Justiça arquiva processo sobre morte de ambulante senegalês em SP


Após encaminhamento de um pedido do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), a Justiça paulista decidiu arquivar o processo que investiga a morte do ambulante senegalês e regufiado Ngange Mbaye, morto por um policial militar após uma operação na região do Brás, no centro da capital paulista, em abril do ano passado. A decisão é do juiz Antonio Carlos Pontes de Souza, da 1ª Vara do Júri da capital. 

Mbaye foi atingido por um disparo no abdome durante uma abordagem policial enquanto tentava proteger suas mercadorias e também de um outro ambulante. Segundo boletim de ocorrência registrado à época, Ngange teria resistido à apreensão das suas mercadorias e utilizado uma barra de ferro, que acabou atingindo um policial. Logo após, o policial teria atirado contra Mbaye.

Para o promotor Lucas de Mello Schaefer, o policial que atirou contra Mbaye “agiu em legítima defesa, repelindo a injusta agressão atual a direito seu e de terceiro, quando realizou um disparo de arma de fogo contra Ngagne Mbaye”.

“Embora Ngagne Mbaye fosse estrangeiro, não parece minimamente razoável, em qualquer lugar do mundo, que uma pessoa em poder de um instrumento contundente, tal como uma barra de ferro, possa agredir outra pessoa desferindo repetidos golpes, com emprego de força, na região da cabeça e do tronco. Quando estes golpes se voltam contra agentes de segurança do Estado, que estão no legítimo exercício de suas funções, esta atitude é ainda mais grave e reprovável”, escreveu o promotor, em sua manifestação encaminhada à Justiça.

Repercussão

Vídeos que mostraram a abordagem policial e o momento do disparo ganharam as redes sociais, gerando muita repercussão. Houve protestos contra a violência policial e também diversas manifestações, inclusive internacionais.

Na época, a ministra de Integração Africana e Negócios Estrangeiros do Senegal, Yassine Fall, chegou a pedir explicações ao governo brasileiro sobre a morte do ambulante. Em comunicado à imprensa, ela afirmou que buscaria, junto à representação diplomática, meios “para elucidar as circunstâncias dessa morte trágica”.

A ONG Horizon Sans Frontières, que acompanha casos de migração e violência, disse que a morte de Mbaye foi “um novo crime cometido contra um cidadão senegalês no Brasil” e chegou a apontar o país como uma “zona de violência endêmica”.

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania chegou a solicitar para a Corregedoria da Polícia Militar, o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo que fosse realizada uma “apuração rigorosa dos fatos, com especial atenção às circunstâncias que levaram à morte de Ngange Mbaye, bem como a adoção de medidas que garantam a responsabilização dos envolvidos e a prevenção de futuras ocorrências semelhantes”.

Entidades do movimento negro também chegaram a denunciar o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos.

Operação Delegada

A morte de Mbaye ocorreu durante uma ação da Operação Delegada, um convênio firmado entre a prefeitura paulistana e o governo de São Paulo e que permite a atuação de policiais militares de folga na fiscalização do comércio ambulante.

Por meio de nota, a Campanha pelo Fim da Operação Delegada, composta por diversas entidades, organizações e movimentos sociais, como o Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, repudiou a decisão do Ministério Público em pedir o arquivamento do caso, e que acabou sendo aceito pela Justiça.

“É com absoluta indignação que as entidades que compõem a Campanha pelo Fim da Operação Delegada repudiam esta decisão, que precisa ser revertida imediatamente”, escreveram.

Para essas entidades, a execução do imigrante senegalês, que dependia do comércio ambulante para sustentar sua família, “é uma vergonha para o Estado brasileiro”.

“Amplamente difundido, o vídeo da execução de Ngagne Mbaye não deixa dúvidas da desproporcionalidade da ação da Polícia Militar. Uma sequência de golpes de cassetete são desferidos por diferentes policiais contra Ngagne, que apanha uma barra de metal caída no chão [note-se, não era uma arma que portava, e sim um objeto que encontrou para se defender em momento de desespero]. O ambulante e seus colegas estavam se afastando dos policiais no momento em que o tiro é efetuado. Ainda assim, o MP alega que o assassino usou ‘força estritamente necessária para cessar a agressão, sem excesso’. Não há qualquer racionalidade ou amparo legal que justifique o disparo letal da arma de fogo nesse caso”, afirmam as entidades.




Fonte: Agência Brasil

Morre o barbeiro que moldou o topete do Rei Pelé


O mais famoso barbeiro da história do esporte brasileiro, João Araújo, o Didi, morreu nesta terça-feira (24), em Santos, no litoral paulista. Ele tinha 87 anos e ficou conhecido em todo o país por cuidar do cabelo do então jovem promissor Edson Arantes do Nascimento, que logo se consagraria mundialmente como Pelé, o Rei do Futebol.

A amizade entre Didi e Pelé durou 66 anos, até a morte do atleta, em 2022. Durante todo este tempo, e já vivendo longe de Santos, Pelé continuou visitando a barbearia de Didi sempre que ia à cidade.

Conhecido pela simplicidade e pelo sorriso fácil, Didi gostava de contar a história de quando conheceu Pelé, então prestes a completar 15 anos e a estrear no Santos – com um gol contra o Corinthians de Santo André. O barbeiro também deixava a modéstia de lado para lembrar do topete que criou para o atleta e que, por muito tempo, foi moda entre os jovens do fim dos anos 1950, início da década de 1960. Segundo o jogador, a ideia do topete foi dele, para homenagear seu pai, o também jogador Dondinho, mas foi Didi quem a executou à perfeição, a ponto do corte ter se tornado um símbolo facilmente reconhecido.

Duas grandes coincidências ajudaram a cimentar a amizade: nascido em Rio Pardo de Minas, no norte mineiro, Didi chegou a Santos no mesmo ano que Pelé, que também era mineiro, de Três Corações.

“Assim que Pelé chegou ao salão, ficou meio desconfiado, afinal eu também era muito novo. Ele perguntou se eu conseguia cortar o cabelo, deixando um topete. Eu respondi: “Vamos tentar!”. Se você gostar eu ganharei um cliente; se não gostar, pelo menos você terá um amigo”, contou Didi, segundo um artigo publicado no site do Santos, em 2018.

O sucesso do Rei fez o sucesso do barbeiro que assumiu as madeixas de outros craques do quase imbatível Santos Futebol Clube, como Coutinho, Pepe, Mengálvio e tantos outros atletas que frequentaram o modesto salão localizado diante do portão nº 6 do estádio Urbano Caldeira, no bairro da Vila Belmiro, em Santos.

Em nota, o Santos lamentou a morte do “lendário” Didi. Em suas redes sociais, o ex-ponta esquerda do Santos e da seleção brasileira, Pepe (José Macia), comentou o falecimento “do nosso querido barbeiro”.

“Sua barbearia, ali ao lado da Vila Belmiro, nunca foi apenas um espaço de cuidado e vaidade. Era ponto de encontro de conversas animadas, risadas e amizades que atravessaram gerações”, escreveu Pepe, afirmando ficar a saudade “de um homem simples, generoso e sempre pronto para ouvir”.

A reportagem da Agência Brasil não conseguiu contato com parentes de Didi ou com o hospital onde ele faleceu. Segundo veículos de imprensa regionais, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória após passar por duas cirurgias. Seu velório aconteceu hoje, na Beneficência Portuguesa, e seu corpo foi cremado no Memorial Necrópole Ecumênica, também em Santos.





Fonte: Agência Brasil

Equipes federais reforçam atendimento a afetados por chuva em MG


Equipes  da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e do Departamento de Emergências em Saúde Pública do Ministério da Saúde vão reforçar com médicos, enfermeiros, psicólogos e outros profissionais a resposta ao temporal que deixou ao menos 23 mortos nas cidades mineiras de Juiz de Fora e Ubá.

A mobilização foi anunciada mais cedo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que realiza visita oficial aos Emirados Árabes Unidos nesta terça-feira (24). As equipes de saúde também levarão kits de emergência contendo medicamentos e insumos.

Segundo o governo federal, ainda nesta terça, os locais impactados recebem seis profissionais de saúde para apoiar a articulação local, conduzir o diagnóstico situacional e iniciar a montagem do Comando de Operações de Emergência em Saúde.

Na quarta (25), mais 15 profissionais vão trabalhar no levantamento de demandas prioritárias, primeiros cuidados assistenciais e apoio em saúde mental à população e aos trabalhadores do SUS.

Defesa Civil Nacional

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e o secretário Nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, também farão parte da força-tarefa federal que atuará nas cidades afetadas na Zona da Mata de Minas Gerais.

A Defesa Civil Nacional enviou na manhã desta terça oito técnicos especialistas do Grupo de Apoio a Desastres (Gade). Os profissionais vão colaborar para acelerar as ações de assistência humanitária, para o restabelecimento de serviços essenciais e para a reconstrução nas cidades atingidas.

Segundo o ministro Waldez Góes, a prioridade da Defesa Civil Nacional tem sido atuar em alerta máximo, concentrada nas ações de socorro às populações afetadas. O órgão também trabalha na orientação das etapas de reconhecimento federal à situação de calamidade e de resposta ao desastre nos municípios.

Juiz de Fora e Ubá continuam na região sob alerta de Grande Perigo, conforme escala do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso abrange 606 cidades do Sudeste, Sul e Nordeste do país.

O alerta teve início às 9h45 desta terça (24) e deve terminar às 23h59 da próxima sexta-feira (27). São esperados volumes de chuva superiores a 60 milímetros por hora (mm/h) ou acima de 100 milímetros por dia (mm/dia), o que causa grande risco de alagamentos e transbordamentos relevantes, além de grandes deslizamentos de encostas em municípios com áreas classificadas como de risco.




Fonte: Agência Brasil

PF combate venda de diesel para garimpos ilegais em terra indígena


Um grupo criminoso responsável pela comercialização de combustível que abastecem garimpos ilegais na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso (MT), é alvo de operação da Polícia Federal nesta terça-feira (24). As investigações apuraram que a organização criminosa adquiriu para revenda mais de 4 milhões de litros de diesel no período de 21 meses 

Os policiais cumpriram três mandados de prisão preventivas e de buscas e apreensão em endereços dos líderes da organização criminosa nos municípios de Pontes e Lacerda, Vila Bela da Santíssima Trindade e Aripuanã, em MT. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Cáceres.

De acordo com a PF, durante a ação, “foi flagrado o armazenamento e a venda ilegal de óleo diesel, combustível normalmente utilizado em maquinários de grande porte, em fazenda localizada a poucos quilômetros de garimpo ilegal”. No local, foram apreendidos 15 mil litros do combustível.

A investigação teve início com fiscalização realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), contando com o apoio logístico e de segurança da PF e da Funai aos agentes de fiscalização.

“A ação abrangeu postos de abastecimento legalizados nos municípios de Conquista d’Oeste e de Pontes e Lacerda, além de fazendas que possuíam reservatórios de combustíveis”, informou a PF.




Fonte: Agência Brasil

Parceria permitirá regularizar terras da União, diz ministro


O ministro das Cidades, Jader Filho, reafirmou hoje (24) que o governo federal pretende regularizar a situação de milhares de famílias que vivem em áreas da União. Segundo o ministro, além de doar parte das terras da União já ocupada, o governo estuda pagar as eventuais despesas familiares com cartórios, georreferenciamento e com outros custos do processo de regularização.

“Vamos pegar as áreas públicas federais onde as famílias estão morando e vamos começar a fazer o processo de doação e regularização dessas áreas”, afirmou Jader Filho, ao participar do programa Bom Dia, Ministro – uma coprodução entre a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República e o Canal Gov, transmitida pelos canais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ele não divulgou prazos.

De acordo com o ministro, a iniciativa deverá ser viabilizada por meio de uma parceria que os ministérios das Cidades e da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos assinaram no fim de novembro de 2025. A implementação do projeto será coordenada pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e pela Secretaria Nacional das Periferias.

“A SPU, do Ministério da Gestão e Inovação, vai dar o terreno às famílias. E nós, dentro do Ministério das Cidades, vamos pagar todo o processo de cartório, de georreferenciamento e de legalização”, explicou o ministro.

A proposta deve beneficiar principalmente a Região Norte, onde o problema é considerado mais grave. Ao comentar as consequências a que estão sujeitas as pessoas que não detêm títulos definitivos de propriedade dos imóveis onde residem – em muitos casos, há décadas -, como a falta de segurança jurídica, Jader Filho destacou que, em muitas das cidades brasileiras, mais de 50% das áreas não estão devidamente regularizadas.

“Precisamos avançar nisso”, disse, ao acrescentar que, só este ano, o governo federal prevê investir, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cerca de R$ 500 milhões em iniciativas de regularização fundiária. “Se temos uma família que já mora há tantos anos numa área pública federal, não é justo que o governo federal não doe essa área para essa família e que nós não possamos fazer o processo de regularização, de legalização, para que esta família possa ter o título definitivo da área.”




Fonte: Agência Brasil

Governo federal reconhece estado de calamidade em Juiz de Fora


O governo federal reconheceu na manhã desta terça-feira (24) o estado de calamidade pública em Juiz de Fora, Minas Gerais. A decisão possibilita o início imediato dos trabalhos de socorro e ajuda humanitária à população afetada.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) garantiu que o reconhecimento oficial será publicado em edição extra do Diário Oficial da União.

Defesa Civil Nacional

A Defesa Civil Nacional deslocou para Juiz de Fora oito técnicos especialistas do Grupo de Apoio a Desastres (Gade) para acelerar as ações de assistência humanitária, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução nas cidades atingidas.

Neste momento de alerta máximo para desastres, a prioridade da Defesa Civil Nacional “está concentrada nas ações de socorro às populações afetadas” no município da Zona da Mata mineira, informou o ministério.

Caso haja necessidade, outros especialistas do mesmo grupo podem ser deslocados para a região de Juiz de Fora e Ubá, outro município mineiro impactado pelos temporais.

Ubá

A Prefeitura de Ubá informou que a sede da Secretaria de Desenvolvimento Social é o ponto oficial de coleta para ajudar as famílias atingidas pelo grande temporal que atingiu a cidade na madrugada.

Estão sendo arrecadados materiais de limpeza e higiene pessoal, alimentos não perecíveis, água mineral, roupas e calçados de adultos e infantojuvenis.

Devido à inundação que comprometeu a estrutura de imóveis públicos, a prefeitura informou que estão temporariamente suspensos os atendimentos em estabelecimentos de saúde como na farmácia municipal; no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) e na Policlínica Regional. O serviço de transportes assistenciais também está suspenso. Somente os atendimentos de hemodiálise serão mantidos, dentro das condições possíveis.

Previsão do tempo

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), emitiu aviso vermelho para o acúmulo de chuvas em áreas de Minas Gerais, Bahia e São Paulo, e em todo estado do Espírito Santo e Rio de Janeiro.

A previsão de acumulado de chuva entre esta quarta-feira (24) e a sexta-feira (27) pode ultrapassar os 60 milímetros (mm) por hora ou acima de 100 mm/dia.

Mortos

O número de mortos em consequência das chuvas já chega a 22 desde segunda-feira (23).

Os números do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e da Defesa Civil de Juiz de Fora registram também 440 desabrigados e 331 ocorrências relacionadas aos temporais.






Fonte: Agência Brasil

Lula mobiliza equipes federais para atuar em meio a chuvas em MG


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou nesta terça-feira (24) a pronta mobilização de equipes federais para auxiliar municípios da Zona da Mata Mineira atingidos por fortes chuvas que deixaram ao menos 22 mortos nas cidades de Juiz de Fora e Ubá.

“Uma equipe de coordenação da Força Nacional do SUS [Sistema Único de Saúde] já está a caminho. E a Defesa Civil Nacional, além de já ter enviado profissionais à Zona da Mata, trabalha em regime de alerta máximo e em permanente contato com a Defesa Civil mineira.”

Em seu perfil na rede social X, Lula destacou que o governo federal já reconheceu o estado de calamidade em Juiz de Fora (MG) e que o decreto será publicado no Diário Oficial da União ainda nesta terça-feira.

“Nas próximas horas – e dias – seguiremos de prontidão para agir com a velocidade e a força que o momento exige. Nosso foco é garantir a assistência humanitária, o restabelecimento dos serviços básicos, o auxílio às pessoas desabrigadas e o suporte à reconstrução.”

Durante sua passagem por Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em sua viagem oficial a países da Ásia, o presidente ligou para a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, prestando solidariedade e oferecendo apoio federal.

“Quero enviar meus profundos sentimentos às famílias que perderam seus lares e, o que é pior, os seus entes queridos. E me solidarizar com as autoridades e forças de segurança mineiras que estão trabalhando no resgate e no atendimento imediato à população prejudicada pela chuva”, concluiu.

Segundo a prefeitura, a cidade teve 584 milímetros de chuva acumulada, o que faz do mês de fevereiro o mais chuvoso da história do município mineiro, com volume superior ao dobro do esperado para o mês.

Além dos 22 mortos confirmados pelo Governo do Estado de Minas Gerais, a defesa civil da cidade mineira informa que há ao menos 440 pessoas desabrigadas.




Fonte: Agência Brasil

Grande SP tem dois feminicídios em menos de 24h


Duas mulheres foram mortas na Grande São Paulo em novas ocorrências de feminicídio. Uma terceira jovem foi vítima de tentativa de feminicídio, por esfaqueamento no meio da rua. Os casos ocorreram nessa segunda-feira (23).

Na zona norte da capital paulista, policiais militares foram acionados para atender ocorrência em um hospital, onde uma mulher de 22 anos já chegou morta. Ela tinha machucados e hematomas pelo corpo. O homem de 36 anos, que havia levado a jovem ao hospital, foi preso por feminicídio.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o suspeito foi detido no local e encaminhado ao 73º Distrito Policial, no Jaçanã. A prisão foi convertida em preventiva, e ele permanece à disposição da Justiça. No carro dele, foram encontrados um galão de gasolina e vestígios de sangue. O celular e o veículo do indiciado foram apreendidos para perícia. Também foram requisitados exames ao Instituto de Criminalística e ao Instituto Médico Legal (IML) para a vítima e o detido.

Em Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo, um homem de 25 anos foi preso em flagrante por feminicídio na tarde de ontem. A SSP informou que guardas civis municipais foram acionados para uma ocorrência de violência doméstica e encontraram a mulher de 20 anos morta, em sua casa. O crime teria ocorrido após uma discussão.

O agressor foi localizado, confessou o crime e foi preso em flagrante, permanecendo à disposição da Justiça. A perícia e o IML foram acionados, e o caso foi registrado como feminicídio na Delegacia de Itapecerica da Serra.

Jovem esfaqueada

Um homem de 37 anos esfaqueou ama jovem de 18 anos, na noite desta segunda-feira, na zona leste da capital. A vítima foi levada para o Hospital Geral de Guaianases. Policiais militares foram acionados para atender à ocorrência, e o agressor foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio. A faca utilizada no crime foi apreendida. O agressor foi encaminhado à delegacia e, segundo a SSP, permanece à disposição da Justiça. O caso foi registrado na 8ª DDM, em São Mateus.

Recorde de feminicídios

O Brasil atingiu número recorde de 1.518 vítimas de feminicídios em 2025, segundo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o que representa quatro mortes por dia. No ano anterior, em 2024, o país já havia atingido recorde, com 1.458 vítimas.

Em 2025, o estado de São Paulo também registrou o maior número de feminicídios desde o início da série histórica, em 2018. Em todo o ano, os registros chegaram a 270, o que representa aumento de 6,7% em relação a 2024, quando houve 253 registros. Os dados estão disponíveis no site da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP).

Especialistas ouvidas pela Agência Brasil analisaram o grave cenário de violência contra a mulher no país.




Fonte: Agência Brasil

Brasília volta a sediar Conferência Nacional das Cidades


Após mais de 13 anos, Brasília volta a sediar a Conferência Nacional das Cidades. O evento deve reunir, de hoje (24) até sexta-feira (27), mais de 1,6 mil representantes de todo o país para discutir o futuro do desenvolvimento urbano nacional nos próximos anos.

Organizado pelo Conselho das Cidades, órgão colegiado que integra a estrutura do Ministério das Cidades, o encontro na capital federal é o ápice de um processo de reuniões e debates prévios realizados em mais de 1,8 mil dos 5.570 municípios brasileiros, nos 26 estados e no Distrito Federal.

Além de representantes do poder público, integrantes da academia, de movimentos sociais e do setor empresarial vão colaborar com a definição das diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU) – conjunto de ações pensadas para promover o desenvolvimento urbano sustentável no Brasil que vem sendo discutido desde 2019.

Os 1,6 mil delegados e delegadas, que participarão da conferência nacional com direito a voto, foram eleitos durante encontros estaduais para trazer para o encontro as reivindicações aprovadas em seus territórios. As propostas vão ser debatidas em salas temáticas e, ao fim da conferência, serão consolidadas em um documento oficial que servirá de base para a elaboração da PNDU.

As salas temáticas vão tratar de temas como habitação, saneamento, periferias, mobilidade e desenvolvimento urbano, controle social, regularização fundiária, cooperação interfederativa, sustentabilidade, clima, transformações digitais, acessibilidade tecnológica e segurança cidadã.

Fundamental

Ao participar, nesta manhã, do programa Bom Dia, Ministro – uma co-produção entre a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República e o Canal Gov, transmitida pelos canais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) – o ministro das Cidades, Jader Filho classificou como “fundamental” a realização da 6º Conferência Nacional das Cidades.

“Vivemos em um país continental. E você imaginar que, [aqui] de Brasília, você vai conseguir encontrar soluções para um país do tamanho do nosso, seria muita pretensão”, comentou Filho, destacando o caráter participativo do evento.

Filho lamentou que a Conferência Nacional das Cidades, que nasceu em 2003 – primeiro ano do primeiro governo Lula – não tenha ocorrido desde 2013. “Isso tem um impacto muito grande, porque você não amplia o processo de discussão. E aí, muitas das vezes, as decisões acabam não sendo as melhores para o futuro das nossas cidades”, acrescentou o ministro.

Filho ainda associou a realização da 6ª conferência à reconstrução do Conselho das Cidades (Concidades), extinto em 2019, na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Retomamos o Concidades e temos feito reuniões trimestrais com esses conselheiros, debatendo, discutindo soluções para as cidades brasileiras.”




Fonte: Agência Brasil

Sobe para 22 total de mortos por chuvas em Juiz de Fora e Ubá


O governo de Minas Gerais confirmou que 22 pessoas morreram devido às fortes chuvas na zona da mata, sendo 16 em Juiz de Fora e seis no município de Ubá. O governo estadual decretará luto oficial de três dias no estado.

A prefeitura de Juiz de Fora, que já havia oficializado estado de calamidade pública, decretou luto oficial de três dias por conta das mortes.

O vice-governador de Minas, Mateus Simões, irá ainda nesta terça-feira (24) para a região, onde acompanhará o trabalho das equipes. A administração estadual informou que o governador Romeu Zema também deverá ir à zona da mata no fim do dia ou no início da quarta-feira (25).

De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, com o transbordamento do Rio Paraibuna, em Juiz de Fora, a corporação foi acionada para atender ocorrências de inundações, soterramentos e risco estrutural em encostas e áreas próximas ao rio.

Em poucas horas foram mais de 40 chamadas emergenciais envolvendo vias bloqueadas, moradores ilhados e casas atingidas.

Pontos de recolhimento

Em Juiz de Fora, a Defesa Civil estima que ao menos 440 pessoas estejam desabrigadas.

Neste momento, os primeiros pontos de recolhimento de itens e para acolhimento das pessoas que estão desalojadas e desabrigadas em Juiz de Fora são:

Escola Municipal Amélia Pires, rua Itatiaia, 570 – Monte Castelo

Escola Municipal Murilo Mendes, bairro Alto Grajaú.

Escola Municipal Nilo Camilo Ayupe, bairro Paineiras.




Fonte: Agência Brasil