Agência pública deve ser contraponto a jornalismo de mídia estrangeira


A mídia pública brasileira, que inclui a Agência Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), deve contribuir como contraponto à visão dominante na cobertura jornalística das principais agências internacionais de notícias, que acaba sendo reproduzida pela mídia empresarial do Brasil. 

A avaliação é de professores e especialistas em comunicação que avaliaram a importância da Agência Brasil na cobertura internacional em meio ao aumento das tensões geopolíticas no mundo.

A principal agência pública de notícias do país completou 35 anos no último dia 10 de maio.   


Brasília (DF) 09/05/2025 - 
Professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) que pesquisa agências de notícias internacionais, André Buonani Pasti. Foto Arquivo pessoal
Brasília (DF) 09/05/2025 - 
Professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) que pesquisa agências de notícias internacionais, André Buonani Pasti. Foto Arquivo pessoal

Professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) André Buonani Pasti Foto Arquivo pessoal

Para os analistas, o papel da mídia pública nacional é reportar os acontecimentos globais sob o ponto de vista do Brasil enquanto um país da periferia do sistema global, também chamado de Sul Global.

O professor André Buonani Pasti, que pesquisa agências de notícias internacionais, ressalta que as principais empresas jornalísticas do mundo mantêm vínculos com os Estados a que pertencem.

“A gente está falando de interesses geopolíticos vinculados aos Estados a quais essas empresas pertencem. Esses empresários são mobilizados nos momentos de contexto político tenso que movimentam o cenário internacional e estão conectados diretamente com alguns Estados-nação”, diz o professor da Universidade Federal do ABC (UFABC).

Pasti cita, por exemplo, a cobertura “amplamente pró-Israel, no conflito Israel-Palestina, assim como uma cobertura quase de propaganda da Guerra da Ucrânia. Isso não ajuda a informar. É um problema”.

Essa avaliação é reforçada pelo jornalista brasileiro Matias M. Molina, em seu livro Os Melhores Jornais Do Mundo, no qual destaca o papel dos principais jornais dos Estados Unidos (EUA) – como o New York Times e o The Washington Post – no apoio às guerras do Vietnã e do Iraque. Segundo ele, esses periódicos reproduziram a visão oficial da Casa Branca, inclusive sustentando a falsa acusação de que o Iraque mantinha armas de destruição em massa.

Jornalismo empresarial

O professor de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) José Arbex Junior avalia que a cobertura internacional da mídia empresarial do Brasil utiliza as “lentes” das principais agências estrangeiras de notícias, em especial, dos Estados Unidos e da Europa.

“Com essas lentes, eu, como brasileiro, estou olhando o mundo de uma forma completamente distorcida porque uso óculos que não servem para mim. O que eu, como brasileiro, tenho que entender sobre o mundo? Essa é a questão central colocada do ponto de vista de uma cobertura internacional”, destacou.


Brasília (DF) 09/05/2025 -  Professor de jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e coordenador da Rede de Investigadores em Comunicação Internacional (RICI). Ivan Bomfim. Crédito: Arquivo Pessoal
Brasília (DF) 09/05/2025 -  Professor de jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e coordenador da Rede de Investigadores em Comunicação Internacional (RICI). Ivan Bomfim. Crédito: Arquivo Pessoal

Professor de jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) Ivan Bomfim. Foto: Arquivo pessoal

O professor de jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) Ivan Bomfim destacou que o jornalismo não é neutro e que ele vem carregado de valores construídos a partir de compreensões de mundo das empresas que o patrocinam.

“Nossa visão do mundo acaba sendo moldada pela mídia empresarial a partir do que vem das agências estrangeiras. É claro que esse material é retrabalhado nas empresas brasileiras. Só que esse conteúdo informativo é retrabalhado a partir de interesses econômicos e políticos”, destacou o também coordenador da Rede de Investigadores em Comunicação Internacional (RICI).

Segundo o professor José Arbex, a mídia empresarial do Brasil está comprometida com interesses de corporações econômicas e financeiras internacionais, o que influencia sua cobertura.

“O interesse dessa grande mídia está voltado para essas grandes corporações, que são empresas com as quais a Rede Globo, para citar um exemplo, mantém relações comerciais, financeiras, políticas e ideológicas. É em cima dessas relações que ela vai fazer a cobertura”, disse.

Jornalismo público


Entenda a origem do Hamas, grupo islâmico palestino que controla Gaza. Jornalista José Arbex. Foto: Flickr/Damião A. Francisco
Entenda a origem do Hamas, grupo islâmico palestino que controla Gaza. Jornalista José Arbex. Foto: Flickr/Damião A. Francisco

Professor de Jornalismo José Arbex. Foto: Flickr/Damião A. Francisco

Para o professor de jornalismo José Arbex, a mídia pública tem condições de fazer uma cobertura diferente por não estar vinculada diretamente a interesses econômicos e estrangeiros.

“A mídia pública, exatamente porque ela não está comprometida com nenhuma grande empresa, tem muito mais independência e capacidade para fazer coberturas que não interessam do ponto de vista empresarial, mas que têm um grande interesse do ponto de vista nacional e popular”, comentou.

Segundo ele, a mídia pública tem condições, por exemplo, de apresentar o conflito de Gaza como um massacre perpetrado por Israel e uma limpeza étnica contra o povo palestino. “Os grandes veículos empresariais não reconhecem o genocídio na Palestina”, diz.

Para o especialista, é importante ter uma visão brasileira do cenário internacional, o que “não é a mesma cobertura que o europeu vai ter, nem a mesma cobertura de um veículo estadunidense”.

O fato de os demais veículos do Brasil, em especial os jornais locais, poderem reproduzir, gratuitamente, o conteúdo jornalístico da mídia pública reforça o papel central de uma cobertura internacional diferenciada, avalia o pesquisador da UFABC André Pasti.

“O essencial seria ter um bom investimento em uma agência pública forte para cobertura internacional conectada com redes de agências do Sul do mundo que tivessem esse contraponto em relação às agências estrangeiras”, acrescentou.

Em 2023, a EBC fechou acordo para parceria com Agência de Notícias Xinhua, da China, para troca de conteúdo, além de ter acordo com a China Média Group e a TeleSur, da Venezuela. Há ainda negociações para acordos com mídias de Angola.


U.S. President Donald Trump gestures, ahead of delivering remarks on tariffs, in the Rose Garden at the White House in Washington, D.C., U.S., April 2, 2025. REUTERS/Leah Millis     TPX IMAGES OF THE DAY
U.S. President Donald Trump gestures, ahead of delivering remarks on tariffs, in the Rose Garden at the White House in Washington, D.C., U.S., April 2, 2025. REUTERS/Leah Millis     TPX IMAGES OF THE DAY

Especialistas avaliamo cobertura jornalística do governo do presidente Donald Trump REUTERS/Leah Millis /Proibida reprodução

Trump

O professor de jornalismo José Arbex citou, como exemplo de cobertura jornalística, o novo governo de Donald Trump, que tem ameaçado anexar o canal do Panamá, o Canadá, a Groenlândia, além de defender a expulsão dos palestinos da Faixa de Gaza.

“O que isso significa para o Brasil? Como eu, brasileiro, devo conduzir ou apoiar as medidas de política externa do país nesse contexto? Nossas alternativas, para isso, são o Mercosul, os Brics, temos como fazer parceria com a China, que quer fazer a Nova Rota da Seda”, afirmou.

O professor da UFGD Ivan Bomfim argumentou que, do ponto de vista do Brasil, como uma potência média sem grande poder militar e tecnológico, é mais interessante defender regras internacionais que sejam respeitadas por todos, e não que o mais forte prevaleça no cenário global, como tenta impor o presidente Trump.

“Quando a gente deixa essa compreensão de lado e passa a reproduzir que um país, por ser mais forte, pode se impor sobre os outros, estamos abrindo mão de uma visão que é de nosso interesse”, disse.

Controle social

A possibilidade de a sociedade exercer alguma influência sobre a cobertura jornalística é, para o professor UFABC André Buonani Pasti, uma das principais diferenças entre a mídia pública e a empresarial.

“Uma mídia pública implica abrir o debate para participação da sociedade sobre os rumos da cobertura jornalística. Isso é fundamental. A diferença entre a mídia pública e a privada é essa possibilidade de ter algum nível de controle social sobre o debate”, destacou.

Segundo o especialista, o controle é no sentido de poder acompanhar, opinar e contribuir com a cobertura jornalística, a exemplo do que ocorria por meio do extinto Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), empresa da qual a Agência Brasil faz parte, junto com a TV Brasil e as rádios EBC, como a Rádio Nacional.

Em 2016, o presidente Michel Temer extinguiu o Conselho Curador com representantes da sociedade que opinavam, emitiam recomendações e faziam exigências à direção da EBC. No lugar, foi criado um Comitê Editorial que nunca foi instalado.

Em 2024, a EBC criou o Comitê de Participação Social e elegeu os representantes da sociedade. O novo colegiado e o Comitê Editorial aguardam a nomeação dos conselheiros pela Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República.




Fonte: Agência Brasil

Mídia pública deve se contrapor a jornalismo de agências estrangeiras


A mídia pública brasileira, que inclui a Agência Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), deve contribuir como contraponto à visão dominante na cobertura jornalística das principais agências internacionais de notícias, que acaba sendo reproduzida pela mídia empresarial do Brasil. 

A avaliação é de professores e especialistas em comunicação que avaliaram a importância da Agência Brasil na cobertura internacional em meio ao aumento das tensões geopolíticas no mundo.

A principal agência pública de notícias do país completou 35 anos no último dia 10 de maio.   


Brasília (DF) 09/05/2025 - 
Professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) que pesquisa agências de notícias internacionais, André Buonani Pasti. Foto Arquivo pessoal
Brasília (DF) 09/05/2025 - 
Professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) que pesquisa agências de notícias internacionais, André Buonani Pasti. Foto Arquivo pessoal

Professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) André Buonani Pasti Foto Arquivo pessoal

Para os analistas, o papel da mídia pública nacional é reportar os acontecimentos globais sob o ponto de vista do Brasil enquanto um país da periferia do sistema global, também chamado de Sul Global.

O professor André Buonani Pasti, que pesquisa agências de notícias internacionais, ressalta que as principais empresas jornalísticas do mundo mantêm vínculos com os Estados a que pertencem.

“A gente está falando de interesses geopolíticos vinculados aos Estados a quais essas empresas pertencem. Esses empresários são mobilizados nos momentos de contexto político tenso que movimentam o cenário internacional e estão conectados diretamente com alguns Estados-nação”, diz o professor da Universidade Federal do ABC (UFABC).

Pasti cita, por exemplo, a cobertura “amplamente pró-Israel, no conflito Israel-Palestina, assim como uma cobertura quase de propaganda da Guerra da Ucrânia. Isso não ajuda a informar. É um problema”.

Essa avaliação é reforçada pelo jornalista brasileiro Matias M. Molina, em seu livro Os Melhores Jornais Do Mundo, no qual destaca o papel dos principais jornais dos Estados Unidos (EUA) – como o New York Times e o The Washington Post – no apoio às guerras do Vietnã e do Iraque. Segundo ele, esses periódicos reproduziram a visão oficial da Casa Branca, inclusive sustentando a falsa acusação de que o Iraque mantinha armas de destruição em massa.

Jornalismo empresarial

O professor de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) José Arbex Junior avalia que a cobertura internacional da mídia empresarial do Brasil utiliza as “lentes” das principais agências estrangeiras de notícias, em especial, dos Estados Unidos e da Europa.

“Com essas lentes, eu, como brasileiro, estou olhando o mundo de uma forma completamente distorcida porque uso óculos que não servem para mim. O que eu, como brasileiro, tenho que entender sobre o mundo? Essa é a questão central colocada do ponto de vista de uma cobertura internacional”, destacou.


Brasília (DF) 09/05/2025 -  Professor de jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e coordenador da Rede de Investigadores em Comunicação Internacional (RICI). Ivan Bomfim. Crédito: Arquivo Pessoal
Brasília (DF) 09/05/2025 -  Professor de jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e coordenador da Rede de Investigadores em Comunicação Internacional (RICI). Ivan Bomfim. Crédito: Arquivo Pessoal

Professor de jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) Ivan Bomfim. Foto: Arquivo pessoal

O professor de jornalismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) Ivan Bomfim destacou que o jornalismo não é neutro e que ele vem carregado de valores construídos a partir de compreensões de mundo das empresas que o patrocinam.

“Nossa visão do mundo acaba sendo moldada pela mídia empresarial a partir do que vem das agências estrangeiras. É claro que esse material é retrabalhado nas empresas brasileiras. Só que esse conteúdo informativo é retrabalhado a partir de interesses econômicos e políticos”, destacou o também coordenador da Rede de Investigadores em Comunicação Internacional (RICI).

Segundo o professor José Arbex, a mídia empresarial do Brasil está comprometida com interesses de corporações econômicas e financeiras internacionais, o que influencia sua cobertura.

“O interesse dessa grande mídia está voltado para essas grandes corporações, que são empresas com as quais a Rede Globo, para citar um exemplo, mantém relações comerciais, financeiras, políticas e ideológicas. É em cima dessas relações que ela vai fazer a cobertura”, disse.

Jornalismo público


Entenda a origem do Hamas, grupo islâmico palestino que controla Gaza. Jornalista José Arbex. Foto: Flickr/Damião A. Francisco
Entenda a origem do Hamas, grupo islâmico palestino que controla Gaza. Jornalista José Arbex. Foto: Flickr/Damião A. Francisco

Professor de Jornalismo José Arbex. Foto: Flickr/Damião A. Francisco

Para o professor de jornalismo José Arbex, a mídia pública tem condições de fazer uma cobertura diferente por não estar vinculada diretamente a interesses econômicos e estrangeiros.

“A mídia pública, exatamente porque ela não está comprometida com nenhuma grande empresa, tem muito mais independência e capacidade para fazer coberturas que não interessam do ponto de vista empresarial, mas que têm um grande interesse do ponto de vista nacional e popular”, comentou.

Segundo ele, a mídia pública tem condições, por exemplo, de apresentar o conflito de Gaza como um massacre perpetrado por Israel e uma limpeza étnica contra o povo palestino. “Os grandes veículos empresariais não reconhecem o genocídio na Palestina”, diz.

Para o especialista, é importante ter uma visão brasileira do cenário internacional, o que “não é a mesma cobertura que o europeu vai ter, nem a mesma cobertura de um veículo estadunidense”.

O fato de os demais veículos do Brasil, em especial os jornais locais, poderem reproduzir, gratuitamente, o conteúdo jornalístico da mídia pública reforça o papel central de uma cobertura internacional diferenciada, avalia o pesquisador da UFABC André Pasti.

“O essencial seria ter um bom investimento em uma agência pública forte para cobertura internacional conectada com redes de agências do Sul do mundo que tivessem esse contraponto em relação às agências estrangeiras”, acrescentou.

Em 2023, a EBC fechou acordo para parceria com Agência de Notícias Xinhua, da China, para troca de conteúdo, além de ter acordo com a China Média Group e a TeleSur, da Venezuela. Há ainda negociações para acordos com mídias de Angola.


U.S. President Donald Trump gestures, ahead of delivering remarks on tariffs, in the Rose Garden at the White House in Washington, D.C., U.S., April 2, 2025. REUTERS/Leah Millis     TPX IMAGES OF THE DAY
U.S. President Donald Trump gestures, ahead of delivering remarks on tariffs, in the Rose Garden at the White House in Washington, D.C., U.S., April 2, 2025. REUTERS/Leah Millis     TPX IMAGES OF THE DAY

Especialistas avaliamo cobertura jornalística do governo do presidente Donald Trump REUTERS/Leah Millis /Proibida reprodução

Trump

O professor de jornalismo José Arbex citou, como exemplo de cobertura jornalística, o novo governo de Donald Trump, que tem ameaçado anexar o canal do Panamá, o Canadá, a Groenlândia, além de defender a expulsão dos palestinos da Faixa de Gaza.

“O que isso significa para o Brasil? Como eu, brasileiro, devo conduzir ou apoiar as medidas de política externa do país nesse contexto? Nossas alternativas, para isso, são o Mercosul, os Brics, temos como fazer parceria com a China, que quer fazer a Nova Rota da Seda”, afirmou.

O professor da UFGD Ivan Bomfim argumentou que, do ponto de vista do Brasil, como uma potência média sem grande poder militar e tecnológico, é mais interessante defender regras internacionais que sejam respeitadas por todos, e não que o mais forte prevaleça no cenário global, como tenta impor o presidente Trump.

“Quando a gente deixa essa compreensão de lado e passa a reproduzir que um país, por ser mais forte, pode se impor sobre os outros, estamos abrindo mão de uma visão que é de nosso interesse”, disse.

Controle social

A possibilidade de a sociedade exercer alguma influência sobre a cobertura jornalística é, para o professor UFABC André Buonani Pasti, uma das principais diferenças entre a mídia pública e a empresarial.

“Uma mídia pública implica abrir o debate para participação da sociedade sobre os rumos da cobertura jornalística. Isso é fundamental. A diferença entre a mídia pública e a privada é essa possibilidade de ter algum nível de controle social sobre o debate”, destacou.

Segundo o especialista, o controle é no sentido de poder acompanhar, opinar e contribuir com a cobertura jornalística, a exemplo do que ocorria por meio do extinto Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), empresa da qual a Agência Brasil faz parte, junto com a TV Brasil e as rádios EBC, como a Rádio Nacional.

Em 2016, o presidente Michel Temer extinguiu o Conselho Curador com representantes da sociedade que opinavam, emitiam recomendações e faziam exigências à direção da EBC. No lugar, foi criado um Comitê Editorial que nunca foi instalado.

Em 2024, a EBC criou o Comitê de Participação Social e elegeu os representantes da sociedade. O novo colegiado e o Comitê Editorial aguardam a nomeação dos conselheiros pela Secretaria de Comunicação (Secom) da Presidência da República.




Fonte: Agência Brasil

Seis pessoas ficam feridas em colisão transversal na Rodovia Homero Severo Lins, em Martinópolis; três são crianças




Acidente ocorreu no km 548,030 e envolveu dois carros na manhã deste domingo (11). Seis pessoas ficaram feridas após colisão transversal em Martinópolis (SP)
Polícia Militar Rodoviária
Seis pessoas ficaram feridas em um acidente no km 548,030, na Rodovia Homero Severo Lins (SP-284), na manhã deste domingo (11), em Martinópolis (SP).
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De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, no local do acidente, a equipe constatou que um carro pretendia realizar um cruzamento em nível pelo trevo da cidade e não observou que outro automóvel seguia pela rodovia sentido oeste, momento em que houve uma colisão transversal.
O primeiro veículo era ocupado pelo motorista, uma mulher, duas crianças — de três e sete anos — e um bebê de 11 meses. As cinco pessoas ficaram gravemente feridas. As crianças estavam sem dispositivos de retenção.
O motorista do segundo carro sofreu ferimentos leves.
Ambos condutores realizaram o teste do etilômetro, que resultou na quantia de 0,00 mg/l de álcool por litro de ar alveolar.
A rodovia ficou parcialmente interditada no momento do acidente, mas logo foi desobstruída para evitar novas ocorrências.
O local foi periciado.
Seis pessoas ficaram feridas após colisão transversal em Martinópolis (SP)
Polícia Militar Rodoviária

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Fonte: G1

Ao transportar carga ilegal avaliada em mais de R$ 1 milhão, homem é preso por tráfico de drogas e contrabando em Teodoro Sampaio | Presidente Prudente e Região


Segundo a Polícia Militar, durante uma operação voltada ao combate ao tráfico de drogas e armas, a equipe abordou um caminhão e, na fiscalização da cabine do veículo, foram encontrados diversos eletrônicos, perfumes, medicamentos anabolizantes e uma caixa com 50 munições calibre 22 — todos produtos de origem paraguaia.




Fonte: G1

Conversa com o Autor tem edição especial de Dia das Mães


Neste Dia das Mães, o programa Conversa com o Autor, que a Rádio MEC leva ao ar daqui a pouco, ouve a escritora Nina Rizzi sobre seu livro A melhor mãe do mundo, que recebeu os selos Distinção Cátedra Unesco de Leitura PUC-Rio e Caminhos de Leitura Brasil, e que, segundo a revista Crescer, foi selecionado entre os 30 melhores livros infantis de 2023. 

No programa, Nina Rizzi fala sobre a força da maternidade no imaginário das crianças e diz que é fundamental que as mães lerem para os filhos e que os pais tenham tempo para contar histórias. Em uma conversa franca e direta com a anfitriã Katy Navarro, a escritora apresenta aos ouvintes suas lembranças, afetos e amor aos livros.

Além de escritora, Nina Rizzi é tradutora, pesquisadora, professora, editora e curadora, com poemas, ensaios e traduções publicados em diversas revistas, jornais, suplementos e antologias. Entre suas publicações, destacam-se Elza: A Voz do Milênio; Caderno Goiabada de Prosa e Poesia; Sereia no Copo d’Água; Quando Vieres Ver um Banzo Cor de Fogo; Geografia dos Ossos; A Duração do Deserto; e Tambores pra N’Zinga. Os títulos abrangem prosa, poesia e ensaios.

No Conversa com o Autor deste domingo (11), Nina fala também de poesia e do livro mais recente, Diáspora Não É Lar, em que aborda questões de racismo. Na obra, a autora rememora em poemas episódios de racismo sofridos na infância, na juventude e na vida adulta, do ambiente escolar às casas-grandes em que a mãe trabalhava, até a culpa preconcebida que, segundo ela, recai sobre os corpos negros. 

O programa

Apresentado por Katy Navarro e com produção de Rafael Tavares, o programa Conversa com o Autor tem o objetivo de divulgar a literatura brasileira e incentivar a leitura. A atração semanal da Rádio MEC recebe escritores para entrevistas sobre sua obra e assuntos variados do mundo dos livros.

São quase 30 minutos de papo descontraído e repleto de conteúdo em que autores nacionais ficam à vontade para falar sobre seus trabalhos. As conversas abordam lançamentos, títulos, curiosidades, processo criativo, sugestões de obras, leituras e as diversas narrativas literárias dos autores brasileiros.

Lançada em 2013, a produção tem todos episódios da nova temporada disponíveis em formato de videocast no canal da Rádio MEC no YouTube. 

Rádio MEC

Conhecida de norte a sul do como a emissora da música clássica do Brasil, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música erudita. A tradicional estação dedica 80% de sua programação à música clássica e leva ao ar compositores brasileiros e internacionais de todos os tempos.

A Rádio MEC oferece aos ouvintes a experiência de acompanhar repertórios segmentados, composições originais e produções qualificadas.Há espaço também para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no app Rádios EBC. 

Os ouvintes têm participação garantida e podem colaborar com sugestões para a programação da Rádio MEC. O público pode interagir pelas redes sociais e pelo WhatsApp. Para isso, basta que os interessados enviem mensagens de texto para o número (21) 99710-0537. 




Fonte: Agência Brasil

Homem é preso por furtar produtos de estabelecimento e fugir com itens dentro de cesta da própria loja em Osvaldo Cruz




Vítima informou que, após pegar a mercadoria, o suspeito correu em direção à linha férrea. Homem foi preso por furtar produtos em Osvaldo Cruz (SP)
Polícia Militar
Um homem foi preso por furtar produtos de um estabelecimento comercial nesta sexta-feira (9), em Osvaldo Cruz (SP). A ocorrência foi divulgada neste sábado (10).
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Conforme a Polícia Militar, o proprietário de uma loja acionou a equipe informando que um homem havia furtado seu estabelecimento e levado diversos produtos dentro de uma cesta azul da própria loja. A vítima informou que, após pegar os itens, o suspeito correu em direção à linha férrea.
A polícia iniciou diligências e avistou o homem com características semelhantes às informadas pela vítima caminhando pela linha férrea com uma mochila e uma cesta plástica azul.
Ao avistar a viatura, o suspeito jogou a cesta e saiu correndo com a mochila, subindo um barranco sentido a Rua Califórnia. Ele foi abordado mais à frente.
Em vistoria pela região de mato na linha férrea foram localizados alguns objetos do furto. A maior parte dos itens estava dentro da mochila do suspeito, que foi dispensada por ele atrás de um veículo enquanto o homem tentava se esconder da equipe.
Os produtos furtados totalizaram um pacote de bolachas, uma cesta plástica, um litro de achocolatado, uma vasilha plástica, uma caixa de cereal e cinco barras grandes de chocolate.
Os itens continham etiqueta de preço e foram reconhecidos pelo proprietário da loja.
Diante dos fatos foi dada voz de prisão em flagrante delito ao homem e ele foi conduzido ao Plantão de Polícia Judiciária de Adamantina (SP).
Os produtos foram devolvidos ao proprietário.

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Fonte: G1

Ninguém acerta os números da Mega-Sena e prêmio vai para R$ 55 milhões


Ninguém acertou as seis dezenas do Concurso 2.861 da Mega-Sena, sorteadas na noite de sábado (10), em São Paulo, e o próximo prêmio é estimado em R$ 55 milhões.

Os números sorteados ontem foram 02, 21, 27, 46, 51 e 53.

A quina teve 55 acertadores, e cada um receberá R$ 72.740,95. Os 5.930 apostadores que acertaram quatro dezenas será de R$ 963,80.

Os números do Concurso 2.862 serão sorteados na terça-feira (13), em São Paulo .




Fonte: Agência Brasil

Motorista morre após perder controle de picape e cair em ribanceira, em Estrela do Norte




Jovem era o único ocupante do veículo e foi arremessado para fora do automóvel. Homem morreu vítima de acidente em Estrela do Norte (SP)
Polícia Militar Rodoviária
Um homem, de 25 anos, morreu vítima de um acidente no km 509,050 da Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), na noite deste sábado (10), em Estrela do Norte (SP).
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De acordo com a Polícia Militar Rodoviária, equipes foram acionadas para atendimento de um acidente de trânsito com vítima fatal, que envolveu apenas uma picape com placas de Santo Anastácio (SP).
O veículo transitava no sentido Santo Inácio (PR) a Pirapozinho (SP) quando o motorista perdeu o controle da direção e a picape capotou e caiu em uma ribanceira.
O jovem era o único ocupante do veículo e foi arremessado para fora do automóvel.
O local não sofreu influências no trânsito e, junto ao veículo, foi periciado.
Homem morreu vítima de acidente em Estrela do Norte (SP)
Polícia Militar Rodoviária

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Fonte: G1

Confiança na informação e acesso gratuito são marcas da Agência Brasil



Brasília (DF), 09/05/2025 - Márcia Marques (professora da UnB, especial aniversário de 35 anos da agência Brasil
Foto: Márcia Marques/Arquivo pessoal
Brasília (DF), 09/05/2025 - Márcia Marques (professora da UnB, especial aniversário de 35 anos da agência Brasil
Foto: Márcia Marques/Arquivo pessoal

Márcia Marques, professora da UnB, destaca o papel da Agência Brasil Foto: Márcia Marques/Arquivo pessoal

A disseminação de notícias falsas é uma das grandes ameaças contemporâneas à cidadania. A circulação de desinformação afeta a autonomia das pessoas para decidir sobre suas vidas e conhecer seus direitos e responsabilidades. Em um cenário como esse, confiar na fonte da informação é vital para o cidadão.

“O direito à informação é um direito essencial, porque, com a informação verdadeira, as pessoas tomam decisões a partir de dados palpáveis”, afirma a professora de Jornalismo da Universidade de Brasília (UnB) Márcia Marques.

Para ela, a Agência Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), cumpre justamente o papel de oferecer uma informação em que o cidadão pode confiar.  A Agência Brasil completou 35 anos neste sábado (10).

“As pessoas usam a informação da Agência Brasil porque sabem que essa é uma informação de confiança. É muito importante ter uma mídia com credibilidade, que garanta que informação de qualidade chegue à ponta para as pessoas”, afirma a pesquisadora.

Gratuidade

Além da credibilidade, Márcia destaca a gratuidade da informação, uma vez que leitores, blogs e veículos de imprensa não precisam pagar para ler ou reproduzir as notícias publicadas pela Agência Brasil.

“Tem muitas pequenas mídias que não têm como comprar notícias [de agências privadas] e sobreviver. Hoje você tem uma multiplicação de veículos, desde veículos com redações pequenas até aqueles que são feitos apenas por uma pessoa, rádios. Então, essa distribuição de notícias para os veículos pequenos torna a informação mais distribuída para a sociedade. O pequeno lá do interior de Alagoas, do interior do Pará, pode ter material para trabalhar, porque ele pode utilizar fotos e textos, de uma fonte com credibilidade”, diz.

Capilaridade


Brasília (DF), 09/05/2025 - Pedro Aguiar (professor da UFF), especial aniversário de 35 anos da agência Brasil
Foto: Pedro Aguiar/Arquivo pessoal
Brasília (DF), 09/05/2025 - Pedro Aguiar (professor da UFF), especial aniversário de 35 anos da agência Brasil
Foto: Pedro Aguiar/Arquivo pessoal

Pedro Aguiar, professor da UFF, diz que nenhuma agência privada consegue ter a capilaridade da Agência Brasil Foto: Pedro Aguiar/Arquivo pessoal

Segundo o professor de Jornalismo da Universidade Federal Fluminense (UFF) Pedro Aguiar, a Agência Brasil é reproduzida literalmente por milhares de veículos, dos grandes aos pequenos. “De veículos das metrópoles, Rio e São Paulo, até cidades muito pequenas do interior”.

“A capilaridade da Agência Brasil nenhuma agência privada consegue alcançar, pelo simples fato de que as agências privadas cobram por esse serviço”, explica Aguiar.

A jornalista Aline Thomaz, sócia da Vital Comunicação, empresa especializada em assessoria de comunicação na área de saúde, afirma que a Agência Brasil tem um papel importante nas estratégias de divulgação de ações de seus clientes, como as sociedades brasileiras de Urologia e de Coloproctologia.

“Sua credibilidade e abrangência fazem com que suas reportagens pautem a grande imprensa, que tanto reproduz o conteúdo em seus portais, como também repercute os temas abordados. Assim, conseguimos ampliar o alcance e a visibilidade das ações de nossos clientes”, destaca a jornalista.

Fonte essencial

Desde seu lançamento, em 2018, o portal de notícias Amazônia Press, de Manaus, usa conteúdo produzido pela Agência Brasil. O proprietário do veículo, Francisco Araújo, explica que a equipe do portal é enxuta, com oito jornalistas, três estagiários e uma assistente.

“As matérias da Agência Brasil são uma fonte essencial para nossa cobertura regional. Nosso foco é levar informação de qualidade a todos os estados da Amazônia. No entanto, com a equipe reduzida que tínhamos, seria impossível cumprir essa missão sem o apoio do conteúdo da Agência Brasil, que ajudou a reduzir significativamente a escassez de notícias na região”, conta

“Aqui no Amazonas, 100% dos portais de notícias utilizam matérias da Agência Brasil, pois são confiáveis e bem elaboradas. É fundamental que essa cobertura jornalística seja mantida não apenas no Brasil e no mundo, mas também na Amazônia, afinal, somos o pulmão e o coração do planeta”, completa.

Interesse público

O professor Pedro Aguiar destaca ainda a importância da divulgação de notícias que sejam pautadas pelo interesse público, como campanhas de vacinação e informações sobre programas sociais, como o Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal. 

“Ela ajuda muito a difundir o noticiário de interesse público, de pautas de acessos a direitos sociais, de temas que, às vezes, a mídia comercial não cobre”.

Todos os lados


Rio de Janeiro (RJ) 09/5/2025 - Jornalista Cristiane Ribeiro (EBC), especial aniversário de 35 anos da agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ) 09/5/2025 - Jornalista Cristiane Ribeiro (EBC), especial aniversário de 35 anos da agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A jornalista Cristiane Ribeiro estava na Agência Brasil no momento de sua criação, em 1990 Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A jornalista Cristiane Ribeiro trabalhou para a antecessora da Agência Brasil, a Empresa Brasileira de Notícias (EBN), e estava na Agência Brasil no momento de sua criação, em 1990. Ela trabalhou na agência por quase três décadas.

“As matérias têm o cuidado de mostrar sempre os dois lados ou três lados, enfim todos lados envolvidos. E a gente usa uma linguagem acessível aos leitores, mas que não é sensacionalista. Isso é o diferencial da Agência Brasil”, conta.

A professora Márcia Marques ressalta que, diferentemente de veículos comerciais, a Agência Brasil não está preocupada com “cliques”. “É uma oferta de informação necessária, mais pautada pelo interesse social”.

Além de ser uma agência de notícias, a Agência Brasil é um portal noticioso, que permite acesso gratuito às notícias por qualquer leitor.

“É muito importante porque isso permite que todo mundo tenha acesso. Porque [em alguns veículos], para ler a notícia, ou você tem que ver um anúncio, senão você não abre a notícia, ou você tem que ser sócio. Não é todo mundo que tem dinheiro para pagar para ser sócio, não é todo mundo que tem dinheiro para pagar”.




Fonte: Agência Brasil

Hoje é Dia: Lei Áurea e centenário de Rubem Fonseca são destaques


Esta semana abriga importantes marcos de defesa dos direitos humanos. Vamos começar com o dia 13 de maio. Foi nesta data, em 1888, que foi abolida oficialmente a escravidão no Brasil, com a assinatura da Lei Áurea. Mas esse ato formal foi apenas o resultado de um processo que se iniciou muito anos antes, e teve a participação de várias figuras históricas. Durante décadas, protagonistas negros como os advogados e jornalistas José Ferreira de Menezes, José do Patrocínio e Luiz Gama, além do escritor Machado de Assis, lutaram pelo fim do regime escravocrata, como explica esta reportagem da Agência Brasil, publicada em 2018. O caminho para a assinatura da Lei Áurea foi detalhado nesta edição do Repórter Brasil, da TV Brasil, exibido em 2022. E o Repórter Brasil Tarde, também exibido pela emissora, mostrou, em 2024, que até hoje se busca uma reparação histórica por essa brutal violação de direitos.

Quase cinco milhões de negros foram traficados para o Brasil durante mais de quatro séculos. A escravidão foi tema de uma série de episódios do programa Na Trilha da História, da Rádio Nacional, em 2017. Neste episódio, um dos maiores estudiosos do tema no país, o historiador João José Reis, detalha como funcionava o tráfico de pessoas escravizadas, a rotina de trabalho forçado nas fazendas e nos centros urbanos, e como surgiram os contextos político e social que culminaram no fim da escravidão:

Já no áudio abaixo, o assunto é o que aconteceu com as pessoas libertas pela Lei Áurea: a exclusão e a marginalização que enfrentaram, as dificuldades para ter acesso ao trabalho e à educação e violências que sofreram e deixaram marcas profundas na sociedade, como o racismo.

Continuando na temática dos direitos humanos, em 17 de maio temos o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia e Transfobia. Uma data de especial importância no Brasil, pois somente em 2023, em todo o país, 257 pessoas LGBTQIAPN+ morreram de forma violenta, como pontua esta reportagem da Agência Brasil publicada no ano passado. Isso representa um homicídio a cada 34 horas. Dessas pessoas assassinadas, 145 são transexuais. O tema também foi tratado nesta edição de 2018 do Repórter Brasil, da TV Brasil, que salientou a importância de denunciar qualquer tipo de violência e discriminação contra esses cidadãos.

O Dia Global de Conscientização sobre Acessibilidade é celebrado em 16 de maio, como forma de aumentar a conscientização sobre a importância da acessibilidade em todos os campos da vida, desde a educação, a tecnologia até a arquitetura. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2022, do IBGE, o Brasil possui aproximadamente 18,6 milhões de pessoas com deficiência, o que representa 8,9% da população. Apesar do contingente significativo, essas pessoas enfrentam desafios diários, como mostra esta edição do Revista Brasil, programa da Rádio Nacional. E mesmo ferramentas criadas para possibilitar a comunicação desse público ainda têm pouco avanço. Esta edição do Repórter DF, da TV Brasil, exibida em 2023, mostra que muitos veículos de comunicação e conteúdos na internet ainda não utilizam a Língua Brasileira de Sinais (Libras). E o braile, fundamental para quem tem baixa visão ou cegueira, ainda é pouco utilizado em serviços públicos, como destaca esta edição do jornal Repórter Brasil, também de 2023.

Dia das Mães

Talvez a efeméride mais lembrada em maio, sempre comemorada no segundo domingo do mês, o Dia das Mães cai neste ano no dia 11. Os veículos da EBC sempre deram bastante atenção à data. Em 2023, a Rádio Nacional veiculou o especial “De mãe para filhos”, sobre os talentos que passam de uma geração para outra. O Repórter Brasil, da TV Brasil, mostrou em 2023 a luta de mulheres que superaram sérios problemas de saúde para se tornarem mães. A Agência Brasil também destacou os vários aspectos da maternidade, que incorporou novos elementos à medida que a sociedade evoluiu, como pode ser conferido nas reportagens abaixo:

Mães homoafetivas (2024)
Mães de crianças com deficiências
Adoção monoparental por mulheres 

Religião

Em 13 de maio os adeptos da Umbanda celebram o Dia dos Pretos Velhos, entidades cultuadas nesta e em outras religiões de matriz-africana. São figuras ancestrais que trazem as memórias de seres humanos escravizados que, apesar das mazelas da escravidão, viveram até alcançar uma idade avançada. Trazem ensinamentos, conselhos e rituais para quem pede por ajuda. Você sabe como a Umbanda começou no Brasil? Esta edição de 2014 do História Hoje, da Rádio Nacional, conta como Zélio Fernandino de Moraes fundou esta religião em 1908. A Umbanda tem hoje cerca de 400 mil adeptos no país.

Esporte

Este ano marca o centenário de Nilton Santos, jogador de futebol carioca que nasceu no dia 16 de maio de 1925. Considerado como o maior lateral-esquerdo de todos os tempos, seu talento lhe rendeu o apelido de “A Enciclopédia do Futebol”. Em toda a sua carreira jogou apenas no Botafogo, clube pelo qual disputou 723 partidas e marcou 11 gols. Pela Seleção Brasileira fez 86 jogos, marcando 3 gols. O craque foi tema desta reportagem da Agência Brasil, publicada em 2020, e foi homenageado na série “A bola e a taça”, exibida no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, em 2014, por ocasião da Copa do Mundo daquele ano.

Cultura 

Este ano marca o centenário do escritor Rubem Fonseca, que nasceu em 11 de maio de 1925, na cidade mineira de Juiz de Fora. Antes de se dedicar à literatura, ele fez faculdade de Direito no Rio de Janeiro, onde trabalhou como advogado criminalista e atuou como comissário de polícia. Esta experiência prévia deu o tom de suas narrativas, marcadas pela temática do crime e tendo como espaço o ambiente urbano. São exemplos os livros “Os prisioneiros”, “Feliz Ano Novo” e “O buraco na parede”. As obras de Fonseca denunciam a violência, os problemas sociais e o vazio existencial. Um dos principais autores da literatura contemporânea brasileira, ele foi vencedor de importantes prêmios literários. Só o Jabuti, que está entre os de maior prestígio, ele venceu seis vezes. Os veículos da EBC destacaram a vida e obra de Rubem Fonseca por ocasião de seu aniversário de 90 anos, em 2015, e no seu falecimento, em 2020. Veja nesta reportagem da Agência Brasil, nesta da Radioagência Nacional, nesta edição do Arte Clube, programa da Rádio Nacional, e nesta do jornal Repórter Brasil, da TV Brasil.

O Dia Nacional do Reggae é comemorado em 11 de maio. A data lembra o dia da morte do jamaicano Bob Marley, que conquistou o mundo com o gênero, nascido de estilos que misturavam um pouco de música caribenha com o jazz norte-americano, o R&B e o Ska. Ritmo dançante e letras com crítica social e pedidos de paz são algumas de suas marcas. A efeméride homenageia o gênero, incorporado à cultura popular brasileira por vários artistas, de Gilberto Gil, passando por Chico César a Edson Gomes, como destaca esta reportagem da Radioagência Nacional de 2021. No Brasil, o reggae ganhou mais identidade e força cultural em São Luís, no Maranhão. A cidade ganhou o apelido de “Jamaica Brasileira”. Com isso, o estado tornou-se celeiro para a difusão do ritmo, como mostra esta reportagem da Agência Brasil de 2023, e esta outra do Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, exibida em 2015. O sucesso do reggae brasileiro também foi analisado no programa “É tudo Brasil”, da Rádio Nacional, veiculado em 2022.

Não podemos deixar de citar um dos grandes aniversariantes da semana: Stevie Wonder, que completa 75 anos no dia 13 de maio. Cantor, compositor, multi-instrumentista, produtor musical e ativista de causas humanitárias e sociais estadunidense, Stevie é conhecido como “banda de um homem só”. Ele é referência em diversos gêneros, como R&B, pop, soul, gospel, rock, funk e jazz. Cego de nascença, sua deficiência nunca foi problema para ele, que aos 11 anos de idade lançou seu primeiro disco pela lendária gravadora Motown, e ganhou 25 prêmios Grammy ao longo da vida. A TV Brasil contou a história do ídolo nesta reportagem de 2015 do Repórter Brasil Tarde, e deu destaque ao show que ele realizou ao lado de Gilberto Gil no Rio de Janeiro em 2012, no jornal Repórter Rio.

Fechamos esta edição com outra lenda da música norte-americana, que faleceu há dez anos, no dia 14 de maio de 2015: B. B. King, considerado o rei do blues e um dos artistas mais influentes de todos os tempos. Riley Ben King, seu nome verdadeiro, começou tocando nas ruas de Itta Bena, cidade onde nasceu, no estado americano do Mississipi, em troca de algumas moedas. Em 1947 foi para Memphis para tentar a carreira musical. Ali chamou a atenção e começou a tocar na Rádio WDIA, com o nome Beale Street Blues Boy. Mais tarde, mudou para Blues Boy King e, finalmente B. B. King. Em 60 anos de carreira gravou mais de 50 discos, ganhou 16 prêmios Grammy e entrou para o Hall da Fama do Rock and Roll, em 1987. Deixou para a história sucessos como “Three o’clock blues”, “The thrill is gone” e “When love comes to town”. Seu falecimento foi noticiado com destaque na Agência Brasil, no programa Repórter Nacional, e nesta reportagem da Radioagência Nacional. A TV Brasil também prestou seu tributo, nos jornais Repórter Brasil e Repórter Brasil Tarde. O Momento Três, da Rádio Nacional, aproveitou para veicular uma edição especial em sua homenagem.

Confira a relação completa de datas do Hoje é Dia de 11 a 17 de maio.

Maio de 2025

11

Nascimento do contista, romancista, ensaísta e roteirista mineiro Rubem Fonseca (100 anos)

Dia Nacional do Reggae

Dia das Mães (data móvel)

12

Morte do pianista, compositor, editor de partituras musicais, professor e comerciante luso-brasileiro Arthur Napoleão dos Santos (100 anos)

Inauguração do Autódromo de Interlagos (85 anos)

13

Nascimento do cantor, compositor e ativista de causas humanitárias e sociais estadunidense Stevie Wonder (75 anos)

Nascimento do cantor, compositor e instrumentista fluminense Claudemiro José Rodrigues, o Picolino da Portela (95 anos) – faz parte da ala de compositores da escola de samba Portela

Realização da primeira corrida oficial da Fórmula 1 (75 anos) – Foi realizada no circuito de Silverstone (Inglaterra) e o vencedor foi o piloto italiano Nino Farina, que guiava um Alfa Romeo, considerado um dos maiores fabricantes de carros da Europa, ao lado de nomes como Ferrari, Maserati e Mercedes

Incidentes de violência entre NK Dinamo Zagreb e Estrela Vermelha de Belgrado no Estádio Maksimir em Zagreb, Croácia, entre os Bad Blue Boys (fãs do Dinamo Zagreb) e os Delije (fãs do Estrela Vermelha de Belgrado) (35 anos)

Dia da Abolição da Escravatura no Brasil

Dia dos Pretos Velhos (Umbanda)

Criação de Sobradinho, região administrativa do Distrito Federal (65 anos)

Inauguração da primeira Praça do Comércio do Rio de Janeiro, edifício em estilo neoclássico que, desde 1990, é sede da Casa França-Brasil (205 anos)

14

Morte do guitarrista de blues, compositor e cantor estadunidense Riley Ben King, o B. B. King (10 anos)

15

Nascimento do músico e instrumentista fluminense Oscar Castro Neves (85 anos) – considerado por muitos uma das figuras que ajudaram a estabelecer o movimento da Bossa Nova no mercado internacional

Nascimento do ex-jogador de futebol paulista Raí Souza Vieira de Oliveira (60 anos) – fez parte da seleção brasileira de futebol campeã mundial em 1994

União Soviética lança o satélite Sputnik IV (65 anos)

Dia Internacional da Latinidade – comemoração instituída por representantes de 36 países latinos, com o fim de preservar as diferentes identidades nacionais e suas comunidades linguísticas e culturais

Dia Internacional das Famílias – comemoração instituída, em 1993, pela ONU

16

Nascimento do compositor e professor português José Domingues Brandão (160 anos) – um dos fundadores do Centro Musical Paraense. Veio para o Brasil quando era criança, fixando-se em Belém

Nascimento do violonista e compositor cearense Roberto Xavier de Castro, o Fetinga (135 anos)

Nascimento do ex-jogador de futebol fluminense Nilton Santos (100 anos). Bi-campeão mundial de futebol, foi eleito pela FIFA como o melhor lateral-esquerdo de todos os tempos

Morte do compositor e percussionista Antônio Cardoso Martins, o Russo do Pandeiro (40 anos)

Dia Global de Conscientização sobre Acessibilidade (data móvel)

Dia Internacional das Histórias de Vida – data criada pela Rede Internacional de Museus da Pessoa (Brasil, Portugal, EUA e Canadá) e o Center for Digital Storytelling (EUA)

Primeira transmissão do programa Ricardo Cravo Albin Convida, na Rádio MEC (35 anos)

17

Dia Internacional de Luta contra a Homofobia e Transfobia – celebração para marcar a data de 17 de maio de 1990, em que a Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu suprimir a homossexualidade como doença mental da lista de patologias registradas no Manual de Diagnóstico e Estatística de Desordens Mentais

Dia Mundial das Telecomunicações e Sociedade da Informação, conhecido popularmente como Dia Mundial da Internet – instituída em 17 de maio de 2005 em uma assembleia Geral da ONU na Tunísia, com o fim de destacar as possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias para melhorar o padrão de vida dos povos e dos cidadãos

*As datas são selecionadas pela equipe de pesquisadores do Projeto Efemérides, da Gerência de Acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que traz temas relacionados à cultura, história, ciência e personalidades, sempre ressaltando marcos nacionais e regionais. A Gerência de Acervo também atende aos pedidos de pesquisa do público externo. Basta enviar um e-mail para [email protected].





Fonte: Agência Brasil