Brasil registra três mortes ao dia de crianças e jovens por afogamento


“Criança não aprende pelo erro. Criança precisa de supervisão do adulto bem de perto’. É o que defende o presidente do Departamento Científico de Prevenção e Enfrentamento às Causas Externas na Infância e Adolescência da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Luci Pfeiffer. O alerta coincide com o Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, celebrado nesta quinta-feira (25), e se baseia em levantamento divulgado pela entidade, segundo o qual, em média, três crianças e adolescentes perdem a vida por afogamento, diariamente, no Brasil.

A SBP analisou os registros de óbitos ocorridos entre os anos de 2021 e 2022, quando houve mais de 2,5 mil vítimas desse tipo de acidente que, de acordo com a entidade, é completamente evitável. As crianças de um a quatro anos de idade foram as principais vítimas, com 943 mortes, seguidas de adolescentes de 15 a 19 anos (860 óbitos). O estudo incluiu as faixas etárias de 10 a 14 anos (com 357 óbitos); de cinco a nove anos (291); e os menores de um ano (58).

“Falta cuidado, falta proteção. Falta os pais saberem que criança precisa de supervisão do mundo adulto e de um ambiente protegido, porque tem coisas que você evita adaptando esse ambiente à atividade de uma criança”, avalia Luci Pfeiffer. As mortes são resultado também da imprudência de pais e de filhos, acrescentou a pediatra.

A pediatra atribui a grande incidência de óbitos por afogamento em crianças de 1 a 4 anos de idade à falta de proteção nos ambientes que os menores frequentam. “E a partir daí, tanto a falta de equipamentos de segurança, como na adolescência pela falta de exemplo e supervisão, porque adolescência também tem que ser supervisionada”. Os afogamentos entre adolescentes se dão mais em águas naturais, como rios, lagos e praias, quando eles se arriscam em lugares desprotegidos que são deixados sem supervisão. Entre as crianças pequenas, a maioria dos acidentes acontece dentro de casa, na lavanderia, no banheiro, na piscina e em lugares de lazer.

Segurança

Luci Pfeiffer afirmou que boias de braço e circulares e brinquedos flutuantes devem ser totalmente evitados. A única proteção comprovada internacionalmente na prevenção dos afogamentos é o uso de colete guarda-vidas, com certificado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e reconhecimento pela Marinha Brasileira. “O colete garante que a cabeça ficará para fora da água”.

A pediatra recomenda que a criança de 3 a 4 anos deve estar à distância de um braço dentro d’água do adulto cuidador. De dois anos para baixo, ela deve estar junto do adulto. “O adulto cuidador deve estar segurando essa criança em um colete salva vida que seja certificado pelo Inmetro e pela Marinha, porque esse é o único equipamento de segurança que mantém a cabecinha fora d’água. Tantos as boias de braço como as circulares podem manter, ao contrário, as crianças com a cabeça para baixo. Aí, ela não tem força para fazer a virada”.

Outra coisa perigosa, na avaliação da especialista, são brinquedos em que a criança fica sentada fora da água, como cavalinhos, porque podem virar de um jeito que fiquem em cima da criança. “Virando, ela não tem proteção. É uma aspiração de água e ela não consegue mais respirar”.

Luci alertou que mesmo que a criança saiba nadar aos 12 anos, ela tem que ter supervisão direta e perto do adulto. Entre 3 e 4 anos, mais ainda. “Os pais ensinarem o filho a nadar a partir dos 4 anos é muito bom, mas isso não significa que ela vai conseguir se defender em uma manobra mais intempestiva que as crianças gostam de fazer, ou em uma água natural como o mar ou rios, O adulto tem que estar perto”, alerta.

Registros

O estado que mostra o maior número de registros de mortes no período analisado é São Paulo (296), devido, em grande parte, à população maior, seguido da Bahia (225), Pará (204), Minas Gerais (182), Amazonas e Paraná (131, cada). Os acidentes fatais envolvendo crianças e jovens do sexo masculino corresponderam a 76% dos registros nos anos pesquisados, enquanto as meninas somaram 24%. Muitas crianças que não chegam a se afogar apresentam graves sequelas. “É um dano irreparável”.

Por regiões, o maior número de óbitos foi encontrado no Nordeste (375, em 2021, e 398, em 2022), seguido da Região Sudeste (324 e 348), Norte (275 e 222), Sul (157 e 143) e Centro-Oeste ( 143 e 124).

Luci Pfeiffer indicou que entre as ações preventivas eficazes está a proibição da livre entrada de crianças pequenas em ambientes como cozinhas, banheiros e áreas de serviço e a importância de bloqueios que impeçam o acesso de menores. “Precisa ter portões na cozinha, porque isso evita também a ocorrência de queimaduras, sobretudo em crianças pequenas que estão na fase de engatinhamento. São lugares de risco a cozinha, lavanderia, porque uma criança pequena que ainda não tem domínio do seu caminhar, se ela cair em uma bacia com dez centímetros de água, ela pode se afogar. Baldes e bacias não podem estar no chão com restos de água, bem como as piscininhas de plástico”, recomenda.

“A gente precisa evitar que a criança chegue a lugares com água sem supervisão Como as pessoas não conseguem dar conta das crianças o tempo inteiro, é preciso ter barreiras físicas mesmo”. O mesmo cuidado deve ser tomado com relação a piscinas em casas, condomínios e clubes, sinalizou a pediatra. Isso pode ser feito por meio do estabelecimento de portões e barreiras no entorno para controlar o acesso que possam impedir que os menores consigam abrir ou escalar. “Piscina não é brinquedo”, advertiu. É um lugar de lazer, mas precisa de cuidado, ou seja, um adulto tem que estar alerta e tomando conta diretamente das crianças e adolescentes no local, sem desviar atenção para celulares, entre outras coisas.

Outras informações sobre prevenção de acidentes em geral podem ser acessadas no site da SBP.




Fonte: Agência Brasil

Traficante que matou estudante no Rio é condenado a 18 anos de prisão


A Justiça do Estado do Rio condenou o traficante Manuel Avelino de Sousa Júnior pelos crimes de homicídio por motivo torpe e ocultação de cadáver de Matheusa Passareli Simões Vieira, estudante de Artes Visuais, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ele foi condenado pelo juízo da 1ª Vara Criminal junto ao 1º Tribunal do Júri a 18 anos e quatro meses de prisão em regime fechado, e 12 dias-multa. 

De acordo com a denúncia do Ministério Público (MPRJ), o crime aconteceu no dia 29 de abril de 2018, no Morro do Dezoito, no bairro da Água Santa, zona norte da cidade. O acusado efetuou disparos de pistola e fuzil contra Matheusa, que havia saído de um evento em uma casa próxima à comunidade, entrou em surto e retirou as próprias roupas, entrando nua na comunidade.

Abordada por traficantes de drogas, a estudante foi levada para o interior do Morro do Dezoito, sendo interrogada pelo chamado “tribunal do tráfico”. Com a decretação da morte, Manuel Avelino esquartejou o corpo da mulher com um facão e, em seguida, colocou fogo nos restos mortais da vítima.

Ainda segundo o MPRJ, o crime foi cometido por motivo torpe, uma vez que serviu apenas para demonstrar o poder da facção criminosa que domina a comunidade. O corpo da vítima foi esquartejado e incinerado no alto do morro. Os familiares de Matheusa nunca tiveram acesso aos restos mortais.

Materialidade

Em um texto publicado no Facebook, na época do crime, a irmã de Matheusa, Gabe Passarelli, confirmou a morte. “Poucas são as possibilidades de encontrarmos alguma materialidade, além das milhares que a Matheusa deixou em vida e que muito servirão para que possamos ressignificar a realidade brutal que estamos vivendo”, disse na rede social.

A Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual da prefeitura do Rio (Ceds) também se manifestou sobre o crime e lamentou a morte da estudante.

O coordenador Nélio Georgini contou que “as denúncias de casos de agressão a lésbicas, gays, bissexuais e transexuais do Rio de Janeiro cresceram mais de 100% entre janeiro e abril de 2018, em relação a 2017”. O órgão pondera que isso não necessariamente significa que ocorreram mais agressões e pode refletir também o aumento da procura por formalizar as denúncias na Ceds.




Fonte: Agência Brasil

Com apresentações musicais, concursos e mais de 20 categorias de tatuagem, 2ª edição da Expo Tattoo tem início nesta sexta-feira




Programação ocorre no Centro de Eventos do IBC, em Presidente Prudente (SP). Programação conta com covers das bandas Foo Fighters e Charlie Brown Jr.
Divulgação
Com mais de 20 categorias de tatuagem, concursos e apresentações musicais, a segunda edição da Expo Tattoo tem início nesta sexta-feira (26) e encerramento no domingo (28), no Centro de Eventos do Instituto Brasileiro do Café (IBC), na Vila Furquim, em Presidente Prudente (SP). A entrada é gratuita.
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De acordo a organização, o evento funcionará das 12h às 23h. Para a entrada, é necessário doar um quilo de alimento não perecível ou de ração animal. Além disso, o estacionamento de veículos também será gratuito.
Ao g1, o Studio Under Tattoo, responsável pela organização do evento, informou que espera um fluxo de 15 mil pessoas durantes os três dias de exposição.
Além disso, o público ainda terá à disposição mostra de carros antigos, praça de alimentação, área de brincadeiras para crianças, chopp, roupas e feira de artesanato.
“Esperamos que o evento seja uma ponte entre os profissionais da tatuagem e piercing com a população e que o público possa aproveitar muita cultura e arte de forma totalmente acessível”, afirmou uma das integrantes do Studio Under Tattoo, Paula Miyoshi de Azevedo.
Segunda edição da Expo Tattoo tem início nesta sexta-feira (26), em Presidente Prudente (SP)
Mariana Padovan/Secom
Tattoos e piercings
A exposição conta com mais de 20 categorias de tatuagem, que serão avaliadas e premiadas de acordo com a qualidade da aplicação na pele e o encaixe ao corpo.
Veja abaixo as categorias que estarão presentes no evento:
série de desenho preto e branco;
série de desenho colorido;
fine line;
minimalist;
old school;
lettering;
black work;
pele negra;
new school;
free hand;
geek/comics;
art fusion;
fechamento;
aquarela;
colorido;
neo tradicional;
oriental;
pontilhismo;
tribal;
cultura brasileira;
realismo;
preto e branco;
procedimento de piercing e projeto de piercing auricular; e
categoria melhor do evento.
Serão premiados os dois melhores de cada categoria de tatuagem.
Na categoria de piercing, serão premiados o melhor procedimento, o melhor projeto auricular e o melhor do evento.
Os participantes são livres para se inscrever em todas as categorias em que quiserem competir. Os trabalhos deverão ser feitos durante o evento, com exceção das categorias de “fechamento” e “projeto auricular”.
Conforme o regulamento, a participação no concurso de categorias é somente para os profissionais expositores do evento.
Evento contará com praça de alimentação e exposição de carros antigos
Mariana Padovan/Secom
Cosplay, música e diversão
Além de muitos profissionais da tatuagem renomados nacional e internacionalmente fazendo seus trabalhos, a exposição ainda terá atrações culturais, além de concursos de miss tatuada e de cultura geek.
No sábado (27), ocorrerá um concurso de cosplay, na modalidade desfile, a partir das 17h, com premiação para os cinco primeiros colocados.
O evento também elegerá a Miss Prudente Tattoo, no domingo (28), também às 17h. Os jurados avaliarão as tatuagens, não havendo em regra a quantidade, mas, sim, a qualidade das tatuagens.
Carisma, desenvoltura no palco, simpatia, representatividade e o empenho em representar o evento (incluindo as redes sociais), além de como suas tatuagens influenciam na sua vida como um todo, serão os critérios para a ganhadora. As interessadas devem efetuar a inscrição por meio do formulário.
Programação conta com covers das bandas Foo Fighters e Charlie Brown Jr.
Divulgação
Além disso, haverá apresentações musicais ao vivo nos três dias de evento.
Veja abaixo a programação:
Sexta-feira (26)
12h: Abertura
19h: Banda Pienal
21h: Foo Fighters cover (No Way Back)
Sábado (27)
12h: Abertura
17h: Concurso de cosplay
18h: Banda Moments (emocore)
19h30: F3 Dança e treino
21h: Charlie Brown Jr. cover (banda Reverso)
Domingo (28)
12h: Abertura
17h: Concurso Miss Prudente Tattoo
18h: Batalha do Vale (batalha de rima)
20h30: Banda Br13
22h: Início das premiações
Segunda edição da Expo Tattoo tem início nesta sexta-feira (26), em Presidente Prudente (SP)
Mariana Padovan/Secom
Serviço 📍
O IBC fica localizado na Rua Orlando Ulian, 153, na Vila Furquim, em Presidente Prudente.

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Fonte: G1

Auxílio Reconstrução: cadastramento de famílias termina na sexta


O  prazo para que as prefeituras de municípios do Rio Grande do Sul atingidas pelas chuvas de abril e maio cadastrarem novas famílias no Auxílio Reconstrução termina nesta sexta-feira (26).

Ao todo, 444 cidades estão com os reconhecimentos federais de situação de emergência ou de estado de calamidade pública vigentes e podem solicitar o valor de R$ 5,1 mil para cada família residente em área efetivamente atingida pelas enchentes, para ajudar na recuperação de bens perdidos nas enchentes.

O Auxílio Reconstrução pago em parcela única foi criado pela Medida Provisória nº 1.219. O governo federal espera atender 375 mil famílias gaúchas, representando R$ 1,9 bilhão de recursos destinados ao benefício.

O uso dos recursos do Auxílio Reconstrução não tem critério definido. O valor pode ser usado da maneira que as vítimas acharem melhor.

Cadastro

As prefeituras com a situação de emergência oficializada devem incluir os dados das famílias residentes em área efetivamente atingida pelas enchentes, na chamada mancha de inundação, definida por imagens de satélites, na página do Auxílio Reconstrução.

Após a análise das informações pelo sistema federal, a pessoa indicada como responsável familiar deve confirmar as informações no mesmo site, na parte destinada ao cidadão. O cidadão precisa aceitar o termo de que as informações são verdadeiras. A pessoa cadastrada deve ter acesso ao portal de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

Na sequência, a Caixa Econômica Federal é avisada e libera o depósito em conta da própria instituição, em nome do responsável familiar cadastrado. Por isso, não há necessidade de se deslocar até uma agência bancária.

As famílias desalojadas ou desabrigadas terão direito ao pagamento dos R$ 5,1 mil, mesmo que o beneficiário seja titular de outros benefícios assistenciais, como o Bolsa Família, ou previdenciários do governo federal, estadual ou municipal. O mesmo vale para quem estiver recebendo parcelas do Seguro-Desemprego.

Problemas

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional aponta que muitos cadastros apresentam inconsistências e os gestores municipais precisam encaminhar correções para que as vítimas recebam o recurso federal.

Ao fazer login no site do Auxílio Reconstrução, o responsável familiar receberá a informação de que o primeiro cadastro não foi aprovado com o motivo detalhado.

Atualmente, cerca de 115,7 mil cadastros de 231 municípios gaúchos não foram aprovados num primeiro instante nos critérios e serão devolvidos às prefeituras para correções. Deste total de inconsistências, 4.016 famílias que ficaram desabrigadas ou desalojadas aparecem com integrantes cadastrados em duplicidade, em mais de uma família; há 5.322 famílias que já receberam o benefício e estão requerendo por outra cidade; outros 1.433 chefes de família com indícios de óbito na base do governo; e 68.864 são registros com mais de uma família no mesmo endereço.

Os principais motivos de não aprovação das famílias cadastradas pelas prefeituras foram identificados pelo MIDR em um ou mais critérios são:

·         CPF inválido;

·         CPF de pessoa menor que 16 anos;

·         CPF com registro de óbito nas bases do governo federal;

·         família com requerimento em mais de um município;

·         responsável familiar não é titular do CPF informado

·         família única no CadÚnico cadastrada como mais de uma família no Auxílio Reconstrução;

·         família única no Cadúnico com membro em outra família habilitada;

·         família com membro(s) comum(ns) no Auxílio Reconstrução;

·         família cadastrada no mesmo endereço de outra família;

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional garante que todas as famílias já cadastradas pelas prefeituras, que ainda estão com os processos sob análise para liberação do benefício, continuarão sendo examinados, após esta sexta-feira (26).

Na terça-feira (23), os ministros da Casa Civil da Presidência da República, Rui Costa; da Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta, e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, se reuniram online com prefeitos gaúchos, para esclarecer sobre os cadastros para o Auxílio Reconstrução para que mais famílias possam receber o benefício.

Outras dúvidas podem ser sanadas no portal sobre o Auxílio Reconstrução.

Balanço

O apoio financeiro no valor de R$ 5.100, pago em parcela única pelo governo federal às famílias afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul, já foi repassado a 346,8 mil famílias do estado a partir de um investimento de R$ 1,6 bilhão, até terça-feira (23).




Fonte: Agência Brasil

Adolescente morre afogado em lago de propriedade rural em Regente Feijó



Adolescente morre afogado em lago de propriedade rural em Regente Feijó




Fonte: G1

Companhia Arte das Águas reflete sobre violência e depressão na infância em atividades culturais no Cras do Jardim Morada do Sol




Peça ‘O Menino Coruja’ conta com tradução em Libras, nesta sexta-feira (26), às 14h. Companhia Arte das Águas apresenta peça “O Menino Coruja”, em Presidente Prudente (SP)
Estevam Collar
O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Jardim Morada do Sol será palco do espetáculo gratuito que a Companhia Arte das Águas traz para Presidente Prudente (SP), nesta sexta-feira (26). Com início às 14h, “O Menino Coruja” conta com tradução em Libras, que é a Língua Brasileira de Sinais.
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Voltada para o público infanto-juvenil e com direção geral de Ivan Parente, que é ator, cantor, dublador e integrante do grupo “O Teatro Mágico”, a peça conta os dramas de um menino em busca de reconstituir a família após a morte da mãe e a solidão do pai. Nessa jornada, o personagem conecta-se com o canto dos pássaros.
Conforme a organização, o espetáculo é inspirado em relatos de aprendizes do projeto social mantido pela companhia há cerca de 10 anos, com sede em Ibirá (SP).
O elenco conta com Antonio Bucca, Duda Silva, Laisa Anselmi, Rian Gimenes e Victor Castioni.
Após a sessão, ocorre o bate-papo “O Canto da Coruja” sobre o processo de montagem e as temáticas abordadas, como depressão na infância, violência e o quanto a arte se faz necessária nesses contextos.
Companhia Arte das Águas apresenta peça “O Menino Coruja”, em Presidente Prudente (SP)
Estevam Collar
Oficina
A companhia ainda oferece a oficina gratuita “O jogo estabelecido para a interpretação”, às 10h, também no Cras do Jardim Morada do Sol.
Não há necessidade de inscrição prévia e podem participar todas as pessoas interessadas a partir dos 12 anos.
Por meio de jogos e dinâmicas, técnicas vocais e princípios da improvisação verbal e não verbal, será proposta a ativação de estados como disponibilidade para o jogo, imaginação e prontidão cênica.
Companhia Arte das Águas apresenta peça “O Menino Coruja”, em Presidente Prudente (SP)
Estevam Collar
Projeto
As atividades integram a circulação de três espetáculos musicais sertanejos do repertório da Companhia Arte das Águas por 15 cidades do Estado de São Paulo, entre 17 de julho e 17 de agosto.
Intitulado como “Comitiva Esperança – Uma Circulação Caipira pelo Ser‘tão’ Nosso”, o projeto leva, além de “O Menino Coruja”, as peças “Sou Caipira, Ibirá, Póra” e “MAZZAROPI, um certo sonhador” a territórios que dialogam com as temáticas dos trabalhos, além de bate-papos e oficinas gratuitas. Cada montagem passa por cinco cidades.
“Este projeto foi pensado a partir da importância de fomentar a cultura e o artista local. Os espetáculos escolhidos compõem a grade de trabalhos que estão atualmente em circulação e todos têm, em sua linha de construção, uma ligação muito forte com momentos dos atores envolvidos, suas histórias, dramas, sonhos, frustrações e vivências que, ao longo destes 15 anos, mantiveram a companhia em pé”, afirmou o fundador e diretor da companhia, Antonio Bucca.
Companhia Arte das Águas apresenta peça “O Menino Coruja”, em Presidente Prudente (SP)
Estevam Collar
Cidades
Ao todo, a circulação passa por Águas de Lindóia (SP), Águas de São Pedro (SP), Bauru (SP), Catanduva (SP), Ilha Solteira (SP), Itajobi (SP), Itapira (SP), Piracicaba (SP), Pereira Barreto (SP), Presidente Prudente, Paraguaçu Paulista (SP), Tupã (SP), Santa Bárbara d’Oeste (SP), Sertãozinho (SP) e Sorocaba (SP).
No período das apresentações, a companhia disponibiliza a gravação dos espetáculos com audiodescrição, Libras e legenda descritiva pelo canal no YouTube.
O projeto é viabilizado pelo Ministério da Cultura, pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e pela Lei Paulo Gustavo.
Companhia Arte das Águas apresenta peça “O Menino Coruja”, em Presidente Prudente (SP)
Estevam Collar
Serviço
O Cras do Jardim Morada do Sol fica localizado na Rua Amélia Álvares Gomes, nº 10, em Presidente Prudente.

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Fonte: G1

Audiências públicas em Dracena e Martinópolis discutem melhorias em rodovias do Oeste Paulista | Presidente Prudente e Região


Para isso, “a participação da comunidade é importante”. Os interessados em se manifestar oralmente durante as sessões devem se inscrever previamente no site oficial da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), acessando o menu “transparência” e, em seguida, “audiências e consultas públicas”. Não é necessária inscrição aos que desejam participar apenas como ouvintes.




Fonte: G1

Justiça impede Funai de distribuir lona a indígenas de ocupação no PR


A Justiça Federal no Paraná determinou que a Fundação Nacional do Índio (Funai) se abstenha de entregar lonas, madeiramento, ferramentas e outros materiais que possam ser usados para construção de abrigos/moradias às comunidades indígenas que ocuparam imóveis rurais das cidades de Guaíra e Terra Roxa, no oeste paranaense. Consultada, a fundação informou à Agência Brasil que recorrerá da decisão.

A sentença foi proferida nesta terça-feira (23), pelo juiz federal João Paulo Nery dos Passos Martins, da 2ª Vara Federal de Umuarama – o mesmo que, na última sexta-feira (19), autorizou a reintegração de posse de áreas rurais que grupos avá guarani ocuparam a fim de cobrar a conclusão do processo demarcatório do território já delimitado pela Funai e em disputa, na Justiça, desde 2018.

Na decisão, o juiz federal afirma que a entrega dos materiais de construção pela Funai contraria “o propósito de desocupação do imóvel” manifesto nas “ordens judiciais vigentes”, que determinam “expressamente a desocupação dos imóveis pelos indígenas”.

“Em que pese a missão institucional da Funai de prestar assistência às comunidades indígenas e se garantir o mínimo existencial, cumpre observar que a fundação, que inclusive integra o polo passivo, e os demais órgãos públicos que atuam no litígio têm o dever de colaborar com a execução das decisões judiciais e, em especial, estimular o cumprimento voluntário como forma de prevenir a desocupação forçada e os possíveis conflitos daí decorrentes”, sustenta o magistrado.

A manifestação judicial ocorreu após a coordenação regional da Funai solicitar o apoio da Polícia Federal (PF) para entregar kits de suprimentos aos avá guarani que participam do que os indígenas classificam como um processo de retomada de seus territórios originários, que visa permitir a expansão de suas aldeias e a preservação das principais características de seu modo de vida tradicional.

“Vale destacar que o recente movimento de ocupação instaurado a partir de dezembro de 2023 e retomado com mais intensidade nos últimos dias trata-se essencialmente de ampliação de áreas, pois as comunidades da etnia indígena avá guarani já estavam instaladas em outras áreas na região, há tempos”, acrescentou o juiz federal, mencionando que, no pedido de apoio que fez à PF, a Funai informava que pretendia distribuir aos indígenas alimentos, água, itens de higiene, além de sete rolos de 100 metros de lonas.

Mobilização

As ocupações ou retomadas de áreas do oeste paranaense reivindicadas como territórios tradicionais se inserem em um contexto mais amplo de mobilizações indígenas que acabaram acirrando a disputa com proprietários rurais em diferentes unidades da federação. E que culminou em ataques armados contra os indígenas no Paraná, no Mato Grosso do Sul e no Rio Grande do Sul.

Conforme o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) já tinha informado anteriormente, no início de julho, 22 famílias avá guarani que ocupam parte do território já delimitado para dar lugar à futura Terra Indígena Guasu Guavirá se espalharam, ampliando a ocupação. De acordo com a pasta, isso aconteceu “porque a comunidade em que vivem já não comporta mais habitantes.”

“As famílias foram, então, alvo de ataques de ruralistas”, relatou o MPI, destacando que nem mesmo a presença de agentes da Força Nacional de Segurança Pública na região intimidou os agressores. “Entre os feridos, um indígena foi baleado. Além da violência física sofrida pelos avá guarani, doações e entrega de alimentos foram impedidas de serem realizadas no local por ruralistas”.

Em razão da violência, o governo federal organizou um grupo com representantes de várias pastas e órgãos públicos, incluindo MPI e Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, para tentar mediar os conflitos em Mato Grosso do Sul e no Paraná. Uma comitiva esteve em Guaíra, na terça-feira (16). Além de visitar duas áreas ocupadas por avás guarani, os integrantes do grupo federal se reuniram com ruralistas de Terra Roxa e com representantes da coordenação regional da Funai e da Polícia Militar do Paraná.

Além disso, a pedido do MPI e da Defensoria Pública da União (DPU), o Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou o emprego de agentes da Força Nacional em ações estatais para preservar a ordem e a integridade em aldeias do Cone Sul do Mato Grosso do Sul e nas regiões fronteiriças do estado.

Marco temporal

Em nota, o Ministério dos Povos Indígenas atribuiu o aumento da “instabilidade” à aprovação da Lei 14.701/23, que, na prática, estabelece o chamado marco temporal – tese segundo a qual os povos indígenas só têm direito aos territórios originários que já ocupavam ou reivindicavam até 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal.

O Congresso Nacional aprovou a lei em setembro do ano passado, poucos dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) apontar a inconstitucionalidade da tese por entender que o direito constitucional dos povos originários aos territórios tradicionais independem da existência de um marco temporal.

A decisão dos ministros da Corte motivou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a vetar parte da Lei 14.701. Em dezembro, contudo, o Congresso Nacional derrubou  o veto de Lula, mantendo o marco temporal. A queda de braço entre Executivo e Legislativo foi judicializada por setores favoráveis e contrários à lei. Em abril, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a instauração de um processo de conciliação, suspendendo o julgamento de qualquer ação que trate do tema. A previsão é que a comissão criada para tentar estabelecer um acordo entre as partes comece a funcionar no próximo dia 5 de agosto.

“O Ministério dos Povos Indígenas enfatiza que a instabilidade gerada pela lei do marco temporal, além de outras tentativas de se avançar com a pauta [anti-indígena], tem como consequência não só a incerteza jurídica sobre as definições territoriais que afetam os povos indígenas, mas abre ocasião para atos de violência que têm os indígenas como as principais vítimas”, sustenta o MPI.

Também em nota, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) também mencionou a “insegurança jurídica”, atribuindo-a à inação do poder Público. De acordo com a entidade que reúne 69 sindicatos rurais sul-mato-grossenses, há, atualmente, 146 áreas “invadidas” em todo o estado.

“São ocorrências que evidenciam a insegurança jurídica vivenciada há décadas em nosso estado, resultante da falta de uma resposta definitiva por parte do Poder público, que garanta a pacificação no campo.” A entidade também manifestou preocupação com a escalada da violência e com a segurança de “número expressivo de produtores rurais que, mesmo tendo adquirido seus imóveis de forma legítima e com posse pacífica exercida há mais de meio século, têm seus títulos questionados e suas áreas invadidas”.




Fonte: Agência Brasil

Avô condenado a mais de 24 anos de prisão por estuprar a própria neta é preso em Lucélia




Conforme a Polícia Civil, o crime ocorreu em 2012, em Panorama (SP). Crime ocorreu em 2012, em Panorama (SP)
Polícia Civil
Um homem, de 64 anos, que estava foragido da Justiça, foi condenado, nesta quinta-feira (25), a mais de 24 anos de prisão, em regime fechado, por estuprar a prórpia neta, que na época tinha 7 anos, na Vila Rennó, em Lucélia (SP).
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De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu em 2012, em Panorama (SP).
Ainda conforme a corporação, o mandado de prisão resultante de sentença condenatória definitiva expedida pela 1ª Vara Judicial da Comarca de Panorama estava em aberto, pois o homem estava foragido desde 2021.
Através de um trabalho de investigação e compartilhamento de informações, os policiais conseguiram localizar o suspeito em Lucélia.
Diante dos fatos, o homem foi preso e conduzido à delegacua da Polícia Civil, em Lucélia, onde foi formalizado o cumprimento do mandado de prisão.
Ainda conforme a Polícia Civil, o envolvido foi condenado a 24 anos, quatro meses e 15 dias de prisão.
O homem aguardará a audiência de custódia na Cadeia Pública de Adamantina (SP) antes de ser transferido para uma unidade do sistema penitenciário adequada para condenados por crimes sexuais.

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Fonte: G1

Após 46 anos de serviço sem salário, mulher é resgatada no Rio


Uma mulher de 59 anos de idade foi resgatada em condições de trabalho doméstico análogas à escravidão no dia 2 de julho, durante a operação conjunta do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) e da Auditoria-Fiscal do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com apoio da Polícia Federal. A ação, divulgada apenas na quarta-feira (24), ocorreu no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro.

Há oito anos, a trabalhadora foi trazida pelos patrões de Pernambuco para o Rio de Janeiro. Conforme o MPT, a senhora trabalhava para a família desde os 13 anos, primeiro para familiares dos atuais patrões, sem direito a salário ou a folgas. Também não tinha conta bancária, relações pessoais ou sociais e contato com os familiares, convivendo apenas com pessoas relacionadas aos empregadores.

Segundo o procurador do Trabalho Thiago Gurjão, que atuou no caso, “verificou-se que a trabalhadora não tinha autonomia quanto a nenhum aspecto de sua vida”.

“Não tinha autonomia financeira, sem ter acesso a salário ou renda, nem autonomia pessoal, vivendo permanentemente em situação de sujeição à família para a qual trabalhava, sendo que sua existência no período se resumia a esse trabalho. Trata-se de forma inaceitável de exploração do trabalho em condição análoga à de escravo, que deve ser coibida e repudiada pela sociedade, inclusive denunciando práticas similares”, disse o procurador.

Com a conclusão da operação, a Auditoria-Fiscal do Trabalho promoveu o resgate da trabalhadora, lavrou autos de infração e emitiu guias garantindo o acesso ao seguro-desemprego. O MPT também firmou um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o empregador, garantindo o reconhecimento do vínculo de emprego e o pagamento de salários e das verbas trabalhistas do período, além de indenização por dano moral.

“É importante que a sociedade fique atenta, pois o trabalho doméstico análogo ao de escravizado é difícil ser combatido sem a denúncia das pessoas, pois se trata de uma atividade desempenhada no resguardo do lar”, alertou o auditor-fiscal do Trabalho Diego Folly.

“A configuração de trabalho doméstico análogo ao de escravizado vai muito além da constatação de irregularidades trabalhistas, essa exploração deixa marcas psicológicas e morais indeléveis na formação do ser humano. Nesse caso, a empregada perdeu completamente a sua liberdade, inclusive de gerir a sua própria vida, bem como a sua capacidade de se socializar e de manter os laços familiares”.

* Estagiária sob supervisão de Vinícius Lisboa




Fonte: Agência Brasil