Rio: Leme e Copacabana ficam mais de 48 horas sem energia


O Procon Carioca notificou a concessionária de distribuição de energia Light nesta segunda-feira (5) após moradores dos bairros do Leme e de Copacabana, no Rio de Janeiro, permanecerem por mais de 48 horas sem fornecimento de energia elétrica. A empresa terá 24 horas, sob pena de multa, para apresentar esclarecimentos detalhados sobre o restabelecimento do serviço, além de um plano de ação e compensação aos consumidores prejudicados.

Em alguns trechos a energia voltou nesta segunda-feira, mas muitos locais continuam sem o serviço. Devido à falta de energia, os moradores dos dois bairros fizeram “panelaço” na noite deste domingo pedindo o retorno da energia.

Entre as medidas exigidas pelo Procon Carioca estão o ressarcimento por perdas de alimentos, danos a eletrodomésticos e abatimento proporcional nas faturas de energia. A notificação ocorre após o recebimento de várias denúncias que apontam falha grave e reiterada na prestação de um serviço essencial, sem comunicação adequada, sem cronograma claro de resolução e sem qualquer providência imediata para mitigar os prejuízos à população, condutas que violam diretamente o Código de Defesa do Consumidor.

O Procon Carioca enfatiza que energia elétrica é um serviço indispensável à vida cotidiana, e a interrupção prolongada gera impactos severos, como perda de alimentos perecíveis, queima de aparelhos, dificuldades de comunicação, aumento da sensação de insegurança e prejuízos financeiros significativos ao comércio local.

“O abastecimento de energia elétrica é um serviço essencial e não pode ser interrompido por mais de 48 horas sem explicações claras, sem planejamento e sem respeito ao consumidor. A Light precisa assumir sua responsabilidade, prestar informações transparentes e compensar integralmente a população pelos prejuízos causados. O Procon Carioca vai atuar com rigor para garantir que os direitos dos consumidores sejam respeitados”, disse o secretário municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, João Pires.

O órgão também destaca a falta de transparência da concessionária durante o período de interrupção, porque a empresa não apresentou informações claras sobre as causas do apagão. Além disso, a Polícia Militar informou não ter sido acionada para ocorrências de furto de cabos na região, o que levanta questionamentos sobre a gestão da segurança da infraestrutura elétrica e a comunicação da empresa com os órgãos públicos.

A falta de energia nos bairros do Leme e Copacabana começou por volta das 17h do sábado passado (3). O caso passou a ser acompanhado pela Defensoria Pública do Rio (DPRJ) na manhã deste domingo (4), quando moradores relataram a interrupção total do serviço. Segundo a Defensoria, após contato do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) com a Light, a previsão era de que o serviço estaria restabelecido até as 12h deste domingo, o que acabou não acontecendo. Em protesto,  os moradores promoveram o panelaço das varandas dos prédios na noite do domingo.

Ação

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) ajuizou, na manhã desta segunda-feira (5), uma Ação Civil Pública para exigir o imediato restabelecimento do serviço. A medida foi tomada durante o plantão diurno, diante da persistência da interrupção de um serviço essencial e do reiterado descumprimento dos prazos informados pela concessionária.

A atuação da Defensoria teve início ainda na manhã de domingo (4), por volta das 9h, quando moradores das duas localidades procuraram a instituição relatando a interrupção total no fornecimento de energia elétrica. Sensível à gravidade da situação, a DPRJ, por meio do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), entrou em contato com os canais de atendimento da Light para buscar esclarecimentos e providências.

A Light informou que o serviço estaria concluído no domingo, mas não deu nenhum retorno à Defensoria. Diante do silêncio, a DPRJ encaminhou ofício formal à concessionária cobrando explicações e providências urgentes para o restabelecimento da energia ou, de forma subsidiária, a instalação de geradores nas áreas afetadas. Somente no período da noite a Light respondeu, informando que o serviço seria plenamente restabelecido até as 21h de domingo. Ainda assim, até as 11h da manhã desta segunda-feira, a maior parte dos pontos permanecia sem energia elétrica, e os poucos locais atendidos sofriam com a prestação precária do serviço.

Com a continuidade das falhas e o reiterado descumprimento dos prazos apresentados, a Defensoria Pública decidiu recorrer ao Judiciário para assegurar o direito da população ao fornecimento regular de energia elétrica.

Os prejuízos causados pela interrupção do serviço atingem moradores e comerciantes da região. Proprietária de uma padaria no bairro, Shelley de Botton relata perdas significativas.

“Estamos sem luz desde sábado à tarde. Tive que fechar o estabelecimento no sábado e ainda não consegui reabrir. São três dias sem faturamento. Também sou fornecedora de pães para outros restaurantes e não estou conseguindo atender meus clientes, pessoa jurídica. Não consigo nem abrir a loja, e a produção está parada, porque os equipamentos não podem ser ligados”, afirmou na tarde desta segunda-feira.

Nos prédios residenciais, os impactos também são graves. A síndica Clarice Peixoto, do Edifício Copal, descreve a situação de insegurança enfrentada pelos moradores.

“Ficamos dois dias com os portões de entrada sem energia, portanto, sem poder abrir ou fechar. O vigia noturno estava apreensivo e assustado. Além disso, temos três elevadores que não podem ser ligados. Muitos moradores estão impossibilitados de sair de casa”, relatou.

Em nota, a Defensoria Pública reforça que o fornecimento de energia elétrica é um serviço essencial e que sua interrupção prolongada, sem resposta adequada da concessionária, viola direitos básicos dos consumidores. “A Ação Civil Pública busca garantir uma solução imediata para a população afetada e prevenir que situações semelhantes voltem a ocorrer”.

A Agência Brasil procurou a concessionária Light e aguarda posicionamento sobre quando a situação será normalizada e os motivos da interrupção do serviço.




Fonte: Agência Brasil

Polícia faz operação em adega suspeita de vender bebida adulterada


A Polícia Civil de São Paulo fez uma operação nesta segunda-feira (5) em uma adega em Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista, após a morte de uma adolescente de 15 anos que teria ingerido bebida alcoólica comprada no local com suspeita de ter sido adulterada por metanol. 

No entanto, o proprietário da adega acabou sendo preso por “ligação clandestina de energia elétrica e armazenamento irregular de fogos de artifício”, segundo a Polícia Civil. A polícia investiga se as bebidas que ele comercializava no local estavam adulteradas e poderiam ter provocado a morte da adolescente.

No local foram apreendidas bebidas destiladas e também 17 caixas contendo fogos de artifício.

A adolescente morreu neste final de semana, após ter consumido bebidas alcoólicas na virada do ano. A causa da morte ainda está sob investigação no Instituto Médico Legal (IML).

Além da morte dessa adolescente, outros quatro óbitos estão sendo investigados em todo o estado de São Paulo por suspeita de intoxicação por metanol, informou a Secretaria de Saúde.

Um dos casos é de um homem de 39 anos, da cidade de Guariba. Também estão sendo investigadas a morte de uma pessoa de 31 anos, da cidade de São José dos Campos, e de duas outras que viviam em Cajamar.

Até este momento já foram confirmados 51 casos de ingestão por metanol no estado de São Paulo, com 11 mortes. Quatro dessas mortes ocorreram na capital paulista. Também foram registradas duas mortes em São Bernardo do Campo, três em Osasco, uma em Jundiaí e outra em Sorocaba.




Fonte: Agência Brasil

Acidentes em estradas federais durante o feriado matam 109 pessoas


Os acidentes em estradas federais durante o feriado do ano novo resultaram na morte de 109 pessoas e em 1.315 feridos, segundo números da Operação Ano Novo, divulgados nesta segunda-feira (5) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O levantamento contabiliza os acidentes entre os dias 30 de dezembro de 2025 e 4 de janeiro de 2026. Durante o período, foram reforçados os trabalhos de fiscalização de trânsito e de prevenção de sinistros causados por condutas de risco.

Nos seis dias da Operação Ano Novo feita na transição 2024 para 2025, entre 27 de dezembro e 1º de janeiro do ano passado, foram contabilizadas 79 mortes e 1.339 pessoas feridas nas rodovias federais do país.

Segundo a PRF, as fiscalizações na operação mais recente resultaram na abordagem de 101.118 pessoas e de 74.594 veículos. Foram contabilizados 1.152 sinistros de trânsito.

Estados

Os estados com maior número de sinistros de trânsito foram Minas Gerais (5.040), seguido do Mato Grosso do Sul (4.885) e Santa Catarina (4.517).

Apesar de a Operação Ano Novo já ter sido encerrada, os números ainda podem ser atualizados, na medida em que as informações venham a ser consolidadas nos sistemas da PRF.

Alcoolemia

De acordo com a PRF, durante o feriado de ano novo foram feitos 61.426 testes de alcoolemia, que resultaram em 789 autuações por embriaguez.

Essas autuações vão desde a recusa ao teste até a constatação da presença da substância no organismo. Pessoas que apresentam sinais de consumo de bebidas alcoólicas podem, portanto, ser autuadas.

“Nos seis dias de operação, 41 pessoas foram detidas por apresentar sinais de embriaguez ou teor alcoólico no organismo considerado crime pela legislação de trânsito”, informou a PRF.

Outras infrações

Os policiais flagraram 23.079 veículos acima do limite de velocidade. Os três estados com maior número de flagrantes de veículos com excesso de velocidade foram Minas Gerais (4.105), Paraná (3.818) e Rio Grande do Sul (1.837).

Entre as demais infrações registradas nas rodovias federais estão a de ultrapassagem proibida (3.438); não uso de cinto de segurança ou de dispositivos de retenção para crianças (3.470) e uso de celular durante a direção de veículo (341).




Fonte: Agência Brasil

Bombeiros do RJ abrem 5 mil vagas para o Projeto Botinho 2026


O projeto Botinho 2026, colônia de férias gratuita que é resultado de uma parceria entre o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (CBMERJ) e o Sesc-RJ, recebe inscrições a partir deste domingo (4) para as 5 mil vagas oferecidas.

Podem se inscrever crianças e adolescentes de 7 a 17 anos, e as atividades acontecem entre os dias 21 e 30 de janeiro, das 8h às 11h, em 29 praias fluminenses.

As inscrições devem ser feitas individualmente, no site do projeto. No ato da inscrição, os responsáveis legais devem preencher a ficha com os dados da criança ou do adolescente e selecionar praia de interesse.

Após o cadastro, os inscritos receberão, em até 24 horas, um e-mail de confirmação com orientações para a entrega presencial de documentos, como atestado médico, em período a ser informado. Essa etapa é obrigatória para a efetivação da vaga.

Durante o período, os participantes realizam exercícios físicos na areia, recebem orientações sobre as condições do mar, noções de primeiros socorros e educação ambiental. Segundo o projeto, as ações são direcionadas à interação social e à prevenção de afogamentos, reforçando a cultura de autoproteção desde a infância.

Os alunos são organizados em três turmas: Golfinho (7 a 10 anos), Moby Dick (11 a 14 anos) e Tubarão (15 a 17 anos). Ao final do projeto, todos os participantes recebem certificado de conclusão.




Fonte: Agência Brasil

Defesa Civil do RJ alerta para chuvas intensas no estado até segunda


A Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro emitiu neste domingo (4) alerta para a ocorrência de chuvas intensas com raios em todos os municípios fluminenses, em razão da atuação de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). O aviso é válido das 8h deste domingo (4) até as 6h de segunda-feira (5).

De acordo com a Defesa Civil e o Centro Estadual de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden-RJ), estão previstas pancadas isoladas de chuva de intensidade moderada a forte.

A orientação é que a população acompanhe as atualizações dos órgãos oficiais e que siga as recomendações da Defesa Civil local e do plano de contingência municipal. Em caso de emergência, os telefones 199 ou 193 devem ser acionados.

O Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR-Rio) informou neste domingo (4) que o município do Rio de Janeiro entrou no Estágio 2 às 8h07, devido a registros de chuva e vento forte na região do maciço da Tijuca, que compreende a Floresta da Tijuca.

De acordo com o Sistema Alerta Rio, núcleos que atuavam na região do Centro, zona norte e Baía de Guanabara perderam intensidade no início da tarde. Outros núcleos isolados permanecem atuando sobre a zona sudoeste e sobre o Maciço da Tijuca. Há previsão de pancadas de chuva moderada a forte a qualquer momento.

A Defesa Civil do município do Rio acionou, às 8h deste domingo, três sirenes na comunidade da Formiga, na zona norte do Rio, por conta do grande volume de chuva. Às 9h15, as sirenes foram silenciadas, após ausência de registro de chuva forte. O Sistema de Alerta e Alarme conta com 164 equipamentos em 103 comunidades da cidade.

Na Região Serrana do Rio de Janeiro, a Defesa Civil de Petrópolis emitiu, às 11h35 deste domingo (4), um alerta via SMS para a previsão de chuva moderada a forte, podendo vir acompanhada de raios e rajadas de vento na cidade.




Fonte: Agência Brasil

Chuvas no litoral paulista provocam interdição da Serra Mogi-Bertioga


O alto volume de chuvas que tem atingido diversas cidades do litoral paulista nos últimos dias provocou alagamentos e levou à interdição temporária da Serra Mogi-Bertioga na manhã deste domingo (4).

Segundo a Concessionária Novo Litoral, que administra a SP-098, a estrada precisou ser fechada, entre os quilômetros 77 e 98, por questão de segurança, já que nas últimas 72 horas o volume de chuva chegou a 200 milímetros na região de serra, índice acima do que é considerado seguro para a operação.

Em Ubatuba, no litoral norte paulista, foi registrado um acumulado de 158 milímetros de chuva nas últimas seis horas, volume que corresponde a cerca de 65% do esperado para todo o mês de janeiro, que tem média de 242 mm. Em apenas quatro dias deste mês de janeiro, o acumulado de chuva em Ubatuba já alcançou 184,3 mm.

Apesar desse grande volume, a Defesa Civil do município informou que não houve registro de vítimas, desabrigados ou desalojados até este momento, embora diversas ruas da cidade tenham sido alagadas durante as chuvas desta madrugada.

Em Mongaguá, no litoral sul, moradores receberam alertas no celular sobre chuvas persistentes neste domingo. Diversas ruas dos bairros Nossa Senhora de Fátima e Agenor de Campos ficaram alagadas na manhã deste domingo. Também houve a queda de uma estrutura metálica pela Praça Dudu Samba, informou a Defesa Civil da cidade.

Em Peruíbe, a chuva provocou alagamentos e atingiu o quintal de uma residência na Rua Presidente Prudente. As autoridades precisaram utilizar um bote para remover a família de turistas que estava na casa.

Vale do Ribeira

Também foram registradas chuvas fortes e intensas em cidades da região do Vale do Ribeira. Na cidade de Pariquera-Açu, foram registradas quedas de árvores na Rodovia Ivo Zanella, o que provocou sua interdição parcial.

Já em Juquiá foram registradas fortes rajadas de vento, que atingiram cerca de 52 km/h e provocaram o desabamento de uma residência. Uma pessoa ficou ferida nesse desabamento e foi socorrida com escoriações. Também houve o destelhamento da vila olímpica municipal, mas sem o registro de vítimas.

Em Rio Grande da Serra, município da região metropolitana de São Paulo, uma residência foi danificada por uma enxurrada no Jardim Guiomar. A Defesa Civil vistoriou a casa e constatou rachaduras na residência, orientando a moradora a deixar o local.




Fonte: Agência Brasil

Conselho de Veterinária alerta para doença que afeta gatos


O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo alerta para o aumento de casos de esporotricose animal na cidade. A doença causada por fungos do gênero Sporothrix é considerada preocupante e “já representa um impacto significativo na saúde animal e humana”. 

Os fungos afetam principalmente os gatos, pois são bem adaptados à temperatura corporal da espécie, considerada chave para a cadeia de transmissão. A esporotricose é um risco para animais soltos, sendo considerada como “um dos principais desafios sanitários urbanos relacionados a zoonoses no Brasil”, informa o conselho, que editou norma técnica para os profissionais paulistas. 

“Os gatos contraem a doença por inoculação traumática, seja pelo contato com solo – ao cavar – com espinhos, lascas de madeira ou matéria orgânica contaminados, seja pelo contato direto com outros animais doentes, principalmente durante brigas, arranhões e mordeduras, ou, ainda, pelo contato com secreções de lesões cutâneas, considerada a principal via de contaminação”, informa a coordenadora técnica médica-veterinária do conselho, Carla Maria Figueiredo de Carvalho.

A doença é observada em todas as regiões do país, com maior incidência nos estados do Sul e Sudeste. Há transmissão entre animais domésticos e selvagens e com transmissão de cerca de mil casos por ano para humanos, e tem avançado continuamente desde 2011 em território paulista, se espalhando por municípios da Região Metropolitana e do litoral.

Entre 2022 e 2023, o número de casos confirmados de esporotricose animal no estado aumentou de 2.417 para 3.309.

“Apesar desse crescimento, a notificação da doença em animais ainda não é obrigatória na maior parte do território paulista, o que dificulta a mensuração real do problema e o planejamento de estratégias eficazes de controle”, explica a nota do conselho.

Com o aumento de casos a variante humana da doença passou a ter notificação compulsória desde o primeiro semestre de 2025, mas suas variantes zoonóticas não o tem. O Projeto de Lei n˚ 707/2025, que tramita na Assembléia Legislativa do estado, propõe tornar obrigatória a notificação de todos os casos suspeitos e confirmados de esporotricose em humanos e animais aos serviços de vigilância epidemiológica estadual. Hoje há orientação para que casos em animais sejam notificados.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo alerta que os sintomas da esporotricose em humanos podem surgir entre poucos dias e até três meses após a infecção.

“Geralmente, a doença se manifesta inicialmente como um pequeno nódulo indolor que, com o tempo, pode aumentar de tamanho e evoluir para uma ferida aberta. As formas clínicas da esporotricose humana dependem do estado imunológico do paciente e da profundidade das lesões, podendo se apresentar de forma cutânea, atingindo a pele, o tecido subcutâneo e o sistema linfático, ou de forma extracutânea, com disseminação para órgãos como pulmões, ossos e articulações”, explica Carla Maria.

O atendimento médico deve ser procurado logo que surjam os primeiros sintomas. Quando não tratada adequadamente, a esporotricose pode evoluir para feridas extensas e formação de nódulos, e pode se disseminar para além da pele em pessoas com imunossupressão, atingindo pulomões, ossos e articulações.

O conselho também alerta para a importância de tratar animais doentes e evitar seu abandono, quebrando a cadeia de infecções. Gatos com sinais suspeitos devem ser avaliados por médico-veterinário e, sempre que possível, submetidos a exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico.




Fonte: Agência Brasil

RJ: praias seguem com ressaca e banhistas devem evitar entrar no mar


O clima para o Rio de Janeiro neste domingo (4) segue predominantemente nublado, com previsão de chuva fraca e isolada no período da manhã e pancadas de chuva nos períodos da tarde e noite.

Os ventos devem ser moderados, com as temperaturas em queda. A máxima prevista é de 29 graus Celsius (°C) e a mínima 20°C – o que representa uma queda de 8°C em relação à mínima do dia anterior.

O mar está de ressaca com ondas que podem atingir até 3 metros de altura. Somente neste sábado (3), os salva-vidas do Grupamento Marítimo realizaram 320 salvamentos no litoral fluminense.

Somente na praia de Copacabana os guarda-vidas realizaram 137 socorros, apesar da sinalização com bandeira vermelha, indicando banho proibido. Na praia da Barra da Tijuca, foram 82 resgates no mar.

Os guarda-vidas procuram pelo quarto dia seguido por um jovem de 14 anos, que veio de Campinas, no interior de São Paulo, com a família passar o réveillon no Rio. Ele foi arrastado por uma onda e desapareceu no mar na altura do posto 2, em Copacabana. A procura conta com um helicóptero, drones, mergulhadores e sonares.

O alerta de ressaca do mar emitido pela Marinha do Brasil é válido até as 6h de segunda-feira (5).

Recomendações:

  • não entre no mar – a principal orientação é evitar o banho e esportes aquáticos durante o alerta de ressaca;
  • siga as orientações dos guarda-vidas – respeite a sinalização com bandeiras vermelhas que indicam áreas perigosas;
  • fique longe de pedras e costões – essas áreas concentram correntes fortes e ondas perigosas;
  • evite mirantes e orlas – ondas podem atingir locais mais altos e surpreender as pessoas;
  • cuidado redobrado com crianças – mantenha-as longe da água e vigie-as constantemente;
  • chame ajuda – se vir alguém em afogamento, ligue para 193 ou 199 imediatamente.




Fonte: Agência Brasil

Brasil no Mundo faz programa especial sobre Venezuela neste domingo


TV Brasil apresenta uma edição especial do programa Brasil no Mundo dedicada à situação na Venezuela. O programa vai ao ar neste domingo (4), às 19h30. Os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat recebem a economista Juliane Furno para comentarem juntos os últimos acontecimentos após o ataque dos Estados Unidos ao país sul americano. Com análises aprofundadas, o programa busca conectar os grandes temas globais à realidade brasileira.

Juliane Furno é doutora em ciências econômicas pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e mestre pela mesma instituição. Formada em sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), estudou políticas públicas voltadas para o setor de petróleo e gás e as transformações no mercado de trabalho das empregadas domésticas nos governos Lula e Dilma. Atualmente, é assessora especial da Presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e é professora adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Sobre a produção

O programa Brasil no Mundo se dedica a destrinchar os grandes acontecimentos globais com a profundidade que cada tema exige. Conduzido pelos jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat, apresenta análises consistentes e, a cada edição, recebe um convidado que contribui para ampliar a compreensão do cenário internacional e de seus reflexos na sociedade.

Com exibição semanal na TV Brasil sempre aos domingos, às 19h30, o programa tem duração de uma hora. Cristina Serra atua como jornalista há cerca de 40 anos, tendo trabalhado na Globo por 26 anos, como correspondente em Nova Iorque, entre outras funções. Jamil Chade trabalha há duas décadas como correspondente de diversos veículos no escritório da ONU em Genebra, período em que contribuiu com BBC, CNN, Guardian e veículos brasileiros. Yan Boechat cobre conflitos internacionais há 20 anos para diversos veículos e já fez reportagens in loco na África, Oriente Médio, Rússia e América Latina.

O programa já entrevistou personalidades como a ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva; o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30; além do geógrafo Elias Jabbour

Saiba como sintonizar a TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica.





Fonte: Agência Brasil

Carnaval não oficial abre pré-folia neste domingo no Rio


O carnaval começa oficialmente em fevereiro, mas os cariocas e turistas já se preparam para ocupar as ruas da cidade com confete, fantasia e muito samba.

Neste domingo (4), o Rio de Janeiro dá início ao chamado Carnaval Não Oficial, com mais de 70 blocos espalhados pelo Centro e por bairros das zonas Sul e Norte, marcando a abertura simbólica da temporada de pré-carnaval.

A concentração começa cedo: a partir das 8h da manhã, blocos parados e com cortejo tomam praças, ruas históricas e espaços culturais do Centro. Ao longo do dia, a programação se estende até o fim da tarde, quando o tradicional Cordão do Boi Tolo conduz o grande cortejo coletivo, reunindo dezenas de blocos em um trajeto que começa no Centro e segue pelo Aterro do Flamengo, Botafogo e Copacabana.

Para Luís Otávio Almeida, integrante do Boi Tolo e representante da Desliga dos Blocos, o termo “não oficial” carrega mais resistência do que rótulo.

“A definição de Carnaval Não Oficial só existe porque, desde 2009, há uma tentativa da prefeitura de oficializar o carnaval. O que hoje chamamos de não oficial pode ser chamado apenas de Carnaval, como foi por mais de dois séculos na cidade”, afirma.

Segundo ele, o decreto que passou a exigir burocracia prévia para que um bloco pudesse existir nas ruas acabou criando uma divisão artificial. “Independente do tamanho ou do caráter do bloco, passou-se a exigir que ele existisse no papel com seis meses de antecedência”, lembra.

Diferentemente das ligas tradicionais, a Desliga dos Blocos se define como um movimento.

“A Desliga não é uma liga. Não organizamos os blocos. Eles participam da Abertura por livre adesão. O máximo que fazemos é alinhar a programação de acordo com a intenção de cada coletivo”, explica Almeida.

A programação completa pode ser acessada nas redes sociais da Desliga e nas páginas dos próprios blocos. “Durante todo o pré-carnaval haverá eventos, ensaios e cortejos. O melhor caminho é acompanhar o Instagram dos blocos e das páginas que divulgam a folia”, orienta.

Incorporado ao cotidiano do Rio, o carnaval de rua movimenta a economia, impulsiona o turismo e redefine a dinâmica urbana. Para Almeida, o papel do poder público deveria ser o de garantir infraestrutura básica, sem interferir na essência da festa.

“O carnaval gera renda consistente para a cidade. A atuação do poder público deve ser discreta, garantindo segurança, limpeza e trânsito, sem interferir na maior festa popular do planeta”, diz. Ele também destaca a importância da ocupação cultural do Centro.

“Com a saída de empresas, era fundamental que esse chão histórico recebesse moradores. Falamos disso em manifestos e começamos a ver os primeiros frutos.”

Neste ano, a abertura do carnaval não oficial também reserva espaço para as crianças. A Aberturinha, no Aterro do Flamengo, terá brincadeiras populares, oficinas e shows voltados ao público infantil.

Programação dos blocos – Domingo (4)

Blocos parados

  • 8h – Love Songs  Praça Marechal Âncora
  • 9h – O Baile Todo  Armazém Utopia
  • 9h – Não Monogamia  Praça Mauá
  • 9h – NossoBloco  Bar Kamikaze
  • 10h – Marimbondo Não Respeita  Armazém Utopia
  • 10h – Projeto Girô  Praça Paris
  • 10h – 8&80  Bar Kamikaze
  • 10h – Enxota Que Eu Vou  Casa Carnaval Rio
  • 11h – Skabloco  Armazém Utopia
  • 11h – RodaBloco  Bar Kamikaze
  • 11h – Bloco dos Inconfidentes  Casa Carnaval Rio
  • 11h – Percussaça  Bargaça – Morro do Pinto
  • 11h – Toques para Odudua  Praça XV
  • 12h – Te Devoro  Praça da Candelária
  • 12h – Marejada  Casa Carnaval Rio
  • 12h – Calcinhas Bélicas  Praça XV
  • 13h – Bloco da Insana  Casa Carnaval Rio
  • 14h – Lambabloco  Casa Carnaval Rio
  • 15h – Os Biquínis de Ogodô convidam As Sungas de Odara  Praça XV
  • 17h – Só Toca Bloco  Praça XV

Blocos com cortejo

  • 8h – Bloco da Frida  Pira Olímpica
  • 8h – Papagoyaba  Barca Niterói–Rio
  • 9h – Vem Cá Minha Flor  Praça Marechal Âncora
  • 10h – Banheira do Gugu  Pira Olímpica
  • 11h – Bigode do Leôncio  Arco do Teles
  • 14h – Surdos e Mundos  Rua Dom Manuel
  • 17h – Grande cortejo com o Cordão do Boi Tolo  Local a confirmar

Aberturinha – programação infantil

  • 9h às 10h30 – Kidmi Brincante e oficina de perna de pau
  • 10h30 às 11h – Contação de histórias com a Palhaça Claroca
  • 11h às 12h – Banda Fanfarrinha
  •  Aterro do Flamengo – altura do Belmonte




Fonte: Agência Brasil