Chega a 46 o número de mortos nas chuvas na Zona da Mata Mineira


Subiu para 46 o número de mortes na Zona da Mata Mineira, por causa dos temporais e deslizamentos de terra que atingem a região desde a última segunda-feira (23). O balanço mais recente do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais indica 40 vítimas fatais em Juiz de Fora e 6 em Ubá.

As buscas continuam em oito áreas dos dois municípios, já que pelo menos 21 pessoas estão desaparecidas.

Em Juiz de Fora, há 3 mil desabrigados e 400 desalojados. Já em Ubá, 26 pessoas estão desabrigadas e 178 desalojadas.

São consideradas desabrigadas as pessoas que perderam as casas e estão em um abrigo público. Já as desalojadas não necessariamente perderam as casas, mas tiveram que ser abrigadas por amigos ou familiares.

Vizinha aos municípios mais atingidos, Matias Barbosa também sofre com alagamentos. A prefeitura suspendeu serviços de educação e de saúde e também decretou estado de calamidade pública por causa dos impactos da fortes chuvas. Imagens aéreas mostram a cidade completamente alagada.

>> Soterrado, homem sobrevive com ajuda de amigo em Juiz de Fora

>> Moradores relatam desespero após mortes em Juiz de Fora


Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Moradores retiram móveis de suas casas  após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Juiz de Fora (MG), 25/02/2026 – Moradores retiram móveis de suas casas  após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Moradores retiram móveis de suas casas após fortes chuvas no bairro Cerâmica, na zona sudeste de Juiz de Fora. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Alerta de mais chuvas

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou alerta de grande perigo para chuvas até as 23h59min da próxima sexta-feira (27) para a Zona da Mata mineira.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) considera muito alta a possibilidade de permanência ou novas ocorrências de enxurradas, alagamentos em áreas de drenagem deficiente e inundações em Juiz de Fora.

A Defesa Civil Nacional enviou na manhã de terça-feira (24) oito técnicos especialistas do Grupo de Apoio a Desastres (Gade).

Os profissionais vão colaborar para acelerar as ações de assistência humanitária, para o restabelecimento de serviços essenciais e para a reconstrução nas cidades atingidas.

Equipes da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e do Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde também atuam no atendimento à população.

O governo federal reconheceu na manhã de terça (24) o estado de calamidade pública em Juiz de Fora, Minas Gerais.

Veja galeria de fotos




Fonte: Agência Brasil

Amazônia Legal concentra quase metade dos conflitos de terra no Brasil


A Amazônia Legal concentrou quase metade (46,9%) dos conflitos no campo registrados em todo o Brasil no ano de 2023. De um total de 2.203 conflitos registrados, 1.034 ocorreram dentro desse território. Entre os estados, Pará e Maranhão aparecem como os principais focos da violência na comparação com os outros estados de todo o país.

A conclusão é do estudo Amazônia em Disputa: Conflitos Fundiários e Situação dos Defensores de Territórios, da Oxfam Brasil. A entidade analisou a relação entre disputas por terra, violência territorial e indicadores sociais na região. Com nove estados, a Amazônia Legal tem cerca de 5 milhões de quilômetros (km²), o equivalente a 58,9% do território nacional.

“Observa-se que a destruição de territórios e a violência física contra a população tem aumentado cada vez mais, afetando profundamente a cultura e a estrutura social daqueles que habitam a região, especialmente as comunidades tradicionais”, diz trecho do relatório.

A Oxfam acrescenta que “a perda de terras e recursos naturais compromete cosmovisões, práticas tradicionais e modos de vida, levando à desintegração cultural e perda de valores seculares e ancestrais”.

O estado do Pará, na região Norte, contabilizou o maior registro de conflitos entre 2014 e 2023, com 1.999 ocorrências. O segundo estado com maior registro de conflitos, no mesmo período, foi Maranhão, no Nordeste, com 1.926 ocorrências. A disputa pela terra nos dois estados está associada a situações como grilagem, desmatamento ilegal, garimpo, expansão do agronegócio e atuação de redes criminosas.

Dados de 2024 revelam que o Maranhão registrou 365 ocorrências, sendo o maior número da série recente, iniciada em 2019, o que demonstra a retomada crescente das disputas por terra no estado. Já o Pará teve 240 ocorrências registradas em 2024, e o maior número da série foi 253 ocorrências em 2020.

Foi identificada também uma relação direta entre a violência territorial e os baixos indicadores sociais nos municípios desses dois estados. Ao cruzar os dados de conflitos com o Índice de Progresso Social (IPS Brasil), o estudo identificou sobreposição entre alta incidência de disputas e baixo desempenho em necessidades humanas básicas, como saúde, saneamento, moradia e segurança.

Ainda no contexto dos conflitos por territórios na Amazônia Legal, a entidade destacou a ocorrência de violência sistemática contra defensores e defensoras de direitos humanos. As organizações Terra de Direitos e Justiça Global mapearam,25 assassinatos relacionados a conflitos por terra e meio ambiente no país em 2021 e 2022, o que, segundo a Oxfam, reforça a gravidade da situação.

“O assassinato de lideranças e defensores não é apenas resultado da disputa fundiária, mas parte de uma estratégia deliberada de controle territorial e silenciamento político”, indica o estudo.

Além dos assassinatos, a criminalização de lideranças, omissão institucional e perseguições judiciais enfraquecem a resistência coletiva na região.

No relatório, a Oxfam avalia que é fundamental reconhecer a existência do racismo ambiental como elemento que atravessa as disputas na região. “Na Amazônia, comunidades negras, indígenas e tradicionais são as mais expostas às violências fundiárias, à contaminação ambiental, à destruição de seus territórios e à negação sistemática de direitos”, diz o texto.




Fonte: Agência Brasil

TV Brasil lidera interações nas redes entre órgãos públicos em 2025


A TV Brasil conquistou o primeiro lugar no ranking das instituições públicas com maior número de interações nas redes sociais considerando todo o ano de 2025. Os dados são da plataforma Social Media Gov. 

Outras contas administradas pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) também figuraram entre as TOP 10:

  • EBC (3º lugar),
  • Canal Gov (4º lugar) e
  • Agência Brasil (7º lugar).

De janeiro a dezembro, a TV Brasil registrou 86.410.208 interações nas redes sociais, superando por exemplo os perfis do Governo do Brasil (@govbr), que ficaram em segundo lugar com 79.935.311 interações. O levantamento considera curtidas, comentários, compartilhamentos e outras formas de engajamento nas principais plataformas.

De acordo com o presidente da EBC, Andre Basbaum, o avanço está em sintonia com a finalidade do trabalho realizado pela comunicação pública.

“Ampliar o alcance de informação confiável e de interesse coletivo é parte essencial da nossa missão, sobretudo em um contexto em que a TV aberta e as redes sociais permanecem entre os principais meios de consumo de conteúdo no Brasil”, comenta.

Basbaum acrescenta que os resultados também refletem decisões estratégicas de gestão.

“Temos investido de forma planejada e consistente nas redes, apostando em novas linguagens e em formatos mais conectados com a dinâmica digital. Aproximar o cidadão da comunicação pública exige inovação, escuta e presença onde ele está. Os números mostram que estamos no caminho certo”, comemora.

Todas as instituições públicas no TOP 10 de interações receberão certificado durante a 15ª edição do evento Redes Wegov, que acontecerá nos dias 28 e 29 de abril, em Florianópolis (SC).

No ano passado, a EBC venceu a 3ª edição do Prêmio Social Media Gov, principal honraria de comunicação em redes sociais do setor público, na categoria “Comunicação como Serviço”. A instituição venceu com o case de conteúdos do programa Sem Censura, da TV Brasil, que abordavam temas como saúde, segurança e uso de telas na infância.

A categoria tem como objetivo premiar “instituições que promoveram informações de interesse público, através de conteúdos certeiros e relevantes”.

A retrospectiva das medições realizadas pelo Social Media Gov aponta evolução no desempenho digital da EBC, evidenciando ganho de relevância, maior engajamento do público e consolidação da estratégia. Em 2023, os dados demonstravam que as contas administradas pela EBC nem sequer figuravam na lista das 10 contas de instituições federais com maior número de interações. Já em 2024, o primeiro lugar era ocupado pelo Exército Brasileiro, com 17.927.265 interações. A EBC figurava em 6º lugar, com 6.731.887.

Melhor desempenho histórico

Também em 2025, de acordo com números da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a EBC registrou seu melhor desempenho histórico nas redes sociais, somando cerca de 150 milhões de interações nas plataformas Instagram, TikTok, YouTube, Facebook e X, o triplo do registrado em 2024.

O resultado foi impulsionado tanto por conteúdos editoriais da TV Brasil, Canal Gov, EBC e Agência Brasil quanto pela adoção de estratégias de circulação orgânica que consolidaram a empresa como referência em comunicação pública digital. Em janeiro deste ano, a EBC lançou também os perfis do Radiojornalismo em todas as redes.

Levantamento da Gerência de Análise de Dados das Plataformas de Comunicação da EBC aponta que, somados todos os perfis da empresa em todas as plataformas, os conteúdos tiveram mais de 3 bilhões de visualizações ao longo do ano passado.

Para o superintendente de Comunicação Digital e Mídias Sociais, Fernando Miranda, este resultado comprova que a comunicação pública pode ser competitiva. “Construímos comunidade, presença e confiança. Isso é engajamento orgânico de verdade, guiado por uma equipe talentosa e por um compromisso editorial com o interesse público”, afirma.




Fonte: Agência Brasil

PF faz ação contra lavagem de dinheiro em São Paulo


Uma operação realizada na manhã de hoje (25) pela Polícia Federal (PF), na capital paulista, investiga a instituição financeira BMP Money Plus por suspeita de facilitar lavagem de dinheiro, inclusive de valores relacionados a organizações criminosas.

Chamada de Cliente Fantasma, a operação cumpre três mandados de busca e apreensão em endereços relacionados à instituição financeira nas cidades de São Paulo e Barueri (SP). As investigações, diz a PF, ainda estão em andamento para identificar todos os envolvidos e dimensionar o volume total das fraudes.

A Polícia Federal apontou que, embora a instituição estivesse autorizada a operar pelo Banco Central, ela deixava de informar a identificação de seus clientes ao órgão regulador, o que contraria a Resolução 179 do Banco Central, publicada em 2022. Com isso, a BMP mantinha “clientes invisíveis” aos órgãos de controle, o que dificultava o seu rastreamento financeiro, a execução de bloqueios judiciais e a repressão às atividades ilícitas. Com essa invisibilidade, os clientes poderiam movimentar até bilhões em valores ilícitos, sem fiscalização.

Além disso, a instituição não realizava as comunicações obrigatórias de operações suspeitas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) o que, segundo a Polícia Federal, contribuía para a ocultação da origem dos recursos que foram movimentados por seus clientes.

Os suspeitos poderão responder por crimes contra o sistema financeiro, omissão de informações e lavagem de capitais.

Por meio de nota, a BMP informou que “está colaborando integralmente com as autoridades e prestando todos os esclarecimentos necessários, fornecendo todas as informações sobre as operações antigas de ex-clientes que foram objeto de apuração”. A companhia disse ainda que “segue com a operação dos seus produtos normalmente”.




Fonte: Agência Brasil

Juiz de Fora e Ubá somam 40 mortes devido aos temporais


O número de mortes devido aos temporais na Zona da Mata mineira chegou a 40, segundo balanço divulgado na tarde desta quarta-feira (25) pelo Corpo de Bombeiros. Juiz de Fora tem 34 mortos e 25 desaparecidos e Ubá contabiliza seis mortos e dois desaparecidos.

Em Juiz de Fora, são 3 mil desabrigados e 400 desalojados. Em Ubá, 26 pessoas estão desabrigadas e 178 desalojadas.

As tempestades vão continuar. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou alerta de grande perigo para chuvas até as 23h59min do dia 27 de fevereiro na Zona da Mata mineira, região mais afetada pelos temporais desde segunda-feira (23). 

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) considera muito alta a possibilidade de permanência ou novas ocorrências de enxurradas, alagamentos em áreas de drenagem deficiente e inundações em Juiz de Fora.

Confira as informações sobre as chuvas em Minas no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil




Fonte: Agência Brasil

Meteorologia prevê risco de mais chuvas para Minas Gerais


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou alerta de grande perigo para chuvas até as 23h59min do dia 27 de fevereiro na zona da mata de Minas Gerais, região mais afetada pelos temporais desde segunda-feira (23).

Segundo o Inmet, a chuva será superior a 60 milímetros por hora ou acima de 100 mm/dia. Há elevado risco de grandes alagamentos, transbordamento de rios e grandes deslizamentos de encostas em cidades situadas nas áreas de risco.

O instituto informa que fevereiro de 2026 é um dos meses mais chuvosos dos últimos anos em Minas Gerais, principalmente nas regiões Centro-Sul e Oeste do estado. No Noroeste e Norte do estado, nas regiões de Jequitinhonha e Mucuri, as chuvas foram menos recorrentes, mas o total de chuva, até o momento, já superou a média para o mês.

O principal destaque é Juiz de Fora, que registrou, apenas entre os dias 22 e 24, total de chuva de 229,9 milímetros (mm). No mês, até a manhã da terça-feira (24), o acumulado de chuvas na cidade é de 579,3 mm, volume 240% acima da média climatológica de fevereiro: 170,3 mm.

Alagamentos

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) considera muito alta a possibilidade de permanência ou novas ocorrências de enxurradas, alagamentos em áreas de drenagem deficiente e inundações em Juiz de Fora (MG) devido às atuais condições críticas da drenagem urbana em decorrência dos acumulados dos últimos dias, à saturação do solo na região e previsão de altos acumulados para os próximos dias, com possibilidade de pancadas de chuva generalizada com intensidade moderada a forte.

Recomendações do Inmet

  • Desligue aparelhos elétricos, quadro geral de energia.
  • Observe alteração nas encostas.
  • Permaneça em local abrigado.
  • Em caso de situação de inundação, ou similar, proteja seus pertences da água envoltos em sacos plásticos.
  • Obtenha mais informações junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Mortes

As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira desde segunda-feira (23) deixaram até o momento 36 mortos dos quais 30 em Juiz de Fora e seis em Ubá, informou o Corpo de Bombeiros na manhã desta quarta-feira (25). 




Fonte: Agência Brasil

Operação da PF combate organização que fraudava licitações


A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (25), a Operação Vassalos para apurar crimes em licitações. A investigação aponta para uma organização composta por agentes públicos e privados suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares.

De acordo com a PF, os investigados direcionavam as licitações para empresa vinculada ao grupo e utilizavam os valores desviados no pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio.

Entre os crimes praticados estão a frustração do caráter competitivo do procedimento licitatório e a fraude em licitação e contrato, além de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Estão sendo cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.





Fonte: Agência Brasil

Mortos em temporais em Juiz de Fora e Ubá chegam a 36


As fortes chuvas que atingiram a zona da mata mineira desde segunda-feira (23) deixaram até o momento 36 mortos dos quais 30 em Juiz de Fora e seis em Ubá, informou o Corpo de Bombeiros na manhã desta quarta-feira (25). 

Há 31 pessoas desaparecidas em Juiz de Fora e duas em Ubá. Não há desaparecidos nem mortos em Matias Barbosa. O total de vítimas resgatadas com vida chega a 208 na região.

Juiz de Fora teve 584 milímetros de chuvas acumuladas, o que faz do mês de fevereiro o mais chuvoso da história do município mineiro, com volume  superior ao dobro do esperado para o mês.

A prefeitura de Ubá informou que a cidade foi atingida por 170 milímetros (mm) de chuva em cerca de três horas e meia e que o rio Ubá atingiu 7,82 metros.

 Chuvas continuam

Segundo a Defesa Civil estadual, são esperadas nesta quarta-feira (25) tempestades por todo o estado. Elas podem vir acompanhadas de acumulados pluviométricos de cerca de 40 milímetros, rajadas de vento superiores a 70 quilômetros por hora e eventual ocorrência de granizo.

“Recomenda-se atenção para o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra, além da possibilidade de queda de árvores e destelhamentos, especialmente em regiões mais vulneráveis”, diz a Defesa Civil.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, está em Juiz de Fora nesta manhã. Ele disse que todo suporte humanitário aos desalojados está sendo providenciado.

“Esta madrugada seis vítimas foram localizadas. A previsão é que o trabalho dos bombeiros ainda deve durar até cinco dias. Há muito escombro, muita lama para ser removida”, afirmou o governador, no programa Alô, Alô, Brasil, da Rádio Nacional.




Fonte: Agência Brasil

Chuvas deixam 384 desabrigados em Peruíbe, no litoral paulista


O município de Peruíbe, no litoral paulista, tem 384 pessoas desabrigadas devido às chuvas intensas que atingiram a região nos últimos dias, de acordo com a última atualização da Defesa Civil do Estado de São Paulo.

A cidade teve 234 milímetros (mm) de acumulados de chuva nos últimos três dias. Os desabrigados foram acolhidos em duas escolas municipais, uma escola agrícola e em um centro comunitário.

Nesta terça-feira (24), o município de Ilhabela registrou chuva com vendaval, o que gerou danos como quedas de barreira e de árvores sobre a Rodovia SP-131 e desmoronamento de talude e queda árvores sobre a SP-125 (Estrada dos Castelhanos). Não houve registro de vítimas.

Além de cidades no litoral, o acúmulo de chuva gerou complicações em outras regiões do estado de São Paulo. No município de São Manuel, chuvas intensas levaram a alagamentos, transbordamento de rios e solapamento nesta terça. Segundo a Defesa Civil, 200 pessoas estão desalojadas. Não houve feridos.




Fonte: Agência Brasil

Soterrado, homem sobrevive com ajuda de amigo em Juiz de Fora


O barulho foi seco e repentino. Em segundos, Deivid Carlos da Silva estava soterrado nas ruínas de sua casa no Jardim Parque Burnier, na zona sudeste de Juiz de Fora. Preso nos escombros, ele tinha certeza de que não sairia vivo.

“Vou morrer, vou morrer. Só pensava nisso”, lembra.

Sem conseguir se mover durante uma hora e meia, já sem esperanças, o desespero de Deivid só foi interrompido quando percebeu que alguém tentava alcançá-lo.

“Meu amigo cavou com a mão, tirou uma pedra. Eu consegui ver um buraco, luz e respirar”, diz.

O amigo é Luiz Otávio Souza, também morador da região, que passou a madrugada ajudando no resgate dos vizinhos. Isso, mesmo com chuva forte e o risco de novos deslizamentos.

“Estava tudo escuro. Só conseguia enxergar com lanterna. Chuva em cima, mas mantendo o trabalho, porque com vidas não se brinca”, diz.

A mulher e o filho de Deivid também foram retirados dos escombros com a ajuda dos moradores do bairro.

Enquanto ajudava a salvar os vizinhos, Luiz Otávio enfrentava uma angústia pessoal. Ele acompanhava as buscas por dois familiares, desaparecidos desde o deslizamento.

“Meu sobrinho, de 21 anos, e a mãe dele, de 41. Ele chegou do serviço, deixou a mochila em casa e foi vê-la. Aí veio o desabamento”, conta.

Mesmo sem dormir e sem comer direito, Luiz Otávio mantinha o ritmo de trabalho nos escombros.

“Enquanto não achar todo mundo, não vou parar. Todo mundo aqui é família, amigo. Não tem como deixar ninguém para trás. É uma dor para todos”, acrescenta.

Confira a reportagem sobre os trabalhos de resgate no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

As chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira desde a última segunda-feira (23) provocaram uma sequência de deslizamentos, alagamentos e destruição em diferentes municípios. Segundo balanços preliminares, ao menos 30 mortes já foram registradas nos municípios de Juiz de Fora e Ubá.

O Rio Paraibuna transbordou, houve inundações e soterramentos. Bairros ficaram isolados e houve mais de 40 chamadas emergenciais por inundações e risco estrutural. A Defesa Civil estima 440 pessoas desabrigadas que já receberam acolhimento provisório. O governo federal reconheceu oficialmente o estado de calamidade em Juiz de Fora.

Veja galeria de fotos 




Fonte: Agência Brasil