Caminhão carregado com papel celulose tomba na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros e deixa duas pessoas feridas


Um acidente de trânsito envolvendo um caminhão deixou duas pessoas feridas na tarde deste sábado (11), na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, em Junqueirópolis (SP). O veículo estava carregado de papel celulose e tombou na pista após o motorista perder o controle da direção.

Segundo informações da Polícia Militar Rodoviária, o caminhão semi-reboque transitava na SP-294, sentido Irapuru (SP) à Dracena (SP), quando o motorista perdeu o controle da direção após um dos pneus ter estourado na altura do km 640 +300 metros.

A via ficou parcialmente interditada, pois o caminhão tombou em direção à pista, espalhando a carga de papel celulose no local. Em seguida, o veículo foi acomodado no acostamento e a carga foi carregada em outro caminhão. O trânsito já foi liberado.

A passageira do caminhão, uma mulher, fraturou um dos membros e ficou gravemente ferida. O motorista, um homem, sofreu ferimentos leves.

Ambos foram socorridos no local e encaminhados ao Pronto Atendimento Municipal de Dracena.




Fonte: G1

Frente fria chega ao Rio de Janeiro com ressaca na noite de hoje


Depois de uma sexta-feira (9) e sábado (10) de calor intenso no Rio de Janeiro, a temperatura começou a cair na noite de ontem, devido à chegada de uma frente fria no estado. A previsão do Alerta Rio é que a temperatura neste domingo (11) não passe de 24ºC, tendo registrado mínima de 14ºC durante a madrugada.

O tempo hoje permanece nublado a encoberto, com possibilidade de chuvisco e chuva fraca no período da tarde e ventos de fracos a moderados, entre 18,5 km/h a 51,9 km/h.

Para o início da semana, o Alerta Rio informa que não deve chover até quarta-feira (14), com elevação da temperatura na terça-feira (13), podendo chegar a 30ºC, mas mantendo as mínimas na faixa dos 15ºC.

Ressaca

A Marinha emitiu alerta de ressaca com início previsto para as 21h de hoje e validade até as 9h de terça-feira, com a previsão de ondas de 2,5 metros a 3 metros na orla da cidade.

O Centro de Operações da prefeitura recomenda evitar o banho de mar e outras práticas esportivas nas águas durante o período de ressaca, além de não permanecer em mirantes na orla ou em locais próximos ao mar, incluindo as ciclovias se elas forem atingidas pelas ondas.




Fonte: Agência Brasil

‘Vou buscar forças onde não tenho e trabalhar para continuar todo o legado’, diz filho que assume cargo de prefeito após a morte do pai


Nascido em Nova Esperança (PR), ele era pecuarista e tinha 68 anos de idade.

De acordo com as informações repassadas pela Prefeitura de Sandovalina ao g1, o chefe do Poder Executivo sofreu um infarto na manhã deste sábado (10), quando estava em sua casa, e ainda chegou a ser levado ao Pronto-socorro de Pirapozinho (SP) para receber atendimento médico, mas não resistiu, vindo a falecer por volta das 11h.

O velório, que se iniciou na madrugada deste sábado (10), em Sandovalina, foi aberto ao público no Ginásio Municipal de Esportes.

Na manhã de domingo (11), por volta das 10h, o corpo de Chicão foi levado para Santo André (SP), onde será velado na sede do Sindicato dos Rodoviários e Anexos do Grandes ABC (Sintetra).

O sepultamento será nesta segunda-feira (12), às 9h, no Cemitério Nossa Senhora do Carmo, conhecido como ‘Curuçá’.

Chicão atuava como motorista e presidiu durante mais de 30 anos o Sindicato dos Rodoviários e Anexos do Grande ABC (Sintetra), com sede em Santo André (SP).

Com propriedades em Sandovalina, ele decidiu entrar na carreira política e aceitou o desafio de ser prefeito do município, em 2020.

Nas eleições municipais de 2020, ele foi eleito prefeito de Sandovalina, em uma coligação que contou com o PTB, o PSDB e o PATRIOTA, com 1.909 votos, o equivalente a 66,17% dos votos válidos naquele pleito.

Prefeito de Sandovalina (SP), Francisco Mendes da Silva (AVANTE), é velado neste domingo (11) — Foto: Beto Suniga

Com o falecimento de Chicão, o filho Marcos Mendes da Silva, o Paco (PSDB), de 34 anos, assumirá o cargo na Prefeitura. Paco, que é o atual vice-prefeito, lamenta a morte do pai.

Com a morte de Chicão, quem assume o comando da administração municipal em Sandovalina é o filho dele, Marcos Mendes da Silva, o Paco (PSDB), de 34 anos. Paco, que é o atual vice-prefeito, lamenta a morte do pai.

“Eu conheci muito meu pai nesses dois anos que trabalhamos lado a lado. Conheci valores e características que não tinha oportunidade de ver. Hoje eu vou buscar forças onde não tenho e vou trabalhar para continuar todo o legado e os projetos deixados pelo meu pai”, disse Paco

Nas eleições municipais de 2020, pai e filho estavam filiados ao PTB. No entanto, posteriormente, eles mudaram, respectivamente, para o AVANTE e o PSDB.

“Meu pai me ensinou que para administrar uma cidade precisa de pulso firme, Deus no coração e vontade de ajudar quem mais precisa. Vou levar esses ensinamentos para toda a vida e manter o seu legado à frente da Administração”, conclui Silva.

Prefeito de Sandovalina (SP), Francisco Mendes da Silva (AVANTE), é velado neste domingo (11) — Foto: Beto Suniga

Prefeito de Sandovalina (SP), Francisco Mendes da Silva (AVANTE), é velado neste domingo (11) — Foto: Beto Suniga

O prefeito de Sandovalina (SP), Francisco Mendes da Silva (AVANTE), morreu vítima de infarto neste sábado (10) — Foto: Beto Suniga




Fonte: G1

Ministério da Cidadania vai revisar o cadastro do Auxílio Brasil


O Ministério da Cidadania vai fazer uma revisão no cadastro do Auxílio Brasil. O objetivo é cumprir os requisitos do programa e evitar o pagamento às famílias que tenham renda superior ao limite estabelecido. “Estamos com uma política muito forte nesse batimento de dados, nesse cruzamento de dados para fazer com que o recurso realmente chegue nessas famílias que necessitam”, afirmou o ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, em entrevista ao programa Brasil em Pauta, apresentado pelo jornalista Paulo La Salvia, que vai ao ar neste domingo (11), na TV Brasil.

O trabalho de fiscalização envolve um conjunto de órgãos, como Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria-Geral da União (CGU) e Polícia Federal. O cruzamento de informações no Cadastro Único (CadÚnico) perpassa 34 fontes de dados.

Os pagamentos do Auxílio Brasil, no valor de R$ 600, começaram em agosto a famílias que se enquadram no perfil de vulnerabilidade social previsto no programa. Essas famílias também tiveram direito ao Vale Gás no valor de R$ 110. Esses valores são resultados de Emenda Constitucional, promulgada pelo Congresso Nacional, que ampliou o volume de benefícios destinados à população de baixa renda no país.

O ministro explicou que o Auxílio Brasil busca promover uma mudança social alicerçada na autonomia das pessoas de forma que os incentivos possam ser também uma alavanca, uma porta de saída. “O principal eixo do programa é trazermos oportunidades para as famílias, com essas oportunidades elas conseguem gerar renda própria e renda é sinônimo de liberdade”, disse.

Segundo o ministro, hoje, todas as famílias na pobreza e na extrema pobreza estão recebendo o benefício. Ele explicou que as famílias que ainda não recebem o benefício devem se dirigir a um Centro de Referência em Assistência Social (Cras), nos municípios, para serem inscritas no CadÚnico, banco de dados que é uma porta de entrada para os programas sociais. O pré-cadastro também pode ser feito por meio do aplicativo Cadastro Único. A projeção do Ministério da Cidadania é chegar a 21 milhões de famílias recebendo o Auxílio Brasil até o final do ano.

Ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, é o entrevistado no programa Brasil em Pauta

Ministro da Cidadania, Ronaldo Bento, é o entrevistado no programa Brasil em Pauta – Valter Campanato/Agência Brasil

Segurança alimentar

Durante a entrevista, Ronaldo Bento falou ainda sobre o programa Alimenta Brasil, que tem como finalidade ampliar o acesso à alimentação para a população em situação vulnerável e incentivar a produção de agricultores familiares, extrativistas, pescadores artesanais, povos indígenas e demais populações tradicionais.

“O programa visa combater a insegurança alimentar fomentando a produção local de alimentos. Isso faz com que a gente tenha um alimento saudável sendo entregue a essa população de maneira mais rápida”, disse o ministro. “A gente garante a compra desses produtos para fins de entrega a bancos de alimentos e, a partir dali, vai para a merenda escolar, vai para toda essa rede de segurança alimentar. É um sistema de segurança alimentar que nós temos”, completou.

Ainda sobre o assunto, o ministro da Cidadania ainda comentou sobre a importância do Brasil na produção de alimentos em escala mundial, sendo o país um dos maiores produtores do planeta. “Produzimos um a cada cinco pratos de alimento no mundo. Sem o Brasil hoje o mundo passa fome”, destacou Ronaldo Bento.

O Brasil em Pauta vai ao ar neste domingo (11) às 22h30.

Clique aqui e saiba como sintonizar a TV Brasil.




Fonte: Agência Brasil

Depósitos futuros no FGTS poderão ser usados para comprar casa popular


A partir do próximo ano, o trabalhador poderá usar os depósitos futuros no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de casas populares. Na quinta-feira (8), o Diário Oficial da União publicou portaria que autoriza o uso desses recursos para pagar prestações do Programa Casa Verde e Amarela. A operação, no entanto, envolve riscos.

Embora a autorização para o início da modalidade já esteja valendo, a medida demorará para chegar ao mutuário. Isso porque as instituições financeiras terão 120 dias para se adaptarem à nova regra de contratação e só começarão a oferecer esse tipo de contrato em fevereiro de 2023.

A portaria regulamentou a Lei 14.438, promulgada pelo Congresso Nacional em agosto, após a aprovação da Medida Provisória 1.107, editada em março. Embora a lei autorizasse a utilização dos futuros depósitos do FGTS, a medida só valeria após a regulamentação definir as regras.

Somente famílias com renda mensal bruta de até R$ 4,4 mil poderão recorrer ao mecanismo, que poderá ser usado para a compra de apenas um imóvel por beneficiário. Na prática, a medida institui uma espécie de consignado do FGTS. Em vez de o dinheiro depositado mensalmente ir para a conta do trabalhador, será descontado para ajudar a pagar as prestações e diminuir mais rápido o saldo devedor do imóvel popular.

Responsável pelo Programa Casa Verde e Amarela, o Ministério do Desenvolvimento Regional forneceu um exemplo de como a medida funcionará. Até agora, um mutuário que ganhe R$ 2 mil por mês podia financiar um imóvel com prestação de R$ 440. Com o uso do FGTS futuro, mais R$ 160 serão incorporados, fazendo o valor da prestação subir para R$ 600 sem que o trabalhador tire mais dinheiro do próprio bolso.

A medida tem como objetivo desovar o estoque de imóveis parados no Casa Verde e Amarela. Atualmente, cerca de um terço dos financiamentos são negados por falta de capacidade de renda. Ao incluir os depósitos futuros do FGTS no pagamento das parcelas, mais famílias poderão ter acesso ao programa habitacional.

Riscos

A decisão caberá ao trabalhador, que não será obrigado a aderir a essa modalidade. Esse tipo de operação, no entanto, não está isento de riscos. Em vez de acumular o saldo no FGTS e usar o dinheiro para amortizar ou quitar o financiamento, como ocorre atualmente, o empregado terá bloqueados os depósitos futuros do empregador no Fundo de Garantia. O risco está no caso de demissão.

Caso o trabalhador perca o emprego, ficará com a dívida, que passará a incidir sobre parcelas de maior valor. Se ficar desempregado durante muito tempo, além de ter a casa tomada, o mutuário ficará sem o FGTS.

Em nota, o Ministério do Desenvolvimento Regional informou que o risco das operações será assumido pelos bancos e que continua valendo a regra atual de pausa no pagamento das prestações por até seis meses por quem fica desempregado. O valor não pago é incorporado ao saldo devedor, conforme acordo entre a Caixa Econômica Federal e o Conselho Curador do FGTS.

Um artigo na lei autoriza a retomada do Fundo Garantidor de Habitação Popular, criado em 2009 para cobrir a inadimplência nos programas habitacionais populares e suspenso em 2016. No entanto, as regras para os casos de inadimplência ainda precisam ser editadas por resoluções do Ministério do Desenvolvimento Regional e do Conselho Curador do FGTS.

Enquanto todas as regras ainda não forem definidas, as construtoras estão aguardando informações. O Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci) propôs que o FGTS futuro também seja autorizado na compra de imóveis populares usados, em vez de unidades novas. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) pediu que o governo insira um percentual limite dos depósitos futuros a serem bloqueados. Com a introdução de um teto, o trabalhador continuaria a acumular saldo no FGTS.




Fonte: Agência Brasil

Ninguém acerta as 6 dezenas e Mega-Sena acumula novamente


Nenhuma aposta acertou as 6 dezenas do concurso nº. 2.518 da Mega-Sena. O prêmio acumulado para o próximo sorteio é de R$ 75 milhões.

Confira as dezenas sorteadas:

03 – 22 – 23 – 44 – 53 – 60

Já a quina teve 112 apostas premiadas, e pagará R$ 39.587,01 para cada bilhete. Outras 7.288 apostas acertam 4 números, e receberão R$ 869,08. O próximo sorteio ocorre na quarta-feira (14).




Fonte: Agência Brasil

Exposição no Itamaraty retrata os 200 anos da diplomacia brasileira 


Até o dia 15 de novembro, o Palácio Itamaraty, em Brasília, apresenta a exposição Brasil 200 anos — Percursos da Diplomacia Brasileira, em homenagem ao Bicentenário da Independência do país. 

Por meio de 54 painéis com 4,4 m², além de fotos de documentos raros, incluindo mapas antigos e publicações do acervo do conjunto do Itamaraty no Rio de Janeiro, a mostra conta a história do país pela diplomacia durante 200 anos desde a proclamação da Independência por Dom Pedro I.

Exposição “Brasil 200 anos: percursos da diplomacia brasileira”, no Palácio Itamaraty.

Exposição Brasil 200 anos: Percursos da Diplomacia Brasileira, no Palácio Itamaraty – José Cruz/Agência Brasil

Organizada pela Fundação Alexandre Gusmão (Fenag), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), outro destaque da exposição são as imagens inéditas, de momentos e personagens marcantes nessa trajetória.

A exposição está aberta todos os dias, das 9h às 18h.

Quem não puder visitar a mostra em Brasília pode conhecer a exposição virtualmente.




Fonte: Agência Brasil

Hoje é Dia: bioma Cerrado, berço das águas, é celebrado neste domingo


Pequi, jatobá, araticum, baru, murici, goiaba, graviola, mangaba, buritis, ipês…  Mesmo com tantas cores, cheiros ou sabores que se encontram no Cerrado, há quem não reconheça toda  a importância estratégica desse bioma para o País. Neste domingo (11), é Dia do Cerrado, e que será motivação de mais reflexões sobre preservação contra poluição e desmatamento.

Não pode ser reconhecido apenas como uma vegetação de savana cinza. Na prosa, João Guimarães Rosa celebrou o Cerrado como um verdadeiro personagem, por exemplo, em Grande Sertão: Veredas (publicado em 1956). O escritor mineiro destacou, já naquela altura do século 20, que a profusão natural deveria ser especialmente protegida porque poderia estar ameaçada.

Seca, cerrado

Hoje é Dia: Foto:  Arquivo/Agência Brasil

O oásis das veredas, área encharcada anunciada por buritis, não podia ser soterrada pelos latifúndios. Um bioma que não tem a mesma opulência de árvores altas como a Floresta Amazônica acaba não tendo a mesma visibilidade ou conhecimento da população. Como diz o poeta radicado no Cerrado de Brasília, Nicolas Behr:  “Nem tudo que é torto é errado/ veja as pernas do Garrincha/ e as árvores do Cerrado”

A importância do bioma de árvores de raízes profundas, que está em 15 estados brasileiros, em 22% do território nacional e que alimenta oito das 12 grandes bacias hidrográficas brasileiras, pode ser mais conhecida em materiais jornalísticos e programas da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Especialistas ouvidos para estes materiais explicam que a vegetação do Cerrado absorve a água da chuva e a deposita em reservas subterrâneas, os aquíferos. Por isso, o bioma é considerado o berço das águas.

Há cinco anos, o programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, destacou Um gole de Cerrado, com ênfase para o fato que é no bioma em que nascem as águas das bacias dos rios Tocantins, Parnaíba e São Francisco. Ao mesmo tempo, alertava para os riscos de deterioração pela ocupação desordenada do solo e desmatamento por conta da construção de cidades e ferrovias, por exemplo, ou pelas atividades econômicas, como a agropecuária. O programa estimou que pelo menos 50% da vegetação nativa foi destruída desde os anos 1970.

Confira abaixo o programa na íntegra

A própria construção de Brasília, inaugurada em 1960 na área de Goiás, impactou o meio ambiente, o que ocorre também com a expansão de capitais. O Caminhos da Reportagem destaca soluções, como projetos de preservação e reflorestamento do cerrado. “O Cerrado tem 65 milhões de anos. De todos os ambientes da história recente do planeta, o cerrado é o mais antigo. Ele já atingiu seu clímax evolutivo. O que significa que, uma vez degradado, ele não se recupera nunca mais na plenitude da sua biodiversidade”, afirmou o antropólogo Altair Barbosa.

 “O cerrado é um bioma dentro de vários biomas. Por exemplo: o buriti. Ele nasce nas veredas alagadas. A mangaba: nos altos de serra e no terreno arenoso. Então, o pacote tecnológico que você faz pra mangaba, não serve para o buriti. O que você faz pro buriti, não serve pra mangaba”, explicou, na ocasião, a engenheira agrônoma Elainy Pereira, que criou um bosque com espécies do Cerrado na cidade de Goiânia (GO).

Em 2015, o programa Repórter Brasil havia destacado um especial sobre crise hídrica no País, e a importância de projetos de preservação do Cerrado. Especialistas no tema explicaram qual é a relação entre o cuidado ambiental e a água que chega em nossas torneiras.

Assista abaixo ao programa Repórter Brasil

No acervo das Rádios EBC, o destaque ao bioma une os alertas pela preservação e ações concretas de soluções para  as regiões. O Programa Tarde Nacional, por exemplo, destacou os mecanismos de monitoramento de fauna e flora no Jardim Botânico de Brasília, uma ação complexa e diária. Ouça abaixo.

Saiba mais sobre o monitoramento do Cerrado em Brasília

Outros produtos sobre o meio ambiente podem ser visitados no programa Brasil Rural , da Rádio Nacional. Um dos exemplos é o trabalho realizado pela  Associação de Coletores de Sementes da Chapada dos Veadeiros Cerrado de Pé, em São Jorge, região de Alto Paraíso (GO), que atua coleta de sementes e na comercialização direta.

É uma entidade que trabalha para a geração de renda para as famílias da comunidade, que incluem de assentamentos até o quilombo Kalunga. Ouça abaixo


Ação pelo Cerrado na Chapada dos Veadeiros

Confira aqui outros materiais sobre o Cerrado no acervo das Rádios EBC

Leia também na Agência Brasil mais sobre o bioma

120 anos de Juscelino Kubitschek

Juscelino Kubitschek, Brasília

Hoje é Dia – Juscelino Kubitschek, Brasília – Divulgação Governo Federal

Por falar em Cerrado, outra data que deve ser lembrada nesta semana é a de nascimento (há 120 anos) do ex-presidente Juscelino Kubitschek (1902 – 1976), que levou a capital para Brasília. No acervo das Rádios EBC, há relíquias históricas, como o episódio do Histórias do Frazão, em que ele canta “Elvira, escuta”, uma serenata à moda antiga.

Nesta semana ainda (no dia 16), outra data ligada ao meio ambiente é tema de reflexão: o Dia Internacional para a Proteção da Camada de Ozônio. Esse filtro natural interfere no nosso dia a dia. Na superfície terrestre, o ozônio contribui para agravar a poluição do ar das cidades e a chuva ácida. Mas, nas alturas da estratosfera (entre 25 e 30 km acima da superfície), é um filtro a favor da vida. Sem ele, os raios ultravioleta poderiam aniquilar todas as formas de vida no planeta. Saiba mais sobre o tema aqui.

Césio-137

Uma tragédia também deve ser lembrada nesta semana: o maior acidente radioativo brasileiro (com o Césio-137) completa 35 anos. Em 1987, a cidade de Goiânia viveu uma experiência trágica com quatro mortos e centenas de pessoas com sequelas por causa da radiação.  Confira abaixo reportagem especial da TV Brasil.

Para saber mais sobre a tragédia radioativa, confira os materiais jornalísticos da EBC

Confira a lista semanal do Hoje é Dia com datas, fatos históricos e feriados

11 a 17 de Setembro de 2022

11

Morte do compositor e jornalista fluminense Cândido Dias da Cruz (45 anos) – ao lado de Haroldo Lobo, Benedito Lacerda e outros compositores, foi um dos fundadores da Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música (SBACEM), em 1946

Dia Nacional do Cerrado

12

Nascimento do médico e ex-presidente do Brasil Juscelino Kubitschek (120 anos)

Morte do escritor paraibano José Lins do Rego (65 anos)

Nascimento do judoca e campeão olímpico paulista Rogério Sampaio Cardoso (55 anos)

13

Morte do comediante e jurado pernambucano Pedro Ferreira dos Santos, o Pedro de Lara (15 anos)

Nascimento da atriz paulista Laurinda de Jesus Cardoso Baleroni, a Laura Cardoso (95 anos)

Nascimento do compositor paulista Doraci Aires de Arruda, o Aires (90 anos)

Morte do maestro inglês Leopold Stokowski (45 anos) – em 1940, gravou o disco “Native Brazilian Music”, reunindo sua orquestra e músicos brasileiros, como Cartola, Pixinguinha e Donga

Nascimento da jornalista e escritora paulista Helena Miranda de Figueiredo, a Tia Lenita (95 anos)

Acidente radioativo de Goiânia (35 anos)

Dia Nacional da Cachaça

Dia Nacional de Luta dos Acidentados por Fontes Radioativas – comemoração instituída pela Lei Nº 12.646 de 16 de maio de 2012; tem por fim marcar a data do início do acidente radiológico de Goiânia ocorrido a partir de 13 de setembro de 1987

14

Morte da atriz estadunidense e Princesa de Mônaco Grace Kelly (40 anos)

Morte da bailarina estadunidense Isadora Duncan (95 anos) – precursora da Dança Moderna

Lançamento do livro O Capital, obra-prima de Karl Marx (155 anos)

Dia Latino-Americano e Caribenho da Imagem da Mulher nos Meios de Comunicação – data consagrada em homenagem ao programa Viva Maria, produzido e apresentado pela jornalista e radialista Mara Régia, uma das brasileiras fundadoras da Rede de Jornalistas com Visão de Gênero das Américas, criada em 2016

15

Nascimento do ator e apresentador paulista Antônio Abujamra (90 anos)

Morte do cineasta fluminense Leon Hirzman (35 anos) – autor de filmes clássicos como “A Falecida”, “São Bernardo” e “Eles não usam Black-tie”

Dia Internacional da Democracia – data reconhecida pela ONU

16

Morte da cantora lírica estadunidense Maria Callas (45 anos)

Nascimento do cantor cearense Marcondes Falcão Maia, o Falcão (65 anos)

Greve de fome de Mahatma Gandhi em protesto contra separação de castas na Índia (90 anos)

Eleição de Oswaldo Aranha como Presidente da Assembleia Geral da ONU (75 anos)

Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio – data reconhecida pela ONU

17

Nascimento da jornalista carioca Fátima Bernardes (60 anos)

Morte do cantor e compositor fluminense Herivelto Martins (30 anos)

Assinatura da Constituição dos Estados Unidos (235 anos)




Fonte: Agência Brasil

Há 45 anos, brasileiras podem optar por manter nome de solteira


Noivos há quatro meses e juntos há seis anos, o casal Aline e Caio está com o casamento marcado para janeiro do ano que vem. Vai ter festa e bolo, mas não vai ter alteração do sobrenome dela depois de assinar o registro de casamento civil. “Não houve pedido dele para adotar o sobrenome, aliás até me apoiou quando eu disse que não adotaria”, conta a nutricionista Aline Brandariz Santos, de 30 anos, noiva do programador Caio Ribeiro, de 32 anos. 

Aline e Caio casam em janeiro e vão manter os sobrenomes de solteiro

Aline e Caio casam em janeiro e vão manter os sobrenomes de solteiro – Arquivo pessoal

O que norteou a decisão dela foi a burocracia em relação à mudança de documentos. “Talvez se existisse um único documento que você só fosse lá e alterasse o estado civil e juntamente o sobrenome, com certeza eu faria a mudança. Mas só de pensar que existem vários documentos e que cada um deles eu preciso buscar um local diferente para fazer a alteração, isso já me cansa só de pensar! Então, por ora, continuarei com meu sobrenome de registro”.

Em 2022 completam-se 45 anos que as mulheres no Brasil conquistaram o direito de poder optar por acrescentar o sobrenome do marido ao seu nome completo após o casamento. Antes disso, toda mulher casada estava obrigada, por lei, a ter o sobrenome do esposo.

A partir de 1977, quando foi promulgada a lei de dissolução da sociedade conjugal (Lei do Divórcio), passou a ser facultativo para a mulher acrescer o sobrenome do marido. Esta lei alterou o então Código Civil de 1916 (parágrafo único do artigo 240), deixando optativo o acréscimo. Portanto, até 1977, o recebimento do sobrenome pela esposa se operava de forma automática: a mulher, isoladamente, recebia o sobrenome do homem.

“A Lei 6515/1977 foi um marco para o direito de família, passando a prever expressamente a possibilidade de extinção do casamento; no entanto, esta mesma lei refletiu em seu conteúdo o retrato de como a mulher era tratada de forma secundária, pois apenas ela recebia o sobrenome do marido e, em caso de divórcio, a perda do sobrenome era tratada de forma relevante, como uma verdadeira punição: por exemplo, a mulher que fosse julgada responsável pelo divórcio imediatamente perdia o direito ao sobrenome adquirido no casamento”, explica a advogada Tatiana Alves Lowenthal, responsável pelas áreas civil e trabalhista do escritório Carvalho e Cavalheiro Advogados.

Com o passar das décadas e as conquistas dos movimentos feministas, a situação mudou até chegar ao ponto atual: o Código Civil brasileiro que, desde 2002, permite também ao homem adotar o sobrenome da mulher depois de casado, se assim ele desejar.

Pesquisa

O casal Bárbara e Ismael vão manter os sobrenomes de solteiro

O casal Bárbara e Ismael vão manter os sobrenomes de solteiro – Arquivo pessoal

Uma pesquisa feita com 2 mil pessoas pela marketplace Casamentos.com.br, sendo 88% mulheres, mostrou que quatro a cada dez nubentes decidiram não acrescentar o sobrenome do parceiro. Um pouco mais da metade (51%) mantém a tradição de adotar o sobrenome do cônjuge.

Entre os motivos das noivas que vão manter o sobrenome de solteira depois do casamento estão evitar a burocracia, fortalecer o sentimento de independência e considerar a tradição defasada.

O casal Bárbara e Ismael irão manter os sobrenomes de solteiro. “Isso nunca foi uma questão para gente, nem sequer chegamos a falar sobre isso, porque a gente nunca quis, só conversamos sobre o tipo de contrato que a gente ia ter”, contou a  UX Designer Bárbara Winckler Arena, 35 anos, que, em janeiro de 2023, vai se casar com o professor de inglês Ismael Calvi Silveira, de 32 anos.

Registros em queda

Os números da pesquisa são bem semelhantes aos revelados pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen). Em julho deste ano, a entidade divulgou que, nos últimos 20 anos, o número de mulheres que deixaram de adotar o sobrenome do marido caiu significativamente no país.

Em 2002, o percentual de noivas que adotavam o sobrenome do parceiro depois de casadas era de 59,2%. Na última década, entretanto, passou a 45%. De acordo com a Arpen, atualmente, os futuros casais têm preferido manter o sobrenome de solteiro, sendo esta a opção de 47% dos que vão se casar.

Burocracia

A pesquisa do portal Casamentos.com.br foi feita pela internet durante os meses de abril e maio deste ano com 2 mil noivas e noivos que devem se casar até 2024 e permitiu aos entrevistados que acrescentassem respostas abertas no campo assinalado como Outros.

Quem não quer incluir o sobrenome do marido e quis pontuar outros motivos nesse campo, mencionou, por exemplo, a preferência pelo sobrenome dos pais ao do cônjuge, o desejo de conservar a própria identidade e independência e a vontade de não aumentar a quantidade de sobrenomes que já possui.

No entanto, a pesquisa mostrou que é a praticidade o principal impulsionador para manter o sobrenome de solteiro após o matrimônio. Quem muda o sobrenome depois do casamento, deve atualizar todos os seus documentos, como CPF, CNH, título de eleitor, passaporte, cadastro bancário, registros imobiliários, entre outros.

Entre os entrevistados que não desejam acrescentar o sobrenome do cônjuge, 45% responderam querer evitar uma série de burocracias exigidas por lei. A não mudança, entretanto, exige um comprometimento extra: a apresentação da certidão de casamento como prova do seu novo estado civil, sempre que solicitado.

Sobrenomes iguais

O novo Código Civil brasileiro, publicado em 10 de janeiro de 2002, permite ainda que “qualquer dos nubentes, querendo, poderá acrescer ao seu o sobrenome do outro”, mas a possibilidade de ambas as pessoas do casal compartilharem o sobrenome ainda não é comum no Brasil.

“Quase duas décadas completas, jamais me deparei com um homem que tenha acrescido o nome de sua esposa. Por mais que se trate de um cenário legal, não há dúvidas de que a questão é também cultural”, opina a advogada Tatiana Alves Lowenthal.

O casal Letícia e Bruno pretende quebrar esse paradigma. Depois de casados, a estudante Letícia Karina Xavier, de 21 anos, e o engenheiro de software Bruno Pires, de 22 anos, irão adotar o sobrenome um do outro.

“É um entendimento comum de ambos que o fato de estar gerando uma nova família, incluiria a junção dos sobrenomes. Assim teríamos nossa própria identidade como tal, símbolo de união. Assinaremos como Letícia Karina Pires Xavier e Bruno Pires Xavier”, conta a noiva que vai dizer o ‘sim’ em novembro deste ano.

Igualdade

Segundo a antropóloga e professora da Universidade Federal do Pará Michele Escoura Bueno, a diminuição do número de mulheres que pretende adotar o sobrenome do marido pode ser justificada pelas constantes mudanças em “convenções sociais” que celebram e reivindicam noções de igualdade e isonomia.

A pesquisadora define esse cenário como um caminho sem volta e explica que a reivindicação tem a ver com como o Estado brasileiro se relaciona com os direitos e as obrigações familiares.

“Este é o ponto central da discussão. Passa tanto pela demanda por igualdade entre homens e mulheres na hora de escolher se vai ou não modificar seu nome após o casamento civil, mas também está ligada às demandas pelo direito em se casar com alguém do mesmo gênero ou de ter garantida a proteção do Estado em situações de violências domésticas”, aponta a antropóloga.

Para a advogada Tatiana Alves Lowenthal, a imposição obrigatória do sobrenome do marido até 1977 remete à propriedade e ao machismo estrutural da qual a sociedade há muito é inserida. “Por mais que exista, por alguns, a interpretação de romantização desta escolha [adotar o sobrenome do marido], o fato de que homens sequer avaliam adotar o nome da esposa expõe exatamente esta faceta”.

Ela lembra que a liberdade dada à mulher para determinar o básico de seus direitos personalíssimos – o próprio nome – dependeu de uma alteração legal para ser exercida. “A livre e consciente escolha nessas condições não pode ser interpretada como uma mera ‘conquista’, mas um sinal de alerta de que a sociedade necessita, com premência, dar voz de igualdade a todos os seus integrantes, independentemente de sexo, raça e religião”, opina a advogada.




Fonte: Agência Brasil

Confira as dezenas sorteadas na Lotofácil de Independência


A Lotofácil de Independência sorteou, na noite deste sábado, as dezenas do concurso de número 2.610.

Os números são (em ordem de sorteio):

24 – 22 – 05 – 07 – 09 – 17 – 08 – 20 –
11 – 16 – 15 – 01 – 10 – 12 – 03

O prêmio é de R$ 180 milhões e não acumula. A Caixa ainda não divulgou o número de acertadores e nem o rateio do prêmio até o momento.




Fonte: Agência Brasil