Governo avança para criação de política para cuidadores


Profissionais que tenham, como atribuição, o “cuidado com o outro”, nem sempre recebem, de volta, aquilo que dão. A fim de melhorar a situação dos chamados cuidadores – profissionais que ajudam pessoas que passam por limitações, sejam elas físicas ou mentais – o governo federal deu, nesta segunda-feira (22), um importante passo para a criação, via grupo de trabalho interministerial (GTI), da Política Nacional de Cuidados.

Quatro ministros participaram da cerimônia de lançamento do GTI, que será coordenado pelos ministérios do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS); e o das Mulheres.

Brasília, DF 22/05/2023 O Ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, durante lançamento de grupo de trabalho para elaborar a Política Nacional de Cuidados. 
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

“Todos nós, de alguma forma, precisaremos de cuidadores”, destaca o ministro Wellington Dias – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

“Estamos falando de quem cuida de crianças; de quem cuida de adolescentes; de quem cuida de pessoas com deficiência ou com alguma limitação”, disse o ministro do MDS, Wellington Dias. “Há uma certeza: todos nós, de alguma forma, somos cuidadores; e todos nós, de alguma forma e em algum momento, vamos precisar de cuidados. Portanto, não há uma política provavelmente mais humana do que a política de cuidados”, acrescentou.

Dias defendeu também a expansão de vagas em creches, onde os cuidados vão além das crianças, beneficiando também as mulheres para as atividades do dia a dia. Ele também destacou a importância do funcionamento das escolas em tempo integral, de forma a dar a pais e mães de crianças e adolescentes condições de estudar, trabalhar, ou mesmo praticar outras atividades de interesse.

Servidão

Citando autores do pensamento social brasileiro, o ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, disse que “as trabalhadoras domésticas sempre estiveram presentes em toda a literatura” acerca desses estudos, e que elas sempre ocuparam “papel central para a compreensão e a interpretação do Brasil”.

“O Brasil foi concebido como um país rachado; um país que, ao mesmo tempo, é moderno, com uma legislação trabalhista que o coloca nos trilhos da modernidade, mas que, do outro lado, segundo alguns autores, permanece apegado a tradições que remontam à servidão”, acrescentou.

Nesse sentido, Almeida disse ser fundamental, para a compreensão da dinâmica de formação do país, entender também “o papel crucial do cuidado”. “Quem cuidou dos brasileiros – mesmo dos brasileiros mais ricos – foram as trabalhadoras domésticas. Às vezes, não cuidando da sua própria família. Na maioria das vezes, cuidando da família alheia”, acrescentou ao afirmar que as discussões para a política em questão vão além de um reconhecimento histórico.

Brasília, DF 22/05/2023 O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida,  durante lançamento do grupo de trabalho para elaborar a Política Nacional de Cuidados. 
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Ministro Silvio Almeida fala sobre o papel das trabalhadoras domésticas para a compreensão do país – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Trata-se, segundo ele, de uma questão fundamental para entender a formação do país e as particularidades da economia brasileira, colocando a questão do trabalho doméstico como parte também integrante de um país que se quer democrático.

“Meu sonho é que nós tenhamos uma sociedade em que cada pessoa seja responsável pelo filho que não é seu; pelo pai que não é seu; e que cada vida seja tratada como se sua fosse. Essa é sociedade que eu quero: que todos tenham que cuidar de todos; que todos tenham de cuidar do filho de todos; que todos tenham de cuidar da vida do outro, como se a vida fosse sua”, complementou.

Brasília, DF 22/05/2023 A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, durante  lançamento do grupo de trabalho para elaborar a Política Nacional de Cuidados. 
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Ministra Cida Gonçalves diz que as mulheres dedicam em média 22 horas semanais de trabalho de cuidado não remunerado em casa – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Mulheres

Citando dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, explicou que as mulheres dedicam em média 22 horas semanais de trabalho de cuidado não remunerado dentro de suas próprias casas.

“É o dobro do tempo dedicado pelos homens”, destacou a ministra. “As mulheres brancas gastam 21 horas semanais com essa atividade, enquanto as mulheres negras gastam 22,3 horas semanais”, acrescentou.

Ainda segundo ela, profissões relacionadas ao cuidado são majoritariamente exercidas por mulheres negras “marcadas por desigualdades e precariedades”. “Entre as trabalhadoras domésticas, 75% não possuem carteira assinada, tendo portanto pouco acesso aos direitos de trabalho.”

Fenatrad

Coordenadora-geral da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad), Luiza Batista disse que a categoria por ela representada sempre esteve na invisibilidade, mas que participar de um evento como o de hoje, no qual se começa a pensar uma política voltada a cuidadores, “significa que a nossa luta não foi em vão”.

“Somos responsáveis pelo trabalho do cuidado não só das nossas famílias, como também das famílias para as quais a gente está prestando serviço”, disse ela ao lembrar que a luta pelo reconhecimento de direitos comuns a outras categorias é algo histórico, anterior até mesmo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

“Mesmo sendo feito a maioria por mulheres negras sem nenhuma escolaridade ou com pouquíssima escolaridade, nosso trabalho é importante para o desenvolvimento da sociedade”, argumentou.

A ministra de Gestão e Inovação de Serviços Públicos, Esther Dweck, lembrou que “parte da reação que houve aos governos do Partido dos Trabalhadores (PT) tem a ver com os ganhos que houve nessa área”, para categorias como a dos cuidadores. “Infelizmente, parte da sociedade reagiu de forma bastante negativa a essas conquistas”, disse.

Ela, no entanto, acrescentou que a pandemia acabou mostrando a muitas famílias o que representa a ausência de um trabalhador doméstico na sua casa. “Em especial para elite brasileira, isso deve ter sido algo muito chocante.”




Fonte: Agência Brasil

Brasil teve 23 ataques a escolas; mais da metade nos últimos 4 anos


O primeiro ataque a escolas de que se tem notícia no Brasil ocorreu 21 anos atrás e, desde então, houve outros 23 casos parecidos. No total, os episódios fizeram 137 vítimas e 45 pessoas morreram. Os dados foram apurados pelo Instituto Sou da Paz, em um mapeamento inédito divulgado hoje (22).

O levantamento evidencia o maior potencial destrutivo de armas de fogo, que se tornaram mais acessíveis com a flexibilização de regras promovida em 2019. Revólveres e pistolas foram usados em 11 dos episódios e causaram três vezes mais mortes do que armas brancas, como facas, que apareceram em dez ocorrências. As armas de fogo foram responsáveis pela morte de 34 pessoas (76%), enquanto as brancas mataram 11 pessoas (24%) em ataques a escolas.

Segundo os dados, a arma mais empregada foi o revólver .38, apontada pelo instituto como a mais vendida no mercado brasileiro, por décadas, e, até hoje, largamente usada por empresas de segurança privada. De acordo com a entidade, tal revólver apareceu em 53% dos ataques. Outras armas de fogo utilizadas foram pistola .40 (20%), revólver .32 (13%), garrucha .38 (7%) e garrucha .22 (7%). A garrucha se assemelha ao revólver e à pistola, também tendo como característica o cano curto.

Ao todo, 80% das armas se enquadram nas categorias que, até maio de 2019, eram de uso permitido para civis. Das três pistolas de calibre .40, que antes de 2019 eram de uso restrito, duas eram de propriedade de parentes que trabalhavam nas forças de segurança e uma delas era registrada por uma pessoa com certificado de CAC (Colecionador, Atirador e Caçador).

Em pelo menos dois dos casos envolvendo armas de fogo, há relatos de que o pai do agressor o havia ensinado a atirar, mesmo ele sendo menor de idade, conforme destaca o Sou da Paz.

Em seis de cada dez casos, os autores dos crimes já tinham à mão as armas de fogo utilizadas nos ataques, já que pertenciam a familiares que residiam na mesma casa que eles. Em 40% das ocorrências, as armas pertenciam a um agente de segurança e em 20% foram roubadas do proprietário e revendidas ou vendidas diretamente por ele.

Em relação ao período dos ataques, o que o instituto mostra é um aumento das ocorrências a partir de 2019. Entre 2002 e 2019, foram registrados sete atentados e, nos últimos quatro anos, de 2019 até este ano, o número mais do que dobrou, passando para 17. Somente nos primeiros quatro meses deste ano, foram de seis casos, mesmo número registrado em todo o ano passado.

Gênero

Outra revelação do mapeamento diz respeito à identidade de gênero dos autores dos ataques. Todos os atos tiveram como responsáveis homens ou meninos, o que sugere, para diretora-executiva do Sou da Paz, Carolina Ricardo, a necessidade de mobilização para desassociar a noção de masculinidade da de imposição e demonstração de força.

“A gente sabe que, claro, a arma, sozinha, não é um grande motivador, mas é um catalisador e, em alguns casos, a gente identificou também que o agressor buscou, tentou adquirir a arma. Nesse caso dos ataques, ela é muito mais letal, gera muito mais mortes, é um artefato de interesse dos agressores, porque, justamente, aumenta o potencial letal e torna esses agressores mais poderosos, se é que assim dá pra se dizer”, diz.

“A arma, na mão de um civil, muito mais do que garantir uma legítima defesa, acaba sendo usada para fins equivocados, errados”, complementa.

Ainda sobre o perfil dos autores dos atentados, 88% foram cometidos por apenas uma pessoa, com média de idade de 16 anos, que era aluno ou ex-aluno da escola alvo do ataque.

Além disso, ao concebê-los, os agressores colocam no centro, como alvos, pessoas com quem têm algum vínculo, como alunos (59%).

Recomendações

Como sugestões para se enfrentar a gravidade e a complexidade de fatores que permeiam os atentados a escolas, o Instituto Sou da Paz indica o seguinte:

– Corresponsabilizar plataformas digitais.
– Criar equipes policiais treinadas em monitoramento de redes sociais com capacidade de realização de análise de risco, para triagem e atuação preventiva.
– Fortalecer a ronda escolar, e os vínculos entre a direção da escola e batalhões locais.
– Treinar e estabelecer um protocolo de ação para que policiais militares possam responder a estes eventos de modo a eliminar a ameaça mais rapidamente possível, preparar socorro e evacuação das vítimas.
– Estabelecer programas específicos para a saúde mental dos estudantes e de mediação e justiça restaurativa nas escolas para lidar com conflitos e bullying, que devem ser conduzidos por profissionais dedicados a esta atividade, sem sobrecarregar professores com mais estas atribuições.
-Treinar professores e funcionários para conseguirem identificar comportamentos que precisam despertar ações da comunidade escolar.
– Criar ações para instruir as pessoas a evitarem repassar boatos e mensagens sem procedência identificada, para evitar pânico.
– Endurecer o controle e fiscalização da compra de armas de fogo e munições para restringir o acesso a instrumentos mais letais por parte dos agressores.
– Rever facilitações dadas para permissão de adolescentes (a partir de 14 anos) a clubes de tiro, ainda que acompanhados de um responsável.




Fonte: Agência Brasil

Brasil notificará autoridades espanholas após racismo contra Vini Jr,


O Ministério da Igualdade Racial (MIR) informou neste domingo (21) que acionará autoridades da Espanha para tomar providências após mais um caso de racismo sofrido pelo jogador brasileiro Vini Jr., atacante do Real Madrid, no jogo do seu time contra o Valencia, no Estádio Mastalla, casa do adversário.

“Repudiamos mais uma agressão racista contra o Vini Jr. Notificaremos as autoridades espanholas e a La Liga [Liga de futebol da Espanha]. O Governo brasileiro não tolerará racismo nem aqui nem fora do Brasil! Trabalharemos para que todo atleta brasileiro negro possa exercer o seu esporte sem passar por violências”, diz uma nota da pasta divulgada nas redes sociais.

Durante a derrota da equipe dele para o Valencia por 1 a 0, Vini escutou insultos racistas e gritos de “macaco” vindos das arquibancadas, gritados por milhares de torcedores. O jogo foi paralisado por cerca de oito minutos e, posteriormente, o jogador foi expulso ao se envolver em uma confusão. Nas imagens, ele chegou a ser contido por jogador adversário com um golpe de enforcamento.

Em Hiroshima, no Japão, após participar da Cúpula do G7, presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade ao jogador brasileiro, considerado um dos maiores craques em atividades no mundo. Para o presidente, a Federação Internacional de Futebol (Fifa), a liga espanhola e as ligas de futebol de todos os países devem tomar providências para que o “racismo e o fascismo” não tomem conta do futebol.

“Não é possível que quase no meio do Século 21 a gente tenha o preconceito racial ganhando força em vários estádios de futebol na Europa”, disse. “Não é justo que o menino pobre que venceu na vida, que está se transformando possivelmente em um dos melhores [jogadores] do mundo – certamente do Real Madrid é o melhor – seja ofendido em cada estádio que ele comparece”, acrescentou Lula.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também usou as redes sociais para comentar o episódio. “Repugnantes os insultos racistas proferidos contra o jogador brasileiro Vinicius Júnior, na Espanha. Estádio de futebol é espaço para jogadores e torcedores de todas as cores. Já o lugar de racista é outro!”, escreveu.

Esta não é a primeira vez que o jogador é atacado. Pelas redes sociais, ele manifestou sua revolta com a La Liga.

“Não foi a primeira vez, nem a segunda e nem a terceira. O racismo é o normal na La Liga. A competição acha normal, a Federação também e os adversários incentivam. Lamento muito. O campeonato que já foi de Ronaldinho, Ronaldo, Cristiano e Messi hoje é dos racistas. Uma nação linda, que me acolheu e que amo, mas que aceitou exportar a imagem para o mundo de um país racista. Lamento pelos espanhóis que não concordam, mas hoje, no Brasil, a Espanha é conhecida como um país de racistas. E, infelizmente, por tudo o que acontece a cada semana, não tenho como defender. Eu concordo. Mas eu sou forte e vou até o fim contra os racistas. Mesmo que longe daqui”, desabafou.




Fonte: Agência Brasil

Chefs refugiados trazem memórias e pratos de países de origem


Evergreen Okolo quer ser brasileiro. O chef nigeriano conta que já fez o pedido oficial de cidadania. Ele vive há sete anos em São Paulo em uma trajetória cheia de mudanças de rota. “Quando tinha 19, 20 anos nunca ia me imaginar como cozinheiro”, lembra, enquanto prepara arroz jollof para os cerca de 20 convidados do projeto Sabores e Lembranças. A iniciativa é do Instituto Adus, que desde 2010 atua no acolhimento de refugiados e imigrantes no Brasil.

A proposta do projeto é que dez chefs de diferentes países apresentem a culinária típica dos seus locais de origem e compartilhem um pouco das suas histórias de vida. O prato que Evergreen escolheu tem versões em diversos países da África subsahariana. O chef explica que a base é arroz e molho de tomate. Para o público brasileiro, ele fez uma adaptação com pimenta dedo de moça, mais suave do que a habitualmente usada na Nigéria. “Aqui as pessoas não estão acostumadas a comer comida apimentada, como no meu país”, justificou a escolha.

Começo do zero

As explicações em português com sotaque marcado são uma conquista. Evergreen conta que quando chegou ao Brasil a principal dificuldade foi a comunicação. “Eu tive sorte de já ter um parente no Brasil”, diz o jovem de 29 anos, ao relatar que escolher vir para o país seguindo os passos do pai, que também foi aluno dos cursos de português oferecidos pelo Adus. “Mesmo assim foi difícil aprender a língua”, enfatiza. O instituto já ensinou o idioma oficial do Brasil a 5 mil estrangeiros.

A conjuntura econômica da Nigéria foi o que motivou o rapaz a sair da terra de origem. Ele veio em busca do que chama de “base de vida” – serviços públicos, como hospitais e transporte, que funcionem dentro do mínimo necessário. Segundo o jovem, em alguns lugares de seu país de origem, o fornecimento de eletricidade só ocorre em parte do dia. Se não fosse assim, talvez ele tivesse permanecido por lá. “Nunca fui um cara de me aventurar”, diz.

Antes de vir para o Brasil, chegou a cursar três anos de gestão de negócios na África do Sul. Nesse tempo, ainda se imaginava em um emprego burocrático. A escolha pela gastronomia veio de uma falsa visão inicial de que precisaria usar pouco o português, que ainda não dominava logo que chegou ao país. “Mas precisa ler a receita”, comenta sobre como percebeu que a realidade era diferente do que tinha imaginado.

Os pratos que faz hoje com habilidade, só tinha experimentado antes de sair da terra natal. “Minha mãe pegava mais no pé das minhas irmãs para aprender a cozinhar”, lembra, em um tipo de situação no qual enxerga um viés machista na cultura do seu país. “Comecei do zero”, acrescenta a respeito da relação com a gastronomia. Há quatro anos ele trabalha no restaurante do Museu de Arte Contemporânea, ao lado do Parque Ibirapuera, zona sul paulistana.

Toque brasileiro

A mudança de ares mudou um pouco do jeito de ser de Evergreen. “Sempre fui uma pessoa mais reservada, fechada”, diz sobre o período em que ainda vivia na Nigéria. “No Brasil, as pessoas são mais abertas. Com o tempo, fiquei assim também”.

Para a sobremesa, foram servidos bolinhos poff-poff, muito semelhantes aos bolinhos de chuva brasileiro. Outro hábito que Evergreen não tinha na terra natal. “Na Nigéria, não tem o costume de comer doce depois do prato principal”, diz antes de servir os bolinhos cobertos com xarope e coco ralado – um toque brasileiro.




Fonte: Agência Brasil

Possível valsa de Dom Pedro I é anunciada por portal


A peça intitulada Valse, de 1819, consta do volume manuscrito 7703 da Biblioteca Nacional da França, em Paris. Nele, encontram-se peças para piano de autoria do compositor austríaco Sigismund Neukomm, escritas no Rio de Janeiro, e por ele autografadas. Neukomm foi o único músico a integrar a Missão Artística Francesa no Brasil, onde escreveu 70 obras.

Mestre de música de D. Pedro, entre 1816 e 1821, deve-se a Neukomm a menção, em seu catálogo, de que elaborou arranjos para orquestra a partir de “seis valsas de D. Pedro”.

Até hoje, estas composições não foram localizadas, nem os arranjos de Neukomm. Porém, dentre as 25 peças do volume manuscrito que se encontra na Biblioteca Nacional da França, a Valse é a única que não traz a assinatura de Neukomm e que não foi mencionada em seu catálogo, o que aponta para a possibilidade de tratar-se de uma das peças de autoria de Dom Pedro I, ainda não encontradas, segundo a musicista Rosana Lanzelotte.

Avaliação

Além disso, os elementos compositivos de Valse são claramente distintos daqueles característicos do músico austríaco e, por sua vez, podem ser avaliados como próximos de outras peças do então príncipe.

“A única forma de comprovar seria se encontrássemos o manuscrito de dom Pedro, que já se procurou. Estive em contato com vários musicólogos que estão de acordo que estilisticamente essa valsa é mais próxima da linguagem composicional de dom Pedro do que do Neukomm”, disse Rosana.

Se confirmada, a descoberta pode representar um acontecimento histórico para a música brasileira, na avaliação de Rosana, que está finalizando um livro sobre dom Pedro compositor que deve ser lançado no segundo semestre.

Dom Pedro assinou o Hino da Independência, o Hino Constitucional que foi o hino português entre 1834 e 1910, e obras sacras preservadas no arquivo da Catedral Metropolitana do Rio, mas não uma valsa.

Musica Brasilis

Criado em 2009, o portal Musica Brasilis tem como missão o resgate e difusão de repertórios brasileiros de todos os tempos, em grande parte inacessíveis por falta de edições. O acervo – constituído por mais de 2.500 partituras de compositores brasileiros – é mensalmente consultado por 45 mil usuários de todo o mundo.




Fonte: Agência Brasil

Pterossauros jovens tinham comportamento semelhante ao das aves atuais


Em estudo publicado no periódico científico internacional Historical Biology, pesquisadores do Museu Nacional, da Universidade Regional do Cariri e da Universidade do Contestado identificaram que a maioria dos fósseis da espécie de pterossauro Caiuajara dobruskii, pertencia a indivíduos que estavam em seus primeiros anos de vida.

Segundo a pesquisa, estes animais jovens tinham comportamento semelhante ao das aves atuais. O Caiuajara dobruskii era um pterossauro de pequeno porte, com uma envergadura que podia variar de 0,65 metros (m) a 2,35 m, que viveu durante o período Cretáceo (~90-70 milhões de anos).

Descoberta em 2014, fósseis da espécie foram encontrados no interior do Paraná, em rochas do município Cruzeiro do Oeste e representou um importante achado para a paleontologia nacional. Essa foi a primeira vez que esses répteis alados foram encontrados fora da Região Nordeste. No local do achado, estavam presentes centenas de ossos dessa espécie.

Os pesquisadores constataram que a maior parte dos exemplares, cerca de 80% da amostra, pertencia a indivíduos ainda em estágio juvenil. Deste modo, muito possivelmente os pterossauros usaram a localidade como ponto de reprodução.

“Estes pterossauros quando juvenis, aparentemente, ficavam reunidos em grupos, um comportamento também visto em aves atuais. Esta estratégia de agrupamento dos juvenis é denominada creching, e costuma ser um mecanismo de sobrevivência que permite melhor regulação da temperatura e proteção dos juvenis contra predadores”, disse o líder da pesquisa, o doutorando Esaú Araújo, em nota. Ele é aluno do programa de pós-graduação em Zoologia do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“Pela primeira vez foi feito um estudo paleohistológico com um número expressivo de ossos de pterossauros e isto só foi possível dada a abundância de registros desta espécie, um cenário normalmente raro para os paleontólogos que estudam os pterossauros”.

Com um bom número de amostras, foi possível compreender, a partir das microestruturas dos ossos, o grau de desenvolvimento dos indivíduos, sua taxa de crescimento, fisiologia e aspectos comportamentais.

Na constituição óssea do Caiuajara dobruskii foi observado um córtex ósseo extremamente fino com a presença de um complexo ósseo tecidual denominado fibrolamelar. O padrão em questão é bem conhecido na literatura, estando presente em diferentes espécies de pterossauros.

Este tipo de tecido ósseo sugere que o Caiuajara dobruskii apresentava taxas de crescimento altas, também comparáveis às das aves atuais. Ele crescia a um ritmo superior ao de outras espécies de pterossauros, como espécies encontrada na China, Argentina e Alemanha.

“Esse trabalho é fruto da união de cientistas de diferentes instituições que, além da descoberta, estão auxiliando na reconstrução do Museu Nacional/UFRJ. É também mais uma demonstração de que o Museu Nacional Vive”, afirmou, em nota, Alexander Kellner, diretor do Museu Nacional, cuja sede ficou destruída por um incêndio em 2 de setembro de 2018.




Fonte: Agência Brasil

Iphan conta com orçamento recorde para investir no patrimônio cultural


Frevo, maracatu, carimbó, ritmos carnavalescos e o ofício das baianas do acarajé são expressões culturais que fazem parte dos 52 bens imateriais registrados como patrimônios imateriais brasileiros. Somados ao patrimônio material, que são os bens arqueológicos, paisagísticos e etnográficos; belas artes e as artes aplicadas, esse conjunto compõe o Patrimônio Cultural Brasileiro. Em 2023, esse acervo vai contar com um orçamento recorde de R$ 135 milhões, que serão investidos em ações e projetos, bem como para obras do Programa de Aceleração do Crescimento Cidades Históricas, criado em 2013, no governo Dilma Rousseff.

O presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Leandro Grass, falou em entrevista ao programa Brasil em Pauta, da TV Brasil, sobre o assunto. “O orçamento de agora volta a ser um orçamento semelhante ao de 2016. É uma mudança de rota na política do patrimônio cultural brasileiro”.

Além de questões orçamentárias, o presidente do Iphan comentou sobre a volta do instituto para o Ministério da Cultura e a importância da política de patrimônio para o país. “O Iphan deve estar vinculado ao Ministério da Cultura por excelência, porque o nosso fazer política de patrimônio cultural diz respeito não só a aquilo que fica mais visível para a sociedade, que são as obras de restauração e conservação, mas também diz muito sobre a nossa relação com o fazer cultural de cada região do país”, explicou.

“O patrimônio é uma questão cultural por essência porque diz respeito à história da humanidade, a todas as suas realizações, tem a ver com os momentos importantes para a sociedade como um todo. Portanto, nós temos alguns bens culturais que são patrimônio cultural brasileiro que fazem relação muito grande com as comunidades de matriz africana, com a herança africana no Brasil, com a perspectiva das etnias indígenas, também a interação com a memória sensível do país, do processo de escravização das pessoas, a própria ditadura militar. Ou seja, a política de patrimônio, além de ser importante para o povo se reconhecer, é também sobre o futuro, porque se a gente não traz essa memória, a gente não se vê como sociedade e a gente não consegue se tornar uma nação, uma sociedade de maneira integrada”, disse Grass.

Ainda sobre o contexto histórico do patrimônio, o presidente do Iphan falou sobre o projeto de restauração do prédio Docas Pedro II, na zona portuária do Rio de Janeiro. O edifício abrigará o Centro de Interpretação do Cais do Valongo. “[O Docas Pedro II] é o primeiro prédio que foi, segundo relatos, feito com uma mão de obra não escravizada no Brasil, e que tem servido para esse ponto de encontro, para essa convergência da memória africana no país”, destacou.

“Será um centro de interpretação sobre a memória africana. Então, possivelmente a gente vai ter museu, áreas também multiuso. Nós temos lá um acervo arqueológico encontrado no Valongo, que vai desde pedras, da estrutura, até objetos pessoais dos antigos escravizados, nossos ancestrais. Então é um lugar muito rico e que vai servir para a população brasileira e internacional encontrar as informações e conhecimento sobre a herança africana em nosso país”, acrescentou.

O Cais do Valongo foi construído em 1811 para o desembarque e comércio de africanos escravizados que eram levados para as plantações de café, fumo e açúcar do interior do estado do Rio de Janeiro e de outras regiões do Brasil. De acordo com o Iphan, cerca de um milhão de africanos escravizados passaram pelo Cais do Valongo em cerca de 40 anos. O sítio arqueológico passou a integrar a Lista do Patrimônio Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 2017.

Ato golpista

De acordo com o presidente do Iphan, quase 80% das obras e patrimônios que foram depredados durante os atos antidemocráticos e golpistas de 8 de janeiro, já foram restaurados e recompostos, graças ao trabalho dos servidores do Iphan e dos técnicos das três casas danificadas, o Palácio do Planalto, o Palácio do Congresso Nacional e o Palácio do Supremo Tribunal Federal.

“De nada adianta a gente restaurar, seja o edifício, a praça, as obras de arte, se nós não tivermos uma ação de trazer a sociedade para perto. Existe o desejo do presidente Lula de promover um grande plano de ação da Praça dos Três Poderes com as culturas do nosso país, com as identidades regionais, e nós estamos participando disso, também o Memorial da Democracia, que é um desejo da ministra [da Cultura] Margareth [Menezes] que está sendo também desenhado para que isso não se repita, porque a educação patrimonial, a memória, são formas de evitar esses crimes no futuro”, afirmou Leandro Grass.

Confira a entrevista completa no programa Brasil em Pauta que vai ao ar neste domingo (21) às 22h30, na TV Brasil.




Fonte: Agência Brasil

Hoje é Dia lembra Dia da África, da adoção e da Mata Atlântica


Foi no dia 25 de maio, mas do ano de 1963, em Adis Abeba, na Etiópia, que foi criada a Organização da Unidade Africana (OUA). Sucedida pela União Africana, que atualmente reúne os 55 países do continente, a criação da OUA foi o marco para as Nações Unidas instituírem, em 25 de maio, o Dia da África. Por isso, o Hoje é Dia desta semana começa com este episódio do Nossa África, que foi ao ar na TV Brasil, que explica por que a África é chamada de berço da humanidade: o programa passa pela Etiópia, Quênia, África do Sul e Egito e mostra onde e como o homem começou a caminhar, descobriu o fogo e iniciou sua longa marcha rumo aos tempos modernos:

O Nossa África também apresenta, em seus episódios, as lutas pela independência, golpes de Estado e guerras civis da história da África, os avanços democráticos conquistados pelos países do continente, a diversidade e tolerância religiosa, a agricultura, o artesanato, as comunicações, o esporte, a literatura, a educação, a gastronomia, a moda e mais.

Também conta histórias de ícones africanos, como Wangari Maathai, a primeira mulher africana a ganhar o Nobel da Paz e os heróis da independência africana. As mulheres e as crianças africanas também foram assunto de episódios do programa.

No Brasil, 25 de maio é o Dia Nacional da Adoção. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que é responsável pelo Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), mais de quatro mil crianças e adolescentes, em todo o país, esperam por uma família. O Programa Especial, da TV Brasil, tratou da adoção de crianças com deficiência, e explicou o passo a passo para se adotar uma criança ou adolescente no país – especialmente se o adotante tiver alguma necessidade especial:

Nações e povos do Brasil

Neste domingo (21) é celebrado o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, data estabelecida pela Unesco para falar sobre a diversidade dos povos de todo o planeta. Em 2013, o Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, mergulhou na riqueza das culturas de outros países, como Alemanha, Portugal, Ucrânia, Japão e países árabes, sem sair do país: são as muitas nações do Brasil:

Falando ainda sobre tradição e cultura, em 24 de maio celebra-se o Dia Nacional dos Ciganos – em reverência à contribuição dos ciganos na formação da história e identidade cultural do Brasil. O episódio Ciganos: “Minha pátria é onde estão meus pés”, do Caminhos da Reportagem, mostrou como vivem os ciganos que estão no país, e tratou de questões como os costumes e mitos dos povos ciganos, problemas sociais, preconceito e marginalização que as comunidades enfrentam:

Também na quinta-feira (24), o calendário marca o dia nacional de uma das bebidas mais apreciadas pelos brasileiros: o café. O Brasil é o segundo maior consumidor de café do mundo (atrás apenas dos Estados Unidos) e o maior produtor do grão no planeta. O Caminhos da Reportagem foi até a Mantiqueira saber o que faz um café ser considerado especial, e como esta região do sul de Minas virou referência na produção desses grãos selecionados:

A floresta mais antiga da América do Sul

Fechando a semana, no sábado (27) é o Dia Nacional da Mata Atlântica – uma das florestas com maior diversidade de espécies em todo o planeta: são cerca de 20 mil tipos de plantas diferentes – muitas, que só existem por lá. Este bioma, que está presente em 15% do território nacional, passa por 17 estados e serviu de berço para o país, rendeu um dos episódios da série Nossos Biomas, que foi ao ar pela TV Brasil e está disponível no TV Brasil Play:

O TV Brasil Play também apresenta a série documental Mata Viva – Ciência e Aventura na Mata Atlântica, que acompanha as expedições de estudiosos em busca de descobertas científicas em uma reserva de mata conservada. São oito episódios, que contam desde os dias e as noites que duraram uma campanha de captura de onça pintada, até a fauna invisível e as vidas subaquáticas da Mata Atlântica (confira a relação completa de episódios).

Confira a lista semanal* do Hoje é Dia com datas, fatos históricos e feriados:

21 a 27 de maio de 2023

21

22

Nascimento do maestro, compositor, diretor de teatro e ensaísta alemão Wilhelm Richard Wagner (210 anos)

Dia Internacional da Diversidade Biológica – comemoração instituída pela Unesco na Resolução 55/201, de 20 de dezembro de 2000

23

24

Dia Nacional dos Ciganos – data instituída em 2006, por meio de decreto em reconhecimento à contribuição dos ciganos na formação da história e da identidade cultural brasileira

Dia Nacional do Café

25

Realização do primeiro transplante de coração no Brasil, pelo médico Euryclides de Jesus Zerbini (55 anos)

Dia do Orgulho Nerd – comemoração que surgiu em alusão à data de lançamento do filme Guerra nas Estrelas

Dia Nacional da Adoção – data instituída pela Lei nº 10.447, de 9 de maio de 2002

Dia da África – neste dia, em 1963, foi criada a Organização de Unidade Africana (OUA), na Etiópia, com o objetivo de defender e emancipar o continente africano

26

Morte do ator fluminense Carlos Eduardo Dolabella (20 anos)

Morte do cineasta, produtor e ator norte-americano Sydney Pollack (15 anos)

Nascimento do cantor, empresário, ator de rádio, cinema e televisão brasileira uberabense Ayres Campos (100 anos)

Dia Nacional de Combate ao Glaucoma – criado no Brasil, conforme Lei n° 10.456, de 13 de maio de 2002, para alertar sobre essa doença silenciosa

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Nascimento do professor e médico paulista Zeferino Vaz (115 anos) – conduziu a construção, estabelecimento e desenvolvimento da Universidade Estadual de Campinas, localizada em Campinas, em São Paulo, durante as décadas de 1960 e 1970

Dia Nacional da Mata Atlântica

*As datas são selecionadas pela equipe de pesquisadores do Projeto Efemérides, da Gerência de Acervo da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que traz temas relacionados à cultura, história, ciência e personalidades, sempre ressaltando marcos nacionais e regionais. A Gerência de Acervo também atende aos pedidos de pesquisa do público externo. Basta enviar um e-mail para [email protected].




Fonte: Agência Brasil

Mega-Sena acumula e prêmio vai para R$ 39 milhões


O sorteio do concurso 2.582 da Mega-Sena foi realizado na noite deste sábado (20) no Espaço da Sorte, em São Paulo. Não houve ganhadores.

O prêmio acumulou e para o próximo concurso, na quarta-feira (24), é estimado em R$ 39 milhões.

As dezenas sorteadas foram: 07 – 26 – 32 – 35 – 49 – 55.

A quina registrou 76 apostas vencedoras. Cada uma vai pagar prêmio de R$ 42.829,41. Já a quadra teve 4.591 ganhadores, cabendo a cada acertador R$ 1.012,86.

As apostas para o próximo concurso podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

A aposta simples, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.




Fonte: Agência Brasil

Festival Paralímpico reúne mais de 21 mil jovens em todo o país


O primeiro Festival Paralímpico de 2023 reuniu mais de 21 mil crianças e adolescentes neste sábado (20), em 119 núcleos, distribuídos pelos 26 estados do país e no Distrito Federal. A marca é um recorde do evento, realizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) desde 2018 e que leva atividades que simulam modalidades paralímpicas, de forma lúdica, a jovens de 8 a 17 anos, com e sem deficiência.

O Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, foi uma das sedes do festival. A estrutura, que costuma receber a preparação dos principais atletas paralímpicos do país ao longo do ano, teve a presença de mais de mil crianças e adolescentes, praticando atletismo, bocha, tiro com arco e esgrima em cadeira de rodas.

“Foi uma verdadeira festa da inclusão, com a interação de pessoas com e sem deficiências em todo o território nacional. Mostramos, claramente, que todos podem fazer as mesmas coisas, ainda que de forma diferente”, destacou o presidente do CPB, Mizael Conrado, ao site oficial da entidade.

O evento não recebeu somente jovens brasileiros. Segundo o Comitê, 40 dos cerca de 130 participantes da sede de Boa Vista eram venezuelanos, que praticaram atividades de atletismo, bocha e vôlei sentado.

“Não conhecia o esporte paralímpico. Amei esta manhã. Eu me senti livre, sem vergonha de ser quem eu sou. Não sei explicar direito. Foi uma energia diferente e muito boa. Agora, não quero mais sair do atletismo”, declarou a venezuelana Sara Velázquez, de 16 anos, que utiliza cadeira de rodas por ter perdido força nos membros inferiores.

De acordo com o CPB, a maior parte (36%) dos participantes deste ano tinham deficiência intelectual. Outros 19,5% eram crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista, enquanto jovens com deficiência física representaram 10,2% do total. Os demais inscritos se dividiram entre pessoas com outros tipos de comprometimento (visual, auditivo e múltiplos) e os 20% de vagas destinadas a pessoas sem deficiência.

Uma segunda edição do Festival Paralímpico em 2023 está prevista para 23 de setembro, outra vez no sábado. A data encerra a semana em que se comemora o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21 de setembro) e o Dia Nacional do Atleta Paralímpico (22).




Fonte: Agência Brasil