Ações de investimento em infraestrutura e parcerias estratégicas durante o período da pandemia e da baixa movimentação foram fundamentais para a retomada rápida e positiva pela qual passa atualmente o turismo brasileiro, afirmou hoje (24), em entrevista ao programa A Voz do Brasil, o ministro do Turismo, Carlos Brito.
O ministro do Turismo, Carlos Brito, é o entrevistado no programa A Voz do Brasil, – Valter Campanato/Agência Brasil
Segundo dados da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o setor faturou cerca de R$ 94 bilhões apenas no primeiro semestre de 2022. O número é 33% superior ao mesmo período em 2021, quando o Brasil ainda passava por restrições sanitárias e de circulação.
O ministro afirmou ainda que a perspectiva de crescimento para o segundo semestre de 2022 é de 63% em relação ao mesmo período de 2021. “Estamos falando de aproximadamente 673 mil empregos que serão gerados no setor de serviços, onde o turismo está incluído”, adicionou.
“O faturamento representa um crescimento de 33% em relação a 2021. O turismo apresenta uma retomada. Tivemos uma geração de 278 mil empregos. Destes, 100 mil foram do setor do turismo“, afirmou.
Carlos Brito explicou que foram realizadas cerca de 2,9 mil obras de infraestrutura em todo o país entre 2019 e 2022. Com isso, o retorno do fluxo de turistas foi facilitado, além da melhoria em pontos turísticos e demais estruturas logísticas relacionadas.
Aeroportos
Em junho deste ano, mais de 6 milhões de passageiros usaram a malha aeroviária brasileira. Sobre os cruzeiros, o ministro Carlos Brito informou que o país passa a contar com 9 navios fixos e outros 35 navios com rotas em águas brasileiras. “Isso gera para a economia aproximadamente R$ 3,8 bilhões – 48 mil empregos diretos e indiretos”, complementou.
Nas noites frias entre a última quinta-feira (18) e hoje (24), a estação do Metrô Pedro II, de São Paulo, acolheu 507 pessoas que vivem em situação de rua. O balanço foi divulgado hoje pelo governo paulista. Entre os acolhidos, cinco eram crianças.
Desde a última quinta-feira, a estação Pedro II vinha funcionando como um abrigo temporário à noite para atender a população em situação de rua. Segundo o governo, a estação é transformada em abrigo sempre que a Defesa Civil emite estado de alerta para temperaturas abaixo de 10º Celsius, o que foi anotado durante o fim de semana.
O local tem capacidade para atender apenas 100 pessoas por noite, mas o governo de São Paulo informou que ele pode ser ampliado chegando a 400 pessoas, se necessário. Esse atendimento funciona das 19h às 8h.
Essa foi a terceira vez que a estação se transformou em um abrigo somente este ano. Em maio, 179 pessoas já haviam sido acolhidas por causa do frio. No início de junho, outras 125 pessoas.
Embora importante, essa ação vem se mostrando insuficiente. Só no último fim de semana foi registrada a morte de dois moradores em situação de rua, possivelmente por hipotermia. As causas da morte estão sendo apuradas.
Uma dessas mortes ocorreu na madrugada de sábado (20), quando a capital chegou a registrar sensação térmica em torno de 3º Celsius. No domingo (21), o padre Julio Lancellotti, que desenvolve um trabalho com a população carente, relatou a morte de um outro morador em situação de rua durante a onda de frio na capital.
Vagas
A prefeitura de São Paulo vem informando que o número de vagas em abrigos da capital vem crescendo nos últimos anos. Mesmo assim, esse número não consegue suprir a necessidade de acolhimento para toda a população que vive em situação de rua em São Paulo, que cresceu 31% em dois anos, passando de 24.344 pessoas vivendo nas ruas em 2019 para 31.884 ao final de 2021.
Se há quase 32 mil pessoas morando nas ruas da capital, a rede socioassistencial municipal de São Paulo conta com apenas 18 mil vagas. Outras 2.044 vagas adicionais foram criadas durante a vigência da Operação Baixas Temperaturas, que entra em operação quando a cidade registra frio intenso.
A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social informou que, durante a Operação Baixas Temperaturas, que funcionará até 30 de setembro, são também montadas dez tendas para atendimento dessa população quando a temperatura fica abaixo dos 10º Celsius. E que, além dos chamados pelo telefone 156, equipes fazem busca ativa durante as noites por pessoas em situação de rua.
Procurada pela Agência Brasil, a secretaria informou que a cidade de São Paulo conta com “a maior rede pública socioassistencial da América Latina destinada a atender a população em situação de rua” e que “as iniciativas realizadas de 2021 até o momento já produziram a ampliação de 3.609 novas vagas nos serviços de acolhimento”.
A secretaria informou, ainda, que “tem buscado parcerias que possam resultar em um rápido aumento da capacidade de atendimento na rede”.
“Recentemente, por meio de termo de cessão de uso, o governo do estado disponibilizou seis prédios em antigas unidades da Fundação Casa, que, uma vez readequadas, vão possibilitar a criação de 600 novas vagas para a população em situação de rua. A primeira unidade, com capacidade para 100 vagas destinadas a famílias, será entregue ainda neste mês de agosto no Itaim Paulista, zona leste”, anunciou a secretaria.
Após reunião com representantes da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) e da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, os trabalhadores rurais sem-terra que passaram os últimos dois dias em protesto em Presidente Prudente (SP) decidiram encerrar a manifestação na tarde desta quarta-feira (24).
Os protestos dos grupos de trabalhadores rurais sem-terra contra a lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo e promulgada pelo governador paulista Rodrigo Garcia (PSDB), que criou o Programa Estadual de Regularização de Terras, duraram por dois dias em Presidente Prudente (SP).
Neste segundo dia, integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) e do Movimento de Agricultores Sem Terras (Mast) também se posicionaram, na sede do escritório regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que é um órgão do governo federal e funciona no Recinto de Exposições, na Rodovia Raposo Tavares (SP-270), na Vila Nova Prudente.
A mobilização começou na manhã desta terça-feira (23), em frente aos prédios da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, no Centro, e da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), no Jardim Colina.
No trecho do Jardim Colina, o grupo montou um acampamento e, na manhã desta quarta-feira (24), se posicionou sobre a Rua Engenheiro Alfred Johan Liemert , em frente ao prédio da Fundação Itesp. O local está interditado e o trânsito de veículos, impossibilitado.
Na manhã desta quarta-feira (24), integrantes seguiram também ao escritório regional do Incra, que funciona no Recinto de Exposições Jacob Tosello, localizado no km 563 da Rodovia Raposo Tavares. O prédio estava fechado, mas os manifestantes receberam orientações para agendar uma reunião.
Segundo o coordenador da Frente Nacional de Luta (FNL), Luciano Lima , em reunião realizada na tarde desta quarta-feira (24), na sede da Procuradoria-Geral do Estado na cidade de Presidente Prudente, os representantes do Estado esclareceram diversos pontos sobre a lei estadual 17.557/2022, que criou o Programa Estadual de Regularização de Terras. Os representantes do Estado disseram que a lei ainda não entrou em vigor, pois ainda faltam alguns amparos. Desta forma, vão conseguir dar andamento nos processos de regularização de terras que já estavam abertos.
Ainda de acordo com o coordenador da FNL, durante a reunião, o Itesp e a Procuradoria do Estado se comprometeram em manter o levantamento das áreas que já estavam em vistorias para realizar a demarcação, como na fazenda São Luís, por exemplo, e também dar continuidade nos processos já abertos.
Em nota ao g1, a Fundação Itesp informou que os manifestantes decidiram encerrar o protesto após os representantes do Estado ter esclarecido as dúvidas dos mesmos. O encontro envolveu os representantes do órgão e lideranças do movimento social na tarde desta quarta-feira (24), na Procuradoria Geral do Estado, sobre a nova lei 17,557/2022, que cria o Programa Estadual de Regularização de Terras.
Desta forma, os grupos de trabalhadores rurais sem-terra fizeram a retirada do acampamento instalado em frente ao prédio da Fundação Itesp e devem deixar Presidente Prudente ainda na tarde desta quarta-feira (24).
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Integrantes do movimento sem-terra deixam acampamento em Presidente Prudente (SP) — Foto: TV Fronteira
Integrantes do movimento sem-terra deixam acampamento em Presidente Prudente (SP) — Foto: TV Fronteira
Em nota ao g1, o Incra ressaltou que as pautas apresentadas serão encaminhadas para a sede da autarquia, onde serão avaliadas, como ocorre neste tipo de situação.
“Em relação à citada manifestação, feita de forma pacífica em nosso escritório de Presidente Prudente, informamos que compete ao governo federal, por meio do Incra, a arrecadação de áreas particulares para a reforma agrária”, pontuou.
“Já as ações discriminatórias para a regularização das chamadas áreas devolutas (terras públicas nunca tituladas, sem destinação do poder público a um particular), como é a maior parte das terras no Pontal do Paranapanema, competem ao governo do Estado de São Paulo”, prosseguiu.
“Quanto às demais políticas de infraestrutura e de créditos para a reforma agrária sob responsabilidade do Incra, esclarecemos que estas são executadas também em assentamentos estaduais, sempre que o Incra é demandado, o que vem sendo realizado conforme os planos de trabalho da autarquia”, enfatizou.
“Por último, reforçamos nossa postura de permanente diálogo com todos os setores da sociedade civil. As pautas apresentadas serão recepcionadas e devidamente encaminhadas para a sede da autarquia, onde serão avaliadas, como ocorre neste tipo de situação”, concluiu o órgão do governo federal ao g1.
Em 2º dia de protesto, trabalhadores sem-terra se mobilizam no escritório regional do Incra e fecham rua no Jardim Colina, em Presidente Prudente
Grupos de trabalhadores rurais sem-terra protestam em frente ao Itesp e à Procuradoria-Geral do Estado, em Presidente Prudente
O projeto de lei 277, que tratava sobre a regularização de terras, foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em junho deste ano.
O texto autoriza o governo paulista, por intermédio da Secretaria da Fazenda do Estado, a implantar a regularização fundiária de terras públicas já ocupadas acima de 15 módulos (que variam, em hectares, de acordo com cada município).
A lei que permite a regularização fundiária de terras consideradas devolutas no Estado de São Paulo foi sancionada e promulgada pelo governador Rodrigo Garcia (PSDB) em 21 de julho. A cerimônia oficial foi realizada no Rancho Quarto de Milha, em Presidente Prudente (SP), onde Garcia reuniu-se em um almoço com representantes do setor ruralista e lideranças políticas e empresariais.
De autoria dos deputados estaduais Altair Moraes (REPUBLICANOS), Campos Machado (AVANTE), Carla Morando (PSDB), Carlos Cezar (PL), Coronel Telhada (PP), Fernando Cury (União Brasil), Frederico d’Avila (PL), Gil Diniz (PL), Itamar Borges (MDB), Jorge Wilson Xerife do Consumidor (REPUBLICANOS), Mauro Bragato (PSDB), Reinaldo Alguz (União Brasil), Sebastião Santos (REPUBLICANOS) e Vinícius Camarinha (PSDB), a nova lei tem como objetivo criar o Programa Estadual de Regularização de Terras.
O Programa Estadual de Regularização de Terras autoriza o Estado a transigir e a celebrar acordos, judicial ou administrativamente, para fins de alienação, com vistas a prevenir demandas ou extinguir as que estiverem pendentes, em todas as fases dos processos discriminatórios, reivindicatórios e regularização de posses em terras devolutas.
Na mesma cerimônia em Presidente Prudente, Garcia regulamentou a lei nº 17.517, que transfere, em definitivo, terras estaduais a produtores rurais assentados mediante pagamento.
“Vim a Presidente Prudente para sancionar a lei da paz no campo, a lei que vai trazer desenvolvimento e investimento para a área rural. É uma lei construída por muitas mãos, de autoria de diversos deputados, de diversos partidos, e que agora conta com a minha sanção definitiva”, declarou o governador na ocasião.
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Integrantes do movimento sem-terra deixam acampamento em Presidente Prudente (SP) — Foto: Sérgio Bonilha
Integrantes do movimento sem-terra deixam acampamento em Presidente Prudente (SP) — Foto: Sérgio Bonilha
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Integrantes do movimento sem-terra deixam acampamento em Presidente Prudente (SP) — Foto: TV Fronteira
Integrantes do movimento sem-terra deixam acampamento em Presidente Prudente (SP) — Foto: TV Fronteira
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Integrantes do movimento sem-terra deixam acampamento em Presidente Prudente (SP) — Foto: TV Fronteira
Integrantes do movimento sem-terra deixam acampamento em Presidente Prudente (SP) — Foto: TV Fronteira
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Integrantes do movimento sem-terra deixam acampamento em Presidente Prudente (SP) — Foto: TV Fronteira
Integrantes do movimento sem-terra deixam acampamento em Presidente Prudente (SP) — Foto: TV Fronteira
A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo confirma o primeiro caso de varíola dos macacos na cidade de Presidente Prudente (SP), nesta quarta-feira (24). É a primeira confirmação da doença no Oeste Paulista.
De acordo com informações da Prefeitura de Presidente Prudente, ainda não foram divulgados os detalhes sobre o paciente e o estado de saúde.
O Estado de São Paulo tem 2.640 casos confirmados da Monkeypox. O atual surto não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. O vírus da Monkeypox, que faz parte da mesma família da varíola, é transmitido entre pessoas e o atual surto tem prevalência de transmissão de contato íntimo e sexual.
Os casos dessa infecção eram relativamente comuns na África Central e na África Ocidental, especialmente em regiões com florestas tropicais. Mais recentemente, o número de casos parece ter aumentado também em áreas urbanas.
Apesar do nome, os principais hospedeiros desse vírus na natureza são roedores. Mas primatas não humanos também são afetados por esse tipo de varíola.
Nesta sexta-feira (29), o Ministério da Saúde confirmou a primeira morte por varíola dos macacos no Brasil. O paciente, um homem de 41 anos com graves problemas de imunidade, estava internado no Hospital Eduardo de Menezes, em Belo Horizonte (MG), e morreu na quinta-feira (28). O secretário de Saúde do Estado de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, disse que o paciente que não resistiu estava em tratamento oncológico (linfoma) e era imunossuprimido.
Prevenção contra a Monkeypox (MPX):
Evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele;
Evitar beijar, abraçar ou fazer sexo com alguém com a doença;
Higienização das mãos com água e sabão e uso de álcool gel;
Não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais;
Uso de máscaras, protegendo contra gotículas e saliva, entre casos confirmados e contactantes.
Sintomas da Monkeypox (MPX):
O principal sintoma é o aparecimento de lesões parecidas com espinhas ou bolhas, que podem surgir no rosto, dentro da boca ou em outras partes do corpo, como mãos, pés, peito, genitais ou ânus;
Caroço no pescoço, axila e virilhas;
Febre;
Dor de cabeça;
Calafrios;
Cansaço;
Dores musculares.
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Uma consulta feita com 2.511 estabelecimentos brasileiros de saúde indica que a criação dos pisos salariais nacionais para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras pode resultar no fechamento de 20 mil leitos hospitalares em todo o país e em até 83 mil demissões.
A lei que define os valores mínimos que serão pagos aos profissionais entrou em vigor no último dia 5. O texto aprovado pelo Congresso Nacional e sancionado pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, estabelece que nenhum enfermeiro pode receber menos que R$ 4.750, independentemente de trabalhar na iniciativa privada ou no serviço público federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal.
Para técnicos de enfermagem, o ganho não pode ser inferior a 70% deste valor, ou seja, a R$ 3.325. Já os auxiliares e as parteiras não podem receber menos que a metade do piso pago aos enfermeiros, ou seja, menos que R$ 2.375. União, estados, Distrito Federal e os municípios têm até o fim do atual exercício financeiro para ajustar as remunerações e os respectivos planos de carreira de seus profissionais. Já para trabalhadores celetistas, os pisos já estão em vigor.
Os responsáveis pela pesquisa sustentam que a adequação ao piso salarial elevará as despesas das instituições com as folhas de pagamento na média, em 60%. Razão pela qual 77% das instituições consultadas responderam que, para pagar os valores estipulados na Lei 14.434, terão que reduzir o número de enfermeiros contratados.
Além disso, 65% dos entrevistados afirmaram que também terão que demitir pessoal de outras áreas. Além disso, 59% preveem o cancelamento de investimentos e 51% acreditam que terão que reduzir o número de leitos hospitalares.
“Os impactos são imediatos. A folha de pagamento está aí. Esse levantamento é só uma amostra do que será desencadeado pelo Brasil”, afirmou, em nota, o presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), Mirocles Véras, destacando que os estabelecimentos filantrópicos que atendem a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e que, segundo ele, há tempos “sofrem com o subfinanciamento” público, sentirão ainda mais os reflexos do aumento dos custos.
“A redução na assistência à população será certa, bem como redução dos postos de trabalho em todas as categorias, especialmente na enfermagem. Todos os investimentos, melhorias em infraestrutura serão cancelados, sem previsão de luz no fim do túnel”, acrescentou Véras.
Valorização
Membro do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Daniel Menezes de Sousa rebateu as conclusões das entidades responsáveis pela pesquisa. “Defendemos que é preciso melhorar o financiamento à saúde pública e nos solidarizamos com o setor filantrópico, cuja importância é vital. Ocorre que os problemas de financiamento deste segmento não vêm de hoje, não sendo correto atribuir à valorização dos trabalhadores a possibilidade de serviços virem a ser inviabilizados”, ponderou Sousa, afirmando à Agência Brasil que cabe ao Congresso Nacional e ao Poder Executivo “ajustar a conta”.
“A aprovação do projeto que desonera a folha de pagamento do setor seria muito importante. Já o estabelecimento do piso vai qualificar o trabalho. Muitos profissionais hoje forçados a fazer jornadas duplas ou triplas para sobreviver poderão inclusive abrir mão de um destes trabalhos, dando vez a outros profissionais que não encontram vagas”, comentou Sousa.
Além da CMB, participaram da organização da pesquisa outras quatro grandes entidades do setor hospitalar brasileiro: Confederação Nacional de Saúde – CNSaúde; Federação Brasileira de Hospitais – FBH; Associação Nacional de Hospitais Privados – Anahp e Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica – Abramed.
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) assinou um memorando de entendimento (MoU) com a Prasar Bharati, o serviço público de radiodifusão indiano, nesta quarta-feira (24). O objetivo é trocar conteúdos produzidos por ambas as empresas. A assinatura ocorreu durante reunião da Comissão Mista de Cooperação Brasil-Índia, realizada no Palácio do Itamaraty. Serão compartilhados conteúdos próprios produzidos para as plataformas de televisão, rádio, agência de notícias e internet. No caso da EBC, os conteúdos poderão ser usados pela TV Brasil e seus parceiros de rede, pela TV Brasil Play, pelas rádios da EBC, pela Agência Brasil e pela Radioagência Nacional. Já a Prasar Bharati poderá usar os conteúdos da EBC em seus veículos Doordarshan e All India Radio.
De acordo com o estabelecido, não haverá custo para nenhuma das partes. “Cada participante assumirá as próprias despesas decorrentes deste instrumento como tributos de toda natureza, transporte, serviços de tradução de conteúdo e outras despesas que possam estar relacionadas com o objetivo do presente instrumento”, diz o memorando.
Segundo o presidente da EBC, Glen Valente, a nova parceria faz parte da estratégia de buscar conteúdos diferenciados para a TV Brasil, como filmes produzidos em Bollywood (a indústria cinematográfica indiana). Glen Valente destaca também que essa troca demonstra que a TV Brasil produz conteúdos interessantes não só para o Brasil como para fora do país.
“Eu acho que é sempre bom mostrar que a TV Brasil produz conteúdos maravilhosos, que são de excelência e qualidade e que, de alguma maneira, podem ser utilizados fora do Brasil”, enfatizou.
Dos dias 21 a 28 de agosto, é comemorada a Semana Nacional da Criança Excepcional. “O objetivo foi demonstrar à sociedade as condições dessas crianças de maneira a contribuir para a desconstrução de preconceitos, divulgação das necessidades especiais delas e o caráter único da excepcionalidade de cada uma”, explica Julio Agante Fernandes, proprietário do InstitutoNeuroVida. Mais do que a reflexão, fica a necessidade da mobilização social para que se estruture e organize políticas públicas que promovam a inclusão dessas crianças em vários aspectos.
De acordo com o dicionário Aurélio, excepcional é um adjetivo que traz como definição o que é diferente, não está dentro dos padrões considerados normais. Seus sinônimos, quando aplicados no sentido abstrato da arte, qualificam histórias, quadros, filmes e esculturas como fantásticas, sensacionais, fabulosas e magníficas. Quando aplicado na realidade, trazem o sentido de incomum, atípico, diferente.
“Na literatura, ser uma criança excepcional significa apresentar qualquer tipo de deficiência, podendo ser intelectual, motora, de comunicação ou sensitiva”, afirma Julio. Porém, ressalta que é importante destacar que enquanto seres humanos, todos nós apresentamos diferenças, o que nos faz um ser único dentro da espécie.
O InstitutoNeuroVida sempre reforça a necessidade de conscientização sobre as potencialidades dos indivíduos. Além do que existe e é visto, há na mente de cada um, infinitas possibilidades, oportunidades de demonstrar o que se passa em nossos mundos, fazer o outro ver a vida com os nossos olhos.
“Observar todo o esforço desprendido por estas crianças na busca da superação de suas adversidades, nas suas lutas permanentes para atingir objetivos que para muitos são simples, levam à reflexão de quão extraordinárias são”, reforça Julio. Nesse sentido, excepcionais são também muitas mães e pais, nas suas constantes lutas para buscar e oferecer a seus filhos tudo aquilo que necessitam para se desenvolverem.
Para comemorar a Semana Nacional da Criança Excepcional e a luta dessas crianças e famílias, o InstitutoNeuroVida traz três depoimentos de mães e crianças que transformaram suas vidas e as das pessoas que as rodeiam. Confira com a gente!
Marcela e Eloah – Presidente Bernardes
“Até um ano, a Eloah se desenvolveu normalmente. Depois disso, ela começou a ter algumas podas como parar de dar tchau, parar de imitar gestos e de comer coisas que antes comia. Recebi o diagnóstico para TEA há pouco tempo, uns 7 meses. Como já estava investigando, estava preparada. Claro que de início, queria que ela fosse como todas as crianças, mas se Deus me mandou ela assim, é porque sabe que vou conseguir.”
Todos os dias aprendo algo com a Eloah. Ela tem muita capacidade de aprender e de me mostrar como é bom ser mãe de atípica. Não é fácil, mas é recompensador ver cada vitória dela. Minha vida era sem graça e com a chegada da Eloah, estou descobrindo que sou capaz de muito mais coisas, coisas que nunca imaginei. Estou superando meus próprios limites.”
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“Todos os dias aprendo algo com a Eloah. Ela tem muita capacidade de aprender e de me mostrar como é bom ser mãe de atípica”, afirma Marcela. — Foto: Cedida
“Todos os dias aprendo algo com a Eloah. Ela tem muita capacidade de aprender e de me mostrar como é bom ser mãe de atípica”, afirma Marcela. — Foto: Cedida
“Eloah é linda, inteligente e me surpreende a cada dia, mudou minha vida para muito melhor. O preconceito ainda existe mas eu espero que todas as pessoas possam ter o privilégio de conhecer alguma criança excepcional e saber o tamanho do amor que elas têm dentro delas. Elas são adoráveis e inteligentes. Foi graças à minha filha que hoje estou superando meus limites e estou amando muito tudo isso”.
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“Foi graças à minha filha que hoje estou superando meus limites e estou amando muito tudo isso”, finaliza Marcela. — Foto: Cedida
“Foi graças à minha filha que hoje estou superando meus limites e estou amando muito tudo isso”, finaliza Marcela. — Foto: Cedida
Depoimento da Marcela Milhoranca, 41 anos, mãe da Eloah, de 2 anos e 10 meses.
Beatriz, Khaleo e Kendrew – Regente Feijó
A gestação dos dois foi bem tranquila. Tudo em dia: pré-natal, exames, vitamina, nada fora do normal durante os nove meses. Inclusive, trabalhei durante a primeira gestação. Tanto o Khaleo quanto o Kendrew eram crianças com comportamentos e saúde que não me fizeram perceber ou fazer qualquer outra correlação de que eles tinham algo a mais. A partir dos dois anos, o Khaleo começou a ter algumas atitudes que vieram a afetar a rotina dele como criança. Nessa fase, dos dois aos quatro anos, a falta de informação nos prejudicou bastante. Khaleo é autista não verbal, e apresenta também o TDAH. Ele já verbalizou algumas letras, números e até palavras curtas, mas isso foi por pouco tempo. Após o nascimento do irmão, ele se fechou para qualquer tipo de comunicação verbal. Hoje, toda e qualquer comunicação que ele precisa expressar é através do contato físico.”
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Khaleo brincando. — Foto: Cedida
Khaleo brincando. — Foto: Cedida
“O Kendrew também sempre foi muito tranquilo, dormia bem, se alimentava de leite materno até demais (risos). Não tive dificuldade alguma com ele, muito pelo contrário. Era um bebê muito calmo. Tanto na creche quanto em casa, ele sempre foi muito carinhoso e protetor. A dificuldade dele sempre foi a comunicação verbal, que apesar de existir, era muito embaraçosa e isso dificultava a rotina dele fora de casa”
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Kendrew brincando no carrinho. — Foto: Cedida
Kendrew brincando no carrinho. — Foto: Cedida
O diagnóstico veio primeiro com o Khaleo, quando ele tinha 3 anos, e com o Kendrew foi recente, coincidentemente ele também tinha 3 anos. Apesar da demora no diagnóstico do Khaleo, eu como mãe já sabia e sentia que meu filho era especial, de alguma forma meu coração já sentia através de gestos, olhares e interpretações que ele era diferenciado. O diagnóstico nunca foi problema para nós, pais. No momento em que recebemos a notícia de que nosso filho estaria dentro do espectro até sair dali sabendo que de alguma forma nós precisaríamos dedicar nossa vida à dele, não ele à nós, o único medo, dúvida e questionamento que tivemos era o que faríamos a partir dali. Como seguiríamos? O que mudaria? Qual o tratamento a partir de agora?”
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Khaleo quando mais novo. — Foto: Cedida
Khaleo quando mais novo. — Foto: Cedida
“Para a família, a questão foi mais delicada. Ninguém entendia o que era autismo, achavam ser frescura, birra de criança mimada. Muitos falaram várias teorias sem base até aceitarem finalmente.”
Sem dúvidas, o melhor ensinamento como mãe atípica até hoje é que é possível amar sem ouvir, ouvir sem falar e entender o que eles sentem mesmo sem eles expressarem uma só palavra. É difícil dizer uma só situação que eles nos ensinam, pois vivemos em constante aprendizado com eles. Pequenos gestos, formas de se comunicar e expressar amor, são pequenas atitudes diárias que nos fazem repensar o quanto eles nos ensinam muito mais do que ensinamos. A Beatriz de hoje nunca seria a Beatriz que se vê no espelho todos os dias sem o Khaleo e o Kendrew.”
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Legenda: Kendrew realizando atividades de figuras. — Foto: Cedida
Legenda: Kendrew realizando atividades de figuras. — Foto: Cedida
Tive muitas inseguranças, receios, medos, dúvidas, questionamentos, mas em contrapartida me trouxe muita maturidade, força e atenção. Aprendi que em meio ao caos sempre há um porquê, uma razão e um propósito. Sigo nele porque nunca vamos ter respostas para todas nossas perguntas como mães, nunca estamos 100% seguras. O que podemos é viver nossos dias com certeza da nossa fé, garra, força de vontade e que vamos estar presentes na vida deles independente de qualquer situação. Diria que antes deles eu não enxergava, apenas vivia e hoje eu tento olhar para o mundo com os olhos deles para conseguir ver a vida como eles vêm.”
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Khaleo pronto para a escola. — Foto: Cedida
Khaleo pronto para a escola. — Foto: Cedida
Os considero excepcionais porque são crianças que apesar das diferenças, são muito inteligentes. Apesar das muitas dificuldades que o espectro trás, ele também tem seu lado positivo. A cada pequena conquista ou estímulo que eles são capazes de realizar, ficamos com o coração a mil de tanta alegria, emoção e gratidão, porque sabemos que eles podem. O preconceito sempre existiu. A culpa é da falta de informação, que até hoje causa muito constrangimento, dor, e traumas que levamos para a vida toda. Não gosto nem de lembrar. Como adultos relevamos mas, como mães, vendo a falta de empatia e maldade com seu filho, o sentimento de impotência e incapacidade te domina e deixar claro que nossos filhos não merecem desprezo. Meu recado é que todos busquem por informações. Suas atitudes no dia a dia podem fazer a diferença para um todo. Respeito é bom e eles também gostam. Precisamos sair da bolha para enxergar o que tem fora.”
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Beatriz com os filhos e o marido. — Foto: Cedida
Beatriz com os filhos e o marido. — Foto: Cedida
Depoimento da Beatriz Leite do Nascimento, 27 anos, mãe do Khaleo, de 6 anos, e do Kendrew, de 4 anos.
Priscila e Bernardo – Presidente Bernardes
“A gravidez do Bernardo foi planejada. Tive que tomar uma injeção para o pulmão e ele não chorou ao nascer, tiveram que socorrer às pressas. Ele teve desconforto respiratório, nasceu com os pés roxos e respirava muito depressa. Teve três paradas cardíacas e ficou na UTI por três dias. Nos primeiros anos de vida do Bernardo, ele só se sentou e andou com 1 ano e 8 meses, não engatinhou. Ele vivia no mundinho dele, no canto. Não interagia com as crianças e babava muito, ficava com a linguinha para fora.”
Recebi o laudo com o diagnóstico do Bernardo como autista quando ele tinha 2 anos. A partir daí, encaminharam ele para fazer psicóloga, fonoterapia, terapia ocupacional e equoterapia. Para mim foi um grande choque, vivi um mês de luto e chorava muito, pois não entendia o que era autista. Depois eu fui me informando, entrando em grupos de mães que têm filhos autistas e fui trocando experiências e me reerguendo. Para meus pais também foi muito difícil quando descobrimos o autismo, mas eles sempre ficaram do meu lado e me apoiaram em tudo, me apoiam até hoje.”
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Bernardo brincando no sofá. — Foto: Cedida
Bernardo brincando no sofá. — Foto: Cedida
As coisas mais fantásticas que o Bernardo faz a cada dia é ser carinhoso, amoroso, abraçar e fazer coisas que antes ele não fazia, como pegar na mão para pedir quando quer algo. Ele começou a se interessar por brinquedos, começou a balbuciar. Antes dele eu tinha o sonho de ser psicóloga, saía com as amigas. Com a chegada dele eu parei a minha vida para viver a dele e não me arrependo. Em fevereiro comecei a trazer ele para o Instituto NeuroVida, indicado por uma amiga. Meu filho começou a fazer as terapias de fonoaudiologia, psicologia, psicopedagogia, fisioterapia, nutrição e musicalização. Vejo muita diferença hoje no tratamento do meu filho com os profissionais de lá. Ele está outra criança. Interage mais, tem contato com adultos e crianças, deixa ser abraçado e beijado.”
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Mãe e filho dividem vários momentos juntos. — Foto: Cedida
Mãe e filho dividem vários momentos juntos. — Foto: Cedida
“Já passei por preconceitos com o Bernardo, desde pequeno, porque ele sempre ficava gritando e babando, com a língua para fora. Às vezes tinha crises e as pessoas olhavam com cara feia, como se eu não desse educação ou fosse burra, como se fosse birra do meu filho. Eu ficava muito mal e ainda fico. Pessoas com autismo não mentem, não julgam, não fazem mal a ninguém. São inocentes. Nós, como mães, aprendemos muito com eles. É um amor infinito.”
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Para Priscila, viver a vida pelo filho é a melhor coisa que ela poderia ter. — Foto: Cedida
Para Priscila, viver a vida pelo filho é a melhor coisa que ela poderia ter. — Foto: Cedida
Depoimento da Priscila da Silva Oliveira, 39 anos, mãe do Bernardo, de 6 anos.
Instituto NeuroVida e a informação como arma de inclusão5
O Instituto NeuroVida, sempre de acordo com o bem-estar e desenvolvimento das crianças excepcionais, traz em seu tratamento, além das abordagens multidisciplinares com as crianças, uma abordagem no ambiente escolar. “A gente entende que não adianta alinhar a clínica com a família se não for alinhar também com a escola. Então, as terapeutas vão na escola para conversar e esclarecer quais são as repercussões que aquele quadro gera na criança”, explica Julio.
A abordagem não tem intenção de intervir na didática da escola, mas sim de explicar para professores, coordenadores pedagógicos e para a escola, no geral, quem é aquela criança e porque ela se apresenta daquela forma, podendo auxiliá-los em diversos momentos da participação escolar.
“Deixamos um canal aberto de comunicação para que os professores possam entrar em contato com o Instituto NeuroVida para que a gente possa orientá-los com qualquer dificuldade que eles possam ter na condução dessas crianças no ambiente escolar”, finaliza Julio.
Dois homens, de 25 e 27 anos, que faziam o transporte da mercadoria, foram interceptados na Estrada Vicinal Kiichiro Hattori. Polícia Militar apreendeu 1 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai
Polícia Militar
A Polícia Militar deteve em flagrante dois homens, de 25 e 27 anos, pelo transporte de 1 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai, apreendidos durante uma fiscalização de trânsito na Estrada Vicinal Kiichiro Hattori, em Flórida Paulista (SP).
No carro, a polícia encontrou quatro sacolas pretas com 100 pacotes de cigarros, totalizando 1 mil maços.
Um dos rapazes afirmou aos militares que os cigarros eram de sua propriedade e haviam sido buscados em Presidente Prudente (SP).
Os homens foram detidos pelos crimes de contrabando e descaminho e, em seguida, conduzidos à Delegacia da Polícia Federal, em Marília (SP), nesta terça-feira (23). Depois de ouvidos, eles acabaram liberados para responder em liberdade ao processo na Justiça Federal.
Já o veículo e a mercadoria permaneceram apreendidos pela polícia.
Polícia Militar apreendeu 1 mil maços de cigarros contrabandeados do Paraguai
Polícia Militar
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O Festival Cultural “Vem Ser Feliz”, promovido pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps), será realizado nesta quinta-feira (25), no Ginásio Municipal de Esportes, em Presidente Venceslau (SP), a partir das 19h. O evento iniciará as atividades alusivas ao Setembro Amarelo, mês de prevenção e combate ao suicídio.
Segundo a enfermeira Aline Escudeiro, que é a coordenadora do Caps, foram registrados, no período de janeiro a junho de 2022, cinco suicídios cometidos e 80 tentativas notificadas em Presidente Venceslau. O número é alto e, geralmente, o Caps é notificado somente após o ato cometido.
“A ideia do festival veio para tentarmos prevenir de alguma forma e atingir indiretamente aquela pessoa que está sofrendo em silêncio e apresentando sinais, mesmo que sutis”, disse Aline ao g1.
O Festival Cultural “Vem ser Feliz” tem como proposta valorizar a vida. Em reuniões anteriores, o festival foi apresentado para representantes de diversos segmentos da sociedade, com o intuito de envolver o maior número de pessoas na luta contra o suicídio.
Aline ainda comentou que setembro, por ser o mês dedicado à prevenção do suicídio, muitas vezes instiga quem tem a propensão de tirar sua própria vida, já que o assunto é abordado com mais frequência.
“Queremos tentar mudar a visão do mês de setembro com a realização do Festival ‘Vem Ser Feliz’. A ideia é abordar a valorização da vida e fazer com que as pessoas olhem para as outras com outros olhos, tendo mais empatia. Desta forma, elas podem até mesmo perceber os sinais de quem está passando por um momento difícil”, completou Aline ao g1.
De acordo com a Prefeitura de Presidente Venceslau, entre as atividades do festival, devem se apresentar grupos de dança, cantores e grupos musicais da cidade, com shows de Estácio Lima, Carol Jock, Vinícius Barbedo, Tom Azuos e Denimar e Gabriel. Os grupos Ágape Sense e Eskema Atrevido também devem participar, bem como o grupo Amor & Cia, com apresentação circense, e uma academia, com dança. O evento também irá contar com sorteio de brindes e outras atividades.
A entrada é livre para o público e será arrecadado um quilo de alimento não-perecível em forma de doação. Os alimentos serão revertidos para o Fundo Social de Solidariedade de Presidente Venceslau
O festival será realizado no Ginásio Municipal de Esportes e as duas entradas do local estarão liberadas, nas ruas Almirante Barroso e Duque de Caxias.
A Prefeitura de Presidente Prudente (SP) anunciou, nesta quarta-feira (24), a abertura de um processo de licitação que coloca à venda um imóvel público municipal avaliado em mais de R$ 9 milhões. Com uma área de 122.431,85 metros quadrados, o terreno fica localizado na Estrada Municipal João Baptista Caravina, 1.465, na zona sul da cidade, próximo ao Cemitério Municipal Campal.
Por meio da concorrência pública nº 04/2022, o anúncio estipula o valor de R$ 9.000.200,00 para a área, de acordo com o laudo de método comparativo de dados de mercado, emitido pela Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seplan).
Poderão participar da licitação somente pessoas jurídicas estabelecidas em qualquer localidade do território nacional, desde que atendam às condições estabelecidas no edital.
Não poderão participar da licitação:
empresas que tenham sido declaradas inidôneas por qualquer órgão da administração pública, direta ou indireta, federal, estadual ou municipal, bem como as que estejam punidas com suspensão do direito de contratar ou licitar com o órgão ou entidade promotora da licitação.
Servidor de qualquer órgão ou entidade vinculada ao órgão promotor da licitação, bem como a empresa da qual tal servidor seja sócio, dirigente ou responsável técnico.
Os interessados deverão apresentar, em envelope fechado, os documentos obrigatórios à habilitação, constando na sua face externa os seguintes critérios:
De habilitação jurídica:
Registro comercial, no caso de empresário individual;
Ato constitutivo, estatuto ou contrato social em vigor e alterações subsequentes devidamente registradas, em se tratando de sociedade empresária, e, no caso de sociedade por ações, a ata registrada da assembleia de eleição da diretoria;
Decreto de autorização, em se tratando de empresa ou sociedade estrangeira em funcionamento no país e ato de registro ou autorização para funcionamento expedido pelo órgão competente, quando a atividade assim o exigir;
Modelo de Declaração de Idoneidade;
Modelo de Declaração de Não Parentesco;
Modelo de Declaração de Não Existência de Trabalhadores Menores.
De regularidade fiscal e trabalhista:
Cartão do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ);
Certidão de Regularidade Fiscal (CRF) do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), expedido nos termos da lei, dentro do prazo de validade;
Certidão Negativa de Débito (CND) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), expedido nos termos da lei, dentro do prazo de validade;
Prova de regularidade para com a Fazenda Federal (Dívida Ativa da União e Certidão de Quitação de Tributos e Contribuições Federais), dentro do prazo de validade ou equivalente, na forma da lei;
Prova de inexistência de débitos inadimplidos perante a Justiça do Trabalho, mediante a apresentação de certidão negativa, nos termos do Título VII-A da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943.
Os envelopes com as propostas deverão ser protocolados até a data de sua abertura, no dia 15 de setembro, às 14h, no Departamento de Compras e Licitações do Paço Municipal, localizado na Avenida Coronel José Soares Marcondes, nº 1.200, no Centro. Os envelopes poderão ser entregues diretamente pela proponente, enviados pelo correio ou por outros serviços de entrega.
A proposta vencedora será aquela que apresentar a maior oferta de preço, que deve ser pago à vista de maneira integral. Além disso, a empresa adjudicada deverá fazer o pagamento do valor à Prefeitura dentro do prazo de até 30 dias, após data da assinatura do contrato.