Interventor adia relatório e analisará cenas filmadas pelo STF


A divulgação de novas imagens de vândalos e golpistas destruindo o patrimônio público na Praça dos Três Poderes, em Brasília, e depredando o interior da sede do Supremo Tribunal Federal (STF) motivou o interventor federal na segurança pública do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, a adiar a apresentação de seu relatório sobre o ataque aos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), ocorrido em 8 de janeiro.

Cappelli entregaria o documento ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, ainda hoje (26), mas no início da manhã, sua equipe informou que o interventor pediu uma análise cuidadosa das cenas registradas pelas câmeras do circuito interno de segurança do STF e por drones. O objetivo é verificar se os vídeos tornados públicos esta semana contêm detalhes importantes para a investigação que ainda não constem do relatório. Com isso, a apresentação do relatório foi adiada para amanhã (27).

Nas imagens divulgadas ontem (25), é possível ver os policiais militares recuando ao serem atacados por extremistas que lançavam pedras, paus e outros objetos contra os agentes. Com o recuo dos poucos policiais mobilizados, a multidão avançou em direção ao Palácio do Planalto, ao Congresso Nacional e ao prédio do STF, onde destruiu parte das instalações, documentos e peças de grande valor histórico e artístico. O primeiro andar do STF foi totalmente destruído (veja o vídeo)  de como ficou o STF após a ação dos vândalos.

“Posturas terroristas”

Em mais de uma ocasião, Cappeli apontou que “faltou comando” aos policiais militares que estavam de serviço no último dia 8, o que os impediu de conter as ações de vandalismo e as “posturas terroristas”.

“O que houve [naquele] domingo (8) foi falta de comando e de liderança”, disse o interventor no último dia 11, citando nominalmente o ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres. Hoje, o interventor usou sua conta pessoal no Twitter para voltar a criticar os ex-responsáveis pela segurança pública do Distrito Federal. “As imagens das câmeras do STF divulgadas pelo Jornal Nacional são graves. Confirmam a ausência de planejamento e uma execução, no mínimo, absolutamente fora dos padrões. Tudo será apurado. A lei será cumprida.”

Delegado federal de carreira e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do governo Bolsonaro, Torres está preso desde o último dia 14. Com o fim do governo Bolsonaro, ele assumiu a secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal no último dia 2. Quatro dias depois, tendo substituído ocupantes de cargos chaves na segurança, viajou de férias para os Estados Unidos.

Um dia após desembarcar em território norte-americano, milhares de pessoas deixaram o acampamento montado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, e, escoltadas por viaturas policiais, chegaram sem qualquer objeção até a Esplanada dos Ministérios, onde logo começou o tumulto que resultou no ataque aos Três Poderes.






Fonte: Agência Brasil

Com 6,5 kg de peixes, dois homens são multados em R$ 4,5 mil por pesca predatória, em Lucélia




Polícia Ambiental apreendeu três pintados, um barco, um motor de popa, um remo e um tanque de combustível. Homens são multados por pesca predatória, em Lucélia (SP)
Polícia Ambiental
Dois homens, de 42 e 51 anos, foram autuados em R$ 4,5 mil por pesca predatória em período proibido. A ocorrência foi registrada nesta quarta-feira (25) próxima à Cachoeira Salto Botelho, no Rio Aguapeí, em Lucélia (SP).
De acordo com a Polícia Ambiental, os agentes abordaram os dois envolvidos no local e constataram que haviam capturado três peixes da espécie pintado, com medida abaixo da permitida. O pescado totalizou 6,7kg.
Os policiais elaboraram dois Autos de Infração Ambiental no valor de R$ 2.267,40 cada, totalizando R$ 4.534,80, por pesca predatória, conforme artigo 35 da Resolução SIMA n° 05/21, que dispõe sobre “pescar em período ou local no qual a pesca seja proibida”.
A legislação prevê multa de R$ 1 mil com acréscimo de R$ 20 por quilo ou fração do produto da pesca, ou por espécime quando se tratar de produto de pesca para uso ornamental. A Polícia Ambiental informou também que as autuações tiveram o valor dobrado devido ao período de Piracema.
Além dos peixes, foram apreendidos um barco, um motor de popa, um remo e um tanque de combustível. Os materiais foram depositados na sede da Polícia Ambiental em Dracena (SP) e os peixes, por estarem impróprios para o consumo humano, foram encaminhados à vala sanitária.
Os homens também responderão criminalmente pelo caso.
Homens são multados por pesca predatória, em Lucélia (SP)
Polícia Ambiental
Homens são multados por pesca predatória, em Lucélia (SP)
Polícia Ambiental




Fonte: G1

Operação de combate a furtos de rede elétrica é realizada em residências da região de Presidente Prudente


“Acabamos de identificar aqui o que chamamos de ligação clandestina, que é uma ligação direta em nossa rede, feita pelo próprio cliente sem passar por nenhum sistema de faturamento, sem uma proteção, de maneira que pode causar um risco grave à segurança, porque ele utilizou equipamentos que não eram compatíveis com essa atividade”, comentou o coordenador




Fonte: G1

Ibama: Grupo vai fiscalizar fraudes em sistemas de controle florestal


O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) criou um grupo especializado para a fiscalizar fraudes contra o sistema de controle florestal. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União de hoje (26).

De acordo com o texto da portaria, caberá ao grupo especializado “detectar, qualificar e dimensionar a magnitude das fraudes aos sistemas de controle florestal; buscar os dados negados de interesse das investigações das fraudes; identificar, autuar, suspender e adotar as medidas administrativas cabíveis em desfavor de empreendimentos envolvidos com fraudes; e executar ações de fiscalização ambiental e de inteligência integradas com outras instituições envolvidas com a repressão de crimes ambientais sobre o assunto”.

Ele será composto por agentes ambientais federais e agentes de inteligência. A portaria detalha requisitos para a escolha desses profissionais, bem como “características essenciais” desses servidores.

Estão previstos cursos de preparação para o serviço. A participação no grupo não terá acréscimo de remuneração, e será considerado “serviço público relevante”. A portaria começará a vigorar no dia 1º de fevereiro.




Fonte: Agência Brasil

Com objetivo de combater o tráfico de drogas, Operação Prelúdio cumpre nove mandados de prisão temporária no Oeste Paulista




Além das prisões, a Polícia Civil também cumpriu 22 mandados de busca e apreensão domiciliar nesta quinta-feira (26). Operação Prelúdio cumpre nove mandados de prisão temporária no Oeste Paulista
Polícia Civil
A Operação Prelúdio cumpriu, na manhã desta quinta-feira (26), nove mandados de prisão temporária e 22 mandados de busca e apreensão domiciliar em cidades do Oeste Paulista. A Polícia Civil também apreendeu 1kg de crack, 2 kg de maconha e R$ 11,5 mil em espécie.
Conforme informações da delegada responsável pelas investigações, Adriana Pavarina, à TV Fronteira, a operação tem como objetivo combater o tráfico de drogas e “desarticular essa cadeia criminosa”.
“Os alvos foram cumpridos na cidade de Presidente Prudente [SP], Presidente Epitácio [SP], Regente Feijó [SP], Rancharia [SP] e Marília [SP]”, relatou Adriana.
Ainda de acordo com a delegada, o crack apreendido estava em um tablete de um quilo que, após fracionado, poderia render de 8 a 10 mil porções do entorpecente. Cada porção é vendida por R$ 10, o que resultaria em cerca de R$ 100 mil.
“Esse é um montante grandioso em termos de evitar o consumo final, a gente evita aí, aproximadamente, 10 mil consumos de droga crack a menos”, reforçou Adriana.
Segundo a Polícia Civil, a investigação durou aproximadamente quatro meses possibilitando a identificação da associação criminosa e a individualização de condutas dos associados. Foram presos indivíduos identificados como líderes da associação para o tráfico.
A corporação informou ainda que o principal distribuidor de drogas para determinado bairro também foi preso durante as investigações.
Os policiais apreenderam 1kg de crack, 2 kg de maconha e R$ 11,5 mil em espécie e, conforme a delegada, novas apreensões podem surgir e novas pessoas devem ser presas.
“As buscas ainda continuam e, possivelmente, novas apreensões vão surgir e, eventualmente, novas pessoas serão presas em flagrante decorrente das buscas domiciliares”, finalizou Adriana.
A Operação Prelúdio recebeu esse nome por ser a primeira ação da 2ª DISE-DEIC 8 do ano, em referência ao início.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Operação Fim do Mundo combate lavagem de dinheiro do tráfico


Pelo menos dez pessoas foram presas nas primeiras horas de hoje (26), no âmbito da Operação Fim de Mundo, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco/MPRJ). O objetivo é combater a lavagem de dinheiro oriunda o tráfico de drogas e armas no Rio de Janeiro.

As prisões ocorreram no Rio de Janeiro (4), em Santa Catarina (4) e São Paulo (2), onde cerca de 100 policiais federais estão cumprindo 18 mandados de prisão preventiva e 31 de busca e apreensão.

Além dos mandados, a operação foi responsável pelo sequestro de 15 imóveis, 19 automóveis e duas embarcações, nos municípios de Mangaratiba e Angra dos Reis, no estado do Rio de Janeiro; em Balneário Camboriú (SC); e em Foz do Iguaçu (PA). Também foram bloqueadas mais de 32 contas bancárias. De acordo com a PF, no total, a penhora dos bens somou mais de R$ 22 milhões de reais.

Criminosos

São alvos das investigações três grupos criminosos que teriam movimentado mais de R$ 100 milhões nos últimos três anos. Segundo a PF, a investigação começou em maio de 2020, com o propósito de combater o tráfico de drogas e a lavagem de capitais de uma organização criminosa no Rio de Janeiro.

“No decorrer dos atos investigatórios, foram identificados três grupos oriundos da mesma facção criminosa, que buscavam dar aparência lícita a dinheiro obtido por meio de atividades ilegais”, detalhou a PF, em nota.

Um deles era chefiado por dois irmãos, encarregados por levar armas e drogas a comunidades cariocas. O lucro obtido por esse primeiro grupo era aplicado, com a ajuda de um casal de corretores, em imóveis de alto padrão, no município catarinense de Balneário Camboriú

“Dentre os denunciados, estão a mãe, as esposas e as irmãs dos líderes da organização criminosa, que gozavam de uma vida de luxo no município e movimentavam valores exorbitantes em suas contas bancárias”, informou a PF.

O segundo grupo era responsável pela inserção de drogas no Rio de Janeiro e Belo Horizonte. De acordo com os investigadores, esse grupo usava os lucros oriundos do tráfico de drogas para adquirir automóveis de luxo e imóveis em condomínios de alto poder aquisitivo.

Alguns dos imóveis adquiridos estão localizados em Angra dos Reis, Mangaratiba e Recreio dos Bandeirantes – todos já foram sequestrados por ordem judicial.

Nota do Ministério Público, que investiga o caso desde 2019, destaca as ações de tráfico do grupo: “A investigação verificou que um dos pontos de descarga das drogas e armamentos ilegais era a Central de Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro (Ceasa), utilizada por traficantes devido à proximidade com a Comunidade de Acari”.

“O terceiro grupo criminoso, também atuante no tráfico de entorpecentes, valia-se de empresas inexistentes ou existentes, mas com baixa atividade lucrativa, para ocultar a origem do dinheiro obtido”, detalhou a PF.

A operação decorre de mandados expedidos pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa do TJRJ. Até o momento foram sequestrados 15 imóveis; 19 automóveis e duas embarcações, e foram bloqueadas mais de R$ 22 milhões em 30 contas bancárias.

Penas

Entre os crimes imputados pelo Gaeco/MPRJ aos denunciados estão o de associação criminosa e associação para o tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de capitais, cujas penas somadas podem chegar a 24 anos de prisão.

*Colaborou a repórter Cristina Indio do Brasil, da Agência Brasil no Rio de Janeiro




Fonte: Agência Brasil

Madeireira é autuada em mais de R$ 72 mil por transportar, armazenar e vender madeira sem documentação, em Presidente Prudente




Polícia Ambiental constatou diversas irregularidades em dois pátios da empresa e em caminhões de transporte de carga. Madeireira é autuada em mais de R$ 72 mil, em Presidente Prudente (SP)
Polícia Ambiental
A Polícia Ambiental divulgou, nesta quinta-feira (26), que autuou uma madeireira em mais de R$ 72 mil por transportar e armazenar madeira sem Documentação de Origem Florestal (DOF), em Presidente Prudente (SP).
Segundo informações dos policiais, a ocorrência foi registrada na última segunda-feira (23) e, durante fiscalização em uma empresa na Vila Aristarcho, foram constatadas diversas irregularidades. No primeiro pátio, foram encontrados os seguintes delitos:
50,673 metros cúbicos (m³) de madeira sem licença válida para o tempo do armazenamento em depósito;
Venda de 79,113 m³ de madeira sem licença válida para todo tempo de viagem;
Recebimento para fins comerciais de 28,907 m³ de madeira sem exigir a licença do vendedor, devido um caminhão trator com semirreboque estar no pátio da empresa carregado com madeira nativa sem documentação.
Madeireira é autuada em mais de R$ 72 mil, em Presidente Prudente (SP)
Polícia Ambiental
Em outro pátio, havia mais irregularidades como:
Depósito de 0,95 m³ de madeira sem licença válida para todo tempo de armazenamento; e
Venda de 23,575 m³ de madeira sem licença válida para todo tempo de viagem.
Ainda em fiscalização, foi localizado na marginal da Rodovia Raposo Tavares (SP-270) um segundo semirreboque também carregado com madeira nativa.
O caminhão trator e os dois semi reboques foram conduzidos até o pátio da Polícia Ambiental em Presidente Prudente e, após mensuração, totalizou 59,8491 m³ de madeira da espécie garapeira em diversos cortes.
A empresa transportadora proprietária do caminhão trator e do semi reboque foi autuada por transportar madeira sem DOF, com multa no valor de R$ 17.954,73.
Ao todos, as multas somam o valor de R$ 72.635,43.
A madeira do transporte foi depositada na sede da Polícia Ambiental de Presidente Prudente.
A Polícia Ambiental ainda salientou que por haver um grande volume de madeira, a mensuração, elaboração das multas e apreensão da madeira foram encerradas nesta quarta-feira (25).
Madeireira é autuada em mais de R$ 72 mil, em Presidente Prudente (SP)
Polícia Ambiental
Madeireira é autuada em mais de R$ 72 mil, em Presidente Prudente (SP)
Polícia Ambiental
Madeireira é autuada em mais de R$ 72 mil, em Presidente Prudente (SP)
Polícia Ambiental

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Incêndio na Boate Kiss: 10 anos de tristeza e impunidade


O incêndio na boate Kiss completa dez anos nesta sexta-feira (27). A tragédia provocou a morte de 242 pessoas, mais de 600 feridos e comove o país até hoje, sem nenhum réu responsabilizado. 

O drama começou por volta de três horas da manhã do dia 27 de janeiro de 2013, quando o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, acendeu um objeto pirotécnico dentro da boate, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

A espuma do teto foi atingida por fagulhas e começou a queimar. A fumaça tóxica fazia as pessoas desmaiarem em segundos. O local estava superlotado, não tinha equipamentos para combater o fogo, nem saídas de emergência suficientes. Morreram pessoas que não conseguiram sair e outras que tinham saído, mas voltaram para ajudar.

O delegado regional de Santa Maria, Sandro Luiz Mainers, contou que o pânico se instalou quando a fumaça se espalhou e a luz caiu. As pessoas não sabiam como fugir.

“E isso fez com que algumas pessoas enganadas por duas placas luminosas que estavam sobre os banheiros da boate corressem na direção dos banheiros e não na direção da porta. Então, houve um fluxo e um contrafluxo. Algumas corriam para o banheiro e outras tentavam correr na direção da porta de entrada. Isso fez com que muitas pessoas morressem porque algumas acabaram sendo derrubadas, algumas caíram”, relatou.

Além da falta de sinalização, quem tentava sair esbarrava nos guarda corpos que serviam para direcionar as pessoas ao caixa da boate, disse o delegado. “E os guarda corpos foram determinantes até porque nós encontramos corpos caídos sobre esses guarda corpos”, afirmou.

Relato

O jornalista Dilan Araújo atuou na cobertura para as rádios da EBC, quando o incêndio aconteceu. Ele disse que os familiares iam a um ginásio da cidade para procurar por informações e fazer o reconhecimento das vítimas.

“E, por isso, de tempos em tempos, a gente ouvia os gritos desconsolados, né? Rompendo aquela atmosfera de silêncio e de tensão, outros familiares tentando consolar aqueles que se encontravam numa emoção. De desespero maior. E tinha também a angústia daqueles que ainda estavam sem notícias”, finalizou.




Fonte: Agência Brasil

Boate Kiss: dez anos depois da tragédia, ninguém foi responsabilizado


Após dez anos da tragédia que tirou a vida de 242 pessoas na boate Kiss, em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, ninguém foi responsabilizado. Familiares e vítimas da tragédia, que completa uma década nesta sexta-feira (27), ainda aguardam o desfecho judicial.

Os sócios da boate Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann; o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos; e o auxiliar Luciano Bonilha Leão foram acusados de homicídio pelo Ministério Público do Estado (MPE). Em 2021, eles foram condenados pelo Tribunal do Júri a penas de 18 a 22 anos de prisão. Sob o argumento de descumprimento de regras na formação do Conselho de Sentença, o Tribunal de Justiça do estado anulou a sentença e revogou a prisão em agosto do ano passado. O MPE recorreu da decisão.

O delegado regional de Santa Maria, Sandro Luís Meinerz, que conduziu a investigação do caso, lamenta a demora da justiça.

“Estamos fechando agora no dia 27, dez anos dessa absurda tragédia e, infelizmente, nenhuma resposta final desse processo foi dada para sociedade e, principalmente, para os pais e familiares dessas vítimas que morreram, fora aquelas que ficaram sequeladas”, disse.

A defesa de Luciano Bonilha afirma que a sentença do júri, que foi anulada, era injusta. O advogado Jean Severo espera uma solução no fim deste ano. Já o advogado de Mauro Londero, Bruno Seligman de Menezes espera que a anulação seja mantida e que um novo julgamento tenha uma sentença justa.

Segundo a advogada do vocalista Marcelo Santos, Tatiana Vizzotto Borsa, o músico segue trabalhando em São Vicente do Sul, enquanto aguarda a decisão de tribunais superiores. A defesa de Elissandro Spohr não quis se manifestar.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul disse, em nota, que além dos quatro réus por homicídio, 19 pessoas, entre bombeiros e ex-sócios da boate, foram acusadas por crimes como falsidade ideológica e negligência.

Outras 27 pessoas foram denunciadas por falsidade ideológica, porque assinaram documento dizendo morar a menos de 100 metros da boate, o que foi comprovado como mentira.




Fonte: Agência Brasil

Estudo encontra dez novas espécies de leguminosas


Equipe formada por pesquisadores brasileiros e estrangeiros descobriu dez novas espécies de leguminosas nativas da região neotropical, que vai da América Central até a Região Sul do Brasil, muitas com fortes indícios de ameaça de extinção. “A gente tem várias espécies nativas da Amazônia brasileira, do Cerrado, da Bolívia, Colômbia, por exemplo”, disse à Agência Brasil o doutorando da Escola Nacional de Botânica Tropical do Jardim Botânico do Rio de Janeiro Alexandre Gibau de Lima, um dos autores dos estudos.

Avaliações prévias dos pesquisadores sobre o estado de conservação de tais espécies indicam que grande parte está ameaçada de extinção. Segundo Lima, estudos prévios sobre a conservação delas, feitos com base em critérios da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), mostram que muitas estão em alguma categoria de ameaça de extinção. “Muitas dessas espécies ocorrem em áreas fora de unidades de conservação, em áreas que são pequenos fragmentos em torno de grandes plantios, em áreas que foram urbanizadas”, explicou Lima. A UICN é uma instituição que cuida da conservação das espécies.

O estudo de taxonomia sistemática vegetal não propõe medidas de conservação, mas é a base para isso, ou seja, traz todo um conjunto de dados que é essencial para a tomada de decisão para a conservação. Lima disse que, sem esse trabalho, não se consegue fazer conservação, porque, para conservar uma espécie, é preciso conhecer antes. “Não se consegue estabelecer medidas, ações, sem conhecer antes.”

Uma das novas leguminosas descobertas é o barbatimão-do-rio-doce (Stryphnodendron flavotomentosum), árvore que pode atingir 20 metros de altura e, até hoje, foi encontrada apenas na Mata Atlântica, na região da bacia do Rio Doce, no Espírito Santo. O gênero Stryphnodendron é mais conhecido pela planta medicinal barbatimão (Stryphnodendron adstringens), espécie nativa do Cerrado. As árvores leguminosas produzem frutos e grãos, como a vagem, por exemplo.

Descoberta de novos gêneros e espécies de leguminosas

Stryphnodendron velutinum, espécie arbórea que atinge até 5 metros Maria Alice de Rezende/ Divulgação JBRJ

Outro caso que desperta a atenção é o Stryphnodendron velutinum, espécie arbórea de até 5 metros de altura, endêmica de uma pequena área de cerradão (formação florestal do Cerrado), localizada no noroeste de Minas Gerais. A espécie ocorre fora de unidades de conservação em meio a uma paisagem muito impactada pela ação humana. “Analisamos uma grande quantidade de espécimes depositados nos herbários, inclusive o do Jardim Botânico do Rio, e realizamos expedições em busca das espécies de barbatimão. Isso nos possibilitou conhecê-las melhor, além de descrever novas espécies para a ciência”, informou o pesquisador.

A pesquisa descreveu dois novos gêneros para a ciência, nomeados Naiadendron e Gwilymia. O nome Naiadendron é a junção de náiades (ninfas das águas doces, rios e lagos na mitologia grega) e dendron (árvore, em grego), ou seja, a árvore das náiades. O nome foi escolhido como forma de homenagear a Floresta Amazônica e o botânico alemão Carl Friedrich Philipp von Martius, que representou simbolicamente a Amazônia brasileira em suas obras, com a figura das náiades.

Descoberta de novos gêneros e espécies de leguminosas

Gwilymia coriacea, cujo nome homenageia o botânico britânico Gwilym Peter Lewis, estudioso das leguminosas – Marcelo Simon/ Divulgação JBRJ

Já o nome Gwilymia é uma homenagem ao botânico Gwilym Peter Lewis, pesquisador dos jardins reais de Kew, no Reino Unido, por sua grande contribuição aos estudos sobre leguminosas, cujas espécies variam de pequenos arbustos até árvores gigantes com mais de 40 metros de altura.

Artigos

As novas espécies foram descritas e publicadas nas revistas Systematic Botany e Phytotaxa. Já os novos gêneros foram publicados na revista PhytoKeys, na edição especial do Advances in Legume Systematics, coordenada pela comunidade internacional de especialistas em leguminosas para promover os mais recentes e significativos avanços no conhecimento evolutivo e taxonômico dessa família de plantas.

As descobertas foram relatadas também em publicações de um grupo de biotecnólogos de vários países, especialistas em sistemática e evolução de plantas, principalmente, leguminosas. O Brasil participa dessa comunidade internacional com especialistas muito bons na evolução de leguminosas, afirmou Lima. “Tem uma contribuição muito expressiva”.

Conhecimento

“Nós estudamos o DNA dessas plantas para tentar entender as relações de parentesco entre elas e um pouco da história evolutiva de tais espécies na região neotropical. A gente fornece esses dados ao público para a tomada de decisões para conservação”, disse Lima. Do ponto de vista da conservação, o passo seguinte é fazer a conexão do trabalho científico com os centros de conservação, para propor medidas de conservação das espécies. Ele destacou também que o estudo não só é essencial para a conservação das espécies de leguminosas, mas também é importante para estudos de biotecnologia.

De acordo com Lima, isso significa que a exploração de uma planta, seja como medicinal ou madeira, requer conhecimento. Lima citou, em especial, o barbatimão, planta muito característica do Cerrado brasileiro, que tem propriedades adstringentes, da qual existem registros desde o século 18. O barbatimão tem grande potencial biotecnológico. “Outras espécies do mesmo gênero do barbatimão são pouco conhecidas, mas também podem apresentar potencial biotecnológico, seja medicinal, para indústria da madeira e qualquer outra coisa.”

O pesquisador observou, no entanto, que, para isso, é preciso o conhecimento da taxonomia, da botânica, para que se possa explorar a leguminosa em outras áreas, seja na farmácia, na indústria da madeira, seja como planta ornamental. É necessária a base da botânica, para que elas possam prosseguir. “Primeiro, é preciso saber com o que você está trabalhando”, afirmou.

Além do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, integram o grupo de estudo pesquisadores da Universidade de São Paulo, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), das universidades federais de Ouro Preto, de Santa Catarina e de São Carlos, da Universidade Estadual de Feira de Santana e das universidades de Gotemburgo, na Suécia, e de Zurique, na Suíça.




Fonte: Agência Brasil