Capital carioca recebe vigésima edição do Dança em Trânsito


Começou hoje (3), no Rio de Janeiro, a etapa carioca da vigésima edição do Dança em Trânsito, um dos mais longevos festivais de dança contemporânea do Brasil. A edição comemorativa dos 20 anos do festival foi iniciada no dia 14 de julho e se estenderá até 23 de outubro, percorrendo todas as regiões do país e incluindo uma parada em Paris, em setembro. Nesta edição, 41 companhias e artistas do Brasil, da Coreia do Sul, Eslovênia, Espanha, França, Itália e Suíça ocupam palcos e espaços públicos de 12 capitais e 17 outras cidades com espetáculos, residências, intercâmbios e oficinas.

Etapa carioca do 20º Dança em Trânsito

Etapa carioca do 20º Dança em Trânsito – Luciana Ponso/Direitos reservados

No Rio de Janeiro, a programação é realizada a partir desta quarta-feira no Teatro Prudential, na Glória, zona sul da capital fluminense, onde continua até o domingo (7), com três sessões diárias, a partir das 11h. Os ingressos são no valor de R$ 30. No dia 7, haverá espetáculos gratuitos na Praça Mauá, em frente ao Museu do Amanhã, na região portuária, no horário de 10h30 às 16h30.

O 20º Dança em Trânsito tem patrocínio do Instituto Cultural Vale e direção artística e curadoria de Giselle Tápias e Flávia Tápias. Entre as companhias que se apresentam no Rio de Janeiro estão as cariocas Focus Cia de Dança, de Alex Neoral, com Grand Pas, recorte do novo trabalho Vinte, inspirado no universo literário de Clarice Lispector, com apresentação hoje, às 13h; Márcia Milhazes Cia de Dança, amanhã, às 17h30, com Paz e amor, traçando um paralelo entre o invisível vírus, do qual a sociedade se escondeu em um confinamento doloroso, e o amor, outro elemento invisível, embora imprescindível ao ser humano; e Renato Vieira Cia de Dança, que mostra o espetáculo Malditos, inspirado no Movimento dos Poetas Malditos e na experiência pessoal de Renato durante o regime militar, em 1964, hoje, às 17h30.

A francesa Cie Felinae, do coreógrafo e bailarino Maxime Cozic, apresenta o solo Emprise, nesta quarta-feira (3), às 17h. Também da França vem a Cie Arrangement Provisoire, com a obra Blanc, da coreógrafa e bailarina brasileira Vania Vaneau, radicada há mais de 20 anos na Europa. O trabalho, exibido amanhã, às 13h, foi criado a partir de influências que vão dos rituais xamânicos afro-brasileiros à obra de Hélio Oiticica e ao movimento antropofágico modernista. Já a companhia goianiense Ateliê do Gesto, dirigida por Daniel Calvet e João Paulo Gross, apresenta a nova coreografia CRU hoje e ainda Dança inacabada, no dia 5 .

Etapa carioca do 20º Dança em Trânsito

Etapa carioca do 20º Dança em Trânsito – Marco Aurélio PRATES/Direitos reservados

Estreia

Entre os dias 3 e 6, o Grupo Tápias, companhia franco-brasileira associada ao Espaço Tápias e suas realizações, estreia a versão integral de Café não é só uma xícara, na programação do festival. Com coreografia e direção artística de Flávia Tápias, o trabalho coloca em cena sentimentos e sensações associados à pesquisa realizada sobre o café, bebida tão presente na vida dos brasileiros, que evoca tradições, crenças, espiritualidade. O espetáculo fará 20 apresentações no Brasil e na França. O Grupo Tápias abriu audições para selecionar parte do elenco, que é formado por brasileiros e estrangeiros. Flávia Tápias revelou que o espetáculo começou a ser pensado há mais de três anos. “Chegamos a apresentar um work in progress em 2019, mas, por conta da pandemia, adiamos a estreia para este ano”. A companhia apresenta ainda no festival as obras Solo e Casa de abelha.

No dia 5, às 14h, o espetáculo Ou 9 ou 80, eleito melhor espetáculo de dança presencial da Associação Paulista de Críticos Teatrais de 2021, da paulistana Clarín Cia de Dança, dirigida pelo maranhense Kelson Barros, traz para o público a cultura funk e a realidade de desigualdade, racismo e homofobia retratada pelos movimentos periféricos.

No dia 6, a programação será aberta pela Cie Sam-Hester, da Suíça, com uma sessão matinal, às 11h, de Jour Blanc, adaptação de Cloud, a mais recente criação de Perrine Valli, coreógrafa da companhia. Para questionar a ligação com a tecnologia, adolescentes, munidos de fones de ouvido, executam a coreografia por controle remoto, abrindo mão da própria memória e da gestão do espaço, desafiando paulatinamente a ordem e afirmando sua subjetividade.

Também no dia 6, às 17h, o coreógrafo e bailarino brasileiro Gleidson Vigne, radicado na Alemanha, apresenta o solo Adapta-bilidade com a sua NIMO Cia de Dança, em que traça um paralelo entre a capacidade de adaptação na dança e na vida.

Sediada na Espanha, a companhia GN | MC, dos coreógrafos e bailarinos Guy Nader & Maria Campos, escolheram Set of sets para esta edição do festival, na apresentação que encerra a etapa carioca, no dia 7, às 20h, no Teatro Prudential. A coreografia usa a repetição e o ritmo no movimento dos corpos, que desafiam a gravidade, como metáfora para a natureza repetitiva da própria existência e a ideia de persistência.

No domingo, a partir das 10h30, seguindo até as 16h30, a programação gratuita ocupa espaços públicos no entorno do Museu do Amanhã, na Praça Mauá. Oito companhias se apresentam no local, como Grupo Monjuá (RJ), João Rafael Neto (BA), Anyel Aram (RJ) e Laso Cia de Dança (RJ), além de Rotas Plural. Esse último grupo é resultado da residência de intercâmbio reunindo bailarinos brasileiros e estrangeiros.

Vitrine

Também este ano, o festival lança a Vitrine Brasileira de Dança Contemporânea. Essa é uma oportunidade para que companhias de todo o país possam se apresentar diante de representantes, diretores ou curadores de festivais internacionais de dança contemporânea. Entre eles se destacam Anna Arthur, diretora administrativa da Aerowaves, no Reino Unido; Tiphane Dangauthier, presidente da associação Essonne Dance, em Paris; além de representantes da Itália, Coreia do Sul, Canadá e República Tcheca.

A iniciativa é realizada no Teatro Prudential, no Rio de Janeiro, e inclui a residência Ateliê de Escrita sobre a Dança, com encontros orientados pelas facilitadoras convidadas, que são a jornalista, crítica de dança e escritora francesa Rosita Boisseau; e a brasileira Ana Teixeira, artista, pesquisadora e doutora em comunicação e semiótica, no período de 3 a 6 deste mês, às 15h30 e, no domingo (7), às 18h30.

Etapa carioca do 20º Dança em Trânsito

Etapa carioca do 20º Dança em Trânsito – Alfred Mauvego/Direitos reservados

Paris

Entre os dias 12 e 18 de setembro, o Dança em Trânsito desembarca mais uma vez em Paris com apresentações e workshops de artistas e companhias brasileiras, incluindo Márcia Milhazes, Renato Vieira, Gleidson Vigne, Cia Gente e Cia do Pantanal, Jessé Batista. Os eventos ocorrerão no centro cultural Le Carreau du Temple; na Salle Jacques-Higelin (MPAA /Saint-Germain); Le Regard du Cygne; na Embaixada do Brasil; na Place de Fêtes, e em espaços públicos da cidade.

Até 23 de outubro, o festival passará pelas cidades de Belo Horizonte (BH), Coronel Fabriciano (MG), Timóteo (MG), Ipatinga (MG), Baixo Guandú (ES), Vitória (ES), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO), Brasília (DF), São Luís (MA), Itapecuru-Mirim (MA), Santo Amaro do Maranhão (MA), Belém (PA), Ilha do Combú (PA), Parauapebas (PA), Canaã dos Carajás (PA), Paris (FRA), Salvador (BA), Sento Sé (BA), Curitiba (PR), Entre Rios do Sul (RS); Alto Bela Vista (SC); Florianópolis (SC), Corumbá (MS), Itaguaí(RJ), Mangaratiba (RJ), Tiradentes (MG) e Barbacena (MG).

A programação completa e inscrições para oficinas e residências de criação pode ser acessada no endereço www.dancaemtransito.com.br.




Fonte: Agência Brasil

Polícia Civil encerra julho com apreensões de máquinas caça níquel e na recuperação de produtos furtados em escola

Por Marcos Maia

Da Redação

No final do mês passado a Polícia Civil de Panorama comandada pelo delegado Alessandro Baroni, obteve resultados importantes em investigações realizadas com vistas a combater ações delituosas naquela cidade.

Na sexta-feira ( 29) os policiais em diligências conseguiram apreender três máquinas caça niqueis ( foto) na região central, em um endereço onde existe uma residência nos fundos de um estabelecimento comercial da avenida Rodion Podolsck, que já havia sido vistoriados no começo de julho quando outras três máquinas acabaram sendo localizadas.

A dona do imóvel assumiu ser responsável pelas máquinas sendo ouvida na Delegacia de Panorama e após foi liberada para responder mais uma vez por eventual contravenção penal.

E no último dia 31, domingo, a Polícia Civil de Panorama em investigações recuperou cerca de 20 quilos de carnes congeladas e um ventilador que tinham sido furtados da Escola Municipal ídolo Guastaldi naquele município, sendo indiciado um homem de 26 anos como suspeito de ser o ladrão.

O furto ocorreu na manhã do domingo quando a câmera de segurança filmou um indivíduo pulando o muro do estabelecimento de ensino e levando as carnes e o ventilador em sacos pretos de lixo.

Segundo a polícia, o suspeito foi encaminhado até a Delegacia de Polícia de Panorama e ao ser ouvido confessou a pratica do furto alegando estar passando por dificuldades financeira.

Por não estar em situação de flagrante o homem foi indiciado formalmente e depois liberado para responder processo em liberdade de furto qualificado e os objetos furtados devolvidos a escola.

Após pedir lanches e água, ladrão tenta assaltar loja de conveniência, mas acaba preso em flagrante em Adamantina | Presidente Prudente e Região


A Polícia Militar prendeu em flagrante nesta terça-feira (2) um homem, de 20 anos, que havia tentado roubar uma loja de conveniência em Adamantina (SP).

O dono do estabelecimento comercial, um homem, de 28 anos, contou aos policiais que o suspeito pediu dois lanches e duas garrafas de água e, depois de observar o interior da conveniência, seguiu em direção ao caixa fazendo menção estar armado e anunciou o assalto.

No entanto, o dono impediu o roubo, o que fez com que o assaltante saísse correndo do local e fugisse.

Com informações sobre as características do bandido e as roupas que ele vestia, além do apoio de imagens de câmeras de segurança, os policiais conseguiram localizar e abordar o suspeito no cruzamento entre a Rua Ana Augusta e a Avenida Rio Branco, na Vila Industrial.

Com ele, os militares não encontraram nada ilícito.

No entanto, segundo a PM, a vítima o reconheceu, sem sombra de dúvida, como o autor da tentativa de roubo.

O homem, então, recebeu voz de prisão em flagrante e permaneceu à disposição da Justiça.




Fonte: G1

PM prende jovem por Tentativa de Roubo em Adamantina

Por Marcos Maia

Da Redação

Nesta terça-feira ( 2) no começo da noite a Polícia Militar localizou e prendeu um jovem de 20 anos que foi acusado de ter cometido crime de Tentativa de Roubo em uma Loja de Conveniência de Adamantina.

A vítima disse que o acusado pediu dois lanches e duas garrafas de água e minutos depois fazendo menção de estar armado, anunciou o roubo, mas no momento que foi impedido por uma testemunha saiu correndo pela rua e fugiu tomando rumo ignorado.

De posse das características do individuo, inclusive das roupas que ele usava e das imagens do circuito de segurança do estabelecimento, os policiais fizeram diligências e conseguiram localiza-lo no cruzamento da rua Ana Augusta e avenida Rio Branco e fizeram a abordagem e a devida revista pessoal, porém nada de ilegal foi encontrado, mas a vítima o reconheceu como sendo o indivíduo que foi até a conveniência e tentou roubar.

O jovem foi apresentado na Polícia Civil e permaneceu preso a disposição da Justiça aguardando a audiência de custódia.

Especialistas veem potencial brasileiro para hidrogênio verde


O potencial do Brasil para a produção e exportação do combustível hidrogênio verde é cada vez mais reconhecido internacionalmente, o que pode representar, para o país, a possibilidade de obter grandes lucros a partir desta commodity que é apontada como o combustível do futuro.

“O potencial do Brasil já foi identificado internacionalmente. Sabemos que todos países que têm sol de dia e vento à noite serão países ricos [caso venham a explorar esse potencial para a geração de energia limpa]”, disse hoje (3) a diretora de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Hidrogênio Verde (ABH2), Mônica Saraiva Panik, durante o FIEC Summit, seminário organizado pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) que tem, na edição 2022, o hidrogênio verde como tema.

Para ser chancelado como “verde”, o hidrogênio precisa ser obtido em um processo que não envolva o uso de combustíveis prejudiciais ao meio ambiente, tanto na produção como no seu transporte. Nesse sentido, o uso de energia eólica e solar para a sua produção é algo visto como muito promissor.

Assim sendo, o Nordeste brasileiro, “com o sol de dia e vento à noite”, é uma região que apresenta ótimas condições para a produção dessa commodity , disse Panik. Nesse sentido, o Ceará é tido como “possível grande hub” para a produção desta versão ambientalmente adequada do gás que, segundo especialistas, poderá substituir combustíveis danosos ao meio ambiente.

Panik destacou também as parcerias já firmadas entre Brasil e o Porto de Roterdã, na Holanda. Como porto mais ativo do mundo, ele pode ser a grande porta de entrada desta commodity no mercado europeu.

Combustível do futuro

“O hidrogênio pode ser a commodity energética que, futuramente, vai substituir o petróleo”, disse Ricardo Cavalcante, presidente da Fiec, ao complementar: “Nossa intenção é formar um hub de hidrogênio no Ceará”.

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, e a governadora do Ceará, Izolda Cela, também participaram do seminário. “Esta é uma solução climática lucrativa”, disse Leite.

“O caminho é esse: trazer solução, gerar emprego e industrializar o nordeste, que terá energia verde, renovável e limpa. Vamos ajudar a criar essa nova economia verde”, disse o ministro.

A governadora Izolda Cela lembrou que a luta em questão “é pela preservação do planeta e em defesa da vida”, e que, nesse sentido, o Ceará se posiciona nessa estratégia climática global, com o sonho de ser a “casa do hidrogênio verde”, aproveitando as características climáticas do estado.

Complexo industrial

A expectativa é de que muitas das empresas – boa parte multinacionais – interessadas em investir no hidrogênio verde brasileiro se instalem no Complexo Industrial e Portuário Pacem, no Ceará.

“Temos todas as condições de produzir hidrogênio verde em condições internacionalmente competitivas”, disse a diretora executiva e comercial do complexo, Duna Uribe. Ela cita as possibilidades de extração de hidrogênio a partir de hidrólise da água do mar dessalinizada, em processos que fazem uso de energia eólicas offshore (em instalações marítimas) e onshore (em terra firme).

A diretora lembra, no entanto, a necessidade de se desenvolver um marco regulatório sobre toda a cadeia produtiva do combustível, incluindo as formas de transporte, por exemplo, já que trata-se de um gás extremamente explosivo.

Banco Mundial

Economista Sênior de Energia do Banco Mundial, Carlos Costa citou alguns desafios que podem vir a dificultar investimentos. O primeiro é o alto custo dos hidroeletrizadores, mecanismos que extraem hidrogênio da água.

Outro aspecto seria a incerteza sobre a performance técnica do combustível, uma vez que os projetos implementados até o momento envolvem apenas “escalas menores” de produção, “havendo portanto risco ao se passar para grandes escalas”.

O marco regulatório sobre o setor também foi citado: “Há também outros desafios por envolver um novo modelo de negócio, mas do mesmo jeito que a Petrobras criou um centro [petrolífero] no Rio de Janeiro, há possibilidades de se fazer algo similar no Ceará”, acrescentou.

“Este não é um projeto do Ceará, mas da nação brasileira, tendo o Ceará como leme. Visitei o complexo Pacem e fiquei impressionado com esse projeto que é a semente da transição energética do país. O Banco Mundial é, sim, o parceiro ideal para este desafio”, completou.

Emissões de carbono

Segundo a Fiec, o hidrogênio verde vem se configurando como uma resposta às emissões do dióxido de carbono (CO2), que tem provocado consequências drásticas ao meio ambiente.

“Com as transformações, a substância vai ser produzida a partir de fontes renováveis de energia. Por isso, é considerado o combustível do futuro, já que é produzido por meio de um processo chamado eletrólise, no qual as moléculas de oxigênio e hidrogênio da água são separadas”, informou a organizadora do evento que termina amanhã (4).

O Fiec Summit teve 1.587 inscritos de 20 países: Angola, Alemanha, Austrália, Canadá, Chile, Colômbia, Emirados Árabes, Espanha, Estados Unidos, Índia, Itália, Panamá, Portugal, Holanda, Reino Unido, Tanzânia e Paraguai, além do Brasil.




Fonte: Agência Brasil

Hidrogênio verde é tema de seminário no Ceará


O potencial do Brasil para a produção e exportação do hidrogênio verde foi tema de seminário organizado pela Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC).

Apontado como o combustível do futuro, o hidrogênio verde pode gerar lucros ao país, que vem sendo cada vez mais reconhecido internacionalmente com potencial de produção desta commodity.

Pelas condições climáticas, o Ceará é tido como possível hub para a produção desta versão ambientalmente adequada do gás que, segundo especialistas, poderá substituir combustíveis danosos ao meio ambiente.

Para receber a chancela de “verde”, o hidrogênio precisa ser obtido por processo que não envolva o uso de combustíveis fósseis. Assim, o uso de energia eólica e solar é visto como promissor.

O Nordeste brasileiro, “com o sol de dia e vento à noite”, é uma região que apresenta ótimas condições para a produção dessa hidrogênio verde, na opinião da diretora de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Hidrogênio Verde (ABH2), Mônica Saraiva Panik, que participou do seminário Fiec Summit.

“O potencial do Brasil já foi identificado internacionalmente. Sabemos que todos os países que têm sol de dia e vento à noite serão países ricos [se explorarem esse potencial]”, disse Mônica Panik.

No caso do Brasil, ela destacou também as parcerias já firmadas com o Porto de Roterdã, na Holanda – o porto mais ativo do mundo, que pode ser a grande porta de entrada desta commodity no mercado europeu.

Combustível do futuro

“O hidrogênio pode ser a commodity energética que, futuramente, vai substituir o petróleo”, disse Ricardo Cavalcante, presidente da Fiec, ao complementar: “Nossa intenção é formar um hub de hidrogênio no Ceará”.

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, e a governadora do Ceará, Izolda Cela, também participaram do seminário. “Esta é uma solução climática lucrativa”, disse Leite.

“O caminho é esse: trazer solução, gerar emprego e industrializar o nordeste, que terá energia verde, renovável e limpa. Vamos ajudar a criar essa nova economia verde”, disse o ministro.

A governadora Izolda Cela lembrou que a luta em questão “é pela preservação do planeta e em defesa da vida”, e que, nesse sentido, o Ceará se posiciona nessa estratégia climática global, com o sonho de ser a “casa do hidrogênio verde”, aproveitando as características climáticas do estado.

Complexo industrial

A expectativa é de que muitas das empresas – boa parte multinacionais – interessadas em investir no hidrogênio verde brasileiro se instalem no Complexo Industrial e Portuário Pacem, no Ceará.

“Temos todas as condições de produzir hidrogênio verde em condições internacionalmente competitivas”, disse a diretora executiva e comercial do complexo, Duna Uribe. Ela cita as possibilidades de extração de hidrogênio a partir de hidrólise da água do mar dessalinizada, em processos que fazem uso de energia eólicas offshore (em instalações marítimas) e onshore (em terra firme).

A diretora lembra, no entanto, a necessidade de se desenvolver um marco regulatório sobre toda a cadeia produtiva do combustível, incluindo as formas de transporte, por exemplo, já que trata-se de um gás extremamente explosivo.

Banco Mundial

Economista Sênior de Energia do Banco Mundial, Carlos Costa citou alguns desafios que podem vir a dificultar investimentos. O primeiro é o alto custo dos hidroeletrizadores, mecanismos que extraem hidrogênio da água.

Outro aspecto seria a incerteza sobre a performance técnica do combustível, uma vez que os projetos implementados até o momento envolvem apenas “escalas menores” de produção, “havendo portanto risco ao se passar para grandes escalas”.

O marco regulatório sobre o setor também foi citado: “Há também outros desafios por envolver um novo modelo de negócio, mas do mesmo jeito que a Petrobras criou um centro [petrolífero] no Rio de Janeiro, há possibilidades de se fazer algo similar no Ceará”, acrescentou.

“Este não é um projeto do Ceará, mas da nação brasileira, tendo o Ceará como leme. Visitei o complexo Pacem e fiquei impressionado com esse projeto que é a semente da transição energética do país. O Banco Mundial é, sim, o parceiro ideal para este desafio”, completou.

Emissões de carbono

Segundo a Fiec, o hidrogênio verde vem se configurando como uma resposta às emissões do dióxido de carbono (CO2), que tem provocado consequências drásticas ao meio ambiente.

“Com as transformações, a substância vai ser produzida a partir de fontes renováveis de energia. Por isso, é considerado o combustível do futuro, já que é produzido por meio de um processo chamado eletrólise, no qual as moléculas de oxigênio e hidrogênio da água são separadas”, informou a organizadora do evento que termina amanhã (4).

O Fiec Summit teve 1.587 inscritos de 20 países: Angola, Alemanha, Austrália, Canadá, Chile, Colômbia, Emirados Árabes, Espanha, Estados Unidos, Índia, Itália, Panamá, Portugal, Holanda, Reino Unido, Tanzânia e Paraguai, além do Brasil.




Fonte: Agência Brasil

Esquema de trânsito para Rock in Rio terá bloqueios com cancelas


O esquema especial de trânsito para o Rock in Rio contará com controles por meio de cancelas em pontos de bloqueio na região do festival que vai ocorrer nos dias 2, 3, 4, 8, 9, 10 e 11 de setembro na Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade. Todo o entorno do evento será área de circulação restrita. Não haverá estacionamento no entorno da Cidade do Rock.

Somente veículos de moradores previamente cadastrados, veículos oficiais e o BRT poderão acessar as áreas bloqueadas. A estimativa da prefeitura é que 35 mil carros sejam cadastrados até 8 de agosto.

Estão programadas diversas interdições no trânsito, no perímetro do Parque Olímpico, em todos os dias de evento. Na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, por exemplo, no trecho entre a Estrada Arroio Pavuna e Avenida Salvador Allende, o trânsito estará bloqueado das 14h às 6h.

“Vamos fazer o controle de acesso a áreas bloqueadas através de cancelas que serão colocadas nos pontos de bloqueio. Os moradores e veículos credenciados receberão tags que abrirão automaticamente as cancelas. Isso traz um benefício muito grande na velocidade com que você libera os veículos no bloqueio”, disse o diretor-presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (Cet-Rio), Joaquim Dinis, durante a coletiva da prefeitura para apresentar o plano operacional da cidade para o Rock in Rio.

Segundo a prefeitura, a principal forma de chegar ao festival será utilizando o serviço especial Rock Express. “Esse serviço vai levar as pessoas do Jardim Oceânico e do terminal Alvorada até o Parque Olímpico na ida e na volta. Esse é o maior fluxo de pessoas para o festival, 90% do público vêm da Barra e da zona sul”, disse a secretária municipal de Transportes, Maína Celidonio.

O serviço especial Rock Express será administrado pela organização do festival e terá ônibus exclusivos que vão utilizar a calha do BRT. O valor do bilhete ida e volta custará R$ 22 e deve ser comprado antecipadamente pela internet.

“É importante que a pessoa compre antecipadamente as passagens de ida e volta, para que possa sair com rapidez do evento. O serviço do BRT que serve à população em geral também vai funcionar normalmente”, afirmou Maína Celidonio.




Fonte: Agência Brasil

Menino de 5 anos entra para grupo de superdotados


Filippo de Castro tem apenas 5 anos e aprendeu a falar inglês sozinho. As habilidades do menino foram registradas pela família nas redes sociais. Em uma dessas cenas, ele foi flagrado, aos 2 anos e 4 meses, lendo as placas dos carros do prédio em que mora, em São Paulo.

Um teste de QI comprovou que Filippo se enquadra no grupo das pessoas com altas habilidades ou superdotadas e, por isso, hoje ele é um dos mais novos integrantes do clube mundial de pessoas com alto QI, o grupo Mensa.

Ouça na Radioagência Nacional

O teste mostrou que o menino, hoje com 5 anos e 4 meses, tem a idade cognitiva de 7 anos e 8 meses. A mãe, a jornalista Roberta Castro, explica que os exames ajudaram a oferecer melhores condições para o desenvolvimento do filho, mas ela costuma deixar claro que não é bom rotular a criança como gênio.

“A criança superdotada já tem uma frustração atípica. O que não dá certo, ela reclama o dobro que uma criança normal. Então, se você pensar por esse lado, quanto mais ‘gênio’ você chamar ele, mais ele vai se cobrar. E ninguém é perfeito. Então, eu não quero isso. Eu sempre costumo dizer: ‘ele não é gênio, ele é uma criança atípica. É uma criança superdotada, mas é uma criança'”.

É que assim como outras características, a exemplo do autismo, as pessoas com altas habilidades são atípicas e precisam de atenção especial para que o potencial não se transforme em super problemas. Quem explica é Denise Arantes Brêro, psicóloga e presidente do Conselho Brasileiro de Superdotação (Conbrasd).

“A não identificação [do autismo] pode levar a problemas emocionais. Essas pessoas, quando não são identificadas não recebem atendimento, dentro de suas necessidades específicas na infância, na adolescência e também na vida adulta, elas acabam tendo uma predisposição maior para desenvolver transtornos de ansiedade, transtornos depressivos. Então o impacto acaba sendo muito negativo em termos de saúde emocional e também em termos da não compreensão de quem se é”, diz Denise.

Em todo o Brasil, pouco mais de 24 mil pessoas já foram identificadas como de altas habilidades, mas estudos internacionais estimam um número mais de 100 vezes maior: 2,5 milhões de pessoas.

Um dos primeiros obstáculos na identificação está no acesso aos testes. Só para se ter uma ideia, o teste que ajudou a identificar as altas habilidades de Fillipo pode custar até R$ 4 mil reais na rede privada. Valor que a família do menino não precisou pagar porque contou com a colaboração de profissionais de saúde.




Fonte: Agência Brasil

Homem é preso ao fazer ofensas racistas em biblioteca em São Paulo


Um homem de 39 anos foi preso por fazer ofensas racistas a frequentadores da Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo. Segundo a Secretaria a Segurança Pública do estado, a Guarda Civil Metropolitana foi ao local por volta das 13h de ontem (2) e constatou que o homem estava ofendendo uma mulher, também de 39 anos, e uma idosa de 66 anos de idade.

Ele foi levado ao 2º Distrito Policial, no Bom Retiro, onde ficou detido. Segundo a secretaria, o caso foi registrado como injúria e preconceito de raça e cor.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, o homem diz várias vezes que “não gosta de negros”, além de outras frases racistas e homofóbicas. É possível ver ainda nas imagens que ele tinha um exemplar do livro Minha Luta, escrito pelo ditador nazista Adolf Hitler. No vídeo, alguns dos frequentadores e funcionários confrontam o homem, que foi chamado de racista.

A Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, responsável pela biblioteca, informou que funcionários da instituição foram à delegacia para prestar depoimento e que um ouvidor foi designado para acompanhar o andamento do caso.

“A biblioteca é um espaço público marcado pelo respeito à liberdade de gênero, raça, orientação sexual, credo e de celebração da diversidade e de todos os direitos individuais”, enfatiza a nota divulgada pela secretaria.

Segundo a pasta, os trabalhadores da Mário de Andrade têm recebido formação específica para lidar com casos de racismo, discriminação e misoginia. “Tal como diversos outros equipamentos culturais da cidade, tem se empenhado em treinar a sua equipe para lidar com atitudes racistas, transfóbicas e misóginas em seus espaços, ao mesmo tempo em que vem desenvolvendo um trabalho de conscientização junto aos seus servidores”, diz o comunicado.




Fonte: Agência Brasil

PF combate extração ilegal de madeira em terra indígena


A Polícia Federal deflagrou hoje (3) uma operação para combater a extração e a recepção ilegal de madeira na terra indígena Cana Brava, no município de Barra do Corda (MA). Os policiais cumprem 22 mandados de busca e apreensão e sete de suspensão da atividade econômica.

De acordo com a PF, a atividade ilegal abastece uma cadeia criminosa de serrarias, movelarias e depósitos de madeira clandestinos. A polícia disse que durante as investigações foram identificados diversos estabelecimentos madeireiros que atuam na clandestinidade, sem emissão de Documento de Origem Florestal (DOF).

A PF também informou que, no período de um ano, foram detectados 177 alertas de desmatamento na terra indígena Cana Brava. As serrarias e movelarias investigadas estão a uma distância de aproximadamente 40 km da terra indígena, “o que demonstra a viabilidade econômica para atuarem na ilegalidade, com extração de madeira em área protegida”.

“O tempo de atividade analisado por meio da evolução geoespacial desses estabelecimentos demonstrou que as condutas perduram há vários anos, causando impactos e danos consideráveis ao meio ambiente e ao equilíbrio ecológico”, disse a polícia.

Ainda de acordo com a PF, o desmatamento ilegal, com a invasão das terras indígenas, intensifica os conflitos com indígenas da região.

Os investigados poderão responder por crimes como receptação qualificada, depósito de produto de origem vegetal sem licença válida, funcionamento de estabelecimentos potencialmente poluidores sem autorização, dentre outros, com penas que podem chegar a 9 anos de reclusão.

Batizada de “Pterodon”, a operação mobilizou 110 policiais federais, bem como servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e integrantes do Corpo de Bombeiros e policiais militares do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA), no Maranhão.

O nome da operação faz referência a um gênero botânico, que inclui a sucupira entre suas espécies. A árvore é considerada uma das mais valiosas da terra indígena Cana Brava.




Fonte: Agência Brasil