CBF inaugura, no Rio, estátua em homenagem a Zagallo


O Museu Seleção Brasileira, na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, inaugurou hoje (20) estátua de cera em homenagem a Zagallo, com a presença do ex-jogador e treinador, hoje com 91 anos.

Inspirada na sua última passagem como técnico da Seleção Brasileira, a obra levou cerca de dois anos para ficar pronta e envolveu 26 artesãos. Com 30 quilos, foi confeccionada pelo mesmo ateliê responsável pelas estátuas de Marta e Pelé, também expostas no Museu Seleção Brasileira. Para a produção, foram mais de 300 medições feitas na casa de Zagallo, e quase 500 fotos.

“Jamais vou esquecer na minha vida as conquistas. Eu não pensei que viria aqui na CBF um dia com essa representação. É impressionante! Eu jamais pensei em poder bater um papo com o Zagallo”, disse o homenageado.

Amigos e admiradores

Carlos Alberto Parreira e Américo Faria, dois companheiros de Zagallo nos tempos de seleção, marcaram presença na homenagem. Representando a comissão técnica atual estava também o técnico Tite: “Exemplo, inspiração, humanismo. Tu não sabes o quanto representa para o futebol brasileiro. Muito obrigado”,  disse Tite.

Segundo a CBF, a história de Mário Jorge Lobo Zagallo confunde-se com a da seleção. “Ninguém foi mais vencedor representando a Amarelinha, seja como jogador, técnico ou coordenador técnico. Toda essa trajetória de identificação consolidada no coração do torcedor brasileiro ficará eternizada no Museu Seleção Brasileira”, diz a nota da CBF.

Zagallo é bicampeão do mundo como jogador, tricampeão como técnico, tetra como coordenador e ainda comandou a seleção nas Copas do Mundo de 1998 (vice-campeã) e de 1974 (quarta colocada), além de somar a coordenação técnica na Copa do Mundo de 2006.

Esse alagoano de Maceió disputou 36 jogos pela Seleção Brasileira: 29 vitórias, quatro empates e três derrotas. Ele estreou e se despediu de sua participação na seleção no Maracanã. O primeiro jogo foi no dia 4 de maio de 1958, marcando dois gols na goleada de 5 x 1 sobre o Paraguai. A última partida foi no dia 7 de junho de 1964, na vitória de 4 x 1 sobre Portugal, em jogo válido pela Taça das Nações, competição que reuniu Brasil, Argentina, Inglaterra e Portugal.




Fonte: Agência Brasil

Polícia Federal investiga esquema de venda ilegal de ouro


A prisão de um homem por tráfico de drogas levou a Polícia Federal (PF) a identificar um esquema ilegal de comércio de ouro e de lavagem de dinheiro que pode ter movimentado mais de R$ 300 milhões ao longo de 5 anos.

Ao analisar a movimentação financeira do homem detido com drogas, os investigadores chegaram a uma joalheria de Roraima que, segundo a PF, era usada para encobrir a origem ilícita de parte do dinheiro obtido com a venda ilegal de ouro em 20 estados.

Com base nos indícios reunidos durante a investigação preliminar, a PF deflagrou, hoje (20), uma operação para cumprir 18 mandados de busca e apreensão. Batizada de Gold Rush, a ação policial ocorreu simultaneamente em sete estados: Amapá, Amazonas, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Roraima e São Paulo.

O cumprimento dos mandados judiciais foi autorizado pela 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal em Roraima, que também determinou o bloqueio de mais de R$ 118 milhões de posse dos investigados.

Ainda de acordo com a PF, uma parte do ouro que os investigados comercializavam foi extraído de garimpos ilegais em Roraima. A outra parte chegava ao país irregularmente, trazido da Venezuela. Para ocultar a origem ilícita do ouro venezuelano, os investigados simulavam comprar pequenas quantidades do metal precioso de migrantes venezuelanos recém-chegados ao Brasil em busca de melhores condições de vida.

Além de empresas de fachada, a PF também está apurando o possível envolvimento de empresas devidamente regularizadas, como uma prestadora de serviços de limpeza urbana que teria movimentado mais de R$ 3 milhões para alvos da investigação.

Se confirmados os crimes de lavagem de dinheiro, contrabando, extração ilegal de recursos minerais e usurpação de bens da União, os envolvidos podem ser condenados a penas que podem ultrapassar 20 anos de prisão, além de multa.




Fonte: Agência Brasil

Motociclista morre após atropelar cavalo na Avenida Raimundo Maiolini, em Presidente Prudente


O motociclista, de 20 anos, que morreu vítima de um acidente de trânsito na altura do km 8 da Avenida Raimundo Maiolini, em Presidente Prudente (SP), foi enterrado na manhã desta quinta-feira (20) no Cemitério Municipal Campal.

De acordo com as informações do Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil, o acidente aconteceu na madrugada da quarta-feira (19), quando o rapaz conduzia uma motocicleta pela avenida, no sentido Centro–bairro, e atropelou um cavalo, no trecho que fica entre o Jardim Morada do Sol e o distrito de Montalvão.

Os policiais militares foram acionados para o atendimento da ocorrência e quando chegaram ao local depararam-se com o motociclista, identificado como Vinicius Rabelo Duarte de Oliveira, já desacordado e caído no chão.

Equipes da Unidade de Resgate e da Unidade de Suporte Avançado (USA), do Corpo de Bombeiros, prestaram socorro à vítima e a submeteram a procedimentos de reanimação.

No entanto, o jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Ainda segundo o Boletim de Ocorrência, a moto envolvida no acidente foi recolhida administrativamente porque estava com o licenciamento atrasado.

A Polícia Científica compareceu ao local e realizou a perícia para apurar as causas e circunstâncias do acidente.

A Polícia Civil ainda requisitou a realização de exame necroscópico na vítima.

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Fonte: G1

Polícia Civil cumpre mandados contra ex-deputado Valdevan Noventa


A Polícia Civil de São Paulo realiza uma operação hoje (20) que investiga crimes que teriam sido praticados por integrantes do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (SindMotoristas). Um dos focos da ação, segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, é o ex-deputado federal Valdevan Noventa, ex-presidente do sindicato.

De acordo com as investigações, que integram a segunda fase da Operação Chapelier, o ex-deputado teria provocado prejuízos aos trabalhadores sindicalizados e à sociedade paulistana que somam R$ 100 milhões por ano.

A operação investiga crimes como ameaça, extorsão, apropriação indébita, lavagem de dinheiro e ocultação de bens e capitais. Estão sendo cumpridos sete mandados de busca e de apreensão contra o ex-deputado.

A operação conta com apoio da polícia de Sergipe e acontece nas cidades de Aracaju, Umbaúba, Arauá e Estância; além de Sorocaba, no interior paulista.

O SindMotoristas, por meio de nota, informou que “respeita e se coloca à disposição das autoridades para quaisquer atos que se fizerem necessários ao inquérito policial” e que já afastou os membros da diretoria que foram citados na operação até que a investigação seja concluída.

“De modo preliminar, a entidade esclarece que tratam-se de apontamentos de eventuais indícios de um inquérito ainda em curso, o qual nem mesmo os investigados e seus advogados tiveram total acesso aos autos”, diz a nota.

A Agência Brasil não conseguiu contato com o ex-deputado.




Fonte: Agência Brasil

PF faz operação no Rio contra envolvidos em fraudes com criptomoedas


Agentes da Polícia Federal (PF) cumpriram, nesta quinta-feira (20), mandado de busca e apreensão na casa de um homem preso na noite passada, quando ia para Cabo Frio, onde mora. A ação faz parte da Operação Flanelinha, sexta fase da Operação Kryptos, deflagrada para desarticular organização criminosa responsável por fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas.

A ação envolveu dez policiais federais, que cumpriram um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, e resulta de parceria entre a PF e o Ministério Público Federal.

De acordo com a PF, as investigações indicaram que um dos operadores do esquema criminoso foi responsável pela dissipação de parte da frota de veículos que estavam em nome de laranjas após a deflagração da Operação Kryptos, em agosto de 2021. Segundo a PF, os veículos, que foram avaliados em aproximadamente R$ 4 milhões, estão sendo recuperados pela Polícia Federal, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, e ficarão à disposição do Poder Judiciário.

“O investigado responderá pela prática dos crimes de operação sem autorização de instituição financeira, gestão fraudulenta, organização criminosa e apropriação indébita. Se condenado, poderá cumprir pena de até 40 anos de reclusão”, acrescentou a Polícia Federal.

A PF deu o nome de Flanelinha à operação em referência ao apelido dado a uma pessoa que pede remuneração pelos serviços prestados em vagas de estacionamento de veículos.




Fonte: Agência Brasil

Correios realizam leilão de 41 mil itens que não puderam ser entregues


Os Correios realizam no próximo dia 24 de outubro, na capital paulista, a venda de 41.493 itens contidos em objetos postais classificados como refugo, ou seja, objetos que passaram por tentativas de entrega, não foram procurado pelo destinatário, nem pelo remetente e tem materializada a prescrição do prazo de direito à reclamação, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor.

Segundo os Correios, entre os objetos estão peças de vestuário, utensílios de casa, material de escritório, celulares e acessórios, equipamentos de microinformática, acessórios para veículos, bijuterias, livros, artigos infantis, entre outros. A venda será dividida em dez lotes, cujos valores variam de R$ 1.603,90 a R$ 33.799,50.

Para participar é preciso fazer o cadastro na plataforma Licitações-e, do Banco do Brasil. Ao concluir essa etapa, pessoas físicas e jurídicas conseguem enviar propostas de forma eletrônica para participar da disputa online.

O edital com todas as informações está disponível na plataforma Licitações-e, pelo nº 961250, e também na página de Licitações dos Correios.




Fonte: Agência Brasil

PF combate contrabando de cigarros e agrotóxicos em sete estados


A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (20), a Operação Terra Envenenada, para combater uma organização criminosa com atuação na importação, transporte e comercialização de cigarros e agrotóxicos contrabandeados.

Segundo a PF, a investigação durou aproximadamente sete meses, tendo identificado grandes carregamentos de cigarros e agrotóxicos ilegalmente importados. Os produtos ilícitos eram distribuídos no oeste do Paraná (PR) e nos estados da Bahia (BA), do Tocantins (TO), Maranhão (MA) e de Minas Gerais (MG).

A ação mobilizou cerca de 200 policiais federais para o cumprimento de 58 mandados judiciais expedidos pela 1ª Vara Federal de Guaíra (PR), sendo 34 de busca e apreensão e 24 de prisão preventiva, nas cidades de Mundo Novo (MS), Terra Roxa (PR), Umuarama (PR), Amaporã (PR), Alto Piquiri (PR), Iporã (PR), Jardim Alegre (PR), Campo Mourão (PR), Nova Prata (RS), Palmas (TO) e Luís Eduardo Magalhães (BA).

“Os envolvidos deverão responder pela prática de contrabando, comércio e transporte de agrotóxicos em descumprimento às exigências estabelecidas na legislação pertinente e participação em organização criminosa. Esses crimes possuem penas máximas que, somadas, podem ultrapassar 16 anos de prisão”, informou a PF.




Fonte: Agência Brasil

Vagas de estágio para estudantes de ensino médio e superior são ofertadas na região de Presidente Prudente




Há oportunidades para as áreas de administração, comércio, comunicação, direito, marketing, pedagogia e jornalismo. Estágio para estudantes de ensino médio e superior estão disponíveis na região de Presidente Prudente (SP)
Arquivo/g1
Nesta quinta-feira (20), o Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) de Presidente Prudente (SP) oferece vagas de estágios para alunos dos ensinos médio e superior no Oeste Paulista.
A bolsa-auxílio varia de R$ 500 a R$ 1,2 mil.
Há chances para as seguintes áreas:
Comércio e varejo: Alunos cursando o ensino médio, de 15 a 17 anos. 20 horas semanais. O valor mensal da bolsa-auxílio é de R$ 569,36 por hora. Residir em Presidente Prudente.
Direito: Alunos cursando do 1º ao 7º semestre. 30 horas semanais. O valor da bolsa-auxílio é de R$ 700. Residir em Presidente Venceslau (SP).
Aprendiz na área administrativa: Alunos cursando ou formados no ensino médio, de 18 à 22 anos. 30 horas semanais. O valor do salário é de R$ 1.212,00. Residir em Presidente Prudente.
Administração: Alunos cursando do 1º ao 6º semestre. 30 horas semanais. O valor da bolsa-auxílio é de R$ 1.200. Residir em Presidente Prudente ou região.
Marketing: Alunos cursando do 1º ao 4º semestre. 30 horas semanais. O valor da bolsa-auxílio varia de R$ 500 a R$ 800. Residir em Presidente Prudente ou região.
Pedagogia: Alunos cursando do 1º ao 7º semestre. 30 horas semanais. O valor da bolsa-auxílio é de de R$ 750. Residir em Presidente Prudente ou região.
Jornalismo ou Comunicação Social: Alunos cursando do 1º ao 6º semestre. 30 horas semanais. O valor da bolsa-auxílio é de R$ 800. Residir em Presidente Prudente.

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Fonte: G1

Corinthians promove exames de mamografia Neo Química Arena


O Sport Club Corinthians Paulista promove, desde o último dia 18, ações para alertar a sociedade sobre o diagnóstico precoce do câncer de mama. Como parte da Campanha Outubro Rosa, o clube disponibiliza na Neo Química Arena, o estádio do Corinthians, uma carreta com equipamentos para a realização de mamografia, o principal exame para rastrear pacientes sem sintomas. A mobilização tem como objetivo disseminar dados preventivos e ressaltar a importância de olhar com atenção para a saúde. O serviço estará disponível até o dia 26 de outubro.

O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h e aos sábados, das 8h às 12h. Apenas no dia 26 o atendimento será das 8h às 12h. Serão distribuídas 50 senhas por dia, a partir das 8h, para o atendimento do mesmo dia. Para ser atendida, a paciente deve levar pedido médico do SUS, cartão do SUS e RG (para mulheres de 35 a 49 anos e acima de 70 anos); apenas RG e cartão do SUS (para mulheres de 50 a 69 anos). O pedido médico pode ser assinado por uma enfermeira.

Preparo para o exame

Quem for fazer a mamografia não pode utilizar desodorante nem cremes hidratantes no dia do exame; deve ter realizado mamografia há, pelo menos, um ano e se o último exame tiver sido feito há menos de um ano, é preciso apresentar uma carta do médico informando. As imagens do exame são entregues no ato para a paciente e o laudo pode ser retirado pelo site mulheresdepeito.fidi.org.br. Informações mais detalhadas são passadas para a paciente no ato da abertura de ficha.

A ação é executada pelo Corinthians em parceria com a Secretaria Estadual da Saúde, por meio do Hospital Santa Marcelina e da FIDI Medicina Diagnóstica. O estádio do Corinthians fica na avenida Miguel Ignácio Curi, 111, no bairro de Artur Alvim, zona Leste da cidade.

Casos

No Brasil, o câncer de mama é a principal causa de morte por câncer no sexo feminino e constitui a neoplasia mais comum entre as mulheres, sendo menos incidente apenas que o câncer de pele não melanoma. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) é de aparecimento de mais de 66 mil novos casos de câncer de mama somente em 2022. Outros tipos de câncer mais incidentes nas mulheres são o do colo do útero, com estimativa de 16.700 casos; o colorretal, com 20 mil casos novos; e o câncer de pulmão, que responde por mais de 12 mil casos a cada ano, no triênio 2020-2022, segundo o Inca.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), entre 30% e 40% de todos os cânceres poderiam ser prevenidos ou terem reduzida a incidência de casos novos se as pessoas mantivessem hábitos de vida saudável. Eles incluem uma dieta balanceada e rica em fibras, evitar excessos de carne vermelha, evitar excesso de bebida alcoólica, não fumar, manter atividade física regular, evitar sobrepeso e obesidade.

Quando diagnosticado no início, a taxa de cura do câncer de mama é alta, chegando a 90%. E iniciado logo após o diagnóstico, o tratamento aumenta a sobrevida e as chances de cura da paciente. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda a mamografia de rastreamento anual a partir dos 40 anos para mulheres de risco habitual e a partir dos 30 anos para mulheres de alto risco. O Ministério da Saúde recomenda mamografia de rastreamento a partir dos 50 anos e anual a partir dos 35 anos para mulheres de alto risco. Mas, a mamografia diagnóstica, aquela que é solicitada para elucidação de alterações palpáveis, deve ser realizada em qualquer idade sempre que necessário.




Fonte: Agência Brasil

‘Extremamente frustrante, uma falta de sensibilidade jurídica extrema, para um caso que se arrasta há 8 anos’, diz pai de Luana Barbosa após Tribunal do Júri


O pai da atriz e produtora cultural Luana Barbosa, Marcos Barbosa, conversou com o g1 nesta quinta-feira (20), após o Tribunal do Júri desconsiderar a morte da ativista cultural como homicídio doloso, aquele que há intenção de matar. O julgamento do policial militar Marcelo Aparecido Domingos Coelho ocorreu no Fórum de Presidente Prudente (SP), nesta quarta-feira (19).

“Pra nós é extremamente frustrante, uma falta de sensibilidade jurídica extrema, para um caso que se ‘arrasta’ há 8 anos, e o juiz retoma novamente para uma situação que estava há 6 anos atrás. É inaceitável isso. Até porque a Justiça Militar não é uma que dá para ser levada a sério. É uma Justiça parcial, corporativista e a gente já sabe qual vai ser o resultado. É uma falta de seriedade, uma falta de honestidade da Justiça não reconhecer a responsabilidade do policial nessa ação. Depois de oito horas de julgamento, e de tudo que vem se sucedendo até hoje, tudo se resume na impunidade, nesse caso da Luana, e como acontece na maioria dos casos de crimes cometidos pela Polícia Militar“, relatou ao g1 Barbosa.

O pai da vítima também explicou ao g1 sobre o desejo de que “a verdade viesse à tona”.

“Primeiro eu gostaria de colocar que a gente não está em busca de vingança. A única coisa que nós gostaríamos é que a verdade viesse à tona, que fosse reconhecida a responsabilidade dele [policial militar Marcelo Aparecido Domingos Coelho] na morte da minha filha e que fosse aplicada a devida pena. Em segundo lugar, eu penso que o julgamento já teve alguma suspeita logo de início quando até nós, pais, fomos proibidos de entrar na sala do júri e no fórum, o que é um absurdo. Não sei se foi o juiz ou o Tribunal que adotou essa postura, que eu considero um abuso e um desrespeito. Foi precisa a intervenção do nosso advogado para que pudéssemos entrar no fórum e, posteriormente, na sala do júri”, complementou.

Ele correu um risco, ele sabia do risco da ação que ele fez, ele sabia disso, mesmo sem a intenção. E o promotor, apesar de tudo isso, das evidências, entendeu que foi culposo. A mesma tese é defendida pela defesa também, e mesmo com o Rodrigo Arteiro [advogado da família] alterando, reiterando que uma decisão por homicídio culposo poderia levar o julgamento de volta para a Justiça Militar, a promotoria continuou insistindo nisso, e eu acredito que os jurados foram induzidos a votar pelas cláusulas ali que levam ao reconhecimento do homicídio culposo. O promotor insistiu de que, mesmo sendo considerado homicídio culposo, o juiz deveria sentenciar o policial, coisa que o juiz fugiu da responsabilidade dele, ele se omitiu, no meu modo de entender. E, sem ser preciso que a própria defesa fizesse o pedido posterior, do encaminhamento para a Justiça Militar, o juiz tomou essa decisão”, finalizou ao g1 o pai de Luana Barbosa.

Familiares e amigos de Lua se reuniram em frente ao Fórum de Presidente Prudente (SP), local onde aconteceu o julgamento — Foto: David de Tarso/TV Fronteira

O artista e amigo da vítima, Luís Paulo Valente, também conversou com o g1 sobre a decisão do Tribunal do Júri e evidenciou o sentimento de ‘indignação’ por parte de pessoas próximas a Luana.

“A gente, amigos, os pais da ‘Lua’, o nosso sentimento é de indignação e uma sensação grande de injustiça, uma vez que a tese de homicídio culposo, que foi reafirmada ontem, fazendo a sentença ser remetida novamente para a Justiça Militar, essa tese já havia sido refutada pelo Supremo Tribunal de Justiça [STJ], diante do inquérito civil, dos novos elementos que essa investigação trouxe e que deixou muito claro que a arma só disparou porque existia um dedo no gatilho que atirou. Então, existiu o dolo. Considerando que nós já levamos outras denúncias a público e também a própria perícia trouxe estas questões, por exemplo da coronhada no capacete, que não existiu, essa coronhada foi forjada depois do crime que matou a ‘Lua’. Então, foi uma prova fabricada. E também as câmeras de segurança da imagem de uma empresa, que foram retiradas da empresa e no momento seguinte a câmera foi retirada do local onde estava fixada. Bom, isso são coisas que não foram investigadas”, contou ao g1 Valente.

“O juiz poderia ter aplicado uma sentença, que é o que nós gostaríamos para pôr um ponto final nessa história. Então, novamente, a gente revive as mesmas questões que tínhamos quando este processo estava na mão da Justiça Militar, aonde o policial foi integralmente absolvido de qualquer culpa. Causa estranhamento também o Ministério Público ter oferecido essa denúncia de homicídio culposo ignorando a investigação da Delegacia Civil e se atendo aos fatos apontados pelo Inquérito Militar”, acrescentou.

Valente também explicou que o juiz responsável impediu que pessoas amigas e familiares acompanhassem o pais da vítima durante o julgamento “isso foi uma tortura para eles e um ato de grande desumanidade desse juiz, que fez com que os pais da ‘Lua’ tivessem que ficar sozinhos dentro daquele Tribunal”.

O advogado do policial militar, Tacito Alexandre Carvalho e Silva, também foi contatado pela equipe do g1 e afirmou que “a justiça foi feita”.

“As provas dos autos, eram robustas no sentido de afastar qualquer tipo de dolo, direito ou indireto (eventual). Restou provado também, que o condutor da motocicleta teve a intenção de se evadir da “blitz”. Esta soma de fatores evidência que o acusado jamais teve a intenção de matar a vítima. Por isso, entendo que os Jurados agiram corretamente quando reconheceram que não houve dolo, ou seja, vontade de matar, nos atos praticados pelo policial, à época dos fatos. Entendemos e nos consternamos com a dor da família e dos amigos da Luana, mas o nosso trabalho é em busca da justiça e ontem, no nosso entender, a justiça foi feita“, pontuou ao g1 o advogado.

O promotor de Justiça Frederico Giovanini Gonçalves também foi questionado pelo g1 e se posicionou de acordo com a decisão do Tribunal do Júri. “Tecnicamente não era caso de homicídio doloso. Achei acertada a decisão”.

Luana Barbosa morreu em 27 de junho de 2014, um dia após completar 25 anos — Foto: Marcos Barbosa/Arquivo Pessoal

O Tribunal do Júri desconsiderou, nesta quarta-feira (19), a morte da atriz e ativista cultural Luana Barbosa como homicídio doloso, aquele que há intenção de matar. O julgamento do policial militar Marcelo Aparecido Domingos Coelho ocorreu no Fórum de Presidente Prudente (SP).

Segundo documento com a decisão do juiz Alessandro Correa Leite, “após instrução em plenário e respondendo aos quesitos formulados, os jurados afastaram a competência do Tribunal do Júri, desclassificando a imputação para o crime de homicídio culposo.

Ainda conforme a decisão, “convém observar que os jurados não absolveram o réu”.

Por fim, o juiz do caso decide que, “após a desclassificação efetuada pelo Tribunal do Júri, a Justiça Militar é a competente para apreciação do feito” e determina que, “após o trânsito em julgado desta decisão”, seja feita a remessa da decisão à Justiça Militar Estadual, “para prosseguimento em seus ulteriores termos”.

A advogada Renata Cardoso Camacho Dias, da defesa do policial militar Marcelo Aparecido Domingos Coelho, disse ao g1 que utilizaria o argumento de que “o fato se deu em decorrência de um disparo acidental, sem qualquer intenção de atingir a vítima”.

“Importante dizer que o condutor da moto não obedeceu à ordem policial de parada, em três momentos sequenciais, e, pior, há fortes relatos de que acelerou a moto para empreender fuga! Assim, impossível falar-se em dolo e eventual”, ressaltou Renata ao g1.

As investigações da Polícia Civil concluíram que o caso se trata de “dolo eventual”, ou seja, o policial militar não teve a intenção de matar, mas atirou sem prever o que poderia acontecer e as consequências disso.

“Após a análise do laudo pericial, pude entender que o Marcelo não mirou para matar ninguém. Mas, a partir do momento em que ele praticou a conduta, o policial assumiu o risco de produzir um resultado mais gravoso, no caso, a morte da Luana. Por isso, eu entendi que ele praticou a conduta de ‘dolo eventual’, mas pelo fato de ter levantado a arma na altura da cabeça do Felipe e a maneira que ele manuseou a arma de fogo”, explicou, na época, o delegado responsável pelas investigações, Matheus Nagano.

Em nota nesta quarta-feira (19) ao g1, a Polícia Militar do Estado de São Paulo informou que Marcelo Aparecido Domingos Coelho foi demitido da instituição. Sobre o posicionamento a respeito do caso, que perdura há oito anos, a corporação “esclarece que não comenta decisão judicial”.

Julgamento aconteceu na tarde desta quarta-feira (19), no Fórum de Presidente Prudente (SP) — Foto: David de Tarso/TV Fronteira

A atriz e produtora cultural Luana Carlana de Almeida Barbosa, conhecida como Lua, morreu no dia 27 de junho de 2014. Ela estava na garupa da motocicleta conduzida por seu namorado, o músico Felipe Fernandes de Barros, à época com 29 anos, e, por volta das 9h30, eles passaram por uma blitz policial na Avenida Joaquim Constantino, na Vila Formosa, em Prudente Prudente.

Na época, foi informado que o rapaz teria desobedecido à ordem de parada e quando passaram pelos policiais, um deles, Marcelo Aparecido Domingos Coelho, atirou e a bala disparada perfurou o tórax da jovem passageira. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. Luana morreu um dia depois de completar 25 anos.

Desde então, foram vários desdobramentos. Tiveram inquérito, reconstituição, decisões judiciais e análises. Coelho alegou, segundo consta em um acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), que o motociclista desobedeceu à ordem de parada na blitz e realizou uma manobra evasiva em sua direção. O policial ainda disse que sacou a arma e pensou que seria atropelado, que sentiu um impacto no braço quando ocorreu o tiro e que não tinha percebido que a arma havia disparado.

Já o motociclista, ainda conforme o acórdão, declarou que não parou na blitz por problemas de freio no veículo que conduzia, que o policial apontou a arma em direção ao seu peito com os dois braços esticados, que desviou do réu, que o militar atirou em sua namorada e que não houve qualquer impacto contra seu capacete.

Fato aconteceu durante uma blitz que acontecia na Avenida Joaquim Constantino no dia 27 de junho de 2014 — Foto: Arquivo/g1




Fonte: G1