela mesma avenida onde perseguiram Fontes.

Histórico

Fontes foi delegado por mais de 40 anos, tendo passado pela Divisão de Homicídios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), além de ter sido delegado de Polícia Titular da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), delegado de Polícia Titular da 5ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Furtos e Roubos a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e comandado outras delegacias e divisões na Capital.

Também foi diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (DECAP) e esteve à frente da Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo. Fontes foi responsável pela prisão de lideranças do PCC nos anos 2.000, quando atuava na repressão a roubo de bancos, e enquanto delegado geral, função que exerceu até 2022. Depois de se aposentar ele assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande (janeiro de 2023), permanecendo na gestão iniciada em 2025 com o prefeito Alberto Mourão.




Fonte: Agência Brasil

Polícia Federal prende diretor da Agência Nacional de Mineração


A Polícia Federal (PF) prendeu, preventivamente, nesta quarta-feira (17), o diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mário Trivellato Seabra Filho, e o ex-diretor da PF e atual diretor de Administração e Finanças do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Rodrigo de Melo Teixeira. Os agentes federais também estão cumprindo a 79 mandados de busca e apreensão. 

Os dois foram presos no âmbito da Operação Rejeito, deflagrada pela Controladoria-Geral da União (CGU) e a PF esta manhã, para aprofundar as investigações sobre supostas fraudes no processo de autorização da exploração de minério de ferro em Minas Gerais.

Advogado especialista em direito ambiental, Trivellato foi assessor de Resolução de Conflitos da diretoria da ANM entre 2020 e 2022, quando assumiu a Superintendência de Ordenamento Mineral e Disponibilidade de Áreas. Em maio de 2023, foi indicado para assumir, interinamente, a diretoria da ANM, voltando a integrar a diretoria colegiada em dezembro de 2023.

Rodrigo Teixeira ingressou na PF em 1999, tendo ocupado várias posições de liderança na instituição, incluindo a Superintendência em Minas Gerais, que assumiu em 2018, e a Diretoria de Polícia Administrativa (2023/2024). Ele também foi secretário adjunto de Segurança da Prefeitura de Belo Horizonte (2019-2022); secretário adjunto da Secretaria de Defesa Social de Minas Gerais (2015-2016) e presidente da Fundação do Meio Ambiente de Minas Gerais (2016-2018).

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Buscas

Por determinação da Justiça Federal, os investigados que ocupam cargos públicos serão cautelarmente afastados do exercício de seus cargos e funções. Todos os investigados deverão responder por crimes ambientais, usurpação de bens da união, corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e embaraçamento à investigação de organização criminosa.

Segundo a PF, os investigados fraudavam autorizações e licenças ambientais que usavam para extrair, irregularmente, minério de ferro de locais tombados e próximos a áreas de preservação, “com graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos”.

Ainda de acordo com a PF, para obter as autorizações e licenças ambientais, os principais articuladores do esquema corrompiam servidores públicos em vários órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle ambiental e de mineração, como a ANM.

“A organização criminosa teria atuado para neutralizar a ação do Estado, dificultando as investigações e monitorando autoridades. Além disso, utilizou diversos artifícios para lavar o dinheiro obtido com as práticas ilícitas”, informa a PF, em nota.

Os investigadores estimam que o grupo faturou ao menos R$ 1,5 bilhão ao longo do tempo, a mesma quantia que a Justiça Federal em Minas Gerais determinou o bloqueio das contas dos investigados.

Além de Trivellato e Teixeira, outros 20 investigados, cujos nomes não foram confirmados, foram alvos de mandados judiciais de prisão preventiva.

Defesas

Em nota, a Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que tomou conhecimento da operação da PF pela imprensa e que ainda não foi oficialmente comunicada sobre as determinações judiciais que deve cumprir.

“Até o momento, não houve comunicação oficial à agência sobre eventuais medidas envolvendo servidores ou dirigentes”, diz a agência, destacando que, sempre que formalmente demandada, e observado o devido processo legal e a necessidade da continuidade do serviço regulatório, mantém o compromisso de colaborar com as autoridades.

Também em nota, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) informou que não se manifesta sobre processos em andamento que envolvam seus colaboradores.

“Reiteramos nosso compromisso com a ética, a legalidade e a transparência, e permanecemos à disposição para colaborar com as autoridades competentes”, declarou a SGB.

A Agência Brasil tenta contatar as defesas de Trivellato e Teixeira e está aberta às manifestações.




Fonte: Agência Brasil

Fadiga pode ter contribuído para queda de avião da Voepass, diz MTE


Um relatório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aponta que fadiga dos pilotos pode ter contribuído para o acidente com o avião da Voepass/Passaredo, ocorrido em 9 de agosto de 2024 e que matou 58 passageiros e quatro tripulantes.

Segundo o relatório, as escalas não tinham tempo suficiente de descanso para a tripulação, o que pode ter levado a erros humanos por fadiga.

“A conclusão foi que a empresa montou escalas que reduziram o tempo de descanso da tripulação, o que pode ter causado cansaço em um nível capaz de prejudicar a concentração e o tempo de reação dos profissionais. Esse fator, somado a outras possíveis causas, pode ter contribuído para o acidente com o voo 2283”, diz o documento.

A auditoria concluiu ainda que a empresa não realizava controle efetivo da jornada de trabalho dos funcionários, descumpria o tempo de descanso estabelecido na Lei dos Aeronautas e violou as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho voltadas à prevenção da fadiga.

Essas irregularidades levaram os fiscais a lavrar dez autos de infração, com multas que somam cerca de R$ 730 mil. A Voepass/Passaredo também foi notificada por não recolher mais de R$ 1 milhão do Fundo de Garantia dos trabalhadores. Cabe recurso das infrações.

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) cassou a certificação de operação da empresa em junho deste ano, porém havia suspendido as operações aéreas da Voepass desde março.  A empresa entrou com pedido de recuperação judicial em abril de 2025.

A Voepass foi procurada pela reportagem para comentar o relatório e não retornou aos contatos.




Fonte: Agência Brasil