Mulher é presa suspeita de furtar produtos de quatro lojas de shopping em Presidente Prudente | Presidente Prudente e Região


Uma mulher de 28 anos foi presa suspeita de furtar produtos de, pelo menos, quatro lojas de um shopping no Jardim das Rosas, em Presidente Prudente (SP). O flagrante foi registrado na Delegacia Participativa da Polícia Civil no final da tarde deste domingo (14).

Um rapaz esteve na delegacia e relatou que trabalha em uma das lojas de um shopping na Avenida Manoel Goulart, e viu a mulher colocar “um bolo” de peças de roupas dentro de uma sacola plástica e saiu do estabelecimento.

O funcionário conseguiu abordar a suspeita, que já estava em um corredor fora da loja, e a questionou sobre os produtos. A mulher confessou ter cometido o furto e voltou para dentro da loja.

O funcionário, então, acionou a segurança do shopping.

Ainda dentro do estabelecimento, a mulher despejou tudo o que estava na sacola e foram encontrados produtos de, pelo menos, outras três lojas do shopping. A envolvida confessou ter acabado de furtar os materiais, que foram reconhecidos por funcionários.

A Polícia Militar foi acionada e a mulher conduzida à Delegacia da Polícia Civil.

Os produtos – sendo calças, bermudas, tops, blusa e perfume – subtraídos foram devolvidos às vítimas.

A mulher permaneceu à disposição da Justiça.

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Fonte: G1

Após atingir moto ocupada por casal, mulher tenta matar a namorada do ex-marido a facadas em Presidente Prudente | Presidente Prudente e Região


Uma mulher, de 33 anos, foi presa em flagrante, neste domingo (14), após tentar matar a namorada do ex-marido a facadas, no bairro Vila Marcondes, em Presidente Prudente (SP).

Segundo informações do Boletim de Ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência com vítima de arma branca. No local, encontraram uma mulher, de 29 anos, com uma lesão na barriga e “com grande perda de sangue”.

A suposta autora da tentativa de homicídio estava sendo contida por familiares do ex-marido, um homem de 30 anos, porém, ela tentava agredi-lo.

Ainda conforme o documento, os policiais ouviram a envolvida que relatou estar conduzindo seu carro e, ao avistar o ex-marido em uma moto com a namorada na garupa, teria jogado o veículo na direção dos dois e, assim que eles caíram, partiu para cima do homem, porém, não conseguiu atingi-lo e teria dado uma facada na namorada dele.

A PM ouviu também o ex-marido da envolvida que contou que havia se separado da mulher, porém, ela não teria aceitado. Ele afirmou ainda que teria feito Boletim de Ocorrência contra ela em outra ocasião.

O homem relatou que a ex-mulher teria tentado matar ele e sua namorada, após jogar seu carro contra a moto dele e que também foram atingidos por facadas.

A vítima foi encaminhada para o Hospital Regional (HR) e a envolvida foi presa e conduzida para a Delegacia de Polícia Civil.

Na unidade, a mulher confessou o crime alegando que queria acertar o ex-marido, porém, a namorada dele “entrou na frente” e afirmou estar “arrependida”.

A envolvida foi presa em flagrante por tentativa de homicídio, previsto no artigo 121 do Código Penal, e permaneceu à disposição da Justiça, aguardando sua audiência de custódia.




Fonte: G1

Fiscalização policial apreende mais de 2 toneladas de drogas em meio a carga de sucata, em Presidente Prudente | Presidente Prudente e Região


Mais de duas toneladas de drogas foram apreendidas durante fiscalização policial, em Presidente Prudente (SP), na tarde deste domingo (14). Os entorpecentes estavam em meio a carga de sucata que era transportava em dois caminhões. Os motoristas foram presos em flagrante.

Quatro caminhões carregados com sucata foram abordados no km 561,500 da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). No momento da fiscalização, os condutores apresentaram grande nervosismo e palavras desencontradas sobre o motivo da viagem.

Mais de 2 toneladas de drogas foram encontradas em caminhões e apreendidas — Foto: David de Tarso/TV Fronteira

Na sequência, durante a vistoria veicular, foram localizados no compartimento de carga, em meio a carga de sucata plástica de dois veículos, com placas de São Paulo (SP) e Mauá (SP), grande quantidade de maconha, cocaína, haxixe e skank.

As drogas encontradas totalizaram 2.064,217 kg, dos quais:

  • 1.950,00 kg de maconha
  • 102,551 kg de cocaína
  • 5,148 kg de haxixe
  • 6,518 kg de skank

Diante dos fatos, foi dada voz de prisão em flagrante aos condutores de dois dos veículos abordados. Ambos, de 42 anos e de 54 anos, foram levados para a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Presidente Prudente, onde permaneceram presos à disposição da Justiça.

A fiscalização foi realizada em conjunto com equipes da Polícia Militar Rodoviária, Canil do 8º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) e Polícia Civil, por meio da Dise/DIG.

Mais de 2 toneladas de drogas foram encontradas em caminhões e apreendidas — Foto: Cedida

Mais de 2 toneladas de drogas foram encontradas em caminhões e apreendidas — Foto: Cedida

Mais de 2 toneladas de drogas foram encontradas em caminhões e apreendidas — Foto: Cedida




Fonte: G1

Carlos Alberto de Nóbrega participa do Sem Censura desta segunda (15)


Carlos Alberto de Nóbrega é o convidado do programa Sem Censura desta segunda-feira (15). Na conversa com a jornalista Marina Machado, o humorista, redator e apresentador fala sobre os quase 70 anos em que ajudou a construir a história do rádio e da televisão brasileira.

Nascido em 1936 na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, Carlos Alberto é formado em Direito pela Universidade Federal do Rio, mas pouco exerceu a profissão. Filho do também humorista Manoel da Nóbrega, começou a carreira como redator escrevendo quadros humorísticos para o programa do pai, na Rádio Nacional, em São Paulo, e, em seguida, para o programa Zilomag Show, no qual passou para a frente das câmeras, ao lado de Ronald Golias, na TV Paulista – Canal 5.

Em 1963, passou a trabalhar na TV Record. Na emissora, a partir de 1966, escreveu, ao lado de Jô Soares, os roteiros da icônica Família Trapo. Na década de 1970, dirigiu diversos programas na extinta TV Tupi e trabalhou na Rede Globo por 11 anos, como redator do programa Os Trapalhões. Em 1987, fez sua estreia no SBT no programa A Praça é Nossa, inspirado na Praça da Alegria de seu pai, em que, sentado num banco de praça, recebe personagens que entraram para a história do humor nacional.

Nesta edição, as debatedoras convidadas são Keila Jimenez, jornalista da Record TV, e Kaká Meyer, radialista da Band TV e Band FM.

O programa Sem Censura vai ao ar às segundas-feiras, às 21h, logo após a novela A Terra Prometida, com transmissão para todo o País em TV aberta por intermédio das emissoras afiliadas à Rede Nacional de Comunicação Pública – TV, gerida pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e por outras plataformas, como Facebook, Twitter e Youtube, por onde o público pode participar usando a hashtag #SemCensura.

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Fonte: Agência Brasil

Polícia do Rio investiga desaparecimento de cinco homens


O Setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) está responsável pela investigação sobre o desaparecimento de cinco homens que estavam em um carro de aplicativo, entre eles, o motorista, e os outros jovens entre 21 e 28 anos.

De acordo com as informações iniciais, eles estavam a caminho de um shopping em Nova Iguaçu, quando foram rendidos por homens armados e encapuzados no bairro Valverde.

Conforme a Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), a delegacia de homicídios também tenta a localização dos homens. “O caso foi encaminhado para o Setor de Descoberta de Paradeiros da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) para investigação e localização das vítimas”.

O caso chegou a ser registrado na Delegacia de Nova Iguaçu, mas a DHBF assumiu as investigações.




Fonte: Agência Brasil

Amigos organizam missa em homenagem ao turista americano morto no Rio


Amigos brasileiros do turista americano Joseph Trey Thomas Barber, de 28 anos, que morreu na sexta-feira (12), mandaram rezar uma missa em homenagem a ele. A celebração, que chamam de Missa da Luz, será amanhã, às 18h na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Campinho, na zona norte do Rio. O bairro é vizinho à Cascadura, onde ocorreu o tiroteio entre milicianos e traficantes em que Trey foi atingido por um tiro no pescoço na tarde de terça-feira (9).

Trey tinha acabado de levantar para pegar um controle remoto a fim de aumentar o áudio da TV e tentar encobrir o som do tiroteio das crianças que estavam na casa quando foi atingido dentro do apartamento em que estava hospedado.

O americano foi levado em estado grave para o Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, também na zona norte. Na madrugada seguinte, foi transferido para o Hospital Samaritano Botafogo, na zona sul da capital, onde faleceu.

A dona da casa onde Trey estava hospedado, a diarista Célia Lopes da Silva, 48 anos, contou à Agência Brasil que ela e  Mikael Valetim de Oliveira, 23 anos e amigo de Trey conversaram pela internet com a mãe do americano. Segundo eles, ela está muito abalada com a morte do filho. Mikael,que é ex-namorado da de Bianca Silva de Souza, filha de Célia, foi quem apresentou Trey à família.

Segundo Célia, ainda não há previsão de quando o corpo será levado para os Estados Unidos.




Fonte: Agência Brasil

Cemitério faz homenagem aos pais no Rio


No Dia dos Pais, o Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, região portuária da capital Rio de Janeiro, preparou uma homenagem para os que não estão mais vivos e também para os filhos que faleceram. A programação começou com uma missa às 10h, celebrada na capela histórica pelo padre Padre Francisco Irmão, da Arquidiocese do Rio. As camisetas dos colaboradores estampam dedicatórias como Pai, você merece milhões. Mas, por enquanto, só temos amor para dar e Pai & Herói & Amigo & Companheiro.

A programação contou ainda com um vídeo, gravado para este dia pelo ex-treinador de futebol Abel Braga, que perdeu o filho caçula há cinco anos. Ele é padrinho da campanha A Vida não Para, grupo de apoio a pessoas enlutadas do Cemitério da Penitência. Na mensagem exibida, Abel diz que a vida sempre deve seguir, apesar da saudade e da dor. “Só quem viveu esse luto pode entender a grande menção que isso tem nas nossas vidas”, completou.

Abel destacou ainda a importância do grupo de apoio e convidou para que todos participem gratuitamente das reuniões, que acontecem toda quarta no complexo cemiterial. A madrinha do projeto é a atriz Cissa Guimarães, que perdeu o filho Rafael em um acidente há 12 anos.

Ainda dentro das homenagens, o Crematório e Cemitério montou ainda um painel em formato de coração para os visitantes deixarem suas mensagens de carinho. Eles também receberam fitas brancas com a palavra Saudade, que podem ser colocadas no painel ou levadas como recordação. Há ainda distribuição de cravos brancos aos presentes e apresentação de violinistas que deixa o ambiente mais leve para as famílias nas suas homenagens aos pais e filhos que já partiram.




Fonte: Agência Brasil

Justiça do PR nega habeas corpus a policial que matou tesoureiro do PT


A Justiça do Paraná negou o pedido de habeas corpus (HC) em favor do policial penal Jorge Guaranho, denunciado por homicídio qualificado por matar a tiros o guarda municipal Marcelo Arruda. A defesa de Guaranho havia pedido que a prisão preventiva fosse transformada em prisão domiciliar humanitária. Com isso Guaranho segue preso no Complexo Médico Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba.

Na decisão, tomada  na noite de ontem (13), o desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) manteve a prisão preventiva do acusado com o argumento de que o cenário “conturbado”, em razão da proximidade das eleições.

Segundo o magistrado, a concessão da prisão domiciliar pode “gerar novos conflitos entre pessoas com diferentes preferências político-partidárias”. Guaranho é apoiador do presidente Jair Bolsonaro e Arruda era tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu e apoiador do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No pedido  a defesa de Guaranho argumentou  que a ordem de prisão preventiva seria ilegal e que o policial penal não apresentava riscos à ordem pública. “A intolerância, motivada por exagerada paixão, não pode ser aceita e deve ser coibida pelo Poder Judiciário, tendo em vista as eleições que se avizinham e o panorama o atual processo eleitoral, sob pena de consequente sensação de impunidade, que poderá gerar novos conflitos entre pessoas com diferentes preferências político-partidárias”, argumentou o desembargador.

A defesa também alegou que Guaranho ainda se recupera dos ferimentos sofridos durante o episódio que resultou na morte de Arruda e que precisaria de cuidados especiais para se restabelecer. “Ele sequer consegue andar, sua visão está comprometida, não tem condições de se alimentar sozinho e, evidentemente, não consegue realizar a sua higiene pessoal” argumentou a defesa.

Ao manter a preventiva, o desembargador reforçou o fato de que “a Administração Pública tem plenas condições de prestar a assistência de que necessita o paciente”. “Da atenta leitura do quanto se tem nos autos de origem, ao que tudo indica, ele necessita de cuidados a serem dispensados por médicos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos visando tão somente sua reabilitação física, nada apontando para eventual risco de morte”, apontou o desembargador.




Fonte: Agência Brasil

Dia dos Pais: separações e reencontros marcam refugiados no Brasil


“Não quero que ele gaste o pouco dinheiro que tem comprando qualquer coisa para mim. Presente, não quero. Eu sou feliz só de ele estar aqui”, se emociona o venezuelano Aldrix Llovera, de 49 anos. Vivendo desde 2020 no Brasil, ele terá finalmente a companhia de um filho para celebrar o Dia dos Pais neste domingo (14). Alexis, de 29 anos, chegou no final do ano passado. Veio para ficar e já deu os primeiros passos para seguir a profissão do pai, que hoje trabalha como eletricista.

“Eu aguardei ele na rodoviária de Manaus. Sabia que ele não tinha roupa, não tinha nada. Eu levei uma roupa, sapato. Ele tomou banho na rodoviária, trocou a roupa e fomos para casa”, contou Aldrix. O venezuelano, no entanto, convive com a saudade de outros quatro filhos. Como outros refugiados que deixaram seus países em busca de uma nova vida, ele carrega uma trajetória marcada pela separação dos entes queridos, às vezes por curto tempo, às vezes por longos períodos.

Mesmo sem esperar grandes comemorações para este ano, Aldrix lembra com satisfação do Dia dos Pais na Venezuela: “churrasco, cerveja, foguete, quase igual ao que é aqui”. Em busca de melhores condições de vida, ele deixou Valência, cidade onde morava no norte do país vizinho. Atravessou sozinho a fronteira, chegando a Pacaraima (RR). De lá, passou por Boa Vista, capital roraimense, e foi parar em Manaus, onde vive atualmente. É um trajeto comum realizado por muitos venezuelanos em meio ao movimento migratório que teve início em 2017. “A situação em meu país estava muito ruim, muito crítica. Já não dava para trabalhar e morar lá”, conta.

Hoje, ele possui carteira assinada e atua como eletricista em uma empresa de energia. Mas até se estabelecer, viveu na rodoviária da capital do Amazonas, onde funciona um posto de recepção e apoio a imigrantes. Lá, pessoas em situação de vulnerabilidade podem tomar banho, guardar seus pertences e, pernoitar em barracas emprestadas pela Operação Acolhida, iniciativa liderada pelo Ministério da Cidadania que envolve também uma rede de organizações mobilizada pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), agência vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Apesar de relatar que sofreu uma tentativa de assalto, Aldrix considera ter sido bem recebido e avalia que os brasileiros gostam de ajudar. Com emprego fixo e renda regular, ele pôde viabilizar a vinda de Alexis, que estava na Colômbia, para onde havia ido cinco anos antes com outros dois irmãos. Apesar da distância, nunca deixaram de se falar e quando o filho contou que não conseguia emprego, o pai prontamente se ofereceu para pagar a passagem com destino ao Brasil. Nos últimos meses, Alexis fez curso de eletricista. Enquanto aguarda uma oportunidade na empresa onde o pai trabalha, ele busca se sustentar vendendo banana.

Além da solidariedade brasileira, os dois contam ainda com o apoio de uma comunidade de venezuelanos que trilhou um caminho similar. Aldrix inclusive conheceu no Brasil sua atual esposa, a compatriota Miriam Machado. Dados do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão colegiado vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, apontam que 70,04% dos 61.731 pessoas reconhecidas como refugiadas no Brasil são venezuelanas. Síria, Senegal, Angola e República Democrática do Congo fecham a lista dos cinco principais países de origem dessas pessoas.

Refúgio

Os pedidos de refúgio levam em média 2 a 3 anos para serem analisados. Eles são deferidos caso se reconheça que o deslocamento se deu em consequência de conflitos internos, agressão estrangeira, violência generalizada, grave violação de direitos humanos ou perseguição por motivos sociais, raciais, religiosos, políticos ou de nacionalidade. No caso dos venezuelanos, o grande fluxo migratório iniciado em 2017 decorre da crise econômica e política que se instaurou no país vizinho. No auge desse movimento, cerca de 500 pessoas ingressavam diariamente no Brasil. Criada em 2018 para lidar com a situação, a Operação Acolhida tem assegurado a interiorização de milhares deles em diferentes cidades do país.

Por sua vez, o Acnur oferece suporte a essa população. Voltada para a proteção dos direitos dos refugiados em todo o mundo, a agência se mantém exclusivamente com doações que podem ser feitas pelo site. No Brasil, a atuação ocorre geralmente de forma indireta, financiando organizações sociais e entidades do terceiro setor. A exceção está justamente na fronteira com a Venezuela, onde são mantidos diversos abrigos e são desenvolvidas diretamente ações variadas, que incluem cursos de português, capacitação profissional, encaminhamento de crianças para a escola, concessão de auxílios sociais e financeiros, atendimento psicossocial, entre outras.

Imigrantes venezuelanos são abrigados em instalações provisórias em Boa Vista.

Imigrantes venezuelanos abrigados em instalações provisórias do Acnur. – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Luiz Fernando Godinho, porta-voz do Acnur no Brasil, observa que a reconstrução de vida longe dos vínculos afetivos é um desafio adicional para os refugiados, muitos dos quais passam anos longe de cônjuge, pais, irmãos e filhos. “A integridade da família é protegida pelo direito internacional. O Acnur atua para que os refugiados tenham acesso a meios seguros e legais de se reunir com seus parentes. Ou seja, sem recorrer a jornadas perigosas e irregulares onde as vidas são colocadas em risco”, afirma. Segundo Godinho, a reunião familiar ajuda a superar traumas do deslocamento forçado e também facilita o processo de integração e adaptação às novas comunidades.

Saúde

O tratamento que o Brasil dá aos migrantes é considerado pelo Acnur como um exemplo positivo. Diferente de outros países, que organizam campos de refugiados, aqui há um esforço para integrá-los na sociedade. E a legislação contribui com essa opção, uma vez que garante a eles acesso a serviços considerados universais, como saúde, educação e mesmo programas sociais.

Foi justamente a luta pela saúde que trouxe ao Brasil o venezuelano Luis Aníbal Pinto Casanova. Aos 48 anos, ele se despediu da esposa e da filha para buscar melhor qualidade de vida para seu filho de 4 anos. O menino sofria de síndrome nefrótica, que causa retenção de líquidos no organismo e inchaço do corpo. A família tinha dificuldades para comprar medicamentos e para conseguir comida para a dieta adequada.

“Tivemos que ir várias vezes ao hospital. Até que chegou um limite e sempre me falavam que no Brasil havia ajuda, melhores médicos, especialistas para esta doença”, conta Luis. Ele fez o mesmo trajeto que Aldrix e lembra do apoio que recebeu para ter acesso aos serviços de saúde. “Quando cheguei a Pacaraima não tinha sequer 50 centavos. Entramos no abrigo e tudo mudou”.

Hoje, aos 7 anos, o filho, que também se chama Luis, está melhor. “Come de tudo, não fica mais inchado”, diz o pai celebrando o tratamento no Brasil. Além da saúde, ele também elencou a educação do menino como uma prioridade. De início, conseguiu matriculá-lo em uma escola distante do abrigo onde estavam: levava o filho de bicicleta em um trajeto que tomava quase uma hora. Com o tempo que gastava no deslocamento, não tinha condições de assumir um trabalho fixo. Isso só ocorreu quando uma professora lhe ajudou a obter uma transferência para uma instituição mais próxima.

“Queria que ele aprendesse o português. Quero um futuro para os meus filhos. Quero que um dia eles pensem que o pai os trouxe para esta terra e que entendam que aqui está seu futuro, está sua educação. Quero que aprenda bastante porque ele nunca estudou na Venezuela por causa da sua doença. E agora sim. Tenho uma irmã que é professora. Eu mandei fotos da escola do sobrinho e ela ficou contente. Me sinto bem. Levo ele na escola, busco comida ao meio dia e vou ao trabalho. Se tenho um trabalho, está tudo bem”, conta.

Luis terá motivo extra para celebrar o Dia dos Pais, já que estará acompanhado de toda a família. A esposa e a filha, que haviam ficado na Venezuela, vieram depois. E agora há um reforço com nome de craque. No final do mês passado, nasceu, em solo brasileiro, um novo descendente: Neymar. Ele se emociona com o apoio que tem recebido e conta que o chefe lhe presenteou com muitas roupinhas novas de bebê.

“Existem pais que são bons com os filhos. E existem pais que se vão e se esquecem dos seus filhos. E isso não é certo. Eu não abandono meu filho por nada. Me sinto com força e com vontade de tê-lo. Estamos juntos, unidos. Somos pobres, mas humildes e com uma vontade grande de seguir adiante”, afirma.

Dificuldades

Se as separações são dolorosas, os reencontros envolvem desafios que vão além da questão econômica. Cheick Ahmed enfrenta obstáculos para trazer ao Brasil seus filhos que não vê há seis anos. “Quando chega esse momento de feriado, dia das crianças, dos pais, sinto muita saudade. Muito triste minha família estar longe de mim. Mas a gente se fala pela internet, no WhatsApp”, diz.

Ele chegou ao país em 2016, com apenas 27 anos, após deixar a Guiné por conta da instabilidade política no país africano. Ele conta que, no ano anterior, teve sua casa invadida e seu irmão foi assassinado. Diante da turbulência, ele decidiu vir para o Brasil.

“É um país que tem democracia. É um país emergente, que acolhe todo mundo. Aqui tem liberdade de expressão, tem lei e tem pessoas respeitando a lei”, disse. Antes de vir para cá, levou sua esposa e três filhos para o Senegal, onde estariam mais seguros. Na época, o mais novo estava com apenas seis meses de idade e as outras duas crianças tinham 4 e 9 anos. “Tenho muita saudade, triste deixar todos novinhos. Não tinha condição para trazer todo mundo junto. Financeiramente e para resolver todos os documentos logo para sair do país”, explica.

Já faz três anos que Cheick está tentando trazer a família para o Brasil. Segundo ele, sua autorização de residência, que permite que a família solicite visto para entrar no país, levou cinco anos para sair, o que só ocorreu no final do ano passado. Agora, há um novo obstáculo para se reencontrarem: a emissão do passaporte para a esposa e para os filhos. Cheick relata que, com a recente troca no governo da Guiné, as autoridades do país africano estariam dificultando a emissão do documento de viagem. “Às vezes fico chorando pensando como eles são, se eles estão bem, se comeram direitinho, se estão vivendo bem”, se emociona.

*Estagiária sob supervisão de Vitor Abdala




Fonte: Agência Brasil

Prêmio da Mega-Sena vai para quatro apostas


O prêmio máximo da Mega-Sena de R$ 26,6 milhões saiu para quatro apostas simples feitas em Ponta Grossa (PR), Morretes (PR), Duque de Caxias (RJ) e Barueri (SP). O sorteio do concurso 2510 foi neste sábado (13), em São Paulo e teve os seguintes números sorteados: 08-13-25-32-44-57. De acordo com a Caixa, cada bilhete ganhador vai receber R$ 6.670.155,67.

A quina teve 242 ganhadores. Cada um dos contemplados vai receber R$ 14.818,18. A quadra teve 10.296 apostas contempladas, sendo que cada um dos sorteados vai ficar com o prêmio de R$ 497,55.

O próximo sorteio da Mega-Sena, de número 2511, está marcado para a próxima quarta-feira (17), a partir das 20h (horário de Brasília). A estimativa de prêmio é de R$ 3 milhões. A aposta mínima, que dá o direito à escolha de seis dezenas, custa R$ 4,50, podendo ser feita nas lotéricas e pela internet.




Fonte: Agência Brasil