Mortos em enchentes no RS sobem para 180; 32 seguem desaparecidos


A Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou para 180 o número de mortes provocadas pelas enchentes em todo o estado. Passados mais de dois meses desde o início das fortes chuvas na região, 32 pessoas seguem desaparecidas.

A maioria das mortes foi registrada na cidade de Canoas (31), seguida por Roca Sales (14), Cruzeiro do Sul (12), Bento Gonçalves (11), Caxias do Sul e São Leopoldo (ambas com nove). Entre os desaparecidos, pelo menos cinco são de Lajeado; cinco de Cruzeiro do Sul; e quatro de Bento Gonçalves.

Ainda de acordo com o último boletim da Defesa Civil, os temporais deixaram 806 feridos e 2,3 milhões de pessoas afetadas em um total de 478 municípios.

Alertas

No intuito de ampliar a prevenção de novos desastres, a população pode se cadastrar para receber alertas meteorológicos da Defesa Civil do Rio Grande do Sul. É necessário apenas enviar o CEP da localidade, por SMS, para o número 40199. Em seguida, uma confirmação é enviada.

Também é possível se cadastrar via WhatsApp. Para ter acesso ao serviço, é necessário se registrar pelo telefone (61) 2034-4611. Em seguida, é preciso interagir com o robô de atendimento enviando um simples “Oi”. Após a primeira interação, o usuário pode compartilhar sua localização atual ou qualquer outra do seu interesse.




Fonte: Agência Brasil

PF faz operação contra abuso sexual infantil em Mangaratiba


A Polícia Federal faz uma operação visando combater o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes na internet na manhã desta quarta-feira (3).

Na ação de hoje, desenvolvida no âmbito da Delegacia de Polícia Federal em Angra dos Reis, os policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão, expedido pela 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, na cidade de Mangaratiba.

De acordo com as investigações, iniciadas pela própria delegacia, as ações do investigado estão relacionadas ao abuso sexual infantojuvenil, nas quais o suspeito teria armazenado arquivos contendo cenas de sexo envolvendo crianças e adolescentes e disponibilizado estes conteúdos na rede mundial de computadores.

Durante a ação, os policiais apreenderam equipamentos de informática que serão analisados pelo Setor de Perícias Técnicas da Polícia Federal.

O suspeito responderá por disponibilizar e transmitir imagens contendo cena envolvendo crianças e adolescentes e por armazenar imagens com conteúdo pornográfico de crianças e adolescentes, crimes previstos nos artigos 241-A e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com penas previstas de três a seis e de um a quatro anos de prisão, respectivamente, por cada crime.

Os atos de adquirir, possuir ou armazenar fotografias, vídeos ou qualquer tipo de registro de abuso sexual infantil são punidos com pena de reclusão de um a quatro anos, além de multa. Já a publicação, a divulgação e o compartilhamento dessas imagens, com pena de reclusão de três a seis anos, além de multa. Ademais, com a recente alteração trazida pela Lei 14.811/2024, o delito passou a ser considerado crime hediondo.




Fonte: Agência Brasil

Com objetivo de combater o tráfico de drogas, Polícia Civil cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Sandovalina | Presidente Prudente e Região


Conforme a Polícia Civil, durante o cumprimento de uma das ordens judiciais, os agentes encontraram um tablete de maconha e uma pessoa, ao notar a presença policial, fugiu da residência pulando a janela e correndo em direção à uma área de pastagem.




Fonte: G1

Polícia Federal combate tráfico de drogas em quatro estados


A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (3) a Operação Flos para desarticular organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas pela fronteira entre Uruguai e o município de Jaguarão, no Rio Grande do Sul. A estimativa é que o grupo tenha movimentado – entre 2023 e 2025 – mais de R$ 28 milhões.

Estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo, além de nove mandados de prisão preventiva. Em nota, a PF informou que a polícia uruguaia auxilia no cumprimento de três mandados de prisão no país vizinho.

Segundo a corporação, a investigação começou em 2023, após um flagrante na região de Jaguarão, onde um homem transportava em um veículo 15 quilos de skunk que teriam como destino final Porto Alegre.

Cruzamento genético

O skunk é produzido a partir do cruzamento genético e do cultivo hidropônico da planta cannabis sativa, a mesma que dá origem à maconha. A droga é criada em laboratório por meio da manipulação de espécies com engenharia genética e tem uma concentração maior de THC (tetra-hidro-canabidinol).

“Após diligências e levantamentos realizados, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Federal verificou que o grupo enviava skunk para diversas regiões do país, utilizando meios de modal rodoviário na empreitada criminosa. Mais de R$ 8 milhões foram bloqueados das contas do envolvidos e mais de R$ 700 mil em bens foram apreendidos”, informou a Polícia Federal.




Fonte: Agência Brasil

Exposição em SP mostra computação quântica e inteligência artificial


A vanguarda da ciência e a expressão artística contemporânea se encontram mais uma vez no tradicional Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), que ocorre a partir desta quarta-feira (3) no Centro Cultural Fiesp, na capital paulista.

O evento, que explora a intersecção entre arte e tecnologia e fomenta espaços de exposição e de debates sobre inovações artísticas impulsionadas por tecnologias inovadoras, está completando 25 anos de existência. Nesta edição, trabalha especialmente com a computação quântica e a inteligência artificial sintética.

Com o tema QUBIT AI – quantum & synthetic ai, a mostra tem curadoria de Ricardo Barreto e Paula Perissinotto.

“O Qubit é relativo à computação quântica e o AI é relativo à inteligência artificial”, explicou Paula Perissinotto, co-organizadora e co-curadora do festival. “O Qubit é o bit da computação quântica [uma unidade básica de informação usada para codificar dados em computação quântica]. Normalmente, a computação tem como bit [menor unidade de informação em sistemas digitais] o 0 ou 1. Já a computação quântica tem o Qubit, que é mais do que 0 e 1, ele é o 0 ou 1 sobreposto, emaranhado, enfim, é outra computação. Os sintéticos, por sua vez, são as inteligências artificiais, obras que foram construídas por inteligência artificial com comando humano”, disse ela em entrevista à Agência Brasil.

São Paulo (SP) 03/07/2024 - Marc Vilanova - Cascade - A vanguarda da ciência e a expressão artística contemporânea se encontram mais uma vez no tradicional Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), que acontece a partir desta quarta-feira (3) no Centro Cultural Fiesp, na capital paulista.
Foto: Eloise Coomber/DivulgaçãoSão Paulo (SP) 03/07/2024 - Marc Vilanova - Cascade - A vanguarda da ciência e a expressão artística contemporânea se encontram mais uma vez no tradicional Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), que acontece a partir desta quarta-feira (3) no Centro Cultural Fiesp, na capital paulista.
Foto: Eloise Coomber/Divulgação

São Paulo – Vanguarda da ciência e expressão artística contemporânea se encontram no tradicional Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File) na capital paulista – Foto Eloise Coomber/Divulgação

Essas duas tecnologias têm se destacado muito no cenário contemporâneo: enquanto a computação quântica é o início de uma revolução emergente em todo o mundo, a inteligência artificial sintética já é uma revolução de fato, oferecendo aos artistas novo modo de fazer e de entender a arte, abrindo espaço para novas formas, conceitos e expressões artísticas.

“As pessoas vão encontrar aqui [na exposição] uma camada de tudo. Uma camada digital, que já faz parte do File e que agora está se revelando quase como um passado, até experiências estéticas ainda muito rudimentares no que tange à computação quântica, que são os primórdios da computação quântica. Além disso, há também um computador quântico que estará aqui como objeto e que, na verdade, é uma carcaça enorme de refrigeração que guarda uma coisa pequenininha. E também aqui as pessoas vão encontrar bastante conteúdo produzido, os chamados sintéticos, tanto estéticos quanto clipes, filmes, experiências arquitetônicas sintéticas e sonoras”, afirmou Paula.

Os visitantes da mostra poderão não só contemplar diversas dessas experimentações como também interagir com algumas instalações, vídeos e esculturas digitais.

São Paulo (SP) 03/07/2024 - Paul Gründorfer & Leonhard Peschta - The Sea - A vanguarda da ciência e a expressão artística contemporânea se encontram mais uma vez no tradicional Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), que acontece a partir desta quarta-feira (3) no Centro Cultural Fiesp, na capital paulista.
Foto: Paul Gründorfer & Leonhard Peschta/The Sea/DivulgaçãoSão Paulo (SP) 03/07/2024 - Paul Gründorfer & Leonhard Peschta - The Sea - A vanguarda da ciência e a expressão artística contemporânea se encontram mais uma vez no tradicional Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), que acontece a partir desta quarta-feira (3) no Centro Cultural Fiesp, na capital paulista.
Foto: Paul Gründorfer & Leonhard Peschta/The Sea/Divulgação

São Paulo – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), no Centro Cultural Fiesp, na capital paulista – Foto Paul Gründorfer & Leonhard Peschta/The Sea/Divulgação

Obras

Algumas das obras em exposição são bastante interativas ou imersivas. Entre elas a instalação Ego, em que sua imagem é projetada e distorcida na parede como se fosse um desenho primitivo, mas sempre acompanhando os movimentos de seu corpo. Outra obra é The Forgettable Art Machine, que captura a imagem do público e inicia um processo de análise dentro de seu banco de dados, encontrando a imagem de alguma obra de arte ou fotografia que se assemelhe àquela que foi produzida por você.

“Há ainda uma experiência dos sintéticos sonoros, onde a pessoa coloca um fone de ouvido e pode circular por três vídeos, mudando o som a cada passo que dá em frente de outro vídeo. Há também a obra do Marc Vilanova, uma experiência estética digital, em que ele fez captura de sons de cachoeira, a vibração desse som movimenta fibras óticas e cria toda uma relação. Essa obra é interativa, as pessoas podem tocar, sentir a vibração e também criar uma forma estética. Tem também a gaiola, que é uma experiência de realidade virtual muito interessante e que te transporta para dentro dela”, acrescentou a curadora .

Em entrevista à Agência Brasil, o artista espanhol Marc Vilanova explicou sua obra chamada Cascade, que é uma reflexão sobre como as mudanças climáticas afetam o ecossistema. “Cascade é uma instalação em que trabalho com frequências infrassônicas. As cachoeiras produzem sons que são muito baixos. Os humanos não podem ouvi-los, mas há espécies, como as aves, que ouvem essas ondas infrassônicas da cachoeira e as utilizam para navegar quando fazem migrações de larga distância”.

“O que fiz aqui foi gravar com um gravador especial essas ondas infrassônicas das cachoeiras. Fui ao Niágara, no Canadá, em busca de grandes cachoeiras e quero também ir para Foz do Iguaçu, aqui no Brasil. O que faço é tentar reproduzir essas frequências por caixas de som. E essa vibração é traduzida em fibra óptica, luminescente, que desce, permitindo ver o som cair, ver as vibrações do som caírem pela fibra óptica. Você consegue ver esse som, sentir esse som e tocá-lo. O público está convidado a interagir com a peça, atravessá-la e tocar essas vibrações com a pele”.

Arte e ciência

São Paulo (SP) 03/07/2024 - Matthias Oostrik – AIIA The Forgettable Art Machine – Países Baixos - Vertical - A vanguarda da ciência e a expressão artística contemporânea se encontram mais uma vez no tradicional Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), que acontece a partir desta quarta-feira (3) no Centro Cultural Fiesp, na capital paulista.
Foto: Thales Leite/DivulgaçãoSão Paulo (SP) 03/07/2024 - Matthias Oostrik – AIIA The Forgettable Art Machine – Países Baixos - Vertical - A vanguarda da ciência e a expressão artística contemporânea se encontram mais uma vez no tradicional Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), que acontece a partir desta quarta-feira (3) no Centro Cultural Fiesp, na capital paulista.
Foto: Thales Leite/Divulgação

São Paulo – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File), no Centro Cultural Fiesp, na capital paulista – Foto Thales Leite/Divulgação

Além da experiência estética, o festival também explora a experiência científica. Uma delas, por exemplo, é a obra Fotografia Quântica, da cientista brasileira Gabriela Barreto Lemos, pesquisadora e professora na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ela demonstra um experimento científico que usa dois feixes de fótons infravermelhos entrelaçados quanticamente: o primeiro é direcionado para uma placa de silício gravada com a imagem de um gato. O segundo é enviado para uma trajetória diferente, sem interação com a placa de silício.

Foi a primeira vez que uma imagem foi capturada por um feixe de luz sem que ele tenha interagido com o objeto fotografado.

“Produzimos ali uma foto, a imagem de um objeto pelo qual a luz captada pela câmera não passou. Geralmente, para se fazer uma foto, você joga uma luz em um objeto e essa luz é refletida e captada pela câmera ou pelo seu olho. Mas, nesse caso, a gente tinha dois feixes de luz, na verdade fótons, emaranhados. Um deles passa pelo objeto a ser fotografado e o outro gera imagem. Então, o que é captado pela câmera nunca passou pelo objeto e a luz que passou pelo objeto não vai até a câmera. É como se fosse uma foto deslocalizada no espaço”, explicou a cientista.

Aqui, essa técnica inovadora foi apresentada como arte, mas ela tem potencial para ser utilizada e aplicada em áreas como a medicina para diagnósticos de imagem. Para Gabriela, é interessante como um trabalho desenvolvido para avanço científico de uma área que, em teoria, não estaria em uma exposição de arte, acabe em uma mostra artística. “Ela acaba aqui instigando a pergunta do que seria uma nova geração de fotografia e vídeo. O que seria a imagem da pós-revolução tecnológica quântica? Já me perguntaram se ela é analógica ou digital. Mas essa discussão não faz sentido porque é de outra ordem, outra lógica. Estou aqui só mostrando um pouco a ideia, mas o que está por trás tem uma mudança até de paradigma de como a gente pode fazer imagens técnicas e científicas de coisas que nos interessam e que são inacessíveis com as câmeras que temos disponíveis”, afirmou.

Todas essas obras poderão ser vistas gratuitamente no festival até o dia 25 de agosto. Mais informações podem ser obtidas no site do File ou do Centro Cultural Fiesp.




Fonte: Agência Brasil

Secretarias estaduais de três setores têm desempenho abaixo do ideal


Um estudo feito pelo Instituto de Ensino e Pesquisa Insper e pela Vamos, parceria formada pela Fundação Lemann, Instituto Humanize e República.org, mostrou que 77% das secretarias estaduais de Educação, Saúde e Gestão estão em níveis abaixo do ideal em gestão de políticas para lideranças públicas, considerando os pilares de pré-seleção, gestão do desempenho, desenvolvimento, diversidade e atuação do órgão central, com pontuação entre 10 e 30 pontos e menor que 10 pontos.

O Mapa de Gestão de Lideranças (MGL) analisou 57 secretarias estaduais e revelou que apenas 6% apresentam níveis considerados de referência (pontuação igual ou maior que 70) e avançado (entre 70 e 50 pontos) em termos de boas práticas de gestão de pessoas em cargos de liderança do segundo e terceiro escalões, que são gerentes, diretores e superintendentes. O estudo mostra que 17% das secretarias analisadas estão no nível intermediário (entre 30 e 50 pontos).

Segundo os responsáveis pela pesquisa, o objetivo do mapeamento foi diagnosticar capacidades, práticas estatais e principais potencialidades a serem exploradas pelos governos na profissionalização de seus quadros de dirigentes. O MGL procurou identificar boas práticas de gestão de pessoas no alto escalão dos governos estaduais, ou seja, das lideranças públicas, profissionais que ocupam cargos altos na burocracia administrativa, sendo responsáveis diretos pela administração de parte do orçamento público, coordenação de equipes e transformação de diretrizes em políticas públicas, por exemplo.

Conforme o estudo, existe uma lacuna entre o modelo referencial e a realidade dos estados brasileiros. Para o diretor de Conhecimento, Dados e Pesquisa da Fundação Lemann, Daniel de Bonis, ainda há um longo caminho a percorrer, especialmente ao analisar a diversidade. “Vemos que a representação de pessoas negras e de mulheres em cargos de liderança ainda está muito longe do que desejamos, mas há oportunidades de avanço. As boas práticas e iniciativas testadas nos diversos estados do Brasil, que já apresentam resultados positivos, são formas de estimular outros governos a aperfeiçoar seus próprios processos e implementar novas ações, com o objetivo de contribuir para a transformação do ecossistema de gestão de pessoas e altas lideranças”, afirmou.

De acordo com de Bonis, a necessidade de um serviço público de qualidade para contribuir com o desenvolvimento e avanço do país está diretamente ligada à qualificação e engajamento dos servidores e especialmente de suas lideranças. “Por isso, a importância de as gestões públicas terem programas robustos de desempenho e desenvolvimento de líderes”, disse.

Os realizadores da pesquisa destacam que, no Brasil a seleção dos dirigentes públicos é feita, principalmente, pelo critério político, com pouca ênfase em processos que assegurem que os escolhidos tenham as competências adequadas e os incentivos necessários para atingir nível elevado de desempenho no exercício da liderança pública.

“Já existem muitas evidências de que a qualidade das lideranças tem impacto significativo e desproporcional sobre a capacidade de entrega dos órgãos públicos. Portanto, é crucial haver processos que garantam que os ocupantes de cargos de direção nos governos tenham as competências e os incentivos necessários para o alto desempenho”, disse professor do Insper e coordenador acadêmico do Mapa de Gestão de Lideranças, Gustavo Tavares.

De acordo com Tavares, o MGL surge como um projeto que busca disseminar boas práticas de gestão estratégica de pessoas no alto escalão, inspirado por casos de sucesso internacionais, de modo a promover a profissionalização da alta direção no setor público.




Fonte: Agência Brasil

Pantanal poderá ter crise hídrica histórica em 2024, aponta estudo


O Pantanal enfrenta desde 2019 o período mais seco das últimas quatro décadas e a tendência é que 2024 tenha a pior crise hídrica já observada no bioma, de acordo com um estudo inédito lançado nesta quarta-feira (3). Os resultados apontam que, nos primeiros quatro meses do ano, quando deveria ocorrer o ápice das inundações, a média de área coberta por água foi menor do que a do período de seca do ano passado.

O estudo foi encomendado pelo WWF-Brasil e realizado pela empresa especializada ArcPlan, com financiamento do WWF-Japão. O diferencial em relação a outras análises baseadas em dados de satélite é o uso de dados do satélite Planet.

“Graças à alta sensibilidade do sensor do satélite Planet, pudemos mapear a área que é coberta pela água quando os rios transbordam. Ao analisar os dados, observamos que o pulso de cheias não aconteceu em 2024. Mesmo nos meses em que é esperado esse transbordamento, tão importante para a manutenção do sistema pantaneiro, ele não ocorreu”, ressalta Helga Correa, especialista em conservação do WWF-Brasil que é também uma das autoras do estudo.

“De forma geral, considera-se que há uma seca quando o nível do Rio Paraguai está abaixo de 4 metros. Em 2024, essa medida não passou de 1 metro. O nível do Rio Paraguai nos cinco primeiros meses deste ano esteve, em média, 68% abaixo da média esperada para o período”, afirma Helga. “O que nos preocupa é que, de agora em diante, o Pantanal tende a secar ainda mais até outubro. Nesse cenário, é preciso reforçar todos os alertas para a necessidade urgente de medidas de prevenção e adaptação à seca e para a possibilidade de grandes incêndios.”

Na Bacia do Alto Rio Paraguai, onde se situa o Pantanal, a estação chuvosa ocorre entre os meses de outubro e abril, e a estação seca, entre maio e setembro. De acordo com o estudo, entre janeiro e abril de 2024, a média da área coberta por água foi de 400 mil hectares, em pleno período de cheias, abaixo da média de 440 mil hectares registrada na estação seca de 2023.

De acordo com os autores do estudo, os resultados apontam uma realidade preocupante: o Pantanal está cada vez mais seco, o que o torna mais vulnerável, aumentando as ameaças à sua biodiversidade, aos seus recursos naturais e ao modo de vida da população pantaneira. A sucessão de anos com poucas cheias e secas extremas poderá mudar permanentemente o ecossistema do Pantanal, com consequências drásticas para a riqueza e a abundância de espécies de fauna e flora, com grandes impactos também na economia local, que depende da navegabilidade dos rios e da diversidade de fauna.

“O Pantanal é uma das áreas úmidas mais biodiversas do mundo ainda preservadas. É um patrimônio que precisamos conservar, por sua importância para o modo de vida das pessoas e para a manutenção da biodiversidade”, ressalta Helga.

Além dos eventos climáticos que agravam a seca, a redução da disponibilidade de água no Pantanal tem relação com ações humanas que degradam o bioma, como a construção de barragens e estradas, o desmatamento e as queimadas, explica Helga.

De acordo com a especialista em conservação do WWF-Brasil, diversos estudos já indicam que o acúmulo desses processos degradação, acentuados pelas mudanças climáticas, pode levar o Pantanal a se aproximar de um ponto de não retorno – isto é, perder sua capacidade de recuperação natural, com redução abrupta de espécies a partir de um certo percentual de destruição.

Outra preocupação é que as sucessivas secas extremas e as queimadas por elas potencializadas afetam a qualidade da água devido à entrada de cinzas no sistema hídrico, causando mortalidade de peixes e retirando o acesso à água das comunidades. “É preciso agir de forma urgente e mapear onde estão as populações tradicionais e pequenas comunidades que ficam vulneráveis à seca e à degradação da qualidade da água”, diz ela.

A nota técnica traz uma série de recomendações como mapear as ameaças que causam maiores impactos aos corpos hídricos do Pantanal, considerando principalmente a dinâmica na região de cabeceiras; fortalecer e ampliar políticas públicas para frear o desmatamento; restaurar áreas de Proteção Permanente (APPs) nas cabeceiras, a fim de melhorar a infiltração da água e diminuir a erosão do solo e o assoreamento dos rios, aumentando a qualidade e a quantidade de água tanto no planalto quanto na planície, e apoiar a valorização de comunidades, de proprietários e do setor produtivo que desenvolvem boas práticas e dão escala a ações produtivas sustentáveis.




Fonte: Agência Brasil

Ao propor uma volta ao mundo culinária, 25ª edição da Festa das Nações apresenta atrações gastronômicas de 12 culturas | Presidente Prudente e Região


Para propor “uma viagem gastronômica pelo mundo”, 11 nações serão representadas durante a festa: alemã, americana, argentina, árabe, brasileira, espanhola, grega, italiana, japonesa, inglesa e portuguesa (veja cardápio ao fim desta reportagem).




Fonte: G1

Com olhares críticos sobre o mundo e as relações humanas, Galpão da Lua realiza ‘A Noite do Hip Hop’ nesta sexta-feira




Evento tem início às 19h, na frente do coletivo, no Centro, em Presidente Prudente (SP). Blackaid, Pedrinho MC, Negreen the Creator, Lyryca e Tati, da esquerda para direita
Divulgação
Com olhares críticos sobre o mundo e as relações humanas, o Coletivo Cultural Galpão da Lua realiza, nesta sexta-feira (5), “A Noite do Hip Hop”, às 19h, em Presidente Prudente (SP). A entrada é gratuita (veja programação no fim desta reportagem).
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O artista de rua Tiago Munhoz, integrante do coletivo cultural, ressaltou que a proposta do evento é trazer artistas da cidade e da região que estão produzindo trabalhos autorais, sendo um objetivo dar voz aos participantes.
“Aproximar o movimento [do hip hop], dar voz para essa galera que tem muita coisa para dizer sobre seus olhares e reflexões poéticas sobre a vida. Produzir um evento com estrutura digna para os artistas e para o público que admira e se identifica com a linguagem é uma abertura de um evento que esperamos que tenha vida longa”, explicou ao g1.
Evento será realizado em frente ao Galpão da Lua, em Presidente Prudente (SP)
Bárbara Munhoz/g1
Além disso, Munhoz pontuou que o Galpão da Lua é um Ponto de Cultura que é parceiro de diversos movimentos e grupos de arte. Por isso, apoiam iniciativas artísticas e culturais do Oeste Paulista.
“O movimento hip hop foi sempre próximo do Galpão, mas nunca conseguimos fazer atividades em que essa galera estivesse presente e fosse protagonista, na sede do Galpão da Lua. Com a aprovação do Projeto de Ponto de Cultura da Lei Paulo Gustavo, o Galpão está colocando em prática atividades e eventos que sempre quisemos realizar, a Noite do Hip Hop é uma dessas”, afirmou o artista.
Além disso, outro objetivo do evento é refletir sobre a realidade através da linguagem do movimento.
“A linguagem do hip hop está presente nas ruas, está na boca da juventude e é uma forma de expressão bastante significativa, que traz olhares críticos sobre o mundo e sobre as relações humanas a partir de uma realidade. Precisamos ouvir e dar voz para que a diversidade seja a base para se construir arte, pensamentos e reflexões”, pontuou Munhoz ao g1.
Tati apresenta uma performance de dança de rua nesta sexta-feira (5)
Cedida
Nesta primeira edição, participarão os artistas convidados, reunindo poetas, MCs, rappers e compositores. Como também haverá a performance de dança de rua por conta de “Tati, una mujer viviendo”.
Para Munhoz, o Galpão da Lua busca construir um local de arte e diversidade.
“Somos em muitos no Galpão da Lua e nossa proposta é dar voz, trocar experiências, construir junto com os movimentos artísticos para, assim, quem sabe, contribuir para que nossa cidade seja um lugar de arte, de vida boa, um lugar com a maior diversidade possível de manifestações culturais. Assim teremos voz, assim teremos pessoas mais cultas e mais livres”, finalizou ao g1.
Blackaid abre a noite com o show ‘A Palo Seco’, em Presidente Prudente (SP)
Divulgação
Blackaid
O primeiro convidado da noite é Adriano Alves Domingos, conhecido como “Blackaid”, natural de Santo Anastácio (SP) e morador de Presidente Prudente.
Ele sobe ao palco para apresentar o trabalho “A palo seco”, um show intenso e provocador com linguagem inteligente através dos beats, como lâminas alfabéticas na direção dos ouvidos.
Blackaid entrega nesta apresentação uma resposta às dificuldades vividas por um homem negro em meio às desigualdades sociais e a realidade do interior do estado.
Com papel, caneta, ritmo e entrelaçando sua poesia com a elegância do boombap de raízes brasileiras, o cantor busca alimentar sonhos e iluminar caminhos pelas veias abertas do rap nacional.
Com influências que vão da Música Popular Brasileira (MPB) ao jazz, do blues ao rock, do pagode ao axé, do samba ao forró e do hip hop até suas vertentes mais modernas como o grime, drill e o trap.
Através da narrativa, traz à tona o conhecimento e a sabedoria das ruas, as denúncias e protestos por uma sociedade melhor, nos conduzindo com um olhar crítico à reflexão.
Pedrinho MC é o segundo a se apresentar no evento, nesta sexta-feira (5)
Diéliton Sousa
Pedrinho MC
Em seguida, o próximo a se apresentar é Pedrinho MC, nome artístico de Pedro Lucas dos Santos, um jovem preto, de 21 anos, que ao longo da adolescência se tornou um dos grandes nomes da cultura hip hop e do rap.
Pedrinho reside na cidade de Tarabai (SP) e deu início à carreira como cantor de rap e produtor cultural em 2017.
Em 2023, participou de grandes shows, como a Feira Sabotage, no Jardim Brasil Novo, em homenagem aos 50 anos do hip hop.
Também fez parte do show “ConsCiência” realizado dia 20 de novembro, no Sesc Thermas, em Presidente Prudente.
As músicas de Pedrinho narram a sua formação, que se dá a partir da representatividade dos jovens negros e a construção dessa identidade a partir do rap.
O artista retrata as realidades da sociedade e das culturas de rua, suas vivências construídas através da luta racial, as lutas dos movimentos sociais, a cultura hip hop e o skate. Temas que trazem identidade e autoestima à juventude, que o vê como referência.
Sua arte se conecta com a bagagem acadêmica dentro da psicologia e traduz a importância da saúde mental, pensada de forma acessível para o povo.
Negreen the Creator apresenta o disco ‘Raízes e Sementes’, em Presidente Prudente (SP)
Divulgação
Negreen the Creator
Denner Diego Delfino de Souza, conhecido como Negreen the Creator, é um poeta, compositor, rapper e MC natural de Álvares Machado (SP) e apresenta o disco “Raízes e Sementes”.
A poesia é sua essência, atividade que segue desde muito novo.
No rap, Denner assume o nome Negreen The Creator, uma “simbiose entre a poesia de rua e o pensamento rápido, ideal para as batalhas de rimas”.
Também já abriu shows para ícones do rap nacional, como Djonga, Marechal, Sombra SNJ e NDEE Naldinho, entre outros.
Lyryca encerra a noite ao lado do DJ Babu, em Presidente Prudente (SP)
Divulgação
Lyryca
O encerramento da noite fica por conta de Lyryca, que registra em composições o direito ao pertencimento indígena na cidade e suas percepções na relação com o mundo.
Acompanhada de DJ Babu, a artista anuncia na dimensão da poesia cantada, criando e experienciando outras possibilidades no rap.
Com abundância, felicidade, ancestralidade, espiritualidade e compromisso, a rapper dispara variações linguísticas e sonoras, cedendo lugar a uma viagem sem volta nas paredes da memória.
Serviço
Veja a programação completa do evento:
19h: Blackaid, com o show “A palo seco”;
20h: Pedrinho MC;
21h: Negreen the Creator, com o disco “Raízes e Sementes”; e
22h: Lyryca.
A “Noite do Hip Hop” ocorrerá em frente ao Galpão da Lua, localizado na Rua Júlio Tiezzi, no Centro, ao lado da antiga Estação Ferroviária de Presidente Prudente.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Cientistas do G20 defendem uso de IA com redução de riscos sociais


No último dia da Cúpula do Science20 (S20), realizada no Rio de Janeiro, autoridades e cientistas que representam os membros do G20 fecharam um documento com recomendações aos líderes do bloco. Um dos destaques foi a defesa de regulamentações no uso de inteligência artificial (IA) e a criação de políticas que garantam equilíbrio entre inovação, segurança do emprego e direitos dos trabalhadores.

Além da IA, outros quatro eixos temáticos fazem parte do documento final: bioeconomia, processo de transição energética, desafios da saúde e justiça social. O evento, que teve como lema “Ciência para a transformação mundial”, foi conduzido por Helena Nader, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC). Ela destacou a importância de o Brasil estar à frente do processo e buscar reduzir as desigualdades entre os ocupantes do G20.

“O Norte Global não está preocupado, não está olhando como deveria para as necessidades do Sul Global. O G20 pode ajudar a mudar isso. O Brasil está ocupando uma posição de liderança e pode fazer mudanças dentro do grupo. E com isso, pressionar para garantir os engajamentos sociais que a área de ciência e tecnologia está buscando”, disse Helena Nader. “A gente teve participação muito relevante da China aqui, assim como da África do Sul. Isso facilitou para que houvesse maior convergência”.

No eixo da inteligência artificial, as principais recomendações do S20 foram: “criar políticas em uma economia impulsionada por IA para assegurar a segurança no emprego e os direitos dos trabalhadores. Essas políticas devem ser flexíveis e adaptáveis e fundamentadas em princípios éticos compartilhados, o que garantirá inovação enquanto reduz os riscos sociais; contribuir para estabelecer regulamentações de IA e padrões de governança de dados que beneficiem todos os países de maneira justa e defendam valores humanos; trabalhar em conjunto para criar e compartilhar grandes conjuntos de dados científicos valiosos e bem curados, respeitando a governança de dados.

No tema da bioeconomia a recomendação é que os países do G20 devem chegar a um consenso sobre o papel da bioeconomia como uma das estratégias para enfrentar as mudanças climáticas, a perda de biodiversidade, a pobreza e a saúde humana e não humana.

Na transição energética, o documento diz que os esforços gerais para reduzir as emissões no processo de transição energética devem se basear no aumento do uso de fontes de energia com baixas emissões, incluindo energias nuclear e renováveis, em uma combinação que varia de um país para outro, avançando para a eliminação progressiva do carvão; a captura, utilização e armazenamento de carbono, juntamente com abordagens baseadas no mercado, como precificação de carbono em escala global, devem ser utilizados para minimizar as emissões de CO2 dos combustíveis fósseis à medida que nos afastamos dessas fontes em direção a um futuro energético de baixas emissões.

No eixo sobre desafios da saúde: “garantir o acesso global a vacinas, medicamentos e ferramentas de diagnóstico essenciais para todos. Promover produção local e regional sustentável através do desenvolvimento de capacidades em pesquisa, inovação, compartilhamento de conhecimento e transferência de tecnologia; promover estratégias de comunicação eficazes para disseminar informações de saúde, combater a desinformação e conduzir campanhas de saúde”; alavancar recursos globais focados nos impactos da saúde das mudanças climáticas e ambientais, com foco em grupos com vulnerabilidades conhecidas, como aqueles expostos a eventos climáticos extremos”.

No que diz respeito à justiça social: “expandir a infraestrutura para acesso universal à internet; aumentar a alfabetização digital para garantir que todos os segmentos da sociedade se beneficiem dos avanços digitais; formular abordagens inclusivas e equitativas para o desenvolvimento digital; abordar a desinformação relacionada à ciência nos meios de comunicação digital para evitar impactos adversos na sociedade, ao mesmo tempo em que se desenvolvem estratégias nacionais, regionais e globais envolvendo comunidades científicas e sociedade civil”.

Cúpula do S20

Vieram ao Brasil para a Cúpula do S20 representantes das Academias de Ciências da África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Japão, Índia, Indonésia, Itália, México, Reino Unido, Turquia e a Academia Europeia, representando a União Europeia.

O S20 contou com o apoio financeiro da FINEP e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Criado em 2017, ele atua como grupo de engajamento do G20 para a área de ciência e tecnologia. Os debates ocorrem todos os anos e são sempre coordenados pela academia de ciências do país que preside o G20. As reuniões anteriores foram sediadas pela Alemanha (2017), Argentina (2018), Japão (2019), Arábia Saudita (2020), Itália (2021), Indonésia (2022) e Índia (2023).




Fonte: Agência Brasil