Homem morre após perder a direção e cair de moto enquanto passava por trevo, em Presidente Epitácio



Vítima foi encaminhada à Santa Casa de Misericórdia, mas não resistiu aos ferimentos. Um homem morreu após cair de uma motocicleta enquanto passava pelo trevo do bairro Agrovila 5, na madrugada deste domingo (31), em Presidente Epitácio (SP).
📱 Participe do Canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp
Segundo a Polícia Militar, o homem não conseguiu realizar a curva do trecho e, por razões desconhecidas, caiu da motocicleta.
Ainda conforme os policiais, o homem chegou a ser socorrido e encaminhado para a Santa Casa de Misericórdia, em Presidente Epitácio.
Entretanto, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no domingo.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

'A gente está tentando se manter de pé', diz pastor após morte de três pessoas em tombamento de micro-ônibus com fiéis no Paraná




Veículo retornava de um evento religioso em Maringá (PR) com destino à Regente Feijó (SP). O sepultamento dos corpos está previsto para ocorrer, nesta terça-feira (2), no Oeste Paulista. Três pessoas morrem após micro-ônibus tombar na PR-317
Reprodução/RPC
O sepultamento das três pessoas que morreram após o tombamento de um micro-ônibus na PR-317, neste domingo (31), está previsto para ocorrer nesta terça-feira (2), em Presidente Prudente (SP) e Regente Feijó (SP).
Conforme a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o veículo da empresa Pompei Turismo trafegava com 22 passageiros e tombou no acostamento após ser fechado. O acidente foi registrado no trecho de Nossa Senhora das Graças (PR).
Os passageiros retornavam de uma convenção religiosa em Maringá (PR), com destino a Regente Feijó.
O pastor da Igreja “Só o Senhor é Deus”, Sebastião Dias Ferreira, falou sobre o acidente ocorrido com os fiéis de sua igreja.
“Infelizmente, aconteceu essa fatalidade no retorno. Por infelicidade, um abençoado tentou ultrapassar, prejudicando a condução do ônibus. Ele saiu do acostamento e o motorista não conseguiu controlar o ônibus e veio a capotar, aconteceu que nós infelizmente ficamos sem três pessoas que estavam sendo conduzidas por aquele veículo. Na medida do possível, a gente está tentando se manter de pé e organizar todo o trâmite”, ressaltou Ferreira.
Três pessoas morrem após micro-ônibus tombar na PR-317
Reprodução/RPC
Ainda conforme a PRE, duas mulheres, de 62 anos, e um homem, de 63 anos, morreram no local e outras 19 pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para hospitais nas cidades de Colorado (PR), Santo Inácio (PR) e Maringá.
A Polícia Civil segue investigando o caso.
O proprietário da Pompei Turismo, Levi Izido da Silva, disse à TV Fronteira que soube do acidente com vítimas em estado grave e deslocou-se “de imediato” para o local “para dar todo apoio” e “suporte para o pessoal”.
“O veículo possui toda a documentação que a Artesp [Agência de Transporte do Estado de São Paulo] e ANTT [Agência Nacional de Transportes Terrestres] pedem e até mesmo seguro. A gente está aí para dar o apoio e esclarecer todas as dúvidas”, explicou Silva.
O sepultamento de Edna Vicente do Nascimento Matos, de 62 anos, está previsto para ocorrer nesta terça-feira no Cemitério Municipal São João Batista, na Vila Liberdade, em Presidente Prudente. O horário ainda não foi definido.
Já os corpos da outra mulher, de 62 anos, e do homem, de 63 anos, que também morreram no acidente, estão previstos para ocorrerem às 9h e às 10h, respectivamente, nesta terça-feira, no Cemitério Municipal, em Regente Feijó.
Três pessoas morrem após micro-ônibus tombar na PR-317
Reprodução/RPC

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Governo abre processo para investigar Enel sobre apagões em São Paulo


O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, determinou a abertura de processo administrativo para investigar a Enel. O objetivo, segundo ele, é “averiguar as falhas e transgressões da concessionária em relação as suas obrigações contratuais e prestação de serviço”.

“O processo será feito com maior rigor, garantindo a ampla defesa, podendo acarretar, inclusive, a caducidade. Trabalhamos com afinco para garantir à população, a qualidade dos serviços de energia”, postou o ministro em seu perfil na rede social X, antigo Twitter.

No último dia 22, a Justiça de São Paulo condenou a Enel a indenizar clientes que ficaram longos períodos sem energia durante um apagão após as fortes chuvas na região metropolitana de São Paulo, em novembro de 2023.

Em três casos, a empresa alegou que a interrupção foi provocada pelas chuvas, mas os juízes decidiram que cabe danos morais de R$ 5 mil pela demora em restabelecer o serviço.

Além dessas ações, a Enel também foi multada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em R$ 165,8 milhões pelo mesmo apagão. Na ocasião, cerca de 2,1 milhões de pessoas ficaram sem luz, com o fornecimento de energia levando uma semana para ser normalizado.

Segundo o auto de infração, a Enel não prestou serviços de forma adequada. A companhia só acionou significativamente as equipes de manutenção – próprias e terceirizadas – em 6 de novembro, três dias após o temporal que derrubou árvores e comprometeu o abastecimento em diversas áreas da capital paulista e dos arredores.






Fonte: Agência Brasil

Implantação de barreira de concreto causa alterações no tráfego da Rodovia Assis Chateaubriand, em Presidente Prudente | Presidente Prudente e Região


Já na segunda etapa da obra, a interdição ocorrerá na pista sentido Martinópolis. Neste caso, os motoristas que seguem pela Rodovia Raposo Tavares, no sentido Capital, e queiram acessar a alça de ligação com a SP-425, terão que buscar o próximo retorno, localizado no km 557 da SP-270.




Fonte: G1

Homem é preso por violência doméstica contra a própria esposa após discussão por ovos de Páscoa, em Presidente Prudente




Ocorrência foi registrada, neste domingo (31), no Jardim Estoril. A Polícia Militar localizou uma arma de fogo no estabelecimento comercial do envolvido, de 36 anos. Homem é preso por violência doméstica e posse ilegal de arma de fogo, em Presidente Prudente (SP)
Polícia Civil
Um homem, de 36 anos, foi preso em flagrante, neste domingo (31), por violência doméstica contra a própria esposa, uma mulher de 38 anos, e posse ilegal de arma de fogo, no Jardim Estoril, em Presidente Prudente (SP).
📱 Participe do Canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp
Conforme o Boletim de Ocorrência, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica em que o envolvido possuía uma arma de fogo.
No local, os policiais questionaram o homem, que confirmou ter discutido com a esposa, por motivo de traição, e ainda havia empurrado ela. Já com relação ao armamento, ele admitiu que tinha uma arma de fogo de fabricação caseira em seu estabelecimento comercial, no Jardim Aviação.
A PM foi até a empresa do envolvido e localizou, dentro de uma gaveta de uma mesa de escritório, uma garrucha calibre 36 desmuniciada e um cartucho deflagrado. O homem afirmou não possuir o registro necessário e ter adquirido o armamento no Estado de Mato Grosso. A arma de fogo foi apreendida e ele foi encaminhado para a delegacia da Polícia Civil.
Na unidade policial, a vítima relatou que o marido ficou “muito ciumento” porque ela teria ganhado ovos de Páscoa de clientes e passou a ser acusada de traição por ele. Ainda conforme a mulher, o homem passou a empurrar e proferir ofensas contra ela.
Segundo o Boletim de Ocorrência, o envolvido tentou pegar o aparelho celular da vítima para danificar, porém ela não deixou. O marido passou a apertar os braços dela e a arremessou contra o chão.
O homem negou as agressões e relatou que a esposa estava escondendo o celular, trocando as senhas e saía para trabalhar e retornava “muito tarde”. Além disso, recentemente, ele conseguiu abrir o aplicativo de mensagens dela no computador da empresa e “acompanhou a traição em conversas que ela manteve com um senhor de idade”.
Ainda conforme o documento policial, o envolvido disse que seu aparelho celular foi danificado pela esposa, “porque ele havia criado provas contra ela”. Por conta disso, ele pretendia quebrar o celular dela, porém ela não permitiu e “se jogou no chão, simulando uma agressão”.
Sobre a arma de fogo, ele afirmou que recebeu o armamento em 2018, quando morava no Estado de Mato Grosso.
O médico legista foi acionado e constatou que a vítima “suportou múltiplas lesões corporais de natureza leve”. O delegado responsável pelo caso decretou a prisão em flagrante do envolvido por violência doméstica e posse ilegal de arma de fogo e ele permaneceu à disposição da Justiça.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Com porções de skunk escondidas no tanque de combustível, homem é preso na Rodovia Raposo Tavares




Polícia Rodoviária localizou ainda tabletes de maconha no carro, em Presidente Epitácio (SP). Homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas, em Presidente Epitácio (SP)
Polícia Rodoviária
Um homem, de 39 anos, foi preso em flagrante por tráfico de drogas, na noite deste domingo (31), no km 648 da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Presidente Epitácio (SP).
📱 Participe do Canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp
Segundo a Polícia Rodoviária, uma equipe abordou um carro com placas de Itaúna (MG) durante a Operação Semana Santa.
Durante vistoria veicular, os policiais encontraram 13 tabletes de maconha escondidos nas portas traseiras do carro, que totalizaram 8,514 kg. Já no tanque de combustível, os agentes localizaram 31 porções de skunk, que totalizaram 10,398 kg.
O entorpecente e o veículo foram apreendidos.
O envolvido é morador de Sorocaba (SP), foi preso em flagrante por tráfico de drogas e foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil de Presidente Venceslau (SP), onde permaneceu à disposição da Justiça.
Homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas, em Presidente Epitácio (SP)
Polícia Rodoviária
Homem foi preso em flagrante por tráfico de drogas, em Presidente Epitácio (SP)
Polícia Rodoviária

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Herói da II Guerra Mundial foi torturado pelo regime militar


Arte 60 anos do golpe - banner

O fato de ser herói da II Guerra Mundial, onde participou de 94 missões como piloto de caça com o avião P-47, contra a média de 35 ações de um piloto norte-americano no mesmo conflito, não livrou o brigadeiro Rui Moreira Lima de ser preso três vezes durante o regime militar e cassado pelo AI-1. Até hoje não foi anistiado pelo Estado brasileiro, segundo relata à Agência Brasil o filho dele, o economista Pedro Luiz Moreira Lima.

O Ato Institucional número 1, assinado em 9 de abril de 1964 pela junta militar, composta pelo general do Exército Artur da Costa e Silva, tenente-brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo e vice-almirante Augusto Hamann Rademaker Grünewald, suspendia por dez anos os direitos políticos de todos os cidadãos vistos como opositores ao regime, entre congressistas, militares e governadores. Nesse período, surgiu a ameaça de cassações, prisões, enquadramento como subversivos e eventual expulsão do país. O AI-1 foi o embrião da Lei de Segurança Nacional, publicada em 3 de Março de 1967.

Rio de Janeiro (RJ), 05/03/2024 - Pedro Luiz Moreira Lima, economista e filho do brigadeiro Rui Moreira Lima. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 Pedro Luiz Moreira Lima, economista e filho do brigadeiro Rui Moreira Lima Tânia Rêgo/Agência Brasil

Acusado de ser comunista, uma contravenção grave na época, Rui Moreira Lima recusou-se a entregar a Base Aérea de Santa Cruz, que comandava, no Rio de Janeiro, foi posto na reserva e preso pela primeira vez. Foram cassadas licenças de voo de oficiais da Aeronáutica, entre elas a de Rui. Sua carteira de voo foi recuperada apenas em 1979, quando, devido à idade, não tinha mais condições de executar pilotar. Pedro Luiz contou que o pai foi um dos milhares de militares, dentre os quais cerca de 2 mil oficiais, atingidos pela ditadura que não poderiam recorrer à Justiça comum para reaver seus direitos, de acordo com o Artigo 181 da Constituição de 1967.

Ato de força

O artigo 181 dizia que “ficam aprovados e excluídos de apreciação judicial os atos praticados pelo Comando Supremo da Revolução de 31 de março de 1964, assim como os atos do governo federal, com base nos Atos Institucionais e nos Atos Complementares e seus efeitos, bem como todos os atos dos ministros militares e seus efeitos, quando no exercício temporário da Presidência da República”. Pedro Luiz definiu: “foi um ato de força. Foi com este artigo que o pai abandonou sua luta pelo direito de voar e sua promoção. Somente na Constituição de 88 esse artigo foi derrubado e, sem dúvida, graças ao pai”.

O economista conta que a ditadura queria expulsar o pai das Forças Armadas. “Teve gente que pensou em até eliminar todos os oficias cassados. Em 1988, ele entrou na Justiça comum e chegou, em 1992, ao posto de major-brigadeiro”. Rui Moreira Lima morreu, entretanto, em 13 de agosto de 2013, aos 94 anos, sem conseguir obter a mais alta patente da Aeronáutica em tempos de paz, que é a de tenente-brigadeiro-do-ar. Sem acatar o pedido para que expulsassem o brigadeiro Rui Moreira Lima da Força Aérea, o presidente Castelo Branco, que o conhecia desde jovem, acabou reformando-o como coronel e não como major-brigadeiro, contrariando as leis militares, que justificavam o posto pelo tempo de serviço prestado e pelas ações na II Guerra Mundial.

Brigadadeiro Rui Moreira Lima. Foto: Arquivo Pessoal

Brigadadeiro Rui Moreira Lima –  Arquivo pessoal

Pedro Luiz contou que, anos depois, em decisão assinada em 24 de maio de 2016, o então presidente Michel Temer concedeu promoção post mortem a tenente-brigadeiro-do-ar a Rui Moreira Lima, publicada no Diário Oficial, mas cassada em 2019 pela Advocacia Geral da União (AGU), com assinatura do presidente Jair Bolsonaro. O argumento era que Moreira Lima não era piloto. “Era engenheiro e engenheiro não chega ao posto de quatro estrelas de tenente-brigadeiro”, relatou Pedro Luiz.

Prisões

Na primeira vez que foi preso, Rui Moreira Lima foi colocado no porão do navio de tropa Barroso Pereira, próximo à Ilha Fiscal, onde sofreu tortura psicológica e conviveu com ratos, percevejos e baratas. Não havia sanitário. As necessidades fisiológicas eram feitas em um buraco no chão. Fez greve de fome. Três dias depois, o comandante do Grupo de Caça na Itália e ex-ministro da Aeronáutica, Nero Moura, telefonou para o presidente Castelo Branco relatando as condições que seu comandado estava sofrendo e ele foi transferido para o navio Princesa Leopoldina, onde permaneceu 49 dias preso.

Quatro meses depois, foi preso novamente e levado para o quartel da 3ª Zona Aérea, sob o comando do brigadeiro João Adil de Oliveira. Ficou 90 dias detido, respondendo ao inquérito de Santa Cruz, como ficou conhecido, dirigido pelo brigadeiro Manoel José Vinhaes mas, principalmente, por seu assistente, coronel João Paulo Moreira Burnier. “Esse Inquérito foi terrível, sendo dirigido praticamente pelo Burnier. Ambos –Vinhaes e Burnier – não procuravam apurar a verdade, mas comprometer-me como subversivo”. A afirmação é do próprio brigadeiro Rui Moreira Lima, em entrevista concedida para o projeto História Oral do Exército e das Forças Irmãs na Revolução de 1964, publicado em 2003.

Brigadadeiro Rui Moreira Lima. Foto: Arquivo Pessoal

Brigadadeiro Rui Moreira Lima – Arquivo pessoal

Libertado e cassado, começou nova carreira como civil, aos 49 anos, no mercado de ações incentivadas, como sócio da empresa Jacel Jambock. Na última prisão, em 1970, o filho de Rui, Pedro Luiz, foi detido como forma de o governo ditatorial chegar até o então coronel Moreira Lima, dentro de sua empresa. O brigadeiro foi sequestrado, encapuçado e levado para o 15º Regimento de Cavalaria Mecanizado (RC Mec), situado na Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, comandado pelo coronel Mário Orlando Ribeiro Sampaio. Este era antigo comandado de Rui no Conselho de Segurança e no curso que fizeram na Alemanha Ocidental. Ali, o brigadeiro ficou incomunicável durante três dias, em uma espécie de masmorra, onde não conseguia deitar nem dormir, pois a cama tinha somente três pernas. Se precisasse ir ao banheiro, deveria chamar um dos vigias para acompanhá-lo. Até que, por ordem do General Sizeno Sarmento, foi libertado. “O pai achava que a intenção era sua morte e desaparecimento”, disse Pedro Luiz.

As perseguições não pararam, entretanto, depois da última prisão. A família recebia ameaças e xingamentos pelo telefone, vigias à paisana eram vistos rondando a rua e tinha sempre um órgão que implicava com o funcionamento da empresa do brigadeiro.

Senta a Púa!

Rui Barbosa Moreira Lima, ou brigadeiro Rui Moreira Lima, como era chamado, nasceu na cidade de Colinas, no Maranhão, em 12 de junho de 1919. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1938 para cursar a Escola Militar, vindo a se formar aviador na primeira turma da Escola da Aeronáutica. Tornou-se um dos primeiros membros da Força Aérea Brasileira (FAB). Inscreveu-se como voluntário para a II Guerra Mundial na Itália pelo 1º Grupo de Aviação de Caça, do qual foi o criador do lema Senta a Púa. Esse também foi o título do primeiro livro que publicou sobre a atuação do 1º Grupo de Aviação de Caça na guerra. “Foram 55 mil livros na primeira edição”, revelou Pedro Luiz. A obra já está na quarta edição. “São histórias humanas que aconteceram, com depoimentos de vários companheiros do brigadeiro”.

Rio de Janeiro (RJ), 05/03/2024 - Primeira edição do livro

Senta a Púa está na quarta edição – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Após a abertura da democracia, ele lançou Diário de Guerra, contando as missões que efetuou nos céus da Itália, sendo a primeira em 6 de novembro de 1944 e a última em 1º de maio de 1945. Foi atingido pela artilharia antiaérea alemã em nove ocasiões, das quais saiu sem ferimento. Seu embarque para a guerra ocorreu quando sua esposa, Júlia Moreira Lima, estava grávida da primeira filha, aos 18 anos. Os três filhos do oficial são Claudia, Sonia e Pedro Luiz.

De espírito inquieto, se tornou ativista pela abertura e pela redemocratização do país, com atuação plena na Constituinte, pelas questões nacionalistas, pela retomada de direitos civis e militares dos brasileiros atingidos pelos golpes de Estado, e pela valorização da história do Brasil e da FAB.

Em 2021, a Editora Topbooks lançou Adelphi! Voando por Justiça e Liberdade, livro biográfico escrito pela museóloga Elisa Colepicolo e por Pedro Luiz Moreira Lima, contando a história do brigadeiro. “Meu pai era um historiador. Tudo que ele escrevia, ele guardava”. A base do livro foram os escritos deixados por Rui, que totalizaram 8 mil documentos, 6 mil fotos e algumas gravações que o oficial deixou. O termo Adelphi é uma saudação especial, destinada a reverenciar os pilotos de caça da Força Aérea Brasileira que pereceram nos céus da Itália, além de ser usado também para marcar eventos relevantes para a aviação de caça ou para a Força Aérea Brasileira.




Fonte: Agência Brasil

Motociclista morre após acidente de trânsito na Rodovia Assis Chateaubriand, em Pirapozinho




Conforme a Polícia Rodoviária, a vítima de 33 anos foi encontrada dilacerada após ter sido atropelada por diversos veículos, na noite deste domingo (31). Motociclista morre após acidente de trânsito, em Pirapozinho (SP)
Polícia Rodoviária
Um motociclista, de 33 anos, morreu, na noite deste domingo (31), após um acidente de trânsito no km 471,600 da Rodovia Assis Chateaubriand (SP-425), em Pirapozinho (SP).
📱 Participe do Canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp
Segundo a Polícia Rodoviária, uma equipe foi acionada para atender uma ocorrência de colisão traseira seguida de tombamento com uma vítima fatal.
Ainda conforme os policiais, o motociclista foi arrastado por, aproximadamente, 100 metros e atropelado por diversos outros veículos que passavam pela via. Ele foi encontrado “dilacerado” pelos agentes.
A Polícia Rodoviária localizou na parte traseira da motocicleta, além da própria placa de identificação, uma segunda placa enroscada entre o pneu traseiro e o para-lama, pertencente à uma caminhonete de Pirapozinho, que não foi localizada nas proximidades do acidente.
A ocorrência foi registrada na Delegacia da Polícia Civil do município.

Veja mais notícias em g1 Presidente Prudente e Região.




Fonte: G1

Caminhada em São Paulo lembra golpe militar e faz homenagem às vítimas


Uma caminhada em São Paulo lembrou os 60 anos do golpe que instaurou a ditadura civil-militar no Brasil. Chamada de Caminhada do Silêncio pelas Vítimas de Violência do Estado, o ato teve início na antiga sede do Departamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), na Rua Tutóia, na Vila Mariana.

“Esse é um ato que relembra os 60 anos da malfadada ditadura. Estamos em frente a um dos mais importantes centros de repressão da ditadura militar brasileira que é a antiga sede do DOI-Codi, onde as Forças Armadas, associada à sociedade civil de São Paulo, torturaram milhares de pessoas no fundo desse prédio e onde dezenas de companheiros e companheiras foram assassinados”, disse Henrique Olita, membro do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores (PT).

Foi nesse lugar que o ex-deputado estadual e presidente da Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo, Adriano Diogo, ficou preso por 90 dias durante a ditadura militar. “Fiquei 90 dias aqui. Fiquei 90 dias em uma cela solitária bebendo água de boi”, relembrou ele hoje, em entrevista à Agência Brasil. “Aqui é uma casa de morte”, reforçou.

Também foi no DOI-Codi que Maria Amélia de Almeida Teles, a Amelinha, foi presa, torturada e estuprada. “Fui presa política aqui no DOI-Codi entre 1972 e 1973. Aqui fui torturada e estuprada. Minha família toda foi sequestrada e trazida aqui para o DOI-Codi. Minha filha, Janaína, tinha cinco anos de idade [na época] e meu filho tinha quatro anos.

Os 60 anos do golpe militar de 1964 não tem como serem esquecidos. Esse é um passado que está muito presente ainda. São feridas que não cicatrizaram e que continuam sangrando nos dias de hoje. O Brasil continua ameaçado de golpes e de violência do Estado”, disse ela. “As novas gerações precisam conhecer isso para se fortalecer e para investir mais na construção da democracia brasileira”, acrescentou.

São Paulo (SP) 31/03/2024 - Ato 60 Anos do Golpe de 64 na frente do DOI-CODI em São Paulo.
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

São Paulo (SP) 31/03/2024 – Ato 60 Anos do Golpe de 64 na frente do DOI-CODI em São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Memória

Nesta quarta edição da caminhada, os manifestantes reforçaram a necessidade da memória, adotando como tema a frase: “Para que Não se Esqueça, Para que Não Continue Acontecendo”. E lembraram que as populações periféricas seguem sofrendo com a violência policial, mesmo nos dias atuais.

“Temos um passivo que não é só a questão de memória ou de reverenciar aquelas pessoas que deram o melhor da sua vida pela luta da liberdade do Brasil e dos direitos do povo. A ditadura militar deixou uma série de passivos [no país]. Mesmo com o remendo de Constituinte de 1988, a estrutura de repressão no Brasil não se alterou. Temos uma Polícia Militar – que deveria ser uma Polícia Civil – totalmente militarizada e que tem feito o que estamos assistindo hoje, como essa operação policial no litoral de São Paulo [Operações Verão e Escudo] onde mais de 50 pessoas foram assassinadas. Essa é a maior chacina da polícia depois do caso do Carandiru. Isso é absurdo. Esse é um dos passivos da ditadura, que temos que superar”, disse Olita, em entrevista à Agência Brasil.

Participaram do ato deste domingo na capital paulista personalidades como o ex-deputado José Genoíno, o deputado estadual Eduardo Suplicy e a deputada federal Luiza Erundina.

“O 8 de janeiro de 2023 tem a ver com 2016 [impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff], que foi um golpe. E esses dois [eventos] têm a ver com 1964 porque a transição da ditadura para a democracia se deu num pacto pelo alto, num pacto das elites que não mexeu com as estruturas de poder. Eu estava na Constituinte (de 1988) e vivi isso”, disse Genoíno, à Agência Brasil.

Para Erundina, lembrar os 60 anos do golpe é importante para que a população “nunca se esqueça daquilo que brasileiros e brasileiras passaram”.Segundo ela, o Brasil ainda não reparou e nem fez justiça sobre o que aconteceu nesse período.

“Não vamos esquecer [o que aconteceu]. Vamos continuar cobrando, exigindo e levando às novas gerações a realidade sobre aquele tempo para que eles também nos ajudem a continuar essa luta. Não podemos permitir que os crimes da ditadura fiquem impunes, como os desaparecimentos forçados de mais de 4 mil brasileiros. Enquanto isso não for passado a limpo, a ditadura não acaba. Temos que continuar lutando por essa causa e não admitir que isso seja esquecido porque o esquecimento pode levar a riscos de outras ditaduras”.

A caminhada teve como destino o Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Parque Ibirapuera.

DOI-Codi

O DOI-Codi foi uma agência de repressão política subordinada ao Exército. Neste local, os inimigos da ditadura foram encarcerados, torturados e mortos. Estima-se que por ali passaram mais de 7 mil presos políticos, quase todos torturados. Desses, pelo menos 50 deixaram o local já sem vida.

Atualmente, neste endereço funciona o 36° Distrito Policial, da Polícia Civil. É neste lugar também que ultimamente tem sido realizada uma pesquisa arqueológica para aprofundar os conhecimentos sobre o prédio e também identificar as pessoas que passaram pelo local. Há também uma proposta de ressignificar esse espaço, transformando-o no Memorial da Luta pela Justiça.

“Aqui foram assassinadas, pelo Ustra [comandante do Exército, Carlos Alberto Brilhante Ustra], mais de 50 militantes políticos”, falou Amelinha. “Aqui precisa ser um centro de memória e de defesa dos direitos humanos. A memória e o direito à verdade são direitos humanos. Aqui tem que ter um museu, um memorial e cursos de direitos humanos. Essa delegacia não deveria mais existir aqui porque essas paredes estão manchadas de sangue dos nossos companheiros”, acrescentou.

A caminhada de hoje foi organizada pelo Movimento Vozes do Silêncio, representado pelo Instituto Vladimir Herzog, e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, com apoio de diversas instituições.




Fonte: Agência Brasil

Ministros usam redes sociais para lembrar 60 anos do golpe de 64


Arte 60 anos do golpe - banner

Arte/Agência Brasil

Ao menos sete ministros de Estado usaram as redes sociais neste domingo (31) para fazer referência aos 60 anos do golpe militar de 1964, que instaurou no país a ditadura que duraria 21 anos.

O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, fez uma publicação na rede X (antigo Twitter) com o título “Por que ditadura nunca mais?”. Como resposta para a pergunta, ele citou desejos de um país “social e economicamente desenvolvido”, “soberano, que não se curve a interesses opostos aos do povo brasileiro”, “institucional e culturalmente democrático”, “em que a verdade e a justiça prevaleçam sobre a mentira e a violência”, “livre da tortura e do autoritarismo” e “sem milícias e grupos de extermínio”.

Silvio Almeida terminou a publicação lembrando uma frase do deputado Ulysses Guimarães – que presidiu a Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a Constituição de 1988: “É preciso ter ódio e nojo da ditadura”.

A frase de Ulysses também foi lembrada em postagem do ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta. Ele publicou a imagem de uma blusa branca com a inscrição estilizada “ódio e nojo à ditadura”.

“Ditadura Nunca Mais!! A esperança e a coragem derrotaram o ódio, a intolerância e o autoritarismo. Defender a democracia é um desafio que se renova todos os dias”, escreveu.

A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, também usou o portal X para prestar solidariedade às vítimas do regime de exceção.

“Neste 31 de março de 2024 faço minha homenagem a todas as pessoas presas, torturadas ou que tiveram seus filhos desaparecidos e mortos na ditadura militar. Que o golpe instalado há exatos 60 anos nunca mais volte a acontecer e não seja jamais esquecido”.

Desejar que uma ditadura nunca volte a acontecer foi teor também de mensagem postada pelo ministro da Educação, Camilo Santana.

“Lembramos e repudiamos a ditadura militar, para que ela nunca mais se repita. A mancha deixada por toda dor causada jamais se apagará. Viva a democracia, que tem para nós um valor inestimável”, escreveu.

Torturados

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, lembrou nominalmente algumas das vítimas do período que desrespeitou os direitos humanos por mais de duas décadas.

“Minha homenagem a todos que perderam a vida e a liberdade, em razão da ruptura da democracia no dia 31 de março de 1964, que levou o país a um período de trevas. Minha homenagem a Rubens Paiva, Vladimir Herzog e Manoel Fiel Filho, que lutaram pela democracia no Brasil”.

Herzog era jornalista; Rubens Paiva, engenheiro; e Manoel Fiel Filho, metalúrgico. Todos foram torturados e mortos pelo regime militar na década de 70.

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, pediu reflexões sobre um processo de reparação do Estado em relação ao que aconteceu contra povos indígenas durante a ditadura.

“Sabemos que a luta sempre foi uma constante para os povos indígenas, mas há 60 anos o golpe dava início a um dos períodos mais duros do nosso país. A ditadura promoveu um genocídio dos nossos povos e também de nossa cultura. Milhares de indígenas foram assassinados e muitos mitos construídos entre militares para justificar um extermínio – muitos discursos perversos que até hoje são utilizados para tentar refutar nosso direito constitucional ao território”, escreveu.

“Precisamos refletir sobre um processo de reparação do Estado. Esse é um debate necessário para o conjunto da sociedade. Só avançaremos com o fortalecimento da democracia e da Justiça”, completou.

O ministro na Advocacia-Geral da União, Jorge Messias, publicou a notória fotografia da ex-presidente Dilma Rousseff, então presa política com 22 anos, durante um interrogatório numa auditoria militar na década de 70.

Com o título “Democracia sempre!!!”, Messias escreveu: “minha homenagem nesta data é na pessoa de uma mulher que consagrou sua vida à defesa da Democracia, @dilmabr. Que a Luz da Democracia prevaleça, sempre. Essa é a causa que nos move”.

Dilma Rousseff usou o perfil dela no X para defender que “manter a memória e a verdade histórica sobre o golpe militar que ocorreu no Brasil há 60 anos, em 31 de março de 1964, é crucial para assegurar que essa tragédia não se repita, como quase ocorreu recentemente, em 8 de janeiro de 2023”.

“No passado, como agora, a História não apaga os sinais de traição à democracia e nem limpa da consciência nacional os atos de perversidade daqueles que exilaram e mancharam de sangue, tortura e morte a vida brasileira durante 21 anos. Tampouco resgata aqueles que apoiaram o ataque às instituições, à democracia e aos ideais de uma sociedade mais justa e menos desigual. Ditadura nunca mais!”, complementou.

Democracia

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luís Roberto Barroso, sem citar a ditadura, associou a Páscoa, comemorada neste domingo, à democracia.

“31 de março de 2024: um dia para celebrar a Páscoa, a ressurreição, os bons sentimentos de renovação e esperança, e também para lembrar do que nunca podemos esquecer: de como a democracia é valiosa e a nossa liberdade, nossos direitos e garantias fundamentais são a essência de uma vida verdadeiramente digna nesse país. Feliz Páscoa, democracia sempre!”.

O marco de 60 anos do golpe militar não foi lembrado com eventos oficiais por parte do governo federal. No fim de fevereiro, em entrevista à RedeTV, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou que a ruptura institucional “já faz parte da história”. “Já causou o sofrimento que causou. O povo já conquistou o direito de democratizar esse país. Os generais que estão hoje no poder eram crianças naquele tempo. Alguns acho que não tinham nem nascido ainda naquele tempo”, disse.

“O que eu não posso é não saber tocar a história para frente, ficar remoendo sempre, remoendo sempre, ou seja, é uma parte da história do Brasil que a gente ainda não tem todas as informações, porque tem gente desaparecida ainda, porque tem gente que pode se apurar. Mas eu, sinceramente, eu não vou ficar remoendo e eu vou tentar tocar esse país pra frente”, acrescentou o presidente.




Fonte: Agência Brasil